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Avaliação isocinética como método de medição complementar do diagnóstico cinético-funcional

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Academic year: 2021

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MATEUS KLOPPEL

AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA COMO MÉTODO DE MEDIÇÃO COMPLEMENTAR DO DIAGNÓSTICO CINÉTICO-FUNCIONAL: ESTUDO DE 26 CASOS DE

PÓS-OPERATÓRIO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

Palhoça 2011

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AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA COMO MÉTODO DE MEDIÇÃO COMPLEMENTAR DO DIAGNÓSTICO CINÉTICO-FUNCIONAL: ESTUDO DE 26 CASOS DE

PÓS-OPERATÓRIO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no curso de fisioterapia como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia pela Universidade do Sul de Santa Catarina.

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Orientador: Rômulo Nolasco Brito, M.Sc

Palhoça 2011

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AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA COMO MÉTODO DE MEDIÇÃO COMPLEMENTAR DO DIAGNÓSTICO CINÉTICO-FUNCIONAL: ESTUDO DE 26 CASOS DE

PÓS-OPERATÓRIO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no curso de fisioterapia como requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Fisioterapia pela Universidade do Sul de Santa Catarina.

_________________,______de__________de 20___. Local dia mês ano

_______________________________________ Profa. e orientadora Rômulo Nolasco Brito, MSc.

Universidade do Sul de Santa Catarina

_______________________________________ Prof. Luiz Augusto Oliveira Belmonte, MSc.

Universidade do Sul de Santa Catarina

_______________________________________ Prof. Luis Rogério Saldanha, MSc. Universidade do Sul de Santa Catarina

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A Deus, pelo privilégio de viver esta experiência e por nos cercar de pessoas tão maravilhosas.

Aos pais José Claudio Kloppel e Rosangela de Fátima Souza Kloppel, pela dádiva da vida e que sem vocês esse sonho não seria possível.

Ao Professor e orientador MSc. Rômulo Nolasco Brito, pela dedicação, comprometimento e pelo vasto conhecimento repassado. Seu apoio foi fundamental para realização deste estudo.

Ao ESp. Robson Dias, pela confiança e disponibilidade de realizar o trabalho em sua clínica e que sem ele esse trabalho não seria realizado.

Ao Professor MSc. Luiz Augusto de Oliveira Belmonte, pela participação, orientação e contribuição no aprofundamento do trabalho e grande auxílio durante toda a formação acadêmica.

Ao meu irmão Wagner, pelo incentivo, compreensão, amizade e amor durante toda a vida.

A minha namorada Fernanda Besen, pela força, companheirismo e apoio incondicional.

Aos meus amigos Bruno Augusto Estácio Zunino e Mayckon da Silva Pereira, que contribuíram para confecção deste trabalho e amizade que foi construída durante a realização da desse curso.

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A avaliação dos déficits musculares, também conhecido como avaliação isocinética, se caracteriza pela diferença significativa de desempenho muscular entre membro lesado ou dominante comparado com o lado saudável ou contralateral. Lesões do LCA ocorrem geralmente quando o estresse no ligamento é grande o suficiente para causar uma ruptura. Esse tipo de lesão pode ocorrer com um trauma direto ou indireto, onde a lesão pode ser parcial ou total, dependendo da força, movimento e alongamento. Objetivo: analisar as informações obtidas a partir da avaliação

isocinética como método de medição complementar do diagnóstico cinético-funcional e conduta de tratamento. Material e Método: a natureza da pesquisa foi

classificada como básica, quantitativa, descritiva, exploratória e de levantamento de dados. Os dados das avaliações isocinética foram obtidos a partir do banco de dados disponível na Clínica de Fisioterapia Diagnóstica – Isocinética de acordo com os critérios de inclusão. Foram recrutados 50 sujeitos, porem só 26 preencheram os critérios de inclusão. Os instrumentos utilizados na pesquisa foram o questionário de funcionalidade do joelho (Lysholm) e avaliação isocinética. Resultados: os 26 sujeitos envolvidos na pesquisa eram do sexo masculino, com média de idade (30,6 anos), média de massa corporal (79,8 kg) e estatura média de (175,2). O resultado da escala de Lysholm foi de (87%±0,09). Nos valores encontrados no dinamômetro isocinético realizado com contração concêntrica de 60ºs, o déficit de pico de torque para extensão do joelho foi de 20,4±15,4% e para flexão de joelho o déficit foi de 5,3±17,1%. Já o déficit encontrado no trabalho por repetição para extensão do joelho foi de 19,7±14,6% e na flexão o déficit foi de 9,3±18,4%. Conclusões: portanto a

avaliação isocinética possui fundamental importância como um método complementar para o diagnóstico cinético-funcional. Recomendações: Sugere-se

que o método de avaliação isocinética seja associado a um protocolo de reabilitação para acompanhar o desempenho e possível evolução do sujeito durante o tratamento fisioterapêutico.

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The assessment of muscle deficits, also known as isokinetic, is characterized by a significant difference in muscle performance between injured limb or dominant compared to the healthy side or against-side. ACL injuries typically occur when the stress in the ligament is large enough to cause a rupture. This type of injury can occur with a direct or indirect trauma, where the lesion can be partial or total, depending on strength, movement and stretching. Objective: To analyze the information obtained from the isokinetic measurement method complementary to the kinetic-functional diagnosis and management of treatment. Matrial and Methods: The nature of the research was classified as basic, quantitative, descriptive, exploratory and survey data. Isokinetic evaluation data were obtained from the database available in the Diagnostic Clinic Physiotherapy - Isokinetic according to the criteria for inclusion. We recruited 50 subjects, but only 26 met the inclusion criteria. The instruments used in the questionnaire survey were knee function (Lysholm) and isokinetic evaluation. Results: 26 subjects involved in the survey were male, mean age (30.6 years), mean body mass (79.8 kg) and mean height (175.2). The result of the Lysholm scale was (87% ± 0.09). On values found in isokinetic concentric contraction performed with 60 ° s, the deficit of peak torque for knee extension was 20.4 ± 15.4% for knee flexion and the deficit was 17.1 ± 5.3% . Already the deficit found work by repetition for knee extension was 19.7 ± 14.6% in flexion and the deficit was 18.4 ± 9.3%. Conclusion: isokinetic evaluation has therefore very important as a complementary method for diagnosis kinetic-functional. Recommendations: It is suggested that the method of isokinetic evaluation is associated with a rehabilitation protocol for monitoring the performance and possible evolution of the subject during physical therapy.

