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SLOW DOWN ON PUBLIC ROADS. REDUCE THE NUMBER OF VICTIMS OF TRAFFIC ACCIDENTS REDUCE COSTS GOVERNMENT AND SOCIETY

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Academic year: 2021

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SLOW DOWN ON PUBLIC ROADS.

REDUCE THE NUMBER OF VICTIMS OF TRAFFIC ACCIDENTS

REDUCE COSTS GOVERNMENT AND SOCIETY

REDUZIR A VELOCIDADE NAS VIAS PUBLICAS.

É REDUZIR O NÚMERO DE VITIMAS DE ACIDENTES DE TRÂNSITO

E REDUZIR GASTOS GOVERNAMENTAIS

Derli Valadares da rocha

PESQUISADOR SOCIAL

PÓS GRADUADO EM DOCENCIA DE ENSINO SUPERIOR

PRESIDENTE DO IECT. INSTITUTO DE ÉTICA E COMPORTAMENTO NO TRANSITO

iect.org.br / [email protected] / [email protected]

SETEMBRO 2015.

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RESUMO

Por ser a prevenção o grande catalisador da redução do número de acidentes de transito e por conseguinte, o grande redutor do número de vítimas de acidentes de transito ao longo do tempo, dai se compreende a importância dos cinco pilares da segurança rodoviária, 1º Gerir a Segurança rodoviária; 2º Estradas e Mobilidade mais seguras; 3º Veículos mais seguros; 4º Comportamentos mais seguros; 5º Resposta pós-colisão.

Defendidos pelo IECT: Instituto de Ética e Comportamento no Transito e pela ONU: Organização das Nações Unidas como forma de reduzir o número de vítimas de acidentes de transito e estar se transformando na grande questão do momento no Brasil, este trabalho visa contribuir sob alguns aspectos a importância deste elemento que as vezes é colocado em terceiro plano pela sociedade, e que infelizmente já estamos sentindo em nossa sociedade o quanto ele é importante, o Planejamento é tudo.

Palavras chave, educação, cidadãos, vítimas, Comportamento, velocidade.

ABSTRACT

Because it is preventing the great catalyst for reducing the number of car accidents and therefore, the great reducing the number of victims of car accidents over time, there is understood the importance of the five pillars of road safety, 1 Managing road safety; 2. Roads and safer mobility; 3rd safer vehicles; 4th safer behaviors; 5 post-crash response.

Defended by the EWCS: Institute of Ethics and Behavior in Transito and the UN: the United Nations as a way to reduce the number of victims of a and car accidents to be turning the big question of the moment in Brazil, this work aims to contribute in some ways the importance of this element is sometimes placed third plan by society, and unfortunately we are feeling in our society as it is important, planning is everything.

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INTRODUÇÃO

Nossa realidade, esta estampada nas capas de jornais, nas redes sociais, na televisão, enfim em todas formas de comunicação existentes, o país não planeja, não cumpre com os brasileiros os pilares da segurança rodoviária preconizados pela ONU e difundidos no Brasil, pelas variadas entidades, entre elas o IECT, o Brasil é signatário da ONU, e até hoje não criou uma agencia para desenvolver a segurança Rodoviária no País.

O Brasil convive com uma legislação de trânsito do século passado, falta estudos e desenvolvimento de técnicas e processos, para o Gerenciamento da Segurança Rodoviária, falta estradas e mobilidade mais seguras, não tendo uma agencia nacional não consegue o desenvolvimento de Veículos mais seguros, e por conseguinte não desenvolve comportamentos mais seguros no sistema rodoviário de transportes , a resposta pós-colisão melhorou muito com a estruturação do SAMU e quando se chega aos hospitais , já estamos vivendo uma epidemia de acidentes de transito, pois a cada 10 (Dez) pessoas que dão entrada nas emergências 7 (Sete) são vítimas de acidentes de trânsito .

