UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO ARIELLA AZEVEDO RIBEIRO CONHECIMENTO DE ALUNOS CONCLUINTES DE PEDAGOGIA SOBRE SAÚDE BUCAL

Texto

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UNIVERSIDADE SAGRADO CORAÇÃO

ARIELLA AZEVEDO RIBEIRO

CONHECIMENTO DE ALUNOS CONCLUINTES DE PEDAGOGIA SOBRE SAÚDE BUCAL

BAURU

2013

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ARIELLA AZEVEDO RIBEIRO

CONHECIMENTO DE ALUNOS CONCLUINTES DE PEDAGOGIA SOBRE SAÚDE BUCAL

Dissertação apresentada à Pró-Reitoria de Pesquisas e Pós-graduação como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Odontologia, área de concentração Saúde Coletiva, sob orientação do Profa. Dra.

Jéssica Lemos Gulinelli.

BAURU

2013

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Ribeiro, Ariella Azevedo R484c

Conhecimento de alunos concluintes de pedagogia sobre saúde bucal. / Ariella Azevedo Ribeiro -- 2013.

27f. : il.

Orientadora: Profa. Dra. Jéssica Gulinelli.

Coorientadora: Profa. Dra. Sara Nader Marta.

Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) - Universidade do Sagrado Coração - Bauru - SP

1. Professores. 2. Saúde escolar. 3. Educação em saúde bucal. I. Gulinelli, Jéssica. II. Marta, Sara Nader. III. Título.

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ARIELLA AZEVEDO RIBEIRO

CONHECIMENTO DE ALUNOS CONCLUINTES DE PEDAGOGIA SOBRE SAÚDE BUCAL

Dissertação apresentada à Pró-Reitoria de Pesquisas e Pós-graduação como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Odontologia, área de concentração Saúde Coletiva, sob orientação do Profa. Dra. Jéssica Lemos Gulinelli.

Banca Examinadora:

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Profa. Dra. Jéssica Lemos Gulinelli Universidade Sagrado Coração

______________________________________________

Profa. Dra. Solange de Oliveira Braga Franzolin Universidade Sagrado Coração

______________________________________________

Profa. Dra. Nildiceli Leite Melo Zanella Universidade de São Paulo Bauru, 25 de fevereiro de 2013

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Dedico Aos meus pais Aparecido Antonio Ribeiro e Grace Mary L.

Azevedo Ribeiro, pela dedicação, confiança, amor e apoio incondicional.

Dedico ao meu marido Caio Amaral,por ser minha fonte de amor, inspiração e alegria.

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AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus, por iluminar minha vida e colocar pessoas especiais nos meus caminhos, que me ajudaram a conquistar mais uma etapa muito importante da minha vida.

Meus pais, Aparecido Antonio Ribeiro e Grace Mary L. de Azevedo Ribeiro, pela educação oferecida, pelas orações, torcida e confiança em mim.

Meu irmão, Felipe Azevedo Ribeiro, pela nossa união, torcida e confiança em mim de que tudo daria certo. Muito obrigado pelas palavras de incentivo.

Meu esposo e eterno companheiro Caio Amaral, pelo constante apoio nas batalhas da vida. Muito obrigada pelas palavras nas horas de desânimo e aborrecimentos.

Todos os demais familiares que torceram e acreditaram muito em mim.

Demais professores da USC que trabalharam pela minha formação durante a pós- graduação.

A Universidade Sagrado Coração (USC) pelos ensinamentos e oportunidades.

Muito obrigada!

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RESUMO

Os educadores que fazem parte do ambiente escolar exercem influência direta sobre as atitudes e hábitos dos escolares. Por isso os professores devem possuir conhecimento sobre hábitos e estilo de vida saúdavel para transmitir aos seus alunos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento e percepções sobre saúde bucal dos estudantes concluintes do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), por meio de aplicação de questionário com questões fechadas sobre o tema saúde bucal. A amostra foi constituída por 68 estudantes que responderam ao instrumento de avaliação. Os dados foram tabulados e a análise das respostas mostrou que 72,73% dos acadêmicos de pedagogia receberam informação sobre higiene bucal em algum momento de sua formação. A cárie dentária, de acordo com 54,55% dos graduandos não é uma doença e para 59,09% surge devido a uma higiene bucal inadequada associada ao consumo em excesso de açúcar. Já a placa bacteriana é considerada uma massa amarelada por 45,45% dos entrevistados e 95,45% registraram que deve ser removida pelo dentista (95,45%). A maioria recebeu informação sobre higiene bucal durante o curso porém observou-se a necessidade de melhorar a qualidade, visando transformá-los em agentes multiplicadores e agentes aliados na promoção de saúde.

