Cálculos Previdenciários do RGPS
Sergio Geromes II Profsergiogeromes
REVISÃO IRSM DE FEVEREIRO DE 1994 (39,67%)
Artigo 21 da Lei nº 8.880/94: Nos benefícios concedidos com
base na Lei nº 8.213, de 1991, com data de início a partir de 1º de
março de 1994, o salário-de-benefício será calculado nos termos
do art. 29 da referida Lei, tomando-se os salários-de-contribuição
expressos em URV.
§ 1º: Para os fins do disposto neste artigo, os
salários-de-contribuição referentes às competências anteriores a março de
1994 serão corrigidos, monetariamente, até o mês de fevereiro de 1994, pelos índices previstos no art. 31 da Lei nº
8.213, de 1991, com as alterações da Lei nº 8.542, de 1992, e convertidos em URV, pelo valor em cruzeiros reais do equivalente em URV do dia 28 de fevereiro de 1994.
Artigo 31 da Lei nº 8.213/91 (REDAÇÃO ORIGINAL):
Todos os salários-de-contribuição computados no cálculo do
valor do benefício serão ajustados, mês a mês, de acordo com
a variação integral do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC), calculado pela Fundação Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao
período decorrido a partir da data de competência do
salário-de-contribuição até a do início do benefício, de modo a
preservar os seus valores reais.
INPC: Março/91 a Dezembro/92;
IRSM: Janeiro/93 a Fevereiro/94 (Instituído pela Lei nº
A Jurisprudência consagrou o cabimento do índice de 39,67% relativo ao IRSM (Índice de Reajuste do Salário-mínimo) do mês de fevereiro
de 1994 (Resp 331673/SP).
No âmbito administrativo, a Previdência não incrementou, à época, o índice de 39,67% referente ao mês de fevereiro/94 no salário-de-contribuição dos segurados que tiveram seus benefícios deferidos após 1/03/1994, por considerá-lo expurgado da economia nacional. Portanto, na via judicial, tal disparate é reparado.
Após a consagração da revisão do IRSM pelo Judiciário, foi editada a Lei nº 10.999/2004, reconhecendo o direito ao IRSM de 39,67% na correção dos salários-de-contribuição. Como segue:
Artigo 1º Lei nº 10.999/2004: Fica autorizada, nos termos
desta Lei, a revisão dos benefícios previdenciários concedidos com data de início posterior a fevereiro de 1994, recalculando-se o salário-de-benefício original, mediante a inclusão, no fator de correção dos salários-de-contribuição anteriores a março de 1994, do percentual de 39,67% (trinta e nove inteiros e sessenta e sete centésimos por cento), referente ao Índice de Reajuste do Salário Mínimo - IRSM do mês de fevereiro de 1994.
CABIMENTO
A) Aos benefícios deferidos após 1º.3.1994;
B) Do Período Básico de Cálculo – PBC, constem SC
anteriores a março de 1994, possuem direito à
inclusão do percentual de 39,67% na correção de
todos os salários-de-contribuição anteriores a março
de 1994.
MOTIVO DO CABIMENTO DA INCLUSÃO DO PERCENTUAL DE
39,67% EM TODOS OS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO
ANTERIORES A MARÇO/94
O índice de 39,67% deve incidir sobre todos os salários de contribuição anteriores a março de 1994, desde que a DIB seja posterior a 1º de março de 1994.
Súmula 19 do E. TRF da 3ª Região: “É aplicável a variação do
Índice de Reajuste do Salário Mínimo, no percentual de 39,67%, na atualização dos salários-de-contribuição anteriores a março
de 1994, a fim de apurar a renda mensal inicial do benefício
APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE 39,67 PRO RATA, DE
ACORDO COM A DIB DO BENEFÍCIO
Em função da grande quantidade de benefícios que não
possuíam a relação dos salários-de-contribuição no Sistema do
INSS, utilizados no PBC, a Justiça Federal da 3ª Região
elaborou uma Tabela contendo o percentual de repercussão
no benefício previdenciário em decorrência da revisão do
IRSM.
APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE 39,67 PRO RATA, DE ACORDO COM A DIB DO BENEFÍCIO
REVISÃO IRSM
ACP TRF-3 nº 0011237-82.2003.4.03.6183
O MPF ajuizou, em 14/11/2003, ACP em face do INSS,
objetivando a revisão da RMI dos benefícios previdenciários
dos aposentados e pensionistas residentes no Estado de São
Paulo.
Tutela Antecipada com Data de Início do Pagamento
(DIP): 1º novembro de 2007.
O INSS INTERPÔS RECURSO ESPECIAL E RECURSO
EXTRAORDINÁRIO
Resp nº 1.186.910 – Decisão mantida. Transitou em
julgado no dia 12/11/2012.
RE nº 722.465
- Relator Dias Toffoli – Negado
Seguimento. Transitada em julgado a fase recursal em
21/10/2013, recebido em 1ª Instância da Justiça Federal
REVISÃO IRSM
ACP TRF-3 nº 0011237-82.2003.4.03.6183
Data de Início do Pagamento (DIP): 1º novembro de
2007.
Desse modo, indispensável a instauração, após a
procedência da demanda, de execução, cuja agilização
pode dar-se tanto pelo órgão legitimado ao uso da ACP
(MPF), como pelos próprios interessados/beneficiários.
SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO - LEI Nº 9.876/99 Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:
I - para os benefícios de que tratam as alíneas
b
ec
do inciso I doart. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário;
II - para os benefícios de que tratam as alíneas
a
,d
,e
eh
doinciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo.
ARTIGO 18 DA LB: O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:
I - quanto ao segurado:
a) aposentadoria por invalidez; b) aposentadoria por idade;
c) aposentadoria por tempo de contribuição; d) aposentadoria especial;
f) salário-família;
g) salário-maternidade; e) auxílio-doença;
II - quanto ao dependente:
a) pensão por morte;
b) auxílio-reclusão;
III - quanto ao segurado e dependente:
a) pecúlios;
(Revogada pela Lei nº 9.032, de 1995)
b) serviço social;
REGRA DE TRANSIÇÃO
Artigo 3º da Lei nº 9.876/99 de 26/11/1999: Para o
segurado filiado à Previdência Social até o dia anterior à data
de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições
exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-de-benefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência
julho de 1994, observado o disposto nos incisos I e II
do
caput
do art. 29 da Lei no 8.213, de 1991, com a redação dadaPBC = Aos filiados até 28/11/99, mas que
implementaram as condições ao benefício depois, o
cálculo será pela média aritmética simples dos maiores
salários de contribuição, correspondentes a, no mínimo,
80% de todo o período contributivo desde a
competência 07/94;
Para os filiados a partir de 29/11/99, o cálculo será
sobre todo o período contributivo
CORREÇÃO MONETÁRIA: TODOS OS SC (ART. 201,
§ 3º DA CF).
RMI DO AUXÍLIO-DOENÇA APÓS LEI Nº 9.032/95
Artigo 33 da LB: A renda mensal do benefício de prestação
continuada que substituir o salário-de-contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do salário-mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição, ressalvado o disposto no art. 45 desta Lei.
Artigo 61 da LB: O auxílio-doença, inclusive o decorrente de
acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal
correspondente a 91% (noventa e um por cento) do
salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no
RMI DO AUXÍLIO-DOENÇA APÓS MP 664/2014 Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste: [...]
§ 2º O valor do salário-de-benefício não será inferior ao de um
salário mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição na data de início do benefício. [...]
§ 10º O auxílio-doença não poderá exceder a média aritmética
simples dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples dos salários-de-contribuição existentes.
CÁLCULO DO AUXÍLIO-DOENÇA
Memorando-Circular Conjunto nº 5
DIRBEN/DIRAT/PFE/DIRSAT/INSS
1.3 – APURAÇÃO DA RENDA MENSAL
I - APURAÇÃO DA MÉDIA SIMPLES DAS 12 ÚLTIMAS CONTRIBUIÇÕES
Com a inclusão do §10 no art. 29 da Lei nº 8.213/91, para auxílio-doença com DAT a partir de 1º de março de 2015, a renda mensal inicial não poderá ultrapassar a média aritmética simples dos doze últimos salários-de-contribuição-SC do segurado, inclusive no caso de remuneração variável ou, se não houver doze meses de SC, a média aritmética simples dos salários-de-contribuição encontrados.
Para apurar essa média serão verificados os salários-de-contribuição existentes de 07/94 até o mês anterior à Data do Afastamento do Trabalho-DAT, ou seja, os doze últimos meses de contribuição dentro do Período Básico de Cálculo-PBC. Serão utilizados somente os encontrados e, assim, a quantidade pode variar de um a onze meses, bem como o divisor.
EXEMPLO 1
DER: 05/04/2015 DAT: 15/03/2015
Segurado possui contribuições de 07/94 a 15/03/2015
PBC: 07/94 a 02/2015
12 últimas contribuições (anteriores ao mês da DAT):
03/2014 a 02/2015
Conclusão: A média será calculada com base na soma dos
salários-de-contribuição de 03/14 a 02/15, corrigidos monetariamente e divididos por 12;
EXEMPLO 2
DER: 01/05/2015 DAT: 05/04/2015
Segurado possui contribuições de 07/94 a 03/98 e de 12/2014 a 04/2015
PBC: 07/94 a 03/2015
12 últimas contribuições (anteriores ao mês da DAT):
08/97 a 03/98 e de 12/14 a 03/15
Conclusão: A média será calculada com base na soma dos
salários-de-contribuição de 08/97 a 03/98 e de 12/14 a 03/15, corrigidos monetariamente e dividido por 12;
EXEMPLO 3
DER: 01/05/2015 DAT: 08/04/2015
Segurado possui contribuições de 12/2014 a 04/2015
PBC: 12/2014 a 03/2015
12 últimas contribuições (anteriores ao mês da DAT):
12/14 a 03/15
Conclusão: A média será calculada com base na soma dos
salários-de-contribuição de 12/14 a 03/15, corrigidos monetariamente e divididos por 04;
18.123,87 : 12 = 1.510,32
1.772,59 x 91% = 1.613,06
Valor Maior que a Média dos 12 últimos SC
REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº
8.213/91
Artigo 29 da Lei nº 8.213/91: O
salário-de-benefício consiste:
II - para os benefícios de que tratam as alíneas
a
,
d
,
e
e
h
do inciso I do art. 18, na média aritmética
simples
dos
maiores
salários-de-contribuição
correspondentes a oitenta por cento de todo o
período contributivo.
REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91
Artigo 3o da Lei nº 9.876/99: Para o segurado filiado à
Previdência Social até o dia anterior à data de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-de-benefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho de 1994, observado o
disposto nos incisos I e II do
caput
do art. 29 da Lei no 8.213, de1991, com a redação dada por esta Lei. (§ 2º - EXCEÇÃO – DIV.
Artigo 3
oda Lei nº 9.876/99: [...]
§ 2
oNo caso das aposentadorias de que tratam as
alíneas
b
,
c
e
d
do inciso I do art. 18, o divisor
considerado no cálculo da média a que se refere o
caput
e
o § 1
onão poderá ser inferior a sessenta por cento do
período decorrido da competência julho de 1994 até a data
de início do benefício, limitado a cem por cento de todo o
período contributivo.
REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91
Artigo 188-A, § 3º RPS (REDAÇÃO ORIGINAL): Nos casos
de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, contando o segurado com salários-de-contribuição em número inferior a sessenta por cento do número de meses decorridos desde a competência julho de 1994 até a data do início do benefício, o salário-de-benefício corresponderá à soma dos salários-de-contribuição dividido pelo número de contribuições mensais apurado. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)
REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91
Artigo 32, § 20 do RPS (REDAÇÃO ORIGINAL): Nos
casos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez,
contando o segurado com menos de cento e quarenta e
quatro contribuições mensais no período contributivo, o
salário-de-benefício corresponderá à soma dos
salários-de-contribuição dividido pelo número de contribuições apurado.
REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91
Artigo 188-A, § 4º do RPS (REDAÇÃO ATUAL): Nos
casos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, o
salário-de-benefício consiste na média aritmética simples
dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a
oitenta por cento do período contributivo decorrido desde
a competência julho de 1994 até a data do início do
benefício.
(Redação dada pelo Decreto nº 6.939, de 2009)
CABIMENTO – MEMORANDO CIRC. 21/2010
São passíveis de revisão os benefícios por incapacidade e pensões derivadas destes, assim como as não precedidas, com DIB a partir de 29/11/1999, em que, no Período Básico de Cálculo-PBC, foram considerados 100% (cem por cento) dos salários-de-contribuição, cabendo revisá-los para que sejam considerados somente os 80% (oitenta por cento) maiores salários-de-contribuição;
DATA LIMITE: 18/08/2009. Data da entrada em vigor do decreto 6.939/2009
PRÁTICA
CÁLCULO CORRETO. PLANILHA EM AULA
RMI DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
Artigo 44 da LB: A aposentadoria por invalidez, inclusive a
decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 100% (cem por cento) do salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei.
Artigo 33 DA LB: A renda mensal do benefício de prestação
continuada que substituir o salário-de-contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição, ressalvado o disposto no art. 45 desta Lei.
FORMA DE CÁLCULO
Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:
[...]
II - para os benefícios de que tratam as alíneas
a
,
d
,
e
e
h
do inciso I do art. 18, na média aritmética
simples
dos
maiores
salários-de-contribuição
correspondentes a oitenta por cento de todo o
período contributivo.
CÁLCULO DA RMI DA APOSENTADORIA
POR INVALIDEZ
RMI DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ
DECORRENTE DE TRANFORMAÇÃO
Artigo 36 do RPS: [...]
§ 7º A renda mensal inicial da aposentadoria por invalidez
concedida por transformação de auxílio-doença será de
cem por cento do salário-de-benefício que serviu de base
para o cálculo da renda mensal inicial do auxílio doença,
reajustado pelos mesmos índices de correção dos
benefícios em geral.
EXEMPLO
Auxílio-Doença (B/31)
DIB 03/01/2012
SB = R$ 2.775,16
Aposentadoria
Por
Invalidez
(B/32)
-Transformação
DIB 02/04/2013
SB = R$ 2.775,16 + 6,20% (reajuste janeiro/2013) = R$
2.947,22
Artigo 45 da LB: O valor da aposentadoria por invalidez do
segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento).
Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo:
a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite
máximo legal;
b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for
reajustado;
c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável
ao valor da pensão.
Obs: O adicional pertence ao segurado e não à pessoa cuidadora,
ACRÉSCIMO DE 25% NAS DEMAIS APOENTADORIAS APELAÇÃO CÍVEL Nº 0017373-51.2012.404.9999/RS
EMENTA
PREVIDENCIÁRIO. ART. 45 DA LEI DE BENEFÍCIOS. ACRÉSCIMO
DE 25% INDEPENDENTEMENTE DA ESPÉCIE DE
APOSENTADORIA. NECESSIDADE DE ASSISTÊNCIA PERMANENTE DE OUTRA PESSOA. NATUREZA ASSISTENCIAL DO ADICIONAL. CARÁTER PROTETIVO DA NORMA. PRINCÍPIO DA ISONOMIA.
PRESERVAÇÃO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.
1. A possibilidade de acréscimo de 25% ao valor percebido pelo segurado, em caso de este necessitar de assistência permanente de outra pessoa, é prevista regularmente para beneficiários da aposentadoria por invalidez, podendo ser estendida aos demais casos de aposentadoria em face do princípio da isonomia.
