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https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/deed.pt_BR COMISSÃO EPISCOPAL PASTORAL PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL - CNBB
Presidente: Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães Membros: Dom Edilson Soares Nobre e
Dom Neri José Tondello
Assessores: Padre Tiago Sibula e Manuela Castro
PASTORAL DA COMUNICAÇÃO © 2021 Coordenador: Marcus Tullius
Secretária: Patrícia Luz
PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO GT Produção - Pascom Brasil
CLIQUE PARA ACESSAR O CONTEÚDO
APRESENTAÇÃO
04
PARTILHA
05
PLANEJAMENTO PASTORAL
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Reunião realizada com a presença dos Bispos Referenciais e Coordena-dores Regionais em 02/06/2020
06
GT Espiritualidade
26
Reunião realizada com a presença dos Bispos Referenciais e Coordena-dores Regionais em 09/06/2020
20
GT Formação27
GT Produção28
GT Articulação29
CRONOGRAMA E COORDENAÇÃO NACIONAL
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Cronograma de Atividades 2021
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Bispos Referenciais, Coordenadores e Assessores Eclesiásticos
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Datas Comemorativas
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Diante do cenário provocado pela pandemia do novo corona-vírus, com rápidas e bruscas mudanças sociais e eclesiais, a Pas-com Brasil sentiu a necessidade de ouvir especialistas das mais variadas áreas para rever as suas prioridades e responder melhor às demandas da evangelização. O processo chamado PERSPEC-TIVAS PASTORAIS PARA A COMUNICAÇÃO contou com a pre-sença bispos referenciais, coordenadores regionais e assessores eclesiásticos para ouvir especialistas em duas sessões.
A primeira sessão, realizada no dia 2 de junho de 2020, contou com a presença de Dom Joel Portella Amado, secretário geral da CNBB; Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria | RS e pasto-ralista; Pe. Arnaldo Rodrigues, da Arquidiocese do Rio de Janeiro | RJ e doutor em Comunicação; Pe. Juliano Ribeiro, da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim | ES e doutor em Teologia; Prof. Moisés Sbardelotto, pesquisador e doutor em Comunicação.
A segunda sessão, realizada no dia 9 de junho de 2020, contou com a presença de Dom Edmar Peron, bispo de Paranaguá | PR e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia; Dom Nelson Francelino Ferreira, bispo de Valença | RJ e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude; Dom José Valde-ci Santos Mendes, bispo de Brejo | MA e presidente da Comissão para a Ação Social Transformadora; Frederico Santana Rick, cien-tista social e membro do Vicariato para a Ação Social da Arquidio-cese de Belo Horizonte | MG.
A partir das contribuições ofertadas pelos convidados e em sin-tonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, os coordenadores regionais puderam refle-tir a contribuição da Pastoral da Comunicação e propor caminhos de ação a partir dos quatro eixos presentes no Diretório de Comu-nicação da CNBB.
O grande objetivo para a Pastoral da Comunicação pode ser en-carnado da seguinte forma: a partir de Jesus Cristo, nosso essen-cial, reinventar a prática pastoral da comunicação da Palavra de Deus nas comunidades eclesiais missionárias.
2.1. Reunião realizada com a presença
dos Bispos Referenciais e Coordenadores
Regionais em 02/06/2020
1) Dom Joel Portella Amado | Secretário Geral da CNBB
É uma alegria, e o primeiro de tudo: o agradecimento e uma sauda-ção a todos que acompanham e participam de mais esse momento im-portante, como Dom mol já lembrou, na caminhada na Igreja no Brasil. Para aquecer a nossa discussão, com medo muito grande de ultrapas-sar bastante os 10 minutos, eu digo que vou me ater a compartilhar um pouco daquilo que tenho vivido durante essa quarentena, um pouco daquilo o que tem se passado por aqui nessa CNBB, cuja a sede está a 72 dias em processo de isolamento e distanciamento social.
Mais do que novidade, me parece muito importante recordar alguns pontos. Estamos vivendo esta pandemia num tempo em que a Igreja, vou voltar um pouquinho lá atrás, eu vou voltar a São João Paulo II. No tempo em que a Igreja vive uma realidade que em 1983, São João Paulo II, no Haiti, chamou de “Nova Evangelização”. Se você pegar de lá para cá, até hoje com o Papa Francisco, temos o desafio de pensar um outro momento para a ação evangelizadora e para a vida da Igreja. Um processo que vinha sendo desenvolvido, Um processo que estava em amadurecimento. Mas de repente, com o coronavírus ele se vê ques-tionado, interpelado, e eu diria mesmo, acelerado.
A meu ver, e é uma posição muito minha, o ponto de partida desse processo está na Conferência de Aparecida. Agora se pensa em fazer a celebração dos 13 anos da Conferência de Aparecida, uma década e um pouco mais. No entanto, o que é que você tem é aquela indicação de recomeçar a partir de Jesus Cristo. Isso tem que fazer parte da consci-ência da Igreja nesse momento de construir ou preparar o futuro. Não de preparar para o futuro, mas de construir um mundo diferente. Faze-mos isso ou tereFaze-mos perdido a marca da história.
A nível de Brasil todos nós sabemos que as Diretrizes da Ação Evan-gelizadora da Igreja no Brasil 2019/2023 indicam as Comunidades
Eclesiais Missionárias como objetivo. Uma única prioridade a Igreja presente junto às pessoas de modo que o recomeçar a partir de Jesus Cristo ajude também a redescobrir esse Jesus Cristo por meio da Co-munidade Eclesial.
Quando recebi o convite para esta conversa com vocês, uma per-gunta ficou na minha mente: como é que as Pascons entram nesse pro-cesso, como é que você pode conceber as Pascons, quando a Igreja no Brasil, no seu projeto, ela tem como objetivo as Comunidades Eclesiais Missionárias, que são essencialmente presenciais. Como nós podemos articular essas duas coisas? Para mim, essa pergunta foi importante porque pode ficar para nós a impressão de que entre a dimensão pre-sencial e a virtual, estou falando para comunicadores e sei que para eles não existe esse problema.
Mas, para muitas pessoas existe a questão que entre as duas, o presencial e o virtual, ocorra uma espécie de oposição. Hoje, seja no sentido ou de que o virtual substitui o presencial ou que o presencial substitua totalmente o virtual. Esse impacto, é o que de algum modo, tem chegado aqui na CNBB nos questionamentos, nas perguntas, nas angústias sobre essa relação entre o virtual e o presencial. Só que nós sabemos, e estou aqui com o que há de melhor da ação comunicação da Igreja no Brasil, essa oposição entre presencial e virtual é falsa. Ela é falsa no sentido de que o virtual pode substituir ou suprimir totalmen-te o presencial. Nada substitui a dimensão presencial. A dimensão pre-sencial, nós sabemos, ela só desaparece nos casos emergenciais como agora é o momento de pandemia causado pelo coronavírus. A oposição é falsa também no sentido que a dimensão virtual seria desnecessária para ação evangelizadora hoje. O mundo dos nossos dias não vive mais sem a dimensão virtual.
Estava participando de um outro momento semelhante a este, em que se falava de toda uma geração que já não conhece, e vocês sabem disso melhor do que eu, o mundo que não seja esse que aí está. Um mundo que eu chamaria de digital. Como é que nós queremos então, e aqui está um dos grandes desafios da Igreja hoje: como articular a condição presencial que é indispensável para viver o Evangelho com uma linguagem, uma cultura, uma mentalidade fortemente virtual?. É claro, nós não podemos abrir mão do presencial como uma consequên-cia imediata do princípio da Encarnação. Então, qual é o desafio que a
partir daqui do lugar eclesial que hoje estou, eu percebo?