Palavras-chave: Professores. Educação em saúde bucal. Saúde escolar.

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ABSTRACT

Professional who stays in the school environment has direct influence on attitudes and habits of children. Thus, teachers should have a large variety of knowledge about healthy habits and life style to transmit it to their students. The aim of this study was to evaluate the knowledge and perception of students of Pedagogy (University of North Parana State – UENP) about oral health. The sample was constituted by 68 students who answered a questionnaire. Data were analyzed and the results showed that the students of Pedagogy (72.73%) received some information about oral hygiene in some moment of their course. According to them (54.55%), dental caries is not a disease and it appears due inadequate oral hygiene associated to excessive consumption of sugar (59.09%). Biofilm is considered an yellow mass (45,45%) that should be removed by dentist (95.45%). We conclude that there is a need to convey knowledge about disease prevention and oral health maintenance for teacher training in order to turn them into multipliers health

Keywords:Teacher. Oral health education. School health.

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

DFDB – Osso alógeno seco, congelado e desproteinizado FDBA – Osso alógeno seco e congelado

OA – Osso Autógeno

OBM – Osso Bovino Mineralizado TC – Tomografia Computadorizada

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 11

2 JUSTIFICATIVA ... 15

OBJETIVOS ... 16

METODOLOGIA ... 17

RESULTADOS ... 19

DISCUSSÃO ... 24

CONCLUSÃO ... 27

REFERÊNCIAS ... 28

ANEXOS ... 30

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CONHECIMENTO DE ALUNOS CONCLUINTES DE PEDAGOGIA SOBRE SAÚDE BUCAL

Ariella Azevedo Ribeiro*

Jéssica Lemos Gulinelli **

* Mestranda em Saúde Coletiva pela Universidade Sagrado Coração, Bauru – SP, Brasil

** Especialista, Mestre e Doutora em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial pela Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP - Brasil. Especialista em Implantodontia pela ILAPEO – Curitiba – Brasil.

Endereço para Correspondência Dra. Jéssica Lemos Gulinelli

R. Eurico Hummig, 89 – apartamento 801 Torre Modena – Gleba Palhano CEP 86050-464

Londrina PR, Brasil Fone: 55 43 33064000 Mobile: 55 43 99610060 jessicagulinelli@gmail.com

* Trabalho a ser enviado para a Revista Ciência e Cultura, já apresentado formatado para norma do referido periódico que se encontra anexo na página

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INTRODUÇÃO

O desenvolvimento de hábitos e atitudes se inicia na infância, assim os valores apresentados nas escolas são adquiridos pelas crianças em sua vivência diária (DALTO e FERREIRA, 1998). Esse grupo é mais favorável para ações de educação, pois é mais receptivo e apresenta maior facilidade de aprendizagem (CARVALHO, 2009). Desta forma a escola pode ser locus para ações de promoção da saúde para crianças (DALTO e FREIRE, 1998).

No documento “Promoción de la Salud mediante las Escuelas”, a Organização Mundial de Saúde (OMS) (BRASIL,1999) reconhece a relação existente entre educação e saúde. A partir disto, julga que se pode empregar este conhecimento para ajudar a estabelecer escolas que melhorem a educação e aumentem o potencial de aprendizagem ao mesmo tempo que melhoram a saúde, pois a boa saúde apóia um aprendizado proveitoso e vice-versa (AQUILANTE et al, 2003).

O conceito de “Escolas Promotoras da Saúde, ou Escolas Saudáveis”, tem como meta genérica atingir estilos de vida saudáveis para a população total da escola por meio do desenvolvimento de ambientes que incentivem e conduzam à promoção da saúde (NADANOSVSKY, 2000).

O Ministério da Saúde recomenda que haja uma integração entre os profissionais da saúde e educadores, sugerindo que os dentistas executem treinamentos no ambiente escolar, com capacitação de professores e de lideranças estudantis para atuação destes como multiplicadores dos temas em saúde bucal (BRASIL, 2009).

