...e muito mais!
DIVERSIFICAÇÃO
Milho safrinha protege
a terra e multiplica os
ganhos com a lavoura
MESA DE SEPARAÇÃO
Use o equipamento,
garanta a qualidade do
seu tabaco e fature mais
...e muito mais!
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DIVERSIFICAÇÃO
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MESA DE SEPARAÇÃO
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preparadas
para brilhar
preparadas
para brilhar
preparadas
para brilhar
Projeto da Souza
Cruz capacita
mulheres
produtoras para
que administrem a
propriedade rural
e, cada vez mais,
ocupem papel
de destaque na
sociedade
Projeto da Souza
Cruz capacita
mulheres
produtoras para
que administrem a
propriedade rural
e, cada vez mais,
ocupem papel
de destaque na
sociedade
Projeto da Souza
Cruz capacita
mulheres
produtoras para
que administrem a
propriedade rural
e, cada vez mais,
ocupem papel
de destaque na
sociedade
Sandra e Jandira Sestari, de Gramado Xavier (RS), participantes do Projeto Com licença vou à luta Sandra e Jandira Sestari, de Gramado Xavier (RS), participantes do Projeto Com licença vou à luta Sandra e Jandira Sestari, de Gramado Xavier (RS), participantes do Projeto Com licença vou à luta
Janeiro/Fevereiro/Março de 2012 – no 152 – www.souzacruz.com.br
...e muito mais!
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Cruz capacita
mulheres
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e, cada vez mais,
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de destaque na
sociedade
Sandra e Jandira Sestari, de Gramado Xavier (RS), participantes do Projeto Com licença vou à luta
e
ditorialEnvie suas dúvidas, opiniões, sugestões ou críticas para o e-mail: [email protected]
ou entregue sua carta ao orientador agrícola.
importante
conquista
ais de um século depois da proclamação da república, o brasil viveu um momento histó-rico em 2010 com a inédita eleição de uma mulher para ocupar a mais alta função da administração pú-blica. a vitória de dilma rousseff traz o simbolismo de um grande marco ao espelhar no meio político o que, de fato, já ocorre na sociedade como um todo: a mulher garantindo cada vez mais um papel de
destaque e ocupando posição de absoluta igualdade com os homens.
assim como no palácio do planalto, na área rural também a participação femi-nina cresce em todas as funções e, hoje em dia, não há mais limite para atividades que possam ser desenvolvidas pelas produtoras.
consciente desse processo, a Souza cruz, empresa que sempre incentivou a abertura de espaços para as mulheres em seu quadro de colaboradores, contando inclusive com uma mulher – Maria alícia Lima – em sua diretoria, está promoven-do, conjuntamente com o Senar/rS, um programa de capacitação para as produ-toras rurais. o objetivo é prepará-las para que possam administrar as propriedades juntamente com seus maridos ou até de forma isolada. “com licença vou à luta” é o tema da capa desta edição.
a propósito, no dia 8 de março é comemorado o dia internacional da Mulher e, como a nossa revista é trimestral, aproveitamos para antecipar a homenagem a cada uma de vocês, produtoras integradas, que, com competência e dedicação, assumem responsabilidades no campo e, ainda, cuidam com primor da casa e da família. nosso profundo respeito e admiração.
parabéns!
M
o produtorintegrado de tabaco
é uma publicação da Souza cruz S/a, destinada aos produtores integrados de tabaco da companhia.
as opiniões manifestadas por terceiros não refletem necessariamente posicionamento da empresa. conselho editorial: Dimar Frozza Fernando Pinheiro Fernando Bomfiglio Carlos Palma Hélio Moura Juliana Barreto Marcos Hiragami Claudimir Rodrigues Pedro Campos Érika Glória Scheila Ruoso Jornalista responsável: Juliana Barreto (MTB JP 26974 RJ) revisão: Marcelo de Andrade
Projeto gráfico e produção editorial: Via Corporativa Comunicação www.viacorporativa.com.br Foto da capa: Jô Nunes
Espaço do Leitor
O produtor Adilson com a esposa Ana Cristina, entre os filhos Willian Rodrigo (à esquerda) e Cristian Rodrigo.
CONTRATAÇÃO DE MÃO DE OBRA
Sempre lemos a revista o produtor integrado de tabaco. planto 110 mil pés de tabaco burley e durante a safra preciso contratar algu-mas pessoas para trabalharem na nossa propriedade. por essa razão, eu gostaria de ver na revista uma orientação sobre isso. o que devo fazer para ter respaldo jurídico de modo a não ter problemas futuros? Que tipo de contrato fazer que seja bom tanto para mim como para o contratado? normalmente trabalho com diaristas, mas estes também têm seus direitos. Quais são esses direitos? Qual o melhor sistema de contratação, diarista, parceria ou contrato temporário? E, finalmente, que tipo de documentação que o produtor deve ter?
ADILSON ANTONIO ZANELA Rio Tapera – Virmond (PR)
DIMAR fROZZA Diretor da Souza Cruz
Resposta da revista
Caro Adilson, muito obrigado por sua colaboração. O assunto será abordado em breve. Fique atento!
o produtor integrado de tabaco 3
conteúdo desta edição
O produtor Leonir entre a esposa Fátima e o orientador agrícola Gilberto.
Pág. 4
4
REPORTAGEM DE CAPAprograma capacita produtoras rurais para a administração da propriedade
6
ESPECIALcom apoio da Souza cruz, curso ensina prática segura de manipulação de agrotóxicos
8
HISTÓRIA DE SUCESSOos detalhes de uma trajetória de inúmeras conquistas
10
CAMINHOS DO TABACO conheça o processo de industrialização do cigarro12
CAMPEÕES DE PRODUTIVIDADEprodutor destaca papel do orientador no sucesso da lavoura
14
ESPAÇO DA MULHERuma família unida no trabalho e na arte
16
DIVERSIFICAÇÃOMilho safrinha ajuda a proteger o solo e a aumentar os lucros
17
RECEITAS aprenda a preparar o delicioso bolo Xadrez18
SUCESSÃO três gerações de produtores fazem sucesso com a cultura do tabaco20
T ABACO LIMPOMesa de separação: trabalho mais fácil e melhor qualidade
22
EM PAUTAciclo orienta produtores para uma atuação sustentável
23
CLIMALa Niña vai influenciar o outono de 2012
24
PARCERIAS DE VALORprodutores e orientadores que construíram um caminho de vitórias
Pág. 4
PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
Somos parceiros da Souza cruz há 25 safras e acompanhamos todas as informações e as novas tecnologias relativas à cultura do tabaco, trazi-das pela opit. em especial quero destacar a matéria da edição 150, que abordou o respeito ao Meio ambiente. a revista tem tratado o assun-to com bastante ênfase, principalmente na questão da preservação da mata nativa. Há diversas safras, usamos somente lenha de reflorestamen-to, sempre com o apoio e incentivo da Souza cruz, por meio do nosso orientador agrícola gilberto carminatti. destaco que gostamos de todos os assuntos que a revista aborda, mas queríamos que voltasse o quadro de humor “abelardo e dorvalino”. este nos fazia dar boas gargalhadas.
LEONIR ALBERTON Linha Palmeira – Gramado Xavier (RS)
Pág. 4
Pág. 14
Pág. 12
PROMOÇÃ O ESPECIAL 30 AnOS O prazo de entrega dos cupons foi prorrog
ado até 15 de mar ço. O resultado ser á divulg ado na edição 1 54. Aproveite! Ainda dá t empo. Preencha seu cupom
A propriedade
rural tem que
ser administrada
como uma
empresa e a
mulher deve
estar preparada
para isso
a
presença do trabalho feminino nas propriedades rurais sempre foi realidade. contudo, essa presença era quase sempre limitada a funções ligadas à mão de obra, ficando a parte de gestão normalmente a cargo dos ho-mens. Mas essa realidade está mudan-do. cada vez mais a mulher está dei-xando de ser coadjuvante no processo produtivo para atuar, lado a lado com o marido, na gestão dos empreendimen-tos. assim como os homens, as mulhe-res também precisam se qualificar para essa função. ciente disso, a Souza cruz, que sempre investiu em projetos para beneficiar os produtores integrados, uniu-se ao Sistema cna/Senar e ao insti-tuto cna para desenvolver o programa “com licença vou à luta”. o objetivo é capacitar as mulheres com noções de gestão, de forma a transformar aparti-cipação feminina em fator decisivo para o sucesso das propriedades, passando a encará-las como uma empresa rural. produtoras e esposas de produtores já estão sendo capacitadas.
