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Corinthians fecha com agência
para ter publicidade no meião
O F E R E C I M E N T OQ U I N TA - F E I R A , 5 D E N O V E M B R O D E 2 0 1 5
US$ 15 mi
pagou de fiança José Maria
Marin para responder à Justiça
americana em prisão domiciliar
N Ú M E R O D O D I A
E D I Ç Ã O • 3 7 5
O Corinthians abriu nova pro-priedade em seu uniforme: o clube procura uma marca dispso-ta a esdispso-tampar seu logo no meião do uniforme. Para isso, recorreu a uma agência que detém uma pa-tente para um formato específico dessa modalidade de patrocínio.
A TZK, que possui a licença So-ckatyes, agência de Hong Kong, foi escolhida. A empresa possui um material específico para colo-car marcas no meião de forma vi-sível e confortável, e esse modelo só pode ser usado por ela.
Segundo o clube, o acordo não é por acaso. Já há uma empresa com contrato encaminhado para ter essa propriedade no próximo ano; ela deverá ser apresentada nas próximas semanas. Pelo espa-ço, o preço é de R$ 1,5 milhão.
Em conversa com a Máquina do Esporte, o diretor geral da TZK, Ronaldo Fernandes, crê que a quantia deve aumentar em breve, mas ainda há cautela nesse início.
“Hoje, o valor é menor porque nós ainda não temos um estudo
de impacto desse patrocínio. En-tão irá pagar menos quem apos-tar nesse novo modelo”, afirmou.
A única vez que essa publicida-de foi usada publicida-de forma mais notá-vel foi no fim da temporada pas-sada do Campeonato Espanhol. A Liga fechou com a Sockatyes, que negociou com alguns clubes, en-tre eles o Atlético de Madrid, que ostentou a marca da fabricante de game Konami no meião.
No mercado brasileiro, mais aberto a excessos no uniforme, a Sockatyes, via TZK, espera ter mais sucesso no negócio.
“O Corinthians é bem pioneiro no marketing e foi o primeiro a fechar. Mas nós temos conversa adiantada com mais dois times da Série A”, contou Fernandes.
Para o Corinthians, um novo contrato, mesmo com valor baixo, pode trazer algum alívio financei-ro. Entre o fim de 2015 e o início de 2016, todos os patrocínios na camisa do time, com exceção da Nike, terão o contrato finalizado. Segundo o clube, existem ou-tras conversas adiantadas, além daquela que resultará em colocar uma nova marca no meião.
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Ambev amplia patrocínio ao Vasco e
investe em centro de recuperação
POR REDAÇÃO
Vasco e Ambev anunciam nesta quinta-feira a construção de um centro de recuperação para os atletas do clube carioca, na ampliação do acordo de patrocínio da marca de cervejas ao Vasco.
O clube promete criar, com o apoio do patrocinador, o “mais moderno centro de saúde e recuperação de atletas do Bra-sil”, que deve ficar pronto em cerca de quatro meses.
“O Vasco sintetizou a boa estrutura da NBA, do futebol
europeu e japonês e reuniu num único espaço”, gaba-se Alex Evangelista, responsável pela ges-tão do Capres (Centro Avançado de Prevenção e Reabilitação Esportiva), como o local é chamado.
Segundo comunicado, o objetivo com o novo centro, que começou a ser planejado em 2014, é
ter uma redução no número de lesão de atle-tas. O ambicioso projeto é chamado de “Lesão Zero”, cujo objetivo é já ser alcançado em 2016.
O investimento da Ambev em melhoria de infraestrutura do Vasco não é novidade. Como parte do acordo de patrocínio ao clube, a marca tem investi-do em melhorias nas insta-lações. Nos últimos anos, todas as melhorias existen-tes no clube foram feitas a partir de investimentos da marca de cerveja.