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1. INTRODUÇÃO ...10

1.1 PROBLEMA ...10

1.2. OBJETIVOS ...Erro! Indicador não definido.2 1.2.1. Objetivo geral ...12

1.2.2. Objetivos específicos...12

2. REFERENCIAL TEÓRICO...13

2.1 JOELHO: TÓPICOS ESPECIAIS E BIOMECÂNICA FUNCIONAL...13

2.1.1 LCA: Caracterização e Mecanismo de Lesão...14

2.2 AVALIAÇÃO CLÍNICA...15

2.2.1 Exames Complementares...15

2.2.2 Testes Clínicos...16

2.3 AVALIAÇÃO FUNCIONAL APLICADA ÀS LESÕES DE LCA...16

2.4 MÉTODOS DE MEDIÇÃO...18

2.4.1 Avaliação Isocinética...18

2.5 TRATAMENTO CONSERVADOR E CIRURGICO...21

3. MATERIAL E MÉTODO...23

3.1 CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO...23

3.2 CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA...23

3.3 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS...24

3.4 PROCEDIMENTOS...25

3.5 ANÁLISE DE DADOS...25

4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS...26

4.1 DADOS GERAIS DOS SUJEITOS...26

4.2 DADOS DO ÍNDICE FUNCIONAL DE LYSHOLM...28

4.3 DADOS OBTIDOS DA AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA...28

4.3.1 Pico de Torque...28

4.3.2 Trabalho por Repetição...30

5. CONCLUSÕES...32

5.1 RECOMENDAÇÕES...32

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ANEXO 1 - Questionário Especifico Para Joelho (Escala de Lysholm)...41 APENDICE...42 APÊNDICE 1 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido...43

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1. INTRODUÇÃO

1.1. O PROBLEMA

O joelho, é muito suscetível às lesões traumáticas, por ser submetido a esforços, já que se localiza entre um braço de força e um braço de alavanca, a tíbia e o fêmur, além de não ser protegido por tecido adiposo e tecido muscular. Esta falta de proteção predispôs para freqüentes lesões nesta articulação (BORBA, 2005).

As lesões isoladas do ligamento cruzado anterior estão, associadas em quase metade de todas as lesões ligamentares do joelho e estão entre as causas mais comuns de instabilidade do joelho (MICHAEL, 2009). Nesta mesma linha, o autor Borba (2005), relata que a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho é muito comum em indivíduos praticantes de atividades esportivas, principalmente em esportes de alto nível, como o futebol. A estrutura biomecânica, a idade, nível de atividade e o fenótipo, podem ser responsáveis pela predisposição dessas lesões. Segundo Araujo (2003),

O LCA faz parte da articulação do joelho, estando localizado na parte central da cápsula articular, fora da cavidade sinovial. Durante a flexão o feixe Antero-medial tensiona-se e o feixe póstero-lateral relaxa sendo que esse processo é invertido durante a extensão. Com a ruptura do LCA o joelho perde a atuação referente a este ligamento. A alta incidência de lesões neste ligamento leva a uma evidência de instabilidade do joelho impõe uma solução terapêutica que seja bem sucedida, uma vez que esta lesão pode trazer conseqüências desagradáveis para as atividades de vida diária (ZENINI, 2004).

Lesões do LCA ocorrem geralmente quando o estresse no ligamento é grande o suficiente para causar uma ruptura. Esse tipo de lesão pode ocorrer com um trauma direto ou indireto, onde a lesão pode ser parcial ou total, dependendo da força, movimento e alongamento. Geralmente a lesão é dada por uma manobra de torção, e desaceleração súbita, geralmente seguida de estalos e hemartroses, presente dentro de poucas horas ou ainda abdução com rotação externa e hiperextensão (ZINNI, 2004).

Nesse tipo de lesão, o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, no caso, dependerá do tipo de lesão e qual o seu nível. No tratamento conservador, serão priorizados fatores como, diminuição da dor e edema, evitar atrofias e encurtamentos musculares e fortalecer músculos estabilizadores que envolvem a articulação do joelho (COHEN, 2007). A fisioterapia conservadora terá um bom

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resultado funcional, quando alguns critérios baseados em programas de reabilitação de pós operatório de LCA, forem traçados do início até as fases finais do tratamento

(PEZZULLO, 2010). Já no tratamento cirúrgico, o

sucesso da reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) depende de fatores como, a escolha do enxerto, técnica cirúrgica e do processo de reabilitação (CARDONE, 2004). A reconstrução do LCA pode ser realizada com enxertos do tendão patelar (TP), ou com o enxerto dos tendões flexores (semitendinoso e grácil) (EIJI, 2008).

Segundo Ufuk (2010), a ruptura do LCA é uma das lesões traumaticas mais comuns e mais graves no ambiente esportivo e que pode resultar em prejuízos funcionais significativos e num fim prematuro de uma carreira esportiva em indivíduos fisicamente ativos. Carvalho (2007), um dos fatores mais referido na literatura como causa provável de lesões desportivas, são os desequilíbrios musculares. Neste caso, a avaliação isocinética assume particular importância na concepção de programas de prevenção de lesões e no preparo para o retorno das atividades desportivas.

Déficit de força muscular tem sido geralmente encontrado após Reconstrução do LCA (Lautamies, 2008). A avaliação dos déficits musculares, também conhecido como avaliação isocinética, se caracteriza pela diferença significativa de desempenho muscular entre membro lesado ou dominante, comparado com o lado saudável ou contralateral. São realizadas as avaliações, através dos dinamômetros isocinéticos computadorizados, sendo considerados os mais apropriados para coleta de dados, devido a sua objetividade, segurança e reprodutibilidade em avaliações. Além disso, estudos que utilizam dinamômetros isocinéticos, fornecem referências para progressão das fases da reabilitação no pós-operatório e para critério de retorno ao esporte sem restrições (VASCONCELOS, 2009).

O estudo visa obter informações a partir da avaliação isocinética como método de medição complementar do diagnóstico cinético-funcional e conduta de tratamento.

A partir disto questiona-se: Quais informações são obtidas a partir da avaliação isocinética para complementação do diagnóstico cinético-funcional e conduta de tratamento?

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1.2. OBJETIVOS

A partir da questão problema, elaborou-se os seguintes objetivos: 1.2.1. Objetivo Geral

Analisar as informações obtidas a partir da avaliação isocinética como método de medição complementar do diagnóstico cinético-funcional e conduta de tratamento.

1.2.2. Objetivos Específicos

 Caracterizar o perfil dos sujeitos quanto, à data da cirurgia, procedimento cirúrgico, diagnóstico médico, idade, sexo, massa corporal e estatura;

 Identificar o tipo de lesão e déficit funcional da amostra;

 Obter os valores de pico de torque e trabalho por repetição do grupo flexor e extensor do joelho.

