Informativo Capal Edição 48 04/dezembro/2015. Itararé, Taquarituba e Taquarivaí

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Texto

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Arapoti, Wenceslau Braz, Santana do

Itararé, Joaquim Távora e Carlópolis

Itararé, Taquarituba e Taquarivaí

Janeiro 11 segunda Fevereiro 10 quarta Março 11 sexta Abril 11 segunda

25 segunda 26 sexta 28 segunda 25 segunda

Maio 11 quarta Junho 10 sexta Julho 11 segunda Agosto 10 quarta

25 quarta 27 segunda 25 segunda 26 sexta

Setembro 12 segunda Outubro 10 segunda Novembro 11 sexta Dezembro 12 segunda

26 segunda 26 quarta 25 sexta 26 segunda

Janeiro 06 quarta Fevereiro 05 sexta Março 07 segunda Abril 06 quarta

Maio 06 sexta Junho 06 segunda Julho 06 quarta Agosto 05 sexta

Setembro 05 segunda Outubro 05 quarta Novembro 04 sexta Dezembro 07 quarta

A ração produzida na Capal segue rigoroso controle de qualidade, visando proporcionar saúde animal,

excelente desempenho produtivo e reprodutivo, além de ótimo custo/benefício.

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CEPEA: problemas climáticos evitam

maiores quedas nos preços ao produtor

O movimento sazonal de enfraquecimento dos preços do leite ao produtor se manteve em novembro, mas algumas atenuantes limitaram as quedas. Uma delas são as chuvas, excessivas no Sul e escassas no Nordeste. Outra foi um forte reajuste em Minas Gerais.

No balanço, o preço recebido pelo produtor (sem frete e impostos) recuou 0,57% de outubro para novembro, com a média a R$ 0,9675/litro, conforme levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Na comparação com novembro/14, o preço está 5,9% menor em termos reais (deflacionados pelo IPCA de outubro/15). O valor bruto (inclui frete e impostos) pago pelos laticínios/cooperativas foi de R$ 1,0541/litro, redução de 0,46% em relação ao mês anterior.

Gráfico 1 - Preços brutos pagos ao produtor (R$/L)

Nos estados do Sul, as chuvas se intensificaram a ponto de reduzir a produção de leite em muitas regiões, além de dificultarem a captação do produto. Já na Bahia, é a falta de precipitações que tem diminuído a produção, informa o Cepea. Representando a média ponderada de sete estados, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) de outubro apontou queda de 0,86% frente a setembro. Na Bahia, no entanto, a redução mensal chegou a 13,99%. O Rio Grande do Sul também teve queda importante, de 5,78%, seguido por Santa Catarina (-4,55%) e Paraná (-1,47%). Diferentemente, São Paulo (2,74%), Minas Gerais (1,72%) e Goiás (1,62%) mantêm o ritmo de crescimento na produção, conforme avançam as chuvas. Outro fator que impactou diretamente nos preços pagos ao produtor foi o reajuste feito por um laticínio de grande porte na mesorregião sul/sudoeste de Minas, diante do aumento da concorrência por produtores nessas praças. Com isso, a média do estado, que vinha em tendência de queda, reagiu e amenizou a baixa nacional. Segundo alguns colaboradores do Cepea, o excesso de chuvas na região Sul, além de prejudicar a produção, também tem impedido o pecuarista de fazer a reforma das pastagens, comum nesta época do ano. Com isso, o mercado de insumos para essas atividades nessas regiões está desaquecido, podendo haver consequências negativas futuras quanto ao fornecimento de pastagens de qualidade para alimentação dos animais. O aumento da precipitação no Sul também divide a expectativa dos agentes consultados pelo Cepea quanto aos preços no próximo mês. Uma parte dos entrevistados (45,7%), que representa 51,6% do leite amostrado, acredita que o recuo deve se manter em dezembro. Por outro lado, 42,9% dos entrevistados, que representam 47,7% do volume amostrado, indicam estabilidade. E apenas 11,4% acreditam em alta.

