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XAPANÃ

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Academic year: 2021

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XAPANÃ/SAKPATA/N

XAPANÃ/SAKPATA/NSUMBO - PARTE lV

SUMBO - PARTE lV - SAKPATA SIMBOLOS

- SAKPATA SIMBOLOS

SAKPATÁ

SAKPATÁ

Direito da foto Samuel Abrantes Direito da foto Samuel Abrantes As cores de contas e

As cores de contas e roupas usadas por esses Voduns podem variar de acordo com roupas usadas por esses Voduns podem variar de acordo com o gosto de cada um.o gosto de cada um. Todos usam roupas feitas de palha da

Todos usam roupas feitas de palha da costa sendo umas mais curtas e costa sendo umas mais curtas e outras mais compridas. Sakpatá usaoutras mais compridas. Sakpatá usa todas as cores e o

todas as cores e o estampado, sempre com a presença das cores escuras.estampado, sempre com a presença das cores escuras.

Símbolo fortemente ligado a Sakpatá, a palha da costa é a fibra da ráfia,

Símbolo fortemente ligado a Sakpatá, a palha da costa é a fibra da ráfia, obtida de palmas novas, extraídasobtida de palmas novas, extraídas de uma palmeira cujo nome científico é Raphia vinifera. No Brasil, recebe o nome de Jupati. A

de uma palmeira cujo nome científico é Raphia vinifera. No Brasil, recebe o nome de Jupati. A palmeira épalmeira é considerada a "esteira da Terra". A

considerada a "esteira da Terra". A palha da costa, tendo sua origem palha da costa, tendo sua origem na palmeira, ganha o simbolismona palmeira, ganha o simbolismo universal de ascensão, de regenerescência e da certeza da imortalidade da alma

universal de ascensão, de regenerescência e da certeza da imortalidade da alma e da ressurreição dose da ressurreição dos mortos. Um símbolo da alma. Além de proteger a vulnerabilidade do iniciado, sua utilização também é mortos. Um símbolo da alma. Além de proteger a vulnerabilidade do iniciado, sua utilização também é reservada aos deuses ancestrais, numa reafirmação de

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Os Sakpatás podem trazer nas mãos o xaxará, ou o bastão, a lança, o illewo ou ainda, Os Sakpatás podem trazer nas mãos o xaxará, ou o bastão, a lança, o illewo ou ainda, uma pequena espada. A maioria deles gostam de

uma pequena espada. A maioria deles gostam de manter o rosto coberto manter o rosto coberto pela palha da costa, outros gostampela palha da costa, outros gostam de mostrar o rosto.

de mostrar o rosto.

(Direito da foto Samuel Abrantes) (Direito da foto Samuel Abrantes)

O búzio, simboliza a origem da manifestação, o que é confirmado pela sua relação com as águas e seu O búzio, simboliza a origem da manifestação, o que é confirmado pela sua relação com as águas e seu

desenvolvimen

desenvolvimento espiralóide a partir to espiralóide a partir de um ponto central. Simboliza de um ponto central. Simboliza as grandes viagens, as grandesas grandes viagens, as grandes evoluções, interiores e exteriores.

evoluções, interiores e exteriores. Todos gostam muito de usar

Todos gostam muito de usar búzios e chaorôs (guizos).búzios e chaorôs (guizos). É associado as divindades ctonianas, deuses do interior da terra.

É associado as divindades ctonianas, deuses do interior da terra. Por extensão, o búzio simboliza o Por extensão, o búzio simboliza o mundomundo subterrâneo e suas divindades.

subterrâneo e suas divindades.

O chaorô (guizo), tem simbologia

O chaorô (guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pelaaproximada a do sino, sobretudo pela  percepção do

 percepção do som. Simboliza o ousom. Simboliza o ouvido e aquilo quvido e aquilo que o ouvido perce o ouvido percebe, o som, que ebe, o som, que é reflexo da vibraé reflexo da vibraçãoção  primordial. A repercussã

 primordial. A repercussão do chaorô é o do chaorô é o som sutil da reveo som sutil da revelação, a reperclação, a repercussão do Podeussão do Poder divino nar divino na existência. Muitas vezes têm por objetivo fazer

existência. Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis perceber o som das leis a serem cumpridas.a serem cumpridas. Universalmente, tem um poder de exorcismo e

Universalmente, tem um poder de exorcismo e de purificação, afasta as influências malignas ou, pelode purificação, afasta as influências malignas ou, pelo menos, adverte da sua aproximação. Sem dúvida, simboliza o

menos, adverte da sua aproximação. Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, apelo divino ao estudo da lei, a obediência àa obediência à  palavra divina, se

 palavra divina, sempre uma comumpre uma comunicação entre o cénicação entre o céu e a terra, tendo tamu e a terra, tendo também o poder de enbém o poder de entrar em relaçãotrar em relação com o

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Os Sakpatás podem trazer nas mãos o xaxará, ou o bastão, a lança, o illewo ou ainda, Os Sakpatás podem trazer nas mãos o xaxará, ou o bastão, a lança, o illewo ou ainda, uma pequena espada. A maioria deles gostam de

uma pequena espada. A maioria deles gostam de manter o rosto coberto manter o rosto coberto pela palha da costa, outros gostampela palha da costa, outros gostam de mostrar o rosto.

de mostrar o rosto.

(Direito da foto Samuel Abrantes) (Direito da foto Samuel Abrantes)

O búzio, simboliza a origem da manifestação, o que é confirmado pela sua relação com as águas e seu O búzio, simboliza a origem da manifestação, o que é confirmado pela sua relação com as águas e seu

desenvolvimen

desenvolvimento espiralóide a partir to espiralóide a partir de um ponto central. Simboliza de um ponto central. Simboliza as grandes viagens, as grandesas grandes viagens, as grandes evoluções, interiores e exteriores.

evoluções, interiores e exteriores. Todos gostam muito de usar

Todos gostam muito de usar búzios e chaorôs (guizos).búzios e chaorôs (guizos). É associado as divindades ctonianas, deuses do interior da terra.

É associado as divindades ctonianas, deuses do interior da terra. Por extensão, o búzio simboliza o Por extensão, o búzio simboliza o mundomundo subterrâneo e suas divindades.

subterrâneo e suas divindades.

O chaorô (guizo), tem simbologia

O chaorô (guizo), tem simbologia aproximada a do sino, sobretudo pelaaproximada a do sino, sobretudo pela  percepção do

 percepção do som. Simboliza o ousom. Simboliza o ouvido e aquilo quvido e aquilo que o ouvido perce o ouvido percebe, o som, que ebe, o som, que é reflexo da vibraé reflexo da vibraçãoção  primordial. A repercussã

 primordial. A repercussão do chaorô é o do chaorô é o som sutil da reveo som sutil da revelação, a reperclação, a repercussão do Podeussão do Poder divino nar divino na existência. Muitas vezes têm por objetivo fazer

existência. Muitas vezes têm por objetivo fazer perceber o som das leis perceber o som das leis a serem cumpridas.a serem cumpridas. Universalmente, tem um poder de exorcismo e

Universalmente, tem um poder de exorcismo e de purificação, afasta as influências malignas ou, pelode purificação, afasta as influências malignas ou, pelo menos, adverte da sua aproximação. Sem dúvida, simboliza o

menos, adverte da sua aproximação. Sem dúvida, simboliza o apelo divino ao estudo da lei, apelo divino ao estudo da lei, a obediência àa obediência à  palavra divina, se

 palavra divina, sempre uma comumpre uma comunicação entre o cénicação entre o céu e a terra, tendo tamu e a terra, tendo também o poder de enbém o poder de entrar em relaçãotrar em relação com o

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O lakidibá, fio de conta de Sakpatá, é feito do chifre

O lakidibá, fio de conta de Sakpatá, é feito do chifre do búfalo. Tem o sentido de eminência, de elevação,do búfalo. Tem o sentido de eminência, de elevação, símbolo de poder, um emblema divino. Ele evoca o prestígio da força vital, da criação periódica, da vida símbolo de poder, um emblema divino. Ele evoca o prestígio da força vital, da criação periódica, da vida

inesgotável, da inesgotável, da

fecundidade. Devemos lembrar que chifre, em hebraico "querem", quer

fecundidade. Devemos lembrar que chifre, em hebraico "querem", quer dizer, ao mesmo tempo, chifre,dizer, ao mesmo tempo, chifre,  poder e força. O la

 poder e força. O lakidibá não sugekidibá não sugere apenas a pore apenas a potência, é a próptência, é a própria imagem do poder qria imagem do poder que Sakpatá tem sue Sakpatá tem sobreobre a vida e

a vida e a morte. Na conjunção do lakidibá a morte. Na conjunção do lakidibá e do deus Sakpatá, descobrimos um processo de anexação dae do deus Sakpatá, descobrimos um processo de anexação da  potência, da e

 potência, da exaltação, da força, xaltação, da força, das quatro direçõdas quatro direções do espaçes do espaço, da ambivalênco, da ambivalência. Encontramos o laia. Encontramos o lakidibákidibá em duas cores: preto e branco. Ele também contém a bondade, a calma, a força, a capacidade de trabalho e em duas cores: preto e branco. Ele também contém a bondade, a calma, a força, a capacidade de trabalho e

de sacrifício pacífica do chifre do búfalo, de onde origina-se. Rústico, pesado e selvagem, o búfalo é de sacrifício pacífica do chifre do búfalo, de onde origina-se. Rústico, pesado e selvagem, o búfalo é também considerado divindade da morte, um significado de ordem

também considerado divindade da morte, um significado de ordem espiritual, um animal sagrado. Naespiritual, um animal sagrado. Na África, o búfalo (assim como o boi), é considerado um animal sagrado, oferecido em sacrifício, ligado a África, o búfalo (assim como o boi), é considerado um animal sagrado, oferecido em sacrifício, ligado a

todos os ritos de lavoura e fecundação da todos os ritos de lavoura e fecundação da terra. O lakidibá é

terra. O lakidibá é entregue ao adepto somente na obrigação de sete entregue ao adepto somente na obrigação de sete anos.anos.