 Verificar os escores de capacidade funcional através da escala de (Lysholm);  Recomendar adequações e inovações dos programas de tratamento a partir

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2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 JOELHO: TÓPICOS ESPECIAIS E BIOMECÂNICA FUNCIONAL

O joelho faz parte da cadeia cinética e é diretamente afetado pelos movimentos e pelas forças que ocorrem e que são transmitidos a partir do pé, do tornozelo e da parte distal da perna. O joelho, por sua vez, deve transmitir forças para a coxa, o quadril, a pelve e a coluna. Certamente, como faz parte da cadeia cinética, o joelho é suscetível à lesão resultante da absorção dessas forças (PRENTICE e VOIGHT, 2003, p. 505).

A articulação do joelho é a maior e mais exigida articulação do corpo humano, sendo composto pelos ossos fêmur, tíbia, fíbula e patela, acoplados por estruturas de suporte e estabilização como ligamentos, cápsula articular, meniscos e músculos (TRILHA, 2009). O mesmo autor relata que, devido à elevada solicitação mecânica a que é submetido em sua função de suporte, as inúmeras lesões nessa articulação estão associadas, tais como rupturas totais e parciais dos ligamentos, fissuras e lesões nos meniscos, lesões osteocondrais, fraturas ósseas entre outras.

Segundo Kisner e Colby (1998), a articulação do joelho permite mobilidade e estabilidade, alongando e encurtando, o membro inferior para elevar e abaixar o corpo ou mover o pé no espaço. Atua no suporte de carga, quando o indivíduo está em pé juntamente com o quadril e tornozelo.

De acordo com Kapandji (2000), o joelho é a articulação intermédia do membro inferior e possui dois graus de liberdade. O primeiro grau de liberdade, se dá pelo movimento de flexão e extensão, que lhe permite regular a distância do corpo com relação ao chão. De forma acessória, a articulação do joelho possui um segundo grau de liberdade: a rotação sobre o eixo longitudinal da perna, que só aparece quando o joelho está flexionado.

Magee (2002), relata que, a articulação do joelho é muito suscetível às lesões traumáticas porque está localiza nas extremidades de dois longos braços de alavanca, a tíbia e o fêmur. Além disso, como a articulação conecta a um osso longo ´´assentando-se`` sobre outro osso longo, ela depende dos ligamentos e músculos que a rodeiam, para sua resistência e estabilidade, não da sua configuração óssea.

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2.1.1 LCA: CARACTERIZAÇÃO E MECANISMOS DE LESÃO

O ligamento cruzado anterior (LCA), cuja inserção tibial se localiza na superfície pré-espinhal, ao longo da glenóide interna, entre a inserção do corno anterior do menisco interno pela frente e a do menisco externo por trás. O seu trajeto é oblíquo para cima, para traz e para fora e sua inserção femoral se realiza sobre a face axial do côndilo externo, no nível de uma zona estreita e alongada verticalmente em contato com a cartilagem, na parte mais posterior desta face (KAPANDJI, 2000, p.124).

Prentice e Voight (2003), afirmam que, o LCA evita que o fêmur se mova posteriormente durante a sustentação de peso, estabiliza o joelho na extensão total e evita a hiperextensão. Também estabiliza a tíbia contra a rotação interna excessiva e serve como limitador secundário para o estresse valgo/varo quando o ligamento colateral está lesado.

De acordo com Vasconcelos (2011), o ligamento cruzado anterior (LCA) tem como função primordial de impedir o deslocamento anterior da tíbia. O LCA é responsável por 86% da restrição da anteriorização da tíbia. Com a ruptura desse ligamento, gera-se instabilidade crônica do joelho, a qual se não tratada, pode evoluir para lesão meniscal, degeneração articular e modificações artríticas (THIELE, 2009).

As lesões isoladas do ligamento cruzado anterior estão associadas em quase metade de todas as lesões ligamentares do joelho e estão entre as causas mais comuns de instabilidade do joelho (MICHAEL, 2009). Nesta mesma linha o autor Borba (2005), afirma que a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho é muito comum em indivíduos praticantes de atividades esportivas, principalmente em esportes de alto nível, como o futebol. A estrutura biomecânica, a idade, nível de atividade e o fenótipo podem ser responsáveis pela predisposição dessas lesões.

Segundo Araujo (2003),

O LCA faz parte da articulação do joelho, estando localizado na parte central da cápsula articular, fora da cavidade sinovial. Durante a flexão o feixe Antero-medial tensiona-se e o feixe póstero-lateral relaxa sendo que esse processo é invertido durante a extensão. Com a ruptura do LCA o joelho perde a atuação referente a este ligamento. A alta incidência de lesões neste ligamento leva a uma evidência de instabilidade do joelho impõe uma solução terapêutica que seja bem sucedida, uma vez que esta lesão pode trazer conseqüências desagradáveis para as atividades de vida diária (ZENINI, 2004).

No que diz respeito, as lesões do LCA ocorrem geralmente com flexão do joelho entre 0º e 30º, normalmente em situações de não-contacto, em corrida ou em

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salto (BRITO, 2009). Esse tipo de lesão pode ocorrer com um trauma direto ou indireto, onde a mesma pode ser parcial ou total, dependendo da força, movimento e alongamento. Geralmente a lesão é dada por uma manobra de torção, e desaceleração súbita, seguida de estalos e hemartroses, presente dentro de poucas horas, ou ainda abdução com rotação externa e hiperextensão (ZINNI, 2004).

Figura 1- Mecanismo de lesão do LCA Fonte http://fisiobrasaogouveia.blogspot.com

2.2 AVALIAÇÃO CLÍNICA

2.2.1 Exames Complementares

Exames de imagens são fundamentais para confirmar um diagnóstico clínico. Exames como, a ressonância magnética (RM) é fundamental nas lesões ligamentares, em virtude da sua capacidade de mostrar tecido mole, tão bem como o tecido ósseo, enquanto não oferece exposição ionizante. A RM deve ser usada somente para confirmar ou esclarecer um diagnóstico clínico (MAGEE, 2002).

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2.2.2 Testes Clínicos

De acordo com Peccin (2006), a falta de um instrumento específico para avaliação de sintomas do joelho, na língua portuguesa, trouxe-nos o interesse pela tradução do “Lysholm Knee Scoring Scale", um dos questionários que mais vem sendo utilizado para avaliação da funcionalidade e dos síntomas do joelho na área de traumatologia. A escala ou questionário Lysholm é composto por oito questões, com alternativas de respostas fechadas, cujo resultado final é expresso de forma nominal e ordinal, sendo “excelente" de 95 a 100 pontos; “bom", de 84 a 94 pontos; “regular", de 65 a 83 pontos e “ruim", quando os valores forem iguais ou inferiores a 64 pontos.

