Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Conceitos fundamentais de circuitos elétricos
Projeto FEUP 2019/2020 - MIEEC:
Coordenador geral: José Carlos Alves Coordenador do curso: João Canas Ferreira
Equipa 1MIEEC11_02:
Supervisor: Manuel Pereira Monitor: Diogo Filipe
Autores:
Guilherme A. Barcelos [email protected]
Resumo
Neste relatório foi estudado o comportamento de alguns componentes elétricos tal como lâmpadas e resistências quando ligadas em série e em paralelo num circuito numa breadboard ao longo das primeiras cinco experiências. Nas últimas três através de um gerador de sinal gerou-se uma onda sinusoidal através da qual se mediu a tensão de pico, tensão de pico a pico, tensão eficaz, tensão média e período. Ligou-se posteriormente uma lâmpada ao gerador de sinal que permitiu a observação da cadência luminosa e posterior potência elétrica média que a lâmpada consumia. Estas experiências tinham como objetivo colocar-nos mais familiarizados com os conceitos fundamentais de circuitos elétricos assim como ensinar-nos a trabalhar com o gerador de sinal e osciloscópio, permitindo a visualização de diferentes valores conforme as ondas geradas.
Os resultados obtidos nas experiências permitiram verificar as diferentes fórmulas e o comportamento das resistências, luminosidade tensão e corrente elétrica em diferentes montagens, como em série e em paralelo, permitindo obter uma conclusão como funcionam dependendo da maneira como estão montados os circuitos.
Palavras-Chave
Resistência; tensão elétrica; luminosidade; corrente elétrica; circuitos em série;
circuitos em paralelo; potência elétrica; onda sinusoidal; frequência; período; cadência luminosa.
Agradecimentos
Primeiramente queremos agradecer ao nosso supervisor Manuel Pereira e ao nosso monitor Diogo Filipe que nos ajudaram e orientaram desde o primeiro dia deste projeto, proporcionando um apoio essencial na compreensão dos conceitos fundamentais de circuitos elétricos.
Em segundo lugar, queremos agradecer aos nossos coordenadores de curso e projeto FEUP por nos possibilitarem um contacto inicial prático com o curso de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores.
Índice
Resumo ... 2
Palavras-Chave ... 2
Agradecimentos ... 3
Lista de figuras ... 5
Lista de acrónimos ... 6
Glossário ... 7
Introdução... 8
Material necessário ... 8
Metodologia e procedimento experimental... 9
Introdução ... 9
Esquemas ... 9
1ª experiência – Circuito básico com lâmpada ... 9
2ª experiência – Circuito com duas fontes em série ... 10
3ª experiência – Circuito com duas lâmpadas em série ... 11
4ª experiência – Circuito composto por 3 lâmpadas em paralelo ... 12
5ª experiência – Circuito misto de lâmpadas ... 13
6ª experiência – Efeito de ondas sinusoidais em lâmpadas ... 15
7ª experiência – Relação entre cadência luminosa e frequência ... 16
8ª experiência – Cálculo de potência elétrica ... 16
Resultados... 17
1ª experiência – Circuito básico com lâmpada ... 17
2ª experiência – Circuito com duas fontes em série ... 17
3ª experiência – Circuito com duas lâmpadas em série ... 18
4ª experiência – Circuito composto por três lâmpadas em paralelo ... 18
5ª experiência – Circuito misto de lâmpadas ... 19
6ª experiência - Efeito de ondas sinusoidais em lâmpadas ... 20
7ª experiência – Relação entre cadência luminosa e frequência ... 20
8ª experiência – Cálculo de potência média ... 20
Conclusão... 21
Recomendações ... 21
Lista de figuras
Figura 1 – Circuito da 1ª experiência;
Figura 2 – Circuito da 2ª experiência;
Figura 3 – Circuito da 3ª experiência;
Figura 4 – Circuito da 3ª experiência usando resistências;
Figura 5 – Circuito da 4ª experiência;
Figura 6 – Circuito da 4ª experiência usando resistências;
Figura 7 – Circuito da 5ª experiência;
Figura 8 – Circuito da 5ª experiência usando resistências;
Figura 9 – Circuito da 6ª, 7ª e 8ª experiências.
