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Einstein (São Paulo) vol.12 número3

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Academic year: 2018

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APRENDENDO POR IMAGENS

einstein. 2014;12(3):382-3

Características histopatológicas do enfisema pulmonar

em modelo experimental

Histopathological characteristics of pulmonary emphysema in experimental model

Antonio Di Petta1

1 Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Autor correspondente: Antonio Di Petta − Rua Rodolfo Marcos Teófilo, 49 − Freguesia do Ó – CEP: 02862-100 − São Paulo, SP, Brasil − Tel.: (11) 3851-0028 − E-mail: [email protected] Data de submissão: 6/11/2012 − Data de aceite: 2/12/2013

DOI: 10.1590/S1679-45082014AI2681

Historicamente, Laennec (1834) descreveu o enfi sema pulmonar a partir de observações em cortes necros­ cópicos superficiais de pulmões humanos, atribuindo a lesão à atrofia do tecido pulmonar resultante da hi­

perinsuflação pulmonar.(1) O enfisema foi, então, re­

definido como uma “dilatação anormal e permanente dos espaços aéreos distais do bronquíolo terminal”.(2)

Além do mais, a evidência da destruição da parede

Figura 1. Fotomicrografias do parênquima pulmonar (hematoxilina-eosina), aumento x100. (A) Pulmão naive

e (B) pulmão enfisematoso, demonstrando hiperdistensão dos ductos alveolares com ruptura dos septos alveolares

A B

Figura 2. Fotomicrografias do parênquima pulmonar (Verhoeff), aumento de 400x. (A) Pulmão naive

demonstrando integridade dos componentes elásticos da parede alveolar, contrastando com áreas desnudas ao longo dos septos associadas ao adensamento de fibras elásticas na parede alveolar e diminuição da concentração de fibras elásticas no pulmão enfisematoso (B)

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Características histopatológicas do enfisema pulmonar

einstein. 2014;12(3):382-3

alveolar e de fibrose não deve ser ignorada na patoge­ nia da doença.(3)

Essas alterações anatomopatológicas resultam na perda da superfície respiratória e de irrigação sanguí­ nea, na diminuição do recolhimento elástico e na hipe­ rexpansão pulmonar, podendo atingir parte do ácino ou toda sua estrutura.(4)

O enfisema pulmonar é obviamente uma doença causada pelo desequilíbrio enzimático existente en­ tre proteases e antiproteases, resultando na destrui­ ção da parede alveolar ocasionada pela ação de enzi­ mas proteo líticas, que degradam a matriz extracelular (MEC)(5) e afetam a integridade de seus componentes,

particularmente as fibras elástica.(6)

Modelos experimentais de enfisema pulmonar ba­ seiam­se na nebulização ou instilação de enzimas pro­ teolíticas, como papaína (Carica papaya),(7) elastase

pancreática de porco,(4) e elastase neutrofílica huma ­

na.(8) Esse processo proteolítico, associado à destruição

uniforme da MEC do ácino pulmonar, resulta em al­ terações morfo­histológicas e fisiológicas dos pulmões equivalentes às alterações encontradas no enfisema em seres humanos.(9,10)

A dilatação dos espaços aéreos distais do bronquío­ lo terminal (Figura 1) e a redução da área ocupada

pelas fibras elásticas (Figura 2) evidenciam histologica­ mente o enfisema pulmonar em modelos experimentais instilados por elastase pancreática de porco.

REFERÊNCIAS

1. Laennec RTH. A treatise on diseases of the chest and on mediate auscultation. 4th ed. Forbes J, translator. London: Longman; 1834.

2. Terminology, definitions and classifications of chronic pulmonary emphysema and related conditions: a report of the conclusions of a Ciba Guest Symposium. Thorax. 1959;14(4):286-99.

3. The definition of emphysema. Report of a National Heart, Lung, and Blood Institute, Division of Lung Diseases workshop. Am Rev Respir Dis. 1985;132(1):182-5.

4. Snider GL. Experimental studies on emphysema and chronic bronchial injury. Eur J Respir Dis Suppl. 1986;146:17-35.

5. Hogg JC, Senior RM. Chronic obstructive pulmonary disease – part 2: pathology and biochemistry of emphysema. Thorax. 2002;57(9):830-4. 6. Strawbridge HTG. Chronic pulmonary emphysema (an experimental study): I.

Historical review. Am J Pathol. 1960;37:161-74.

7. Gross P, Bajak MA, Tolker E, Kaschak M. Enzymatically produced pulmonary emphysema: a preliminary report. J Occup Med. 1964;6:481-3

8. Senior RM, Tegner H, Kulm C, Ohlsson K, Starcher BC, Pierce JA. The induction of pulmonary emphysema induced with human leukocyte elastase. Am Rev Respir Dis. 1977;116(3):469-77.

9. Hogg JC, Senior RM. Chronic obstructive pulmonary disease – part 2: pathology and biochemistry of emphysema. Thorax. 2002;57(9):830-4. 10. Mahadeva R, Shapiro SD. Chronic obstrutive pulmonary disease 3: Experimental

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Figura 1 . Fotomicrografias do parênquima pulmonar (hematoxilina-eosina), aumento x100

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