Segundo Abdalla (2005), a avaliação artrométrica do joelho, feita pelo Artrômetro Eletrônico KT1000TM apresenta-se como um método eficiente no

diagnóstico da lesão do LCA. O artrômetro eletrônico KT1000TM, consiste em um

sistema instrumentado de mensuração do deslocamento ântero-posterior da tíbia em relação ao fêmur. Dentre as vantagens da utilização do artrômetro eletrônico KT1000TM, podemos destacar a possibilidade de repetição do teste (permitindo

comparação com testes subseqüentes) e também a capacidade de quantificar numericamente a frouxidão ântero-posterior do joelho, o que não acontece com os testes manuais, uma vez que dependem inteiramente da sensibilidade do avaliador.

2.3 AVALIAÇÃO FUNCIONAL APLICADA ÀS LESÕES DE LCA

A avaliação funcional nas lesões ligamentares é fundamental para determinar o tipo e a gravidade da lesão. Pode ser iniciada com a inspeção estética, onde se avalia o trofismo muscular; presença de edema no joelho; presença de equimoses; desvíos angulares e eventuais cicatrizes operatórias. Na inspeção dinâmica, se possível, deve-se observar a marcha do paciente, o que permite observar desvíos angulares ou rotacionais. A palpação é fundamental para detectar pontos dolorosos

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na periferia ligamentar do joelho, que geralmente corresponde aos locais de lesão e o derrame articular (BORBA, 2005).

Comúnmente após de uma cirurgia ortopédica, como a de reconstrução do LCA, o derrame articular está presente, fazendo que aumente a circuferência da articulação do joelho devido ao edema. Essa circunferência deve ser mensurada com o paciente em decúbito dorsal, membros inferiores estendidos e relaxados. Com uma fita métrica corrente em 5, 10 e 15 cm infra-patelar partindo-se do limite inferior da patela e supra-patelar, a fim de mensurar o nível de edema e a atrofia do quadríceps. Essa medida deve ser iniciada com o membro sadio e depois deve ser comparar com o membro contralateral (BELCHIOR, 2008)

A medida da amplitude de movimento articular (ADM) é um componente fundamental na avaliação física, pois identifica as limitações articulares, bem como permite aos profissionais acompanharem de modo quantitativo, a eficácia das intervenções terapêuticas durante a fase de reabilitação. O instrumento mais utilizado pelos terapeutas para medir a ADM é o goniômetro universal (BATISTA, 2006). A goniometria manual é um método muito utilizado na clínica fisioterapêutica para a avaliação da amplitude de movimento. Entre as vantagens dessa metodologia, cita-se o baixo custo do instrumento e a fácil mensuração, que depende quase que exclusivamente, da experiência anterior do avaliador (SACCO, 2007). Estudos mostram alta confiabilidade da goniometria para medidas de ADM do joelho. Essa confiabilidade, se dá pela consistência entre as medidas sucessivas da mesma variável, no mesmo sujeito e nas mesmas condições (BATISTA, 2006).

Conforme Veiga (2007), para avaliar a ADM do joelho em extensão o paciente deve estar em decúbito dorsal, e para a avaliação do joelho em flexão o paciente deve estar em decúbito ventral com o quadril em posição neutra. Os testes específicos de função ligamentar, são fundamentais para identificar instabilidade articular. Para Cipriano (1999), o teste de gaveta anterior deve ser realizado com o paciente em decúbito dorsal, com a perna fletida e pé repousando sobre a maca. O examinador senta-se sobre o ante-pé do paciente. Com o pé do paciente em rotação neutra, este deve colocar a mão por trás do joelho flexionado e puxar a tíbia exercendo uma tração no sentido anterior. Conforme o movimento apresentado, determina-se se há lesão do ligamento cruzado anterior e o grau desta lesão.

Comforme Renstrom (2008), a precisão dos testes para diagnóstico de lesão do LCA tem sido questionada. O teste Lachman é uma maneira mais fidedigna para

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decisão do diagnóstico de uma ruptura do LCA. Segundo Ahn (2009), o teste de Lachman realiza-se com o joelho fletido a 20º e o examinador segura firmemente a tíbia e o fêmur do paciente, realizando o tracionamento da tíbia para frente de forma semelhante ao teste de gaveta anterior. O teste de Lachman pode ser classificado de acordo com o nível de deslocamento anterior da tíbia (grau 1 = 0-5 mm, grau 2 = 6-10mm, grau 3> 10 mm).

O Teste do Pivot-Shift é realizado da seguinte maneira: o paciente deita em supino na mesa de exames com o joelho em completa extensão. A tíbia do joelho afetado é segurada no nível do tubérculo tibial pela mão direita ou esquerda do examinador. A mão oposta segura o tornozelo ipsilateral e aplica rotação interna máxima. O joelho é então flexionado enquanto a mão mais próxima aplica um estresse valgo ao joelho. Durante essa manobra o examinador irá sentir, e o paciente sofrerá um brusco jerk da tíbia no fêmur se o teste for positivo (GOULD, 1993, p.158, 159).

2.4 MÉTODOS DE MEDIÇÃO

Existem métodos específicos para avaliação da articulação do joelho. Quando essa articulação sofre algum tipo de lesão, como a ruptura do LCA, os métodos mais utilizados para que se chegue a um diagnóstico cinético-funcional são; goniometria, fotometria, avaliação funcional, artrômetro KT1000 (mensuração do deslocamento anterior da tíbia) e avaliação isocinética (mensuração dos defcit muscular).

2.4.1 Avaliação Isocinética

Segundo Ufuk (2010) e Stiven (2010), a ruptura do LCA é uma das lesões traumáticas mais comuns e mais graves no ambiente esportivo, e podendo resultar em prejuízos funcionais significativos e num fim prematuro de uma carreira esportiva em indivíduos fisicamente ativos. Carvalho (2007), relata que um dos fatores mais referido na literatura como causa provável de lesões desportivas, são os desequilíbrios musculares. Neste caso, a avaliação isocinética assume particular importância na concepção de programas de prevenção de lesões e no preparo para o retorno das atividades desportivas.

De acordo com Gould (1993), o modo mais efetivo para medir a força, resistência e endurance, é através de um dinamômetro isocinético. Este método é

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superior aos outros, em função de que permite testar a resistência e a força em pequenas e grandes velocidades, e avaliar endurance muscular. Vários estudos têm utilizado o teste isocinético para documentar os déficits de força da musculatura do joelho de indivíduos com degeneração articular e ruptura ligamentar (TRAETE, 2007).

A avaliação isocinética é definida simplesmente como “velocidade constante”. O fisioterapeuta estabelece previamente a velocidade a ser aplicada pelo paciente, não a força. A importância clínica dessa prática está em que, se sentir alguma dor ou quando a fadiga se instalar, o paciente consegue continuar com a contração dinâmica ao longo de toda ADM; porém, a produção de torque será reduzida (PRENTICE e VOIGHT, 2003, p. 146).

