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Aula4 - Defeitos planares e volumétricos

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Academic year: 2021

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Texto

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Materiais Metálicos

Defeitos Planares e Volumétricos

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Defeitos Planares

São defeitos que se estendem em uma

determinada área do sólido cristalino.

Os defeitos planares mais comuns são:

 Contornos de grãos.  Maclas.

 Falhas de empilhamento.  Superfícies.

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Contornos de grãos (grain boundaries)

 Os sólidos cristalinos monofásicos são geralmente

formados por aglomerados de domínios com mesmas estruturas cristalinas mas orientações cristalinas diferentes.

 Cada um destes domínios é denominado “grão” e o

sólido é classificado como policristalino.

 Cada grão tem dimensões finitas e a região de

transição entre um grão e o grão vizinho é denominada contorno de grão.

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Contornos de grãos - estruturas

Ângulos de desajuste θ

Posição definida por 2 ângulos de Euler

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Contornos de grãos (grain boundaries)

Contornos de grãos de alto e baixo ângulo

 Contornos de grãos de alto ângulo (

>

10º)

 São os contornos de grãos propriamente ditos, onde há

uma região de transição separando dos cristais de orientações diferentes.

 Contornos de grãos de baixo ângulo (

10º)

 São melhor representados por uma configuração

relativamente simples de discordâncias (em geral, uma parede de discordâncias em cunha).

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Contornos de grãos (grain boundaries)

Contorno de baixo ângulo (≤ 10º)

 Contornos de baixos ângulos de inclinação: São melhor

representados por uma configuração relativamente simples de discordâncias (em geral, uma parede de discordâncias em

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Contornos de grãos (grain boundaries)

 Contorno de alto ângulo (> 10º)

 São os contornos de grãos propriamente ditos, onde há uma

região de transição separando dos cristais de orientações diferentes.

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Contornos de grãos (grain boundaries)

Coincidência

 Apesar de incoerentes, os contornos de grão podem

apresentar coincidências na correspondência atômica entre os grãos vizinhos.

 Ex: 1 sítio coincidente em cada 7, 1/7 de sítios coincidentes

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Contornos de Maclas (twinning boundaries)

 Maclas

 São defeitos planares que

consistem da formação de uma lamela no interior do cristal, com orientação cristalina relacionada com a do cristal original.

 A macla produz uma imagem

especular da rede original.

 O plano de simetria que relaciona

a região “maclada” da região “não-maclada” do cristal é chamada plano de macla ou contorno de macla.

 No contorno de macla, temos

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Contornos de Maclas (twinning boundaries)

Formação das maclas

 As maclas se formam em metais HCP, como Mg e

Zn, deformados a temperatura ambiente.

 Metais CCC, como o ferro, podem formar maclas

quando deformados a temperaturas sub-ambientes.

 As maclas podem se forma também durante o

recozimento de amostras deformadas.

 Alguns metais e ligas CFC podem formar maclas

após deformados e recozidos, tais como Cu, latão – α e aços inoxidáveis austeníticos.

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Falhas de empilhamento (stacking faults)

 Este é um defeito planar que se dá pela

empilhamento “errado” dos planos cristalinos de uma determinada estrutura cristalina.

 Em estruturas compactas, do ponto de vista das

ligações atômicas, não há grandes diferenças entre as seqüências de empilhamento dos planos

compactos, que pode ser ABCABCABC... nos metais CFC e ABABABA... nos metais HCP.

 Um arranjo com falha de empilhamento poderia ser

observado num metal CFC que apresentasse a

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Falhas de empilhamento (stacking faults)

 Ex: Seqüência curta de falha de empilhamento

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Falhas de empilhamento (stacking faults)

 A dissociação de uma discordância em duas

discordâncias parciais gera uma região de falha de empilhamento entre as discordâncias parciais.

 Dissociação de discordância num metal CFC que

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Falhas de empilhamento (stacking faults)

 A energia de falha de empilhamento é dada por:

 Onde G é o módulo de cisalhamento, b é o vetor de Burgers e d

a distância entre as discordâncias parciais.

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Falhas de empilhamento (stacking faults)

A energia de falha de empilhamento (EFE)

influencia fortemente a subestrutura de

deformação.