Uma necessidade grande e urgente de ajudar a fazer essa articula-ção entre o presencial e o virtual. Sem reduzir a importância da dimen-são virtual nós podemos afirmar que o virtual sempre apontará para o presencial que é a vida em comunidade, compreendida como convívio cheio de vida, das alegrias e dos sofrimentos. Mesmo que nós venha-mos a utilizar a expressão “comunidade” como hoje se usa no mundo virtual isso é uma analogia, uma aplicação aproximada, pois comunida-de significa necessariamente convívio.
A fé cristã tem o base a Encarnação “o verbo se fez carne”, “o ver-bo se fez corpo”, convívio e história. Por isso, a importância de com-preender esses dois momentos de articular sem cair numa espécie de desespero que não compreende que o atual momento é excepcional portanto valoriza o virtual; sem deixar de reconhecer que não pode-remos voltar atrás em todo ganho que estamos fazendo neste tempo de pandemia, mas reconhecer que precisaremos estimular a volta ao presencial quando as autoridades sanitárias indicarem para viver essa dimensão de comunidade.
Volto ao início da conversa, nessa dimensão de comunidade para perceber descobrir e reaprender, conhecer e a reconhecer Jesus Cris-to. Nós sabemos, e aqui quero dar um destaque importante ao traba-lho das Pascons, que hoje também no mundo virtual se fala muito de Jesus Cristo. Só que, desde as comunidades primitivas que sentiam o problema “de que nem todo aquele que me diz ‘senhor, senhor chegar ao reino dos céus’, essa relação entre o presencial e o virtual nos ajuda exatamente a compreender quem é de fato Jesus Cristo e tudo que ele deixou. Se por um lado nós nos deparamos com muitas falas sobre a pessoa de Jesus Cristo, é preciso reconhecer que esse Jesus Cristo é encontrado na comunidade dos discípulos e que toda ação das Pascons e do mundo virtual devem apontar para isso.
É na comunidade que se descobre a gratuidade, autoridade, concór-dia, diálogo, reconciliação, aquela lista que nós conhecemos. E que vão se afunilando nos grandes valores: A vida e a pessoa, a defesa da vida E a defesa da pessoa.Outras compreensões de Jesus Cristo que podem até Ganhar muitos likes e até muitos seguimentos. No mundo virtual elas acabam se não estão nessa linha de proteger a vida, de valorizar a pessoa, de valorizar o diálogo, a conciliação a solidariedade e a paz elas
estão no caminho contrário.
Por isso, sempre a importância da cautela de reconhecer se o que se diz sobre Jesus Cristo É fato. Aqui está um dos grandes desafios para ação Evangelizadora. Porque em nome de Jesus Cristo, também mas não só, mas em nome de Jesus Cristo nós assistimos hoje a diversos fenômenos que vão bater na porta das Pascons. Eu destaco dois, e nem sei de fato são dois ou se é um só Fenômeno Ainda que com faces di-ferentes. Nós assistimos hoje no mundo, a um fenômeno muito forte de polarizações, fanatismos, fundamentalismos, muitas palavras para uma única realidade que é o fechamento de pessoas e grupos no seu único ponto de vista sem a capacidade de dialogar, de apresentar as tais “razões da Esperança”, como lembra o texto da carta de Pedro.
O diferente em Jesus Cristo é diferente. Mas, nas polarizações que estamos assistindo hoje não é apenas diferente, ele chega a ser com-batido como um inimigo. Isso é contrário ao Evangelho que nos manda amar até os inimigos. Aí entra o segundo fenômeno, repito: não sei se é o mesmo com outra faceta, que são as famosas fake news. Esse fe-nômeno novo e atual é utilizado exatamente para gerar, difundir, sedi-mentar insegurança e polarização, seja como atitude de proteção dian-te da insegurança, mas também como forma de combadian-te a quem pensa diferente. Ela atua numa linha de insegurança e desvalorização.
Por isso que eu penso que ajudará muito a identificar o papel das Pascons porque nós vivemos numa multi pandemia, são várias pande-mias: a pandemia da saúde e está ai o coronavírus a nos desafiar, mas há uma pandemia de informações, com semeadura de narrativas de interpretações como se fosse fatos, e aí o que nós temos? As pessoas confusas, com atitudes até mesmo arriscadas quando não, fanatiza-das. E as Pascons, como é que elas ficam? Se nós não temos hoje, para a pandemia sanitária nem remédio, nem vacina, temos para a pandemia de informação uma boa medicação, um bom medicamento no trabalho das Pascons.
Não desfaço aqui os sites, os blogs e todo esse mundo que aí está, mas como eu compreende, e posso estar errado, as Pascons estão mui-to próximas das realidades locais, por isso elas estão muimui-to atentas à questões locais. e atentas também ao modo como as questões mais amplas se manifestam na realidade local. O mundo está globalizado, somos todos atingidos de alguma maneira, vejam hoje a temática do
racismo norte americano está atingindo o mundo todo. Olha como isso se traduz no imediato da minha vida. A Pascom entra como uma ca-pacidade imediata. Cabe muito nesse processo de reapresentar Jesus Cristo, de preparar a vida das comunidades eclesiais missionárias os verbos: desmentir, orientar e ajudar. Desmentir o que fake, o que é fal-so; orientar no sentido do que seja de fato a pessoa e a mensagem de Jesus Cristo; ajudar a compreender o que significa seguir a Jesus Cris-to.Por isso, eu diria que as Pascons tem uma forte ligação com as comu-nidades eclesiais missionárias. A dimensão virtual que não substitui a dimensão presencial está a serviço dos grandes valores que são vividos e experimentados na relação de irmãos. Termino com sete intuições ou impressões do que hoje se espera das Pascons, com uma presença lá na ponta muito direto na vida de comunidades, de pessoas e de povos.
1. Pascoms ágeis: capazes de perceber o que está acontecendo e
inte-ragir imediatamente
2. Pascoms integrais: atentas às grandes questões da vida, não se
res-tringindo a um ou outro aspecto;
3. Pascoms tradutoras: no sentido de traduzir para a dimensão virtual
as respostas do Evangelho para as grandes questões;
4. Pascoms provocativas: no sentido de trazerem ao centro da
ques-tão tudo aquilo que está sendo vivido e que muitas vezes, pela insegu-rança, pela pressão das fake news não está sendo percebido;
5. Pascoms pacificadoras: no sentido de que sejam instrumento de
paz e de diálogo, ajudando a encontrar um caminho para longe das po-larizações, dos fanatismos, do ódio, que marcam tanto o mundo de hoje
6. Pascoms testemunhais: ajudando a perceber, a mostrar o que está
acontecendo no mundo de hoje numa linha oposta ao ódio, as agres-sões, as destruições, às polarizações;
7. Pascoms articuladas: no sentido de que não se isolem do conjunto
da Igreja, mas ao contrário se unem, como está sendo percebido e sen-tido aqui hoje, porque sabem a força que possuem.
2) Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria (RS)
Boa noite novamente. Alguns já tinha saudado no início. Quando Dom Joaquim me fez o convite primeiro me surpreendeu e segundo eu me justifiquei a ele que eu não sou acadêmico, embora tenha feito mestrado em Teologia Pastoral, sou só um apaixonado pela pastoral, eu diria. Gosto muito da vida pastoral, mas não sou acadêmico e não tenho esse tino da elaboração, da teoria e etc. Então peço desculpas ja por isso! Rapidamente quero colocar três aspectos que eu acho que podem nos ajudar a ir pensando e ir discernindo o que vem depois da pandemia ou enquanto a pandemia vai nos acompanhando e nós acom-panhando a ela porque ninguém consegue dizer quando que ela termi-na. Vendo mais do que aquilo que nós gostaríamos estão sendo revela-dos no tempo da quarentena ou da pandemia; estão sendo revelarevela-dos, quase que deixamos nus diante de algumas situações; parece que é próprio das crises mexer com aquilo muito calmo, muito quieto ou que talvez a gente não quisesse tratar. Mas entendo que nessa coisa que eu chamo de “sendo revelados” estão as reações internas, que acontecem por causa das exigências da pandemia, no mundo eclesial dos vários grupos e pensamentos que há dentro da Igreja, e como eles estão se manifestando, no silêncio ou nas manifestações públicas, nas manifes-tações mais coletivas e etc. Temos uma revelação em relação a nossa liturgia que já era bastante publicada nos meios de comunicações; mas agora houve um “boom” de nossas liturgias nas redes sociais, há uma enxurrada de coisas e nos revelam como é que nós celebramos e deixa algumas perguntas muito importantes, pois estamos celebrando sem a presença dos fiéis leigos, ou com uma presença muito reduzida, e isso nos mostra o que que é o nosso culto, como é que anda esse campo, certamente vai dar muito trabalho aos liturgistas mas também para os pastoralistas; as criatividades agressivas ou também selvagens, sei lá como se pode chamar, também é outro fenômeno que tem nos re-velado muito, porque a maneira de usar a criatividade, temos vistos muitas coisas interessantes, mas estamos vendo também aquilo que talvez não seja tão conveniente e que poderá nos revelar, mais uma vez, o que é a Eucaristia pra nós em certas manifestações que estão se dando pelo Brasil afora; esse é o primeiro pensamento que eu acho que é importante, saber ler o quanto de nós está sendo comunicado sem
que possamos controlar, não digo que são só coisas negativas, mas elas aparecem também.
Um segundo pensamento é o significado das igrejas fechadas, nin-guém de nós sonhou com isso; conversamos com os nossos irmãos ido-sos e também com os mais jovens, todos nós estamos impressionados com tudo isso e tivemos que viver tudo isso sem ter experiências sobre pra poder ir buscar alguma referência. Essas igrejas fechadas empur-raram nossos irmãos leigos, e religiosos, menos o clero, a viver uma experiência diferente da fé. Manter a fé mas de uma forma distinta e sendo obrigados a fazer um certo corte que não era comum, que não era pensado; como é que eu vivo a fé agora sem a igreja? Como é que eu vivo a fé sem ser acolhido na porta da igreja para a celebração Eucarís-tica? Se fala muito hoje da Igreja doméstica, que é uma grande chance de se recuperar o seu desígnio original, mas eu entendo que as igrejas fechadas com limites de de acesso para os fiéis leigos talvez sem nos darmos conta nos faz irmos ao encontro daquilo que o Papa chama de Igreja em saída; mas há um campo enorme ainda para percorrer. O fato é que nos obrigou a ir mais ao encontro do essencial; ninguém é louco em dispensar a importância dos templos, nem tão pouco das assem-bleias litúrgicas, mas é uma fé vivida na sua plenitude, ela precisa ser vivida em sua experiência doméstica, em sua intimidade com Deus e também a experiência da assembleia litúrgica, sem dúvida nenhuma. Mas eu queria dizer que as igrejas fechadas estão nos fazendo acor-dar pra outras dimensões que talvez não tivéssemos muito acostuma-dos ou talvez não muito dispostos a fazer. E o terceiro entendo que a pastoral passa pela Pascom, mas também passa pela pastoral em geral, não ignorarmos que não estamos vivendo só uma pandemia, nem só uma quarentena por força do coronavírus, nós estamos vivendo num tumulto, conduzido por um governa que na minha avaliação indica uma incapacidade enorme de gestão do público, do comum, de uma nação; de um governo que demonstra que não veio governar para todos, mas para alguns, e no meu modo de pensar, essa uma boa porcentagem de pessoas adoecidas, e pra completar esse ousadia em dizer que a nos-sa pastoral vai ter que viver com isso também, nós estamos, por força da quarentena muito recolhidos, mas há movimentos que estão se es-tabelecendo na sociedade e eles aparecem nas redes sociais, mas que nós vamos ter que encarar; e em todos esses contextos políticos que
estamos vivendo tem o elemento Deus, que Deus é esse? Não pare-ce que na história nós tenhamos visto a recorrência ao nome de Deus num contexto onde vemos muitas coisas que não tem haver com Deus e nós estamos sendo desafiados porque estamos sendo convocados, eu entendo; já que a fé a religião, os velórios que estão ligados à nossa tradição, é próprio nome de Deus estão tão fortemente evocado em tantas manifestações dos atuais governantes de nosso país, nós te-mos alguma coisa a refletir e a dizer; e qual é a nossa palavra diante de tudo aquilo que se atribui a Deus? Temos uma palavra a dizer ou não? Como vamos passar esse tempo? Como expectadores, como alguém que chancela? (Que está dizendo é isso mesmo) Ou vamos passar como alguém que propõe uma alternativa de reflexão, um outro jeito de pen-sar, se interpretar todo esse fenômeno?
3) Pe. Arnaldo Rodrigues, Arquidiocese de Rio de Janeiro (RJ)
Diretório de comunicação da Igreja no Brasil 244 – “Para que a co-municação encontre espaços para anunciar a todos a Boa-Nova de Jesus Cristo, é necessário que a Pascom ocupe um lugar específico de atuação na vida eclesial, que lhe permita irradiar as ações próprias do campo da comunicação com o sentido pastoral”.
Este pequeno trecho do diretório, apresentado como uma propos-ta clara, tornou-se real e atual neste período da pandemia, podemos inclusive relembrar as palavras de Jesus quando no dia de sábado en-trou na Sinagoga, leu o livro do profeta Isaías e no final disse: “Hoje se cumpriu aos vossos ouvidos essa passagem da Escritura” (Lc4,21). A pastoral da comunicação ocupou totalmente este “lugar específico de atuação” dentro da Igreja. Com a pandemia ela se tornou presen-te, atuante e essencial em todas as pastorais e movimentos de nossas comunidades. Somos privilegiados, enquanto igreja católica no Brasil, pois poucos são os lugares que pensaram a comunicação católica não somente do ponto de vista estratégico e tecnológico, mas uma comuni-cação também reflexiva e estruturada, pastoral e institucional.
Estamos compartilhando um momento único e inesquecível da histó-ria, em que nos vimos lutando contra alguns desafios trazidos com a pan-demia. A mobilidade que elevou a nível mundial estes desafios, nos aju-dou a redescobrir e reforçar o valor da comunicação (Pascom) Oferecen-do maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre toOferecen-dos;
Aqueles que não estavam inseridos, compreenderam a necessidade de conhecer, e os que já usavam estes espaços, proporcionaram uma massiva presença da Igreja nestes ambientes virtuais, ou seja, acompa-nhamos a intensidade e velocidade que o tempo e as necessidades nos exigiram. Graças a Pastoral da Comunicação, oficialmente instituída e estruturada, os “encontros” aconteceram. “e isto é uma coisa boa, é um dom de Deus” como disse Papa Francisco.