CONTEúDO ITINERANTE
recentemente o programa foi re-alizado em gramado Xavier (rS), onde contou com a participação de 12 mulheres de várias regiões do mu-nicípio, convidadas pelo orientador agrícola gilberto carminatti. os mó-dulos aconteceram nos dias 15, 22 e 29 de setembro e 1o e 6 de outubro. “Ao final dos cinco módulos todas as participantes estavam muito satisfei-tas com o que haviam aprendido. elas passaram a ter outra visão da proprie-dade e agora se sentem capazes de administrá-la”, conta carminatti.
deStaQue
mulher
Papel de
Sandra Sestari (esq.) com o orientador Gilberto Carminatti e a sogra Jandira Sestari: destaque para módulos de liderança e planejamentoSandra Schmidt Sestari, 34 anos, produtora integrada, casada com rui roberto Sestari, 38 anos, que trans-porta tabaco para a Souza cruz, foi uma das participantes. “o que mais me motivou a aceitar o convite foi o módulo de Liderança, principalmente pelo fato de meu marido viajar mui-to e eu precisar lidar, sozinha, com as pessoas que contratamos para traba-lhar durante o período de safra”, diz Sandra. ela, que também está cur-sando o último ano da Faculdade de educação Física, em Santa cruz do Sul, ressalta, no entanto, que gostou muito de todo o programa: “o mó-dulo de elaboração do planejamento do negócio é outro que destaco, mas todo o conteúdo é interessante. com planejamento sabemos quanto vamos gastar e a safra termina sem sustos”.
o produtor integrado de tabaco 5
o produtor integrado de tabaco 5
outra participante, Jandira Maria bonaci Sestari, 60 anos, sogra de San-dra e casada com o produtor integra-do, romedi Sestari, 64 anos, também não poupa elogios ao programa. “Foi a melhor coisa que aconteceu para mim, principalmente porque eu só estudei até a 4ª série. tomara que mais cursos desse tipo aconteçam”, afirma. Ela destaca que, no módulo de gestão Financeira, teve uma boa surpresa: “Pediram que fizéssemos
A instrutora Juliana Krupp (em pé, à esq.) e as 12 participantes do treinamento realizado em Gramado Xavier
Programa tem cinco módulos, todos em sala de aula
“Aprendi muito e agradeço
essa oportunidade.”
Rosane Caral, 42 anos, produtora
um levantamento de tudo que havia na propriedade, como as benfeito-rias, maquinário e até a área total. Fi-quei muito surpresa com o resultado. nunca pensei que o nosso patrimônio fosse tão grande. percebi que somos milionários”, brinca, sorridente.
rosane caral, 42 anos, produtora e casada com o produtor derli José ca-ral, 48 anos, depois de concluir o pro-grama, já se sente capaz de administrar a propriedade: “aprendi muito e agra-deço essa oportunidade. agora estou preparada para trabalhar ao lado do meu marido na administração da pro-priedade e, se por acaso ele não estiver em casa, sei que posso substituí-lo”.
O PROGRAMA
abrangendo todas as regiões do estado do rio grande do Sul, o pro-grama é composto de cinco módulos, com conteúdos técnicos e de desen-volvimento humano.
os módulos, cada um com oito ho-ras diárias, são presenciais e, para par-ticipar, é preciso ter idade mínima de 18 anos, ter concluído pelo menos a 4ª série do ensino Fundamental e ser produtora ou trabalhadora rural.
instrutora dos cinco módulos do programa realizado em gramado Xavier, Juliana Krupp destaca os inú-meros benefícios do treinamento: “o primeiro é a melhoria da autoestima e motivação, porque trabalhamos muito isso. as mulheres também aprendem a conhecer suas propriedades, seus pontos fortes e fracos, oportunidades e ameaças. conseguem enxergar os gar-galos e problemas do seu negócio e, posteriormente, visualizam a melhoria através da elaboração de um projeto”.
OS MÓDULOS
DO CURSO
Módulo 1 Módulo 5 Módulo 4 Módulo 3 Módulo 2 • Módulo 1 empreendedorismo • Módulo 2 gestão Financeira • Módulo 3 elaboração do planejamento do negócio • Módulo 4 Legislação • Módulo 5 Liderança, relações interpessoais e trabalho em equipeE
spEcialonsciente da importância da utilização correta do agrotóxico para garantir a segurança dos agricul-tores e de seus familiares, há muito a Souza cruz realiza programas, em parceria com o Serviço nacional de aprendizagem rural (Senar/rS), que procuram conscientizar os seus pro-dutores integrados acerca do tema, como o SoL rural (Segurança, orga-nização e Limpeza). em dezembro de 2008, a partir de um termo de com-promisso firmado entre o Ministério público do trabalho do rio grande do Sul e empresas associadas ao Sindita-baco, que envolveu essa e outras questões, a Souza cruz decidiu, tam-bém em parceria com o Senar/rS, im-plantar um curso específico sobre “aplicação correta e Segura de agro-tóxicos – nr 31”. a iniciativa vem apresentando bons resultados.
um exemplo que merece desta-que é a atuação do orientador agrí-cola carlos peretti, que há 15 anos
Curso, com apoio da Souza Cruz, conscientiza produtores sobre importância da correta utilização de agrotóxicos
Poletti: uso do conhecimento também nos plantios de milho e uva
Fotos: Arquivo Souza Cruz
Marisa Lorenzoni
atende produtores da região de ro-deio bonito e municípios vizinhos, no norte do rio grande do Sul. peret-ti alcançou uma importante marca: 100% dos produtores assistidos por ele já participaram do treinamento. para atingir essa meta, ele conta que foi preciso fazer um bom planeja-mento em conjunto com o Senar/rS, que é responsável pela aplicação do curso, e com o Sindicato dos traba-lhadores rurais. Juntos conseguiram, por exemplo, identificar os períodos mais propícios para o produtor se ausentar da propriedade para fazer o curso. “no primeiro ano do acordo, realizamos um treinamento nr 31 e um SoL rural e percebi o quanto a mentalidade dos produtores que participaram começou a mudar. eles passaram a entender melhor a pro-priedade desde a administração até a produção. desde então, empenho--me ainda mais para trazer os produ-tores para fazerem os cursos que a
Souza cruz realiza em parceria com o Senar”, explica o orientador.
peretti destaca ainda que seu tra-balho no campo também foi
favoreci-Segurança
c
mento eu aprendi as formas corretas de manuseio e uso de agrotóxicos, muito importantes para mim, pois, além do tabaco, produzo uva e mi-lho. e mais, melhorou a segurança da minha família”, conta o produtor.
para o supervisor de campo do Senar/rS, diego coimbra, “o curso tem uma importância muito grande para os agricultores e seus familia-res, pois quase a totalidade deles hoje trabalha com agrotóxicos e há a necessidade de se conhecer os riscos desses produtos e os cuidados ne-cessários para se proteger”. o enge-nheiro agrônomo e instrutor do Se-nar/rS, celso prevedello, alerta que “aqueles que não fizerem o treina-mento poderão ser notificados, mul-tados e até mesmo sofrer pena de reclusão, se ficar comprovado que os mesmos infringiram a nr 31, que nada mais é do que uma legislação trabalhista, cujo descumprimento é passível de penalidades”.
