CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
Fundada em 28/8/83
Ao Senhor Juan SOMAVIA Diretor Geral
Organização Internacional do Trabalho Route des Morillons, 4, CH-1211 Geneva – Switzerland
São Paulo, 28 de agosto de 2008.
OIT Comissão de Peritos em Aplicação de Convenções e Recomendações – Convenções sobre Trabalho Forçado [nº 29 e 105]
Senhor Diretor Geral,
A CUT aproveita o dever constitucional do governo brasileiro de relatar a aplicação das Convenções nº. 29 e 105 [artigo 22 da Constituição da OIT], para apresentar suas observações sobre a abolição do trabalho forçado no país.
Situação atual
1. A existência de trabalho forçado no Brasil foi oficialmente reconhecida em 1995 e, desde essa data, seu combate tornou-se prioridade nacional. Em 2003, com a transição de governo, a política oficial passou a enforcar a eliminação do trabalho forçado, instituindo-se o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo. 2. Ao longo desse período, dentre as várias ações governamentais, merece destaque a
atuação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel [GEFM], que é responsável pela repressão ao trabalho forçado. Desde sua criação em 1995, esse grupo realizou 680
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operações de fiscalização, que resultaram no resgate de 30.036 [trinta mil e trinta e
seis] pessoas submetidas à condição análoga a de escravo1.
3. As iniciativas do governo federal contemplam, também, a aplicação de sanções dissuasivas [por exemplo, lista suja]; a coordenação das ações governamentais [por meio da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e da cooperação técnica entre ministérios]; a execução do projeto de cooperação firmado com a OIT; a
promoção de campanhas de conscientização e o processo legiferante2.
4. Gradativamente, a participação dos governos estaduais na luta contra o trabalho forçado tem se ampliado, como ilustra o Pacto de Compromisso para a Erradicação do
Trabalho Escravo firmado pelos estados do Maranhão, Piauí, Mato Grosso, Tocantins,
Bahia e Pará3.
5. O envolvimento da sociedade civil no combate ao trabalho forçado é exemplar e tem contribuído significativamente para a erradicação desse problema no Brasil. Verifica-se isso no trabalho da Comissão Pastoral da Terra, da ONG Repórter Brasil e do Instituto Ethos, assim como no Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo firmado
por inúmeras empresas e organizações não governamentais4.
6. Embora todas as medidas descritas revelem o compromisso do governo brasileiro de abolir o trabalho forçado, esse fenômeno continua a existir – como, aliás, já foi observado por essa Comissão de Peritos.
Legislação
7. A legislação brasileira relativa ao trabalho forçado não avança desde 2003 [quando foram alterados os artigos 149, 197 e 207 do Código Penal], apesar de tramitarem no
1
Mais informações disponíveis no endereço eletrônico:
http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdConteudoNoticia=3590&PalavraChave=trabalho%20escravo
2 O escritório da OIT no Brasil compilou as iniciativas nacionais e disponibilizou o texto no seguinte sítio:
http://www.oit.org/public/portugue/region/ampro/brasilia/trabalho_forcado/brasil/iniciativas/iniciativas.htm
3
Ver reportagem publicada no sítio http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1210
4
O Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e a lista dos seus signatários estão disponíveis no sítio http://www.reporterbrasil.org.br/pacto/conteudo/view/4
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Congresso Nacional 16 projetos. Segundo levantamento de dados feito pela ONG Repórter Brasil, a maioria desses projetos está parada há mais de dois anos5.
8. Dentre os projetos “emperrados”, está a proposta de emenda à Constituição que prescreve a expropriação das terras em que se flagrou trabalho forçado [PEC nº 438/2001]. A “PEC do Trabalho Escravo”, como ficou conhecida, aguarda votação em segundo turno no plenário da Câmara dos Deputados desde agosto de 2004. Nesse contexto, em 2008, realizaram-se inúmeros atos em prol dessa proposta, como ilustra o movimento chamado Frente Nacional Contra o Trabalho Escravo e pela Aprovação
da PEC 4386.
9. A demora no processo legiferante é uma das fragilidades do governo brasileiro no combate ao trabalho forçado, na medida em que dificulta a execução de políticas públicas e retarda a introdução de mecanismos de punição mais rigorosos. Essa lentidão é atribuída à pressão exercida pela bancada ruralista no Congresso Nacional, conforme análise da Comissão Pastoral da Terra e da Anistia Internacional7.
