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Cálculos Previdenciários do RGPS

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Academic year: 2021

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(1)

Cálculos Previdenciários do RGPS

Sergio Geromes II Profsergiogeromes

(2)
(3)

REVISÃO IRSM DE FEVEREIRO DE 1994 (39,67%)

Artigo 21 da Lei nº 8.880/94: Nos benefícios concedidos com

base na Lei nº 8.213, de 1991, com data de início a partir de 1º de

março de 1994, o salário-de-benefício será calculado nos termos

do art. 29 da referida Lei, tomando-se os salários-de-contribuição

expressos em URV.

§ 1º: Para os fins do disposto neste artigo, os

salários-de-contribuição referentes às competências anteriores a março de

1994 serão corrigidos, monetariamente, até o mês de fevereiro de 1994, pelos índices previstos no art. 31 da Lei nº

8.213, de 1991, com as alterações da Lei nº 8.542, de 1992, e convertidos em URV, pelo valor em cruzeiros reais do equivalente em URV do dia 28 de fevereiro de 1994.

(4)

Artigo 31 da Lei nº 8.213/91 (REDAÇÃO ORIGINAL):

Todos os salários-de-contribuição computados no cálculo do

valor do benefício serão ajustados, mês a mês, de acordo com

a variação integral do Índice Nacional de Preços ao

Consumidor (INPC), calculado pela Fundação Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao

período decorrido a partir da data de competência do

salário-de-contribuição até a do início do benefício, de modo a

preservar os seus valores reais.

INPC: Março/91 a Dezembro/92;

IRSM: Janeiro/93 a Fevereiro/94 (Instituído pela Lei nº

(5)

A Jurisprudência consagrou o cabimento do índice de 39,67% relativo ao IRSM (Índice de Reajuste do Salário-mínimo) do mês de fevereiro

de 1994 (Resp 331673/SP).

No âmbito administrativo, a Previdência não incrementou, à época, o índice de 39,67% referente ao mês de fevereiro/94 no salário-de-contribuição dos segurados que tiveram seus benefícios deferidos após 1/03/1994, por considerá-lo expurgado da economia nacional. Portanto, na via judicial, tal disparate é reparado.

(6)

Após a consagração da revisão do IRSM pelo Judiciário, foi editada a Lei nº 10.999/2004, reconhecendo o direito ao IRSM de 39,67% na correção dos salários-de-contribuição. Como segue:

Artigo 1º Lei nº 10.999/2004: Fica autorizada, nos termos

desta Lei, a revisão dos benefícios previdenciários concedidos com data de início posterior a fevereiro de 1994, recalculando-se o salário-de-benefício original, mediante a inclusão, no fator de correção dos salários-de-contribuição anteriores a março de 1994, do percentual de 39,67% (trinta e nove inteiros e sessenta e sete centésimos por cento), referente ao Índice de Reajuste do Salário Mínimo - IRSM do mês de fevereiro de 1994.

(7)

CABIMENTO

A) Aos benefícios deferidos após 1º.3.1994;

B) Do Período Básico de Cálculo – PBC, constem SC

anteriores a março de 1994, possuem direito à

inclusão do percentual de 39,67% na correção de

todos os salários-de-contribuição anteriores a março

de 1994.

(8)

MOTIVO DO CABIMENTO DA INCLUSÃO DO PERCENTUAL DE

39,67% EM TODOS OS SALÁRIOS-DE-CONTRIBUIÇÃO

ANTERIORES A MARÇO/94

O índice de 39,67% deve incidir sobre todos os salários de contribuição anteriores a março de 1994, desde que a DIB seja posterior a 1º de março de 1994.

Súmula 19 do E. TRF da 3ª Região: “É aplicável a variação do

Índice de Reajuste do Salário Mínimo, no percentual de 39,67%, na atualização dos salários-de-contribuição anteriores a março

de 1994, a fim de apurar a renda mensal inicial do benefício

(9)

APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE 39,67 PRO RATA, DE

ACORDO COM A DIB DO BENEFÍCIO

Em função da grande quantidade de benefícios que não

possuíam a relação dos salários-de-contribuição no Sistema do

INSS, utilizados no PBC, a Justiça Federal da 3ª Região

elaborou uma Tabela contendo o percentual de repercussão

no benefício previdenciário em decorrência da revisão do

IRSM.

(10)

APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE 39,67 PRO RATA, DE ACORDO COM A DIB DO BENEFÍCIO

(11)
(12)
(13)
(14)
(15)
(16)

REVISÃO IRSM

ACP TRF-3 nº 0011237-82.2003.4.03.6183

O MPF ajuizou, em 14/11/2003, ACP em face do INSS,

objetivando a revisão da RMI dos benefícios previdenciários

dos aposentados e pensionistas residentes no Estado de São

Paulo.

Tutela Antecipada com Data de Início do Pagamento

(DIP): 1º novembro de 2007.

(17)

O INSS INTERPÔS RECURSO ESPECIAL E RECURSO

EXTRAORDINÁRIO

Resp nº 1.186.910 – Decisão mantida. Transitou em

julgado no dia 12/11/2012.

RE nº 722.465

- Relator Dias Toffoli – Negado

Seguimento. Transitada em julgado a fase recursal em

21/10/2013, recebido em 1ª Instância da Justiça Federal

(18)

REVISÃO IRSM

ACP TRF-3 nº 0011237-82.2003.4.03.6183

Data de Início do Pagamento (DIP): 1º novembro de

2007.

Desse modo, indispensável a instauração, após a

procedência da demanda, de execução, cuja agilização

pode dar-se tanto pelo órgão legitimado ao uso da ACP

(MPF), como pelos próprios interessados/beneficiários.