>>>TEMAS AbORDADOS:
• tecnologias de aplicação de agrotóxicos;
• proteção do aplicador (vias de contaminação, toxicologia, equipamento de proteção individual – epi, componentes do epi, regras de segurança,
principais sintomas de envenenamento);
• Agrotóxicos (definição, rótulo, formulação, modo de ação, aquisição, transporte e armazenagem); • regulagem de pulverizador motorizado; • regulagem de pulverizador manual costal; • revisão e lavagem do pulverizador; • calibragem do pulverizador;
• preparo da calda de pulverização;
• Tríplice lavagem e destino final de embalagens vazias de agrotóxicos;
• aplicação da calda de pulverização;
• Manutenção dos equipamentos após a aplicação.
Curso, com apoio da Souza Cruz, conscientiza produtores sobre importância da correta utilização de agrotóxicos
Aulas teóricas (à esq.) e práticas (acima) compõem o treinamento; na foto central, produtores de uma das turmas, agora aptos ao manuseio seguro de agrotóxicos
Marisa Lorenzoni
por dentro do
treinamento
do a partir do treinamento nr31, pois os produtores passaram a en-tender que existe uma legislação com normas que precisam ser respei-tadas. “eles tomam consciência, por exemplo, da importância e necessi-dade de ter um local apropriado para armazenar agrotóxicos. como eles querem trabalhar de forma legal, a implantação do novo modelo de de-pósito tem sido bastante rápida”, constata peretti, que acrescenta: “de um modo geral, felizmente, está ca-da vez mais difícil encontrar alguma irregularidade nessas propriedades”.
PRODUTOR ATUALIZADO
entre os 160 produtores atendidos por peretti está paulo cezar poletti, 45 anos, do município de novo tira-dentes (rS). paulo participou do cur-so cur-sobre nr 31 e, desde então, ado-tou nova postura em sua proprieda-de. “Hoje em dia, o produtor precisa estar atualizado e com esse
treina-4 duração de dois dias e meio;
4 carga horária de 20 horas (12 horas de teoria e oito de prática).
Carlos Peretti, com cartilhas desenvolvidas pelo Senar
Nascido em uma família de
12 irmãos, Antônio de Lima
trilhou um caminho de
sucesso, marcado por
empenho, dedicação e
atenção com a produção
História de Sucesso
o
produtor integrado antônio de Lima, 42 anos, viveu até os 16 anos com os pais, que produziam ta-baco em terras arrendadas, em cam-po do tenente (pr). a família era grande e, por essa razão, em 1985, antônio foi morar com o irmão mais velho, José arildo de Lima, em casca-vel, no vizinho município de rio ne-gro (pr). o irmão havia arrendado uma área de quatro hectares, que já dispunha de duas estufas. Quando completou 18 anos, antônio passou, então, a trabalhar para José. em 1988, ano em que se casou com osnilda aparecida de Lima, decidiu voltar para campo do tenente, onde foi peão em uma fazenda. a experiência durou menos de dois anos. “eu vi que não estava valendo a pena e que o ta-baco nos garantiria melhores condi-ções de vida”, relembra.em 1990, antônio voltou, então, a trabalhar com o irmão, na terra ar-rendada por ele em rio negro. Mas,
agora, como sócio. em 1994, após quatro anos de trabalho na produção de tabaco, os sócios deram um impor-tante passo para o futuro: compraram os quatro hectares do arrendatário e
produtor
exemplar
Acima, o primo Alcionir, que trabalha na propriedade, e Antônio, em dois tratores comprados para aumentar a produção; Ao lado, Antônio com o orientador Geraldo Veiga: “É um empreendedor e acompanha a evolução tecnológica”
mais oito em campo do tenen-te, local onde antônio vive com a família até hoje.
José arildo continuou tocan-do a antiga propriedade e antô-nio iniciou a nova lavoura de 2,5 ha, na recente área adquirida. em pouco tempo, comprou a parte do irmão. “Quando adquirimos esta área, não
o produtor integrado de tabaco 9
existia qualquer benfeitoria por aqui. tivemos que construir uma pequena casa e uma estufa para dar início à produção”, recorda-se. antônio conta ainda que, naquela época, o tabaco era puxado por cavalo e que o meio de transporte dele e da mulher era uma bicicleta.
A cronologia do progresso
passado o primeiro ano de trabalho na propriedade, já foi possível insta-lar a segunda estufa. dessa forma, as coisas foram acontecendo, gradativa-mente, na propriedade e na vida do casal. em 1999, no mesmo ano do nascimento da primeira filha, Denise aparecida, eles compraram mais 2,5 ha. Já no ano seguinte, antônio ad-quiriu o primeiro trator e, assim, pôde aposentar o cavalo. em 2001, foi pio-neiro ao transformar a estufa comum em uma em que era possível secar fo-lhas soltas. em 2002, conseguiu com-prar o segundo trator que, após seis anos, foi trocado por outro mais novo. Há 15 anos, adquiriu o seu primeiro carro e a bicicleta deixou de ser o meio de transporte e passou a ser utilizada apenas para o lazer. de lá para cá, já
está no terceiro carro: um zero quilô-metro comprado em 2009.
Hoje a família está confortavelmen-te instalada na nova casa que confortavelmen-teve sua construção iniciada em 2002 e con-cluída dois anos depois. continuaram com os 10,5 ha próprios e arrendaram outros 17. na propriedade, além do ta-baco, que ocupa uma área de 7,2 ha, eles também produzem soja, fazem reflorestamento e mantêm uma exce-lente área com mata nativa.
o orientador agrícola geraldo Vei-ga, que acompanhou todo o proces-so de desenvolvimento do produtor, emociona-se ao relembrar a história de vida do casal e o empenho que ti-veram para alcançar aquilo que
bus-Antônio (à esq.) com a esposa Osnilda, acompanhado do primo Alcionir com a esposa Cassiana Piscke; no centro, a pequena Thais, filha de Alcionir, e Denise, filha de Antônio A confortável casa da
família (na pág. ao lado) e os bem cuidados canteiros de tabaco: investimento na produção e no conforto
cavam. “o antônio é um empreende-dor. ele se dedica muito à produção, acompanha os avanços tecnológicos e é muito receptivo a tudo que nós lhe apresentamos. E isso reflete, so-bremaneira, nos resultados”, atesta o orientador. Antônio afirma que a par-ceria com a Souza cruz foi fundamen-tal para o sucesso na cultura. “tudo o que conquistamos até hoje foi, sem dúvida, por meio do tabaco”, afirma ele, acrescentando: “eu me sinto re-alizado. Hoje nós agradecemos ao proprietário daquela pequena área ar-rendada, com quem ainda mantemos uma boa relação, pois ele nos deu a oportunidade de trilhar o caminho que nos levou ao sucesso”.
e
spEcialc
aminhosdot
abacoo
cigarro, como é conheci-do hoje, começou a ser produzido industrialmente pela Souza cruz, de forma pioneira, no início do século XX. inicial-mente, o tabaco era consumido apenas em cachimbos, charutos e aspirado como rapé.no processo de industrializa-ção do produto, além do prin-cipal ingrediente, o tabaco, são usados outros componentes, como papel, filtro e agentes de sabor. Confira!