A falta de uma agencia nacional , para cuidar da segurança rodoviária e coordenar os esforços para a redução do número de vítimas de acidentes de trânsito, e termos uma população mais saudável, deixa o Brasil órfão de um órgão para centralizar as informações e distribuição de informações e conhecimentos , não temos dados estatísticos confiáveis sobre o número de vítimas de acidentes de trânsito, pois as(SSP) Secretarias de Segurança pública dos estados dizem um número, a (PRF) policia rodoviária federal, diz outro número, o DATASUS diz outro número, o IPEA diz outro e o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), aponta outro número completamente diferente, nós do IECT trabalhamos com o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), pois acreditamos que o DPVAT que é a seguradora oficial e faz os pagamentos de indenizações as vitimas de acidentes de transito no país e deve pagar somente a quem comprova o acontecido com toda a documentação , Boletim de Ocorrência, Documentos Hospitalares e ETC, e por ser aberta e fiscalizada por outras seguradoras é a entidade que tem os dados mais confiáveis.

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DESENVOLVIMENTO:

Segurança rodoviária: Um desafio global :

1,3 ( Hum milhão e trezentas mil ) pessoas morrem a cada ano nas estradas 20 a 50 milhões gravemente feridos

50% desses são os usuários vulneráveis

80% das mortes ocorrem em países de renda média Custos humanos e econômicos enormes

Segurança rodoviária no Brasil:

52.226 de pessoas morreram em 2014 nas estradas Brasileiras. 595.693 Feridos graves ( Invalido Permanente )

115.446 Feridos leves (Dams)

A cada dia ocorrem acidentes de trânsito com 2.091(duas mil e noventa e uma ) vitimas de acidentes de trânsito no Brasil.

Custos humanos e econômicos enormes a sociedade brasileira..

Velocidade fator decisivo:

Tendo em vista ser o maior causador de acidentes de transito, a velocidade é muitas vezes negligenciada pelos tomadores de decisão quando vão desenhar as vias e também quando da operação, na determinação e fiscalização da velocidade praticada .

O trânsito vem mostrando a cada dia maior número de vítimas, e pior, com lesões cada vez mais graves.


Conter esse descalabro parece, as autoridades, insolúvel. Porque ocorrem lesões de pequeno, médio e grande porte?

É isso que precisamos entender e praticar com objetivo de reduzir o alto número de acidentes no trânsito.

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A energia cinética do trauma ou biomecânica do trauma estuda a transferência de energia de fonte externa para o corpo da vítima.

Lesões por movimento são responsáveis pela maioria das mortes e Inválidos permanente em nosso país.

Fatores múltiplos levam ao acidente, principalmente velocidade, álcool, drogas, fadiga, sono e desatenções provocadas pela tecnologia introduzida no veículo.

Quanto maior a velocidade, maior a energia e em conseqüência lesões mais graves.

O agente lesivo é o que tem energia e que pode ser mecânico ou cinético, térmico, químico, elétrico e radiação.

O ambiente do acidente faz suspeitar de lesões que serão encontradas.

O aumento do peso dos órgãos pode produzir: ruptura, arrancamento, deslocamento e outros. Numa desaceleração brusca ou colisão, o fígado que tem um peso médio de 1,700kg, a 100 km/ h terá o peso de 47 kg.

O coração que tem 0,300 KG passa a 8 kg. O rim com 0,300 kg passa a 8 kg.

O cérebro com seus 1,500 kg passam para 42 kg. O baço sai de 0,150kg para 4 kg.

Podemos afirmar que a 100 km/h o corpo pesa 28 vezes mais.

Interessante é que no que chamamos de trauma fechado ocorre deformidade da parte externa que volta ao normal deixando lesão interna.

É dessa forma que não vemos lesão externa e, no entanto temos, por exemplo, uma ruptura do baço ou uma lesão no fígado.

Aparentemente nada aconteceu, no entanto, existe um quadro gravíssimo dentro do abdome. No trauma penetrante forma-se uma cavidade permanente.

Numa colisão a energia cinética projeta a pessoa para cima e para frente na velocidade em que estava o veículo.

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Irão aparecer lesões decorrentes da energia cinética absorvida pelo corpo. Num acidente de trânsito existem três tipos de colisão:

1ª colisão - A energia cinética é absorvida pelo veículo

2ª colisão - deformidade de estruturas internas evidenciando onde a vítima colidiu 3ª colisão - lesões na vítima

Na colisão ( impacto e parada do veículo ), costumamos dizer que a duração desse choque é um lapso de tempo.