Tabela 1 – Grandezas e valores medidos na 1ª experiência;
Tabela 2 – Grandezas e valores medidos na 2ª experiência;
Tabela 3 – Grandezas e valores medidos na 3ª experiência;
Tabela 4 – Grandezas e valores medidos na 4ª experiência;
Tabela 5 – Grandezas e valores medidos na 5ª experiência;
Tabela 6 – Grandezas e valores medidos na 6ª experiência.
Lista de acrónimos
Intensidade da corrente elétrica: I Unidade: Ampere (A)
Tensão: U
Unidade: Volt (V) Resistência elétrica: R
Unidade: Ohm (Ω) Potência elétrica: P
Unidade: Watt (W) Frequência: ƒ
Unidade: Hertz (Hz) Período: T
Unidade: Segundo (s) Intensidade luminosa: L
Unidade: Lux (lux)
Glossário
Fonte de tensão DC: fornece eletricidade em forma de corrente direta para o circuito.
Gerador de sinal: instrumento que entrega ao circuito um sinal necessário para influenciar o circuito (International Electrotechnical Comission 2013).
Placa de montagem (breadboard): placa de plástico com conexões para montar circuitos elétricos.
Resistência: componente eletrônico que dificulta a passagem da corrente elétrica.
Multímetro: instrumento usado para medir tensão, corrente, resistência, entre outras grandezas.
Corrente elétrica (I): fluxo de cargas elétricas ao longo de um condutor.
Diferença de potencial (U): diferença do potencial elétrico de dois pontos.
Potência elétrica (P): grandeza física que mede a quantidade de energia transformada ao longo do tempo (Thiago Conceição 2019).
Osciloscópio: instrumento que mostra, de forma gráfica, valores instantâneos de uma grandeza (International Electrotechnical Commission 2001).
Cadência luminosa (Cl): número de vezes que uma lâmpada acende num intervalo de tempo.
Tensão eficaz: valor de uma tensão contínua que produz a mesma dissipação que a tensão periódica (Kazuo Nakashima 2013).
Corrente eficaz: corrente contínua capaz de transferir potência a uma carga.
Potência elétrica média – Tempo médio da potência instantânea numa onda periódica num intervalo igual ao do período fundamental.
Offset: modificação da tensão média através da adição ou subtração de um potencial.
1ª lei de Kirchhoff: a soma das correntes que chegam a um nó é igual a soma das que saem do mesmo.
Introdução
Os conceitos fundamentais como a resistência, tensão e corrente elétrica, frequência e circuitos em série e paralelo são fundamentais para um engenheiro eletrotécnico. As experiências realizadas pela turma e grupo 1MIEEC11_02 permitiram um maior conhecimento sobre as bases destes conceitos assim como uma maior familiarização com instrumentos de trabalho de extrema importância, tais como o multímetro, gerador de sinal e osciloscópio.
Este trabalho permitiu ainda a conclusão de alguns resultados e comportamentos que iremos observar mais à frente relativos às grandezas medidas, como a luminosidade e resistência, em diferentes ligações aos circuitos como em paralelo e série.
Desta forma este relatório tem como principal objetivo expor os conhecimentos, procedimentos e resultados obtidos nas diversas experiências realizadas ao longo destas últimas semanas de projeto FEUP.
Material necessário
• Fonte de tensão DC;
• Gerador de sinal;
• Lâmpadas;
• Placa de montagem (breadboard);
• Fios condutores;
• Multímetro digital;
• Resistências;
• Osciloscópio.
Metodologia e procedimento experimental
Introdução
Dado os objetivos das experiências, começámos por selecionar os materiais e equipamentos necessários. Os mesmos são: fonte de tensão DC, gerador de sinal, lâmpadas, placa de montagem (breadboard), fios condutores, multímetro digital e resistências.