Depois de acompanhar todas
as etapas que envolvem a
exportação do tabaco,
agora você vai conhecer
melhor o processo de
industrialização do cigarro
a
fabricação
cigarro
1) ARMAZÉM DE MATÉRIA-PRIMA
da expedição das usinas de processamento de fumo, o tabaco é transportado para as fábricas de cigarro de cachoeirinha (rS) e uberlândia (Mg). as embalagens contendo lâminas e talos dos diversos tipos de tabaco, ao chegarem no armazém de matéria-prima, são acondicionadas em prateleiras e organizadas de acordo com suas respectivas classes de fumo. antes disso, passam por rigoroso controle de qualidade, a exemplo do que é feito em todos os demais processos da fábrica. Por fim, ainda no armazém, é feita a montagem das quantidades estabelecidas na programação do dia. as mesmas são transportadas em esteiras para as linhas de produção.2) PROCESSO PRIMáRIO
antes de chegar às linhas de produção, as lâminas e talos passam por cilindros onde recebem água e vapor, para adquirir amaciamento. eles são processados em linhas diferentes de produção. as de lâmina recebem a aplicação de casings (agentes de sabor) para corrigir as diferenças entre safras. na etapa seguinte, é feita a mistura de lâminas de diferentes tipos e classes de fumo, talos e agentes de sabor, formando assim os blends. Posteriormente, o tabaco desfiado segue, através detubulações, para as máquinas de fazer cigarros.
do
Tabaco oriundo das usinas é desencaixotado, separado e armazenado na fábrica No início da produção, mistura de fumos e ingredientes define o sabor diferenciado de cada marca1
2
Fotos: Jô Nuneso produtor integrado de tabaco 11
o produtor integrado de tabaco 11 Modernas máquinas
produzem e, ao mesmo tempo, testam, um a um, cada cigarro
Armazenamento PEPS garante produtos sempre recém-fabricados na prateleira 3) PROCESSO SECUNDáRIO as máquinas de cigarros, responsáveis por fazer a junção entre tabaco, filtro e papel, têm capacidade para produzir até 16 mil unidades por minuto. elas fazem um controle de qualidade próprio e rigoroso, em que, por meio de sensores eletrônicos, eliminam automaticamente qualquer cigarro com defeito, por menor que seja. depois de fabricados, os cigarros são encaminhados por meio de correias transportadoras para as máquinas que os acondicionam nas carteiras. elas são capazes de produzir até 500 carteiras por minuto, cada uma formada por 20 cigarros, envolvidos em um forro de papel, com rótulo e selo. Por fim, as carteiras entram em nova máquina para serem organizadas em pacotes com 10 unidades cada. esses pacotes são levados em esteiras para outra máquina que os embala em caixas de papelão, contendo 50 volumes cada. essas caixas posteriormente são enviadas para a expedição de produto acabado.
4) ExPEDIÇÃO DE PRODUTO ACABADO
a área de expedição armazena os volumes até que os mesmossejam enviados para as centrais de distribuição. o controle de armazenagem é realizado por um sistema computadorizado e obedece ao sistema pepS (o primeiro a entrar é o primeiro a Sair). isso garante que o produto fabricado primeiro tenha prioridade na distribuição para os pontos de venda.
3
4
Luiz Crossara
caMpeõeS de produtiVidade
d
esde que começou a plantar ta-baco, há 20 anos, carlos andré Hoff, 41 anos, vem atingindo altos ín-dices de produtividade. na proprieda-de proprieda-de oito hectares – dos quais cinco são destinados ao cultivo do tabaco –, localizada em Linha capão, no muni-cípio de Vera cruz (rS), ele sempre manteve a média de 3.300 kg/ha. ca-sado com Janete da Silva, 40 anos, e pai de dois filhos, Carlos explica a ra-zão dos bons resultados alcançados: “tive a sorte de ter minhas terras nes-ta região que é muito boa para a cul-tura, mas não teria atingido esse índi-ce se não estivesse atento a todas as recomendações e propostas apresen-tadas pelo orientador agrícola da Sou-za cruz. para mim, essa é a principal razão do nosso resultado”.o orientador que atende a proprie-dade, adriano Montagner, destaca que o permanente interesse demonstrado por carlos faz a diferença: “ele aceita e coloca em prática as nossas recomen-dações, mas também questiona e dá sugestões. essa troca é fundamental
Trabalho conjunto entre
produtor e orientador
garante bons resultados
para lavoura de tabaco
para o sucesso da propriedade. o incrí-vel capricho e a dedicação que eles têm é outro fator importante. ele faz bem porque gosta do que faz”. adriano lembra que “as variedades de tabaco possuem potencial de produção e qua-lidade cada vez maior, o que possibilita produzir plantas com maior quantida-de quantida-de folhas, mas se o produtor não fi-zer a parte dele, de nada adianta”.
carlos sabe bem disso e cuida de
cada detalhe da safra: “preparo o solo com antecedência, faço adubação de base, de cobertura e de reposição, ou seja, sempre faço os tratos necessários e na hora certa”. Segundo ele, outro fator que também vem contribuindo muito para a alta produtividade é o plantio di-reto: “A terra fica mais macia, quando mexemos nela, as minhocas aparecem. percebemos que ela tem vida e, quando chove, não acontece erosão”.
Adriano e Carlos André: “Ele segue as recomendações, mas também questiona e dá sugestões”
troca de
valor
Fotos: Jô Nunes
A bem cuidada casa e o entorno revelam o capricho que se estende aos procedimentos com a produção
o produtor integrado de tabaco 13
o ano era 1985. carlos, então com 15 anos, viu seu pai, Josi Hildor Hoff, iniciar na produção de tabaco a convi-te de um vizinho. naquela época, Josi era produtor de milho e mandioca de consumo animal, além de ter criação de porcos, atividades mantidas até hoje pela família. como o vizinho já ti-nha uma estufa e estava se dando bem plantando tabaco, Josi decidiu tam-bém tentar uma safra. com o sucesso da iniciativa, instalou duas estufas nas
próprias terras e não parou mais de produzir. “Foi fundamental ter visto o progresso da nossa família com a pro-dução do tabaco para que eu também aderisse à cultura”, relembra carlos.
Foi aos 21 anos que carlos passou a ser produtor. durante sete anos plan-tou na propriedade do pai, onde, em pouco tempo de trabalho, instalou uma das primeiras estufas LL da região. esse foi o período que precisou para, então, comprar os seus oito hectares de terra, 13 anos atrás. nos primeiros anos, até
Carlos André com as duas filhas e a esposa Janete: “Em lugar organizado, tudo fica mais fácil e prático”
O começo de tudo
poder construir a própria casa, carlos continuou morando com os pais, mas passou a plantar no seu terreno. a la-voura de tabaco era de 2,4 hectares. em 2004, mudou-se com a esposa e a primeira filha para a casa recém-cons-truída. o paiol foi erguido em 2007 e, no ano seguinte, pode instalar a segun-da estufa LL, mas, dessa vez, em sua propriedade. “assim, pude aumentar a área plantada. Fui fazendo isso gradati-vamente até chegar aos cinco hectares de hoje”, conta, orgulhoso, o produtor. também atuante na propriedade,
Janete acredita que além de tomar to-dos os cuidato-dos necessários na lavou-ra, é preciso administrar bem a pro-priedade. “com o trabalho num local organizado, tudo fica mais fácil e prá-tico. nós já gostávamos de ter as coi-sas organizadas, mas depois de ter-mos feito o SoL rural, há cinco anos, percebemos o quanto isso é impor-tante”, comenta Janete.
o resultado de tudo isso se vê nos números apresentados ano a ano. Se-gundo Montagner, a produtividade média da região na safra 2010/2011
foi de 2.500 kg/ha enquanto que car-los produziu 3.900 kg/ha. para a pró-xima safra foi introduzida uma novida-de na propriedanovida-de: dos cinco
hecta-res, 2,1 foram destinados ao tabaco do tipo amarelinho. carlos está ansioso pelo resultado, mas se depender da sua dedicação, a safra está garantida.
o produtor integrado de tabaco
Orgulhoso da propriedade, Carlos exibe tabaco que produz; abaixo, parte da plantação de Amarelinho com estufas LL ao fundo
Sempre unidas, Viviane, a mãe
e a irmã compartilham a lida
no campo e o prazer pela arte
Espaço da Mulher
Ediane, Viviane e Ivani: paixão pelo artesanato
trabalho em
p
restes a dar à luz o seu primeiro filho, Viviane Lange Voss, 24 anos, ainda encontra disposição para fazer arranjos com flores de EVA ou de meia e vasos de crochê. apaixonada por artesanato, ela conta: “ainda criança, to-das as peças que eu via me chamavam atenção. gosto de artesanato desde a infância.”essa paixão é compartilhada pela família. a mãe, iva-ni, 48 anos, e a irmã, ediane, 19 anos, também têm gran-de habilidagran-de para o artesanato. elas trabalham juntas e produzem peças por encomenda. “Às vezes, quase não damos conta dos inúmeros pedidos que recebemos”, conta ediane, que faz crochê e pinturas em tecido. o
crochê, aliás, é a especialidade de ivani, que ensinou a arte para as filhas.
com criatividade e talento, elas aproveitam materiais re-cicláveis, como garrafas pet, tampinhas de garrafa e potes plásticos de achocolatado, para produzir bonitas peças.