Presença certa em tudo ligado a

Presença certa em tudo ligado a Sakpatá, o duburu (pipoca) representaria as doenças de pele Sakpatá, o duburu (pipoca) representaria as doenças de pele eruptivas, cujoeruptivas, cujo aspecto lembra os grãos se abrindo. Jogar o duburu assumi o valor e o aspecto de uma oferenda, destreza e aspecto lembra os grãos se abrindo. Jogar o duburu assumi o valor e o aspecto de uma oferenda, destreza e resistência. O ato de jogar se mostra sempre , de modo consciente ou inconsciente, como uma das formas de resistência. O ato de jogar se mostra sempre , de modo consciente ou inconsciente, como uma das formas de

diálogo do homem com o invisível. Tem por alvo firmar uma atmosfera sagrada e restabelecer a ordem diálogo do homem com o invisível. Tem por alvo firmar uma atmosfera sagrada e restabelecer a ordem habitual das coisas, é fundamentalmente um símbolo de

habitual das coisas, é fundamentalmente um símbolo de luta, contra a morte, luta, contra a morte, contra os elementos hostis,contra os elementos hostis, contra si mesmo.

contra si mesmo. Os narrunos (sacrifícios) para esses Voduns devem semp

Os narrunos (sacrifícios) para esses Voduns devem sempre ser feitos com o re ser feitos com o sol forte e cada um delessol forte e cada um deles especifica o que querem comer. Isso quer

especifica o que querem comer. Isso quer dizer que, não existe uma dizer que, não existe uma única maneira de agradá-los. Eles nãoúnica maneira de agradá-los. Eles não gostam de barulho de fogos de

gostam de barulho de fogos de artifícios. Uma vez por artifícios. Uma vez por ano, os Kwes fazem um ano, os Kwes fazem um banquete para as Divindadesbanquete para as Divindades do Panteão de Sakpatá, onde devemos comer, dançar e

do Panteão de Sakpatá, onde devemos comer, dançar e cantar junto com os Voduns. Os cantar junto com os Voduns. Os demais Voduns dodemais Voduns do  panteão da te

 panteão da terra, sempre são corra, sempre são convidados a comnvidados a compartilhar desse banqupartilhar desse banquete. Os jejes acete. Os jejes acreditam que, com esreditam que, com essasa cerimônia oferecida a essas divindades, todas as doenças são despachadas do caminho do Kwe e

cerimônia oferecida a essas divindades, todas as doenças são despachadas do caminho do Kwe e de seusde seus filhos.

filhos. Esse banquete é colocado dentro do peji

Esse banquete é colocado dentro do peji ou do quarto onde mora ou do quarto onde mora Sakpatá e os demais Voduns de seuSakpatá e os demais Voduns de seu  panteão. Toda

 panteão. Toda a comunidade a comunidade vêm saudar o Deuvêm saudar o Deus da varíola e seus da varíola e seus descendens descendentes, comer e dantes, comer e dançar junto comçar junto com eles e, ali

eles e, ali mesmo, é servido o banquete para todos mesmo, é servido o banquete para todos os presentes. Após essa cerimônia, Sakpatá e os demaisos presentes. Após essa cerimônia, Sakpatá e os demais Voduns, vestem suas roupas de festa e

Voduns, vestem suas roupas de festa e vão para a Sala vão para a Sala (barracão) comemorarem seu grande dia, junto com a(barracão) comemorarem seu grande dia, junto com a comunidade que os aguardam. Quando entram na Sala, todos gritam

comunidade que os aguardam. Quando entram na Sala, todos gritam louvores à eles, dançam e cantam,louvores à eles, dançam e cantam, louvando o Deus da varíola, que

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Suas danças e cânticos lembram sempre os doentes, as doenças e a cura das mesmas. Algumas falam das lutas que esses Voduns enfrentaram com a rejeição das comunidades com sua presença e outras falam das

vitórias que tiveram sobre todas as comunidades que a eles vieram pedir ajuda.

Os Sakpatás trabalham muito e têm um interessantíssimo papel nas feituras de Voduns. Do início ao fim de uma ahama (barco de yaô), eles atuam com rigidez e vigor, mantendo o bom andamento, principalmente dos

 bons costumes morais e, cobram "feio" caso alguém cometa alguma falha. Eles são, na verdade, as testemunhas de uma feitura. Após a feitura, se um filho negar alguma coisa que tenha sido feita, eles são os  primeiros a cobrarem desse vodunci a mentira que ele está dizendo, assim como também cobram a quebra

de segredos.

Todas as folhas refrescantes para ferimentos, pertencem a esses Voduns.

Vale alertar que existem Orixás e Inkices também ligados a cura e doenças porém, não são os mesmos deuses que os Voduns da família Dambirá, da nação Jeje. Muitas confusões são feitas e, encontramos várias

 bibliografias relatando origens, especificações e costumes que nada têm a ver com o Vodum Sakpatá FRUTAS DOS ORIXÁS/VODUNS/MIKISI

IANSÃ/OYA

Manga rosa, uvas, pêra, maçã, mamão,morango, melão, laranja, banana, figo, ameixas, romã, grosselha,  pêssego, pitanga, framboesa, cajá, caqui, *jenipapo e *tamarindo - *(Oya Igbale).

 No Batuque-RS manga, maçã, pitanga.

OGUM

manga, ameixas, amoras, abacate, *caju (Ogum Xoroque), cajá manga, jenipapo, laranja .  No Batuque-RS

laranja, marmelo e cana. LOGUM

todas da natureza, de preferência melão, pêra, maça, uva, mamão XANGO

Todas da natureza, de preferencia nas cores da terra, ou avermelhadas.  No Batuque-RS

 banana, pêssego, ameixa branca e maçã OXUM

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melão, mamão, pêra, uva, morango, banana da terra, banana ouro, laranja Bahia, maracujá, damasco,goiaba.  No Batuque-RS

maçã, bergamota, Pêssego, mamão. Djeje - banana ouro, a melancia e o caja manga

OBÁ

maça, melancia, morango, abóbora moranga, banana da terra, framboesa, manga rosa.  No Batuque-RS

abacaxi e romã YEWA

 banana da terra, banana de são Tomé, uva, ameixa, morango, pêssegos, abacaxi, zimbro, amendoa  NANÃ

melancia, jaca, maça, pêra, banana, melão, abiu roxo, uva. YEMANJA

melão, mamão, manga, banana, mexerica, uvas de todas as espécies, abacaxi, laranja, banana prata, carambola, melancia, coco.

 No Batuque-RS melancia e coco

OXALÁ

qualquer espécie da natureza, desde que tenham as cascas claras. Gosta também de coco, sem a casca e fruta-pão

 No Batuque-RS

Uva branca, pêra, bergamota, mamão e coco. IBEJI

de todas as espécies OXUMARE

todas da natureza, mas tem preferencia por frutas nas cores amareladas ou esverdeadas, como mamão, melão, laranja uvas verdes, ingá.

BESSEN

frutas como banana da terra e acerola OSSAIM

Todas da natureza. Tamarindo, mamão, goiaba, guaraná  No Batuque-RS

 pitanga, abacate, figo. OXOSSI

todas da natureza. Tamarindo, mamão,guarana, banana, coco,goiaba  No Batuque-RS

ODE OTIM

uva preta, maçã, butiá e araçá EXU

 pôr ser o senhor de todos os caminhos e responsável pelo equilibrio no mundo, pode ser agraciado com todas as espécies de frutas, mas as favoritas dele são: limão, descascado e cortado em cruz, cana, descascada

e cortada em rodelas, gabiroba, jaca, manga, goiaba vermelha, jabuticaba, maça, groselha, figo,ameixa  No Batuque-RS

BARA

manga, ameixa vermelha, butiá, maracujá, cana-de-açúcar, laranja azeda ,laranja de umbigo ,butiá , alfarroba, cola toronja (pomelo),amora.

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OBALUAYE

todas da natureza, por ser ele um dos orixás da terra, mas da preferencia para banana de qualquer espécie, manga, mamão, caju, sapoti, jaca, jabuticaba, graviola, avelã, ameixa.

 No Batuque-RS XAPANÂ

uva preta, amendoim e café EGUM E ANTEPASSADOS Graviola, tamarindo, amora do mato FRUTAS UTILIZADAS NA UMBANDA-RS

Oxalá- Uva verde, pêra, maçã, damasco, melão, figo. polpa de coco, pêssego branco, nozes, castanhas e amêndoas

Senhoras: Todas as frutas cítricas: Limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo Iemanjá- Melância, melão,sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo, uvas brancas, uva Juliana, pêra.