Déficit de força muscular tem sido geralmente encontrado após Reconstrução do LCA (LAUTAMIES, 2008). A avaliação dos déficits musculares, também conhecido como avaliação isocinética, se caracteriza pela diferença significativa de desempenho muscular entre membro lesado ou dominante, comparado com o lado saudável ou contralateral. São realizadas as avaliações, através dos dinamômetros isocinéticos computadorizados, sendo considerados os mais apropriados para coleta de dados devido a sua objetividade, segurança e reprodutibilidade em avaliações. Além disso, estudos que utilizam dinamômetros isocinéticos, fornecem referências para progressão das fases da reabilitação no pós-operatório e para critério de retorno ao esporte sem restrições (VASCONCELOS, 2009).

Conforme Tarrieri (2007), as indicações para o exame referem-se ao estudo da proporção do equilíbrio muscular agonista/antagonista e na diferença entre os grupos musculares agonistas de um lado comparado ao seu lado contralateral. O teste não tem como objetivo fornecer diagnóstico etiológico, mas permite adequada avaliação funcional do aparelho locomotor. A avaliação é útil no estudo comparativo dos microtraumas de repetição e macrotraumas que ocasionaram lesões, tais como entorses, tendinopatias, rupturas musculotendíneas, contusões, fraturas, sinovites, miosites e síndromes neurovasculares. O mesmo autor relata que as contra-indicações da avaliação isocinética, são aqueles acometimentos dolorosos com ou sem processo inflamatório clínico evidente, tempo insuficiente para um processo de reparação tecidual, e descompensações do sistema cardiorrespiratório, como hipertensão arterial não controlada, angina, arritmia. A limitação da amplitude de movimento (ADM), torna-se uma contra-indicação relativa, pois não se obtêm resultados ideais comparando-se lados com amplitudes de movimento diferentes.

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Segundo Abdalla (2009), os testes funcionais e isocinéticos são usados para avaliar joelhos após cirurgia de reconstrução ligamentar, com o objetivo de estimar a recuperação da força muscular e a relação agonista/antagonista. Nas afecções do joelho, temos como interesse a avaliação nas lesões meniscais, ligamentares, capsulares, femoropatelares e musculotendíneas. É necessário um critério na indicação do exame. Havendo, portanto, patologia ou doença associada, torna-se prudente uma avaliação médica prévia, dando respaldo à responsabilidade para a indicação do exame (TARRIERI, 2007). De acordo com Lustosa (2007), para a realização da avaliação isocinética, o indivíduo posiciona-se na cadeira do dinamômetro, mantendo o quadril a 80º de flexão, tronco apoiado e fixado pelas correias do aparelho.

O exame isocinético no joelho, seja para avaliação ou para reabilitação, pode utilizar velocidades angulares que variam, normalmente, entre 30°/seg e 300°/seg, tais velocidades podem ser consideradas lentas (< 180°/seg) ou rápidas (> 180°/seg). A velocidade de 180°/seg pode ser considerada intermediária. Para o melhor estudo do pico de torque e do trabalho, utiliza-se velocidade angular do tipo lenta, pois quanto menor a velocidade angular maior é o torque ou o trabalho. Neste caso, a velocidade mais usada é a de 60°/seg (TERRERI, 2001). O voluntário a ser avaliado deve ser orientado quanto ao teste e a necessidade de realização do esforço máximo. Em cada uma das velocidades ha um treino com três repetições, para familiarização, realizando-se a avaliação isocinética com a medida de cinco repetições em esforço máximo. O indivíduo deve ser incentivado através de palmas e frases como "Vamos lá! Força. Não pára. Força..." (LUSTOSA, 2007).

Os parâmetros obtidos na avaliação isocinética são; Pico de torque

(representa o ponto de maior torque na amplitude de movimento); Trabalho

(representa a energia realizada no esforço muscular durante o movimento);

Potência (É o resultado do trabalho realizado dividido pelo tempo, expresso em

watt); Relação de equilíbrio agonista/antagonista (é a divisão entre o valor do

agonista dividido pelo antagonista, seja relacionado ao pico de torque, trabalho ou potência, expresso em percentagem); Índice de resistência (obtido quando o

número de repetições for igual ou superior a seis, mostrando-se a proporção, em percentagem, da metade final sobre a metade inicial do trabalho realizado); Tempo de aceleração (tempo em segundos, normalmente décimos ou centésimos de

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segundo, necessário para que a velocidade angular preconizada seja atingida pelo esforço do indivíduo no início do movimento) (TERRERI, 2007).

Figura 2: Dinamômetro Isocinético Cybex Fonte: www.isokinetic.info

2.5 TRATAMENTO CONSERVADOR E CIRÚRGICO

Nesse tipo de lesão o tratamento pode ser conservador ou cirúrgico, no caso, dependerá do tipo de lesão e qual o seu nível. No tratamento conservado serão priorizados fatores como, diminuição da dor e edema, evitar atrofias e encurtamentos musculares e fortalecer músculos estabilizadores que envolvem a articulação do joelho (COHEN, 2007). A fisioterapia conservadora terá um bom resultado funcional, quando alguns critérios baseados em programas de reabilitação de pós operatório de LCA forem traçados do início até as fases finais do tratamento (PEZZULLO, 2010). Thiele (2009), relata que na primeira semana de tratamento fisioterapêutico o objetivo é atingir 90° de flexão de joelho, controlar a dor e o derrame articular. Nos meses seguintes, devem-se iniciar com exercícios isométricos, exercícios de propriocepção e exercícios ativos livre. A hidroterapia deve ser incluída a partir da retirada dos pontos e da cicatrização completa dos tecidos.

No tratamento cirúrgico, o sucesso da reconstrução do LCA depende de fatores como a escolha do enxerto, técnica cirúrgica e do processo de reabilitação

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(CARDONE, 2004). Segundo Gali (2011), a técnica cirúrgica mais comumente utilizada para reconstrução do LCA é a da reconstrução artroscópica, com uma única banda, tendo uma porcentagem de sucesso das reconstruções que variam de 69% a 95%. O mesmo autor relata que a reconstrução com dupla banda é uma técnica segura e eficaz para restaurar a estabilidade articular após a lesão do LCA, sem prejudicar o grau de mobilidade e com baixa incidência de complicações.

Para Eiji (2008), a reconstrução do LCA pode ser realizada com enxertos do tendão patelar (TP), ou com o enxerto dos tendões flexores do joelho (semitendinoso e grácil). Conforme Castro (2011), a reconstrução do LCA com tendões flexores e parafuso transverso femoral de guia rígido é uma técnica cirúrgica segura, de fácil execução, com bons resultados e baixa taxa de complicações. Guimarães (2009), relata que o enxerto do terço médio do tendão do músculo quadríceps é uma boa opção para a reconstrução do LCA, e seus resultados são positivos mesmo após 10 anos do procedimento cirúrgico.