O que isto nos leva a refletir:
• A gratidão a Deus por termos estes meios da comunicação neste período da pandemia. Não é possível dizer com certeza que não tería-mos conseguido sem a comunicação, mas podetería-mos afirmar que elas
ti-veram um papel importante no percurso da Igreja neste período. Aqui agradecemos também a grande colaboração dos agentes da pascom, onde muitos exerceram com maestria este apostolado, até mesmo com riscos que correram.
• Estamos dando mais um passo para compreendermos a comuni-cação dentro da investigação teológica, antropológica e sociológica. Mais do que um meio somente prático dos usos da tecnologia, é uma pastoral que envolve também estas 3 disciplinas – é um caminho para a cultura do encontro (Papa Francisco/ 1º mensagem para o dia das co-municações). Ela perpassa como um fio por todas as pastorais, em con-cordância com todos os membros deste corpo eclesial. Não ser uma pastoral a mais, mas ser um elo na vida das pastorais.
• A Pastoral da Comunicação tem uma habilidade de estar em todos os espaços.
• Em muitos lugares a superação da barreira de classificar o virtual como oposição ao que é real. Presencial ou física? Pois a partir do mo-mento em que tem interação de emoções, existe presença.
Qual o papel da Pascom pós- pandemia? (Colaboração com a Co-missão da Comunicação)
Reflexivo:
• Necessidade de uma reflexão profunda dos impactos positivos causados neste período da pandemia, dos desafios encontrados e um acompanhamento muito próximo do comportamento da sociedade nesta nova “vida normal pós pandêmica”.
• Como ajudar as pessoas a vencerem o medo do contato físico? Por mais que estejamos vendo a diminuição dos isolamentos, as pessoas conservam ainda o medo. Como ajudá-las a entender que o encontro virtual (real) não substitui o físico, mas se complementam. (também em nossas celebrações)
• Como ajudar os jovens nascidos totalmente dentro desta realida-de virtual. O que nós fazemos é porque aprenrealida-demos, mas estes jovens fazem naturalmente. Como já está sendo esta linguagem com eles? (desde o início, não somente neste tempo da pandemia) Como podem ser presença colaborando com os meios digitais de forma mais eclesial?
• Colaborar na reflexão dos desafios apresentados como uma su-per-exposição de conteúdos e imagens (religiosos e leigos); Como a pastoral pode ajudar nesta mediação?
• Ajudar a combater a tendência da quantidade vs qualidade (insta-gram retirou a contagem de likes para evitar sentimento de inferioridade).
Ativo:
• Continuar os investimentos – não diminuir a “marcha” após a pan-demia (clero, religiosos, leigos...) Junto com o investimento tecnológi-co, as futuras reflexões e formações.
• Não permanecer somente nas transmissões, mas como diz o próprio diretório da comunicação da CNBB “convertendo-se em um eixo trans-versal de todas as pastorais da igreja”. Ela pode ser uma linha que liga todas as pastorais, isenta de perfil de espiritualidade ou opções sociais – “não se pode reduzir essa pastoral aos meios de comunicação, pois ela pode ser um elemento articulador da vida e das relações comunitárias.
• Pascom ajudar a inserção e a educação das pessoas no mundo vir-tual – pensemos nos agentes que poderiam colaborar nas paróquias, para o fim do analfabetismo virtual.
• Em cada fase da pandemia, ela pode ajudar junto aos departa-mentos de comunicação tornando-se uma das vozes referenciais de informação dentro das dioceses (combate a fake News etc); Recordan-do que a informação correta e confiável é o pote de ouro num munRecordan-do conduzido pelo bombardeamento de milhares de noticias semanais.
• Ajudarem a combater a polarização – as pessoas esperam de nós uma palavra de justiça e harmonização
• As formações permanentes dos agentes poderão ser otimiza-das e mais econômicas: as formações periódicas poderão acontecer com mais frequências de modo virtual, deixando os encontros físicos para os encontros paroquiais, e grandes eventos regionais e nacional. De qualquer modo, não só a troca de experiências paroquiais ou regio-nais ficaram mais acessíveis, mas tb as nacioregio-nais.
4) Pe. Juliano Ribeiro, Diocese de Cachoeiro de Itapemirim (ES)
• A pandemia nos abre a diversas oportunidades para a comunica-ção na Igreja: a criatividade e a audácia pastoral, a capacidade de en-contrar soluções a curto prazo, uma vez que as medidas restritivas nos obrigaram a “perder o controle” (no bom sentido!) de nossas progra-mações e cronogramas.
• Preocupante crise econômica provocada pela pandemia: a ONU prevê queda de 3% do PIB mundial (a crise de 2008 o fez retroceder apenas 0,4%, o que provocou grandes impactos sociais negativos). A previsão do Banco Central é que chegue a 6,25% a queda do PIB bra-sileiro! Assim, a Igreja no Brasil precisará voltar-se bem mais às inicia-tivas de solidariedade, que terão que deixar de caber apenas à Cáritas e às pastorais sociais etc. A PASCOM também precisa assimilar isso!
• Novas necessidades e oportunidades de educação online: cate-quese para todas as idades, formação por vídeos para organismos pas-torais, teologia pastoral, espiritualidade e bíblia. É necessária a atenção para a qualidade técnica e principalmente de conteúdo. Há um excesso de informações e transmissões litúrgicas de qualidades duvidosas... Há um exagero desesperado, mais preocupado com quantidade do que com qualidade.
• Um desafio: lidar com a dispersão, o déficit de atenção do fiel ca-tólico, atitude intensificada pelo superávit de oferta em relação à de-manda por consumo religioso. O papel da Igreja como “prestadora de serviços” de espiritualidade: ajudar no desenvolvimento da “atenção plena” (mindfulness + tradição mística cristã), diminuição da ansieda-de, promotora de esperança em meio à crise.
• Outro desafio: lidar com a possível (e provável) evasão de fiéis pós-pandemia. A exemplo do que aconteceu na Europa no século XX, com a gripe espanhola e as grandes guerras mundiais, em que os longos períodos de confinamento agravaram o processo de secularização da sociedade, levando a uma relativização da necessidade de se pertencer a uma comunidade de fé.
5) Prof. Dr. Moisés Sbardelotto, Pesquisador de Comunicação (UNISINOS)
Igreja “em saída digital” (Evangelii Gaudium)
• “Sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 21).
• “Entre estas estradas estão também as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida” (DMCS 2014).
• “Comunidade Eclesial Missionária, apresentada com a imagem da ‘casa’ [...] necessidade da Igreja se fazer cada vez mais presente nos lo-cais onde as pessoas estão, seja onde for” (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2019-2023, n. 4-6).
• Conversão pastoral e reforma das estruturas: “Fazer com que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta” (n. 27).
• Pastoral em chave missionária (“sempre se fez assim”): “Convido todos a serem ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objeti-vos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respecti-vas comunidades” (n. 33).
Interrogações a partir do “digital”
Complexa ecologia midiática (“Tudo está interligado”)
É preciso abandonar, em termos pastorais e eclesiais, leituras e prá-ticas comunicacionais meramente:
• Funcionalistas (a comunicação vista apenas em função da Igreja--instituição).
• Instrumentalistas ou transmissionais (a comunicação como “ins-trumento” para alcançar fins eclesiais, como mera “transmissão” de in-formações/conteúdos).
• Tecnicistas (a comunicação como mero solucionismo tecnológi-co de problemas que são de outra ordem – pastoral, por exemplo; ou como se a “excelência técnica” e os critérios da comunicação empresa-rial fossem suficientes; ou, por outro lado, percebendo como tecnoló-gico apenas o digital, sem atentar para outras tecnologias, já incorpo-radas até liturgicamente, mas também “transparenciadas”, “invisíveis aos olhos”).