Iansã – maçã vermelha, tangerina, laranja-bahia, uva rosa, pitanga, cereja.

Oxum – pêssego amarelo, maçã verde, melão gaucho amarelo, damasco, nêspera, ponkan Cosme e Damião- Goiaba, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama,amora

Oxossí- Coco, cana-de-açucar,abacaxi, laranja, limão,camboatá, caju, acerola,sapucaia, cacau,mangaba,  butiá, nêspera (ameixa branca), frutinhas de mato (abiu, bacaba, bacuri, murici, pequi, etc).

Ogum- Banana, ameixa, uva rosê, maçã, graviola, abacate,pitomba, ciriguela, lima da pérsia, marmelo Obaluaye- Jaca, cajá, carambola, fruta-pão, morango, amora, mamão, romã, maracujá, uva preta, jabuticaba,

figo preto, cereja preta.

Xangô- Marmelo, melão, caqui, fruta-de-conde, maracujá, manga,mamão,melancia,abiu,abricó, morango,cacau, goiaba

Exu- Pitanga. Banana d’água. amora, manga, laranja azeda, caju, jaca, pomelo. Pomba-Gira- Figo

Almas: Jaca, abacaxi, cajá - manga, manga, carambola, fruta-pão, morango

OBS.: Esta relação de frutas pode variar de acordo com cada região e axé. CLIQUE NO PLAY DO VIDEO PARA VER AS FOTOS DAS FRUTAS

Postado por Hunso Sueli de Vodun Abe às 22:18 6 comentários:

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SEXTA-FEIRA, 1 DE JULHO DE 2011 COMIDA RITUAL - PARTE IV

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Ipeté, é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé, oferecida especialmente ao orixa Oxun.

Inhame, azeite de dendê, cebola raladas, camarão sêco e defumado, gengibre ralado, camarões frescos inteiros e cozidos para enfeitar e sal.

Também oferecido ao Orixá Oxaguian, substituindo o dendê por azeite doce na festa do Pilão. Preparo:

Tirar a casca do inhame e cortar em pedaços pequenos, cozinhar ao ponto de amassar com um garfo, colocar  os temperos e um pouquinho de sal e bater com uma colher de pau até ficar no ponto de um purê. Colocar 

em uma tigela e enfeitar com os camarões inteiros.

Lelê iguaria africana, doce feito com quirela de milho vermelho, coco ralado, açúcar e leite de coco. Oferecido aos Orixás Oba e Ewa e Ode. Em uma panela coloque água e o pacote do milho quebradinho

chamado de xerem, deixe de molho num periodo de meia hora. Escorra a água e coloque outra, (uma quantidade que cubra todo o milho) com o cravo, a canela em pau, açúcar, sal e leve ao fogo ate virar um

mingau durinho, quando já estiver durinho, acrescente o leite do coco.

Mungunzá, mugunzá, ou mucunzá como é chamado pelo povo do santo é o nome da comida ritual votiva,  pertinente aos orixás oxalá, oxaguian, oxalufan e o ikise lembarenganga, tanto no candomblé como na

umbanda. (De mucunzá, do quimb. mu’kunza, ‘milho cozido’) “Dicionário Aurélio”.

Alimento ritual feita de grãos de milho branco, cozidos em água sem sal e com açúcar, algumas vezes com leite de coco e de gado, com pequena quantidade de “água de flor de laranjeira”, servido aos adeptos com

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Aluá

Bebida refrigerante feita de milho, de arroz ou de casca de abacaxi fermentados com açúcar ou rapadura, usada tradicionalmente como oferenda aos orixás nas festas populares de origem africana.

Postado por Hunso Sueli de Vodun Abe às 19:37 Nenhum comentário: Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Orkut

Marcadores: COMIDA DE SANTO SEGUNDA-FEIRA, 27 DE JUNHO DE 2011

COMIDA RITUAL - PARTE III

Farofa ou mi-ami-ami é um nome comum a vários tipos de comidas rituais votivas, feita de uma mistura, que tem como base farinha de mandioca, “farinha de pau ou farinha de guerra”. Esta comida ritual sagrada,

também é um alimento ritual e muito apreciada pela maioria do povo do santo da cultura Nago-Vodum. Tipos de Farofas

Farofa-de-dendê, farofa amarela, farofa vermelha, farofa de azeite ou farofa de bambá são nomes comumente chamado pelo povo do santo em sua variada apresentação a depender do ritual que esteja acontecendo. Normalmente é chamada de farofa de dendê a farofa servida aos adeptos e participantes do candomblé, feita com farinha, azeite de dendê, camarão seco, cebola e sal, vista sempre no ritual do olubajé.

Os outros tipos são denominações para rituais pertinentes a limpeza de corpo, padê de exu, sasanha, afexu, axexê etc. Também oferecido para alguns orixas e preparadas só com azeite de dendê e sal.

Farofa branca, farofa de agua ou farofa de egum, são farofas preparadas só com água e sal. Determinados orixas funfuns apreciam esta iguaria e algus preferem sem sal.

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Farofa de mel ou mi-ami-ami owin é uma farofa preparada com farinha e mel de abelha, muito utilizada nos rituais de erê, ibeji, osain e oxun, comumente visto nos carurus dos santos gêmeos e devoção a São Cosme e

São Damião, Crispim e Crispiniano.

Farofa de cachaça ou mi-ami-ami otin é uma farofa preparada com farinha e cachaça, muito utilizada nos rituais de exu, padê e limpeza de corpo. O povo do santo também chamam de farofa de cachaça toda farofa

feita com aguardentes, vinhos ou qualquer bebida alcoólica.

Furá, bolinhos, ou bola de: arroz, inhame, farinha de mandioca, farinha de milho… etc. é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixas da cultura afro brasileira denominado de

candomblé.

Este alimento ritual é muito comum nos rituais de limpeza de corpo, bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo, sasanha etc.

Tipos

Bolas de arroz. O Arroz é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é

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Bolas de farinha. Em um alguidá coloca-se a farinha, depois a água e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de corpo e axexê.

Bolas de inhame. O inhame deve ser bem cozido em água sem sal, depois pilado em  pilão, ou com a ponta de um garfo, em seguida sovado para obter uma massa pastosa e modela os bolos de

forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é muito apreciada pelos orixás oxaguian, oxalufan, oxalá, yemanja e entra em vários rituais como bori, assentamento de cabeça, axexê, apanan, feitura de santo,

sasanha etc.

Bolinhos de dendê. Em um alguidár coloca-se a farinha, depois a água, azeite de dendê e modela os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para limpeza de corpo, axexê e oferenda ao orixá Exu.

Bolinhos de egun. Em um alguidár coloca-se a farinha, depois a água com aguardente e modela os bolos de forma arredondada com as mãos e acrescenta um pequeno pedaço de carvão vegetal. Esta comida ritual é

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Bolinhos de Yemanjá. O Arroz ou milho branco é cozido na água sem sal, até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela, em seguida formar os bolos de forma arredondada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça, em especial

como o nome já diz é oferecido para o orixá Yemanjá.

Bolinho de tapioca. A tapioca e colocada em leite de coco e açúcar até ficar pastoso, depois batido com uma colher de pau até soltar da panela e depois sova, em seguida formar os bolos de forma arredondada ou alongada com as mãos. Esta comida ritual é para os orixás funfuns e rituais de bori, assentamento de cabeça.

Os de formas alongadas são fritos em azeite ou óleo, sendo carinhosamente oferendado aos ibejis e apreciados pelo povo do santo. Nota Este mesmo bolinho é vendido nos tabuleiros das baianas de

acarajé com o nome de punheta ou bolinho de estudante. continua...

Postado por Hunso Sueli de Vodun Abe às 21:52 Nenhum comentário: Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Orkut

Marcadores: COMIDA DE SANTO DOMINGO, 26 DE JUNHO DE 2011

COMIDA RITUAL - PARTE II

Axoxô ou Oxoxô é como é conhecida a comida ritual dos Orixás Oxóssi e Ogum no candomblé, que consiste em milho vermelho cozido. Quando oferendado para o orixa ogum é refogado com cebola ralada,

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misturado com melaço (Mel de cana de açúcar), não confundir com mel de abelha que é o grande ewo deste orixá, enfeitado com fatias de coco sem casca.

 Nota. Esta mesma oferenda pode ser consagrado à Olokun.

CARURU: O caruru, servido no rigor dos terreiros, é acompanhado de preceitos que viram ações  propiciatórias das divindades gêmeas que, são filhos de Xangô com Iansã ou de Xangô com Oxum. O caruru é colocado sobre a esteira. As crianças são convidadas a comer do caruru, e todos, ao mesmo tempo.

Ritual que rememoriza fartura, ancestralidade e vida sagrada. Consiste de quiabos cortado bem miúdo, azeite de dendê, cebolas raladas, camarões secos (alguns moídos), castanhas e amendoins torrados e moídos, sal, gengibre ralada. No Dahome, segundo o Padre Vicente Ferreira Pires, é acrescentado frango

desfiado.