No mercado de derivados, após quatro meses de quedas para o leite UHT e de três meses para o queijo muçarela, ambos se valorizaram no fechamento parcial de novembro. Alguns colaboradores apontam leve melhora na demanda por esses derivados, o que ajudou na recuperação dos preços. O leite UHT e o queijo muçarela negociados no atacado do estado de São Paulo tiveram médias de R$ 2,2628/litro e de R$ 13,54/kg, respectivamente, em novembro, 3,39% e 1,17% superiores aos valores de outubro. A pesquisa de derivados do Cepea é realizada diariamente com laticínios e atacadistas do estado de SP e tem o apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Nos estados do Sul, as chuvas se intensi-ficaram a ponto de reduzir a produção de

leite em muitas regiões, além de dificultarem

a captação do produto. Já na Bahia, é a falta de precipitações que tem diminuído a produção, informa o Cepea.

Representando a média ponderada de sete estados, o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea) de outubro apontou queda de 0,86% frente a setembro. Na Bahia, no entanto, a redução mensal chegou a 13,99%. O Rio Grande do Sul também teve queda importante, de 5,78%, seguido por Santa Catarina (-4,55%) e Paraná (-1,47%). Diferentemente, São Paulo (2,74%), Minas Gerais (1,72%) e Goiás (1,62%) mantêm o ritmo de crescimento na produção, conforme avançam as chuvas.

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A primeira palestra, com o médico veterinário Rogérios Isler, falou sobre os problemas de casco e as suas consequências para a saúde do animal.

LEIA SOBRE O ASSUNTO:

De maneira geral, os problemas de casco têm causas multifatoriais que precisam ser avaliadas pelo produtor, entre elas: alterações metabólicas e físicas, elevado peso corporal associado à má conformação do animal, alta umidade no piso, corredores de deslocamento em mau estado de conservação (pedras e buracos), doenças infecciosas (p.e. mastite, metrite, pneumonia), nutrição (alteração no pH ruminal) e presença de micotoxinas.

Manter a saúde do casco dos animais é importante para minimizar os prejuízos causados pelos diversos problemas relacionados. É fundamental o diagnóstico precoce dessas afecções, para que as devidas providências possam ser tomadas antes do agravamento das lesões, o que resulta em queda na produção de leite e piora nos índices reprodutivos do rebanho. Para identificar rapidamente os animais com problema é preciso monitorar o índice de vacas mancando ou que apresentam algum grau de dificuldade para se locomover.

No segundo momento, o professor Rodrigo de Almeida apresentou dados sobre Sazonalidade da produção de leite e sólidos em Arapoti. LEIA SOBRE O ASSUNTO:

O objetivo da palestra foi apresentar o comportamento da produção (kg/dia) e composição do leite dos rebanhos de Arapoti ao longo dos últimos 5 anos. É nítido que o mês de fevereiro, ou final de verão são os períodos que apresentam menor produtividade de leite. Já os meses de próximos a setembro são os que apresentam maior produção leiteira.

Os períodos em que temos leite de melhor qualidade, ou seja, de maior % de gordura e de proteína associado a menor CCS são nas estações de temperaturas mais amenas, como outono e inverno.

As estratégias que diminuam o estresse calórico são essenciais para proporcionar aos animais conforto térmico e que, consequentemente, suportem as condições ambientais sem perder em produtividade leiteira.

Dia de Campo da Pecuária em Arapoti

O Dia de Campo realizado em 26 de novembro reuniu cerca de 20 produtores, na Chácara Condessa, em Arapoti, com palestras sobre Saúde do casco e Sazonalidade da produção de leite e sólidos em Arapoti,

FERIADO

08/12 – FERIADO EM ITARARÉ E TAQUARIVAÍ – Dia da Padroeira

NÃO HAVERÁ EXPEDIENTE NESTAS FILIAIS NESTE DIA.

As pesquisas realizadas com a avaliação do escore de locomoção mostram que vacas que apresentam escores acima de 3 têm 8 vezes mais chances de serem descartadas e 15 vezes mais chances de apresentarem atrasos na reprodução, em relação à média do rebanho.

Tabela. Reduções no consumo de matéria seca (CMS) e na produção de leite em relação ao Escore de Locomoção (EL).

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CARLÓPOLIS

Acilto Damian Preve Ernesto Montanher Fussako Tsubota

Rodrigo José da Silva Batista ITARARÉ

Gilson Teles Jorge JOAQUIM TÁVORA Isaias Galvão

Valdete de Oliveira Barboza

TAQUARIVAÍ

Eduardo Gomez Grandal José Reinaldo Quirino

José Ronaldo de Almeida Barbosa Renato Santi

A Capal dá boas vindas aos 21 cooperados admitidos em novembro.