Estima-se que corresponda a um décimo de segundo.

As colisões da máquina podem ser frontal, lateral, traseira e capotamento, sendo este impossível de se prever lesões.

Com a moto temos colisão e queda.

Nos atropelamentos as lesões são mais graves porque a vítima absorve toda a energia. Caracterizam-se três tipos de colisão:

1ª colisão - com o corpo 2ª colisão - com o veículo 3ª colisão - corpo com solo

Os atropelamentos em adultos, quase sempre produzem fratura de membros inferiores com lesões secundárias produzidas pela 2ª e 3ª colisões.

Em crianças, compromete bacia e tronco e ocorre impacto secundário com a cabeça.

Na desaceleração vertical (queda) depende da altura, região do corpo que recebe o impacto e a superfície atingida.

Devemos suspeitar de trauma grave quando houver óbito de ocupante, temos que imaginar que outros ocupantes receberam a mesma energia cinética.

Também quando houver ejeção, queda maior que duas vezes a altura da vítima e colisão com velocidade acima de 32 km/h.

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O estudo do departamento de tráfego britânico mostra que com: 32 km/h - - 5% vão a óbito - 65% sofrem lesões - 30% ilesos 48 km/h - - 45% vão a óbito - 50% sofrem lesões - 5% sobrevivem 64 km/h - - 85% vão a óbito - 15% sofrem lesões A velocidade é mais importante que a massa.

Dobrando a massa do carro teremos o dobro da energia.

Enquanto que dobrando a velocidade teremos o quádruplo dessa energia.

Uma colisão a 60 km/h é como se sofresse uma queda do 11º andar de um prédio. A 80 km/h seria do 20º andar.

A 120 km/h do 45º andar.

Dessa forma, podemos dizer que a energia mecânica de colisão de um automóvel com uma árvore, parte será absorvida pela árvore, pelo carro e por seus ocupantes.

Parte dessa energia será dissipada sobre a forma de calor. Ocorre transferência de energia.

A aceleração e desaceleração são causadas pela transferência de energia para mover um corpo em repouso ou pará-lo quando em movimento.

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A colisão frontal tem o que se chama de efeito tesoura porque cabeça e tronco são projetados violentamente para frente produzido lesões de face, cabeça, pescoço, lesões internas no abdome e coluna lombar.

A vítima nessa condição tem 25 vezes mais possibilidade de ir a óbito.

Quando o banco está muito reclinado (a cima de 110º) há grande possibilidade de evoluir com fraturas de membros inferiores, bacia, tórax, abdome, pescoço e cabeça.

Concluímos que quanto mais velocidade maior é a dificuldade de frenagem, maior a possibilidade de colisão de alta energia e maior a possibilidade de óbito e lesões graves. Tudo isso justifica as ações dos gerentes de tráfego atuarem de maneira imperiosa no controle da velocidade, quer na área urbana, quer nas rodovias.

A necessidade de fiscalização e de multas não pode ter o cunho de aumentar a arrecadação do município, mas sim de preservar vidas.

Custos Econômicos :

Custos econômicos à Sociedade brasileira com os acidentes de trânsito estimados aproximadamente entre 120 Bilhões de Reais e 140 Bilhões de Reais, incluindo os Custos associados às pessoas, Custos associados aos veículos , Custos institucionais, Custos associados à via e ao ambiente do local de acidente , não incluindo os custos com as seqüelas invisíveis e os não quantificadas.

Adotados os conceitos e definições estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da qual o Brasil é país membro.

Em especial, registram-se as definições adotadas na “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde” – Décima Revisão (CID-10).

Assim, assume-se que acidente é um evento independente do desejo do homem, causado por uma força externa, alheia, que atua subitamente (de forma inesperada) e deixa ferimentos no corpo e na mente. Alternativamente, pode-se considerar um acidente um evento não intencional que produz ferimentos ou danos.

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Acidentes de trânsito.