Deburu - é a comida ritual dos Orixás Obaluaiyê e Omolu, é o milho de pipoca estourado em uma panela, em alguns lugares com óleo, em outros com areia. Nesse último caso, é preciso peneirar a areia dessa pipoca depois de pronta. Ao final, a pipoca colocada em um alguidar (vasilha de barro) e enfeitado com pedacinhos

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Ebô, palavra oriunda do iorubá, consiste num alimento religioso e votivo para os orixás funfun (branco) Oxalá, dentro das religiões afro-brasileiras. É o milho branco cozido sem tempero e sem sal.

Ebôya, eboia ou fava de iemanjá é uma comida ritual feito com fava cozido refogado com cebola, camarão, azeite de dendê ou azeite doce. A mesma oferenda pode ser preparada com o milho branco na falta da fava,

todavia recebe o nome de Dibô, possuindo o mesmo valor ritual. É uma comida oferecida especificamente ao orixá Iemanjá, podendo ser vista nos rituais de ori, bori e assentamento de cabeça, no sentido de dar 

equilíbrio espiritual.

Erã peterê, eran peterê ou simplesmente peteran como é comumente chamado pelo povo de santo é o nome da comida ritual votiva, pertinente á vários rituais e orixás da cultura

afro brasileira. Preparado com carne fresca de preferência dos rituais de sacrifícios, sal e rapidamente frita no azeite de dendê, em caso do orixá ser funfun, deve-se substituir o sal pela cebola e o dendê por azeite

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A mesma comida ritual recheada de camarão defumado, chamado popularmente xinxin ou moqueca de carne é servida normalmente aos adeptos do candomblé nas festas de barracão, sendo uma comida votiva ao

orixá Akueran (oxossi) por ter ligação ao eran (carne).

Ekuru é uma comida ritual. A massa é  preparada da mesma forma que a massa do acarajé, feijão fradinho sem casca triturado, envolto em folhas

de bananeira como o acaçá e cozido no vapor. A única diferença é que nesta comida substitue o azeite-de-dendê por azeite dôce (Oleo de oliva) ou banha do Ori.

continua...

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Marcadores: COMIDA DE SANTO SÁBADO, 25 DE JUNHO DE 2011

COMIDA RITUAL - PARTE I COMIDA RITUAL

ABARÁ: Bolinho de origem afro-brasileira feito com massa de feijão-fradinho temperada com pimenta, sal, cebola e azeite-de-dendê, algumas vezes com camarão seco, inteiro ou moído e misturado à massa, que é

embrulhada em folha de bananeira e cozida em água. (No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Yànsán, Obá e Ibeji).

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ABERÉM: Bolinho de origem afro-brasileira, feito de milho ou de arroz moído na pedra, macerado em água, salgado e cozido em folhas de bananeira secas.(No candomblé, é comida-de-santo, oferecida a Omulu

e Osùmàrè).

ABRAZO:Bolinho da culinária afro-brasileira, feito de farinha de milho ou de mandioca, apimentado, frito em azeite-de-dendê.

ABALÁ é um nome comum a dois tipos de comidas rituais votivas, inerentes aos orixás obá, Xango e Yewá, quando feita de massa de milho verde, ou da massa de carimã votiva ao orixá nanã. Este alimento

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 pamonha de milho verde e pamonha de carimã.

Abalá de milho O milho verde é ralado e à massa resultante é misturada ao leite de coco com parte do  bagaço, sal e açúcar. Esta massa é colocada em "palha" da própria casca do milho, atados nas extremidades.

As pamonhas são submetidas a cozimento submersas em água fervente por um período de 15 minutos.

Abalá de carimã O aipim previamente descascado é submergido por um período de quatro dias para obter uma massa chamada de carimã, misturada ao leite de coco com parte do bagaço, sal e

açúcar. Esta massa é colocada em "palha de aguedé" (bananeira), atados nas extremidades. As pamonhas são submetidas a cozimento submersas em água fervente por um período de 25 minutos.

ACAÇÁ é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia. Feito com milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro, e deve ser depois passado em um moinho para formar a

massa que será cozida em uma panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto. Este se adivinha quando a massa não dissolve, se pingada em um copo com água. Ainda quente, pequenas porções da massa

devem ser embrulhadas em folha de bananeira já limpa, passada no fogo e cortada em pedaços de igual tamanho, para ficar tudo harmonioso. Colocar a folha na palma da mão esquerda e colocar a massa. Com o  polegar dobrar a primeira ponta da folha sobre a massa, dobrar a outra ponta cruzando por cima e virando

 para baixo, fazendo o mesmo do outro lado. O formato que resulta é o de uma pirâmide retangular. Todos os orixás recebem o acaçá como oferenda.

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Acaça Amarelo: feito com farinha de milho vermelho enrolado na folha de bananeira da mesma forma que o acaça branco. É servido a Exu e Logun-Ede.

ACARAJE: comida ritual da orixá Iansã. Na África, é chamado de àkàrà que significa bola de fogo, enquanto je possui o significado de comer. No Brasil foram

reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer bola de fogo”.

O acarajé, o principal atrativo no tabuleiro, é um bolinho característico do candomblé. Sua origem é explicada por um mito sobre a relação de Xangô com suas esposas, Oxum e Iansã. O bolinho se tornou,

assim, uma oferenda a esses orixás. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas, como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não

 pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelos filhos-de-santo.

O acarajé é feito com feijão-fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca, passar novamente no moinho, desta vez

deverá ficar uma massa bem fina. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. Quando a massa está no ponto, fica com a aparência de espuma. Para fritar, use uma panela funda com bastante azeite-de-dendê ou azeite doce.

 Normalmente usam-se duas colheres para fritar, uma colher para pegar a massa e uma colher de pau para moldar os bolinhos. O azeite deve estar bem quente antes de colocar o primeiro acarajé para fritar.

Esse primeiro acarajé sempre é oferecido a Exu pela primazia que tem no candomblé.

O acará Oferecido ao orixá Iansã diante do seu Igba orixá é feito num tamanho de um prato de sobremesa na forma arredondada e ornado com nove ou sete camarões defumados, cercado de nove pequenos acarás,

simbolizando “mensan orum” nove Planetas. (Orum-Aye, José Benistes).

O acará de xango tem uma forma Ovalar imitando o cágado que é seu animal preferido e cercado com seis ou doze pequenos acarás de igual formato.

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ADO - é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel, é oferecido principalmente à Orixá Oxum.

AJABÓ é comida ritual do Orixá Xango Ayra É feito com seis ou doze quiabos cortado em “lasca”, batido com três clara de ovos até formar um musse, regado com gotas de mel de abelha e azeite doce. Colocado em uma gamela forrada com massa de acaçá ou

 pirão de farinha de mandioca, ornado com doze quiabos inteiros, doze moedas circulante, doze bolos de milho branco e seis Orobôs.

A mesma oferenda pode ser oferecida a outras qualidades de Xangô, todavia acrescenta-se azeite de dendê e substitui os doze bolos de milho branco por doze acarajés ou corta-se o quiabo em pequenas rodelas, com

seis ou doze quiabos, em algumas casas com oito quiabos, coloca-se em uma tigela e acrescenta-se água fresca, bate-se com os dedos até ele espumar e ficar digamos ligado, a diferença que ele é ofertado em uma

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AMALÁ: é comida ritual votiva do Orixá Xangô, Iansã, Obá. é feito com quiabos frescos, cortados em jogo da velha (#) levar ao fogo com tempero de camarao,cebola, gengibre ralados fritos no dende, ao corar o tempero jogar o quiabo, que não  poderá ter sido molhado antes. Ir misturando sem por agua. Vai pingando vagarosamente gotas de agua, e

 batendo o amalá como se estivesse batendo um bolo, para que este cresça. Quando estiver bem cozido, servir em gamela forrada com pirao de farinha com dende. Este amala serve apenas para Sango, no caso de

Ayrá leva tudo acima, menos o dende e o pirao que forra a gamela é feito de farinha de acasá. Aos Amalás poderao ser adicionados o Peito de boi cortado em cubos grandes, a rabada, a costela e a

garganta, tudo do boi, para cada caso usa-se uma destas carnes. Rabada: prosperidade, Peito:

 justiça, Costela: feitiçaria, Garganta: casos de saúde. Sempre que for servir o amala de Sango deverá por ao lado uma vasilha branca com ajabó

continua...

XAPANÃ/SAKPATA/NSUMBO - PARTE VI - XAPANA NO BATUQUE

XAPANA

Dono das doenças em geral. As pessoas dedicadas a este orixá mostram-se sofredoras, são capazes de abster-se de suas necessidades e interesses para consagrarem o bem-estar dos outros.

Dia da semana: quarta -feira Cor: lilás, roxo, vermelho com preto.

 Número de axés: 07, 14, 77, etc...

Comida: milho, feijão preto e amendoim torrados Guias: 07 pretas e 07 vermelhas

Parte do corpo que Xapanã rege: pele

Ferramentas: cruz foice, corrente, vassoura e búzio. Ave: galo preto prateado e casal de galinhas d'angola

Pombo: preto

Quatro - pé: carneiro preto ou cabrito escuro Peixe: pintado.