Viviane, que nos ensina a fazer flores de EVA, é produ-tora integrada junto com o marido, Volmir Voss. Filha do também produtor egon Lange, que há mais de 20 anos planta tabaco para a Souza cruz, Viviane mora com toda a família em canguçu Velho, no município de canguçu (rS). Juntos, além de tabaco, eles produzem hortaliças, pêssego e leite e são proprietários de três caminhões.
FLORES DE EVA
Material:2 folhas de EVA (verde para as folhas e rosa para as flores); Tesoura;
Como fazer:
família
Preparar um molde de folha na cartona em dois tamanhos diferentes (o menor para as folhas e o maior para as pétalas);
Desenhar e cortar as pétalas no EVA rosa. São cinco pétalas para cada flor;
Desenhar e cortar as folhas no EVA verde. São duas folhas para cada flor;
Lápis;
Adesivo instantâneo; Fita floral, na cor verde; Forma para EVA (prensa); Arame nº 20, para os talos;
Arame forrado nº 26, nas cores: verde, para as folhas, e branco, para as flores;
Um pedaço de cartona para fazer o molde.
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o produtor integrado de tabaco 15
DICA:
para incrementar seu arranjo, você pode fazer a flor em forma de bo-tão. colar três pétalas pelas laterais (uma ao lado da outra). pelos lados de fora, colar a pétala da esquerda com a da direita. Fixar no arame da mesma maneira que fixou a flor.
Faça quantas flores forem necessárias para montar um arranjo e abuse da sua criatividade.
Passar talco nas peças de EVA para que elas não grudem no ferro quente (dica: coloque as peças dentro de uma caixa de sapato, depois o talco sobre elas e agite);
Passar o ferro quente, virando as peças de lado, até que o EVA esteja bem macio. Em seguida, colocar a peça ainda quente na forma e prensar. Repita com todas as folhas e pétalas (para esse modelo de flor será usada a mesma forma);
Cortar pedaços de arame forrado com aproximadamente o mesmo tamanho das pétalas e folhas. Passar o adesivo no arame e colar nas folhas e pétalas pelo lado avesso, deixando uma ponta para fora para prender no talo;
Cortar cinco pedaços de
aproximadamente oito centímetros do arame branco para fazer os estames da flor. Prendê-los, no arame que vai servir de talo, com a fita floral verde. Abrir esses arames como um guarda-chuva e dobrar levemente as pontas;
Utilizar um pouco de cola nas pontas das pétalas para colar umas nas outras até formar um leque. Para dar o formato da flor, unir, com um pouco de cola, o lado direito com o esquerdo;
Introduzir no meio da flor o arame com os estames. Firmar a flor passando a fita floral verde no arame, até chegar no ponto onde será fixada a primeira folha. Seguir mais um pouco com a fita para fixar a segunda folha. Siga com a fita até o tamanho de talo desejado; Modelar as pétalas e folhas a gosto;
Fazer a ponta dos estames passando um pouco de tinta de expansão para tecido na cor amarelo ou marrom;
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Plantio de milho safrinha após colheita
de tabaco contribui para aumentar a
renda dos produtores rurais
c
om boas práticas agrícolas, o plantio de milho sa-frinha após a colheita de tabaco tem sido, há mui-tos anos, uma ótima opção para aumentar a rentabilida-de das propriedarentabilida-des agrícolas. Mas as vantagens rentabilida-dessa cultura são ainda mais amplas. “o milho safrinha ajuda a proteger o solo, diminuindo a incidência de pragas, ervas daninhas e erosão. essa cultura aproveita a adubação resi-dual e ajuda a diminuir os custos da produção”, afirma o gerente de cultura Milho da bayer cropScience (uma das empresas líderes mundiais nas áreas de ciência agrícola e saúde ambiental), Marcus Lawder. ele lembra, ainda, que o milho também é útil para alimentar animais e para o próprio consumo da família.Segundo Lawder, “de cultura de sub-sistência, o cultivo do milho passou a ser visto como um negócio estratégico e, a cada ano, vem ganhando mais espaço no agronegócio brasileiro”. ele alerta, no entanto, que o potencial de produti-vidade dessa cultura
está diretamente ligado a melhores práticas agrícolas. “o potencial é alto, mas é preciso que haja investimento contínuo em tecnologia, soluções inovadoras, capacita-ção, prevenção e controle de pragas e doenças, além de acompanhamento técnico especializado”, enfatiza.
Lawder garante que, com a adoção de tecnologias ade-quadas, como o uso de herbicidas de alta performance, e acompanhamento técnico, é possível ampliar a capaci-dade de produção do milho safrinha em 30%, em média, aumentando ainda mais a rentabilidade da propriedade. e dá um exemplo: “em pequenas propriedades, agricul-tores que plantam o milho safrinha sem a adoção de tec-nologia, vão conseguir produzir de 30 a 40 sacas de 50 quilos por hectare. do contrário, poderão atingir até 52 sacas de 50 kg/ha”.
diVerSiFicação
benefício
Múltiplos
Marcus Lawder destaca vantagens do uso da tecnologia no milho safrinha: produção 30% maior, em média Fotos: Divulgaçãoo produtor integrado de tabaco 17
Receita
Recheio
2 latas de leite condensado 1 pote de 400 g de doce
de leite
2 bandejas de morangos 1 pedaço de 500 g de
chocolate meio amargo * * *
• Passe, entre as camadas do bolo, o doce de leite, o leite condensado e distribua os morangos picados e o chocolate em pedacinhos. Cobertura 400 g de nata 1 ½ xícara de açúcar 1 colher de sopa de Emustab * * *
• Bata bem na batedeira todos os ingredientes até formar um creme. cubra o bolo com o creme e, em seguida, decore-o com coco ralado, morangos e chocolate granulado.
BOLO
XADREz
M
odo
de
fazer
:
Massa branca: na batedeira, bata três claras em neve.em seguida, misture as gemas, uma colher grande de amido de milho, quatro de açúcar, quatro de farinha de trigo e uma colher de chá de fermento para bolo.
Massa Amarela: repetir todo o processo da massa branca, mas usar ovos da colônia (aqueles com a gema quase vermelha). Massa Preta: bata bem três ovos inteiros com ½ xícara de
açúcar, acrescente ½ xícara de azeite, uma xícara de chocolate em pó, três de farinha de trigo, uma de água fervendo e uma colher de chá de fermento para bolo
• Assá-las em forma retangular, forno médio, até que comecem a se soltar das beiradas das formas ou, ao espetar um palito, o mesmo saia limpo.
• Corte os bolos em tiras iguais e forme as camadas, intercalando as cores das massas, como um tabuleiro de xadrez.
• Dica: Se você não tiver os ovos de granja
para a massa branca ou os da colônia para a massa amarela, faça apenas uma dessas duas camadas e monte o bolo com, somente, duas cores diferentes.
