3
Procedimento Experimental
O estudo de caso a seguir descreve a análise de um caso específico na plataforma de Pampo (PPM-1) da bacia de campos que, embora particularizado, poderá ser extendido para outros casos onde for necessário.
3.1
Planta de processo de PPM-1
A planta de processo da plataforma de PPM-1, possui uma configuração resumida do conjunto de medidores fiscais, como mostra a Figura 9:
Figura 9 – Planta de processo de PPM-1
Nesta unidade o balanço fiscal, de uma forma geral, é composto pelos seguintes transmissores multivariáveis e suas respectivas medições:
- UT-1244500, gas lift total (gás total injetado nos poços de produção);
- UT-1223586, SG-302 (Saída do vaso separador de óleo e gás 302);
- UT-1223591, SG-301(Saída do vaso separador de óleo e gás 301) ;
- UT-1223587, SG-402 (Saída do vaso separador de óleo e gás 402);
- UT-1223592, SG-401(Saída do vaso separador de óleo e gás 401).
3.2
O processo de verificação nas plataformas
As ferramentas freqüentemente utilizadas para verificação das condições de medição do conjunto Floboss 407 (computador de vazão) e transmissor multivariável (MVS 205) são:
- Fonte de 24 VDC;
- Calibrador de pressão diferencial (delta P); - Calibrador de pressão estática;
- Calibrador RTD;
- Cabo serial FLOBOSS;
- LapTop ou PC com comunicação serial; - Software Rocklink do fabricante;
3.2.1
Principais componentes
O computador de vazão utilizado, modelo Floboss da Fisher-Rosemount exerce a função de conversão da vazão medida ao longo de um período em um determinado volume referido às condições base de pressão e temperatura, conforme Figura 10.
Figura 10 – Computador de vazão FloBoss
O transmissor multivariável utilizado, modelo MVS-205 da Fisher
Rosemount, exerce a função de sensor e transmissor integrado dos sinais de
pressão estática, pressão diferencial, temperatura, conforme Figuras 11 e 12.
Figura 11 – Transmissor de vazão multivariável
Vista inferior do manifold do transmissor multivariável MVS-205
Figura 12 – Vista inferior do manifold do transmissor multivariável
O passo geral inicial utilizado para verificação das condições de funcionamento do conjunto é a interligação do cabo serial entre a COM do Floboss e a COM1(porta de comunicação serial) do PC.
do fornecedor do equipamento.
Uma importante observação que deve ser citada neste item é a de que a comunicação serial entre o floboss 407 e o MVS 205 é feita através do protocolo Fisher, exclusivo do fabricante, portanto as leituras efetuadas no PC através do software Rocklink são informações replicadas diretamente do Floboss 407.
Com o estabelecimento da comunicação entre o PC e o Floboss e após execução de todos os passos de configuração de acesso do menu do software “Rocklink para Windows”, chegamos à tela de acesso ao MVS selecionado, conforme exemplo na Figura 13, contendo as informações de pressão diferencial, pressão estática e temperatura absoluta:
Figura 13 – Tela de acesso ao transmissor multivariável
Na tela da Figura 13 podemos selecionar o MVS desejado, onde os campos:
- “Tag” é a identificação do o instrumento na rede;
- “Address” é o endereço relativo ao MVS na rede paralela; - “Diff Pressure” é o valor do Delta P(diferencial de pressão); - “Reverse DP” é o valor do Delta P em caso de fluxo contrário; - “Pressure” é o valor da pressão estática absoluta do MVS;
- “Temperature” é a indicação da temperatura informada pelo PT-100 no MVS.
3.2.2
Medição de pressão diferencial, Delta P ( P
∆ )
Primeiramente retira-se o MVS 205, da linha de processo e procede-se a interligação conforme esquema da Figura 14:
Figura 14- Interligação do transmissor multivariável com o padrão gerador de pressão diferencial.