Todo acidente com veículo acontecido na via pública.

Via pública [via de trânsito] ou rua é a largura total entre dois limites de propriedade (ou outros limites) de todo terreno ou caminho aberto ao público, quer por direito quer por costume, para a circulação de pessoas ou de bens de um lugar para outro. MINAYO, M.C.S. (coord.). Bibliografia comentada da produção científica brasileira sobre violência e saúde. Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública, 1990. 10 SOUZA, E. R. de. Violência velada e revelada: estudo epidemiológico da mortalidade por causas externas em Duque de Caxias, Rio de Janeiro. Cadernos de Saúde Pública, n.9. Rio de Janeiro, janeiro-março, 1993.

Pista ou leito de rua é a parte da via pública que é preparada, conservada e

habitualmente usada para o trânsito de veículos.

Nas definições da OMS, nos acidentes de trânsito são excluídos, do total de acidentes de transporte, acidentes por água e os acidentes de transporte aéreo ou espacial.

Anatomia e morfologia de um acidente figurativamente

A anatomia de um acidente trata da estrutura básica desse acidente, na procura das partes, da estrutura associada ao evento. Por estudo da “anatomia de um acidente de trânsito” entende-se a análise desse evento singular, para se conhecer os seus componentes básicos, separadamente; a estrutura de cada parte e os aspectos que lhe são inerentes, numa perspectiva pontual, instantânea, de forma estática — a ocorrência “fotografada”.

A anatomia de um acidente de trânsito, assim entendida como a identificação dos componentes básicos, compreende:

• a(s) pessoa(s) envolvida(s) — feridos, mortos e pessoas sem ferimento algum, incluindo-se pedestres e transeuntes que venham a participar do acidente;

• o(s) veículo(s) envolvido(s) — parcial ou totalmente destruídos; com pequenos problemas ou, ainda, sem dano algum;

• a via e o ambiente — mobiliário, bens e propriedades públicas e privadas, além da via e seus equipamentos complementares, bem como as condições climáticas, iluminação, vegetação e tudo o mais que compõe o ambiente;

• o aparato institucional e os aspectos socioambientais — legislação, fiscalização e gestão da circulação de bens e pessoas e administração da via e de seu entorno, bem como as

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“regras” não escritas e não oficiais aceitas pela maioria dos usuários, que venham a fazer parte de cultura regional e que possam influenciar nos acidentes.

A separação em partes permite investigações mais aprofundadas, desde que cada componente esteja devidamente identificado em sua origem, de forma a permitir a reversão da linha de estudo e pesquisa, em se fazendo necessário.

O estudo anatômico do acidente, portanto, examina cada parte ou “componente” de cada acidente, permitindo avaliar os custos associados a cada um dos componentes examinados.

O estudo anatômico, por outro lado, não se preocupa com a forma do acidente, ou seja, não busca examinar como aconteceu o acidente ou, como normalmente se conhece, o “tipo” do acidente: se uma colisão frontal ou lateral, um Capotamento ou tombamento.

O estudo da “morfologia de um acidente” é campo de pesquisa que vai além da descrição das formas dos acidentes, buscando explicar as conexões existentes entre os diversos elementos, considerando a dinâmica do acidente, visualizando-o em uma dimensão temporal, estudando as forças atuantes durante o período em que o acidente ocorreu, os materiais, sua resistência e deformação, incluindo-se o que se poderia chamar de “fisiologia dos materiais”. Por exemplo, a identificação de elementos, fraturas e análises que indiquem a causa de um dano (pneus e rodas danificados, relacionando o vínculo do dano com a peça) — se a suspensão de um veículo ficou danificada antes ou depois de um acidente são investigações que se situam no campo morfológico do acidente.

Para compreender as formas que são reveladas mediante a observação, é necessário reunir, comparar e decifrar os padrões espaciais, temporais e culturais constatados buscando analisar a condição dos elementos/componentes envolvidos, a teia de relações que os unem e os processos que os ensejam e alteram.