Com a veiculação do conhecimento articulada entre cirurgião dentista e educador, o escolar exibe mais facilmente os hábitos saudáveis, principalmente quanto a alimentação e na prevenção de doenças (CARVALHO, 2009).

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Os profissionais que fazem parte do ambiente escolar exercem influência direta sobre as atitudes e hábitos dos escolares (WHO, 1999). Porém o professor é o principal modelo a ser seguido, e é importante que estimule e valorize as práticas de promoção de saúde. Mas para que atue como agente promotor de saúde é necessário que tenha recebido conhecimentos mínimos e de qualidade sobre o assunto (VELLOZO et al, 2008)

Freire et al (1996), salientaram a necessidade urgente da implementação da educação em saúde bucal e de programas preventivos devido aos altos índices de cárie que identificaram nas crianças de zero a seis anos, principalmente nas que se encontravam em piores condições socioeconômicas menos favorecidas.

O desconhecimento sobre cuidados necessários de higiene bucal representa um fator a ser considerado, uma vez que a informação, embora alguns aspectos estejam disponíveis nas grandes mídias, não abrange todas as camadas da população da mesma forma e, dificilmente, é apreendida de modo a produzir conhecimento e autonomia em relação aos cuidados com a saúde. A importância de programas odontológicos educativos, que identifiquem e interpretem as necessidades das populações de menor acesso aos serviços de saúde odontológicos precisa ser valorizada.

Autores avaliam o conhecimento dos educadores de modo a compreender as situações, cenários e a diversidade cultural, com o foco nos professores de educação infantil, para possibilitar a criação de propostas de ações voltadas aos escolares (CAMPOS e GARCIA, 2004).

A falta de preparo dos professores, durante o curso de formação é um dos principais problemas verificado para a transmissão das informações nas atividades em saúde (MORANO JUNIOR et al, 2007). Embora, nos últimos anos, tenham sido grandes os avanços da odontologia no que se refere aos conhecimentos técnico-científicos e à

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prevenção, a cárie dentária e a doença periodontal continuam sendo os principais problemas bucais da população.

A educação e motivação são extremamente importantes, pois desenvolvem nas pessoas a consciência crítica das reais causas de seus problemas, despertando o interesse pela manutenção da saúde, ou seja, criando uma disposição para a ação (SANTOS et al, 2003).

As ações educativas no ambiente escolar vão além dos hábitos diretamente ligados aos cuidados com os dentes, se estendendo a comportamentos mais saudáveis na alimentação, com campanha nas cantinas e refeitórios (SILVA, 2002).

Em odontologia, os procedimentos educativos apresentam uma finalidade básica, ou seja, modificar o comportamento relacionado à saúde bucal dos indivíduos, pois, uma vez educados, os pacientes tornam-se receptivos e cooperadores com as medidas que lhes são prescritas.

Entre os diversos modelos e estratégias para se alcançar Promoção de Saúde, a Educação surge como elemento fundamental para a existência do ser humano, se integra, se articula, colaborando na capacitação do cidadão, despertando-o para que ele passe a agir como elemento de transformação de sua vida, estimulando-o a participar dos movimentos de luta pela preservação ambiental e a avaliar a qualidade de vida que lhe é oferecida e a que deseja para si e para sua comunidade. Dentro desta ótica, podemos inferir que educar para a saúde significa melhorar o conhecimento das pessoas, oferecendo aconselhamento sobre possíveis fatores de risco à sua saúde, despertando sua auto-estima e potencializando-a (ROMERO E FREIRE, 2001).

O Ministério da Saúde reconhece que, além da escola ter uma função pedagógica específica, tem uma função social e política voltada para a transformação da sociedade, relacionado ao exercício da cidadania e ao acesso às oportunidades de desenvolvimento e

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de aprendizagem. A escola é considerada um local adequado para a realização de programas de saúde por reunir crianças em faixas etárias propícias à adoção de medidas educativas e preventivas. Apesar disso, poucos programas tem trabalhado de forma multidisciplinar, envolvendo a participação dos professores como agentes multiplicadores de conhecimentos em saúde bucal (MS, 2002).

É importante que os odontólogos atuem de forma multidisciplinar, junto aos professores e demais profissionais da área médica, objetivando “Educar em Saúde”.

Experiências mostram que é interessante a co-participação entre dentistas e professores do ensino fundamental na veiculação de informações sobre saúde e higiene bucal para as crianças. Essa associação beneficia a comunidade infantil em uma faixa etária na qual os hábitos alimentares e de higiene estão sendo formados e firmados (VASCONCELLOS, 2001).