O uso das resistências de 100Ω nas experiências 3, 4 e 5 serviu para compensar pela variação da resistência das lâmpadas, uma vez que em tensões diferentes a resistência muda.
Esquemas
1ª experiência – Circuito básico com lâmpada
O objetivo desta experiência é montar um circuito com uma só lâmpada e uma só fonte de tensão de 5V e medir a:
1. Tensão nos terminais da lâmpada;
2. Resistência da lâmpada;
3. Luminosidade da lâmpada.
Deve-se calcular ainda a corrente elétrica que circula pela lâmpada, assim como a potência elétrica que a lâmpada consome.
De início, colocou-se os componentes adequados na breadboard conforme o circuito da figura 1. Depois, conectou-se os terminais do voltímetro aos respetivos terminais da fonte, de modo a obter valores exatos para os cálculos.
Para calcular a resistência usou-se a lei de Ohm (𝑅 = 𝑈 × 𝐼) e, para medir a luminosidade da lâmpada, foi necessária uma aplicação de telemóvel (Ex. Lux Light Meter, da Doggo Apps) com capacidade de indicar esse valor.
A corrente elétrica que circula pela lâmpada e a potência que a mesma consome calcularam-se através das expressões 𝐼 =𝑈
𝑅 e 𝑃 = 𝑈 × 𝐼.
2ª experiência – Circuito com duas fontes em série
Nesta experiência, pretendeu-se demonstrar a relação entre a tensão produzida por uma série de fontes e por uma só fonte, medindo a:
1. Tensão nos terminais de cada fonte e da série das mesmas;
2. Luminosidade.
Figura 2
Começou-se por fazer o circuito tal e qual como está representado na figura 2 e ligou-se os terminais do voltímetro aos polos da lâmpada de modo a obter-se valores precisos. Ligou-
3ª experiência – Circuito com duas lâmpadas em série
O objetivo desta experiência é, através de um circuito com duas lâmpadas em série e alimentado por uma fonte DC (5V), provar que R𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = R1+ R2= 2R e que a corrente de um circuito com duas lâmpadas é metade da corrente se um circuito com uma só. Desta forma mediu-se a:
1. Resistência de cada lâmpada individualmente e da série;
2. Tensão de cada lâmpada e da série;
3. Luminosidade de cada lâmpada.
Figura 3
Começou-se por dispor os componentes na breadboard de acordo com a figura 3. Em seguida conectou-se os terminais do amperímetro (incorporado no multímetro) aos polos da fonte e depois a ambos os terminais de cada lâmpada individualmente. Repetiu-se o processo com o voltímetro e, assim, obteve-se os valores das resistências e das tensões que se pretendia. Para determinar o valor da luminosidade de cada lâmpada, faz-se uso de uma aplicação de telemóvel (Lux Light Meter, da Doggo Apps) capaz de medir a luminosidade de uma lâmpada exposta ao sensor do mesmo.
Com estes valores calculou-se através da equação: R𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = R1 + R2 o valor da
Figura 4
Repetiu-se o procedimento do circuito da figura 3 para determinar os valores das correntes das resistências. Calculou-se ainda com estes novos valores a resistência da série, usando a expressão anterior (𝑅𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙= 𝑅1+ 𝑅2), concluindo-se assim que 𝑅𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙= 2𝑅 em ambos os circuitos.
4ª experiência – Circuito composto por 3 lâmpadas em paralelo
Ao realizar esta experiência pretendeu-se, usando um circuito com 3 lâmpadas em paralelo, determinar:
1. As resistências de cada lâmpada individualmente e do paralelo de lâmpadas;
2. A tensão nos terminais do paralelo de lâmpadas;
3. A luminosidade de cada lâmpada;
4. A expressão matemática que relaciona a resistência do paralelo de lâmpadas com a resistência de cada lâmpada.
Seguindo o esquema da figura 5, montou-se o circuito sobre uma breadboard e começou- se por conectar o multímetro, ajustado para medir resistências, aos polos de cada lâmpada individualmente e, de seguida, aos terminais da fonte. Após a obtenção dos valores das resistências, ajustou-se o multímetro para indicar os valores precisos da tensão do paralelo das lâmpadas.