(19)

SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO - LEI Nº 9.876/99 Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:

I - para os benefícios de que tratam as alíneas

b

e

c

do inciso I do

art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário;

II - para os benefícios de que tratam as alíneas

a

,

d

,

e

e

h

do

inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo.

(20)

ARTIGO 18 DA LB: O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

I - quanto ao segurado:

a) aposentadoria por invalidez; b) aposentadoria por idade;

c) aposentadoria por tempo de contribuição; d) aposentadoria especial;

f) salário-família;

g) salário-maternidade; e) auxílio-doença;

(21)

II - quanto ao dependente:

a) pensão por morte;

b) auxílio-reclusão;

III - quanto ao segurado e dependente:

a) pecúlios;

(Revogada pela Lei nº 9.032, de 1995)

b) serviço social;

(22)

REGRA DE TRANSIÇÃO

Artigo 3º da Lei nº 9.876/99 de 26/11/1999: Para o

segurado filiado à Previdência Social até o dia anterior à data

de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições

exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-de-benefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência

julho de 1994, observado o disposto nos incisos I e II

do

caput

do art. 29 da Lei no 8.213, de 1991, com a redação dada

(23)

PBC = Aos filiados até 28/11/99, mas que

implementaram as condições ao benefício depois, o

cálculo será pela média aritmética simples dos maiores

salários de contribuição, correspondentes a, no mínimo,

80% de todo o período contributivo desde a

competência 07/94;

Para os filiados a partir de 29/11/99, o cálculo será

sobre todo o período contributivo

CORREÇÃO MONETÁRIA: TODOS OS SC (ART. 201,

§ 3º DA CF).

(24)

RMI DO AUXÍLIO-DOENÇA APÓS LEI Nº 9.032/95

Artigo 33 da LB: A renda mensal do benefício de prestação

continuada que substituir o salário-de-contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do salário-mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição, ressalvado o disposto no art. 45 desta Lei.

Artigo 61 da LB: O auxílio-doença, inclusive o decorrente de

acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal

correspondente a 91% (noventa e um por cento) do

salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no

(25)

RMI DO AUXÍLIO-DOENÇA APÓS MP 664/2014 Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste: [...]

§ 2º O valor do salário-de-benefício não será inferior ao de um

salário mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição na data de início do benefício. [...]

§ 10º O auxílio-doença não poderá exceder a média aritmética

simples dos últimos 12 (doze) salários-de-contribuição, inclusive em caso de remuneração variável, ou, se não alcançado o número de 12 (doze), a média aritmética simples dos salários-de-contribuição existentes.

(26)

CÁLCULO DO AUXÍLIO-DOENÇA

(27)
(28)
(29)
(30)
(31)
(32)

Memorando-Circular Conjunto nº 5

DIRBEN/DIRAT/PFE/DIRSAT/INSS

1.3 – APURAÇÃO DA RENDA MENSAL

I - APURAÇÃO DA MÉDIA SIMPLES DAS 12 ÚLTIMAS CONTRIBUIÇÕES

Com a inclusão do §10 no art. 29 da Lei nº 8.213/91, para auxílio-doença com DAT a partir de 1º de março de 2015, a renda mensal inicial não poderá ultrapassar a média aritmética simples dos doze últimos salários-de-contribuição-SC do segurado, inclusive no caso de remuneração variável ou, se não houver doze meses de SC, a média aritmética simples dos salários-de-contribuição encontrados.

Para apurar essa média serão verificados os salários-de-contribuição existentes de 07/94 até o mês anterior à Data do Afastamento do Trabalho-DAT, ou seja, os doze últimos meses de contribuição dentro do Período Básico de Cálculo-PBC. Serão utilizados somente os encontrados e, assim, a quantidade pode variar de um a onze meses, bem como o divisor.

(33)

EXEMPLO 1

DER: 05/04/2015 DAT: 15/03/2015

Segurado possui contribuições de 07/94 a 15/03/2015

PBC: 07/94 a 02/2015

12 últimas contribuições (anteriores ao mês da DAT):

03/2014 a 02/2015

Conclusão: A média será calculada com base na soma dos

salários-de-contribuição de 03/14 a 02/15, corrigidos monetariamente e divididos por 12;

(34)

EXEMPLO 2

DER: 01/05/2015 DAT: 05/04/2015

Segurado possui contribuições de 07/94 a 03/98 e de 12/2014 a 04/2015

PBC: 07/94 a 03/2015

12 últimas contribuições (anteriores ao mês da DAT):

08/97 a 03/98 e de 12/14 a 03/15

Conclusão: A média será calculada com base na soma dos

salários-de-contribuição de 08/97 a 03/98 e de 12/14 a 03/15, corrigidos monetariamente e dividido por 12;

(35)

EXEMPLO 3

DER: 01/05/2015 DAT: 08/04/2015

Segurado possui contribuições de 12/2014 a 04/2015

PBC: 12/2014 a 03/2015

12 últimas contribuições (anteriores ao mês da DAT):

12/14 a 03/15

Conclusão: A média será calculada com base na soma dos

salários-de-contribuição de 12/14 a 03/15, corrigidos monetariamente e divididos por 04;

(36)

18.123,87 : 12 = 1.510,32

1.772,59 x 91% = 1.613,06

Valor Maior que a Média dos 12 últimos SC

(37)
(38)
(39)
(40)
(41)
(42)
(43)
(44)
(45)

REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº

8.213/91

Artigo 29 da Lei nº 8.213/91: O

salário-de-benefício consiste:

II - para os benefícios de que tratam as alíneas

a

,

d

,

e

e

h

do inciso I do art. 18, na média aritmética

simples

dos

maiores

salários-de-contribuição

correspondentes a oitenta por cento de todo o

período contributivo.