 Metais com altas EFE tendem a exibir arranjos de

discordâncias em formas de emaranhamentos ou células.

 Metais com baixas EFE tendem a exibir

subestruturas de deformação na forma de bandas e arranjos lineares.

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Superfícies

 Área do material formada

por átomos com

empacotamento inferior ao dos átomos no núcleo do material.

 Grande quantidade de

ligações químicas não satisfeitas.

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Defeitos Volumétricos

Conceito

 Defeitos tridimensionais

 Ocupam determinado volume no interior do cristal  Defeitos volumétricos mais comuns

 Vazios

 Bolhas de gás  Inclusões

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Vazios

Podem ser formados pelo coalescimento de

vacâncias.

Em metais temperados (as-quenched),

observa-se que os vazios não possuem

formas esféricas, mas são contornados pelas

faces cristalográficas.

Os vazios apresentam tipicamente “raio” de

cerca de 50 nm.

A formação dos vazios é favorecida por taxas

de têmpera lentas e temperaturas de

envelhecimento altas.

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Vazios

A formação de vazios é favorecida pela

presença de gás em solução sólida. Por

exemplo, hidrogênio em Cu e hidrogênio e

oxigênio em Ag. No Al e Mg a formação de

vazios é favorecida pela têmpera em

atmosfera úmida, provavelmente devido a

produção de hidrogênio proveniente de

reações de oxidação.

Os vazios não são bolhas de gás.

 A presença de vazios pode ser favorecida pelos

gases dissolvidos mas o crescimento do vazio se dá pela incorporação de vacâncias.

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Vazios

A formação de vacâncias em supersaturação

pode ocorrer como resultado da irradiação do

metal. Estas vacâncias em supersaturação

podem então coalescer para formar vazios,

em temperaturas intermediárias (~ 0,3 – 0,6

T

f

).

A presença de vazios facilita a nucleação de

trincas e, conseqüentemente, fratura dos

materiais metálicos.

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Bolhas de gás (ou porosidade por

aprisionamento de gás)

São defeitos volumétricos decorrentes do

acúmulo de gases em regiões confinadas no

interior do metal.

Estes defeitos são formados pela mudança de

solubilidade do gás no estado líquido e no estado

sólido durante a solidificação do metal.

 A solubilidade do gás no metal decresce com a

temperatura e, na transição líquido – sólido, há um abaixamento abrupto de solubilidade.

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Bolhas de gás (ou porosidade por

aprisionamento de gás)

 O gás é segregado pelo metal

solidificado ao líquido remanescente.

 As bolhas se formam pela

passagem do gás da forma monoatômica em diatômica.

 Nas bolhas, o gás é aprisionado

em relativa alta pressão.

 Esse defeito representa um sério

problema durante eventuais etapas posteriores de

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Porosidade por contração da

solidificação

Formados devido a

variação de

densidade, e

consequentemente

contração, durante a

solidificação.

Defeito típico em

processos como

fundição e soldagem.

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Porosidade por contração da

solidificação

Características da liga e do processo influenciam

(38)

Porosidade por contração da

solidificação

Macroporosidade: contrações concentradas

(39)

Porosidade por contração da

solidificação

 Microporosidade- contrações em diversos pontos da

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Inclusões

São partículas indesejáveis constituídas de fases

estranhas ao metal ou liga.

As inclusões podem ser oriundas da

incorporação de partículas da escória ou do

refratário ao interior do metal líquido.

As inclusões podem também ser provenientes de

compostos formados por reações físico-químicas

com impurezas do metal.

Exemplos típicos são os compostos formados

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Referencias Bibliográficas

R.E. Reed-Hill. Physical metallurgy principles. 2nd

Ed., Litton Education Publishing, 1973.

R.E. Smallman, R.J. Bishop. Modern Physical

Metallurgy and Engineering Materials: Science,

Processing and Applications. 6th Edition, Butterworth

Heinemann, 1999.

W.D. Callister. Materials Science and Engineering:

na Introduction. 7th Edition, John Wiley & Sons,

2007.

M.A. Meyer, K.K. Chawla. Mechanical behavior of

Referências

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