Características morfológicas e morfométricas da cavidade glenoidal em escápulas humanas adultas *

Texto

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Características morfológicas e morfométricas da cavidade glenoidal em escápulas humanas adultas

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Morphologic and morphometric characteristics of the glenoid cavity in human adult scapulae

LEANDRO NOBESCHI1, EDUARDO COTECCHIA RIBEIRO2

* Trabalho realizado na Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica do Departamento de Morfologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina – UNIFESP/EPM, São Paulo (SP) – Brasil.

1. Mestre; Pós-graduando da Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfi- ca do Departamento de Morfologia da Universidade Federal de São Paulo/

Escola Paulista de Medicina – UNIFESP – São Paulo (SP) – Brasil.

2. Professor Adjunto da Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica do Departamento de Morfologia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina – UNIFESP – São Paulo (SP) – Brasil.

Endereço para correspondência: Leandro Nobeschi, Travessa Doze de Outu- bro, 106 (casa) – 09030-650 – Santo André (SP) – Brasil. Tels.: (11) 4427- 7627/(11) 8117-7252; fax: (11) 5571-7597. E-mail: nobeschi@yahoo.com.br Recebido em 9/11/04. Aprovado para publicação em 22/11/05.

Copyright RBO2005

RESUMO

Objetivo: Mensurar a cavidade glenoidal da escápula no que se refere aos diâmetros, profundidade e cálculo de sua área plana, além de descrever sua forma e caracterís- ticas anatômicas. Método: Foram utilizadas 62 escápulas isoladas e seis pares (esquerdo e direito), pertencentes a esqueletos humanos adultos, no total de 74 escápulas. As medidas foram realizadas com um paquímetro digital para determinar os diâmetros e a profundidade, além de um computador para o cálculo da área plana. Esse cálculo foi possível após a obtenção das medidas dos diâmetros. Re- sultados: A média da área plana foi de 264,18mm2 para a cavidade glenoidal classificada como piriforme e 244,78mm2 para a cavidade glenoidal elipsóide. O valor da profundidade variou de acordo com a presença ou não do tubérculo glenoidal. Este foi observado em 47% da amostra e a incisura glenoidal em 100%. Nenhum outro detalhe anatômico foi observado. A cavidade glenoidal foi identificada como piriforme em 72% e elipsóide em 28%

dos casos. Conclusões: Os resultados demonstraram que a área plana e a profundidade da cavidade glenoidal não

apresentam diferença estatisticamente significante se com- parados os lados direito e esquerdo. A forma piriforme da cavidade glenoidal foi mais freqüente que a elipsóide. A incisura glenoidal esteve presente em 100% da amostra e o tubérculo glenoidal em 47%.

Descritores – Articulação do ombro/anatomia & histologia; Escápu- la/anatomia & histologia; Cadáver; Humano

ABSTRACT

Purpose: To measure the scapular glenoid cavity regarding diameters and depth, and to calculate the planar area, besides to describe shape and anatomical features.

Methods: Sixty-two isolated, and six pairs (left and right) of scapulae, totaling 74 scapular bones, belonging to adult human skeletons were employed. Measurements were performed with a digital pachymeter to determine diameter and depth; a computer was used for planar area calculation.

That calculation was only possible after obtaining the diameter measurements. Results: Mean planar area was 264.18 mm2 for a pear-shaped glenoid cavity, and 244.78 mm2 for an ellipsoid-shaped glenoid cavity. Depth value ranged according to glenoid tubercle presence or absence.

That fact was observed in 47% of the samples; a glenoid notch was seen in 100%. No other anatomical detail was observed. Glenoid cavity was identified as pear-shaped in 72% of cases, and as ellipsoid-shaped in 28% of cases.

Conclusions: Results demonstrate that the glenoid cavity planar area and depth do not show a statistically significant difference when comparing right and left sides. Pear-shaped glenoid cavity was more frequent than the ellipsoid-shaped glenoid cavity. Glenoid notch was present in 100% of the samples; glenoid tubercle was present in 47% of cases.

Keywords – Shoulder joint/anatomy & histology; Scapula/anatomy

& histology; Cadaver; Human

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INTRODUÇÃO

A identificação das dimensões das faces articulares da arti- culação do ombro é de grande interesse para a confecção e implantação de próteses. Pela fisiologia articular demonstra- se que um dos fatores que garantem a grande mobilidade nes- sa articulação é a pequena profundidade (rasa) da cavidade glenoidal, que não restringe a movimentação da cabeça do úmero. Esse fator deve ser levado em consideração, manten- do assim a dinâmica articular. Há concordância entre os auto- res quanto ao fato de o diâmetro longitudinal da cavidade gle- noidal ser maior do que o diâmetro transversal(1-4). Testut e Latarjet relataram que o diâmetro longitudinal é igual a 35mm e o transversal, a 25mm(5). McPherson et al descreveram, ba- seados em estudo radiográfico, a medida do diâmetro longitu- dinal como sendo de 33,6mm (DP ± 3,9mm) e a do transver- sal, de 28,6mm (DP ± 3,8mm)(6). Esses autores mediram a profundidade “longitudinal” da cavidade glenoidal, 5mm (DP

± 1,1mm), e a profundidade “transversal”, 2,9mm (DP ± 1,0mm).