Desde 2011, quando foram inaugurados os novos vestiários do estádio São Januário, a Am-bev já patrocinou a reforma de placar eletrônico e sonorização do estádio e, também, da atual academia onde treinam os jogadores do clube.
diretor de conteúdo da Máquina do Esporte
POR ADALBERTO LEISTER FILHO
diretor da conteúdo da Máquina do Esporte
Ainda vai demorar alguns anos
para compreendermos as
mudan-ças por que passam entidades como
Fifa, COI e Iaaf. É cedo para
saber-mos se crise de imagem, prisão de
dirigentes, pressão de
patrocinado-res e investigações policiais vão
ge-rar uma gestão mais profissional no
esporte. Por ora, parece positiva a
saída de nomes como Joseph Blatter,
José Maria Marin e Lamine Diack.
Aparentemente, a tão divulgada e
pouco implementada
“transparên-cia” na administração Blatter, tem
sido finalmente posta em prática
pela Comissão de Reformas da Fifa,
que ainda precisará se reinventar
nos próximos anos diante da
ausên-cia de dirigentes com credibilidade.
Reinvenção é o verbo a ser
con-jugado pelo COI na gestão dos
Jo-gos Olímpicos. A Agenda 2020, que
busca baratear os custos do evento,
tenta seduzir potências olímpicas a
sediar a competição. Seus efeitos não
serão sentidos no Rio, mas Tóquio
será beneficiada. E, aparentemente,
o comitê voltou a atrair países de
ponta, com Los Angeles,
Hambur-go, Paris e Roma na briga de 2024.
No momento, a Iaaf é o ponto de
interrogação. O atletismo era o
es-porte com mais rígida luta contra o
doping. No entanto, a acusação de
que o ex-presidente Lamine Diack
recebeu suborno para esconder
ca-sos positivos mancha sua
credibili-dade. Com dirigente investigado e
mandado de busca na sede é outra a
terá que se reinventar rapidamente.
Se essas mudanças nas principais
entidades esportivas terão
resulta-dos efetivos, só o tempo dirá. Mas
a simples pressão por elas já indica
uma busca por tempos melhores.
Crise geral do esporte pode
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A Castrol resolveu ativar o patrocínio à Stock Car e ao piloto Cacá Bueno com uma experiên-cia ao consumidor final no ponto de venda. A empresa criou óculos de realidade virtual que simula uma volta na categoria ao lado do atleta que é patrocinado.
Para promover uma experiência com a marca e aumentar vendas e fluxo de pessoas nas lojas, o cliente ganha a volta virtual ao comprar produtos Castrol. O apa-relho rodará pelas redes parceiras da empresa e ficará em cada ponto de venda por três dias.
A iniciativa reforça a aposta na comunicação digital da Castrol para se dirigir ao consumidor final e ao revendedor de produtos da marca. E, nesse segmento, a ino-vação tem sido uma meta comum
no marketing da companhia. Para a Castrol, ainda que o produto principal seja a lubrificação de motores, a mensagem cen-tral a ser passada é de ser uma em-presa de tecnolo-gia, conceito que permeia as ações de ativação da marca.
A plataforma digital tem sido usada como o principal meio de aproximação tanto para o pú-blico final quanto para os reven-dedores. Hoje, a produção de conteúdo está reforçada com a presença de Cacá Bueno, mas ela já estava presente com o
patrocí-nio à Copa do Mundo, em 2014. Recentemente, o piloto fez uma série de vídeos para a internet com dicas sobre mecânica.
Segundo a empresa, existia um mito que os mecânicos não tinham acesso à internet, que o aprendizado era no “boca a boca”. Após pesquisas, desco-briu-se exatamente o oposto.