• Dualista-moralistas (sem compreender as inter-relações entre a comunicação e os diversos aspectos da vida sociocultural e religio-sa). “Onlife” (Luciano Floridi). “O uso da social web é complementar do encontro em carne e osso... recurso para a comunhão” (DCMS 2019). “Ou/ou” para “e/e”.
Perspectivas pastorais
• Comunicação e relação, não apenas transmissão, encenação ou exibição;
• Participação e presença, não mera assistência, audiência ou ausência. - Sensorium (conjunto dos sentidos envolvidos na sensação, percep ção e cognição da realidade/experiência) e sinestesia (estímulo de um sentido provoca a percepção em outro). • Comunidades em rede, não mera conexão de indivíduos.
- Eclesialidade “nova-ainda-não-experimentada” em meio às variações históricas das formas comunitárias da Igreja. Não “essencialização”.
- O ambiente digital possibilita novas formações eclesiais e co munitárias em rede, muitas vezes, ultrapassando as configura ções espaço-temporais da estrutura eclesiástica local (paró quia, diocese etc.).
- Busca de relações outras em ambientes outros, criando e até inventando, positivamente, experiências de vivência e comuni cação da fé.
Concluindo
• Santo Ambrósio: “Nova semper quaerere et parta custodire” (séc. IV), “buscar sempre as coisas novas e conservar as do passado”.
2.2. Reunião realizada com a presença
dos Bispos Referenciais e Coordenadores
Regionais em 09/06/2020
1) Dom Edmar Peron, bispo de Paranaguá (PR) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia - CNBB
2) Dom Nelson Francelino Ferreira, bispo de Valença (RJ) e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude - CNBB
3) Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo (MA)e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora - CNBB
1. Necessidade de um trabalho mais articulado da Comissão Episcopal
Pastoral para a Ação Sociotransformadora e a Comissão da Comunica-ção – neste tempo de pandemia, as pastorais sociais estão à frente das ações, seja do socorro imediato através da solidariedade mas, também, nas denúncias das situações onde a vida está sendo ameaçada e não protegida (povos indígenas, povos quilombolas, ciganos, populações de rua...) e como acessar os direitos.
Pastorais Sociais e Comunicação precisam trabalhar mais conjuntamen-te para divulgar e, também, incentivar a igreja para a ação caritativa.
2. Realizamos um conjunto de reuniões com os coordenadores
na-cionais, articuladores dos regionais, bispos referenciais nacionais e nos regionais – nos desafiando a repensar nossas ações no campo da formação (para superar a dualidade fé e vida presente hoje em nossas lideranças e católicos em geral: Doutrina Social, Fé e Política...), da ar-ticulação (para dentro da Igreja e na sociedade, com os movimentos sociais), da ação (pensada na perspectiva da solidariedade permanente e não só em caso de catástrofes, pandemias...) e da comunicação (no sentido de visibilizar o rosto caritativo da Igreja no Brasil, as iniciativas de cuidado com a vida e de transformação social...).
Obs: Uma reflexão que nos chamou atenção veio da pastoral dos sur-dos e musur-dos: A nossa maneira de nos comunicarmos com os sursur-dos e mudos, nossa mensagem na televisão, nos vídeos não são comunicá-veis para estas pessoas.
3. A realidade da pandemia tem nos colocado o questionamento: qual
será o novo? Como nos organizar, nos articular? Vivenciamos dias difí-ceis e as perspectivas de curto prazo são ainda piores. A combinação da crise econômica global, que já era avistada no final de 2019, com a emergência da pandemia do coronavírus, que paralisou as cadeias pro-dutivas globais e provocou uma crise sanitária de grandes proporções, tem gerado uma realidade impensável, há seis meses, por qualquer analista. Não podemos aceitar que o discurso da volta à normalidade nos leve a aceitar que o “normal” era o modelo econômico altamente concentrador de riqueza e renda que, além de exclusão social e degra-dação ambiental, produzia sistemáticas crises de governança local e global, cresce uma ameaça agressiva contra a sociedade democrática, a dignidade humana e as relações sociais.
Vimos que exigirá de nós uma ação comum, seja no campo da saúde (defesa do SUS – acesso à saúde pública e de qualidade), do mundo do trabalho (vivemos o fenômeno do aumento do desemprego, trabalho informal, trabalho “home office”...), da defesa da terra/territórios (ame-açados pelo agronegócio, desmatamento, mineração, especulação imobiliária...)
Mas tudo isso não deve ser assumido só pela Comissão das Pastorais Sociais. A Pastoral Social é algo inerente à Igreja. A caridade é sem dú-vida nenhuma o centro a fé cristã. Esse deve ser um compromisso de toda comunidade eclesial e não apenas das pastorais sociais.
Como sensibilizar para a dimensão da caridade na liturgia da Igreja, na catequese, junto aos jovens?
4. Vivemos um período de crescimento das forças reacionárias na
socie-dade em geral e na Igreja, levando ao ódio, intolerância, violência. O pro-cesso crescente de intolerância política e religiosa com agressão verbal e até física, a defesa explícita e pública da ditadura militar, da tortura, do extermínio de presidiários, o peso da bancada BBB (boi, bala, bíblia) na Câmara e no Senado, a popularidade de políticos racistas, machistas e homofóbicos, o surgimento nas universidades de uma geração
intelec-tual jovem de direita reacionária e fundamentalista etc. são indícios de uma reconfiguração do tecido social profundamente hostil à justiça so-cial e aos direitos das chamadas minorias sociais, cujas consequências ainda não podemos medir, mas cujos efeitos já se fazem sentir. Há, aqui, um enorme desafio ligado à reconstrução de uma mentalidade social plural, dialogal e solidária que favoreça processos sociais de reconheci-mento das diferenças e de garantia de direitos sociais básicos para toda população. Para isso precisamos trabalhar de forma mais articulada, su-perando as “gavetas” de cada Comissão.
5. Tempo de fake News – como, através de nossas Comissões,
pasto-rais, Organismos, garantir uma informação verdadeira? O nível de de-sinformação da população é estarrecedor, a manipulação das notícias e a ignorância crescente são programadas.
6. Por fim, uma outra perspectiva seria a da “educação para valores”
que encontramos com facilidade no Ensino Social da Igreja: a busca pelo Bem-comum, não como uma idéia abstrata, mas na concretude necessária para garantia da dignidade da vida; o compromisso com as futuras gerações, o princípio da subsidiariedade: não substituir cada pessoa ou esfera em sua capacidade própria de fazer; a solidarieda-de que socorre e não gera solidarieda-dependência, mas que cuida e promove a iniciativa e o protagonismo para superação da condição de pobreza; rompendo com a “globalização da indiferença”, tendo como horizonte a “revolução do cuidado”.
7. Estamos pensando em criar uma plataforma com um espaço para
registrar as ações das Pastorais Sociais, tipo um observatório. Isto irá permitir ter uma visão atualizada das nossas atividades, que permite fazer uma Avaliação com maior precisão de cada pastoral e organismo, no desempenho de suas funções.
8. Destacamos também a 6ª Semana Social Brasileira com um processo
de diálogo com os atores da sociedade: movimentos populares, Orga-nizações não governamentais, outras igrejas cristãs, outras denomina-ções religiosas, comunidades tradicionais, povos indígenas e outros; como processo de mobilização social, como processo de discutir o Bra-sil que queremos.