Inspeção do trabalho [artigo 24 da Convenção nº 29]
10. Anualmente, crescem o número de operações de fiscalização realizadas pelo GEFM, assim como aumentam o número de trabalhadores libertados e o número de
procedimentos administrativos instaurados8. Apesar disso, a falta de recursos
humanos e de infra-estrutura é um problema para o combate e a erradicação do trabalho forçado no Brasil.
5 Ver artigo “Projetos sobre trabalho escravo empacam há anos no Congresso”, de Beatriz Camargo e Iberê Thenório,
publicado em http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1301
6
Notícias sobre os atos realizados em favor da PEC nº 438/2001 disponíveis nos endereços eletrônicos http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1362; http://www.oitbrasil.org.br/atonacional_pec438.php e http://www.observatoriosocial.org.br/portal/index2.php?option=content&task=view&id=2249&pop=1&page=0
7 Ver: o relatório apresentado pela Anistia Internacional por ocasião da revisão periódica da ONU
[http://asiapacific.amnesty.org/library/Index/ENGAMR190232007] e o artigo “Por trás do Trabalho Escravo”, de Xavier Plassat, publicado no periódico “Pastoral da Terra – janeiro a março de 2007” [http://www.cptnac.com.br/?system=news&eid=266]
8
Ver: http://www.mte.gov.br/sgcnoticia.asp?IdConteudoNoticia=3590&PalavraChave=trabalho%20escravo
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11. Indício dessa deficiência é a diferença entre o número de denúncias e de operações do GEFM: segundo a Comissão Pastoral da Terra, menos da metade das denúncias feitas são efetivamente fiscalizadas9.
12. O parcial descumprimento das metas estabelecidas pelo Plano Nacional para
Erradicação do Trabalho Escravo também é considerado conseqüência da falta de
pessoal especializado [por exemplo, procuradores do Trabalho, auditores fiscais do Trabalho, policiais federais, técnicos do INCRA e do IBAMA e funcionários públicos] 10. Aliás, greves de servidores públicos [em especial, fiscais/auditores do trabalho e policiais federais] costumam implicar redução do número de fiscalizações11.
13. A falta de recursos também repercute na gestão das informações relacionadas ao trabalho forçado. A implantação do Sistema de Acompanhamento e Combate ao
Trabalho Escravo (SISACTE) estende-se desde 2006 e permanece inacabada. Esse
sistema é resultado de uma parceria do Ministério do Trabalho e Emprego [MTE] com a OIT e foi desenvolvido para integrar as instituições estatais e não governamentais envolvidas com a erradicação do trabalho forçado.
14. Além do déficit de recursos humanos e materiais, o combate ao trabalho forçado
ressente-se da violência12 e da pressão política de que são vítimas os fiscais e
auditores do trabalho. Em 2007, por exemplo, as operações do GEFM foram suspensas, porque um grupo de senadores da República desqualificou uma fiscalização realizada em junho desse ano na fazenda de cana e usina Pagrisa, em
Ulianópolis/PA, quando 1.064 pessoas foram resgatadas13.
9
Ver: Relatório “Contemporary forms of slavery in Brazil – 2006” feito pela ONG Anti-Slavery International [http://www.antislavery.org/homepage/resources/PDF/PDFlatinamerica.htm] e o artigo “Por trás do Trabalho Escravo”, de Xavier Plassat, publicado no periódico “Pastoral da Terra – janeiro a março de 2007” [http://www.cptnac.com.br/?system=news&eid=266]
10
Ver: Relatório elaborado pela OIT em 2006, para analisar o cumprimento do Plano Nacional para Erradicação do Trabalho
Escravo – “Trabalho Escravo no Brasil do Século XXI”. Disponível no endereço eletrônico
www.oitbrasil.org.br/download/sakamoto_final.pdf
11 Nesse sentido, ver os artigos “Sem acordo, greve dos auditores fiscais completa um mês”
[http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=1331]; Fiscais de trabalho escravo retomam atividade nesta segunda [http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac63226,0.htm] e OIT lança relatório sobre trabalho escravo no Brasil [http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=731]
12
Mais informações: http://www.ilo.org/global/About_the_ILO/Media_and_public_information/Feature_stories/lang--es/WCMS_075275/index.htm; http://www.sinait.org.br/Site/index.php?id=3084&act=vernoticias;
http://www.sinpait.com.br/download/elo/elo271.pdf
13 Ver o artigo “Fiscalização de trabalho escravo recomeça na próxima segunda”, disponível no site
http://www.cptnac.com.br/?system=news&action=read&id=1983&eid=165
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Aplicação de sanções dissuasivas [artigo 25 da Convenção nº 29]
15. A lentidão do Poder Judiciário, a impunidade e a aplicação de sanções brandas contribuem para a perpetuação do trabalho forçado no Brasil.