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3. MATERIAL E MÉTODO

3.1. CARACTERIZAÇÃO DO ESTUDO

Classificada quanto a natureza como básica, quanto ao problema quantitativa, quanto aos objetivos descritiva, exploratória, e, no que tange aos procedimentos metodológicos, é dada como um estudo caso, levantamento de dados (LUCIANO, 2001).

3.2. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA

Através do contato presencial com o fisioterapeuta Dr. R.D.S, juntamente com o professor e orientador, foi formalizado a cooperação entre as parte para a utilização do banco de dados que o fisioterapeuta possui de avaliações isocinéticas realizada no período de 2009 a 2011.

Figura 2 – Fluxo da variação da amostra conforme seleção e determinação dos critérios para investigação.

Dessas, foram utilizados para o estudo 26 prontuários que preencheram os seguintes critérios de inclusão;

- pós operatório de reconstrução do ligamento cruzado anterior; - lesão meniscal associada;

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- idade igual ou superior a 18 anos. - sexo masculino.

Foram excluídos do estudo sujeitos com lesão do ligamento cruzado posterior, cirurgia de revisão e lesão no joelho contralateral, conforme os critérios de (LAUTAMIES, 2008).

3.3. INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

Os instrumentos utilizados para a coleta de dados serão;

Questionário especifico para os sintomas do joelho (escala de Lysholm) (anexo 1).

O questionário de Lysholm é composto por oito questões, com alternativas de respostas fechadas, relacionadas aos sintomas do joelho operado. Cada pergunta tem uma pontuação, cujo resultado final é expresso de forma nominal e ordinal, sendo "excelente" de 95 a 100 pontos; "bom", de 84 a 94 pontos; "regular", de 65 a 83 pontos e "ruim", quando os valores forem iguais ou inferiores a 64 pontos (PECCIN, 2006). Na presente pesquisa, a escala é aplicada pelo fisioterapeuta anteriormente à avaliação isocinética.

Dinamômetro isocinético.

O dinamômetro isocinético (CSMI, Cybex Humac Norm 2009, Boston - USA), tem como função a avaliação e reabilitação de pacientes ortopédicos. A máquina proporciona medições quantitativas do desempenho humano, tais como; torque (força angular), trabalho muscular, potência muscular, resistência muscular e proporcionalidade (equilíbrio muscular). Após o término da avaliação isocinética, os

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resultados ficam armazenados no computador da maquina, sebdo salvos todos os parâmetros obtidos na avaliação.

Planilha de identificação e levantamento dos dados.

Foi utilizado o programa microsoft office excel 2007 para o levantamento dos dados, onde foram registrados os dados do paciente como número de identificação, sexo, idade, massa corporal, estatura, diagnóstico da lesão, data da lesão, membro inferior onde foi realizada a cirurgia, data da avaliação isocinética e qual procedimento cirúrgico realizado. Também foi organizado os dados do questionário Lysholm e valores do pico de torque concêntrico e trabalho por repetição dos músculos flexores extensores da joelho.

3.4 PROCEDIMENTOS

Esta pesquisa foi avaliada pelo Comitê de Ética da Universidade do Sul de Santa Catarina, cujo o registro do CEP é (11.356.4.08.III).

Após aprovação do comitê, foi realizado um novo contato com a Clínica de Fisioterapia Diagnóstica – Isocinética para ser assinado o termo de autorização e colaboração com o estudo.

Após a assinatura dos termos, os dados foram obtidos a partir do banco de dados disponível na Clínica de Fisioterapia Diagnóstica – Isocinética de acordo com os critérios de inclusão. Todos os pacientes que se submeteram às avaliações isocinéticas e ao questionário Lysholm, assinaram o Termo de Consentimento Informado para Realização de Teste de Esforço Muscular através da Técnica de Dinamometria Isocinética Computadorizada (Anexo 2), no qual permitiram o uso dos dados coletados para análise estatística e para finalidades científicas.

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3.5 ANALISE DE DADOS

Os dados foram tabulados em planilhas do programa excel for windows, onde a partir disto foi possível definir valores médios de desvio padrão e de CV(%).

Após isto, elaborou-se gráficos e tabelas para melhor vizualização dos resultados.

4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Neste capítulo, serão apresentados os dados colhidos junto aos indivíduos pesquisados, todos estes juntos, tanto em texto corrente, quanto em tabelas. E abaixo de cada tabela de apresentação, os dados serão analisados.

4.1 DADOS GERAIS DOS SUJEITOS

Inicialmente, apresenta-se a tabela com número de 26 sujeitos dos quais obteve-se os valores médios de idade, massa e estatura dos destes (n = 26). Tabela 1 – Valores médios de idade, massa corporal e estatura.

n = 26 Idade (a) Massa (kg) Estatura (m) Sexo

Valores médios 30,6 79,8 175,2 Masculino

Em relação a faixa etária dos 26 sujeitos envolvidos no estudo, a média entre eles foi de 30,6 anos. Foi observado que a faixa etária mínima era de 18 anos e a máxima de 62 anos. Segundo estudo realizado entre janeiro de 2007 e março de 2008, com uma série consecutiva de 217 pacientes submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior, obteve-se uma média de idade de 29 anos (faixa 14-62), o que vem de encontro com este estudo (QUELARD, 2010).

No que diz respeito a massa corporal dos 26 sujeitos envolvidos no estudo, a média foi de 79,8 kg. Analisando que o sujeito com menor valor de massa corporal foi de 59kg e o com maior valor foi de 113kg. Segundo Lobato (2007), em seu estudo com 25 sujeitos, sendo 10 diagnosticados com lesão do LCA, e os outros 15 como grupo controle, observou-se que os grupos apresentaram-se homogêneos

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quanto a variável massa corporal. Os 10 sujeitos com diagnóstico de lesão do LCA, obteram média desvio-padrão de 78,8±8,3 kg.

Em relação a estatura dos 26 sujeitos envolvidos no estudo, a média foi de 175,2 centímetros. No mesmo estudo de Lobato (2007) observou-se que os grupos apresentaram-se homogêneos quanto a variável estatura. Os 10 sujeitos com diagnóstico de lesão do LCA, obterão média desvio-padrão de 174,7±6,6 cm. Outro estudo realizado com 30 indivíduos, sendo 15 como grupo controle e 15 com lesão unilateral do LCA , mostrou que há homogeneidade entre o grupo controle e o grupo com lesão do LCA em relação a variável estatura. A média desvio-padrão da estatura do grupo com lesão do LCA foi de 1,73±0,08 (BORIN et al. 2010).

Terreri (2001), relata que deve ser respeitado o valor absoluto no que se refere ao sexo, pois normalmente o sexo masculino apresenta torque 40% a 50% maior. A proporção agonista/antagonista tende a ser semelhante.

Borba (2005), relata que a estrutura biomecânica, a idade, nível de atividade e o fenótipo podem ser responsáveis pela predisposição de lesões.

