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Exmo(a). Senhor(a) Doutor(a) Juiz de. Direito do Tribunal Judicial da Comarca de. Aveiro Juízo de Comércio de Oliveira de. Azeméis

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Academic year: 2021

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Azeméis  Juiz 1  Processo 3984/16.3T8AVR  V/Referência: Data: Insolvência de “Alberto Carlos Pinto Rodrigues”    Nuno Rodolfo da Nova Oliveira da Silva, Economista com escritório na Quinta  do Agrelo, Rua do Agrelo, nº 236, Castelões, em Vila Nova de Famalicão, contribuinte nº  206  013  876,  Administrador  da  Insolvência  nomeado  no  processo  à  margem  identificado, vem requerer a junção aos autos do relatório a que se refere o artigo 155º  do C.I.R.E., bem como o respectivo anexo (inventário). 

Mais  esclarece  V.  Exa.  que  devido  a  um  problema  no  certificado  digital,  não  consegue remeter o relatório por via CITUS. 

P.E.D. 

O Administrador da Insolvência 

Nuno Oliveira da Silva 

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I – Identificação do Devedor 

Alberto Carlos Pinto Rodrigues

, portador do número de identificação fiscal  180 680 153, divorciado, residente na Rua 20, nº 1323, freguesia e concelho de Espinho  (4500‐264).   

II – Situação profissional e familiar do devedor 

O devedor reside, de favor, em casa de sua mãe. 

O  devedor  trabalha  como  Assistente  Operacional  (Motorista)  na  Câmara 

Municipal  de  Espinho  (NIPC  501  158  740),  pelo  que  aufere  uma  remuneração  bruta 

mensal no valor de Euros 621,34. 

 O devedor foi casado (sob o regime da comunhão de adquiridos) com Maria de  Lurdes Pereira Dias. Deste casamento nasceram três filhos, um dos quais ainda menor  de idade, pelo que está o devedor obrigado a pagar uma pensão de alimentos no valor  mensal de Euros 100,00. 

III  –  Actividade  do  devedor  nos  últimos  três  anos  e  os  seus 

estabelecimentos 

(alínea c) do nº 1 do artigo 24º do C.I.R.E.)

 

A maior parcela do passivo do devedor respeita a dois contractos de mútuo com  hipoteca1 que afiançou (conjuntamente com a sua ex‐mulher), no valor total de Euros  82.301,662. Estes contractos foram celebrados com o Banco de Investimento Imobiliário,  S.A., em Junho de 1999, pelo irmão do devedor, Isidro Manuel Pinto Rodrigues e pela  sua esposa, os quais foram declarados insolventes por sentença de 24 de Fevereiro de 

1 O imóvel dado como garantia para este contrato pertencia ao seu irmão e à esposa deste (fracção autónoma

designada pela letra “O”, correspondente a uma habitação tipo T3, descrita na Conservatória do Registo Predial de Santa Maria da Feira sob o nº 963, omisso na matriz).

2 Contrato de mútuo outorgado em 9 de Junho de 1999, no valor de Euros 59.855,75, para aquisição de bem

imóvel. Com o incumprimento deste contrato em 9 de Fevereiro de 2007, verificou-se a respectiva resolução do contrato, ficando assim em dívida o valor de Euros 51.456,29 a título de capital. O segundo contrato foi outorgado na mesma data, pelo valor de Euros 22.445,91, tendo-se verificado o seu incumprimento em 15 de Junho de 2008, encontrando-se, nesta data, em dívida o valor de Euros 18.715,47 a título de capital.

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2016 . Pelo facto de ter renunciado expressamente ao benefício de excussão prévia nas  escrituras  outorgadas,  o  devedor  responde  solidariamente  por  todo  o  passivo  que  afiançou. Assim, face ao incumprimento destes contractos, que datam de 2007 e 2008,  foi  o  devedor  demandado  judicialmente  no  âmbito  do  processo  de  execução  nº  3172/09.5TBVFR4,  do  qual  resultou  penhorada  a  remuneração  por  si  auferida  e 

correspondente aos meses de Setembro a Dezembro de 2016, no valor total de Euros 

99,345.  

Pelo  que  se  apurou,  os  valores  em  dívida  (capital)  daqueles  dois  mútuos  ascenderão a Euros 30.438,97. 

 

A  Fazenda  Nacional  veio  ainda  reclamar  o  reconhecimento  de  um  crédito  no  valor  de  Euros  61,07  decorrente  de  custas  e  coimas  não  liquidas  por  processo  de  execução fiscal. 

 

Assim, o passivo do devedor ascende a cerca de Euros 30.500,00.   

Mostrando‐se  o  seu  património  insuficiente6  para  fazer  face  a  todo  o  passivo 

acumulado e face ao valor diminuto do rendimento por si auferido, viu‐se o devedor no  dever  de  se  apresentar  a  tribunal  e  requerer  que  fosse  declarada  a  sua  insolvência,  tendo iniciado os procedimentos para tal necessário em Julho de 2016. 

 

IV – Estado da contabilidade do devedor 

(alínea b) do nº 1 do artigo 155º do C.I.R.E.)

 

Não aplicável. 