16. Nesse sentido, o principal avanço registrado no Brasil foi a fixação da competência da Justiça Federal para conhecer e julgar matéria de trabalho forçado [decisão tomada
pelo Supremo Tribunal Federal em 30/11/2006]14. Espera-se que, superada a
incerteza quanto à competência, a tramitação dos processos criminais seja mais célere.
17. Houve avanços, ainda, na instauração de processos cíveis e na condenação daqueles que flagrados promovendo ou usando trabalho forçado [tanto no que se refere ao
número de condenações quanto ao valor das indenizações]15. Nesse passo, é
importante destacar o papel do Ministério Público do Trabalho [MPT], que pautou o combate ao trabalho forçado como uma de suas prioridades em 2002, com a criação da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo [CONAETE]. A ação do MPT é articulada com o GEFM, para a produção de provas e ajuizamento de ações contra aqueles que são flagrados explorando trabalhadores.
18. Na esfera criminal, há poucas condenações e as penas aplicadas até hoje são brandas. Porém, conforme já se assinalou, a fixação da Competência da Justiça
Federal poderá alterar esse quadro16. Recentemente, aliás, condenou-se por crimes
de trabalho forçado um aliciador no Rio de Janeiro e um fazendeiro no Maranhão [essas decisões ainda não são definitivas]17.
14 Informações sobre o processo RE 398041 disponíveis no endereço eletrônico do Supremo Tribunal Federal:
http://www.stf.gov.br/
15
Ver o artigo “Nove condenações somam mais de 10 milhões de reais”, disponível no endereço eletrônico http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1070
16
Nesse sentido, o artigo “Fazendeiro que marcou trabalhador a ferro é condenado por escravidão” relata a evolução da Justiça Criminal desde a primeira condenação por prática de trabalho escravo [em 1999, a pena do fazendeiro Antonio Barbosa de Melo foi substituída pela obrigação de dar cestas básicas à CPT] – http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1350
17
Ver: “MPF/RJ obtém condenação por trabalho escravo” [http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/criminal/mpf-mt-treze-pessoas-sao-denunciadas-por-escravizar-trabalhadores-em-mato-grosso/]
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19. É consenso nacional e internacional que a aplicação de sanções inibitórias é pressuposto da abolição do trabalho forçado. Nesse sentido, é imperioso reconhecer que o aperfeiçoamento dos mecanismos brasileiros de punição é insuficiente.
20. Para que a utilização do trabalho forçado deixe de ser um “bom negócio”, é preciso
incrementar as condenações cíveis e criminais, restringir o acesso ao crédito18 e
expropriar a terra daqueles que são flagrados usando trabalho forçado. Reforça-se, assim, a necessidade de aprovar projetos de alteração legislativa que tramitam no Congresso Nacional – a saber: PEC nº 438/2001; PLS nº 487/2003; PLS nº 108/2005;
PLS nº 9/2004; PLS nº 25/2005 e PL nº 5016/200519.
Outras formas de trabalho forçado
21. A atuação do governo brasileiro concentra-se no combate ao trabalho forçado
existente no setor rural, como se depreende da atuação do GEFM20. As demais formas
de trabalho forçado são tratadas pela Polícia Federal e por outros órgãos do governo – é o caso, por exemplo, do tráfico de pessoas com finalidade de exploração sexual e da submissão do trabalhador urbano à condição análoga a de escravo.