Esses elementos são agrupados entre os “Aspectos Socioculturais” associados a cada acidente. Dessa maneira, os elementos de um acidente de trânsito não são vistos como formas separadas, mas em íntimo e dinâmico inter-relacionamento.

Depois de analisar os acidentes sob o aspecto morfológico, os aspectos socioculturais também são levados em consideração para que se tenha uma visão compreensiva de cada acidente.

Deve-se, nesse caso, considerar a presença ou não do policiamento, os costumes de uma região, bem como o gerenciamento da via e a legislação em vigor e a capacidade e disposição da autoridade local em aplicá-la.

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recuperação de um veículo danificado não têm relação com a forma do acidente, mas tão somente com os danos do próprio veículo.

Da mesma forma, uma vítima de um acidente, no hospital, recebe apenas o tratamento destinado a um traumatizado, sem nenhuma associação com o tipo do acidente, mas tão somente relacionado aos traumas apresentados.

Poder-se-ia estudar a relação existente entre alguns tipos de trauma e tipos de acidentes; entretanto, os resultados dessa relação dificilmente seriam úteis para a determinação de custos de acidentes, dado que esses custos se associam diretamente aos traumas e danos.

Assim, a metodologia proposta no presente trabalho se concentra nos aspectos anatômicos do acidente, buscando diretamente a identificação dos custos associados a cada parte do acidente, para obter o valor de seu todo por adição.

Para efeito de quantificação dos custos de acidentes, a metodologia descrita adiante confere ao trabalho um referencial inovador, passível de replicação/atualização.

Por outro lado, a não identificação de um sub-componente ou a modificação na avaliação de custo de um outro, não altera o trabalho como um todo, dado que a metodologia, fundamentada no princípio da aditividade, permite acrescentar ou subtrair componentes, apenas com fundamentação de aspectos anatômicos, independentemente de considerações sobre a morfologia e de aspectos socioculturais associados aos acidentes.

Estrutura básica da função de custos dos acidentes

A função de custos definida para estimativa dos impactos econômicos dos acidentes nas rodovias brasileiras ficou composta de quatro grupos de componentes de custos relativos:

Ás pessoas; Aos veículos;

Á via e ao ambiente onde ocorre o acidente; e

Ao envolvimento de instituições públicas com o acidente, quer seja o seu atendimento direto ou outras atividades decorrentes do acidente como processos judiciais, por exemplo.

Assim, a função global dos custos dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras ficou definida como segue: acidente =pessoas + veículos + via/ambiente +institucionais Sendo, ¾ pessoas = cuidados em saúde (pré-hospitalar + hospitalar + pós-hospitalar) + perda de produção + remoção/translado ¾ veículos = danos materiais ao veículo + perda de carga +

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remoção/guincho ou pátio + reposição ¾ via/ambiente = danos à propriedade pública + danos à propriedade privada ¾ institucionais = judiciais + atendimento

Os conceitos dos componentes de custos dos acidentes

Custos associados às pessoas

Custo do atendimento pré-hospitalar: atendimento da vítima por unidades dotadas de equipamentos especiais, com veículos e profissionais especializados (ambulâncias, bombeiros, médicos, etc.). Custo do atendimento hospitalar: soma dos custos do atendimento médico hospitalar do paciente não internado e do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva e/ ou Enfermaria.

Impactos sociais e econômicos dos acidentes de trânsito nas rodovias brasileiras

Custo pós-hospitalar: a soma dos custos com reabilitação, para os casos de seqüela temporária ou definitiva, com procedimentos, medicamentos, transporte, equipamentos e outros. Custo da perda de produção: é o custo correspondente às perdas econômicas das vítimas de acidente que, em decorrência da interrupção das suas atividades produtivas, deixam de gerar renda e produção ao sistema econômico.

Custo de remoção/translado: custo de remoção da vítima fatal ao Instituto Médico Legal (IML); e custo de translado — terrestre ou aéreo — da vítima fatal do IML/hospital ao local do funeral.

Gasto previdenciário: é a soma dos custos incorridos:

Á empresa, relativos ao valor da previdência, pago por ela, em um período de até 15 dias de afastamento do trabalho em decorrência de um acidente de trânsito;

Sobre a previdência social, em virtude do afastamento, temporário ou definitivo, do trabalhador em decorrência de um acidente de trânsito; e

Sobre as seguradoras — seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre).