4) Frederico Santana Rick, Cientista Social
Introdução: Perspectivas tendo em vista nossa preocupação com: (1) a
defesa da vida, com o colocar em prática (2) o ensino social da igreja; e (3) zelar pela dimensão sócio transformadora do trabalho pastoral e da caridade; e mais especificamente a luta por (4) políticas públicas.
1. Difícil prever o mundo pós pandemia. Os acontecimentos estão
ace-lerados. A mudança de época que a igreja vem chamando a atenção se acelerou. A crise sanitária, se misturou e potencializou a crise (1) polí-tica, (2) econômica, (3) épolí-tica, (4) ambiental e (5) social.
2. São cinco crises com alto potencial destrutivo de toda humanidade.
Estão aí as multiplicações das guerras. Nesse sentido, uma leitura mais atenta, aponta um cenário pessimista, as economias já que vinham em crise rastejante, desde 2008, se agravaram. Previsão de queda do PIB mundial que giram em torno dos 10%, o mesmo vale para o PIB brasilei-ro. Esse cenário é de aumento da pobreza, da miséria, da desigualdade. Instituto de Métrica de Avaliação em Saúde (IHME), da Universidade de Washington, mostra que o Brasil pode chegar a um total de 165.960 mor-tos pelo novo coronavírus em agosto. Total de 405 mil mortes no Brasil.
3. Há os otimistas que acreditam que tudo se transformará para
me-lhor, afinal a crise sanitária nos obriga a rever nossa relação com o meio ambiente, reorganizar a economia, repensar as relações sociais. Ques-tionou o que são os consumos essenciais? O que é supérfluo? Qual o valor do convívio, do abraço, do encontro? Como sobreviver sem arte, cultura, lazer, mesmo dentro de casa? Porque do aumento da violência contra a mulher em meio ao isolamento social? De onde saíram tantas iniciativas de solidariedade em toda sociedade?
4. Apesar de não sabermos o resultado final, é possível afirmar algumas
tendências:
- Reforça-se a disputa por recursos naturais (vide a mineração que não parou), com aumento da exploração
- Reforça-se a disputa pelos recursos do Estado – muito dinheiro para bancos pouco para políticas sociais
- Se saíram melhor frente a crise os Estados nacionais que detento-res de políticas públicas robustas, que interviram na economia, fizeram
investimentos, reverteram medidas neoliberais.
- No Brasil, só não estamos pior graças aquilo que não conseguiram destruir: SUS, CadÚnico, BB, CEF, BNDES, Bolsa Família, SUAS...
- Reforça-se a disputa geopolítica, com China se saindo a frente. - As mudanças tecnológicas, inclusive no campo da comunicação vão se acelerar ainda mais, reestruturando as relações econômicas e so-ciais. A revolução 4.0.
- Os conflitos sociais tendem a crescer frente ao aumento da desi-gualdade e da pobreza.
5. É óbvio mas é preciso ser dito: é preciso disputar o que será o “novo
normal”, e o que será o mundo e o Brasil “pós pandemia”. O novo normal será o pedinte do sinal, antes sem máscara, agora com máscara? Será o trabalhador trabalhando de casa, não para benefício da sociedade e do próprio, mas porque é mais rentável? O novo normal será a exploração comercial de viagens ao espaço? O novo normal será a destruição da Amazônia? Ou será a reorganização da economia a serviço da vida?
6. Tudo isso tem consequências pastorais importantes. Sobretudo
adquire um papel muito importante a comunicação.
- Incluir a discussão sobre comunicação como parte da estratégia do trabalho Pastoral. Não meramente como instrumental, a serviço, mas como parte do próprio fazer pastoral.
- Entender que para realização da nossa missão pastoral a bandeira da democratização da comunicação precisar entrar na pauta, do con-trário, vamos ficar a nossa comunicação, ilhada, contra uma montanha comunicativa que constrói diariamente outros sentidos, valores, julga-mentos dos fatos.
- Nosso trabalho pastoral, e nossa comunicação não deveria legitimar a mídia comercial: que está a serviço de um outro projeto consumista, individualista, de defesa do estado ultraliberal, sobretudo não financiar. Defendem outra economia, e um projeto de morte, não de vida.
- Fomentar, conhecer, citar, divulgar, ler, assistir divulgar as mídias que estejam vinculadas a defesa da vida, e do nosso povo. Fortalecen-do as que existem, estimulanFortalecen-do novas.
- Fazer comunicação própria amparada nos princípios do cristianismo. - Formar comunicadores. Planejar e ter tempo para a tarefa. Profis-sionalizar. Monitorar. Recursos. Pensar grande.
GT ESPIRITUALIDADE
O eixo da espiritualidade é o fundamento de toda ação enquanto comunicadores católicos, já que se anuncia o próprio Jesus Cristo, Pa-lavra Eterna do Pai (cf. Jo 1, 14). Desejosos de fortalecer a fé dos comu-nicadores para que não “se tornem vulneráveis diante das dificuldades que se apresentam ao longo do caminho” (cf. DCIB, n. 253) e, para que os comunicadores se entendam como participantes do Povo de Deus e não apenas organizadores e operadores dos instrumentos de comuni-cação da Igreja em suas realidades.
- Objetivo: ajudar os agentes da Pastoral da Comunicação a viverem
uma profunda intimidade com a Palavra de Deus, comunicando-A com o testemunho, por meio da ação evangelizadora.
- Expressão chave: cuidado com a Palavra
- Pontos de destaque DGAE: 33/4; 91; 97; 98/9, 157
- Vivência transversal: colocar-se a serviço das Comissões Episcopais
Pastorais para a Liturgia e Animação Bíblico-Catequética.
- Ações:
1. Formação sobre a Liturgia da Palavra: promover formação Sobre a
Liturgia da Palavra e a Palavra de Deus, por meio do canal do YouTube e podcasts.
2. Leitura Orante da Palavra de Deus: estimular os agentes da Pastoral
da Comunicação à celebração da Leitura Orante da Palavra de Deus, bem como a Liturgia das Horas e Ofício Divino das Comunidades, por meio de subsídios preparados de forma sistemática e distribuídos
GT formação
O eixo da formação “tem por objetivo a qualificação das lideranças e agentes de pastoral para que desenvolvam e executem projetos teori-camente embasados, tecniteori-camente atualizados e etiteori-camente compro-metidos. Um dos aspectos da formação são os cursos de comunicação na catequese, na liturgia e nas demais pastorais” (cf. DCIB, n. 250).
- Objetivo: formar os agentes da Pastoral da Comunicação para
esta-rem atentos às grandes questões da vida (Pascom integral), respon-dendo-as a partir do Evangelho (Pascom tradutora) e trazendo para a vivência aspectos que passam despercebidos (Pascom provocativa).
- Expressão chave: formação integral
- Pontos de destaque DGAE: 86, 118, 136, 170
- Vivência transversal: desenvolver projetos conjuntos com a
Comis-são Episcopal Pastoral para a Cultura e Educação.
- Ações:
1. Escola Nacional de Comunicação: criação de uma escola nacional
de comunicação, na modalidade on-line, com níveis e módulos distin-tos de acordo com o processo de maturação e envolvimento do agente (em níveis diferenciados: básico, intermediário e avançado). A constru-ção da grade da escola partirá de experiências já realizadas em arqui/ dioceses como Natal, Joinville, Duque de Caxias e regionais, como Nor-deste 1. As formações devem se preocupar em trazer, além de aspectos comunicacionais, a necessidade de se conhecer as DGAE, os documen-tos do Magistério da Igreja e atenção às reflexões atuais da sociedade. A Escola de Comunicação deverá fomentar seminaristas e religiosos/ as no envolvimento com os meios e processos comunicacionais. A es-cola será uma base para o trabalho pastoral, com aprofundamento de temáticas em formações específicas nas instâncias.