Mais uma vez, usou-se a aplicação da Doggo Apps, previamente referida, para ler os valores da luminosidade de cada lâmpada separadamente.
Com estes dados, retirou-se a demonstração da expressão que permite determinar a relação entre a resistência do paralelo das lâmpadas e de cada lâmpada pertencente a este paralelo. Esta expressão foi representada por: 𝑅𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 =𝑅
3, ou seja, dum modo mais geral,
1 𝑅𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙= 1
𝑅1+ 1
𝑅2+ 1
𝑅3+ ⋯ + 1
𝑅𝑛.
De modo a comprovar a conclusão anterior, usou-se o mesmo circuito, mas utilizando resistências que nos forneceram valores mais exatos e fiáveis que as lâmpadas.
Figura 6
Deste modo, repetiu-se a medição das resistências e os cálculos das mesmas com estes novos valores. Conclui-se, então, que a expressão que relaciona a resistência das lâmpadas em paralelo e separadas é idêntica em ambos os circuitos.
5ª experiência – Circuito misto de lâmpadas
Figura 7
Começou-se por colocar os componentes na breadboard conforme o circuito (figura 7).
Em seguida posicionou-se os terminais do voltímetro (uma das funcionalidades do multímetro) nos respetivos terminais da fonte para mediu-se a diferença de potencial de modo a obter-se valores exatos para os cálculos.
Para calcular a resistência, foi usado um amperímetro (outra funcionalidade do multímetro) e utilizando a lei de Ohm: 𝑅 = 𝑈 × 𝐼, calculou-se a resistência de cada lâmpada e das associações.
Ao lado disso foi usado um circuito (figura 8) no qual as lâmpadas foram trocadas por resistências para um cálculo mais preciso.
Em seguida, com o circuito da figura 7 alimentado, utilizou-se a aplicação de telemóvel Lux Light Meter, da Doggo Apps para determinar o valor das luminosidades de cada lâmpada.
Conforme os dados foi possível determinar a expressão matemática que representa a relação entre as resistências unitárias e a equivalente, que é:
𝑅𝑒𝑞= 𝑅1+𝑅2× 𝑅3 𝑅2+ 𝑅3
Por fim, foi possível verificar que as diferenças de luminosidade se dão devido à diferença de corrente que passa por cada lâmpada, algo que pode ser verificado através da 1ª lei de Kirchhoff.
6ª experiência – Efeito de ondas sinusoidais em lâmpadas
Nesta experiência o objetivo foi verificar o comportamento da lâmpada através da alimentação da mesma por um gerador de sinal a 50Hz e 5Vp. Desta forma calculou-se:
1. A tensão de pico (Vp);
2. Tensão pico a pico (Vpp);
3. Tensão eficaz (VRMS);
4. Tensão média;
5. Período.
e nas pontas de prova do osciloscópio.
A tensão de pico (Vp) foi fácil de calcular visto que o gerador já foi regulado para 5V, mas no osciloscópio foi possível verificar que o mesmo estava bem regulado. O valor de pico a pico é dado por 𝑉𝑝𝑝 = 𝑉𝑝 × 2.
Já a tensão eficaz (𝑉𝑅𝑀𝑆) foi medida usando um multímetro ligando os polos do mesmo aos da lâmpada.
Por se tratar de uma onda sinusoidal com offset zero, a tensão média representou a média dos valores, ou seja, 0V.
O período (T) foi calculado a partir da relação 𝑇 =1𝑓.
7ª experiência – Relação entre cadência luminosa e frequência
Esta experiência teve como objetivo:
1. Medir a cadência luminosa (Cl) da lâmpada com uma onda sinusoidal de 1Hz;
2. Comparar os a cadência luminosa com a frequência (𝑓) da onda.
Começou-se por regular o gerador de sinal com uma onda sinusoidal com frequência de 50Hz e valor de pico 5V e conectar os terminais dele aos da lâmpada (assim como na figura 9 da experiência anterior).