A cavidade glenoidal também foi descrita como possuindo uma face articular correspondente a uma área de aproximada- mente 6cm2(7-8). Soslowsky et al, por meio de estereofotogra- metria digitalizada, determinaram essa área como tendo di- mensões equivalentes a 5,79cm2 (DP ± 1,69cm2) nos homens e 4,68cm2 (DP ± 0,93cm2) nas mulheres(9).

Alguns trabalhos apresentam detalhes da cavidade glenoi- dal, como a freqüência da incisura glenoidal, presente em 55%

da amostra(10-11).

Portanto, a literatura é escassa em se tratando de medidas dos diâmetros e da profundidade da referida cavidade.

O objetivo deste trabalho puramente anatômico é realizar medidas da cavidade glenoidal da escápula (diâmetros e pro- fundidades), calcular sua área plana aproximada e relacionar essas medidas considerando o lado, assim como observar de- talhes anatômicos característicos e descrever sua forma.

MÉTODOS

Foram utilizadas 62 escápulas isoladas de ambos os lados (27 direitas e 35 esquerdas) e seis pares em esqueletos articu- lados, totalizando 74 escápulas humanas adultas, sendo a maioria sem identificação quanto ao sexo e grupo étnico, com exceção de alguns esqueletos. Portanto, essas variáveis não serão consideradas. O material pertence ao Laboratório de Anatomia da Universidade Federal de São Paulo/Escola Pau- lista de Medicina. As medidas foram obtidas com um paquí- metro digital (Mitutoyo-Digimatic®) para os diâmetros e pro-

fundidade e em computador para a área. Para a realização do cálculo proposto para a área plana da cavidade glenoidal foi necessária a realização de medidas de dois diâmetros trans- versais (maior e menor) e um diâmetro longitudinal. O diâ- metro transversal “maior” foi medido da margem anterior até a margem posterior, passando essa reta sobre o tubérculo gle- noidal, quando presente, ou na região correspondente, quan- do ausente; o diâmetro transversal “menor” foi medido da margem anterior, na extremidade superior da incisura glenoi- dal, até a margem posterior, paralelamente ao “maior” e per- pendicular ao longitudinal; o diâmetro longitudinal foi medi- do do tubérculo supraglenoidal ao tubérculo infraglenoidal (figura 1). A medida de cada diâmetro foi realizada pelo mes- mo pesquisador e repetida três vezes, sendo obtida a média das mesmas. Com o resultado dessas medidas conseguiu-se estabelecer uma fórmula para o cálculo da área plana da cavi- dade glenoidal, em mm2, sendo esta: ( x d2/8) + ( x D2/8) + (D + d/2) x (L – d/2 – D/2) = área plana total (legenda: – pi;

D – diâmetro transversal “maior”; d – diâmetro transversal

“menor”; L – diâmetro longitudinal).

Figura 1 – Desenho esquemáti- co da cavidade glenoidal com a representação dos diâmetros transversal “menor” (1), trans- versal “maior” (2) e longitudinal (3)

A profundidade foi mensurada utilizando-se uma pequena haste rígida de ferro, que foi apoiada nas margens da cavida- de glenoidal da seguinte forma: para a profundidade padroni- zada como “longitudinal”, a haste foi posicionada sobre os tubérculos supra e infraglenoidais, e a barra de profundidade do paquímetro foi estendida até atingir o centro da cavidade glenoidal; para a profundidade padronizada como “transver- sal”, a haste foi posicionada nas margens anterior e posterior da cavidade glenoidal no mesmo ponto onde foi medido o diâmetro transversal “maior”, e a barra de profundidade do paquímetro foi estendida até atingir o centro da referida cavi- dade. A haste de ferro utilizada possuía uma medida de espes-

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sura que foi diminuída da medida total obtida. Foi utilizado o teste de Mann-Whitney (p < 0,005) para o tratamento estatís- tico referente à área plana da cavidade glenoidal das escápu- las.

Verificou-se nas escápulas analisadas a freqüência do tu- bérculo glenoidal e da incisura glenoidal. A forma da cavida- de glenoidal foi também observada.

Todas as escápulas que não apresentavam as margens da cavidade glenoidal regulares, ou a integridade dos tubérculos supra e infraglenoidal, foram descartadas da amostra.