I
ngredIentes
:
De aprendiz a exímia cozinheira: Eliane dedica-se à arte culinária e já fez até curso de panificação
e
liane Sieves, 35 anos, é casada com nilton Sieves, 45 anos, produtor integrado Souza cruz há mais de 20 anos. Jun-tos, trabalham de sol a sol para dar conta de toda a produção, que é bastante diversificada. A propriedade dos Sieves fica em rio batalha, no município de ituporanga (Sc), cidade conhe-cida como capital nacional da cebola. nela, além do tabaco, cultivado em 4,3 hectares, eles também produzem cebola, milho e soja.dedicada, além de trabalhar nas lavouras, eliane cuida da casa, dos três filhos e ainda encontra tempo para preparar muitas delícias para a família. “gosto muito de cozinhar. Lembro que, por volta dos meus 15 anos, comecei a me interessar por culinária. eu tinha curiosidade, vontade de aprender mesmo e, então, comecei a procurar receitas e prepará-las”, recorda-se. desde então, se-gundo ela conta, vem se aperfeiçoando, fez até um curso de panificação, promovido pelo Senar, onde aprendeu a fazer o bolo que ensina, agora, aos leitores da revista.
delícia
colorida
Com dedicação e muita vontade de aprender,
Eliane Sieves se tornou uma excelente cozinheira
S
ucEssãom 1973, pedro taborda, pai de pe-dro nilson taborda, hoje com 60 anos, decidiu construir uma estufa e ar-rendar sua propriedade, em ovelhas, no município de rio negro (pr). assim acon-teceu o primeiro contato da família com a cultura do tabaco. após três anos, com a saída do arrendatário e depois de terem tido a oportunidade de conhecer as van-tagens da cultura, os taborda resolveram dar início a sua própria produção.
naquela ocasião, pedro nilson, que em 1974 havia casado com dijacir
isol-Produzindo sempre antenados às novidades do setor, diferentes gerações da família
Taborda alcançam importantes conquistas com a cultura do tabaco
A família Taborda: a partir da esq., Catarina e Genilson com a filha Gabriela, Dijacir, Pedro Nilson, Genise e Elivelton, além de Patrícia e Laércio com as filhas Isabela e Heloisa
Fotos: Junio Nunes
di taborda, 56 anos, ainda morava na casa dos pais e já tinha adquirido uma boa experiência com o tabaco, por ter trabalhado em outra propriedade da região. “Meu pai e eu resolvemos tam-bém investir na produção do tabaco e fizemos um bom trabalho já na primei-ra safprimei-ra”, conta orgulhoso. na área, de 1,43 hectares, eles plantaram 23 mil pés e produziram 3.650 kg de tabaco, ou seja, 2.552 kg/ha. o bom resultado foi um incentivo para, no ano seguinte, au-mentarem a plantação em dois mil pés.
alguns anos depois, o pai deixou toda a produção por conta do filho e da nora.
Firmados na cultura, pedro nilson pôde, em 1984, comprar uma área de 6,9 hectares em Lajeado das Mortes, também em rio negro (pr), onde pas-sou a morar com a esposa e dois de seus quatro filhos, Laércio, 30 anos, e Genil-son, 29. em 1998, ele adquiriu mais 19 ha de terra e, dois anos depois, o pai, que junto com a mãe fora morar na casa de Pedro Nilson, deu de presente ao fi-lho mais 47 ha.
três gerações
Sucesso em
o produtor integrado de tabaco 19
quirir a nossa própria terra, com 6,5 hectares”. na safra passada, genilson e o cunhado plantaram 85 mil pés de tabaco em 5,1 hectares. a produção ficou em 15.500 kg, ou seja, uma pro-dutividade de 3.039 kg/ha.
a propriedade tem área total de 44,30 hectares, dos quais 23 ha são de mata nativa e 11, destinados a re-florestamento.
PARCERIA DE SUCESSO
conforme conta pedro nilson, des-de a primeira lavoura des-de tabaco, a fa-mília contou sempre com o apoio da Souza cruz. “nós acompanhamos to-das as mudanças que o processo pro-dutivo sofreu. recebemos e aceitamos as novas tecnologias e as aplicamos. daí vem os nossos bons resultados”, destaca o produtor. geraldo Veiga, orientador agrícola de toda a família, faz coro com ele: “de fato, sempre foi muito tranquilo trabalhar com eles. além disso, pedro nilson é um disse-minador das novidades, tanto que a
primeira estufa LL da região foi insta-lada na propriedade dele”. atualmen-te, pedro nilson destina uma área de 3,9 hectares para o cultivo do tabaco, onde, na safra passada, plantou 65 mil pés. estes lhe renderam 12,5 to-neladas, alcançando produtividade de 3.200 kg/ha.
pedro nilson e dijacir têm mais dois filhos. Elivelton, 19 anos, que está em casa e já dá seus primeiros passos na cultura, e genise, 18 anos, que acaba de concluir o ensino Médio na vizinha cidade de rio negrinho (Sc).
IMPORTANTE LIÇÃO
“Meu pai, muito antes de se falar em preservação do meio ambiente, já ti-nha essa consciência. a área de 17 hec-tares de mata nativa que tenho em mi-nha propriedade faz parte da terra que recebi dele. Além disso, meus filhos e eu temos 19 mil pés de eucalipto plan-tados. essa consciência de preservar o meio onde vivemos também se passa de pai para filho”, finaliza Pedro Nilson.
três gerações
A 3
aGERAÇÃO NO
CULTIVO DO TABACO
Laércio baltazar e genilson Sebas-tião, filhos de Pedro Nilson e netos de pedro, cresceram vendo o pai e o avô trabalharem na lavoura de tabaco. de-pois de adultos, aprenderam com eles todos os segredos para uma boa dução até se tornarem, também, pro-dutores. de início, Laércio trabalhava com o pai. Há sete anos, por ocasião de seu casamento com patrícia apare-cida richter taborda, 32 anos, ganhou dos pais três hectares de terra, também em Lajeado das Mortes. depois de ca-sados, os jovens permaneceram por mais três anos morando com os pais de Laércio, até construírem a própria casa, o que ocorreu em 2007. contan-do sempre com a ajuda contan-do pai e contan-do sogro, ele adquiriu mais dois hectares, construiu duas estufas LL e um paiol e comprou um carro e um trator. na safra 2010/2011, plantando em uma área equivalente a 4,8 ha (parte nas terras do pai), Laércio produziu 12 to-neladas de tabaco. “Meu desejo é con-tinuar sempre investindo nessa cultura que tem nos ajudado muito, e, seguin-do a recomendação seguin-do orientaseguin-dor agrícola, quero também diversificar. Já tenho 3.500 pés de eucalipto e estou comprando mais terras onde pretendo plantar milho”, conta o produtor.
a história de genilson reserva al-gumas diferenças. casado há 10 anos com catarina de Souza taborda, 30 anos, ele passou a viver na proprie-dade do sogro em Lençol, no mesmo município em que moram os pais e o irmão. ele e o cunhado, cristiano de Souza, produziram verduras duran-te quatro anos. após esse período, tendo a empresa para a qual eles for-neciam a produção fechado as por-tas, tiveram que mudar de cultura, ocasião em que passaram a plantar tabaco “nossa vida melhorou muito. conseguimos reformar nossa casa, fa-zer a segunda estufa LL, comprar um trator e uma moto e, o melhor,
ad-Os bem cuidados canteiros (esq.); propriedade conta com trator e outros equipamentos
Pedro Nilson (centro) com os filhos Elivelton, Genilson e Laércio e o orientador Geraldo: propriedades preservam mata nativa e contam com reflorestamento
t
abacol
impoabaco limpo e bem separado é si-nônimo de mais dinheiro no bol-so. todo o produtor sabe que, na hora
da venda, o produto é mais valorizado quando está totalmente isento de materiais estranhos e
classifi-cado corretamente por posição, cor e
tama-nho. agora, ele vai poder contar
com uma nova
Produtores têm um novo aliado na hora de
separar o tabaco e deixá-lo mais limpo,
garantindo lucro maior na hora da venda
e moderna versão de mesa de classifi-cação, para facilitar e tornar mais efi-ciente esse trabalho. “eu notei muita diferença usando essa mesa na hora de classificar o tabaco. Facilitou demais o meu trabalho e, pelo fato de ela ser de tela, as impurezas e materiais estranhos saem naturalmente”, afirma a produto-ra Joanilda carrier ceolin, 50 anos. ela é responsável por boa parte do trabalho de classificação de tabaco na sua pro-priedade de 9,6 hectares em rio belo, município de orleans (Sc), onde,
jun-to com o marido remoaldo ceolin, 52 anos, e o filho Robson Ceolin, 23 anos, produz 1,8 ha do tipo Virgínia. “Hoje em dia, quem vende um produto pre-cisa oferecer algo de qualidade. com o tabaco não é diferente. tem que estar limpo, bem classificado, bem enfarda-do, ou seja, ter boa apresentação. essa é a nossa garantia para conseguirmos maior valorização na hora da venda”, alerta remoaldo. o orientador agrícola da família, Waldemar Vavassori, atesta que a novidade contribuiu para melho-rar a qualidade da produção final dos ceolin: “além de tornar o trabalho de-les mais prático, o tabaco que sai daqui certamente vai atender o mercado”.