Custos associados aos veículos

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Custo de perda de carga: o custo de avaria da carga que estava no veículo envolvido em acidente.

Custo de remoção/pátio: custo de remoção do veículo e diárias de pátio de armazenamento.

Custo de reposição: despesa incorrida pela substituição do veículo, no período em que ele ficou sem condições de uso.

Custos institucionais

Custo de processos judiciais: custo do funcionamento da estrutura judicial em função do atendimento às questões referentes aos acidentes de trânsito.

Custo do atendimento policial: soma dos custos do tempo dos policiais rodoviários, da utilização de veículos para atendimento no local do acidente e do deslocamento para hospital ou delegacia.

Custos associados à via e ao ambiente do local de acidente

Custo dos danos à propriedade pública: custo de reposição/recuperação de mobiliário ou equipamentos danificados ou destruídos em função de acidentes nas rodovias.

Custo dos danos à propriedade privada: custo de recuperação de propriedades particulares danificadas em função de acidentes de trânsito.

Outros Custos “Não-Valorados”

Todo esforço e empenho na revelação científica, objetiva e insofismável, contida na valoração dos componentes quantificáveis disponíveis neste projeto, não diminui a importância de outros impactos que sublinham a magnitude gigantesca da dimensão não quantificável, sem tradução monetária, das perdas humanas e ambientais associadas aos acidentes de trânsito.

São custos decorrentes das perdas de vida ou de lesões permanentes que impossibilitam uma vida normal, que incidem tanto sobre os envolvidos nos acidentes quanto sobre as pessoas de suas relações. Esses custos são impossíveis de mensurar; mas, quando existem, na maioria das vezes, superam os demais.

Como são imensuráveis, não serão considerados neste trabalho. No entanto, não se deve perder de vista o fato de que os custos aqui encontrados são sempre menores do que os custos realmente incorridos.

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Dessa forma, pretende-se contribuir para a humanização do trânsito no Brasil e para que vidas humanas preciosas sejam poupadas. Afinal, são ao redor de 600 acidentes diários, com cerca de 2.400 pessoas envolvidas, entre mortos, feridos e ilesos, ao dia, no Brasil.

Seqüelas invisíveis dos acidentes de trânsito

Os impactos do estresse pós-traumático de um acidente na pessoa vitimada e nas suas relações familiares e sociais, embora sejam de difícil quantificação, necessitam ser identificados e caracterizados, pois evidenciam a amplitude da violência dos acidentes.

A reação ao estresse é uma resposta neuroquímica e neurofisiológica do cérebro ao perceber que está em perigo. É uma resposta fisiológica, extremamente adaptativa e adequada, com liberação de hormônios e que nos permite sobreviver. No acidente de trânsito, a reação pode ser vivida como uma experiência traumática dependendo das condições e conseqüências do acidente, da ocorrência de perdas de vida, da responsabilidade pela perpetração do acidente, o que aumenta a probabilidade de perturbação mental, a depender de fatores de risco ou de fatores protetores.

Os indivíduos envolvidos em acidentes de trânsito, em especial nas rodovias, em condições de distanciamento físico do atendimento e do resgate, desenvolvem um quadro de co-morbidade onde a depressão e a ansiedade são as conseqüências mais freqüentemente descritas no cenário internacional.

Danos ao meio-ambiente — Acidentes com produtos químicos Milhares de produtos

químicos são produzidos, armazenados, transportados e usados anualmente.

Um acidente no transporte de produto químico ocorre todas as vezes que se perde o controle sobre o risco, resultando em perda de carga, causando danos humanos, materiais e ambientais, com custos sociais e econômicos muito elevados.

Esse custo não foi computado no projeto “Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Rodovias Brasileiras”, tendo em vista a inexistência de informações específicas sobre a perda de carga química, nos bancos de dados de acidentes de trânsito, das rodovias federais e estaduais.