GT produção
No que diz respeito à produção, o Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, destaca que este eixo está voltado para a elaboração de materiais, como: subsídios de textos impressos e digitais, áudios e vídeos, que dêem sustentação ao trabalho cotidiano dos agentes da Pascom, cada vez mais desafiados perante as rápidas mudanças cul-turais (cf. DCIB, n. 252). O eixo da Produção desenvolve as ações e, campanhas da Pascom Brasil, que subsidiam as demais instâncias, bem como acompanhar as plataformas e redes sociais.
- Objetivo: Buscar ser uma pastoral capaz de perceber o que está
acon-tecendo e interagir imediatamente (Pascom ágil); que seja instrumento de paz e de diálogo, ajudando a encontrar um caminho para longe das polarizações, dos fanatismos, do ódio, que marcam tanto o mundo de hoje (Pascom pacificadora); e mostrar o que está acontecendo no mun-do de hoje como resposta eficaz (Pascom testemunhal).
- Expressão chave: pastoral das narrativas
- Pontos de destaque DGAE: 118, 136, 153, 159, 195
- Vivência transversal: colocar-se a serviço das Comissões Episcopais
Pastorais para a Ação Sociotransformadora, Juventude, Campanhas e Assessoria de Comunicação da CNBB.
- Ações:
1. Fumaça Branca: ativar o projeto Fumaça Branca, como resposta
ur-gente e necessária, para combater as fake news.
2. Planejamento estratégico de mídias: tendo como linha editorial
para produção de conteúdo as narrativas, realizar planejamento es-tratégico para portal e redes sociais (Facebook, Instagram, YouTube e podcasts).
3. Visibilidade às ações caritativas da Igreja: abraçar as atividades
desenvolvidas pelas pastorais sociais, para fortalecer a ação socio-transformadora da Igreja de forma integrada e articulada.
GT ARTICULAÇÃO
Conforme o Diretório de Comunicação (n. 251), “a articulação se propõe a animar e envolver os agentes culturais e pastorais para que co-nheçam e se comprometam com ações concretas e integradas com os processos e meios de comunicação para o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Uma das formas de articulação são os encontros com profissio-nais e pesquisadores da área da comunicação, para que contribuam com uma reflexão e atuação mais seguras e precisas na área. Outro aspecto da articulação consiste na realização de mutirões nacionais e regionais de comunicação, bem como outras iniciativas que visem fortalecer a co-munhão e o engajamento nas ações comunicativas. Dimensão também importante para a articulação é representada pelo uso das novas tecno-logias que, certamente, oferecem excelentes oportunidades, tais como fóruns, sites, blogs, videoconferências, e-mails e mídias sociais digitais.”
- Objetivo: promover a articulação dos agentes, fortalecendo vínculo
entre os mesmos, bem como junto às demais pastorais e movimentos das respectivas instâncias (comunitária, paroquial, forânica, diocesana e regional) tendo como meta a articulação da ação evangelizadora.
- Expressão chave: articulação por meio das histórias - Pontos de destaque DGAE: 34, 49, 70, 71, 84, 123, 138
- Vivência transversal: colocar-se a serviço das Comissões Episcopais
Pastorais para o Laicato e a Vida e Família.
- Ações:
1. Relações: Identificar e visibilizar as ações realizadas pelas
paró-quias, dioceses e regionais por meio do Portal. Deste modo, gerar co-municação direta com os agentes em suas respectivas bases por meio dos cadastros obtidos no projeto #eusoupascom.
2. Minha história importa: construção de uma plataforma
colabora-tiva para fomentar e dar visibilidade ao testemunho de pessoas que ultrapassem o campo da comunicação sócio-eclesial. Deste modo, va-lorizar histórias que “cheiram ao Evangelho”.
4. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 2021
JANEIRO
- 24: Divulgação da Mensagem do Papa Francisco para o 55º Dia
Mun-dial das Comunicações Sociais
FEVEREIRO
- 09: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h)
- 10: Abertura do Concurso para a Identidade Visual do 55º Dia
Mun-dial das Comunicações Sociais
MARÇO
- 01: Composição da Comissão Julgadora para o Concurso de
Identi-dade Visual do 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais
- 01 a 31: Período de divulgação da Escola Nacional de Comunicação. - 09: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h)
- 15: Encerramento das Inscrições para o Concurso de Identidade
Vi-sual do 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais
ABRIL
- 01 a 30: Inscrições para a Escola Nacional de Comunicação.
- 01: Anúncio da obra vencedora do Concurso de Identidade Visual do
55º Dia Mundial das Comunicações Sociais
- 13: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h)
- 16: Divulgação do subsídio para o 55º Dia Mundial das
Comunica-ções Sociais.
- 17: Reunião online com Coordenadores Arqui/Diocesanos e
Asses-sores Eclesiásticos da Pascom (15h às 17h)
MAIO
- 11: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h) - 15: Aula Inaugural da Escola Nacional de Comunicação - 16: 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021
= 10: VINDE VER
Leitura orante da Palavra de Deus, a partir de João 1, 39-46 (20h)
= 12: GASTAR AS SOLAS DOS SAPATOS
Live com os membros do GRECOM para aprofundamento da mensa-gem do Papa Francisco para o 55º DMCS (20h)
= 14: A CORAGEM DOS JORNALISTAS
Noite de testemunhos de jornalistas e comunicadores (20h)
= 16: Missa pelos Comunicadores
Transmitida pelas redes sociais, rádios e TVs católicas (8h)
= 16: Missa pelos Comunicadores
Transmitida pelas redes sociais, rádios e TVs católicas (15h)
= 16: Programa de TV em coprodução (16h)
JUNHO
- 08: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h) JULHO
- 23 e 24: Mutirão de Comunicação 2021 (online) AGOSTO
- 10: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h)
- 15: Leitura Orante da Palavra de Deus (Publicação do Roteiro para
- 14: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h)
- 18: Reunião Anual online com a CEPAC, Bispos Referenciais,
Assesso-res Eclesiásticos e CoordenadoAssesso-res Regionais da Pascom (09h às 12h)