Em seguida mediu-se com a ajuda de um cronômetro a quantidade de vezes que a lâmpada acende num período de 15 segundos. Assim verificou-se que 𝐶𝑙 = 2 × 𝑓.
8ª experiência – Cálculo de potência elétrica
Nesta oitava e última experiência pretendeu-se:
1. Calcular a potência elétrica média.
Para tal, foi usado o circuito da figura 9, sendo este montado da mesma forma que o da experiência 6 e 7.
Começou-se por medir o valor da tensão eficaz (VRMS) usando um voltímetro posicionando os seus polos nos da lâmpada. Desta forma pôde-se calcular o valor da potência através da fórmula: 𝑃𝑚 = 𝑉 × 𝐼 =(𝑉𝑅𝑀𝑆)2.
Resultados
1ª experiência – Circuito básico com lâmpada
Na primeira experiência, obteve-se através de um multímetro a tensão nos terminais da lâmpada assim como a resistência da lâmpada. De seguida obteve-se a corrente elétrica aplicando a lei de Ohm. A potência elétrica que a lâmpada consome foi calculada de seguida através dos valores de tensão e corrente elétrica. Por fim, através da aplicação para telemóvel
“Lux Light Meter” obteve-se o valor da luminosidade.
Tabela 1
Grandezas Valor Medido
Tensão 4,926 ± 0,001 V
Resistência 98,4 Ω
Luminosidade 403 lux
𝐼 = 𝑈
𝑅= 0,05𝐴
𝑃 = 𝑈 × 𝐼 = 4,926 × 0,05 = 0,24𝑊
2ª experiência – Circuito com duas fontes em série
Nesta segunda experiência, através da medição da tensão de cada bateria individualmente e da série verificou-se que tensão total pode ser obtida através da soma da tensão individual de cada bateria. Nesta experiência verificou-se que a corrente elétrica era igual à da experiência 1 e a luminosidade manteve-se praticamente igual.
Tabela 2
3ª experiência – Circuito com duas lâmpadas em série
Nesta terceira experiência, através da medição das resistências de cada lâmpada individualmente e da série de lâmpadas verificou-se que a resistência total é fornecida através da soma das resistências individuais de cada lâmpada. A corrente elétrica diminui para metade e observou-se que a luminosidade de cada lâmpada também diminui para metade.
Tabela 3
Grandezas Valor
Resistência
De cada lâmpada
71.4 Ω 71.4 Ω
Da série de lâmpadas 142.9 Ω
Tensão
De cada lâmpada
2,665 ± 0,001 V 2,660 ± 0,001 V Da série de lâmpada 5,274 ± 0,001 V
Luminosidade De cada lâmpada 250 lux
250 lux
R𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 142,9Ω
𝑅1+ 𝑅2= 71,4 + 71,4 = 142,8Ω 2𝑅 = 142,8Ω
4ª experiência – Circuito composto por três lâmpadas em paralelo
Nesta quarta experiência passou-se a medir a tensão e resistência das lâmpadas em paralelo assim como a resistência de cada lâmpada individualmente. A partir destes resultados concluiu-se que a resistência em paralelo é fornecida através da fórmula da resistência em paralelo que iremos demonstrar. A luminosidade de cada lâmpada passou a ser aproximadamente 1
3 do valor da luminosidade de uma só lâmpada.
Tabela 4
Grandezas Valor
Resistência
De cada lâmpada
98,4 Ω 98,4 Ω 98,4 Ω
Do paralelo de lâmpadas 32,6 Ω
Tensão Do paralelo de lâmpadas 5,040 ± 0,001 V
Luminosidade De cada lâmpada
165 lux 148 lux 151 lux
𝑅𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙=𝑅
3 =98,4
3 = 32,6Ω
5ª experiência – Circuito misto de lâmpadas
Na quinta experiência, após a montagem do circuito com duas lâmpadas em paralelo e em série, mediu-se a resistência, tensão e luminosidade das lâmpadas em série e em paralelo, verificando-se que a resistência e tensão eram maiores em série comparativamente aos resultados em paralelo. Posteriormente, realizou-se o mesmo circuito substituindo-se as lâmpadas por resistências para obter-se assim resultados mais precisos.