ExIGêNCIAS MAIORES
o mercado vem aumentando as exigências em relação à limpeza do ta-baco. a presença de material estranho desvaloriza o produto. “para manter-mos o reconhecimento mundial de nossos clientes, devemos concentrar esforços na eliminação de todo tipo de material estranho que possa alterar a qualidade dos nossos produtos”, aler-ta a coordenadora de qualidade da usi-na de blumeusi-nau (Sc) da Souza cruz, Sabrina cezar gauche. entende-se por material estranho toda e qualquer im-pureza de origem sintética (pVc,
bor-t
mais fácil
trabalho
Fotos: Carolina Feuerborn
O orientador agrícola Waldemar, Remoaldo e a esposa Joanilda, com a neta Isadora, e o filho do casal, Robson: tabaco mais limpo tem valorização na hora da venda
o produtor integrado de tabaco21
Lembre-se sempre: toda
iniciativa sua para aumentar
a qualidade do produto
contribui para garantir a
sustentabilidade do tabaco.
Isso só depende de você!
racha, plástico, esponja, nylon), natural (metal, vidro, pedra, concreto, tijolos), animal (pena, inseto, animais, partes de animais) ou vegetal (capim, semen-tes, folhas diversas, madeira, papel). ou seja, tudo o que é diferente de ta-baco. e para que, de fato, a qualidade do produto final seja atestada, a área de processamento de tabaco da Souza cruz procura retirar o material estra-nho que por ventura ainda se encontre no tabaco, bem como eliminar a pos-sibilidade de o produto receber novas impurezas ao longo do beneficiamen-to. para isso, dispõe de diversos proces-sos e equipamentos que auxiliam na remoção de materiais estranhos, como detectores de metal, rolos e cortinas de velcro, separadores pneumáticos e bar-ras magnéticas, entre outros, além da separação manual.
De acordo com Sabrina, ao final do beneficiamento, há uma rotina de ins-peção da Qualidade e integridade do produto, que inclui cuidados para que não haja a presença de materiais es-tranhos. a maior parte das inspeções acontece na presença dos clientes. “um produto de qualidade e isento de qualquer tipo de material estranho é uma das bases do nosso sistema in-tegrado e garante a sustentabilidade do negócio”, ressalta a coordenadora.
DO PVC AO METAL
o orientador agrícola da regional norte da Souza cruz, geraldo Veiga, conta que a primeira mesa de separa-ção de tabaco foi desenvolvida pelo produtor guilherme ruthes Schmidt, da localidade de cunhupã, município de rio negro (pr). o inventor usou como base cavaletes de madeira e a mesa foi feita com tábua e varas roliças de bambu e a luminária era pendura-da no telhado do paiol. Quando os fornecedores começaram a fabricá-la em escala industrial, a mesa passou a ter base de ferro, a luminária foi fixada em sua parte superior e foram intro-duzidos tubos de pVc em substituição ao bambu. no modelo atual, os fabri-cantes substituíram os tubos de pVc por tela e acrescentaram a gaveta.
VANTAGENS
DO USO DA MESA
DE SEPARAÇÃO:
1.
postura correta de trabalho para o classificador;2.
grande parte das impurezas são eliminadas durante o manuseio através das telas instaladas;3.
tem iluminação adequada, o que facilita a separação e eliminação do material estranho;4.
evita o contato do tabaco com o solo;5.
O produto não fica exposto à umidade, melhorando sua sanidade;6.
ganhos de qualidade e rentabilidade.>>> DICAS PARA UMA
SEPARAÇÃO EFICAz:
1. Sempre utilize mesa de separação e classificação; 2. Se ainda não dispõe dela:
• Planeje a classificação de forma a evitar exposição à umidade e o contato com o solo;
• Escolha um local limpo e adequado, que favoreça uma postura correta durante o trabalho;
• Faça a classificação utilizando lâmpada fluorescente para garantir a boa iluminação do ambiente;
3. Certifique-se de que o produto está com umidade adequada; 4. retire todas as impurezas do produto;
5. Faça manocas uniformes, amarradas com atilho de folha de mesmo tipo,
pela base dos talos;
6. Faça fardos bem uniformes e os armazene em locais protegidos e bem
forrados;
7. não utilize materiais plásticos para amarrar fardos; 8. não misture tipos de tabacos diferentes no mesmo fardo;
9. informe, o mais breve possível, o transportador sobre o carregamento; 10. não utilize mão de obra de crianças e adolescentes;
11. Não se esqueça: o cartão de fardo é a principal identificação do produtor e
favorece a rastreabilidade de todo o processo produtivo.
Mesa de separação com luz própria: essencial para um
produto final de qualidade
cicLo de conScientização
compromisso
com o social
Em sua terceira edição, Ciclo de Conscientização para produtores de tabaco percorreu
oito municípios da Região Sul do Brasil e atraiu cerca de três mil participantes
aúde e segurança do produtor e proteção à criança e ao adoles-cente foram os principais temas abor-dados nos encontros do 3º ciclo de conscientização, promovido pela afu-bra, Sinditabaco e empresas associa-das, como a Souza cruz, nos três esta-dos do sul do país.
realizado com grande sucesso no rio grande do Sul, onde, em três anos, percorreu 12 cidades e reuniu público de cinco mil pessoas, o ciclo, nessa ter-ceira edição, passou a acontecer tam-bém no paraná e em Santa catarina. a ampliação para esses dois estados faz parte do acordo firmado com o Minis-tério público do trabalho do distrito Federal. “os termos do acordo vêm ao encontro de uma política adotada pelo setor, que prima pela educação das crianças e adolescentes, filhos de pro-dutores rurais e por melhor qualidade de vida dos produtores de tabaco”, afirmou Iro Schünke, presidente do Sinditabaco, durante o último evento, que aconteceu em rio negro (pr). na ocasião, ele lembrou ainda que “o mer-cado internacional exige hoje um pro-duto sustentável, que esteja de acordo com as questões relacionadas à res-ponsabilidade social e preservação am-biental”.
o orientador agrícola da Souza cruz, analdo barboza Simões, que par-ticipou da etapa de rio negro (pr), co-memorou a decisão de estender o pro-grama para mais dois estados. “É muito importante a conscientização sobre saúde e segurança do produtor e do adolescente por meio de seminários que visam o cumprimento do acordo firmado junto ao Ministério Publico do trabalho. com isso, estamos garantin-do a sustentabilidade da produção garantin-do tabaco”, afirmou Analdo.
Jaime beil, produtor integrado Sou-za cruz em Matão do caçador, no
TRAbALHO InFAnTIL
de acordo com a legislação vigente, me-nores de 18 anos não podem trabalhar na cultura do tabaco. neste sentido, o acor-do estabelece que, para a assinatura acor-do contrato de comercialização de safra, a in-dústria deve exigir dos produtores o com-provante de matrícula escolar dos filhos, bem como o comprovante de frequência ao final de cada ano letivo. As empresas assumiram ainda o compromisso de, caso seja constatado algum caso de trabalho infantil, comunicar o fato às autoridades
competentes. Se houver reincidência, o acordo prevê a não renovação do contrato, pela empresa, para a safra seguinte. SAúDE E SEgURAnÇA DO PRODUTOR a correta aplicação, manuseio e armazena-gem de agrotóxicos – que envolve, ainda, utilização certa do equipamento de proteção individual (epi), atenção à legislação vigente e proibição de aplicação de agrotóxicos por menores de 18 anos, gestantes e maiores de 60 – também estão entre os itens que com-põem o acordo.