- 25: Reunião online com Coordenadores Arqui/Diocesanos e
Asses-sores Eclesiásticos da Pascom (15h às 17h)
OUTUBRO
- 19: Reunião Ordinária da Coordenação Nacional (20h) NOVEMBRO
5. Bispos referenciais, coordenadores
e assessores eclesiásticos
NORTE 1 (Norte do Amazonas e Roraima)
- Bispo Referencial:
- Coordenadora: Ana Paula Gioia
NORTE 2 (Amapá e Pará)
- Bispo Referencial: Dom Alberto Taveira - Coordenadora: Laís do Valle
NORTE 3 (Tocantins)
- Bispo Referencial: Dom Wellington de Queiroz Vieira - Coordenador: Pe. Fábio Gleiser
NORDESTE 1 (Ceará)
- Bispo Referencial: Dom Valdemir Vicente Andrade - Coordenador: Alex Ferreira
NORDESTE 2 (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte) - Bispo Referencial: Dom Jaime Vieira Rocha
- Coordenadora: Ir. Joelma Pinto
- Assessor Eclesiástico: Pe. Jerffeson Adelino
NORDESTE 3 (Bahia e Sergipe) - Bispo Referencial: Dom Josafá Menezes - Coordenador: Mirrail Menezes
NORDESTE 4 (Piauí)
- Bispo Referencial: Dom Edilson Nobre - Coordenador: Pe. Raimundo Duarte
NORDESTE 5 (Maranhão)
- Bispo Referencial: Dom José Belisário da Silva - Coordenador: Paulo Victor
- Coordenador: Adielson Agrelos
- Assessor Eclesiástico: Pe. Alexandre Brandão
LESTE 2 (Espírito Santo e Minas Gerais) - Bispo Referencial: Dom Gil Antônio Moreira - Coordenador: Janaína Gonçalves
- Assessor Eclesiástico: Pe. Andrey Nicioli
SUL 1 (São Paulo)
- Bispo Referencial: dom Sérgio Aparecido Colombo - Coordenador: John Câmara
- Assessor Eclesiástico: Pe. Tiago Barbosa
SUL 2 (Paraná)
- Bispo Referencial: Dom Mário Spaki - Coordenador: Antonio Kayser
- Assessor Eclesiástico: Pe. Valdecir Bressani
SUL 3 (Rio Grande do Sul)
- Bispo Referencial: Dom Carlos Rômulo Gonçalves - Coordenador: Greice Pozzatto
SUL 4(Santa Catarina)
- Bispo Referencial: Dom Francisco Carlos Bach - Coordenador: Franklin Machado
CENTRO OESTE (Goiás e Distrito Federal) - Bispo Referencial: Dom Levi Bonatto
- Coordenador: Irmão Diego Joaquim
OESTE 1 (Mato Grosso do Sul)
- Bispo Referencial: Dom Dimas Lara Barbosa - Coordenador: Luciana Navarro
OESTE 2 (Mato Grosso)
6. DATAS COMEMORATIVAS
JANEIRO
- 02: Dom Josafá Menezes da Silva, Regional Nordeste 3 (N)
- 05: Dom Valdemir Vicente Andrade Santos, Regional Nordeste 1 (N)
- 06: Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, presidente da CEPAC (N) - 06: Dom Jaime Vieira Rocha, Regional Nordeste 2 (OE)
- 06: Dom Sérgio Aparecido Colombo, Regional Sul 1 (OE)
- 16: Ana Paula Gioia Lourenço, Regional Norte 1
- 17: Franklin Sérgio dos Santos Machado, Regional Sul 4
- 24: Dom Neri José Tondello, membro da CEPAC (OE)
- 24: Dom Carlos Rômulo Gonçalves e Silva, Regional Sul 3 (N)
FEVEREIRO
- 02: Ir. Diego Joaquim Pereira de Sousa, C.Ss.R., Regional Centro Oeste (PS)
- 04: Dom Wellington de Queiroz Vieira, Regional Norte 3 (OE)
- 19: Dom José Belisário da Silva, Regional Nordeste 5 (OE)
- 27: Padre Alexandre Brandão, Regional Leste 1 (N)
MARÇO
- 01: Lais do Valle Corrêa, Regional Norte 2
- 10: Dom Josafá Menezes da Silva Regional Nordeste 3 (OE)
- 20: Dom Edilson Soares Nobre, membro da CEPAC (OE)
- 23: Padre Raimundo Nonato Cruz Duarte, Regional Nordeste 4 (OP)
- 23: Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, presidente da CEPAC (OE)
- 24: Dom Neri José Tondello, membro da CEPAC (N)
- 27: Luciana Navarro, Regional Oeste 1
- 28: Padre Raimundo Nonato Cruz Duarte, Regional Nordeste 4 (N)
- 30: Dom Jaime Vieira Rocha, Regional Nordeste 2 (N)
ABRIL
- 01: Dom Dimas Lara Barbosa, Regional Oeste 1 (N)
- 04: Dom Francisco Carlos Bach, Regional Sul 4 (N)
- 09: Dom Edilson Soares Nobre, membro da CEPAC (N)
- 10: Padre Tiago Aparecido de Souza Barbosa, Regional Sul 1 (N)
- 25: John Jefferson Câmara Alves, Regional Sul 1
- 26: Dom Alberto Taveira Corrêa, Regional Norte 2 (N)
- 28: Padre Valdecir Bressani, Regional Sul 2 (OP)
- 31: Dom Sérgio Eduardo Castriani, Regional Norte 1 (N)
JUNHO
- 03: Greice Pozzato, Regional Sul 3
- 04: Dom Carlos Rômulo Gonçalves e Silva, Regional Sul 3 (N)
- 22: Dom Mário Spaki, Regional Sul 2 (OE)
- 23: Cardeal Orani João Tempesta, Regional Leste 1 (N)
- 29: Gabriela Couto, Regional Nordeste 3
JULHO
- 08: Ir. Diego Joaquim Pereira de Sousa, C.Ss.R., Regional Centro Oeste (N)
- 11: Dom Wellington de Queiroz Vieira, Regional Norte 3 (N)
- 26: Dom Alberto Taveira Corrêa, Regional Norte 2 (OE)
- 29: Padre Alexandre Brandão, Regional Leste 1 (OP)
AGOSTO
- 01: Padre Valdecir Bressani, Regional Sul 2 (N)
- 02: Dom Dimas Lara Barbosa, Regional Oeste 1 (OE)
- 04: Dom José Belisário da Silva, Regional Nordeste 5 (N)
- 08: Paulo Victor Silva, Regional Nordeste 5
- 09: Dom Sérgio Eduardo Castriani, Regional Norte 1 (OE)
- 12: Padre Tiago José Sibula Silva, assessor da CEPAC (N)
- 24: Dom Valdemir Vicente Andrade Santos, Regional Nordeste 1 (OE)
- 29: Dom Sérgio Aparecido Colombo, Regional Sul 1 (N)
SETEMBRO
- 01: Padre Jerffeson Adelino Gomes, Regional Nordeste 2 (N)
N: Nascimento
OE: Ordenação Episcopal
OP: Ordenação Presbiteral
PS: Profissão Solene
LEGENDA
- 06: Janaína Gonçalves Moreira Silva, Regional Leste 2
- 09: Dom Gil Antônio Moreira, Regional Leste 2 (N)
- 16: Dom Gil Antônio Moreira, Regional Leste 2 (OE)
- 17: Irmã Joelma Pinto da Silva, Regional Nordeste 2
- 22: Padre Jerffeson Adelino Gomes, Regional Nordeste 2 (OP)
- 27: Alex Ferreira do Nascimento, Regional Nordeste 1
- 27: Dom Francisco Carlos Bach. Regional Sul 4 (OE)
NOVEMBRO
- 01: Padre Andrey Cássio Nicioli Silva, Regional Leste 2 (N)
- 14: Adielson Agrelos, Regional Leste 1
- 21: Padre Tiago José Sibula Silva, assessor da CEPAC (OP)
- 22: Padre Diego Knetch, Regional Sul 3
- 27: Antônio Kayser, Regional Sul 2
- 28: Patrícia Luz, Secretária Nacional da Pascom Brasil
DEZEMBRO
- 05: Dom Levi Bonatto, Regional Centro Oeste (N)
- 07: Padre Fábio Gleiser, Regional Norte 3 (N e OP)
- 10: Padre Diego Knetch, Regional Sul 3 (N)
- 14: Dom Levi Bonatto, Regional Centro Oeste (OE)
- 14: Dom Mário Spaki, Regional Sul 2 (N)
- 15: Mirrail Varjão Menezes, Regional Nordeste 3