• Nenhum resultado encontrado

FORMAÇÃO TECNOLÓGICA DOCENTE RESUMO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "FORMAÇÃO TECNOLÓGICA DOCENTE RESUMO"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

FORMAÇÃO TECNOLÓGICA DOCENTE

Roberta Cavalcanti Pereira - FEPAM1 Marlene Aparecida dos Reis – UFPE2

RESUMO

Este artigo discute a “Formação Tecnológica Docente”, onde temos como foco a formação continuada. Partindo desse pressuposto temos como problema de pesquisa a seguinte questão: Como está a formação tecnológica docente? Como objetivo geral pretende-se analisar a formação tecnológica docente. Este estudo é do tipo pesquisa bibliográfica, onde utilizamos livros, revistas científicas, artigos, entre outras fontes que fundamentam este artigo. Discutiremos a Formação Tecnológica Docente dentro de uma perspectiva da Gestão Educacional. O referencial teórico desta reflexão embasou-se nos conceitos e análise a partir da visão de autores a respeito da Gestão Educacional e a Formação Tecnológica Docente. Os autores utilizados foram: Almeida (2014), Lévy (1993), Libâneo (2004), Lück (2011), Martins (2007) Paro (2000; 2001; 2007), que abordam a temática em questão. Percebe-se que as utilizações das atuais tecnologias educacionais ainda estão caminhando em passos lento diante de um arsenal muito variado que vai do simples álbum seriado a uma lousa digital. Para que o docente acompanhe o desenvolvimento tecnológico, é urgente e necessária uma valorização de seu papel na sociedade para que ele tenha estímulo de encontrar na tecnologia diversas possibilidades de ensinar de forma inovadora. E o gestor deve acompanhar a utilização dos recursos tecnológicos pelos docentes através do plano anual da escola, como também incluindo na Proposta Pedagógica e no Projeto Político Pedagógico. Onde possa esquematiza as ações desenvolvidas para as aulas ficarem mais significativas, dinâmicas, contextualizadas e menos expositivas isso pode acelerar a melhoria do ensino de forma construtiva e colaborativa, resultando em uma aprendizagem construtiva e coletiva.

PALAVRAS-CHAVE: Formação; Tecnologia; Docência.

INTRODUÇÃO

A gestão educacional está relacionada com a atuação do docente que compreende a responsabilidade de direcionar e mobilizar os sistemas educacionais de modo dinâmico e criativo, estabelecendo relações com todos que trabalham com a educação em busca de soluções através de ações conjuntas para melhoria da qualidade do ensino.

Observa-se uma carência de pessoas com formação para gerenciar as Instituições de Ensino. Pode-se destacar três aspectos para diminuir esta carência que são: uma orientação e liderança competente utilizando os princípios educacionais democráticos e participativos; um referencial teórico-metodológico promissor para a

(2)

organização do trabalho na educação e uma perspectiva de superação nas dificuldades vivenciadas através de mecanismos e métodos estratégicos na resolução de conflitos.

Partindo deste pressuposto, a importância da formação tecnológica do docente se faz necessária para assegurar a inclusão dos estudantes na era digital, mesclando o saber tradicional e a utilização de recursos tecnológico de modo que dinamize o conhecimento tornando-o significativo. Com isso pode-se entender os problemas que surgem na medida em que se relacionam e como devem resolvê-los a fim de melhorar o conhecimento adquirido.

A formação tecnológica começa primeiramente combatendo os preconceitos instaurados por parte de alguns docentes que não veem os recursos tecnológicos como ferramentas para melhoria do seu conhecimento e também dinamizar as aulas de modo deixando-a mais atrativa aos seus estudantes, por isso eles preferem continuar na comodidade de seus planos de aula.

É importante ressaltar que a gestão educacional e a formação tecnológica docente estão enfrentando diversos desafios na sua implantação nas Instituições de Ensino que ainda estão presas nos métodos antigos na construção do saber dos estudantes brasileiros. Por isso, é relevante analisar o papel do gestor e a formação tecnológica docente de modo que possa integrar e incluir na educação os recursos tecnológicos como práticas efetivas e dinamizadas do saber com a finalidade de construir o conhecimento mais significativo.

GESTÃO E TECNOLOGIA EDUCACIONAL: Qual o papel do gestor?

No conceito de gestão educacional há três dimensões que deve ser analisadas: a gestão educacional, a gestão escolar e a gestão democrática. Para isso devem-se compreender as faces e interfaces de modo que possa situar a escola em relação aos limites, possibilidades e desafios que lhe são postos.

O termo escola no seu sentido amplo vem abranger desde as organizações que abrigam as primeiras práticas educativas na Educação Infantil, até aquelas que recebem profissionais interessados em saberes mais profundo como, por exemplo, as Instituições do Ensino Superior.

Libâneo (2004, p. 80) ressalta que a gestão educacional baseia-se na participação tendo como princípio a autonomia que resultará na melhoria dos resultados.

(3)

O conceito de participação se fundamenta no de autonomia que significa a capacidade das pessoas e dos grupos de livre determinação de si próprios, isto é, de conduzirem sua própria vida. Como autonomia opõe às formas autoritárias de tomada de decisão, sua realização concreta nas instituições é a participação.

Observa-se que a participação do coletivo na produção do Projeto-Político-Pedagógico – PPP é necessário para a efetivação da democracia dentro do ambiente escolar. Com a atuação de todos é possível vivenciarmos uma gestão para o sucesso escolar e para isso todos devem estar comprometidos com a educação e com a escola que está inserido.