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Fruta: uva preta, amendoim e café Bicho de estimação: cachorro e mosca

Função: dono da doença Flor: lírio roxo

Sobrenome de Orixás: Jubiteiú, Bidansú, Taió, Tonhô, , Omilaió, Biguensú, Ledjú, Obaluaê, Kostangue, Onobo, Sapatá, Barum, Omolú, Biotá, Sobô, Jobitaío, Buruku, Fomilaío, Balua e Orocô

Adjuntós: Xapanã Jubeteí com Oiá ou com Obá, Xapanã Belujá com Iansã ou com Oxum Olobá, Xapanã Sapatá com Iansã ou com Obá

Características: dono da doença Apelido: mosqueiro

Doce: rapadura de amendoim Ervas: guanxuma, arruda e gervão.

Santo que o representa: São Lázaro e Senhor dos Passos Saudação: Abáo

Dia do ano: 17 de dezembro

Também conhecido como Omulu ou Obaluaê, Xapanã é o termo mais utilizado no Batuque.É uma das mais importantes divindades cultuadas nos cultos Afros, pois está ligado á saúde. Orixá que gera o bom funcionamento do organismo, Deus das pestes e das moléstias. Possui o rosto coberto pelo filá (espécie de

máscara feito com palha da costa) para evitar que se olhe diretamente no rosto a marca deixada pelas chagas. Xapanã é o orixá feiticeiro e faz parte de seus objetos mágicos o pilão com o qual esmaga seus

feitiços e a vassoura com que varre os males. Considerado velho, impertinente, ranzinza e vingativo, Xapanã é muito respeitado pelo povo Batuqueiro.

Este orixá tem duas formas de representação: Xapanã velho e o jovem, o Xapanã Sapatá. O primeiro tem forte passagem junto aos mortos sendo ele extremamente importante nos rituais fúnebres. As pessoas

dedicadas a este orixá mostram-se introspectivos, reservados, observadores, modestos, simples e misteriosos, são capazes de abster-se de suas necessidades e interesses para consagrarem o bem-estar dos outros. São também apaixonados e estão sempre vivendo um grande amor, normalmente frustrado. Amantes

constantes e excelentes parceiros.

Características Positivas: pensativo, prestativo, sinceros, honestos, desinibidos, sóbrios, equilibrados, decididos e falantes.

Características Negativas: Rabugentos, ranzinzas, são do tipo nervosos e ansiosos, vingativos, jamais esquecem uma ofensa.

Lendas

"Obaluaê era originário de Empé (Tapá) e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatro cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas. Obaluaê-Xapanã

chegou assim ao território mahi no norte do Daomé, batendo e dizimando seus inimigos, e pôs-se a massacrar e a destruir tudo o que encontrava a sua frente. Os mahis, porém, tendo consultado um babalaô,

aprenderam como acalmar Xapanã com oferendas de pipocas. Assim, tranqüilizado pelas atenções recebidas, Xapanã mandou-os construir um palácio onde ele passaria a morar, não mais voltando ao país Empê. O Mahi prosperou e tudo se acalmou. Apesar dessa escolha, Xapanã continua a ser saudado como

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Conta uma lenda que um caçador dedicado ao culto de Obaluaê encontrou na selva um grande antílope e  preparou-se para abate-lo. Naquele momento o bicho empinou suas patas dianteiras e, instantaneamente, o

dia escureceu, impedindo o tiro do caçador. Quando a luz voltou, o jovem se viu diante de um feiticeiro (Aroni), que lhe entregou um patuá poderoso - que deveria ser colocado diante de sua casa - e um apito, com o qual ele poderia chamá-lo em caso de necessidade. Sete dias se passaram quando a terra do Molusi

(Omulu) foi assolada por uma peste de varíola. Lembrando-se do Aroni, o caçador soou o apito e lhe apareceu o mago, que era o próprio Xapanã, que debelou a varíola e fez do seu Molusi o rei daquela terra,

onde foi erigido um grande templo dedicado a Xapanã OPANIJE - A DANÇA DE OBALUAYE

Segundo Pierre Verger, opanijé é uma saudação yorubá utilizada na Africa, para saudar Omolu, e significa "ele mata qualquer um e come". Para compreendermos o que os gestos coreográficos da dança querem

traduzir, precisamos conhecer alguns mitos. Diz a lenda:

Quando Omulu era um menino de uns doze anos, saiu de casa e foi para o munda para fazer a vida. De cidade em cidade, de vila em vila, ele ia oferecendo seus serviços, procurando emprego. Mas Omulu não conseguia nada. Ninguém lhe dava o que fazer, ninguém o empregava. E ele teve que pedir esmola, mas ao menino ninguém dava nada, nem do que comer, nem do que beber. Tinha um cachorro que o acompanhava e só. Omulu e seu cachorro retiraram-se no mato e foram viver com as cobras. Omulu comia o que a mata

dava: frutas, folhas e raízes. Mas os espinhos da floresta feriam o menino. As picadas de mosquito combriam-lhe o corpo. Omulu ficou coberto de chagas. Só o cachorro confortava Omulu, lambendo-lhe as

feridas. Um dia, quando dormia, Omulu escutou uma voz: "Estás pronto. Levanta e vai cudar do povo". Omulu viu que todas as feridas estavam cicatrizadas. Não tinha dores nem febre. Obaluaê juntou as cabacinhas, os atós, onde guardava água e remédios que aprendera a usar com a floresta, agradeceu e

Olorum partiu.

 Naquele tempo uma peste infestava a Terra. Por todo lado estava morrendo gente.Todas as aldeias enterravam os seus mortos. Os pais de Omulu foram ao babalaô e ele disse que Omulu estava vivo e que ele

traria a cura para a peste. Todo lugar aonde chegava, a fama precedia Omulu. Todos esperavam-no com festa, pois ele curava. Os que antes lhe negaram até mesmo água de beber agora imploravam por sua cura. Ele curava todos, afastava a peste. Então dizia que se protegessem, levando na mão uma folha de dracena, o  peregum, e pintando a cabeça com efum, ossum e wági, os pós branco, vermelho e azul usados nos rituais e

encantamentos. Curava os doentes e com o xaxará varria a peste para fora da casa, para que a praga não  pegasse outras pessoas da família. Limpava casas e aldeias com a mágica vassoura de fibras de coqueiro, seu instrumento de cura, seu símbolo, seu cetro, o xaxará. Quando chegou em casa, Omulu curou os pais e

todos estavam felizes. Todos cantavam e louvavam o curandeiro e todos o chamaram de Obaluayê, todos davam vivas ao Senhor da Terra, Obaluayê.(texto Mitologia dos orixás - Reginaldo Prandi).

O mito acima informa caracteristicas importantes deste orixá, que ele além de imperar sobre as doenças, detém a força da cura ele é o Senhor da Terra. Esses atributos permitem que possamos compreender os

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gestos desta dança. Opanijé é um toque que interage com a dança, e são tão intricados que o primeiro acaba assumindo o nome do segundo. Os movimentos da dança se processa da seguinte forma:" ... 3 passos para direita, tres passos para esquerda, com as mãos espalmadas a cada movimento de braços que avançam e se recolhem, volvem-se em alternância para o alto e para baixo. Quando voltadas para cima, significam vida,  para baixo significam morte ..."(parte do texto Jose Flavio P. Barros). Podemos então interpretar que essa

descrição mostra uma busca dessa divindade, ele estaria percorrendo o mundo a procura das curas para as doenças que afligem a humanidade. O movimento das mãos além de simbolizarem a vida e a morte mostram também que os passos dados de tempo em tempo e uma parada no terceiro passo, demostram a alternancia dos momentos que se esta bem de sáude e de momentos em que estamos doente. As andanças de

Omolu pelos quatro cantos do mundo na procura do conhecimento das doenças, é demostrado na dança quando ele gira e para. A ligação com a terra é demonstrado na distensão e extensão dos braços na direção

do solo. Esses gestos com os braços seriam como se Obaluaye estivesse remexendo a terra a qual ele é senhor.

XAPANÃ/SAKPATA/NSUMBO - PARTE VII - OLUBAJÉ

OLUBAJÉ

Olubajé é um ritual sagrado comemorado geralmente no mês de agosto, em homenagem a Obaluayê que alguns fazem sincretismo com São Roque e São Lazaro.

Este ritual antigamente tinha seu início sempre em meados de julho, que era quando as comunidades  pertencentes ao candomblé traziam o ibá (assentamento) de Obaluayê ou Omolu de seu quarto de santo para

o centro de seu barracão, com suas vestes e paramentos, para ser ali reverenciado por todos os adeptos e visitantes da dita comunidade, e ao mesmo tempo para que fossem depositados em seu redor os donativos  para conclusão de seus festejos no mês de agosto. Estes donativos não se resumiam em dinheiro, também eram ofertados vinhos, azeites, mel, feijões, arroz, farinha, fubá, camarão seco, inhames, batatas, animais de

duas e quatro patas, velas, enfim tudo que fosse necessário para o preparo das oferendas dedicadas aos orixás.

