Telefonia Móvel Celular
Pr og ram a d e Pós -G rad uaç ão em Ci ên ci a da Com pu taç ão ( PP GCC) U ni ve rs ida de F ede ra l do M ar anhã o (U FM A)Redes Pessoais Sem Fio – Bluetooth
Prof. Francisco José da Silva e Silva
Redes Pessoais Sem Fio
•
Wireless Personal Area Networks (WPANs)
•
Abrange tecnologias projetadas para interconectar
dispositivos portáteis próximos
– PDAs, telefones celulares, tablets, laptops, etc.
– Tipicamente apresentam baixas taxas de transmissão
•
Principais categorias de tecnologias WPAN
– Padrões IEEE 802.15
– Radio frequency ID (RFID) – IrDA
Redes Pessoais Sem Fio
•
Grupos de trabalho IEEE 802.15:
– 802.15.1 (Bluetooth) – 802.15.2
• Padroniza práticas para facilitar a coexistência entre WPANs (802.15) e WLANs (802.11)
– 802.15.3
• Especifica tecnologias para a transmissão em WPANs com altas
taxas de dados, e.g., UWB (Ultra Wide Band)
– 802.15.4 (ZigBee)
• Projeta soluções para transferência com baixas taxas de dados para uso em dispositivos de baixa complexidade e com uso de baterias de longo prazo, e.g., sensores
WPANs: IEEE 802.15.1 (Bluetooth)
•
Bluetooth é a principal tecnologia de
interconexão de WPANs utilizada atualmente
•
Utiliza transmissões RF de curto alcance
–
Os usuários podem se conectar sem fios a uma
larga gama de dispositivos computacionais e de
comunicações
–
Permite estabelecer conexões ad hoc rapidamente
entre dispositivos
Bluetooth – Características
• Requer baixa energia e baixo custo
• Opera em banda não licenciada ISM (Industrial, Científica e Médica) entre 2,4 e 2,485 GHz
• Possui curta distância
– Três classes suportadas:
• Classe 1: 100 mW (20 dBm) – até 100 m
• Classe 2: 2.5 mW (4 dBm) – até 10 m (mais usual) • Classe 3: 1 mW (0 dBm) – � 1 m
• Baixo consumo de energia
• Faixa de frequência livre de licença (2.45 GHz ISM) • Transmissão de dados e voz
Bluetooth – História
• Surgiu em 1994
– Ericsson visava substituir os cabos que ligavam seus aparelhos celulares aos diversos acessórios existentes por tecnologias sem fio
• Em 1998, Ericsson, IBM, Intel, Nokia e Toshiba se uniram e formaram o Bluetooth SIG (Special Interest Group), com o objetivo de expandir e promover o conceito Bluetooth e estabelecer um novo padrão industrial
• O Bluetooth SIG já conta com milhares de empresas de todo o mundo (www.bluetooth.org)
Bluetooth – História
• Versões do Bluetooth:
– 1.0 (1999) – taxa básica de 1 Mbps repartida entre dados e voz – 1.1 (2002) – melhorias na versão anterior
– 2.0 (2004) – inclusão do EDR (Enhanced Data Rate) e taxas de até 3 Mbps
– 2.1 (2007) – pareamento rápido e redução do consumo de energia
– 3.0 (2009) – inclusão do HS (High Speed). Taxas de até 24 Mbps. Bluetooth usado na negociação, porém transferência se dá com tecnologia 802.11. Criado ainda o Bluetooth de baixa energia para dispositivos com baterias de longo prazo (1 Mbps)
Bluetooth – História
• O nome foi uma homenagem ao rei Harald Blatand, mais
conhecido como Harald Bluetooth ou Harald “Dente Azul”, que unificou a Noruega e Dinamarca e controlou ambas até a morte
• Propósito da tecnologia: promover a colaboração entre
diferentes setores industriais, tais como computação, telefonia móvel e mercado automotivo, similar aos feitos do monarca
• Harald ergueu um memorial localizado em Jelling, Dinamarca,
em homenagem a seus pais Gorm e Thyra
• Uma pedra que possui três lados, um deles contendo uma
Bluetooth – História
•
O logotipo também é em homenagem a Harald
Blatand: união das runas nórdicas (Hagall) e