2. A doença, quando exige apoio permanente de cuidador ao aposentado, merece igual tratamento da lei a fim de conferir o mínimo de dignidade humana e sobrevivência, segundo preceitua o art. 201, inciso I, da Constituição Federal.
3. A aplicação restrita do art. 45 da Lei nº. 8.213/1991 acarreta violação ao princípio da isonomia e, por conseguinte, à dignidade da pessoa humana, por tratar iguais de maneira desigual, de modo a não garantir a determinados cidadãos as mesmas condições de prover suas necessidades básicas, em especial quando relacionadas à sobrevivência pelo auxílio de terceiros diante da situação de incapacidade física ou mental.
4. O fim jurídico-político do preceito protetivo da norma, por versar de direito social (previdenciário), deve contemplar a analogia teleológica para indicar sua finalidade objetiva e conferir a interpretação mais favorável à pessoa humana. A proteção final é a vida do idoso, independentemente da espécie de aposentadoria.
5. O acréscimo previsto na Lei de Benefícios possui natureza assistencial em razão da ausência de previsão específica de fonte de custeio e na medida em que a Previdência deve cobrir todos os eventos da doença.
6. O descompasso da lei com o contexto social exige especial apreciação do julgador como forma de aproximá-la da realidade e conferir efetividade aos direitos fundamentais. A jurisprudência funciona como antecipação à evolução legislativa.
7. A aplicação dos preceitos da Convenção Internacional sobre Direitos da Pessoa com Deficiência assegura acesso à plena saúde e assistência social, em nome da proteção à integridade física e mental da pessoa deficiente, em igualdade de condições com os demais e sem sofrer qualquer discriminação.
RENDA MENSAL DA PENSÃO POR MORTE
Artigo 75 DA LB: O valor mensal da pensão por
morte será de cem por cento do valor da
aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a
que teria direito se estivesse aposentado por
invalidez na data de seu falecimento, observado o
disposto no art. 33 desta lei.
RENDA MENSAL DO AUXÍLIO-RECLUSÃO
100% da aposentadoria que o segurado teria direito se
estivesse aposentado por invalidez na data de seu
recolhimento à prisão (Artigo 80 da LB).
RENDA MENSAL INICIAL DO AUXÍLIO-ACIDENTE
Artigo 86: O auxílio-acidente será concedido, como
indenização, ao segurado quando, após consolidação das
lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza,
resultarem sequelas que impliquem redução da capacidade
para o trabalho que habitualmente exercia.
§ 1º DA LB: O auxílio-acidente mensal corresponderá a
cinqüenta por cento do salário-de-benefício e será devido,
observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de
qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado.
FORMA DE CÁLCULO
Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:
[...]
II - para os benefícios de que tratam as alíneas
a
,
d
,
e
e
h
do inciso I do art. 18, na média aritmética
simples
dos
maiores
salários-de-contribuição
correspondentes a oitenta por cento de todo o
período contributivo.
ARTIGO 29, § 2º DA LB: O valor do salário-de-benefício não
será inferior ao de um salário mínimo, nem superior ao do
limite máximo do salário-de-contribuição na data de início do
benefício.
ARTIGO 33 DA LB: A renda mensal do benefício de
prestação continuada que substituir o salário-de-contribuição
ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor
inferior ao do salário-mínimo, nem superior ao do limite
máximo do salário-de-contribuição, ressalvado o disposto no
art. 45 desta Lei.
PRÁTICA
SB = salário mínimo = R$
510,00
(§ 2º, art. 29 LB)
RMI DO AUXÍLIO ACIDENTE DECORRENTE
DE TRANFORMAÇÃO
Art. 201 da IN nº 77/2015: O valor da RMI do auxílio-acidente com
início a partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, será calculado, observando-se a DIB do auxílio-doença que o precedeu, conforme a seguir:
[...]
II - se a DIB do auxílio-doença for a partir de 5 de outubro de 1988, vigência da Constituição Federal, a RMI do auxílio-acidente será de 50% (cinquenta por cento) do salário de benefício do auxílio-doença, reajustado pelos índices de manutenção até a DIB do auxílio-acidente.
EXEMPLO
Auxílio-Doença (B/91)
DIB 03/01/2012
SB = R$ 2.775,16
Auxílio-Acidente (B/94) - Transformação
DIB 02/04/2013
SB = R$ 2.775,16 + 6,20% (reajuste janeiro/2013) = R$
2.947,22
RMI (B/94) = R$ 2.947,22 x 50% = R$ 1.473,61
RENDA MENSAL DA APOSENTADORIA ESPECIAL
Artigo 57 da LB: [...]
§ 1º A aposentadoria especial, observado o disposto
no art. 33 desta Lei, consistirá numa renda mensal
equivalente a 100% (cem por cento) do
salário-de-benefício.
FORMA DE CÁLCULO
Art. 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:
[...]
II - para os benefícios de que tratam as alíneas
a
,
d
,
e
e
h
do inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos
maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta
por cento de todo o período contributivo.