(46)

REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91

Artigo 3o da Lei nº 9.876/99: Para o segurado filiado à

Previdência Social até o dia anterior à data de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-de-benefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho de 1994, observado o

disposto nos incisos I e II do

caput

do art. 29 da Lei no 8.213, de

1991, com a redação dada por esta Lei. (§ 2º - EXCEÇÃO – DIV.

(47)

Artigo 3

o

da Lei nº 9.876/99: [...]

§ 2

o

No caso das aposentadorias de que tratam as

alíneas

b

,

c

e

d

do inciso I do art. 18, o divisor

considerado no cálculo da média a que se refere o

caput

e

o § 1

o

não poderá ser inferior a sessenta por cento do

período decorrido da competência julho de 1994 até a data

de início do benefício, limitado a cem por cento de todo o

período contributivo.

(48)

REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91

Artigo 188-A, § 3º RPS (REDAÇÃO ORIGINAL): Nos casos

de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, contando o segurado com salários-de-contribuição em número inferior a sessenta por cento do número de meses decorridos desde a competência julho de 1994 até a data do início do benefício, o salário-de-benefício corresponderá à soma dos salários-de-contribuição dividido pelo número de contribuições mensais apurado. (Incluído pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

(49)

REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91

Artigo 32, § 20 do RPS (REDAÇÃO ORIGINAL): Nos

casos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez,

contando o segurado com menos de cento e quarenta e

quatro contribuições mensais no período contributivo, o

salário-de-benefício corresponderá à soma dos

salários-de-contribuição dividido pelo número de contribuições apurado.

(50)

REVISÃO DO ARTIGO 29, II DA LEI Nº 8.213/91

Artigo 188-A, § 4º do RPS (REDAÇÃO ATUAL): Nos

casos de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, o

salário-de-benefício consiste na média aritmética simples

dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a

oitenta por cento do período contributivo decorrido desde

a competência julho de 1994 até a data do início do

benefício.

(Redação dada pelo Decreto nº 6.939, de 2009)

(51)

CABIMENTO – MEMORANDO CIRC. 21/2010

São passíveis de revisão os benefícios por incapacidade e pensões derivadas destes, assim como as não precedidas, com DIB a partir de 29/11/1999, em que, no Período Básico de Cálculo-PBC, foram considerados 100% (cem por cento) dos salários-de-contribuição, cabendo revisá-los para que sejam considerados somente os 80% (oitenta por cento) maiores salários-de-contribuição;

DATA LIMITE: 18/08/2009. Data da entrada em vigor do decreto 6.939/2009

(52)

PRÁTICA

CÁLCULO CORRETO. PLANILHA EM AULA

(53)
(54)

RMI DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

Artigo 44 da LB: A aposentadoria por invalidez, inclusive a

decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 100% (cem por cento) do salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei.

Artigo 33 DA LB: A renda mensal do benefício de prestação

continuada que substituir o salário-de-contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor inferior ao do mínimo, nem superior ao do limite máximo do salário-de-contribuição, ressalvado o disposto no art. 45 desta Lei.

(55)

FORMA DE CÁLCULO

Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:

[...]

II - para os benefícios de que tratam as alíneas

a

,

d

,

e

e

h

do inciso I do art. 18, na média aritmética

simples

dos

maiores

salários-de-contribuição

correspondentes a oitenta por cento de todo o

período contributivo.

(56)

CÁLCULO DA RMI DA APOSENTADORIA

POR INVALIDEZ

(57)
(58)
(59)
(60)
(61)
(62)
(63)

RMI DA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

DECORRENTE DE TRANFORMAÇÃO

Artigo 36 do RPS: [...]

§ 7º A renda mensal inicial da aposentadoria por invalidez

concedida por transformação de auxílio-doença será de

cem por cento do salário-de-benefício que serviu de base

para o cálculo da renda mensal inicial do auxílio doença,

reajustado pelos mesmos índices de correção dos

benefícios em geral.

(64)

EXEMPLO

Auxílio-Doença (B/31)

DIB 03/01/2012

SB = R$ 2.775,16

Aposentadoria

Por

Invalidez

(B/32)

-Transformação

DIB 02/04/2013

SB = R$ 2.775,16 + 6,20% (reajuste janeiro/2013) = R$

2.947,22

(65)

Artigo 45 da LB: O valor da aposentadoria por invalidez do

segurado que necessitar da assistência permanente de outra pessoa será acrescido de 25% (vinte e cinco por cento).

Parágrafo único. O acréscimo de que trata este artigo:

a) será devido ainda que o valor da aposentadoria atinja o limite

máximo legal;

b) será recalculado quando o benefício que lhe deu origem for

reajustado;

c) cessará com a morte do aposentado, não sendo incorporável

ao valor da pensão.

Obs: O adicional pertence ao segurado e não à pessoa cuidadora,

(66)

ACRÉSCIMO DE 25% NAS DEMAIS APOENTADORIAS APELAÇÃO CÍVEL Nº 0017373-51.2012.404.9999/RS

EMENTA

PREVIDENCIÁRIO. ART. 45 DA LEI DE BENEFÍCIOS. ACRÉSCIMO

DE 25% INDEPENDENTEMENTE DA ESPÉCIE DE

APOSENTADORIA. NECESSIDADE DE ASSISTÊNCIA PERMANENTE DE OUTRA PESSOA. NATUREZA ASSISTENCIAL DO ADICIONAL. CARÁTER PROTETIVO DA NORMA. PRINCÍPIO DA ISONOMIA.

PRESERVAÇÃO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA.