3 No âmbito do processo nº 751/16.8T8OAZ, que corre termos na Comarca de Aveiro – Juízo de Comércio

de Oliveira de Azeméis – Juiz 1.

4 Corre termos na Comarca de Aveiro, Juízo de Execução de Oliveira de Azeméis – Juiz 1. A quantia

exequenda deste processo respeita a Euros 84.582,38.

5 O devedor foi citado deste processo em 17 de Novembro de 2009.

6 De acordo com o apurado pelo signatário, o devedor apenas é herdeiro de 3/44 da herança aberta por óbito

de seu pai, composto por ½ do prédio urbano sito na freguesia e concelho de Espinho, inscrito na respectiva matriz sob o artigo 1309º, constante da verba nº 1 do inventário anexo a este relatório.

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V – Perspectivas futuras 

(alínea c) do nº 1 do artigo 155º do C.I.R.E.)

 

O devedor apresentou o pedido de exoneração do passivo restante, nos termos  do artigo 235º e seguintes do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas. 

Estabelece o nº 4 do artigo 236º do Código da Insolvência e da Recuperação de  Empresas  que  na  assembleia  de  apreciação  do  relatório  é  dada  aos  credores  e  ao  administrador da insolvência a possibilidade de se pronunciarem sobre o requerimento  do pedido de exoneração do passivo. 

Por  sua  vez,  o  artigo  238º  do  Código  da  Insolvência  e  da  Recuperação  de  Empresas  enumera  as  situações  em  que  o  pedido  de  exoneração  do  passivo  é  liminarmente indeferido. 

A  aceitação  do  pedido  de  exoneração  do  passivo  determina  que  durante  um  período de 5 anos o rendimento disponível que o devedor venha a auferir se considere  cedido  a  um  fiduciário.  Integram  o  rendimento  disponível  todos  os  rendimentos  que  advenham  a  qualquer  título  ao  devedor  com  exclusão  do  que  seja  razoavelmente  necessário para o sustento minimamente digno do devedor e do seu agregado familiar,  não podendo exceder três vezes o salário mínimo nacional (subalínea i da alínea b) do  nº 3 do artigo 239º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas). 

Actualmente  o  salário  mínimo  nacional  mensal  é  de  Euros  557,007.  Como  já 

referido, a remuneração mensal auferida pelo devedor respeita a Euros 621,34, pelo  que o seu rendimento disponível varia entre Euros 0,00 e Euros 64,34. 

 

Não  existem  elementos,  nem  na  minha  posse,  nem  nos  autos,  que  permitam  concluir que o pedido de exoneração deve ser indeferido, nomeadamente por eventual  violação do dever de apresentação à insolvência, conforme previsto na alínea d) do nº  1 do artigo 238º do CIRE. 

7 De acordo com o Decreto-Lei n.º 86-B/2016 de 29 de Dezembro, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro

(5)

O reduzido valor penhorado ao insolvente – Euros 99,34 – no âmbito do processo  executivo  atrás  referido  não  se  pode  considerar  como  materialmente  relevante  em  termos de constituir prejuízo para os restantes credores. 

Nesta  conformidade,  sou  de  parecer  que  nada  obsta  a  que  seja  deferido  o 

pedido  de  exoneração  do  passivo  apresentado  pela  devedora,  devendo  fixar‐se  o 

rendimento disponível nos termos previsto na subalínea i da alínea b) do nº 3 do artigo  239º do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas. 

 

Considerando  que  a  massa  insolvente  se  encontra  numa  situação  de 

insuficiência patrimonial, nos termos do disposto no artigo 232º do CIRE, face ao valor 

diminuto  dos  bens  passíveis  de  serem  apreendidos  nos  autos,  deverão  os  credores  deliberar no sentido do encerramento do processo nos termos da alínea e) do nº 1 do  artigo  230º  do  CIRE,  caso  venha  a  ser  proferido  despacho  inicial  de  exoneração  do  passivo  restante,  ou  nos  termos  da  alínea  d)  do  mesmo  artigo,  caso  venha  a  ser  indeferido o pedido de exoneração formulado pela devedora.    O Administrador da Insolvência  Nuno Oliveira da Silva    Castelões, 21 de Março de 2017   

(6)

 

( A r t i g o   1 5 3 º d o   C . I . R . E . )    

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Página 1 de 1 do Inventário  

 

Relação  dos  bens  e  direitos  apreendidos  a  favor  da 

massa insolvente: 

 

Verba nº 1: 

Quinhão de 3/44 do devedor sobre a herança aberta por óbito de seu  pai, Izidro Rodrigues Moleiro, composta por:  a) Direito de ½ sobre prédio urbano destinado a habitação, composto por casa  para habitação (tendo um pavimento com seis divisões) e quintal; descrito  na Conservatória do Registo Predial de Espinho sob o nº 1627 da freguesia  de  Espinho  e  inscrito  na  respectiva  matriz  predial  urbana  sob  o  artigo  1309º. ‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐‐ Valor patrimonial: 

Euros 24.038,72

 

O valor do quinhão do devedor corresponde a Euros 819.50. 

    O Administrador da Insolvência  Nuno Oliveira da Silva    Castelões, 21 de Março de 2017 

Assinado de forma digital por Nuno da Nova Oliveira da Silva

Referências

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