Os museus brasileiros frente aos desafios ambientais contemporâneos: o papel da educação não formal e da divulgação científica

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Os museus brasileiros frente aos desafios ambientais contemporâneos:

o papel da educação não formal e da divulgação científica

Denise Coelho Studart Museu da Vida, COC, Fiocruz

Palavras-chave: museus, sustentabilidade ambiental, educação não formal, divulgação científica

Introdução

A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou 2010 o “Ano Internacional da Biodiversidade”, encorajando os Estados Membros e outros atores a tirar vantagem do Ano para aumentar a conscientização da importância da biodiversidade, por meio de ações promocionais a níveis local, regional e internacional. Ao mesmo tempo em que a humanidade entra no século XXI usufruindo de suas novas conquistas tecnológicas, vários são os desafios e problemas a serem enfrentados, principalmente no que diz respeito à conservação do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

A questão climática, já em 1992, foi reconhecida como uma preocupação comum a todos os países participantes da II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (conhecida como “Rio 92”), que teve como principal tema a discussão sobre o desenvolvimento sustentável e formas de reverter o processo de degradação ambiental.

Qual o papel dos museus nesse cenário de desafios socioambientais? Os museus vêm atuando de forma cada vez mais ativa na divulgação e discussão de assuntos relevantes para a sociedade, propiciando também uma maior inclusão cultural. Devido à sua forte atuação por meio da educação não formal e da divulgação científica, os museus vêm atingindo um público cada vez mais amplo e diversificado. Esses espaços culturais têm um importante papel a cumprir junto à sociedade, no sentido de propiciar o desenvolvimento de uma postura crítica acerca das questões relativas à sustentabilidade do planeta e estimular uma consciência ecológica e solidária global.

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Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental

Em Junho de 2010, aconteceu no Rio de Janeiro, o Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental, organizado pelo Museu da Vida/COC/Fiocruz e Instituto Brasileiro de Museus/IBRAM, com o apoio do CNPq e colaboração da Associação Brasileira de Museologia/ABM e do Museu Histórico Nacional, onde o evento foi realizado1. O Simpósio reuniu palestrantes internacionais da França e dos Estados Unidos, bem como especialistas de diferentes estados brasileiros (Amapá, Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo), a fim de proporcionar um debate a partir de diferentes realidades, pontos-de- vista e abordagens.

Os principais objetivos do Simpósio foram:

Debater o papel dos museus frente aos desafios ambientais que se apresentam no século 21 e formas de atuação criativas e responsáveis diante deste novo cenário;

Propiciar o diálogo com a sociedade, no que se refere à produção de conhecimentos científicos e culturais, favorecendo a educação ambiental e a valorização da cultura e do meio ambiente;

Discutir questões nas áreas da comunicação museal e da divulgação científica e cultural, com o objetivo de ampliar o conhecimento e o debate sobre as problemáticas socioambientais e temas relacionados ao meio ambiente, à biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável;

Apresentar soluções expográficas e arquitetônicas ambientalmente sustentáveis e aplicáveis em espaços museais;

Promover uma reflexão sobre o patrimônio natural e sua conservação/preservação.

A programação incluiu temas como “paisagem cultural e patrimônio natural”;

conservação da biodiversidade e conhecimentos tradicionais” ; “museus e sustentabilidade ambiental”; “projetos museológicos, arquitetura verde e sustentabilidade”; “espaços museais, educação e biodiversidade” e “museus, mídias, meio ambiente e divulgação científica”.

O museólogo Marcio Rangel, do Museu de Astronomia e Ciências Afins, em seu documento-síntese sobre o Simpósio, chamou a atenção para algumas questões importantes levantadas durante o evento, entre elas:

“Não basta ao museu abordar em suas exposições assuntos relacionados ao desenvolvimento sustentável e à biodiversidade. Estes devem ser instituições sustentáveis em suas ações: uso de materiais sustentáveis em suas exposições; fontes de energia alternativas; uso racional da água; licitações sustentáveis (instrução normativa nº 1/2010); gestão adequada dos resíduos gerados; sensibilização e capacitação dos funcionários, qualidade de vida no ambiente de trabalho.” (Rangel, 2010)

1Organizadores do Simpósio: Denise Studart, Mario Chagas e Claudia Storino.

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Tereza Scheiner, palestrante no encontro, enfatizou a importância da abordagem ambiental na formação e capacitação de diferentes profissionais que atuam nos museus:

“antes de museus verdes é necessário a formação de profissionais ‘verdes’”, isto é, que saibam trabalhar com a questão da sustentabilidade e da educação ambiental (Scheiner, 2010).