(67)

1. A possibilidade de acréscimo de 25% ao valor percebido pelo segurado, em caso de este necessitar de assistência permanente de outra pessoa, é prevista regularmente para beneficiários da aposentadoria por invalidez, podendo ser estendida aos demais casos de aposentadoria em face do princípio da isonomia.

2. A doença, quando exige apoio permanente de cuidador ao aposentado, merece igual tratamento da lei a fim de conferir o mínimo de dignidade humana e sobrevivência, segundo preceitua o art. 201, inciso I, da Constituição Federal.

3. A aplicação restrita do art. 45 da Lei nº. 8.213/1991 acarreta violação ao princípio da isonomia e, por conseguinte, à dignidade da pessoa humana, por tratar iguais de maneira desigual, de modo a não garantir a determinados cidadãos as mesmas condições de prover suas necessidades básicas, em especial quando relacionadas à sobrevivência pelo auxílio de terceiros diante da situação de incapacidade física ou mental.

(68)

4. O fim jurídico-político do preceito protetivo da norma, por versar de direito social (previdenciário), deve contemplar a analogia teleológica para indicar sua finalidade objetiva e conferir a interpretação mais favorável à pessoa humana. A proteção final é a vida do idoso, independentemente da espécie de aposentadoria.

5. O acréscimo previsto na Lei de Benefícios possui natureza assistencial em razão da ausência de previsão específica de fonte de custeio e na medida em que a Previdência deve cobrir todos os eventos da doença.

6. O descompasso da lei com o contexto social exige especial apreciação do julgador como forma de aproximá-la da realidade e conferir efetividade aos direitos fundamentais. A jurisprudência funciona como antecipação à evolução legislativa.

7. A aplicação dos preceitos da Convenção Internacional sobre Direitos da Pessoa com Deficiência assegura acesso à plena saúde e assistência social, em nome da proteção à integridade física e mental da pessoa deficiente, em igualdade de condições com os demais e sem sofrer qualquer discriminação.

(69)
(70)
(71)
(72)

RENDA MENSAL DA PENSÃO POR MORTE

Artigo 75 DA LB: O valor mensal da pensão por

morte será de cem por cento do valor da

aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a

que teria direito se estivesse aposentado por

invalidez na data de seu falecimento, observado o

disposto no art. 33 desta lei.

(73)
(74)

RENDA MENSAL DO AUXÍLIO-RECLUSÃO

100% da aposentadoria que o segurado teria direito se

estivesse aposentado por invalidez na data de seu

recolhimento à prisão (Artigo 80 da LB).

(75)
(76)

RENDA MENSAL INICIAL DO AUXÍLIO-ACIDENTE

Artigo 86: O auxílio-acidente será concedido, como

indenização, ao segurado quando, após consolidação das

lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza,

resultarem sequelas que impliquem redução da capacidade

para o trabalho que habitualmente exercia.

§ 1º DA LB: O auxílio-acidente mensal corresponderá a

cinqüenta por cento do salário-de-benefício e será devido,

observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de

qualquer aposentadoria ou até a data do óbito do segurado.

(77)

FORMA DE CÁLCULO

Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:

[...]

II - para os benefícios de que tratam as alíneas

a

,

d

,

e

e

h

do inciso I do art. 18, na média aritmética

simples

dos

maiores

salários-de-contribuição

correspondentes a oitenta por cento de todo o

período contributivo.

(78)

ARTIGO 29, § 2º DA LB: O valor do salário-de-benefício não

será inferior ao de um salário mínimo, nem superior ao do

limite máximo do salário-de-contribuição na data de início do

benefício.

ARTIGO 33 DA LB: A renda mensal do benefício de

prestação continuada que substituir o salário-de-contribuição

ou o rendimento do trabalho do segurado não terá valor

inferior ao do salário-mínimo, nem superior ao do limite

máximo do salário-de-contribuição, ressalvado o disposto no

art. 45 desta Lei.

(79)

PRÁTICA

(80)
(81)

SB = salário mínimo = R$

510,00

(§ 2º, art. 29 LB)

(82)

RMI DO AUXÍLIO ACIDENTE DECORRENTE

DE TRANFORMAÇÃO

Art. 201 da IN nº 77/2015: O valor da RMI do auxílio-acidente com

início a partir de 29 de abril de 1995, data da publicação da Lei nº 9.032, de 28 de abril de 1995, será calculado, observando-se a DIB do auxílio-doença que o precedeu, conforme a seguir:

[...]

II - se a DIB do auxílio-doença for a partir de 5 de outubro de 1988, vigência da Constituição Federal, a RMI do auxílio-acidente será de 50% (cinquenta por cento) do salário de benefício do auxílio-doença, reajustado pelos índices de manutenção até a DIB do auxílio-acidente.

(83)

EXEMPLO

Auxílio-Doença (B/91)

DIB 03/01/2012

SB = R$ 2.775,16

Auxílio-Acidente (B/94) - Transformação

DIB 02/04/2013

SB = R$ 2.775,16 + 6,20% (reajuste janeiro/2013) = R$

2.947,22

RMI (B/94) = R$ 2.947,22 x 50% = R$ 1.473,61

(84)
(85)

RENDA MENSAL DA APOSENTADORIA ESPECIAL

Artigo 57 da LB: [...]

§ 1º A aposentadoria especial, observado o disposto

no art. 33 desta Lei, consistirá numa renda mensal

equivalente a 100% (cem por cento) do

salário-de-benefício.

(86)

FORMA DE CÁLCULO

Art. 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:

[...]

II - para os benefícios de que tratam as alíneas

a

,

d

,

e

e

h

do inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos

maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta

por cento de todo o período contributivo.