Sejam bem vindos!

WENCESLAU BRAZ Aerson Roque da Silva Eurides Miani

Janaina Paula de Campos Santos José Fernando de Almeida Miguel Aparecido Gonçalves Moises Clemente de Brito Valdiney Luiz Alves TAQUARITUBA

Antonio Buranelo Itamar de Mello

Rafael Trench Conceição

Hoje nosso quadro social conta com 2.112 associados.

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CLASSIFICADOS

VENDA

Vacas Jersolandas, primeiro parto, prenhas (com controle leiteiro). Tratar: Stieven H. Elgersma (43) 3557-1395 ou (43) 9976-4994

VENDA

Gol Trend G-4, Cor Branco 2 Portas, Ar Condicionado, Vidro

Elétrico - Ano 2008/2009

Strada Fire 1.4 Cor Branco - Ano 2007/2007

Tratar com Jean - (43) 9915 1260 - 3512 1039

VENDA

Colheitadeira MF 34 ano 2000. Tratar - 14-99878-0935 - Joana

VENDA - Feno de tifton e pré-secado.

Tratar com Pieter Vogelaar - 43 9929 6382

VENDA

Fiat Strada CE, modelo 2012, branca. R$24.000,00 Tratar com Albert Salomons - 43 35571241.

VENDA

Caminhão Volvo 380, ano 2006. R$ 130.000,00. Tratar com Rubens Claudino 14 99680 0676

Férias da Adinp

A Adinp informa que seu período de férias será de 21/12 a 10/01. Programem as suas entregas de embalagens.

Informações com Anderson pelo 43 9129 86350

Atenção cooperado!

A agenda e o calendário Capal 2016 já estão disponíveis para retirada!

Na matriz retirar com Regina.

Nas filiais retirar no setor administrativo.

CONVITE

Palestra técnica para pecuaristas em Carlópolis – Doenças reprodutivas em bovinos, com João André de Matos Oliveira.

09/12 – 19h30

Local: Salão Paroquial da Igreja Matriz

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Informações do mercado agropecuário

INDICADORES FINANCEIROS

DÓLAR COMERCIAL (venda) POUPANÇA (nova) SELIC TJLP R$ 3,74 – 03/12 0,6587 % a.m. - 03/12 14,25 % 5,00 % a.a. MILHO

FUTURO

CIF Guarujá entrega novembro/2015 e pagamento dezembro/2015

Comprador: R$ 36,00 Vendedor: sem indicação CIF Paranaguá entrega fevereiro/março 2016 e pagamento abril/2016

Comprador: R$ 33,00 Vendedor: sem indicação CIF Guarujá entrega setembro/2016 e pagamento outubro/2016

Comprador: R$ 36,50 Vendedor: sem indicação

MILHO Arapoti-Pr Comprador: R$ 32,50 Vendedor: R$ sem indicação W.Braz-Pr Comprador: R$ 32,00 Vendedor: R$ sem indicação SOJA

Disponível CIF Ponta Grossa R$ 78,00 Entrega abril/2016 e pagamento maio/2016 - CIF Ponta Grossa/PR R$ 74,50 TRIGO Superior R$ 750,00 FOB Intermediário R$ 670,00 (T-2) PADRÃO R$ 580,00 (T-2) R$ 550,00 (T-3) MILHO Itararé-Sp Comprador: R$ 31,40 Vendedor: R$ sem indicação Taquarituba/Taquarivaí-Sp

Comprador: R$ 32,00 Vendedor: R$ 33,20

SOJA

Disponível CIF Santos R$ 80,00 Entrega março/2016 pagamento

abril/2016 – CIF Guarujá R$ 77,80 Entrega abril/2016 pagamento

maio/2016 – CIF Guarujá R$ 78,80

TRIGO Superior

R$ 720,00 FOB – SP

(falling number mínimo de 250)