PRÁTICA
CÁLCULO DA RMI DA APOSENTADORIA
ESPECIAL
REGRA DE TRANSIÇÃO
Artigo 3º da Lei nº 9.876/99 de 26/11/1999: Para o
segurado filiado à Previdência Social até o dia anterior à data
de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições
exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-de-benefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho
de 1994, observado o disposto nos incisos I e II do
caput
do art.Artigo 3º, § 2º da Lei nº 9.876/99: No caso das
aposentadorias de que tratam as alíneas
b
,
c
e
d
do inciso
I do art. 18, o divisor considerado no cálculo da média a
que se refere o
caput
e o § 1
onão poderá ser inferior a
sessenta por cento do período decorrido da
competência julho de 1994 até a data de início do
benefício, limitado a cem por cento de todo o período
1º EXEMPLO
Aposentadoria requerida em 07/2001
Número de meses desde 07/1994 = 84
Número de SC que o segurado possui = 70
Divisor mínimo = 50 (84 x 60%)
Desse modo:
M. a. s dos 80% > SC / 56
OBS: Neste caso há possibilidade de desprezar os 20%
2º EXEMPLO
Aposentadoria requerida em 07/2004
Número de meses desde 07/1994 = 120
Número de SC que o segurado possui = 70
Divisor mínimo = 72 (120 x 60%)
Desse modo:
3º EXEMPLO
Aposentadoria requerida em 07/2003
Número de meses desde 07/1994 = 108
Número de SC que o segurado possui = 70
Divisor mínimo = 64 (108 x 60%)
M.a.s dos 80% > SC = 86 (108 x 80%)
Desse modo:
M. a. s dos 70 SC / 70*
* Na forma do artigo 186, par. único da IN 77/2015, haja
vista que 70 é maior que 60% e menor que 80% (108 x
80% = 86)
REVISÃO PARA EXCLUSÃO DO DIVISOR
MÍNIMO
DIVISOR MÍNIMO: 1º CASO
Pessoa nascida em 1978, sexo masculino;
1º emprego em 07/1994 (filiação), aos 16 anos de idade;
Trabalhou ininterruptamente até 2010, totalizando 15 anos e 6 meses de contribuição regularmente anotados no CNIS, possui 20% dos SC fixados no patamar de 1 SM e 80% no teto máximo contributivo.
Nunca mais trabalhou e em 2043, com 65 anos de idade pleiteia aposentadoria por idade.
CÁLCULO DO B/41 NO 1º CASO PBC = 49 ANOS (07/1994 A 2043);
NÚMERO DE MESES: 588 (49 X 12);
DIVISOR MÍNIMO = 352 (588 X 60%);
TC no PBC de 15 Anos e 6 Meses = 186 Meses
NÃO TERÁ DIREITO DE DESCARTAR OS 20% < SC SERÁ APLICADO O DIVISOR MÍNIMO
DIVISOR MÍNIMO: 2º CASO
Pessoa nascida em 1978, sexo masculino;
1º emprego em 01/2002 (filiação), aos 22 anos de idade;
Trabalhou ininterruptamente até 07/2017, totalizando 15 anos e 6 meses de contribuição regularmente anotados no CNIS, possui 20% dos SC fixados no patamar de 1 SM e 80% no teto máximo contributivo.
Nunca mais trabalhou e em 2043, com 65 anos de idade pleiteia aposentadoria por idade.
CÁLCULO DO B/41 NO 2º CASO
NÃO HÁ REGRA DE TRANSIÇÃO
NÃO HÁ DIVISOR MÍNIMO
TC no PBC = 15 Anos e 6 Meses = 186 Meses
TERÁ DIREITO A DESCARTAR OS 20% < SC;
RECURSO
INOMINADO.
DIREITO
PREVIDENCIÁRIO.
REVISÃO DA RENDA MENSAL INICIAL. APOSENTADORIA
POR IDADE. REQUISITOS IMPLEMENTADOS APÓS O
INÍCIO DE VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.876/99. REGRA DE
TRANSIÇÃO. DIVISOR MÍNIMO. APLICAÇÃO DA REGRA
DEFINITIVA.
1. Implementados os requisitos para obtenção de
aposentadoria por idade após o início de vigência da
Lei nº 9.876/99, o pedido inicial foi julgado
improcedente, por entender que o cálculo efetuado
pela autarquia previdenciária está correto ao usar
como divisor o correspondente a 60% do período
decorrido da competência de julho de 1994 até a
data de início do benefício.
2. A regra de transição prevista na Lei nº 9.876/99, no
entanto, não pode prevalecer nas situações em que o
número de contribuições recolhidas no período básico de
cálculo é inferior ao divisor mínimo. Nesses casos, em que
a regra de transitória é prejudicial ao segurado, deve ser
aplicada a regra definitiva, prevista no artigo 29, inciso I,
da Lei nº 8.213/91, com a redação definida pela Lei nº
9.876/99.
4. Recurso parcialmente provido, para determinar a
aplicação da regra definitiva, prevista no artigo 29, inciso I,
da Lei nº 8.213/91, com a redação estabelecida pela Lei nº
9.876/99, ressalvado que, se a RMI revisada for inferior
àquela concedida pelo INSS, deverá ser mantido o valor
original, nos termos do artigo 122, da Lei nº 8.213/991.
(5025843-93.2011.404.7000, Terceira Turma Recursal
do PR, Relatora Flavia da Silva Xavier, julgado em
06/11/2013).
RECURSO ESPECIAL Nº 1.655.712 - PR
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA URBANA POR IDADE. REVISÃO. SALÁRIO DE BENEFÍCIO. MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES. DIVISOR. NÚMERO DE CONTRIBUIÇÕES. IMPOSSIBILIDADE. ART. 3º, § 2º, DA LEI 9.876/1999.