22. No que se refere ao tráfico de pessoas, as ações governamentais foram
incrementadas após a divulgação da Pesquisa Sobre Tráfico de Mulheres, Crianças e Adolescentes para Fins de Exploração Sexual [PESTRAF] em 2002: tornaram-se recorrentes as campanhas de conscientização; aperfeiçoou-se o programa de proteção às vítimas; cresceram o número de prisões realizadas pela Polícia Federal e, em 2006, lançou-se a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
18
Convém lembrar que a inclusão de nomes no cadastro conhecido como “lista suja” foi objeto de discussão judicial – ver o artigo “Trabalho Escravo: Justiça derruba liminares e devolve empregadores à lista suja”, disponível em http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=405
19
PEC nº 438/2001 [prevê expropriação de terras]; PLS nº 487/2003 e PLS nº 108/2005 [veda a contratação pelo poder público e restringe o acesso ao crédito daqueles que usam mão-de-obra escrava]; PLS nº 9/2004 [classifica a submissão de trabalhador à condição análoga a de escravo como crime hediondo]; PLS nº 25/2005 [institui e regulamenta o cadastro chamado de “lista suja”]; PL nº 5016/2005 [prescreve penalidades mais rígidas aos crimes de trabalho escravo]
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20
Observação reforçada pelo relatório “Contemporary forms of slavery in Brazil – 2006” [página 03] http://www.antislavery.org/homepage/resources/PDF/PDFlatinamerica.htm]
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[Decreto 5948/2006]21. Apesar disso, as iniciativas nacionais tem sido insuficientes,
especialmente em razão da falta de recursos financeiros.
23. No que diz respeito à exploração do trabalhador urbano, não existem política pública nem plano específicos [artigo 2º da Convenção nº 105], o que inviabiliza a erradicação desse fenômeno. Afinal, essa a forma de trabalho forçado tem natureza e características peculiares e, por isso, devem-se adotar medidas apropriadas ao seu
combate22. O principal exemplo de trabalho forçado urbano no Brasil dá-se com por
meio da exploração de imigrantes ilegais latino-americanos em oficinas de costura na região metropolitana e no interior de São Paulo23.
Conclusões
24. O compromisso do governo brasileiro de abolir o trabalho forçado é uma realidade, que tem merecido elogios pelos avanços obtidos nos últimos anos. Porém, considerando a continuidade do fenômeno, constata-se que as medidas adotadas até o presente momento são insuficientes.
25. Os mecanismos de repressão do trabalho forçado no campo, embora sejam os mais avançados, precisam ser incrementados. São urgentes: aprovação dos projetos de alteração legislativa que tramitam no Congresso Nacional, ampliação e melhoria do sistema de fiscalização e efetiva responsabilização daqueles que promovem o trabalho forçado [celeridade nos processos judiciais e aplicação de rígidas punições cíveis e criminais].
26. O combate às outras formas de trabalho forçado carece de um plano de ação específico, cuja elaboração e execução devem ser feitas em parceria com a sociedade civil. Precisa, também, de mais recursos financeiros.
21
Inteiro teor da norma está disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Decreto/D5948.htm
22
No mesmo sentido, posicionaram-se Leonardo Sakamoto da ONG Repórter Brasil [http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=340] e Frei Jean Marie Xavier Plassat da Comissão Pastoral da Terra [http://www.cptnac.com.br/?system=news&action=read&id=1486&eid=165 ].
23 Ver artigos: “Procuradoria flagra trabalho escravo em São Paulo”, de Flávia Marreiro
[http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u63452.shtml]; “Senzalas bolivianas”, de Carlos Juliano Barros [http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=7]; “Trabalho escravo avança em São Paulo”, de Roldão Arruda [http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=327192] e “MPT alerta para trabalho escravo em fornecedores da C&A”, de Iberê Thenório [http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=617].
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27. A abolição do trabalho forçado, por sua vez, depende de políticas públicas de combate à pobreza e à fome, pois essas são as principais causas do trabalho forçado no país. 28. Nesse contexto, a CUT, em nome dos trabalhadores brasileiros, espera que governo
renove o seu compromisso de erradicar o trabalho forçado, levando adiante as medidas aqui indicadas. São especialmente urgentes: promoção das alterações legislativas que tramitam no Congresso Nacional; ampliação e especialização do corpo técnico que atua no combate ao trabalho forçado; atuação célere do Poder Judiciário; aplicação de sanções rígidas e inibitórias àqueles que praticam crimes de trabalho forçado e elaboração e execução de políticas públicas próprias para o combate do tráfico de pessoas e do trabalho forçado urbano.
A CUT pede que esse documento seja encaminhado para a Comissão de Peritos em Aplicação de Convenções e Recomendações [CEACR], para sua apreciação durante a próxima reunião.
Atenciosamente,
JOAO ANTONIO FELICIO
Secretário de Relações Internacionais da CUT