Intermediário

R$ 630,00 (T-2) PADRÃO R$ 580,00 (T-2) R$ 550,00 (T-3) FEIJÃO – PREÇOS NA BOLSINHA – SÃO PAULO

Variedade Carioca 30/11/15 Min. Máx. 01/12/15 Min. Máx. 02/12/15 Min. Máx. 03/12/15 Min. Máx. 04/12/15 Min. Máx. Pérola/Gol 10 – 10 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Pérola 9,5 – 10 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Pérola 9 – 9 S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot S/Cot Bola Cheia/ Pérola 8,5 – 9 S/Cot 220,00 S/Cot 220,00 S/Cot 220,00 S/Cot 220,00 S/Cot S/Cot Pérola/ Bola Cheia 8 – 9 S/Cot 210,00 S/Cot 205,00 S/Cot 205,00 S/Cot 210,00 S/Cot S/Cot Pérola/Bola Cheia 7,5 – 8 S/Cot 190,00 S/Cot 190,00 S/Cot 190,00 S/Cot 190,00 S/Cot S/Cot

DÓLAR - O dólar marcou a maior queda diária em um mês nesta quinta-feira com investidores recebendo bem a decisão de

abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, mas ainda ponderando as implicações da medida para a economia brasileira. O dólar recuou 2,26%, a R$3,7490 na venda, após atingir R$3,7340 na mínima do dia. Foi a maior queda diária desde o dia 3 de novembro, quando a moeda norte-americana recuou 2,39%. Outro fator que chegou a ajudar a queda do dólar foi o anúncio de novos estímulos do Banco Central Europeu (BCE), que tendem a favorecer ativos de mercados emergentes. O impacto foi limitado, no entanto, porque muitos operadores esperavam ações mais incisivas. A atuação do Banco Central brasileiro completou o quadro favorável para o real, realizando nesta tarde leilão de venda de até US$500 milhões com compromisso de recompra. O BC também deu continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro. A queda do dólar ganhou ainda mais força na parte da tarde, depois que o contrato futuro do dólar recuou abaixo de R$3,80. O movimento desencadeou muitas operações automáticas de vendas de divisas para limitar perdas de operadores que não acreditavam que o

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INFORMAÇÕES DO MERCADO AGROPECUÁRIO

SUÍNOS

MILHO

Os valores dos contratos futuros negociados na bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quinta-feira com ganhos significativos alcançando seus níveis mais altos em três semanas, sustentados pela queda acentuada do dólar e compras técnicas após os preços terem rompido a resistência das médias móveis de 10 e 20 dias. Agentes do mercado relataram que as divergências entre a taxa básica de juros nos EUA e na Zona do Euro já foram incorporadas ao mercado de cambio, o que sugere que a moeda não deverá apresentar grandes solavancos no curtíssimo prazo. De certa forma, tal condição colabora para a retomada das vendas externas de milho nos EUA por devolver competitividade. Os ganhos no mercado do milho também receberam suporte adicional na forte alta nos mercados do petróleo e do trigo. Os valores dos contratos futuros negociados na BMF&Bovespa voltaram a ceder por movimentos de realização de lucro e liquidação de posição depois dos ganhos acumulados na semana.

Mercado brasileiro teve uma semana de maior estabilidade nos preços na maioria das praças, registrando movimento de preço apenas no Mato Grosso, onde sofreu ligeira baixa. Mercado brasileiro apresenta pouca recuperação nos preços neste início de dezembro. A entrada da primeira parcela do 13º salário não refletiu ainda no aumento da demanda, o que pode acontecer nos próximos dias. Contudo o mercado continua aguardando uma possível alta nas cotações do suíno vivo por conta do aumento da demanda típico desta época do ano. Ao que tudo indica, os frigoríficos continuam postergando um volume maior de compras aguardando que o consumidor se torne mais ativo.

Mesmo diante dos ganhos verificados em Chicago, as fortes baixas no dólar frente a moeda brasileira deram o tom baixista ao mercado. Por outro lado, as perdas foram minimizadas pela manutenção dos firmes embarques no Brasil.