Quando faltavam entre sete ou quatorze dias para festividade, dependendo da casa, para conclusão deste  preceito era preciso “pedir esmola”, em nome do orixá, pois se acredita que além de ser o Deus das

Doenças, também é o Deus dos Desvalidos. Para isso, eram preparados tabuleiros: um com um assentamento muito bem arrumado de Obaluayê, que seria carregado por uma yawo com mais de três de

anos de feita, ou seja, uma adosi, outro com pipoca, e um outro com guloseimas como cocadas, fubá de amendoim, de castanha, bolinhos, etc. Tudo pronto saía do barracão uma comitiva sob a supervisão de ou de

ekedes, ou alabe, ou ogans, etc. Iam às ruas não só pra esmolar como para trocar pipocas e guloseimas por  dinheiro e outros materiais ofertado ao orixá. O dinheiro era depositado no tabuleiro onde estava o assentamento do orixá, que só poderia ser contado no regresso ao barracão. Esta comitiva nos dias que

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ficavam fora do seu barracão de origem batia de porta em porta pedindo donativo, abordavam as pessoas nas ruas com muito respeito e agradeciam sempre a atenção a eles dispensada, com a palavra: “Olorunsan”,

deus lhe pague.

Um momento importante desta peregrinação era quando batiam na porta de um barracão. Neste momento é que esta comitiva tinha que mostrar a educação e os princípios recebidos de seu barracão de origem. A começar por não levantar a cabeça por nada, salvo as ekedes e ogans responsáveis pela peregrinação. Ao entrarem no barracão visitado já encontravam uma esteira aonde iriam depositar seus tabuleiros, e várias

outras a sua volta aonde iriam se sentar e bancos para os responsáveis pela comitiva.

Depois de algum tempo de descanso os visitantes começavam a rezar os seus àdúrás (suas rezas), ao terminar tomavam bênçãos aos mais velhos e trocavam de bênçãos entre si e com os outros que ali se encontrassem. As filhas do barracão anfitrião corriam para preparar uma comida para os visitantes; se esta

visita fosse ao cair da tarde, elas se encarregariam de acomodá-los até o dia seguinte. E durante a noite, algumas com ordem do anfitrião se encarregavam de tomar conhecimento sobre o que estivesse acabado nos

tabuleiros para repô-los, para que no dia seguinte pudessem continuar sua peregrinação com tranquilidade. Ao amanhecer então, após terem tomado um café reforçado era chegada à hora de partir, então todos se

voltavam para o dono do barracão visitado batiam paó e a benção. Um responsável pelo cortejo dizia: “EREBE OLORÚNSAN, BABA MIM, ADUPÉ”, Deus lhe pague por tudo meu pai, obrigado. E escutavam

um alegre: OLÓRUN ÍBEWÓ SAN, e Deus lhe paguem pela visita, e assim a comitiva seguia em frente  para completar sua peregrinação. Quando retornavam ao seu barracão de origem eram recebidos com festa

 pelos seus superiores, irmãos e outros que faziam parte de sua comunidade.

 Nesta mesma noite ou na noite seguinte tinha início à segunda parte do ritual com o sacrifício dos animais oferecidos aos orixás. Para então começar os festejos próprios do Olubajé.

Para falar de OLUBAJÉ é preciso me reportar ao início do século XX até os meados dos anos noventa, quando este ritual e suas oferendas eram sinônimos de fé, amor e paz. Este era o momento pelo qual às comunidades que professavam o candomblé reuniam seus adeptos e simpatizantes para festejar o deus das

doenças de pele, Obaluayê. Momento este que seria aproveitado para agradecer a ele a proteção recebida contra todos os tipos de doenças e também para pedir paz e saúde para sua vida como para os seus. A comunidade e seus simpatizantes se reuniam na maior união e comunhão de fé para preparar os alimentos

 para um abundante banquete que seria oferecido a todos os presentes nos festejos em homenagem a Obaluayê. Este era um momento de reflexão em busca de saúde, paz, liberdade, compreensão e união.

Ocasião de extremo respeito, pois ali estavam também em busca de milagres para alguns males que estivesse a afligir, não só a si como para os seus. Sabiam também que este era o momento único no decorrer 

do ano que todos tinham com exclusividade não só agradar e reverenciar o Deus da peste e das doenças de modo geral, como também cantarem seus lamentos, dançarem, além de serem agraciados com um rico

repasto dedicado a ele. A PALAVRA OLUBAJÉ

...Ademola Adesoji, em seu livro “Ifá-A Testemunha do Destino e o Antigo Oráculo da Terra de Yorubá”, escreve: bàjé = estragar.

Dr. Eduardo Fonseca Junior, grande mestre africanista e historiador em seu “Dicionário-Yorubá (Nagô) Português”, escreve: bàjé = corromper, estragar (agora como corruptela afro-brasileira); bájé = menstruação

e bajé = comer com alguém. Assim como outros escritores fidedignos, nenhum coloca olubajé como elemento de despacho como alguns acreditam e fazem questão de passar para os incautos. A  palavra Olùbàjé designa o ritual onde são servidos alimentos aos participantes em uma verdadeira comunhão com o Deus da Varíola. A mesma palavra, com gráfias diferentes Olùbáje nos leva a um outro

significado “Senhor da Putrefação”, um dos títulos de Obalùàiyé visto que as doenças sob seu dominio fazem com que suas vitimas apodreçam ainda em vida.

Então, vejamos: Bajé = convite para comer. Olu = senhor, mestre, dono.

OLUBAJÉ = CONVITE PARA COMER COM O MESTRE.

Termo original: OLU BA NI JÉ = O MESTRE NOS CONVIDA PARA COMER.

Com a elisão o I é derrubado, ficando apenas OLUBANJÉ = COMENDO COM O MESTRE... ...UM MANÁ DOS DEUSES

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Seu banquete era e é composto de um tipo de comida específicos para cada orixá, e de dois ou três tipos especifico para ele, além disso, os animais anteriormente sacrificados em sua homenagem. Tudo deve ser   preparado com muito amor, carinho e respeito; tudo muito bem cozido e condimentado, a base de: camarão

defumado, cebola, gengibre, noz moscada, kioiô, gergelim, gemas de ovo, sal, azeite doce, azeite de dendê, etc. O necessário para que o seu banquete se torne não só o mais saboroso possível, como também medicinal pela ação de ervas, raízes e frutos contidos no seu preparo. Muito tem se discutido a quantidade

de iguárias que devam ser oferecidas durante a cerimônia... em meu conhecimento são num total de 21 comidas, 7 de caráter publico e 14 de caráter privado, que permanecem em uma esteira dentro do Quarto de

Santo

Enquanto as pessoas filhas de yabás se desdobram no preparo das comidas, um outro grupo colhe folhas de mamona as lava e as enxuga para só então colocá-las em um balaio para que nelas sejam servidas as

comidas.

DISTRIBUIÇÃO DOS ALIMENTOS

Este era e é um momento mágico, que todos esperam, o qual tem início logo pós as louvações com cânticos e danças de todos os outros orixás. Neste instante começa o ritual do OLUBAJÉ. Quando então, ao som dos

atabaques, vão saindo do quarto de santo onde as oferendas estão arriadas e imantadas pela energia dos orixás e pelos orins e àduras (cânticos e rezas). Em primeiro lugar vem a yalorixá ou babalorixá com seu adjá puxando o cortejo; em segundo uma yabá carregando uma ou duas esteiras, em terceiro um filho (a) de

santo carregando o balaio contendo as folhas de mamona, e em seguidas, filhos e filhas, ekedes, ogans, etc. trazendo sobre suas cabeças as panelas, oberós ou bacias contendo os alimentos, os quais devem ser  depositados sobre as esteiras estendidas no centro do barracão, para serem distribuídas a todos iniciados ou

não. Após comerem o que desejarem junta as pontas da folha que pode estar totalmente vazia ou não e rodam em torno da cabeça três vezes, para só então depositarem dentro de outro balaio que já está a disposição para este fim, pois tudo faz parte das oferendas e logo no amanhecer do dia seguinte irá ser 

entregue às águas ou as matas.

Outra fato importante, é que o cântico, tanto da saída do quarto com os alimentos sobre a cabeça, como enquanto se alimentam até o final da distribuição dos mesmos quando se dá por encerrado este ritual deve

ser este: E ajeun bó Olubajé ajeun bó

E, contração de èyi = isso, isto, este, esta. Ajeun = comida, comer.

Bó = alimentar, comer.

Olubanijé = Olubajé = convite para comer com o mestre. Ajeun = comida, comer.

Bó = alimentar, comer.

Tradução: ISSO É COMIDA PARA NOS ALIMENTAR, O MESTRE NOS CONVIDOU PARA COMER. Texto:

Pai Wilson d'Oxum (Bambawara)

QUARTA-FEIRA, 30 DE MAIO DE 2012 O SEGREDO DE OXUM

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O Segredo de Oxum

O nascimento de um rio não acontece quando a água brota do solo e segue pela superfície da terra. Antes disso, uma seqüência de fatos desencadearam e influenciaram esse processo. Existe por traz do nascimento

de um rio um enorme fundamento.

Primeiro Olorum através do sol aquece a água dos lagos e oceanos, Oxumarê com seu arco-íris, leva a água em forma de vapor para as nuvens que ficam carregadas, Xangô anuncia com seu trovão, que Iansã está  juntando ás nuvens com o vento mágico que surge quando ela balança suas saias, quando as nuvens estão todas arrumadas, Xangô lança o Edun-Ará (pedra de raio) sobre a terra avisando a Odudúa que prepare seu

ventre, pois a chuva irá cair, Ossãe pendura suas cabaças em Iroko para conter o líquido maravilhoso da vida.