Importante destacar que a padronização dos pontos de re- ferência e a execução das medidas por um único pesquisador, em três momentos distintos, tiveram por objetivo reduzir ao máximo a margem de erro.

RESULTADOS

Considerando a amostra total de 74 escápulas e após a rea- lização das medidas referidas anteriormente, foram obtidos os seguintes resultados: diâmetro transversal “maior” variou de 20,02mm a 30,31mm, com valor médio de 25,47mm (DP ± 2,40mm); diâmetro transversal “menor” variou de 12,58mm a 26,44mm, com valor médio de 16,94mm (DP ± 1,82mm);

diâmetro longitudinal variou de 30,85mm a 42,15mm, com valor médio de 37,25mm (DP ± 2,94mm). A área plana calcu- lada variou de 151,08mm2 a 368,03mm2, com valor médio de 256,68mm2 (DP ± 5,4mm2) (tabela 1).

A profundidade “longitudinal” variou de 2,60mm a 6,54mm, com valor médio de 3,96mm (DP ± 0,82mm); profundidade

“transversal” variou de 0,12mm a 3,18mm, com valor médio de 1,25mm (DP ± 0,74mm) (tabela 2).

Na ausência do tubérculo glenoidal, a profundidade “lon- gitudinal” teve valor médio de 4,04mm (DP ± 0,85mm) e a profundidade “transversal” teve valor médio de 1,28mm (DP

± 0,74mm). Na presença do tubérculo glenoidal a profundi-

TABELA 1

Medidas dos diâmetros (mm) e área plana (mm2) da cavidade glenoidal

Mínimo Máximo Média Diâmetro transversal “maior” 020,02 030,31 025,47 Diâmetro transversal “menor” 012,58 026,44 016,94 Diâmetro longitudinal 030,85 042,15 037,25

Área plana 151,08 368,03 256,68

Fonte: Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica/Departamento de Morfologia/

UNIFESP/EPM.

TABELA 2

Medidas da profundidade (mm) da cavidade glenoidal (tubérculo glenoidal ausente/presente)

Mínimo Máximo Média Profundidade “longitudinal”

Tubérculo glenoidal ausente 2,89 6,54 4,04 Tubérculo glenoidal presente 2,71 3,98 3,87 Profundidade “transversal”

Tubérculo glenoidal ausente 0,44 3,18 1,28 Tubérculo glenoidal presente 0,12 3,16 1,21

Fonte: Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica/Departamento de Morfologia/

UNIFESP/EPM.

TABELA 3

Medidas da área plana (mm2) e profundidade (mm) da cavidade glenoidal em relação aos lados

Lado direito Lado esquerdo

Mínimo Máximo Média Mínimo Máximo Média

Área plana 151,08 368,03 283,42 177,18 363,97 239,32

Profundidade “longitudinal” 002,71 006,54 4, 003,16 005,43 004,17 Profundidade “transversal” 000,15 003,16 001,37 000,12 003,18 001,36

Fonte: Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica/Departamento de Morfologia/UNIFESP/EPM.

dade “longitudinal” teve valor médio de 3,87mm (DP ± 0,68mm) e a profundidade “transversal” teve valor médio de 1,21mm (DP ± 0,79mm) (tabela 2).

Comparando-se a área plana da cavidade glenoidal das es- cápulas isoladas em relação ao lado, a média no lado direito foi de 283,42mm2 e, no lado esquerdo, de 239,32mm2. A pro- fundidade “longitudinal” média no lado direito foi de 4mm e, no lado esquerdo, de 4,17mm; a profundidade “transversal”

média no lado direito foi de 1,37mm e, no lado esquerdo, de 1,36mm (tabela 3). A área plana da cavidade glenoidal com

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Figura 2 Fotografia da cavidade glenoidal de escápula classificada como piriforme.

Tubérculo glenoidal (seta) e incisura glenoidal (estrela).

Lado direito.

Figura 3 Fotografia da cavidade glenoidal de escápula classificada como elipsóide.

Tubérculo glenoidal (seta) e incisura glenoidal (estrela).

Lado esquerdo.

Figura 4 Fotografia da cavidade glenoidal de escápula sem a presença do tubérculo glenoidal (tubérculo não aparente), classificada como elipsóide.

Incisura glenoidal (estrela).

Lado esquerdo.

forma piriforme teve valor médio de 264,18mm2 (DP ± 5,0mm2); com forma elipsóide teve valor médio de 244,78mm2 (DP ± 6,1mm2) (tabela 4). Não houve diferença estatistica- mente significante entre as áreas planas consideradas (p <

0,005).

TABELA 4

Medidas da área plana (mm2) da cavidade glenoidal em relação à forma

Mínimo Máximo Média

Piriforme 185,56 368,03 264,18

Elipsóide 151,08 319,51 244,78

Fonte: Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica/Departamento de Morfologia/

UNIFESP/EPM.