Os impactos ambientais relacionados a acidentes com produtos químicos, além de difícil mensuração, podem ter implicações totalmente diferenciadas, dado que, para cada produto químico lançado ao ambiente, os impactos são diferenciados e podem variar dependendo do tipo de solo, vegetação, clima da região onde houve o acidente; podem variar, também, de

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acordo com as características individuais de cada um dos produtos químicos, bem como sua concentração no ambiente, seu peso, densidade, etc.

Portanto, mensurar os custos ambientais em decorrência de acidentes de trânsito envolvendo carga de produtos químicos é uma difícil tarefa. Devido à sua natureza complexa e de difícil mensuração, os custos econômicos e sociais decorrentes de danos ambientais causados por acidentes de trânsito com produtos químicos não foram valorados no presente estudo.

A inclusão desse elemento deve aumentar significativamente o custo dos acidentes de trânsito nas rodovias e deve ser objeto de futuros trabalhos.

A considerarmos a rápida motorização ocorrida no país nos últimos 15 anos onde saltamos de 29 milhões e meio de Veículos para 84 milhões e 900 mil , e falta de adequação de nossas estradas e vias, é um desafio constante e cotidiano, que precisamos de ter respostas com inteligência e atualização de legislação e técnicas nas estradas visando a redução do número de acidentes, não a estrutura que se encontra atualmente pois cuida desta causa com tanto desdém que é o DENATRAN , que cuida de tudo e não consegue dar resposta a um problema como este , pois quem cuida da regulamentação de veículos, legalização , habilitação de condutores, em um país de dimensões continentais, não consegue desenvolver políticas públicas de prevenção e de redução de número de vítimas de acidentes de transito , e que se faz necessário a criação de uma agencia para cuidar especificamente de políticas para redução do número de vítimas de acidentes de transito.

A considerar que no ano de 2000 o Brasil tinha em seu registro de veículos motorizados um total de 29.503.503 (Vinte e Nove milhões , quinhentos e três mil e Quinhentas e três Unidades) , em 2010 este número alcançava 64.817.974 (Sessenta e Quatro Milhões e Oitocentos e Dezessete Mil e Novecentos e Setenta e Quatro Unidades) em Dezembro de 2014 este número já alcança 84.892.511 (Oitenta e Quatro Milhões e Oitocentos e Noventa e dois Mil e Quinhentos e onze unidades) de veículos motorizados, provavelmente em 2020 o Brasil já terá ultrapassado a casa de 100.000.000 ( Cem Milhões ) de Veículos Motorizados.

Segundo estudos feitos pelo IPEA e PRF os custos em acidentes sem vitimas, com vitimas e com pessoas vindo a óbito, os custos por envolvido de acordo com a gravidade da lesão.

Em nosso estudo estamos utilizando apenas os custos associados as pessoas (cuidados em saúde (pré-hospitalar + hospitalar + pós-hospitalar) + perda de produção + remoção/ translado ) e os custos Institucionais ( judiciais + atendimento ) atualizados são os seguintes :

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Neste estudo estão incluídos os Custos associados às pessoas, Custos institucionais As estimativas indicam que existe um elevado custo para sociedade Brasileira, gerado por acidentes de trânsito:

1) Custo de acordo com a gravidade da lesão (unitário) Custo (R$) Ileso R$ 1.839,94 Feridos leves (Dams) R$ 8.635,77 Feridos graves (Invalidez Permanente) R$ 141.155,96 Com Fatalidade ( Morto ) R$ 433.286,69 2) Segundo o DPVAT temos em 2014 um total de :

gravidade da lesão Quantidade de vitimas Ileso (Sem dados) -0- Feridos leves (Dams) 115.446 Feridos graves (Invalidez Permanente) 595.693 Com Fatalidade ( Morto) 52.226

Total de Vitimas de acidentes de transito em 2014 763.365

2) Calculo e cruzamento de dados:

Qtd de Vitimas Vitimas Custo Custos Total Ileso (Sem dados) -0-

(Dams) 115.446 R$ 8.635,77 996.965.103,00 (Invalidez Permanente) 595.693 R$141.155,96 84.085.035.415,00 (Mortes) 52.226 R$433.286,09 22.628.794.636,00

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Neste estudo, não foi possível quantificar o numero de vitimas de acidentes de transito ilesos , pois não há dados nacionais disponíveis sobre este tipo de ocorrência, sendo usado pelo IPEA /PRF somente para os dados estatísticos das rodovias federais não incluindo os dados dos Estados e municípios, que é objeto deste estudo a inclusão de todas as vitimas de acidentes de transito no Brasil.