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo tem desenvolvido nos últimos anos a Campanha “Mostre seu sorriso e seu talento”, que distribui nas escolas da rede pública de ensino cartilhas sobres as doenças mais comuns e cuidados sobre higiene para que os professores abordem o tema em sala de aula. A partir das informações recebidas os alunos desenvolvem trabalhos que poderão ser inscritos para participar da campanha em diferentes modalidades. Esta pode ser uma possibilidade de inserção do conteúdo de saúde bucal nas escolas de ensino fundamental.

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JUSTIFICATIVA

Reconhecendo a importância do papel do educador e do ambiente educacional na aquisição de hábitos saudáveis pelos escolares, justifica-se o interesse sobre o conhecimento que os estudantes de graduação do curso de pedagogia têm sobre as questões referentes à saúde bucal.

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OBJETIVO

Avaliar o conhecimento e percepções sobre saúde bucal dos alunos concluintes do curso de Pedagogia da Universidade Estadual do Norte do Paraná.

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METODOLOGIA - População de referência

A população deste estudo foram os acadêmicos concluintes do curso de graduação da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) da cidade de Jacarezinho, independente de sexo ou idade. Foram excluídos alunos que não estavam presentes no dia que os questionários foram aplicados. Os acadêmicos foram abordados na sala de aula da Universidade em novembro de 2011, totalizando a participação de 68 acadêmicos.

O Município de Jacarezinho localiza-se a 395 km da capital paranaense.

Apresenta, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma população estimada em 2011 de 39.121 habitantes, predominantemente adulta e paritária quanto ao sexo com renda média mensal per capita de R$ 285,28. A rede de ensino conta com 12 estabelecimentos que oferecem educação pré-escolar (IBGE, 2012)

- Procedimentos experimentais

Aplicação do instrumento de avaliação (questionário-Anexo I):

Para realização da pesquisa foi utilizado um questionário auto-aplicado, elaborado a partir de outros questionários encontrados na literatura, contendo 16 perguntas sobre saúde bucal, que abordavam a respeito de placa bacteriana, cárie dentária, flúor, alimentação, hábitos de sucção não nutritivo e sobre conhecimentos adquiridos sobre saúde bucal. As questões eram fechadas, podendo ser marcada apenas uma alternativa.

O questionário foi entregue aos alunos no início das aulas para que respondessem imediatamente, estes tiveram 30 minutos para responder e entregar o questionários.

Depois de respondidos, as informações registradas foram digitadas em planilha eletrônica para possibilitar análise descritiva dos dados que foram apresentados em gráficos.

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- Salvaguardas éticas

O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Sagrado Coração USC-Bauru e os procedimentos experimentais só foram iniciados após a sua aprovação (244/10).

Os sujeitos da pesquisa foram esclarecidos quanto aos objetivos desta, e aqueles que consentiram a participação, tiveram suas identidades resguardadas em cumprimento aos preceitos éticos contidos na resolução 196/965 do CNS/MS. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

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RESULTADOS

A análise das respostas do questionário fornece a informação expressa no Gráfico 1 que 72,73%, em algum momento de sua formação, receberam informação sobre higiene bucal. Dentro deste grupo 50%, recebeu as instruções por meio de palestras, vídeos e projeções na sua escola para dos entrevistados.

Gráfico 1 – Distribuição percentual do recebimento de informação durante o curso de graduação sobre saúde bucal entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

Contudo a maioria concorda que o conteúdo sobre prevenção e saúde bucal deva ser abordado no curso de graduação (95,45%).

A cárie dentária, de acordo com a maioria dos graduandos (Gráfico 2), não é uma doença e surge devido a higiene bucal inadequada associada ao consumo em excesso de açúcar (Gráfico 3).

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Gráfico 2 – Distribuição percentual do conhecimento sobre o que é cárie dental entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

Gráfico 3 – Distribuição percentual do conhecimento sobre as causas da cárie dental entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

Em relação ao flúor, a maioria atribuiu como função principal a prevenção da cárie (Gráfico 4), como também afirmou que pode ser consumido através da água, creme dental e aplicação pelo dentista (Gráfico 5). Em relação à quantidade de dentifrício necessária para a realização da escovação obteve-se a mesma proporção entre ser o tamanho de “um grão de ervilha” e de não saber responder (40,90%).