Conheça os termos dos acordos com o
Ministério Público do Trabalho (DF/RS)
(Fonte: Afubra/2010)
Perfil dos Municípios do 3º Ciclo de Conscientização
Município UF Produtores Virgínia Burley/Comum Produção (ton)Agudo RS 2.405 98% 2% 10.767,40 Alpestre RS 841 0,5% 99,5% 1.491,00 Canguçu RS 5.013 100% - 14.264,90 Maravilha SC 362 1,3% 98,7% 703,30 Progresso RS 837 99,6% 0,4% 2.743,90 Rio Azul PR 2.504 100% - 10.373,30 Rio Negro PR 959 100% - 3.900,40 Santa Terezinha SC 1.762 99,9% 0,1% 10.933,50 Presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, durante o 3º Ciclo de Conscientização: “O mercado internacional exige um produto sustentável”
S
o produtor integrado de tabaco23
o produtor integrado de tabaco o produtor integrado de tabaco23
o produtor integrado de tabaco
cLiMa
esde o final da primavera, o fenômeno La niña dita as regras do clima no rio grande do Sul. ao longo dos últimos meses, os produtores vêm enfrentando chuvas muito irregulares no esta-do e, por vezes, com baixo acu-mulado. as chuvas têm ocorrido em curtos eventos, seguidos por períodos maiores de tempo seco. por outro lado, o padrão La niña também influencia a temperatura e, assim como no verão passado, que esteve sob o domínio deste mesmo fenômeno, a atual esta-ção tem apresentado tempera-turas em torno da normalidade, com eventos de calor, seguidos por vários dias de temperaturas amenas, períodos que coincidem com a entrada de massa de ar seco, associada a ventos do qua-drante sul. assim como a falta da chuva trouxe problemas desde o início do plantio, as baixas tem-peraturas para a época do ano, provocaram atrasos no processo de germinação e desenvolvimen-to inicial do arroz.
Já em Santa catarina, a situ-ação é diferente desde a época do plantio. os níveis de água no solo, assim como dos rios e re-servatórios, mantiveram-se com volumes mais elevados, o que, neste momento, determina uma condição climática mais satisfa-tória no estado se comparado com o rio grande do Sul.
com a La niña ainda em curso ao longo dos próximos meses, é possível afirmar que o fenômeno ainda influenciará o clima no sul do país ao longo do outono de 2012. É provável que a La niña vá perdendo força desde o início da estação, mas, como a atmosfera demora para responder às mudan-ças, o clima ainda deverá se com-portar segundo os efeitos do fenô-meno. portanto, o outono segue a tendência de ser seco (com chuvas entre a média, abaixo do padrão) e com a entrada das massas de ar frio. Isso não significa que o inver-no vai chegar mais cedo, apenas o outono deverá ser mais ameno desde o seu início.
d
La Niña
deve
permanecer no
outono de 2012
compromisso
com o social
mesmo município, que também esteve presente à última etapa do ciclo, está ciente de suas obriga-ções. “usar corretamente o epi, além de garantir a nossa segurança, protege a nossa saúde, e, se as crianças e adolescentes não es-tudarem, o futuro deles, com certe-za, será comprometido”, destaca.
além de produtores de tabaco, o evento, que reuniu três mil pessoas, contou ainda com a participação de agentes de saúde, conselhos tutela-res, sindicatos, diretores de escolas, autoridades e orientadores agrícolas.
• comprar agrotóxicos fracionados é proibido por lei;
• o potencial de intoxicação pela pele é 50 vezes maior do que pela via respiratória;
• o epi deve ser descontaminado com água corrente, sabão neutro e separado das roupas comuns. não se deve deixar o epi no molho, sob o risco de contaminar o interior da roupa, e o produtor deve utilizar luvas e avental para lavar o equipamento;
• Luvas de látex não são eficientes para proteção durante a aplicação de agrotóxicos. as ideais são de neoprene ou nitrila, por serem mais resistentes;
• a quantidade de agrotóxico utilizada para plantar um hectare de tomate é a mesma que a utilizada para plantar 47 hectares de tabaco (uFpeL, 2007);
• por lei, todo estabelecimento que vende agrotóxicos deve receber a embalagem vazia. as empresas associadas ao Sinditabaco recolhem as embalagens por meio de um programa itinerante pioneiro que integra 2,3 mil pontos de coleta.
parce
produtores integrados e orientadores agrícolas:
rias de valor
parabéns aos responsáveis pelo grande sucesso
do Sistema integrado de produção
“Meu pai plantou tabaco para a Souza Cruz du-rante 21 safras e eu já planto há 14 anos. Come-cei minha vida com um cavalo e uma bicicleta e graças à cultura e à Souza Cruz me sinto realiza-do. Hoje, tenho carro do ano, terreno, casa onde moro e um imóvel urbano. Atribuo o sucesso principalmente às informações e tecnologias tra-zidas pela Souza Cruz, o que me coloca sempre à frente de produtores de outras empresas”.
O produtor Silvio da Luz com a esposa Dilmair, as filhas Karine (no colo) e Kely e o orientador agrícola Pedro Leuch ATERRADO ALTO, IMBITUVA (PR)
“Considero a parceria com a Souza Cruz muito importante. É muito bom trabalhar com uma empresa centenária e séria. Temos a venda da produção garantida, assistência técnica gratuita e de qualidade e a possibilidade de comprar insumos à vista, com desconto e entregues em nossa propriedade”.
O produtor Edgard Gregório, entre a esposa Maria Marilda e o orientador agrícola Valdecir De Bona (à dir.). À esq., João Miguel, filho de Edgar, com a filha Luana no colo, ao lado da esposa Regiane
CAMPO DO MEIO, IRINEÓPOLIS (SC)
“Ha mais de 20 anos eu e meus pais trabalhamos com a Souza Cruz. Com essa par-ceria, consegui comprar a minha propriedade e, hoje, planto, junto com a família, 120 mil pés de tabaco Burley. Assim, garantimos conforto e qualidade de vida e também temos condições de investir para melhorar a qualidade da produção. Investimos em irri-gação por gotejamento, em galpão e na organização da propriedade e conseguimos tudo isto com a orientação e a assistência técnica do Hen-rique, nosso orientador”.
O produtor Marcos Roberto Wilke com a esposa Dionéia, o filho Gustavo e o orientador agrícola Henrique Menin (à esq.) DR. MAURÍCIO CARDOSO (RS)
“Gosto de plantar tabaco para a Souza Cruz porque a empresa é comprometida com seu produtor. Ela sem-pre mantém um padrão de compra e temos a garantia de que ficará com toda a pro-dução contratada. Além dis-so, podemos contar sempre com a assistência técnica do nosso orientador Edison”.
O produtor Omério Gonçalves com a esposa Nilza e o orientador agrícola Edison Vandresen (à dir.) RIO DO MEIO, SANTA ROSA DE LIMA (SC)
“Sou parceiro da Souza Cruz há 20 anos. Contando sempre com as informações e o incentivo do nosso orientador, essa parceria nos permitiu adquirir carro e trator e realizar melhorias na proprieda-de. Admiro muito a responsabilidade da Souza Cruz com o meio ambiente. Além disso, destaco também os treinamentos que realiza, como SOL Rural, NR31, In-clusão Digital e Jovem Agricultor Apren-diz, essenciais para nós, produtores”.
O produtor José Valdeci Galvão com a esposa Ilma, os filhos Franklin Vinicius e Thais Samanta e o orientador agrícola Edmundo Hartmann (à esq.) ESPIGÃO,
IPIRANGA (PR)