(87)

PRÁTICA

CÁLCULO DA RMI DA APOSENTADORIA

ESPECIAL

(88)
(89)
(90)
(91)
(92)

REGRA DE TRANSIÇÃO

Artigo 3º da Lei nº 9.876/99 de 26/11/1999: Para o

segurado filiado à Previdência Social até o dia anterior à data

de publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições

exigidas para a concessão dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, no cálculo do salário-de-benefício será considerada a média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo decorrido desde a competência julho

de 1994, observado o disposto nos incisos I e II do

caput

do art.

(93)

Artigo 3º, § 2º da Lei nº 9.876/99: No caso das

aposentadorias de que tratam as alíneas

b

,

c

e

d

do inciso

I do art. 18, o divisor considerado no cálculo da média a

que se refere o

caput

e o § 1

o

não poderá ser inferior a

sessenta por cento do período decorrido da

competência julho de 1994 até a data de início do

benefício, limitado a cem por cento de todo o período

(94)

1º EXEMPLO

Aposentadoria requerida em 07/2001

Número de meses desde 07/1994 = 84

Número de SC que o segurado possui = 70

Divisor mínimo = 50 (84 x 60%)

Desse modo:

M. a. s dos 80% > SC / 56

OBS: Neste caso há possibilidade de desprezar os 20%

(95)

2º EXEMPLO

Aposentadoria requerida em 07/2004

Número de meses desde 07/1994 = 120

Número de SC que o segurado possui = 70

Divisor mínimo = 72 (120 x 60%)

Desse modo:

(96)

3º EXEMPLO

Aposentadoria requerida em 07/2003

Número de meses desde 07/1994 = 108

Número de SC que o segurado possui = 70

Divisor mínimo = 64 (108 x 60%)

M.a.s dos 80% > SC = 86 (108 x 80%)

Desse modo:

M. a. s dos 70 SC / 70*

* Na forma do artigo 186, par. único da IN 77/2015, haja

vista que 70 é maior que 60% e menor que 80% (108 x

80% = 86)

(97)
(98)

REVISÃO PARA EXCLUSÃO DO DIVISOR

MÍNIMO

(99)

DIVISOR MÍNIMO: 1º CASO

Pessoa nascida em 1978, sexo masculino;

1º emprego em 07/1994 (filiação), aos 16 anos de idade;

Trabalhou ininterruptamente até 2010, totalizando 15 anos e 6 meses de contribuição regularmente anotados no CNIS, possui 20% dos SC fixados no patamar de 1 SM e 80% no teto máximo contributivo.

Nunca mais trabalhou e em 2043, com 65 anos de idade pleiteia aposentadoria por idade.

(100)

CÁLCULO DO B/41 NO 1º CASO PBC = 49 ANOS (07/1994 A 2043);

NÚMERO DE MESES: 588 (49 X 12);

DIVISOR MÍNIMO = 352 (588 X 60%);

TC no PBC de 15 Anos e 6 Meses = 186 Meses

NÃO TERÁ DIREITO DE DESCARTAR OS 20% < SC SERÁ APLICADO O DIVISOR MÍNIMO

(101)

DIVISOR MÍNIMO: 2º CASO

Pessoa nascida em 1978, sexo masculino;

1º emprego em 01/2002 (filiação), aos 22 anos de idade;

Trabalhou ininterruptamente até 07/2017, totalizando 15 anos e 6 meses de contribuição regularmente anotados no CNIS, possui 20% dos SC fixados no patamar de 1 SM e 80% no teto máximo contributivo.

Nunca mais trabalhou e em 2043, com 65 anos de idade pleiteia aposentadoria por idade.

(102)

CÁLCULO DO B/41 NO 2º CASO

NÃO HÁ REGRA DE TRANSIÇÃO

NÃO HÁ DIVISOR MÍNIMO

TC no PBC = 15 Anos e 6 Meses = 186 Meses

TERÁ DIREITO A DESCARTAR OS 20% < SC;

(103)

RECURSO

INOMINADO.

DIREITO

PREVIDENCIÁRIO.

REVISÃO DA RENDA MENSAL INICIAL. APOSENTADORIA

POR IDADE. REQUISITOS IMPLEMENTADOS APÓS O

INÍCIO DE VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.876/99. REGRA DE

TRANSIÇÃO. DIVISOR MÍNIMO. APLICAÇÃO DA REGRA

DEFINITIVA.

(104)

1. Implementados os requisitos para obtenção de

aposentadoria por idade após o início de vigência da

Lei nº 9.876/99, o pedido inicial foi julgado

improcedente, por entender que o cálculo efetuado

pela autarquia previdenciária está correto ao usar

como divisor o correspondente a 60% do período

decorrido da competência de julho de 1994 até a

data de início do benefício.

(105)

2. A regra de transição prevista na Lei nº 9.876/99, no

entanto, não pode prevalecer nas situações em que o

número de contribuições recolhidas no período básico de

cálculo é inferior ao divisor mínimo. Nesses casos, em que

a regra de transitória é prejudicial ao segurado, deve ser

aplicada a regra definitiva, prevista no artigo 29, inciso I,

da Lei nº 8.213/91, com a redação definida pela Lei nº

9.876/99.

(106)

4. Recurso parcialmente provido, para determinar a

aplicação da regra definitiva, prevista no artigo 29, inciso I,

da Lei nº 8.213/91, com a redação estabelecida pela Lei nº

9.876/99, ressalvado que, se a RMI revisada for inferior

àquela concedida pelo INSS, deverá ser mantido o valor

original, nos termos do artigo 122, da Lei nº 8.213/991.

(5025843-93.2011.404.7000, Terceira Turma Recursal

do PR, Relatora Flavia da Silva Xavier, julgado em

06/11/2013).