A Ministra de Estado de Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, presente na Mesa de Abertura, falou sobre a biodiversidade e de como este conhecimento deve estar disponível para toda a sociedade, mencionando que os espaços museais estão entre os locais mais sensíveis para esta função:

“O museu é também uma porta para a inclusão social. A extensão da chamada rede de capilaridade associada aos museus é impressionante, sendo possível a divulgação do conhecimento da biodiversidade, bem como a sensibilização para o comportamento dos brasileiros em torno da cidadania ambiental.” (Teixeira, 2010)

Ao final do evento, foi sugerida a criação de uma rede de museus que tenha por objetivo a discussão da sustentabilidade e da biodiversidade. Esta rede, que ganhou o nome de Rede MuSA – Rede de Museus e Sustentabilidade Ambiental, está em fase de estruturação.

O Museu da Vida e as atividades em torno da biodiversidade

O Museu da Vida, ligado a Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, vem realizando diversas atividades em torno da biodiversidade (Massarani, 2010). Entre elas, é possível citar a exposição “Evolução e Natureza Tropical”, inaugurada em maio de 2010, onde foram percorridos dois caminhos, segundo a curadora, Luisa Massarani: o de Charles Darwin e o de Alfred Wallace. Atrelada à exposição, foram concebidas uma série de atividades educativas e lúdicas, bem como uma peça de teatro sobre Alfred Wallace.

O público de todas as faixas etárias pôde, segunda a curadora da exposição, participar de atividades lúdicas, como o jogo com os tentilhões, pássaros encontrados por Charles Darwin nas Ilhas Galápagos, que chamaram a atenção do naturalista por terem bicos diferenciados, conforme a ilha em que habitavam e a comida (tipo de sementes) disponível.

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As “Trilhas ecológicas”, realizadas no campus da Fiocruz, visam despertar o interesse pela flora e fauna da Mata Atlântica e de outros biomas, presentes em Manguinhos, que possui uma enorme área verde:

“sua flora é composta por mais de cem espécies de plantas, incluindo espécies nativas, exóticas e oriundas de outras unidades territoriais do Brasil. Sua fauna conta, atualmente, com mais de 20 espécies de pássaros (das 40 aves mais comuns do Rio de Janeiro, encontramos 14 no campus da Fiocruz), além de répteis, mamíferos, anfíbios e um abundante número de insetos. Destaque-se que cerca de 270.000 metros quadrados da área do campus são constituídos por um sítio arqueológico e um núcleo arquitetônico histórico de grande relevância nacional, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A atividade consiste em realizar caminhadas por diferentes percursos nas trilhas existentes no campus. Os visitantes têm a oportunidade de observar flores, pássaros, insetos e outros animais de diversas espécies.” (Massarani, 2010)

Outra atividade recém inaugurada pela Coordenação do Museu da Vida é o

“Jardim das Borboletas”, uma área de 84m2, onde o visitante pode interagir com quatro espécies de borboletas, de diversas cores e tamanhos, em diferentes etapas de seu ciclo de vida, que começa no ovo, passa pelo estágio larval, depois pelo casulo, para só então atingir a fase adulta. Além das borboletas, o espaço abriga uma série de plantas e flores criteriosamente escolhidas por fornecerem o alimento ideal às espécies do Jardim.

Nas palavras da Coordenadora do Museu, o objetivo é “que o tema não se encerre quando o Ano Internacional da Biodiversidade finalizar. Ao contrário:

consideramos o marco mundial como uma oportunidade para colocar o tema ainda mais presente nas atividades do Museu da Vida e torná-lo, definitivamente, parte de nossa agenda.” (Massarani, 2010)

Museus que trabalham com a temática ambiental no Brasil

Uma pesquisa exploratória realizada pela autora em 2009 no Cadastro Nacional de Museus (CNM) do Sistema Brasileiro de Museus (SBM), criado pelo Instituto Brasileiro de Museus/Ibram – Ministério da Cultura, teve por objetivo investigar os museus que tratam da temática ambiental no Brasil (Studart, 2010)2.

Como metodologia foram utilizadas seis “palavras-chave” relacionadas a temas

ambientais na “busca” por instituições no Cadastro Nacional de Museus:

2Esta pesquisa foi realizada com o apoio da museóloga Catarina Lúcia Faria, em 2009, quando estávamos trabalhando na elaboração do plano museológico do Museu do Meio Ambiente, no Rio de Janeiro.

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meio ambiente; patrimônio natural; ecomuseus; ecologia; natureza; e desenvolvimento sustentável.