A incisura glenoidal esteve presente em 100% da amostra.

A forma da cavidade glenoidal foi piriforme (figura 2) em 53 escápulas (72%) e elipsóide (figura 3) em 21 (28%). A fre- qüência do tubérculo glenoidal está representada no gráfico 1. Esse tubérculo não foi identificado em 53% da amostra (figura 4).

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Gráfico 1 – Freqüência do tubér- culo glenoidal

Fonte: Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica/Departamento de Morfolo- gia/UNIFESP/EPM.

DISCUSSÃO

Há concordância entre os autores que a cavidade glenoidal é maior longitudinalmente do que transversalmente, porém, raramente apresentam suas medidas. Na literatura não foram encontrados relatos referentes à medida da profundidade da cavidade glenoidal.

O resultado do presente trabalho referente aos diâmetros é similar aos da literatura(5-6). A profundidade alterou conforme a presença ou não do tubérculo glenoidal, como apresentado neste estudo. Esse detalhe não foi ressaltado por outros auto- res, dificultando a comparação.

Voss e Herrlinger e Khale et al demonstraram que a cavida- de glenoidal possui uma área de 6cm2, ou seja, 600mm2, mas não descreveram como foi obtido esse resultado(7-8).

A medida da área plana da cavidade glenoidal obtida no presente estudo teve valor médio (256,68mm2) menor devi- do, provavelmente, à diferença de método utilizado para sua mensuração. O método aqui proposto permitiu medida mais real da área ao considerar partes mais largas e outras mais estreitas (diâmetros). Outro aspecto a ser destacado referente a essa diferença de mensuração é o fato de as medidas terem sido realizadas em escápulas, sem a cartilagem articular, dis- tintamente da literatura consultada(9).

Quanto à diferença de medida da profundidade “longitu- dinal” em relação à “transversal”, deve-se ao fato da pre- sença dos tubérculos supra e infraglenoidais para a medida

“longitudinal”. Esse fato justifica a realização das duas me- didas.

As medidas da área plana e da profundidade, se compa- rados os lados e a forma, não apresentam diferença estatis-

ticamente significante, tanto nas escápulas isoladas quanto nas pertencentes aos esqueletos articulados, sugerindo as- sim que o lado dominante do corpo não tem influência nas dimensões da face articular da escápula na articulação do ombro.

Métodos diferentes são utilizados para mensurar a cavida- de glenoidal(6-9). Para garantir mensuração mais precisa neste trabalho foi mantido o mesmo avaliador, que realizou cada medida em três ocasiões distintas, utilizando a média das mesmas. A escolha das escápulas também foi fundamental, pois todas apresentavam as margens da cavidade glenoidal e os tubérculos supra e infraglenoidais preservados. Dessa for- ma, os pontos de referência para a mensuração eram facil- mente identificados e utilizados em toda a amostra, o que re- duziu a margem de erro.

O tubérculo glenoidal é descrito como uma pequena emi- nência arredondada no centro da cavidade glenoidal(4,5,11-13). Essa eminência é denominada “tubérculo de Assaky”(5). Po- rém, esses autores não mencionam sua freqüência. Neste es- tudo o referido tubérculo apresentou-se em 47% da amos- tra.

A incisura glenoidal está presente na margem ântero-supe- rior da cavidade glenoidal(3-5,12-14). Essa incisura foi observada em 100% da amostra, diferentemente da literatura, que refere sua presença em 55% da amostra(10). Também foi observado que ela caracteriza a forma da escápula: as que apresentavam incisura glenoidal mais acentuada foram classificadas como piriformes, e as que apresentavam incisura mais tênue foram classificadas como elipsóides.

Deve-se destacar que o tubérculo e a incisura glenoidais não constam na Terminologia Anatômica(15).

Quanto à forma da cavidade glenoidal, os autores classifi- cam-na de várias maneiras, porém, sem fornecer dados de freqüência. Para exemplificar, são citadas algumas: forma oval, piriforme, forma de lágrima, forma de gota. Neste trabalho foram adotadas duas formas: piriforme, a mais freqüente, e elipsóide.

CONCLUSÕES

Os resultados demonstraram que a área plana e a profun- didade da cavidade glenoidal não apresentam diferença es- tatisticamente significante se comparados os lados direito e esquerdo. A forma piriforme da cavidade glenoidal foi mais freqüente do que a elipsóide. A incisura glenoidal esteve presente em 100% da amostra e o tubérculo glenoidal, em 47%.

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REFERÊNCIAS

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Review.

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1926. p. 137-8.

13. Rouvière H. Anatomia humana descriptiva y topografica. 5a ed. Madrid:

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos a colaboração do engenheiro mecânico Ronaldo Daguano Monteiro pelos cálculos da área plana.

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Referências

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