O momento sublime acontece, numa sintonia perfeita de toda a natureza, a chuva cai, trazendo consigo toda força do céu e alimentando toda a terra, Odudúa absorve todo o líquido e cria um enorme lago no interior da

terra, seu ventre, quando a água acumulada se enche de força mineral (axé), Odudúa abre seu ventre e dá vida à majestosa Oxum, que brotará do solo e deslizará sobre seu leito levando vida por toda a superfície da

terra, mais a frente água se acumulará de novo e tudo começará novamente.

Assim como a vida de Oxum tem o seu segredo, nós negros e negras também temos o nosso. A nossa história não começa em 1500 com a chegada dos portugueses no Brasil, antes disso, uma seqüência de fatos

marcaram e até hoje influenciam nossas vidas, existe por traz do aparecimento do povo negro no Brasil um enorme fundamento.

 Não somos descendentes de escravos, como dizem os livros escolares, somos descendentes de civilizações africanas, de reinados fortes e poderosos, somos descendentes de reis, rainhas, príncipes e princesas, somos

 parentes de homens e mulheres que desenvolveram a escrita, a astrologia, a numerologia, às ciências e as  pirâmides. Somos fruto de um povo que desenvolveu as técnicas agrícolas e que domina a medicina alternativa, somos fruto de um povo que conhece as folhas e como despertar o poder delas, nosso povo sabe

estar no Aiyê(Terra)sem perder a essência do Orum (Céu).

Fonte: Jornal Folha Popular, Ed. nº.11, Nov de 2006).Matéria de Ricardo Andrade, publicado no Jornal Folha Popular 

Postado por Hunso Sueli de Vodun Abe às 22:07 Nenhum comentário:

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QUINTA-FEIRA, 5 DE ABRIL DE 2012

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 Ndanda lunda

. Dandalunda mantém um grande laço de amizade com o inkice Katendê, pois para o equilíbrio da mistura das ervas para a feitura do amacì, há necessidade da há necessidade das águas de dandalunda. Deusa das cachoeiras e das águas doces, é a filha predileta de Mikaiá e Lembaranganga. Ela representa as riquezas e

tem suas cores relacionadas ao metal mais precioso da antiguidade que era o cobre.Sua cor preferida é o amarelo. Mantém profundos laços de amizade com Kassumbencas potável e atua no brotar das raízes. - DANDA DILA (equivalente a Ijimu no kétu) É a senhora da fecundidade e do feitiço, é velha e vira bruxa

na beira do rio. Veste azul e rosa claro, come com Lembaranganga e kaviungo. Não come bicho fêmea, exceto a pata

- DANDARA (equivalente a oparà no kétu)É jovem e guerreira, companheira de mukumbe e kambaranguange. Veste rosa claro ou amarelo ouro, tem caminhos muito fortes com lembá. Tem

fundamento com egun

- APUNKÉ (equivalente a abalu no kétu) É velha, bem idosa, tem numerosos filhos e netos, é severa e autoritária. Usa o azul-claro e é a verdadeira dona do leque. Come com mikaiá no rio e na lagoa. Suas

contassão azul cristal. Come tartaruga, cabrito castrado e pata.

- KISIMBI (equivalente a pondà ou ypondà no ketu) É guerreira , casada com Gongobila e mãe de terekompenso , vive no mato com seu marido, é desconfiada, astuta, observadora e intuitiva. Veste amarelo

ouro e na barra da saia azul claro. Relacionada ao fogo e aos cemitérios, pois apesar de não ter nenhum vínculo com matamba, tem ligação com o culto a egun. A pata é uma de suas grandes kizila. O seu bicho de

fundamento é a tartaruga, que aprecia a carne e os ovos. Come com Gongobila, mikaiá e seu filho terekompenso

- DANDA EWARA (equivalente a aboto ou boto no kétu) É a Dandalunda das nascentes dos rios e dos encontros das águas doces e salgadas,muito bonita e vaidosa. Tem fundamento com Mikaiá e Kambaranguange. É cultuada a beira das lagoas. Veste o amarelo e, geralmente, seus filhos são abikù. Tem

fundamento com Zumbarandá devido a lagoa. Ela é consagrada rainha da cumeeira - lundamudila

- danda dalu. - danda belé - danda maiombe.

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QUINTA-FEIRA, 15 DE MARÇO DE 2012

OXUM/AZIRI/DANDALUNDA - PARTE V - CAMINHOS DE OXUM EM CUBA

QUALIDADES DE OXUN EM CUBA 1 - IBU KOLE

Esta Oxun nasce no Odu Ogbetura e come galinha d’angola. É aquela que cuida da casa e recolhe o lixo  produzido dentro dela. Seu fio de contas é amarelo ouro intercalado com âmbar e corais.

2 - OXUN OLOLODI

Trata-se de uma Oxun guerreira que porta uma espada. Seu adê é adornado com búzios. Carrega um erukeré com o cabo adornado com contas de Orunmilá. Dentro de sua sopeira coloca-se areia do mar e do rio

misturadas. Entre os ararás é conhecida como Atiti. 3 - OXUN IBU AKPARO

Esta qualidade de Oxun nasce no Odu Owónrin Meji.

Seu nome secreto é Iganidan. É aquela que reina sem coroa. É representada pela codorna. Vive na desembocadura do rio com o mar e, segundo dizem, é surda. Come codornas e, com Yemanjá, come duas

galinhas cinzentas. 4 - OXUN IBÚ ANAN.

Esta Oxun é tocadora de tambor e nasce em Oturukponyekú. Seu orikí diz: Aquela que ao ouvir o tambor  corre em sua direção.

5 - IBU INÃNI.

Aquela que é famosa nas disputas. Seu igbá fica sobre areia de rio. Leva um abebé de metal com dois guizos.

6 - OXUN IJIMU OU YUMU.

Aquela que faz inchar a barriga sem que haja gravidez. Esta Oxun é belíssima e nasce no Odu Ika Meji. Os ararás a chamam de "Tukusi" ou de "Tobosi".

7 - OXUN IBU ODONKI.

Esta Oxun vive em cima de um pilão. Ao lado de seu igbá coloca-se um cesto com material de costura. Seu oriki diz: O rio está crescendo e suas águas estão cheias de lixo. Entre os Ararás é conhecida como

"Tokago".

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Esta Oxun come inhame e, junto dela deve-se manter sempre, um inhame cru. É estreitamente ligada com as Iyami e possui o dom da feitiçaria. Entre os ararás é conhecida como "Fosupô".

9 - OXUN IBU OGALE.

Esta Oxun vive rodeada de telhas de barro É uma Oxun velha e guerreira, considerada a guardiã das chaves. Os ararás a chamam de "Oakerê".

10 - OXUN IYEPONDÁ.

A lenda conta que foi esta Oxun quem liberou Xangô do cativeiro. Segundo outra lenda, esta Oxun foi morta e atirada às águas de um rio, onde logrou ressuscitar. É guerreira e brigona. Entre os ararás é

conhecida pelo nome de "Agokusi". 11 - OXUN IBU ADESÁ.

Esta Oxun é a dona do pavão real, animal que lhe é sacrificado. Seu nome significa: "A Coroa é Segura". Entre os ararás é conhecida como "Abotô".

12 - OXUN AYEDÊ OU EYEDE.

Seu nome significa: "Aquela que age como uma rainha". Os ararás a chamam de Iyaáde. 13 - OXUN OKPAXE ODO.

"Aquela que ressurgiu do rio depois de morta". É conhecida, entre os ararás, como "Totokusi". 14 - OXUN IBUMI.

Esta Oxun é representada pelo camarão de água doce que, por sua vez, é seu prato preferido. Não tem  paradeiro, é caminhante e fujona. Entre os ararás é conhecida pelo mesmo nome.

15 - OXUN IBU LATIE.

Esta Oxun vive no meio do rio. Só come em cabaças e seu igbá leva 15 flechas e cinco idés dourados. Não  possui coroa e quando é vestida enrola-se sua cabeça num ojá amarelo com um filá de búzios pequeninos.

Seu nome indica que possui poderes ilimitados e que tem fundamento com Exú Elegbara. Os ararás a chamam de Kotunga.

16 - OXUN ELEKÉ OIYN.

Esta é uma Oxun guerreira e aguerrida. Seu igbá tem que estar sempre besuntado de mel de abelhas da mesma forma que, segundo a lenda, massageava seu próprio corpo com este material. É muito forte e

carrega nas mãos um bastão com a ponta em forma de forquilha. 17 - OXUN ITUMU.

Esta é uma Oxun guerreira e que adora confusões. Veste-se de branco e usa calças compridas como os homens. Dizem ser uma temível amazona que nas águas combate montada num crocodilo e na terra, no lombo de um avestruz. Habita as lagoas de águas doces e pode ser encontrada sempre na companhia de Inle

e de Azawani. Os ararás a cultuam com o nome de Hueyagbe. 18 - OXUN TINIBÚ.