Tabela 2 – Dados referente ao diagnóstico médico e procedimento cirúrgico.

Diagnóstico Médico n = 26 Procedimento Cirúrgico

Ruptura Total do LCA + Sutura Meniscal 17 Artroscopia

Ruptura Total do LCA + Meniscectomia

Total 5 Artroscopia

Ruptura Total do LCA + Meniscectomia

Parcial 3 Artroscopia

Ruptura Total do LCA + Sutura

Bimeniscal 1 Artroscopia

Na tabela 2 observa-se que dos 26 sujeitos, 17 tem o diagnóstico médico de ruptura total do LCA + sutura meniscal, 5 ruptura total do LCA + meniscectomia total, 3 ruptura total do LCA + meniscectomia parcial e 1 ruptura total do LCA + sutura bimeniscal. Todos eles foram submetidos ao procedimento cirúrgico artroscopia. Tabela 3 – Valores médios referente ao tempo entre data da lesão até data da cirurgia e o tempo data cirurgia até data da avaliação isocinética.

Tempo Lesão p/ Cirurgia (dias) Tempo Cirurgia p/ Avaliação (dias)

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De acordo com a tabela 3 os valores médios obtidos dos 26 sujeitos foram, 298,7 dias para o intervalo de tempo do dia da lesão até o dia da cirurgia e 235,2 dias para o intervalo tempo do dia da cirurgia até avaliação isocinética.

4.2 DADOS DO ÍNDICE FUNCIONAL DE LYSHOLM

Tabela 4 – Média e desvio padrão do escore subjetivo do joelho dos 26 sujeitos.

Escore Funcional de Lysholm Resultado

n = 26 Média 87% Bom

DesvPad 0,09

A partir dos resultados da tabela 2, detectou-se que a média e desvio padrão dos 26 sujeitos que realizaram o questionário de Lysholm foi de 87%±0,09, correspondendo a um bom resultado da funcionalidade do joelho conforme a classificação da escala. Estudos mostram que há uma relação direta entre a lesão do LCA com a redução dos parâmetros de funcionalidade do joelho e que os mesmo percebem uma maior redução da funcionalidade do joelho no período pré-operatório do que no pós operatório (LOBATO, 2007); (HERNANDEZ A.J. et. al 2004); (GUIMARÃES, M. V. 2004).

4.3 DADOS REFERENTES ÀS MEDIDAS OBTIDAS DA AVALIAÇÃO ISOCINÉTICA

4.3.1 Pico de Torque

Gráfico 1 – Valores de Pico de Torque para extensão do joelho (média ± desvio padrão).

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O gráfico 1, apresenta o pico de torque para valores de extensão concêntrica do membro operado e o membro não operado. A média±desvio padrão de escores de pico de torque para extensão do joelho operado foi 171,2±45,9 e para o joelho não operado foi de 212,4±35,5, apresentando um déficit de 20,4±15,4% para as velocidades respectivas angular de 60º/ s.

Segundo Cardone (2004), no seu estudo com 67 pacientes pós-operatório de LCA que realizaram avaliação isocinética, observou-se nos valores de pico de torque do extensores do joelho, um défict de 25% em relação ao joelho saudável.

Gráfico 2 – Valores de Pico de Torque para flexão do joelho (média ± desvio padrão).

No Gráfico 2, apresenta-se o pico de torque para valores de flexão concêntrica do membro operado e o membro não operado. A média±desvio padrão

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de escores de pico de torque para flexão do joelho operado foi 110,2±24,6 e para o joelho não operado foi de 118,4±25,3 apresentando um déficit de 5,3±17,1% para as velocidades respectivas angular de 60º/ s.

De acordo com Vasconcelos (2009), em seu estudo com 60 sujeitos, sendo que 40 deles eram pós-operatório de LCA, verificou-se que o defict de pico de torque flexor foi de 4,0±12,22, em relação ao joelho saudável, no teste isocinético a 60º/s.

4.3.2 Trabalho por Repetição

Gráfico 3 - Valores de Trabalho por Repetição para extensão do joelho(média ± desvio padrão).

O gráfico 3, apresenta o Trabalho por Repetição para valores de extensão concêntrica do membro operado e o membro não operado. A média±desvio padrão de escores do trabalho por repetição para extensão do joelho operado foi 209,5±52 e para o joelho não operado foi de 260,3±40,2, apresentando um déficit de 19,7±14,6% para as velocidades respectivas angular de 60º/ s.

De acordo com Terreri (2001), para o melhor estudo do trabalho por repetição, utiliza-se velocidade angular do tipo lenta, no caso 60°/seg, pois quanto menor a velocidade angular maior é o trabalho.

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Cardone (2004), no seu estudo com 67 pacientes pós-operatório de LCA, observou nos valores de trabalho por repetição dos extensores do joelho uma média±desvio padrão de 163.7±33.8 para o joelho operado e 203.5 ± 32.7 para o não operado.

Gráfico 4 - Valores de Trabalho por Repetição para flexão do joelho(média ± desvio padrão).

No gráfico 4, apresenta-se o Trabalho por Repetição para valores de flexão concêntrica do membro operado e o membro não operado. A média±desvio padrão de escores do trabalho por repetição para extensão do joelho operado foi 148,1±33,4 e para o joelho não operado foi de 163,2±33,8 apresentando um déficit de 9,3±18,4% para as velocidades respectivas angular de 60º/ s.

Segundo Cardone (2004), no seu estudo com 67 pacientes de 6 meses pós-operatório de LCA, observou nos valores de trabalho por repetição dos flexores do joelho uma média±desvio padrão de 133.3 ± 36.4 para o joelho operado e 131.3 ± 33.8 para o não operado.

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5. CONCLUSÕES

A partir da questão problema e dos objetivos obteve-se as seguintes conclusões:

Quanto a questão problema que foi, quais informações obtidas a partir da avaliação isocinética para complementação do diagnóstico cinético-funcional e conduta de tratamento, conclui-se que as informações obtidas na dinamometria, como pico de torque e trabalho por repetição, podemos quantificar o quanto de déficit muscular a articulação do joelho pós-operado obteve em relação ao lado contralateral ou sadio, verificando assim, o nível de gravidade dessa articulação. Portanto a avaliação isocinética possui fundamental importância como um método complementar para o diagnóstico cinético-funcional. Nesse contexto, também foi possível observar a importância da avaliação isocinética como conduta de tratamento e critério de evolução no protocolo de reabilitação.

No que diz respeito ao objetivo geral que foi, analisar as informações obtidas a partir da avaliação isocinética como método de medição complementar do diagnóstico cinético-funcional e conduta de tratamento, conclui-se que os valores de pico de torque e trabalho por repetição encontrados neste estudo, estão de acordo com os encontrados na literatura.