Foram identificadas nessa investigação 36 instituições que abordam o tema (região Sudeste (n=15); Sul (n=10); Nordeste (n=6); Norte (n=3); Centro-Oeste (n=2)), mas é possível que este número ainda possa ser ampliado, em futuras pesquisas ao Cadastro.

A maioria das instituições identificadas na busca ao CNM é de natureza pública e está localizada na Região Sudeste, que engloba os estados de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Minas Gerais (MG) e Espírito Santo (ES). No entanto, o Estado com o maior número de museus identificados que abordam questões ambientais foi Santa Catarina (SC). Segue abaixo o mapeamento por região, de acordo com a pesquisa.

- Região Sudeste

Em junho de 2009 a consulta ao Cadastro de Museus constata que 15 instituições do Sudeste mencionam aspectos ambientais em sua missão: cinco museus em Minas Gerais, cinco no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo, e um no Espírito Santo.

Museu Histórico de Ciências – Belo Horizonte, MG

Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef – Viçosa, MG

Museu de Ciências Morfológicas da UFMG – Belo Horizonte, MG

Museu Histórico-Cultural do Parque Nacional da Serra do Cipó – Jaboticatubas, MG

Museu de Ecologia – Nanuque, MG

Ecomuseu da Ilha Grande/Museu do Cárcere, Uerj – Angra dos Reis, RJ

Museu Oceanográfico do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira – Arraial do Cabo, RJ

Museu do Mel – Nova Friburgo, RJ

Museu do Futuro – Teresópolis, RJ

Museu do Meio Ambiente/JBRJ – Rio de Janeiro, RJ

Casa da Ecologia, Instituto Pau-Brasil de História Natural – Arujá, SP

Museu de História Natural – Campinas, SP

Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues – São Paulo, SP

Museu da Vida Marinha – Ubatuba, SP

Museu de Biologia Professor Mello Leitão – Santa Tereza, ES

Educação ambiental, divulgação de conhecimento sobre fauna, flora e ecossistemas foram aspectos citados na missão do Museu de História Natural, Museu Botânico Dr.

João Barbosa Rodrigues, Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef, Museu da Vida Marinha, Museu do Meio Ambiente/JBRJ, bem como do Museu do Mel, que assim a descreve: “Estimular a conscientização sobre a importância das abelhas, do mel e dos ecossistemas associados, promovendo a defesa do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável.”

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Pesquisa e divulgação da biologia para preservação da saúde humana e ambiental são mencionadas pelo Museu de Biologia Professor Mello Leitão e pelo Museu de Ciências Morfológicas da UFMG, como aspectos integrantes de sua missão, e o último especifica:

“Ampliar e difundir o conhecimento da estrutura e funcionamento do organismo humano e, a partir desse conhecimento, incentivar a promoção da saúde e a preservação da vida – humana e ambiental – com qualidade; contribuir para conscientizar o homem de sua inserção na natureza a ser preservada; promover o diálogo, o debate e a reflexão sobre questões relacionadas à vida, tanto através do apoio ao ensino formal de ciências/biologia, quanto através da educação não formal e da difusão científica, voltadas para a comunidade em geral, inclusive cidadãos com alguma forma de limitação (pessoas com deficiências).”

(Cadastro Nacional de Museus, 2010)

Na missão do Museu Histórico de Ciências, encontramos como finalidade, além da preservação da memória da instituição, a pesquisa e divulgação do patrimônio natural, objetivo também indicado na missão do Museu Oceanográfico do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira e do Museu Histórico-Cultural do Parque Nacional da Serra do Cipó.

“O Museu Histórico-Cultural do Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado com o objetivo imediato de reunir, pesquisar e divulgar bens materiais que documentem a apropriação e utilização dos recursos naturais, nativos e introduzidos, da Serra do Cipó e do entorno, as técnicas regionais, o patrimônio cultural imaterial baseado nos recursos naturais, em seus componentes físicos (objetos), espacial e ecológica (implantação e utilização) e mental, a história humana da Serra do Cipó e de seu entorno e a história das unidades de conservação da natureza da região.”

(Cadastro Nacional de Museus, 2010)

Divulgação da ecologia e da importância do desenvolvimento sustentável aparece na missão do Museu de Ecologia e do Museu do Futuro, bem como da Casa da Ecologia/Instituto Pau-Brasil de História Natural, que registra: “Promover a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável, a melhoria da qualidade de vida da população por meio de pesquisa em meio ambiente e de ações em educação ambiental.”

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- Região Sul

Segunda região com maior incidência de museus que mencionam em sua missão aspectos relacionados ao meio ambiente, a Região Sul abriga seis museus em Santa Catarina, três no Rio Grande do Sul e um no Paraná.