Considerações Finais :

Ainda tem muito por fazer, pois a segurança rodoviária é um grande desafio do século XXI. São necessárias Ações.

* Trazer para a Agenda da Sociedade o Tema segurança rodoviária, pois o Brasil é um país continente, do tamanho do continente Europeu.

* Adotar uma abordagem de sistema de segurança e do Plano de Ação da ONU . * Implementando intervenções e comprovar, através de auditorias Independentes. * Monitorar o progresso.

* Melhorar recolhimento de dados da segurança rodoviária e sistemas de análise com base nas melhores práticas internacionais .

*Desenvolver e operar um sistema adequado de gestão de dados de segurança rodoviária.

* Dados Estatísticos de vitimas de acidentes de transito. Fazer a ligação dos dados da polícia e dos hospitais : • Ambos os conjuntos de dados são incompletos • Existem métodos determinísticos e probabilísticos • Para ligar entre si e para estimar total geral

O trabalho realizado traz estimativas nada animadoras, pois pelo conhecimento da cultura da sociedade Brasileira, que não tem o pragmatismo do planejamento, e trabalha com o famoso jeitinho, temos um grande desafio, pois não basta apenas ações pontuais, mas é necessário ações planejadas, pois temos um gasto com acidentes de trânsito estimado entre 120 Bilhões de Reais Anuais a 140 Bilhões de Reais de acordo com

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dados de 2014, número de vitimas de acidentes de trânsito ( DPVAT) e Custos por vítima (IPEA), neste estudo não foram contabilizados as vítimas de acidentes que Ficaram ilesas, pois não existe um registro nacional disponibilizado.

Também não foram contabilizados os Custos associados aos veículos, Custos associados à via e ao ambiente do local de acidente e Outros Custos “Não-Valorados” tenho certeza que com a inclusão destes custos podem até superar a casa dos 140 Bilhões de Reais no ano de 2014.

Não temos objetivo de sub-avaliar, os custos que os acidentes de trânsito impõe ao conjunto da sociedade brasileira, muito menos de super-avaliar, mas temos objetivo de trabalhar com os dados da realidade, ou na pior da hipóteses os dados mais próximos da realidade, o grande desafio é conseguir os dados reais, pois nosso sistema de trânsito o SNT ( Sistema Nacional de Transito) cuida de tantas coisas que não esta desenvolvendo uma agenda envolvendo todos os atores que trabalham com a segurança rodoviária no Brasil. Daí temos um atraso nas políticas para a redução do numero de vitimas de acidentes de transito , pois é um trabalho inter-setorial e interministerial que ao meu ver deveria ser coordenado pelo Ministério da saúde, como na ONU é coordenado pela OMS e nas Américas pela OPAS.

Ou ter uma Agencia Nacional criada para esta finalidade seria uma opção mais atualizada, com a realidade mundial..

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Referências bibliográficas:

Fonte: IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DOS ACIDENTES DE TRANSITO NAS AGLOMERAÇÕES URBANAS BRASILEIRAS - IPEA/ ANTP 2003

Fonte: : IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS DOS ACIDENTES DE TRANSITO NAS RODOVIAS BRASILEIRAS IPEA/DENATRAN - DEZ/2006

Fonte: WHO GLOBAL STATUS REPORT, 2013

Fonte: DPVAT ANO 04 – VOLUME 4 – JANEIRO A DEZEMBRO DE 2014

Fonte: ACIDENTES DE TRANSITO NAS RODOVIAS FEDERAIS BRASILEIRAS CARACTERIZAÇÃO, TENDÊNCIAS E CUSTOS PARA A SOCIEDADE IPEA/PRF SETEMBRO 2015.

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