Partindo desse pressuposto, a autonomia na gestão será vivenciada como um processo aberto de participação do coletivo da escola em que seus profissionais assumem as suas responsabilidades e prestam contas, buscando assim uma transparência para que toda a comunidade se envolva na gestão democrática e assumam seu papel como sujeito crítico e participativo e consequentemente alcancemos o sucesso desejado.

A participação na gestão escolar passa por finalidades atitudinais, tais como: organização de mecanismos de gestão colegiada; formação de parcerias; desenvolvimento de espírito comunitário e de equipe e desenvolvimento de competência de autogestão. Observa-se que o termo participação está associado a poder e autonomia, para que a participação seja entendida como exercício de poder, requer do ator participante a identificação comunitária ou sentimento de pertencimento. Respeitando as diferenças de opiniões, requerendo a superação do dever participar para incorporar a cultura do querer participar.

FORMAÇÃO DOCENTE COM ATUAIS TECNOLOGIAS

O docente deve reconhecer que a atual geração tem mais facilidade com as atuais tecnologias. A melhor forma de ele encarar, isso, é perceber, logo de saída, que os discentes são habituados a lidar com o computador. Isso pode auxiliar o docente a admitir que ele não seja mais o detentor do conhecimento, mas ele passa a fazer parte do processo como um mediador e aprende junto com seus estudantes.

Os discentes mais familiarizados com a tecnologia podem monitorar as aulas nos momentos de dificuldades técnicas com a permissão do docente. Quando os professores se habituarem a lidar com os recursos tecnológicos, não terão mais medo de perder o controle do processo educativo.

(4)

Com o surgimento dos atuais meios de comunicação pode-se enriquecer extraordinariamente o processo de ensino, mas, ao mesmo tempo, pode-se complicá-lo. Ensinar é orientar, estimular, relacionar, mais do que simplesmente informar. Nesse novo cenário, muda a função do docente: ele é o orientador e precisa ter uma boa base teórica, saber comunicar-se, estar sempre se atualizando, refletir sobre as informações trazidas pelos alunos, aprender e interagir com ele.

O docente necessita convencer-se que realmente a tecnologia pode ajudá-lo. Para isso, deve sensibilizar-se das reais capacidades e do potencial da tecnologia para que possa selecionar qual é a melhor utilização a ser explorada com um determinado conteúdo.

Observa-se que para docentes inquietos, atualizados e que desejam comunicar-se mais, a internet é alvissareira. Já para os docentes acomodados e que comunicar-se acostumam a dar sempre a mesma aula, que falam o tempo todo na classe e impõe um único tipo de avaliação, a internet é um tormento.

A postura limitada desse docente tradicional fica mais perceptível com a presença da internet. Quanto mais recursos tecnológicos estiverem disponíveis, as dificuldades desses docentes aumentarão e o processo ensino-aprendizagem será comprometido. O planejamento desse curso deve suprir as necessidades cotidianas do docente.

Quando o docente aprimora o leque de recursos que a tecnologia oferece para facilitar sua vida profissional, tem sede de saber mais e mais. Porém, a transferência do giz ao mouse é complicada para o professor.

Almeida (2014, p. 41-42) ressalta que: Há professores cuja postura se situa frequentemente mais próxima a um dos limites do intervalo, porém muitas vezes eles não têm consciência da sua atuação[...]. Com base arsenal tecnológico o docente deve e pode dinamizar as suas aulas para serem mais atraentes e criativas de modo estimule as criações de seus discentes, e também melhorar a sua prática pedagógica para que a aprendizagem seja significativa e colaborativa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As escolas públicas estão num processo de inclusão digital em suas salas de aula e para acompanhar este ritmo tecnológico os gestores e docentes devem-se preparar para atuarem de forma significativa e colaborativa em relação às aprendizagens de seus discentes.

(5)

Estima-se que o desenvolvimento tecnológico do último século foi equivalente ao obtido durante toda a história da humanidade. Em consequência disso, houve uma grande transformação na sociedade e uma mudança no paradigma da produção e da divulgação do conhecimento. As instituições educacionais, aos poucos, deixam de ter o controle na difusão do conhecimento.

Mas há um despreparo dos docentes para a utilização dos recursos tecnológicos porque não há um planejamento adequado para trabalhar com esses recursos muito menos uma formação de qualidade que possa garantir uma utilização eficiente deles. Levando os docentes a trabalharem em jornadas duplas ou triplas para manter um padrão de vida razoável, sem tempo de se atualizar e trocar idéias com pedagogos e educadores, participar de seminários, utilizarem as tecnologias disponíveis e desenvolver outras atividades que contribuem para o seu enriquecimento pessoal e cultural.

Para que o docente acompanhe o desenvolvimento tecnológico, é urgente e necessária uma valorização de seu papel na sociedade para que ele tenha estímulo de encontrar na tecnologia novas formas de ensino. E o gestor deve acompanhar a utilização dos recursos tecnológicos pelos professores através do plano anual da escola. Onde possa esquematiza as ações desenvolvidas para as aulas ficarem mais significativas, dinâmicas, contextualizadas e menos expositivas isso pode acelerar a melhoria do ensino.

Como nos lembra Lévy (1993): não se trata de usar as tecnologias a qualquer custo, mas sim de acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as mentalidades e a cultura dos sistemas educacionais e, sobretudo os papeis de docentes, gestores e alunos.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Informática e formação de professores. Disponível em <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do? Select_action=&co_obra=40244>. Acessado em: 02 jan. 2014.

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.

LIBÂNEO, J. C. Organização e gestão da escola: Teoria e prática. São Paulo: Editora Alternativa, 2004.

Referências

Documentos relacionados