Museu de Ecologia Fritz Müller – Blumenau, SC

Museu da Água Gunther Buhr – Blumenau, SC

Museu Oceanográfico do Vale do Itajaí, SC

Museu de História Natural de Florianópolis – Florianópolis, SC

Ecomuseu Laboratório Interativo de Educação Ambiental – Chapecó, SC

Ecomuseu Univali – Porto Belo, SC

Museu Zoobotânico Augusto Ruschi – Passo Fundo, RS

Museu Irmão Paschoal Pasa – Passo Fundo, RS

Museu da Natureza (Colégio Santa Joana d’Arc) – Rio Grande, RS

Ecomuseu de Itaipu – Foz do Iguaçu, PR

De modo geral os museus dessa região promovem a pesquisa, a educação e a divulgação do conhecimento científico para a transformação da sociedade e proteção/valorização do meio ambiente, como se constata na informação fornecida pelo Museu Zoobotânico Augusto Ruschi: “Manter coleções representativas do patrimônio natural, colaborando na formação continuada e integrando o conhecimento com a comunidade para a busca de uma educação integral.”

A interpretação dos elementos representativos da natureza e do desenvolvimento sociocultural da região aparece especificamente na missão do Ecomuseu de Itaipu.

O Ecomuseu Laboratório Interativo de Educação Ambiental desenvolve o Programa de Educação Ambiental da Prefeitura de Chapecó, através de projetos que envolvem entidades sociais e ambientalistas e escolas das redes pública e privada, visando a melhor qualidade de vida para os cidadãos.

- Região Nordeste

Na consulta ao CNM seis instituições foram encontradas na Região Nordeste, três no Ceará, duas em Pernambuco e uma na Bahia.

Museu de Ciências Naturais e de História Barra do Jardim – Jardim, CE

Museu Natural do Mangue – Fortaleza, CE

Ecomuseu de Maranguape – Maranguape, CE

Museu do Sertão – Petrolina, PE

Espaço Ciência/Museu de Ciência – Olinda, PE

Museu ao Céu Aberto da Tartaruga Marinha – Mata de São João, BA

A missão do Museu do Sertão, bem como a do Museu do Mangue, a do Ecomuseu de Maranguape, e a do Museu de Ciências Naturais e de História Barra do Jardim se

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resume principalmente em preservar a memória local, de seu povo, seus costumes e sua relação com o meio ambiente.

No caso do Museu a Céu Aberto da Tartaruga Marinha, a missão está voltada para a relação do homem com os processos de extinção e recuperação das tartarugas marinhas, e seu acervo conta, por meio da exposição, como o homem vem-se relacionando com a tartaruga marinha e a natureza no litoral brasileiro.

E a do Espaço Ciência é estimular a curiosidade científica e popularizar este conhecimento, visando ao respeito à natureza.

- Região Norte

Apenas três museus foram identificados na Região Norte no CNM: no Pará, em Roraima e no Amapá.

Ecomuseu da Amazônia – Belém, PA

Museu Integrado de Roraima – Boa Vista, RR

Centro de Pesquisas Museológicas/Museu Sacaca – Macapá, AP

A missão do Ecomuseu da Amazônia, que se situa no Distrito de Icoaraci e se estende até a região dos Tapajós e áreas históricas da grande Belém, é assim informada:

“Integrar os diversos segmentos da sociedade com o inteiro ambiente, a partir da conscientização e valorização da sua história e do seu patrimônio natural e cultural.”

De forma semelhante, a missão do Museu Integrado de Roraima é ampla e diz respeito a proteção, conservação, pesquisa, educação e divulgação do patrimônio cultural e natural de Roraima.

A missão do Centro de Pesquisas Museológicas/Museu Sacaca tem o foco na promoção e geração de conhecimentos visando à valorização e ao uso consciente do patrimônio ambiental: gerar, promover e divulgar conhecimentos científicos e tecnológicos para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento dos recursos naturais em benefício da população amapaense.

- Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste localizamos duas instituições, ambas referindo como missão principal a educação ambiental.

Museu Ambiental da Companhia de Polícia Militar Ambiental – Brasília, DF

Museu de História Natural e Casa de Memória Kadiwéu – Bonito, MS

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Criado em 2003 com o objetivo de transmitir informações inerentes às atividades desenvolvidas pela Companhia de Polícia Militar Ambiental, o primeiro visa, através de ações educativas, conscientizar crianças e adolescentes das escolas públicas e privadas quanto à importância de preservar o meio ambiente.