Também se verificou que a lâmpada em série brilhava mais do que as lâmpadas em paralelo, dado que a corrente em paralelo se dividia, contrariamente à corrente em série.
Tabela 5
Grandezas Valor
6ª experiência - Efeito de ondas sinusoidais em lâmpadas
Nesta experiência utilizou-se o gerador de sinal para criar-se uma onda sinusoidal que foi posteriormente visualizada no osciloscópio. Através deste mediu-se os valores de tensão da onda, assim como o seu período.
Tabela 6
7ª experiência – Relação entre cadência luminosa e frequência
Nesta experiência verificou-se que durante 15 segundos com frequência de 1Hz a lâmpada acendeu 30 vezes.
Como a cadência luminosa (Cl) é obtida através do número de vezes que acende por ciclo calculou-se T através da fórmula da frequência de onde se obteve que T=1s. Através de uma regra de 3 simples obteve-se que a lâmpada acende 2 vezes num segundo, uma vez no polo positivo e outra no polo negativo.
Através da fórmula da frequência obtida pela cadência luminosa verificou-se que para quando Cl=2 a frequência é realmente 1Hz.
8ª experiência – Cálculo de potência média
Nesta experiência mediu-se a corrente máxima e a tensão máxima de modo a obter-se os valores de corrente eficaz e tensão eficaz. A partir destes resultados, calculou-se a potência elétrica média.
𝐼𝑒𝑓𝑖𝑐𝑎𝑧 = 𝐼𝑚á𝑥
√2
=
1 20
√2 = 0,0035 A
Grandezas Valor
Tensão
Pico 5,00 V
De pico a pico 10,2 V
Eficaz 3,52 V
Média 0,00 V
Período 20,00 ms
Conclusão
Em suma, através das montagens dos circuitos propostos foi possível aprofundar conhecimentos sobre circuitos elétricos e sobre leis básicas de eletricidade.
No decorrer da realização das atividades foi comprovado que a resistência equivalente num circuito em série obtém-se através da adição de todas as resistências presentes no circuito e que a resistência em paralelo se obtém através da adição do inverso de todas as resistências.
Conclui-se ainda que a luminosidade das lâmpadas num circuito em paralelo e série varia, sendo superior neste último visto que a corrente não se divide.
A realização do exercício seis proporcionou conhecimentos necessários para a utilização do osciloscópio e conceitos associados a ondas sinusoidais (tensão de pico, tensão de pico a pico, tensão eficaz e tensão média), sendo que o exercício sete mostrou uma relação entre a cadência luminosa e a frequência.
Durante as experiências foi considerado que o valor das resistências era constante independentemente da temperatura.
Desta forma, este trabalho possibilitou aprofundar alguns conhecimentos já lecionados, aumentar a familiaridade com alguns equipamentos do laboratório de eletrotécnica e também permitiu desenvolver a capacidade de trabalhar em grupo para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos exercícios propostos.
Recomendações
Na realização das montagens e medições efetuadas no laboratório alertamos a todas as pessoas que nunca se deve ligar um amperímetro em paralelo visto que pode danificar o multímetro em uso e que o valor da resistência deve ser medido com a fonte de tensão
Referências bibliográficas
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Mattede, Henrique. “O que é corrente ou tensão eficaz?” Mundo da elétrica. 2019.
https://www.mundodaeletrica.com.br/o-que-e-corrente-ou-tensao-eficaz/ (acedido em 27 de outubro de 2019).
Thiago Conceição. "Potência elétrica". 29 de Julho de 2019.
https://www.guiaestudo.com.br/potencia-eletrica/ (acedido em 25 de Outubro de 2019).