Bluetooth – Aplicações (no escritório)
• Você chega no escritório e coloca sua pasta na mesa, perto do seu computador pessoal
• Enquanto isso, seu PDA sincroniza automaticamente as
atividades executadas no assistente com seu PC e transfere arquivos, e-mails e outras informações
Bluetooth – Aplicações (em casa)
• Ao chegar em casa, a porta é automaticamente aberta, as luzes são acesas, o aquecimento ou o ar condicionado
ligado, a música começa a tocar (de acordo com as preferências previamente definidas)
Bluetooth – Aplicações (na viagem)
• Você chega ao aeroporto e existe uma longa fila para fazer o check-in
• Usando o seu PDA, você apresenta um bilhete eletrônico e automaticamente seleciona o assento
Bluetooth – Aplicações (na viagem)
• A sala de embarque possui acesso à Internet via Bluetooth • Você e outros passageiros usam dispositivos portáteis,
como laptops, PDAs, celulares com Bluetooth, para acessar o escritório pelo servidor da empresa ou para fazer
Bluetooth – Aplicações (na viagem)
• Ao chegar no hotel, o check-in é feito automaticamente • Você recebe no seu PDA o número do quarto e a chave
eletrônica
• Ao chegar perto do quarto, a porta é aberta automaticamente
Bluetooth – Aplicações (em negócios)
• Você vai a uma feira e informa as suas preferências sobre informações de produtos que deseja receber
• À medida que você anda, o seu PDA detecta expositores e outras pessoas com interesses semelhantes
Bluetooth – Aplicações (no carro)
• Você está dirigindo e recebe uma mensagem que é
transmitida verbalmente para o sistema de som do carro • Imediatamente você gera uma resposta para essa
Bluetooth – Aplicações (em
ambientes sociais)
• Você vai a um bar e recebe um dispositivo Bluetooth • Usando esse dispositivo você pode se comunicar com
outras pessoas, pedir bebidas, tiragostos, pratos, pagar a conta, participar de jogos, etc. . .
Bluetooth – Topologia
•
Dois tipos de topologia são suportados em
redes Bluetooth:
–
Piconet
–
Scatternet
Piconet
•
Coleção de dispositivos conectados de forma ad-hoc
•
Uma unidade atua como
mestre
e as demais como
escravas
•
O dispositivo que inicia a comunicação assume o
papel de mestre
– A unidade mestre determina a sequência de mudança de frequências e o relógio utilizados para sincronização com os escravos
•
Cada piconet pode possuir até 8 dispositivos ativos:
utilizam-se endereços de 3 bits
Piconet
•
Os nós em uma piconet podem estar em um
dos seguintes estados:
–
Ativo (Active) – nó conectado em uma piconet e
transmitindo dados
–
Estacionados/inativos (Parked) – nós conectados à
piconet mas não realizando transmissões. Escutam
o tráfego do mestre, mas não transmitem, pois não
têm endereços na piconet. Até 255 dispositivos
podem estar na piconet neste estado
Scatternet
•
Especificações de Bluetooth permitem conexão de
duas ou mais piconets juntas para formar
uma scatternet
– Sobreposição de piconets
•
Um dispositivo pode ser mestre e escravo em duas
piconets, mas nunca mestre em mais de uma
•
As piconets em uma scatternet não permanecem
sincronizadas mas dispositivos em uma piconet
podem se comunicar com dispositivos de outra
piconet sobreposta
Modelo OSI x Bluetooth
L2CAP: logical link control and adaptation protocol RFCOMM: emulates RS232 serial traffic over L2CAP TCS: telephony control protocol specification
Camada de Rádio
• Opera na faixa ISM de 2.4 a 2.4835 GHz
– 79 frequências são utilizadas, cada uma espaçada da outra por 1 MHz
• Uso da técnica de frequency hopping:
– 1600 saltos por segundo → time slot de 625 μs
• Utilizando a taxa básica de 1 Mbps, em cada slot são
transmitidos 625 bits
• Mestre regula o relógio e a sequência dos saltos
• Comunicação entre mestre e escravos utiliza um esquema de
TDD (Time Division Duplexing)
Banda básica (baseband)
•
Funções:
–
Realiza o salto em frequência para mitigar
interferências
–
Define o formato de pacotes
–
Define dois tipos de enlaces físicos:
• SCO (Synchronous Connection-Oriented) • ACL (Asynchronous Connection-Less)
SCO (Synchronous
Connection-Oriented)
• Usado principalmente para mídias contínuas
• Faz a ligação ponto-a-ponto entre dois aparelhos (um
sendo o mestre e outro o escravo)
• Pacotes não são retransmitidos, mesmo havendo erro
• Dados podem também ser transmitidos, apesar do
serviço ser mais adequado a voz ou vídeo
• Diferentes taxas de transmissão para diferentes mídias:
– Dados → 432 Kbps
– Voz → 64 Kbps
• Em uma piconet, pode haver até três ligações SCO
eSCO (Extended Synchronous
Connection-Oriented)
•
Surgiu na versão 1.2
•
Melhora o SCO, permitindo a retransmissão de
pacotes que contenham erro
•
Após o envio de um pacote pelo mestre seguido
de outro pelo escravo, o eSCO define uma janela
de 4 slots para uma possível retransmissão
ACL (Asynchronous Connection-Less)
•
Enlace do tipo ponto-a-multiponto
•
Método de transmissão assíncrona, utiliza
somente os slots que não foram previamente
reservados para a transmissão por SCO
•
Usado para o envio de pacotes com dados
•
Permite o reenvio de pacotes perdidos ou que
contenham erros
LMP: Link Manager Protocol
•
Funções:
– Autenticação, pareamento e criptografia
– Sincronização: o valor do relógio é atualizado a cada pacote recebido do mestre
– Negociação de capacidade: características suportadas pelos dispositivos
– Negociação de qualidade de serviço: incluindo
parâmetros como intervalo de polling pelo mestre, latência e capacidade de transferência
– Controle de potência: o dispositivo pode medir a
intensidade do sinal recebido, orientando o transmissor a regular sua potência
L2CAP: Logical Link Control and
Adaptation Protocol
•
Utilizado pelos protocolos de transporte de dados,
funciona como um adaptador entre estes e as
camadas inferiores
•
Responsável pela segmentação e remontagem de
dados de protocolos das camadas superiores
•
Provê tanto serviços orientados a conexão quanto
sem conexão
RFCOMM: RF Communication
Interface
•
Provê a emulação de uma porta serial RS-232,
disponibilizando uma interface de programação
serial muito utilizada com dispositivos como
modems e impressoras
•
Podem ser estabelecidas até 60 portas
concorrentes
AT: Advanced Telephony
•
Define comandos utilizados em telefonia
•
São utilizados geralmente para controle de
OBEX: Object Exchange Protocol
•
O Infrared Data Association (IrDA) desenvolveu o
OBEX para permitir a transferência de objetos por
enlaces infra-vermelho
•
Exemplos de objetos são informações de agenda
(calendário), email, transferência genérica de
SDP: Service Discovery Protocol
• Dispositivos podem entrar e sair a qualquer instante de uma piconet, formando um ambiente bastante dinâmico • Seus serviços devem dinamicamente ser descobertos e sua
disponibilidade atualizada
• O SDP é utilizado para encontrar novos serviços disponíveis e remover o registro de serviços que se tornam
Leituras recomendadas
•
Wireless Internet and Mobile Computing:
Interoperability and Performance
Yu-Kwong Ricky Kwok and Vincent K. N. Lau Chapter 10: Bluetooth WPAN