(107)

RECURSO ESPECIAL Nº 1.655.712 - PR

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA URBANA POR IDADE. REVISÃO. SALÁRIO DE BENEFÍCIO. MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES. DIVISOR. NÚMERO DE CONTRIBUIÇÕES. IMPOSSIBILIDADE. ART. 3º, § 2º, DA LEI 9.876/1999.

1. A tese do recorrente é que, no cálculo da renda mensal

inicial de seu benefício previdenciário, deve ser utilizado como

divisor mínimo para apuração da média aritmética dos

salários de contribuição o número

efetivo de

contribuições. Tal tese não tem amparo legal.

(108)

IRDR

N

º 5052713-53.2016.4.04.0000/RS

Na sessão de 15-12-2016, a Colenda Terceira Seção desta

Corte admitiu o presente IRDR, fixando a seguinte tese

jurídica para julgamento:

É possível ou não aplicação da regra prevista no art. 29, I

e II, da Lei 8.213/91, quando mais favorável que a regra

de transição prevista no art. 3º da Lei 9.876/99 (direito à

opção pelo melhor benefício).

(109)

Artigo 122 da LB: Se mais vantajoso, fica

assegurado o direito à aposentadoria, nas condições

legalmente previstas na data do cumprimento de

todos os requisitos necessários à obtenção do

benefício, ao segurado que, tendo completado 35

anos de serviço, se homem, ou trinta anos, se

mulher, optou por permanecer em atividade.

(110)

SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO NA VIGÊNCIA DA LEI Nº 9.876/99

Artigo 29 da LB: O salário-de-benefício consiste:

I - para os benefícios de que tratam as alíneas

b

e

c

do inciso I do

art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário;

II - para os benefícios de que tratam as alíneas

a

,

d

,

e

e

h

do

inciso I do art. 18, na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo.

(111)

FATOR PREVIDENCIÁRIO: LEI Nº 9.876/99

PBC: Todo período contributivo desde julho de 1994

SB: M. A. S. 80% > SC x FP

OBS: O FATOR PREVIDENCIÁRIO – FP, SERÁ APLICADO NAS

APOSENTADORIAS POR IDADE (DE FORMA FACULTATIVA) E

POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO/PROFESSOR (DE FORMA

OBRIGATÓRIA) E INTEGRA O SB. DESSE MODO, O SB SÓ

(112)

FATOR PREVIDENCIÁRIO

§ 7o O fator previdenciário será calculado considerando-se a

idade, a expectativa de sobrevida e o tempo de contribuição do segurado ao se aposentar, segundo a fórmula constante do

Anexo desta Lei.

§ 8o Para efeito do disposto no § 7o, a expectativa de sobrevida do

segurado na idade da aposentadoria será obtida a partir da tábua completa de mortalidade construída pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, considerando-se a média nacional única para ambos os sexos.

(113)

PROCESSO nº 0010903-94.2013.4.03.6119

6ª VARA FEDERAL DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE GRAULHOS – SP.

(114)

EXERCÍCIO FP

ES HOMEM

E MULHER

(2010)

(115)

FATOR PREVIDENCIÁRIO

§ 9o Para efeito da aplicação do fator previdenciário, ao tempo de

contribuição do segurado serão adicionados: I - cinco anos, quando se tratar de mulher;

II - cinco anos, quando se tratar de professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio; III - dez anos, quando se tratar de professora que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio.

(116)

FÓRMULA DO FATOR PREVIDENCIÁRIO

Alíquota = 0,31 Expectativa de Sobrevida Tempo de Contribuição Idade

(117)

TABELA DE EXPECTATIVA DE SOBREVIDA 2017/2018

TABELA DE EXPECTATIVA DE SOBREVIDA - Ambos os Sexos - 2015* Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida Idade Expectativa de Sobrevida 0 75,8 14 63,1 28 50,1 42 37,3 56 25,4 70 15,1 1 75,8 15 62,1 29 49,2 43 36,4 57 24,6 71 14,5 2 74,9 16 61,2 30 48,3 44 35,5 58 23,8 72 13,8 3 73,9 17 60,2 31 47,3 45 34,7 59 23,0 73 13,2 4 72,9 18 59,3 32 46,4 46 33,8 60 22,3 74 12,6 5 72,0 19 58,4 33 45,5 47 32,9 61 21,5 75 12,1 6 71,0 20 57,5 34 44,6 48 32,1 62 20,7 76 11,5 7 70,0 21 56,5 35 43,7 49 31,2 63 20,0 77 11,0 8 69,0 22 55,6 36 42,8 50 30,3 64 19,3 78 10,5 9 68,0 23 54,7 37 41,9 51 29,5 65 18,5 79 10,0 10 67,0 24 53,8 38 40,9 52 28,7 66 17,8 80+ 9,5 11 66,1 25 52,9 39 40,0 53 27,8 67 17,1 6,0 6,0 12 65,1 26 52,0 40 39,1 54 27,0 68 16,4 6,0 6,0 13 64,1 27 51,0 41 38,2 55 26,2 69 15,8 6,0 6,0

(118)
(119)
(120)
(121)
(122)
(123)

OBS: Por ser facultativo, na Aposentadoria por Idade, aplicar o FP pode ser prejudicial, neste caso sua aplicação será

(124)

PRÁTICA

CÁLCULO DA RMI DA APOSENTADORIA

POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

(125)
(126)
(127)
(128)
(129)

REGRA 85/95

Artigo 29-C da LB: O segurado que preencher o

requisito para a aposentadoria por tempo de

contribuição poderá optar pela não incidência do

fator

previdenciário

no

cálculo

de

sua

aposentadoria, quando o total resultante da soma

de sua idade e de seu tempo de contribuição,

incluídas as frações, na data de requerimento da

aposentadoria, for:

(130)

I - igual ou superior a noventa e cinco pontos, se

homem, observando o tempo mínimo de contribuição

de trinta e cinco anos; ou

II - igual ou superior a oitenta e cinco pontos, se

mulher, observado o tempo mínimo de contribuição de

trinta anos.