Instituição de natureza privada, o Museu de História Natural e Casa de Memória Kadiwéu tem como objetivo integrar estudos e pesquisas interdisciplinares voltados para a reconstrução da memória histórica e sociocultural, a educação ambiental, bem como promover a discussão de meios para a preservação e conservação do meio ambiente, reafirmando o trabalho de turismo ecológico.

Considerações finais

Os resultados da referida pesquisa demonstram que já existe no Brasil um número significativo de instituições que têm em sua missão aspectos relacionados a preservação do meio ambiente, educação ambiental e divulgação do patrimônio natural e da biodiversidade.

Um resumo dos principais objetivos (missão) encontrados no trabalho das instituições museológicas brasileiras identificadas no estudo segue abaixo:

 divulgação de conhecimentos sobre fauna, flora e ecossistemas

 divulgação da ecologia

 divulgar a importância do desenvolvimento sustentável

 pesquisa e divulgação da biologia para preservação da saúde humana e ambiental

 pesquisa e divulgação do patrimônio natural

 pesquisa e divulgação do conhecimento científico para transformação da sociedade e seu meio ambiente.

 gerar, promover e divulgar conhecimentos científicos e tecnológicos para a conservação do meio ambiente e o desenvolvimento dos recursos naturais em benefício da população

 educação ambiental

 preservação ambiental

 preservar a memória local, de seu povo, seus costumes e sua relação com o meio ambiente.

 proteção, conservação, pesquisa, educação e divulgação do patrimônio cultural e natural

 estimular a curiosidade científica e popularizar este conhecimento, visando o respeito à natureza.

 integrar os diversos segmentos da sociedade local com o meio ambiente, a partir da conscientização e valorização da sua história e do seu patrimônio natural e cultural

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 mostrar a relação do homem com os processos de extinção e recuperação das espécies

Este estudo mostra que a educação e a divulgação constam da missão da maioria dos museus que trabalham com a questão ambiental no Brasil, identificados na pesquisa. De fato, as instituições museológicas, como espaços de educação não formal e de divulgação científica, não podem ficar alheios à discussão da sustentabilidade ambiental, pois são locais privilegiados para o debate dos problemas contemporâneos, bem como para a valorização do rico patrimônio natural local e global.

Referências

CADASTRO NACIONAL DE MUSEUS – Sistema Brasileiro de Museus (Ibram / Ministério da Cultura) http://www.museus.gov.br/sbm/cnm_conhecaosmuseus.htm

MASSARANI, Luisa (2010). De olho na biodiversidade: iniciativas do Museu da Vida no ano internacional sobre o tema. Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. Rio de Janeiro, 10 de junho de 2010. (Áudio da palestra e Apresentação) Disponíveis em:

http://www.museologia.org.br/simposio/index.php?option=com_content&view=article&id=32&Itemid=4 3 acesso em novembro de 2010

http://www.museologia.org.br/simposio/index.php?option=com_content&view=article&id=27&Itemid=3 8 acesso em novembro de 2010

RANGEL, Marcio (2010) Síntese e pontos relevantes do Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. Rio de Janeiro, 10 de junho de 2010. (Texto) Disponível em

http://www.museologia.org.br/simposio/index.php?option=com_content&view=article&id=33&Itemid=5 9 acesso em novembro de 2010

SCHEINER, Tereza (2010). Formação em Museologia e Meio Ambiente.Simpósio Museus,

Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. Rio de Janeiro, 8 de junho de 2010. (Áudio da palestra) Disponível em

http://www.museologia.org.br/simposio/index.php?option=com_content&view=article&id=32&Itemid=4 3 acesso em novembro de 2010

SIMPÓSIO MUSEUS, BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL, realizado no Rio de Janeiro, 8-11 de Junho de 2010. Organizadores: Denise Studart, Mario Chagas e Claudia Storino.

Realização: Museu da Vida/COC/Fiocruz e Instituto Brasileiro de Museus/Ibram. Apoio: CNPq.

Disponível em www.museologia.org.br/simposio, “Áudio das Palestras” e “Apresentações (Slides)”

STUDART, Denise (2010). Um panorama dos museus que trabalham com a questão ambiental no Brasil. Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. Rio de Janeiro, 8 de junho de 2010. (Apresentação slide) Disponível em

http://www.museologia.org.br/simposio/index.php?option=com_content&view=article&id=27&Itemid=3 8 acesso em novembro de 2010

TEIXEIRA, Izabella (2010). Mesa de Abertura. Simpósio Museus, Biodiversidade e Sustentabilidade Ambiental. Rio de Janeiro, 8 de junho de 2010. (Áudio da palestra) Disponível em

http://www.museologia.org.br/simposio/index.php?option=com_content&view=article&id=32&Itemid=4 3 acesso em novembro de 2010

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