POR REDAÇÃO
Com foco no digital, Castrol
mais uma vez ativa Cacá Bueno
A Claro e a Embratel, patrocinadoras da Olim-píada e ParalimOlim-píada, anunciaram a expansão de seu time olímpico. Além de Cesar Cielo e Neymar, a empresa fechou com outros expoentes brasilei-ros em 2016: Arthur Zanetti (ginástica artística), Sa-rah Menezes (judô), João Feijão e Thomaz Bellucci (tênis), Martine Grael e Kahena Kunze (vela), além das duplas de vôlei de praia Ágatha/Bárbara Sei-xas, Alisson/Emanuel e Evandro/Pedro Solberg.
A lista completa conta com 24 atletas entre mo-dalidades olímpicas e paraolímpicas.
“Intensificamos os investimentos em patrocínios para estimular o desenvolvimento das
modalida-des e dos atletas do Brasil. Temos certeza de que essas ações trarão não apenas ótimos resultados para o país, mas também vão inspirar os brasilei-ros a seguirem promovendo os valores do esporte na sociedade”, afirmou em comunicado à impren-sa Rodrigo Vidigal, diretor de marketing da Claro.
Uma das primeiras ativações com o time olím-pico foi feita recentemente pela Embratel, em campanha para comemorar os 50 anos da empre-sa. Na ocasião, a empresa lançou filmes publicitá-rios em que seus atletas falam da expectativa para os Jogos do Rio-2016. Para o consumidor final, a aposta, porém, segue sendo o jogador Neymar.
O ex-presidente da Iaaf (Asso-ciação Internacional das Federa-ções de Atletismo) Lamine Diack está sob investigação da Justiça da França por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O dirigente, que deixou o seu posto em agosto, teria recebido € 200 mil da Federação Russa para encobrir um número de casos de doping ainda não divulgado.
A polícia francesa também realizou operação de busca na sede da Iaaf, em Mônaco, no qual foram apreendidos compu-tadores e documentação. O atual presidente Sebastian Coe, eleito há dois meses após vencer Sergei Bubka na eleição da entidade, esteve na sede da entidade no momento da busca e se ofere-ceu para responder quaisquer perguntas. Segundo a agência Reuters, porém, a polícia não foi à Iaaf para interrogar o britânico. Para completar o imbróglio que vive a entidade que comanda o
atletismo, Ga-briel Dollé, ex-di-retor do depar-tamento médico e antidoping da Iaaf, foi levado sob custódia em Nice, na França. Outro envol-vido no caso, Habib Cissé, consultor jurídico da Iaaf na admi-nistração Diack,
também teve o nome incluído na investigação sobre corrupção. Segundo a agência Associated Press, as provas para o proces-so foram entregues pela Wada (Agência Mundial Antidoping).
O processo teve início quando foi revelado que a maratonista Li-liya Shobukhova teria desembol-sado US$ 450 mil em 2014 para encobrir teste antidoping positi-vo. O pagamento foi feito a dois membros da federação russa.
Diack, que comandou o atletis-mo por 16 anos, não comentou o caso. Já a Iaaf divulgou comuni-cado dizendo que irá colaborar. “A Iaaf está cooperando ple-namente com todas as ções. Como parte da investiga-ção francesa, a polícia esteve na sede da Iaaf ontem para tomar depoimentos e acessar nossa do-cumentação. A Iaaf não fará mais comentários neste momento”, disse a entidade, em nota oficial.
POR ADALBERTO LEISTER FILHO
Ex-chefão do atletismo é
acusado de corrupção na França
Após ser extraditado para os Estados Unidos, o ex-presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 José Maria Marin já tem data para iniciar seu depoimento à Justiça americana. No dia 16 de dezembro está marcado o início dos depoimentos de Marin, que na noite de terça-feira já se apresentou à Justiça e se
de-clarou inocente de todas as acusações. Ele ficará em prisão domiciliar, usando uma tornzeleira eletrônica. Ele não poderá deixar o apartamento no edifício Trump Tower sem autori-zação prévia. Segundo seus advogados, a expec-tativa é de que o julgamento dure pelo menos um ano. Marin não pode deixar os EUA no período.