§ 1º Para os fins do disposto no caput, serão somadas

as frações em meses completos de tempo de

contribuição e idade.

(131)

§ 2º As somas de idade e de tempo de contribuição

previstas no caput serão majoradas em um ponto

em:

I - 31 de dezembro de 2018;

II - 31 de dezembro de 2020;

III - 31 de dezembro de 2022;

IV - 31 de dezembro de 2024; e

V - 31 de dezembro de 2026.

(132)

REVISÃO DO ARTIGO 29 DA LB

(REVISÃO DA VIDA TODA)

(133)

Artigo 29 da LB (REDAÇÃO ORIGINAL): O

salário-de-benefício consiste na média aritmética

simples de todos os últimos salários-de-contribuição

dos

meses

imediatamente

anteriores

ao

do

afastamento da atividade ou da data da entrada do

requerimento, até o máximo de 36 (trinta e seis),

apurados em período não superior a 48 (quarenta

e oito) meses.

(134)

Artigo 29 da LB (REDAÇÃO ATUAL): O

salário-de-benefício consiste a média aritmética

simples dos maiores salários-de-contribuição

correspondentes a oitenta por cento de todo o

período contributivo.

(135)

DER 07/2017

FILIAÇÃO EM 01/2000

PBC de 01/2000 até 06/2017 = 210 Meses

Nº SC = 210

SB = M. a. s dos 80% > SC

SB = M.a.s de 168 SC

RMI = SB X %

(136)

REGRA DE TRANSIÇÃO

Artigo 3º da Lei nº 9.876/99: Para o segurado filiado à

Previdência Social até o dia anterior à data de

publicação desta Lei, que vier a cumprir as condições

exigidas para a concessão dos benefícios do RGPS, no

cálculo do salário-de-benefício será considerada a média

aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição,

correspondentes a, no mínimo, oitenta por cento de todo o

período contributivo decorrido desde a competência

julho de 1994 [...].

(137)

DER 07/2017

FILIAÇÃO EM 01/1980

PBC de 07/94 até 06/2017 = 276 Meses

Nº SC = 265

SB = M. a. s dos 80% > SC

SB = M.a.s de 212 SC

RMI = SB X %

(138)

PERÍODO BÁSICO DE CÁLCULO – PBC:

A) Filiados até 28/11/99: PBC corresponde a todo

o período contributivo desde a competência

07/94;

B)

Filiados

a

partir

de

29/11/99:

PBC

corresponde a todo o período contributivo.

(139)

Lei nº 9.069/1995 = Plano Real

Artigo 1º: A partir de 1º de julho de 1994, a unidade

do Sistema Monetário Nacional passa a ser o REAL [...],

que terá curso legal em todo o território nacional.

(140)

PRINCÍPIO DA ISONOMIA

Há ofensa ao princípio da isonomia quando: ”a norma

adota

como

critério

discriminador,

para

fins

de

diferenciação de regimes, elemento não residente nos

fatos, situações ou pessoas por tal modo desequiparadas.

É o que ocorre quando pretende tomar o fator "tempo"

-que não descansa no objeto - como critério diferencial". In

"Conteúdo Jurídico do Princípio da Igualdade". 3º edição.

São Paulo: Malheiros, 2004, p. 47).

(141)

PRINIPAIS REGRAS DE TRANSIÇÃO

Artigo 142 da Lei nº 8.213/91;

Artigo 5º da Lei nº 9.876/99;

Artigo 9º, 1º, I da EC nº 20/98;

(142)

[...] A lei de transição necessariamente deve produzir para o segurado [...] situação intermediária entre aquela verificada pela legislação revogada e a baseada na legislação nova. Do contrário, tem-se completa desnaturação da lógica da lei de transição. No caso dos autos, a lei de transição só será benéfica para o segurado que computar mais e maiores contribuições no período posterior a 1994, caso em que descartará as contribuições menores no cálculo da média. Todavia, se se tratar de segurado cujo histórico contributivo revele maior aporte no período anterior a 1994, a consideração da regra de transição reduz injustificadamente sua RMI, descartando do cálculo exatamente aquele período em que foram maiores as contribuições [...] (Recurso Cível 5046377-87.2013.404.7000/PR - 2ª Turma Recursal do Paraná, de Relatoria do MM. Juiz Federal Leonardo Castanho Mendes).

(143)
(144)

Apelação/Reexame Necessário Nº 5008286-81.2012.4.04.7122/RS

RELATOR: Juiz Federal Convocado Jose Antonio Savaris

APELANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS APELANTE: ISIDRA RAMOS LOPES

ADVOGADO: HILDA RAMOS PEREIRA COELHO APELADO: OS MESMOS

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CÁLCULO DA RMI. FATOR PREVIDENCIÁRIO. ART. 3º, LEI 9.876/99. SISTEMÁTICA.

1. Embora a Lei nº 9.876/99 não tenha previsto expressamente, o segurado poderá optar pela regra nova na sua integralidade, ou seja, a média dos 80% maiores salários de contribuição de todo o período em que contribuiu ao sistema e não apenas a partir de julho de 1994. [...]