Instrumento necessário:
Gerador de pressão diferencial DPI 615. Passos:
- Ligar gerador de pressão diferencial na Câmara de alta; - Abrir a válvula de processo na Câmara de alta;
- Fechar equalizadora;
- Abrir a válvula de processo da câmara de baixa para atmosfera; - Fechar as Válvulas do Vent;
- Gerar pressão diferencial;
São executados os mesmos passos para as faixas de 0%, 25%, 50% , 75% e 100%.
Infelizmente, com relação a unidade em estudo, este procedimento é feito somente considerando a “rampa” de subida, diferentemente do que é recomendado pela NBR-10012 e NBR-17025, isto impede a avaliação da histerese e repetibilidade, por exemplo.
3.2.3
Medição de pressão estática absoluta (
P )
aCom o MVS 205 fora da linha de processo e procede-se a interligação do transmissor com o gerador de pressão diferencial e calibrador, modelo DPI-615 da Druck, conforme esquema da Figura 15 (o calibrador recebe o sinal do gerador de pressão através do conversor pneumático/elétrico, P/I) :
Figura 15 - Interligação do transmissor multivariável com o padrão gerador de pressão estática
Instrumento necessário:
Gerador de pressão diferencial DPI 615. Procedimento:
- Ligar gerador de pressão estática na Câmara de alta e um conversor P/I, ligado ao indicador de pressão;
- Abrir a válvula de processo na Câmara de alta; - Abrir a válvula equalizadora;
- Abrir a válvula de processo da câmara de baixa para atmosfera; - Fechar a válvula de processo da câmara de baixa
- Fechar as válvulas de Vent; - Gerar sinal de pressão estática; - Anotar a leitura do PC e DPI-615.
São executados os mesmos passos para as faixas de 0%, 25%, 50%, 75% e 100%.
De forma idêntica à verificação da pressão diferencial, este procedimento é feito somente considerando a “rampa” de subida, diferentemente do que é recomendado pela NBR-10012 e NBR-17025. Isto impede a avaliação como, por exemplo, da histerese e repetibilidade.
3.2.4
Medição da temperatura absoluta (T )
Para verificação das condições de medição do conjunto com relação a variável temperatura o MVS 205 apenas recebe o sinal do PT-100.
O PT-100 é retirado da linha e calibrado em laboratório. Procedimento:
- Ligar o calibrador RTD ao MVS;
- Gerar sinal de temperatura no calibrador; - Anotar a leitura do PC e no calibrador.
São executados os mesmos passos para as faixas de 0%, 25%, 50%, 75% e 100%.
3.2.5
Procedimento Geral nas verificações (
∆
P
,
P
a,T
)
Através do acesso ao menu “calibration” do software Rocklink é exibida a
Figura 16 – Tela de calibração do transmissor
Na tela do PC, exemplificada na Figura 16, encontramos os valores das variáveis de pressão diferencial, pressão estática e temperatura apuradas pelo transmissor naquele momento.
Todas as verificações são feitas com base nesta tela.
O campo “Verify” é para saber se realmente é necessária a calibração. Caso o instrumento esteja dentro dos limites das especificações, é desnecessário acessar ao menu “calibrate”.
3.3
Requisitos das especificações dos instrumentos
O regulamento técnico de medição de petróleo e gás natural estabelece em seu item 7.1.6 que:
“Os instrumentos de medição de vazão, pressão diferencial, pressão e temperatura de
fluxo devem ser selecionados e operados para que o valor medido esteja na faixa de medição e sua exatidão seja compatível com a incerteza especificada neste Regulamento...”
No caso da UN-BC adotou-se o padrão do transmissor Multivariável, cuja exatidão pode ser vista na Tabela 8.
Segundo as especificações de catálogo do fabricante, o MVS-205 possui as seguintes características:
Tabela 8 - Dados de exatidão e estabilidade do transmissor multivariável
Grandeza Exatidão Estabilidade por 1 ano
Pressão diferencial ±0.075% ±0.1%
Pressão estática ±0.075% ±0.1%
Temperatura ±0.28ºC -
Fonte : Folha de especificação do MVS-205, da Fisher Rosemount