1. A tese do recorrente é que, no cálculo da renda mensal
inicial de seu benefício previdenciário, deve ser utilizado como
divisor mínimo para apuração da média aritmética dos
salários de contribuição o número
efetivo de
contribuições. Tal tese não tem amparo legal.
IRDR
Nº 5052713-53.2016.4.04.0000/RS
Na sessão de 15-12-2016, a Colenda Terceira Seção desta
Corte admitiu o presente IRDR, fixando a seguinte tese
jurídica para julgamento:
É possível ou não aplicação da regra prevista no art. 29, I
e II, da Lei 8.213/91, quando mais favorável que a regra
de transição prevista no art. 3º da Lei 9.876/99 (direito à
opção pelo melhor benefício).
Artigo 122 da LB: Se mais vantajoso, fica
assegurado o direito à aposentadoria, nas condições
legalmente previstas na data do cumprimento de
todos os requisitos necessários à obtenção do
benefício, ao segurado que, tendo completado 35
anos de serviço, se homem, ou trinta anos, se
mulher, optou por permanecer em atividade.
SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.876/99
Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:
I - para os benefícios de que tratam as alíneas
b
ec
do inciso I doart. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário;
II - para os benefícios de que tratam as alíneas
a
,d
,e
eh
doinciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo.
FATOR PREVIDENCIÁRIO: LEI Nº 9.876/99
PBC: Todo período contributivo desde julho de 1994
SB: M. A. S. 80% > SC x FP
OBS: O FATOR PREVIDENCIÁRIO – FP, SERÁ APLICADO NAS
APOSENTADORIAS POR IDADE (DE FORMA FACULTATIVA) E
POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO/PROFESSOR (DE FORMA
OBRIGATÓRIA) E INTEGRA O SB. DESSE MODO, O SB SÓ
FATOR PREVIDENCIÁRIO
§ 7o O fator previdenciário será calculado considerando-se a
idade, a expectativa de sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar, segundo a fórmula constante do
Anexo desta Lei.
§ 8o Para efeito do disposto no § 7o, a expectativa de sobrevida do
segurado na idade da aposentadoria será obtida a partir da tábua completa de mortalidade construída pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, considerando-se a média nacional única para ambos os sexos.
PROCESSO nº 0010903-94.2013.4.03.6119
6ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE GRAULHOS – SP.
EXERCÍCIO FP
ES HOMEM
E MULHER
(2010)
FATOR PREVIDENCIÁRIO
§ 9o Para efeito da aplicação do fator previdenciário, ao tempo de
contribuição do segurado serão adicionados: I - cinco anos, quando se tratar de mulher;
II - cinco anos, quando se tratar de professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio; III - dez anos, quando se tratar de professora que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.
FÓRMULA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO
Alíquota = 0,31 Expectativa de Sobrevida Tempo de Contribuição IdadeTABELA DE EXPECTATIVA DE SOBREVIDA 2017/2018
TABELA DE EXPECTATIVA DE SOBREVIDA - Ambos os Sexos - 2015* Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida 0 75,8 14 63,1 28 50,1 42 37,3 56 25,4 70 15,1 1 75,8 15 62,1 29 49,2 43 36,4 57 24,6 71 14,5 2 74,9 16 61,2 30 48,3 44 35,5 58 23,8 72 13,8 3 73,9 17 60,2 31 47,3 45 34,7 59 23,0 73 13,2 4 72,9 18 59,3 32 46,4 46 33,8 60 22,3 74 12,6 5 72,0 19 58,4 33 45,5 47 32,9 61 21,5 75 12,1 6 71,0 20 57,5 34 44,6 48 32,1 62 20,7 76 11,5 7 70,0 21 56,5 35 43,7 49 31,2 63 20,0 77 11,0 8 69,0 22 55,6 36 42,8 50 30,3 64 19,3 78 10,5 9 68,0 23 54,7 37 41,9 51 29,5 65 18,5 79 10,0 10 67,0 24 53,8 38 40,9 52 28,7 66 17,8 80+ 9,5 11 66,1 25 52,9 39 40,0 53 27,8 67 17,1 6,0 6,0 12 65,1 26 52,0 40 39,1 54 27,0 68 16,4 6,0 6,0 13 64,1 27 51,0 41 38,2 55 26,2 69 15,8 6,0 6,0
OBS: Por ser facultativo, na Aposentadoria por Idade, aplicar o FP pode ser prejudicial, neste caso sua aplicação será
PRÁTICA
CÁLCULO DA RMI DA APOSENTADORIA
POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO
REGRA 85/95
Artigo 29-C da LB: O segurado que preencher o
requisito para a aposentadoria por tempo de
contribuição poderá optar pela não incidência do
fator
previdenciário
no
cálculo
de
sua
aposentadoria, quando o total resultante da soma
de sua idade e de seu tempo de contribuição,
incluídas as frações, na data de requerimento da
aposentadoria, for:
I - igual ou superior a noventa e cinco pontos, se
homem, observando o tempo mínimo de contribuição
de trinta e cinco anos; ou
II - igual ou superior a oitenta e cinco pontos, se
mulher, observado o tempo mínimo de contribuição de
trinta anos.