No mercado interno, o volume de negócios avançou de forma lenta. A demanda dos compradores do mercado interno já não se mostra tão agressiva ao passo que as

tradings já dispõem de elevados estoques. Neste contexto,

os compradores limitam os negócios a pequenos lotes a preços mais baixos, apenas para complementar estoques. Vendedores, por sua vez, também passaram a restringir suas ofertas de venda, embora em algumas regiões do país houve produtores optando por liquidar parte dos estoques a fim de abrir espaço nos armazéns para chegada de ofertas da nova temporada. Nas principais zonas portuárias do país houve ajustes negativos nos preços para compra em função da fragilidade do dólar. A firmeza dos embarques ainda deverá manter suporte aos preços no mercado doméstico, visto que o setor segue atento ao desenvolvimento da safra verão.

Os frigoríficos estão receosos com o cenário brasileiro e enquanto algo melhor não acontecer vão controlando suas disponibilidades de produtos. As carnes bovina, suína e de frango estão entre os produtos do agronegócio que acumulam queda nos preços de exportação em dólar nos nove primeiros meses de 2015, em relação a 2014, segundo levantamento realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Quase todos os produtos do agronegócio avaliados tiveram queda nos preços de exportação, sendo que a carne suína teve a quarta maior depreciação nos preços, de 21,9%. Ano passado, diversos problemas sanitários em países que competem com o Brasil nas vendas externas de carne suína e a crise política no Leste Europeu provocaram a elevação dos preços no mercado externo, o que favoreceu a receita do setor.

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SOJA

Embora tenha operado a maior parte da sessão do lado negativo da tabela, os contratos futuros subiram pelo quarto dia consecutivo, com os compras técnicas revertendo os movimentos de liquidação de posições mais cedo. Apesar de manter-se balizado por fatores técnicos, o mercado da oleaginosa ainda vem repercutindo de forma positiva dados de demanda. As vendas externas de soja pelos EUA tem ganhado intensidade nas últimas semanas ao passo que os importadores buscam garantir ofertas de produto norte-americano de olho no clima irregular sobre algumas importantes áreas produtoras no Brasil. Ao mesmo tempo, a demanda doméstica, impulsionada pelas processadoras de posse do novo mandado para o biodiesel também adiciona fôlego a firmeza dos preços. Paralelamente, as quedas acumuladas no dólar frente as demais moedas globais também tem colaborado para elevar a competitividade do produto nos EUA e estimular as exportações no país.

No Brasil, as indicações de compra voltaram a ceder em função da acentuada queda do dólar frente ao real. A intensa volatilidade no mercado de câmbio brasileiro deixou os agentes mais cautelosos nos negócios. De certa forma, as altas acumuladas em Chicago serviram apenas para minimizar a pressão baixista, embora não se tenha verificado negócios significativos reportados nesta quinta-feira. As comercializações antecipadas não estão evoluindo, visto que a grande maioria dos produtores estão focados na conclusão do plantio e desenvolvimento das lavouras. O clima adverso gerou aumento nos custos de produção ao mesmo tempo que ausentou a ponta vendedora dos negócios. É fato que o enorme volume negociado antecipadamente é uma limitador, mas a disparidade entre os valores de compra e venda pesa de forma mais decisiva no andamento dos negócios. Em relação as vendas envolvendo lotes remanescentes, os negócios continuam esparsos, mesmo que os valores sinalizados pela ponta vendedora continuem bem acima da paridade. A maior parte dos compradores já não estão tão agressivos nos negócios, visto que dispõem de bons estoques de passagem.

TRIGO

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerrou as operações desta quinta-feira com preços acentuadamente mais altos. O mercado se recuperou das perdas da última sessão, avaliando a fraqueza do dólar e o desempenho das vendas líquidas semanais de trigo. A forte alta vem um dia depois dos preços tocarem o valor mínimo desde junho de 2010. O mercado brasileiro apresenta os números consolidados da safra brasileira, já encerrada no Paraná e Rio Grande do Sul. A safra nacional é estimada em 5,6 milhões de toneladas, sendo 3,45 milhões do Paraná e 1,5 milhões do Rio Grande do Sul.

A safra gaúcha foi bastante prejudicada pelo clima, com excesso de chuvas na época do plantio e da colheita, além das geadas.

Já no Paraná, as fortes chuvas na reta final da colheita prejudicaram bastante as áreas que colheram por último. Vale destacar também que a colheita da Argentina chega a 31% da área no país. A colheita avançou 11% desde a semana passada e já acumula 2,5 milhões de toneladas em uma área de 1,1 milhão de hectares.

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Referências

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