Por fim, em relação aos objetivos específicos que foi, caracterizar o perfil dos sujeitos quanto à data da cirurgia, procedimento cirúrgico, diagnóstico médico, idade, sexo, massa corporal e estatura; Identificar o tipo de lesão; obter os valores de pico de torque e trabalho por repetição do joelho e verificar os escores de capacidade funcional através da escala de Lysholm. Conclui-se que os mesmo tem sua relevância clínica como diagnóstico cinético-funcional, componente de medidas, critério de evolução e conduta de tratamento.

5.1 RECOMENDAÇÕES

Sugere-se que o método de avaliação isocinética seja associado a um protocolo de reabilitação para acompanhar o desempenho e possível evolução do

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sujeito durante o tratamento fisioterapêutico. O mesmo também pode servir como critério de alta fisioterapêutica, retorno à atividade esportiva e atividade laboral.

Por fim, sugere-se que este estudo possa ser realizado utilizando um grupo controle para evidenciar o quão importante é a avaliação isocinética como método de diagnóstico fisioterapêutico.

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ISOKINETICS. CSMI or Cybex Norm Isokinetic Machine Tutorial Site. Disponível em: <http://www.isokinetic.info> Acesso em: 10 mai. 2011.

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ANEXO 1

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL Campus Pedra Branca

CURSO DE FISIOTERAPIA

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APÊNDICE 1

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA – UNISUL Campus Pedra Branca

CURSO DE FISIOTERAPIA

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO INFORMADO PARA REALIZAÇÃO DE TESTE DE ESFORÇO MUSCULAR ATRAVÉS DA TÉCNICA DE

DINAMOMETRIA ISOCINÉTICA COMPUTADORIZADA

I. Quanto à Finalidade e Execução do Teste

A avaliação da capacidade muscular através da dinamometria isocinética computadorizada, ou teste isocinético, consiste em realizar testes de capacidade física e/ou de esforço em um dinamômetro eletromecânico adaptado para mensurações das capacidades musculares de um indivíduo através de exercícios físicos padronizados e monitorados. O paciente/cliente/atleta realizará estes exercícios conforme sua necessidade, capacidade prévia, indicação clínica ou requisição de profissional responsável (médico, fisioterapeuta, preparador físico, dentre outros). A intensidade do exercício será progressiva e avançará por estágios, dependendo do nível de aptidão do avaliado. Os testes poderão ser interrompidos a qualquer momento devido a sinais de dor e fadiga severa ou de modificações na freqüência cardíaca e / ou pressão arterial, ou ainda devido a outros sinais e sintomas que o avaliado possa vir a experimentar. É importante reconhecer que o paciente poderá interromper por sua vontade e a qualquer momento os exercícios, caso sinta dor excessiva, fadiga ou qualquer outro desconforto que impossibilite a continuidade da avaliação. Neste caso, um adequado resultado e/ou laudo do exame torna-se comprometido.

II. Riscos e Precauções e Desconfortos Inerentes ao Teste

Existe a possibilidade de ocorrerem certas modificações hemodinâmicas durante o teste isocinético, as quais estão intimamente ligadas ao esforço físico intenso. Entre elas pode-se incluir pressão arterial anormal, desmaio, ritmo cardíaco irregular, rápido ou lento e, em circunstâncias raras, ataque cardíaco, apoplexia ou morte súbita. Todos os esforços são tomados no sentido de minimizar esses riscos, através da anamnese preliminar do paciente, monitoração de seus sinais vitais e pelas observações minuciosas feitas durante o teste por profissional treinado.

III. Responsabilidades do Participante

A informação que o avaliado possui acerca de seu estado de saúde ou das experiências prévias de sintomas relacionados ao coração (tais como falta de ar com uma atividade física leve, dor no peito, pressão arterial descompensada, tensão [opressão], peso no tórax, no pescoço, na mamila, nas costas, e/ou nos braços) com o esforço físico poderá afetar a segurança do teste isocinético. O relato imediato dessas e de quaisquer outras sensações incomuns que possam ocorrer com o esforço durante o teste propriamente dito é de primordial importância. O avaliado é responsável pela comunicação plena de sua histórica médica, assim como dos sintomas que podem ocorrer durante o teste. O paciente deve comunicar ao profissional responsável pelo teste todas as medicações (incluindo aquelas obtidas sem prescrição) tomadas recentemente e, em particular, aquelas tomadas no dia do exame. O histórico cirúrgico e os exames de imagem dos últimos 12 meses também devem ser descritos e/ou entregues pelo paciente ao avaliador para que possam ser analisados como critério de liberação ou proibição do exame.

IV. Benefícios Esperados

Os resultados obtidos nos testes isocinéticos podem ajudar no diagnóstico e acompanhamento de algumas enfermidades clínicas, distúrbios funcionais, na avaliação do efeito de medicamentos no organismo ou na avaliação do tipo de atividades físicas que o avaliado poderá realizar com maior desempenho ou na identificação de atividades que possa amplificar o desempenho de alto rendimento.

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V. Indagações

São encorajadas todas as perguntas acerca dos procedimentos usados no teste de esforço ou dos resultados do teste para que o avaliado esteja totalmente ciente e livre de quaisquer preocupações ou dúvidas.

VI. Uso dos Dados Coletados

A informação obtida durante o teste de esforço será tratada como privilegiada e confidencial. Não será liberada e nem revelada a qualquer pessoa, com exceção do profissional médico, fisioterapeuta, preparador físico ou outro responsável pelo avaliado e que seja indicado pelo mesmo como tal. A informação obtida, porém, pode ser usado para a análise estatística ou com finalidades científicas com o devido respeito à privacidade do avaliado e identidade do mesmo. O avaliado/paciente receberá a melhor abordagem científica para o seu caso clínico/funcional, não existindo a possibilidade do mesmo ser alocado em grupos placebo ou experimental.

DECLARAÇÃO

Declaro que li este documento, ou o mesmo foi lido para mim, e que compreendi as finalidades, benefícios, procedimentos e demais características do teste isocinético a que irei me submeter, as quais são pertinentes a minha condição de paciente/cliente. Também estou ciente das precauções, riscos e desconfortos inerentes ao procedimento, além de ter recebido a oportunidade de formular questões e eliminar possíveis dúvidas que me foram respondidas satisfatoriamente. Visto isso, consinto em realizar o teste isocinético proposto para minha atual condição clínica e/ou física.

Assinatura: _________________________________________________________ Florianópolis, ___________ de __________________________ de ____________ .

Clínica de Fisioterapia Diagnóstica – Isocinética CNPJ: 10.242.029/0001-33

Av. Pref. Osmar Cunha 183, Sala 206, Bloco – A; Edifício Ceisa Center, Centro; Florianópolis/SC; CEP 88015-100

Fone: (48) 3225-0054 / 9144-6644 E-Mail: [email protected] Website: www.isocinetica.com.br

Referências

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