Esta Oxun vive com Igbadu e nasce no Odu Ireteyero. É a matriarca da Sociedade das Iyalodes. Come cabra, cuja cabeça, depois de seca, é colocada sobre seu igbá. Conta a lenda que tem uma irmã chamada Miuá Ilekoxexe Ile Bomu, que é cultuada junto com ela. Esta outra Oxun não toma a cabeça de ninguém.

19 - OXUN AJAJURA.

Esta Oxun vive em lagoas, não usa coroa e é muito guerreira. Em seu igbá coloca-se um casco de tartaruga. 20 - OXUN AREMU KONDIANO.

Teria sido a primeira a se manifestar numa cabeça humana. Veste-se inteiramente de branco e seu fio de contas é de nácar e coral com gomos de contas verdes e amarelas (de Orunmilá). Trata-se de uma Oxun muito misteriosa. Tem estreita ligações com Obatalá, chegando, por vezes, a ser confundida com ele. Esta Oxun, segundo um itan do Odu Ogbekana, foi quem ajudou Orunmilá a esquartejar o elefante. Os ararás a

chamam de Tefande. 21 - OXUN IBUSENÍ.

Esta Oxun vive nas pequenas poças d’água que se formam próximo das margens dos rios. É assentada em duas sopeiras. Cada uma com um otá. É conhecida como Ajuaniynu, entre os ararás.

22 - OXUN IBUFONDÁ.

Esta Oxun morreu na companhia de Inle. Está sempre em guerra e não abre mão de uma espada. Seu prato  predileto é o inhame. Os ararás a conhecem como Zehuen.

23 - OXUN IBU ODOKO.

Esta Oxun é muito poderosa e nasce em Ogbekana. É agricultora e acompanha Orixaoko. 24 - OXUN AWAYEMI.

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Esta Oxun nasce em Oyeku Meji. É inteiramente cega e vive na companhia de Azawani e Orunmilá. 25 - OXUN IBU ELEDAN.

Esta Oxun nasce no Odu Oxe Leso (Oxe Irosun). É a dona das fossas nasais Come cabrito capado e  pequeno.

26 - OXUN IDERE LEKUN.

 Nasce no Odu Oturasá. Vive nos buracos formados nas pedras pelas ondas do mar nos locais de encontro do rio com o mar. Leva um atabaque de cunha chamado "koto". Não usa coroa e esconde o rosto que é

deformado, com uma máscara de bronze. 27 - OXUN IBU INARE

Vive sobre o dinheiro e, na praia, sobre o caramujo aje. Esta Oxun não gosta de dar dinheiro a ninguém. 28 - OXUN AGANDARÁ.

Esta Oxun nasce no Odu Ikadi. Vive sentada numa cadeira de braços ou num trono. Seu igba deve estar  sempre coberta com folhas secas de oxibatá e oju oro.

Postado por Hunso Sueli de Vodun Abe às 21:27 Nenhum comentário:

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SEXTA-FEIRA, 9 DE MARÇO DE 2012

OXUM/AZIRI/DANDALUNDA - PARTE IV - CAMINHOS DE OXUM

QUALIDADES

ABAE OU MABE - Tem ligação com Yemanjá.

ABALU ou ABALO - a mais velha de todas, considerada velha e decrépita e envolvida em ações misteriosas e obscuras relacionadas, talvez, à prática da feitiçaria. Tem numerosos filhos e netos. É severa e autoritária É muito ciumenta e adora receber hortênsias como oferenda. Sua ligação com Omolú o Orixá da  peste, tido como o médico dos pobres, é notável e segundo dizem, acompanha este Orixá em suas andanças

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 Neste período deve-se sempre manter uma vela acessa reverenciando Osún para que tudo transcorra bem. Veste-se de cores claras,(azul-claro) usa abebé (é a verdadeira dona do leque e sempre se apresenta com ele)

e alfange, tem ligação com Nanã, Oyá de culto Igbalé.Come com Yemanjá no rio ou na lagoa. Carrega Ogum . Tem ligação tb com Omulu e Oxossi

ABOMI OU OMI OU OMIN OU LOMIN - Um dos nomes ou qualidades de Oxum que significa 'Senhora da água'. Suas filhas têm o direito de usar o Jogo de Adivinhação com até 16 búzios. Não tem ligação com

os demais Orixás. É considerada uma das mais velhas, devido ao longo tempo de culto.

ABOTÔ OU YABOTO OU BOTO OU OSOGBO OU OGBO - Aspecto maduro da orisá. Feminina e coquete. Muito bonita e vaidosa. Relacionada ao parto e ao nascimento, ajuda as mulheres a terem filhos. É

a origem de Oxum. Seu culto é realizado nas nascentes dos rios. É a Oxum das nascentes e dos encontros das águas doces e salgadas. Ela deu origem ao nome da cidade de Osogbo. Tem fundamentos com Yemanjá e Oxalá. Geralmente seus filhos são Àbìkús. É a ela que devem se dirigir todas as mulheres que queiram dar 

à luz ou que procuram saúde para toda a gestação. É a Oxum que ajuda as mulheres durante o parto a terem os seus filhos. Veste-se predominantemente com o branco e alguns detalhes amarelos ou amarelo ouro e

azul-claro.; Oxun Oxogbô assiste a mulher na hora do parto, desempenhando aí, a função de parteira. ADOLÁ - Senhora dos cabelos, representa a beleza feminina e o adorno facial. Tem como protegidos todos

que dependem dos cabelos para sobreviver. A esta Ósún é entregue os cabelos de um Iyawó quando ele completa um ano de feitura.

AJAGURÁ ou AJAGIRA - Senhora de todas as aves de penas coloridas e aves aquáticos e terrestres. Responsável pelo Ekodidé e pela hora da apresentação do Iyawô a sociedade.Tem um enredo com Aganju,

uma qualidade de Xangô mais carregado e ligado ao fogo. Jovem e guerreira. Pertence à nação nagô AKURA IBÚ - A inconstância do caráter feminino é representada por Akura, que se faz presente nos locais

de encontro das águas do rio com as do mar.

APARÁ - a mais jovem de todas com instinto guerreiro, confundindo-se muitas vezes com IANSÃ. Dona dos objetos cortantes, sendo dona da navalha. Esta fase de Osún tem duplo caminho, sendo que uma tem fase Oyá e a fase Ogún. Quando vem na fase Ogún é aconselhável oferecer nas obrigações de sete em diante

um Odá (bode castrado). É muito guerreira e veste-se com o rosa-claro ou o azul-claro. Os mais antigos do candomblé dizem que Oxum Apara é a verdadeira esposa de Ogum Wári, uma qualidade de Ogum que vive

nas águas. É a Oxum Apara quem dá a visão no jogo e tem uma relação com Exu. Como as outras Oxuns, essa qualidade de Oxum não come cabra nos seus rituais e sim o odan, o bode capado. Os membros do bode

são oferecidos a Exu antes de ser sacrificado; Oxun Apará é a poderosa guerreira que acompanha Ogun em suas campanhas, porta um sabre que manipula com força e destreza. Esta Oxun tem fundamento com

Yemanjá, de quem é filha e com quem costuma comer.

AYALÁ, ALANLÁ, ALÁ ou ÌYÁNLÁ - Tem forte ligação com OGUM. Uma das mais velhas,também ligada com as Yamis. Retem o poder sobre a bolsa lacrimal, manifestando através das lágrimas de alegria e

de tristeza, dando força a todos que passam dificuldades na vida. Tem ainda participação no Axexê. Representa o sofrimento através da lágrima. Oxun Ayalá teria sido mulher de Ogun com quem trabalhava na forja, acionando o fole para atiçar as brasas. Conta a lenda que o fole acionado por Oxun Ayalá produzia um

som ritmado e muito agradável. Atraído por este som, Egun pôs-se a dançar diante da ferramentaria, atraindo um grande número de assistentes que por ali passavam. Encantados com o bailado de Egun os

 passantes lhe fizeram muitas oferendas de dinheiro, o que o deixou feliz e vaidoso.

Ao saber que Egun estava ganhando dinheiro com sua apresentação, Oxun exigiu que metade da renda obtida fosse dividida com ela, caso contrário, não acionaria mais o fole que produzia o ritmo sem o qual Egun não poderia mais dançar. Sem alternativas, Egun teve que aceitar a exigência da Yagbá passando, a  partir de então, a dividir com ela tudo o que ganhava em suas apresentações. Esta Oxun além de sua ligação

com Ogun Alagbede tem sérios fundamentos com Egun. Veste o amarelo e o azul-claro. Tem forte ligação tb com Oxalá, neste caminho veste branco.

AWE - Oxun, então, assume e revela todo o poder feiticeiro da mulher. Desprovida agora de escrúpulos e do sentimento de piedade, contesta a pseudo superioridade do macho e cria uma sociedade secreta estritamente matriarcal denominada Sociedade Gueledé, onde a face maligna é encoberta por máscaras

muitíssimo elaboradas. É quem se encarrega de organizar esta sociedade onde o homem não tem vez, devendo, tão somente, submeter-se de bom grado às exigências de suas líderes.

BUMI - O gosto pela riqueza, pela opulência e pelo uso de jóias e adornos se revela no caminho de onde a yagbá cobre-se de pulseiras, brincos e colares de ouro, metal que lhe pertence por direito e ao qual está

ligada de todas as formas.

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