§ 1º Para os fins do disposto no caput, serão somadas
as frações em meses completos de tempo de
contribuição e idade.
§ 2º As somas de idade e de tempo de contribuição
previstas no caput serão majoradas em um ponto
em:
I - 31 de dezembro de 2018;
II - 31 de dezembro de 2020;
III - 31 de dezembro de 2022;
IV - 31 de dezembro de 2024; e
V - 31 de dezembro de 2026.
REVISÃO DO ARTIGO 29 DA LB
(REVISÃO DA VIDA TODA)
Artigo 29 da LB (REDAÇÃO ORIGINAL): O
salário-de-benefício consiste na média aritmética
simples de todos os últimos salários-de-contribuição
dos
meses
imediatamente
anteriores
ao
do
afastamento da atividade ou da data da entrada do
requerimento, até o máximo de 36 (trinta e seis),
apurados em período não superior a 48 (quarenta
e oito) meses.
Artigo 29 da LB (REDAÇÃO ATUAL): O
salário-de-benefício consiste a média aritmética
simples dos maiores salários-de-contribuição
correspondentes a oitenta por cento de todo o
período contributivo.
DER 07/2017
FILIAÇÃO EM 01/2000
PBC de 01/2000 até 06/2017 = 210 Meses
Nº SC = 210
SB = M. a. s dos 80% > SC
SB = M.a.s de 168 SC
RMI = SB X %
REGRA DE TRANSIÇÃO
Artigo 3º da Lei nº 9.876/99: Para o segurado filiado à
Previdência Social até o dia anterior à data de
publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições
exigidas para a concessão dos benefícios do RGPS, no
cálculo do salário-de-benefício será considerada a média
aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição,
correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o
período contributivo decorrido desde a competência
julho de 1994 [...].
DER 07/2017
FILIAÇÃO EM 01/1980
PBC de 07/94 até 06/2017 = 276 Meses
Nº SC = 265
SB = M. a. s dos 80% > SC
SB = M.a.s de 212 SC
RMI = SB X %
PERÍODO BÁSICO DE CÁLCULO – PBC:
A) Filiados até 28/11/99: PBC corresponde a todo
o período contributivo desde a competência
07/94;
B)
Filiados
a
partir
de
29/11/99:
PBC
corresponde a todo o período contributivo.
Lei nº 9.069/1995 = Plano Real
Artigo 1º: A partir de 1º de julho de 1994, a unidade
do Sistema Monetário Nacional passa a ser o REAL [...],
que terá curso legal em todo o território nacional.
PRINCÍPIO DA ISONOMIA
Há ofensa ao princípio da isonomia quando: ”a norma
adota
como
critério
discriminador,
para
fins
de
diferenciação de regimes, elemento não residente nos
fatos, situações ou pessoas por tal modo desequiparadas.
É o que ocorre quando pretende tomar o fator "tempo"
-que não descansa no objeto - como critério diferencial". In
"Conteúdo Jurídico do Princípio da Igualdade". 3º edição.
São Paulo: Malheiros, 2004, p. 47).
PRINIPAIS REGRAS DE TRANSIÇÃO
Artigo 142 da Lei nº 8.213/91;
Artigo 5º da Lei nº 9.876/99;
Artigo 9º, 1º, I da EC nº 20/98;
[...] A lei de transição necessariamente deve produzir para o segurado [...] situação intermediária entre aquela verificada pela legislação revogada e a baseada na legislação nova. Do contrário, tem-se completa desnaturação da lógica da lei de transição. No caso dos autos, a lei de transição só será benéfica para o segurado que computar mais e maiores contribuições no período posterior a 1994, caso em que descartará as contribuições menores no cálculo da média. Todavia, se se tratar de segurado cujo histórico contributivo revele maior aporte no período anterior a 1994, a consideração da regra de transição reduz injustificadamente sua RMI, descartando do cálculo exatamente aquele período em que foram maiores as contribuições [...] (Recurso Cível nº 5046377-87.2013.404.7000/PR - 2ª Turma Recursal do Paraná, de Relatoria do MM. Juiz Federal Leonardo Castanho Mendes).
Apelação/Reexame Necessário Nº 5008286-81.2012.4.04.7122/RS
RELATOR: Juiz Federal Convocado Jose Antonio Savaris
APELANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS APELANTE: ISIDRA RAMOS LOPES
ADVOGADO: HILDA RAMOS PEREIRA COELHO APELADO: OS MESMOS
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CÁLCULO DA RMI. FATOR PREVIDENCIÁRIO. ART. 3º, LEI 9.876/99. SISTEMÁTICA.
1. Embora a Lei nº 9.876/99 não tenha previsto expressamente, o segurado poderá optar pela regra nova na sua integralidade, ou seja, a média dos 80% maiores salários de contribuição de todo o período em que contribuiu ao sistema e não apenas a partir de julho de 1994. [...]
APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 0008472-26.2012.4.03.6183/SP
RELATOR: Juiz Federal DOUGLAS CAMARINHA GONZALES
APELANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS APELANTE: JOSE BEZERRA DE SOUZA FILHO
ADVOGADO: LUIZ CARLOS SILVA e outro
[...] Neste ponto, cumpre observar que a regra de transição não
pode impor condições ou limites não previstos nas regras permanentes, sob pena de ferir a isonomia entre os segurados. Nesse passo, resta incensurável a sentença
a quo
proferida pelo MM. Juiz Marcus Orione Correia, ao explicitar
que a única forma de se equacionar esta aparente tensão entre a regra permanente e a transitória é aplicar a permanente, justamente quando existirem salários-de-contribuição anteriores ao marco legal, porquanto se cuida de regra de interpretação inerente ao sistema.
Nesse passo, ratifico essa orientação interpretativa, até
porque interpretação contrária implicaria menoscabo à
isonomia, como salientou o magistrado a quo, ao explicitar
que ao se desconsiderar parte dos salários-de-contribuição
com base em mero caráter de data (julho/94), não há como
considerá-lo legítimo discrímen - pois para uns admite-se o
cálculo com base em toda a vida contributiva, e, para outros,
não se admite. [...]
Com efeito, a regra de transição foi instituída para
beneficiar aquele que já era filiado ao Regime Geral da
Previdência Social, não podendo ser utilizada para
TRF-1 - APELAÇÃO Nº 0010748-60.2009.4.01.3800
RELATOR: HERMES GOMES FILHO
PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. SEGURADO JÁ
FILIADO AO RGPS QUANDO DA ENTRADA EM VIGOR
DA LEI 9.876/1999. PERÍODO BÁSICO DE CÁLCULO. TERMO
INICIAL EM JULHO/1994. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA DE
IMPROCEDÊNCIA.
1. No caso dos autos, o autor já era filiado ao RGPS quando
do advento da Lei n° 9.876/1999, razão pela qual seu
salário-de-benefício
foi
apurado
conforme
a regra de transição constante do art. 3.º da referida lei.
Sustenta que a apuração do período
básico de cálculo a partirde julho de 1994 ter-lhe-ia causado prejuízo, sendo que a aplicação da regra permanente prevista na Lei 9.876/1999, com consideração de todo o período contributivo, inclusive o tempo anterior a julho de 1994, acarretaria uma renda mensal inicial mais benéfica.
2. Ocorre, porém, que não há previsão de que
a regra de transição constante do art. 3.º da Lei 9.876/1999 seja aplicada somente quando mais benéfica ao segurado. A lei é expressa: para os segurados já vinculados ao RGPS quando da sua vigência, aplica-se a regra de transição. Assim, e considerando que não houve ilegalidade no cálculo da sua renda mensal inicial, não pode ser reconhecido o direito do autor à revisão pretendida. Sentença mantida. [...] Apelação do autor não provida.
RECURSO ESPECIAL Nº 1.526.687 – RS
APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. LABOR URBANO. COMPROVAÇÃO. LEI N. 9.876/99. PBC. LIMITAÇÃO A JULHO DE 1994. CONSTITUCIONALIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. JUROS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. [...]
2. Não se vislumbrando inconstitucionalidade no disposto no artigo 3º da Lei n° 9.876/99, que limita às contribuições posteriores a julho de 1994 o período básico de cálculo, não há falar em inclusão das contribuições anteriores. [...]
RECURSO ESPECIAL Nº 1.644.505 - SC
PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL. OBSERVÂNCIA DA REGRA DE TRANSIÇÃO DO ARTIGO 3º DA LEI 9.876/1999.
1. "Para o segurado filiado à previdência social antes da Lei
9.876/1999, que vier a cumprir os requisitos legais para a
concessão dos benefícios do regime geral será considerado no
cálculo do salário de benefício a média aritmética simples dos
maiores salários de contribuição, correspondentes a, no
mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo
decorrido desde a competência de julho de 1994. [...]
A regra do artigo 29, I, da Lei 8.213/1991 somente será
aplicada integralmente ao segurado filiado à previdência social
após a data da publicação da Lei 9.876/1999. [...]
IRDR
Nº 5052713-53.2016.4.04.0000/RS
Na sessão de 15-12-2016, a Colenda Terceira Seção desta
Corte admitiu o presente IRDR, fixando a seguinte tese
jurídica para julgamento:
É possível ou não aplicação da regra prevista no art. 29, I
e II, da Lei 8.213/91, quando mais favorável que a regra
de transição prevista no art. 3º da Lei 9.876/99 (direito à
opção pelo melhor benefício).
Artigo 122 da LB: Se mais vantajoso, fica
assegurado o direito à aposentadoria, nas condições
legalmente previstas na data do cumprimento de
todos os requisitos necessários à obtenção do
benefício, ao segurado que, tendo completado 35
anos de serviço, se homem, ou trinta anos, se
mulher, optou por permanecer em atividade.
BIBLIOGRAFIA:
ALENCAR, Hermes Arrais. Cálculo de Benefícios Previdenciários. Regime Geral de
Previdência Social. Teses Revisionais. Da Teoria a Prática. 8ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva, 2017.
GEROMES, Sergio. Cálculo do Benefício Previdenciário na Prática. 1 ed. São Paulo: LTr,
2017.
SAVARIS, José Antônio. Direito Processual Previdenciário. Curitiba: Editora Juruá, 2012. Adriane Bramante de Castro Ladenthin e Viviane Massoti. Desaposentação.
Curitiba: Editora Juruá, 2012.
Melissa Folmann e João Marcelino Soares. Revisões de Benefícios Previdenciários.