(145)

APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 0008472-26.2012.4.03.6183/SP

RELATOR: Juiz Federal DOUGLAS CAMARINHA GONZALES

APELANTE: INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS APELANTE: JOSE BEZERRA DE SOUZA FILHO

ADVOGADO: LUIZ CARLOS SILVA e outro

[...] Neste ponto, cumpre observar que a regra de transição não

pode impor condições ou limites não previstos nas regras permanentes, sob pena de ferir a isonomia entre os segurados. Nesse passo, resta incensurável a sentença

a quo

proferida pelo MM. Juiz Marcus Orione Correia, ao explicitar

que a única forma de se equacionar esta aparente tensão entre a regra permanente e a transitória é aplicar a permanente, justamente quando existirem salários-de-contribuição anteriores ao marco legal, porquanto se cuida de regra de interpretação inerente ao sistema.

(146)

Nesse passo, ratifico essa orientação interpretativa, até

porque interpretação contrária implicaria menoscabo à

isonomia, como salientou o magistrado a quo, ao explicitar

que ao se desconsiderar parte dos salários-de-contribuição

com base em mero caráter de data (julho/94), não há como

considerá-lo legítimo discrímen - pois para uns admite-se o

cálculo com base em toda a vida contributiva, e, para outros,

não se admite. [...]

Com efeito, a regra de transição foi instituída para

beneficiar aquele que já era filiado ao Regime Geral da

Previdência Social, não podendo ser utilizada para

(147)

TRF-1 - APELAÇÃO Nº 0010748-60.2009.4.01.3800

RELATOR: HERMES GOMES FILHO

PREVIDENCIÁRIO. REVISÃO DE BENEFÍCIO. SEGURADO JÁ

FILIADO AO RGPS QUANDO DA ENTRADA EM VIGOR

DA LEI 9.876/1999. PERÍODO BÁSICO DE CÁLCULO. TERMO

INICIAL EM JULHO/1994. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA DE

IMPROCEDÊNCIA.

1. No caso dos autos, o autor já era filiado ao RGPS quando

do advento da Lei n° 9.876/1999, razão pela qual seu

salário-de-benefício

foi

apurado

conforme

a regra de transição constante do art. 3.º da referida lei.

Sustenta que a apuração do período

básico de cálculo a partir

(148)

de julho de 1994 ter-lhe-ia causado prejuízo, sendo que a aplicação da regra permanente prevista na Lei 9.876/1999, com consideração de todo o período contributivo, inclusive o tempo anterior a julho de 1994, acarretaria uma renda mensal inicial mais benéfica.

2. Ocorre, porém, que não há previsão de que

a regra de transição constante do art. 3.º da Lei 9.876/1999 seja aplicada somente quando mais benéfica ao segurado. A lei é expressa: para os segurados já vinculados ao RGPS quando da sua vigência, aplica-se a regra de transição. Assim, e considerando que não houve ilegalidade no cálculo da sua renda mensal inicial, não pode ser reconhecido o direito do autor à revisão pretendida. Sentença mantida. [...] Apelação do autor não provida.

(149)

RECURSO ESPECIAL Nº 1.526.687 – RS

APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO. LABOR URBANO. COMPROVAÇÃO. LEI N. 9.876/99. PBC. LIMITAÇÃO A JULHO DE 1994. CONSTITUCIONALIDADE. ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA. JUROS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. [...]

2. Não se vislumbrando inconstitucionalidade no disposto no artigo 3º da Lei n° 9.876/99, que limita às contribuições posteriores a julho de 1994 o período básico de cálculo, não há falar em inclusão das contribuições anteriores. [...]

(150)

RECURSO ESPECIAL Nº 1.644.505 - SC

PREVIDENCIÁRIO. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL. OBSERVÂNCIA DA REGRA DE TRANSIÇÃO DO ARTIGO 3º DA LEI 9.876/1999.

1. "Para o segurado filiado à previdência social antes da Lei

9.876/1999, que vier a cumprir os requisitos legais para a

concessão dos benefícios do regime geral será considerado no

cálculo do salário de benefício a média aritmética simples dos

maiores salários de contribuição, correspondentes a, no

mínimo, oitenta por cento de todo o período contributivo

decorrido desde a competência de julho de 1994. [...]

(151)

A regra do artigo 29, I, da Lei 8.213/1991 somente será

aplicada integralmente ao segurado filiado à previdência social

após a data da publicação da Lei 9.876/1999. [...]

(152)

IRDR

N

º 5052713-53.2016.4.04.0000/RS

Na sessão de 15-12-2016, a Colenda Terceira Seção desta

Corte admitiu o presente IRDR, fixando a seguinte tese

jurídica para julgamento:

É possível ou não aplicação da regra prevista no art. 29, I

e II, da Lei 8.213/91, quando mais favorável que a regra

de transição prevista no art. 3º da Lei 9.876/99 (direito à

opção pelo melhor benefício).

(153)

Artigo 122 da LB: Se mais vantajoso, fica

assegurado o direito à aposentadoria, nas condições

legalmente previstas na data do cumprimento de

todos os requisitos necessários à obtenção do

benefício, ao segurado que, tendo completado 35

anos de serviço, se homem, ou trinta anos, se

mulher, optou por permanecer em atividade.

(154)

BIBLIOGRAFIA:

ALENCAR, Hermes Arrais. Cálculo de Benefícios Previdenciários. Regime Geral de

Previdência Social. Teses Revisionais. Da Teoria a Prática. 8ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva, 2017.

GEROMES, Sergio. Cálculo do Benefício Previdenciário na Prática. 1 ed. São Paulo: LTr,

2017.

SAVARIS, José Antônio. Direito Processual Previdenciário. Curitiba: Editora Juruá, 2012. Adriane Bramante de Castro Ladenthin e Viviane Massoti. Desaposentação.

Curitiba: Editora Juruá, 2012.

Melissa Folmann e João Marcelino Soares. Revisões de Benefícios Previdenciários.

Referências

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