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Gráfico 4– Distribuição percentual do conhecimento sobre a função do flúor entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

Gráfico 5 – Distribuição percentual do conhecimento sobre as possíveis fontes de obtenção do flúor entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

A placa bacteriana é considerada uma massa amarelada pela maioria (Gráfico 6) e deve ser removida pelo dentista (95,45%). A constituição da placa bacteriana como sendo um grupo de bactérias é citada por 40,91% dos acadêmicos, e sua remoção através do fio dental apenas por 4,54%.

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Gráfico 6 – Distribuição percentual do conhecimento sobre a definição de placa bacteriana entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

No questionamento sobre a condição saudável dos dentes por toda a vida, os estudantes acreditam que é possível (Gráfico 7), seguido da alternativa não saber responder. Nenhum entrevistado relatou não ser possível.

Gráfico 7 – Distribuição percentual do conhecimento sobre a possibilidade manter os dentes saudáveis durante toda a vida entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

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Em relação às crianças, os estudantes afirmaram que a primeira visita ao dentista deve acontecer após a dentição decídua completa (Gráfico 8) e que a restauração dos dentes decíduos, quando necessária, deve ser realizada (45,45%). A quase totalidade dos estudantes concorda com a afirmação de que o uso prolongado da chupeta é prejudicial a criança ( 90,90%), e este hábito deve ser removido por volta dos 3 anos. ( 40,90% ).

Gráfico 8 – Distribuição percentual do conhecimento sobre a idade em deve se fazer a primeira consulta odontológica entre os acadêmicos de Pedagogia. Jacarezinho, 2011.

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DISCUSSÃO

A educação em saúde nas escolas depende em grande parte do preparo e da formação dos educadores, e é essencial uma formação crítica para que haja uma articulação entre a teoria e a prática e ainda a realidade de seus alunos (LEONELLO e L’ ABBATE 2006).

Este estudo encontra resultados positivos quanto ao acesso à informação sobre saúde bucal pelos alunos, pois a maioria recebeu durante o curso. Porém, essas informações foram obtidas por diversas formas e não necessariamente do conhecimento adquiridos durante sua formação (FERREIRA et al, 2005). Em estudo realizado por Leonello e L´ Abbate (2006), a maioria dos alunos de pedagogia (72%) diz que o tema educação em saúde e saúde na escola, não é abordado no currículo escolar. Os alunos de pedagogia consideram importante a inserção do tema dentro do currículo escolar, e em outro estudo mostra que estes tem consciência do seu papel indispensável e importante na formação integral dos alunos e na saúde do escolar (LEONELLO e L’ ABBATE, 2006).

O conhecimento sobre cárie dentária ainda é controverso entre os estudantes, visto que não consideram uma doença, porém conhecem os hábitos de risco para seu aparecimento. Granville-Garcia (2004) relata resultados semelhantes nos professores do ensino fundamental, demostrando uma lacuna na formação destes profissionais. Estes resultados estão em acordo com encontrado por Sgan-Cohen (1999) que acreditam na necessidade de uma complementação, através de programas educativos, para esclarecimentos sobre a etiologia e conceitos da doença cárie.

Em relação ao uso de flúor, parece ser uma das questões mais esclarecidas, pois os alunos demonstraram conhecimento das fontes onde pode ser encontrado. Assim como em

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outros estudos (CAMPO GARCIA, 2004; FERREIRA et al,2005), o conhecimento sobre a principal ação do flúor ser evitar a cárie dentária está bem esclarecida entre os estudantes

As dúvidas quanto à quantidade de dentifrícios ainda é preocupante, pois uma grande proporção afirma não conhecer a quantidade ideal a ser colocada na escova dental.

Talvez isso seja devido ao forte poder apelativo da mídia, que apresenta o dentifrício como principal meio de controle da cárie e enfatizando o seu uso em grande quantidade (FERREIRA et al, 2005).

A desinformação a respeito da placa bacteriana é grande, pois muitos desconhecem sua composição e forma de remoção (GRANVILLE-GARCIA et al,2004). Alguns autores acreditam que esta falta de conhecimento da população sobre placa bacteriana é de responsabilidade do cirurgião-dentista, pois tratam sobre esta com os pacientes utilizando- se outros termos, tais como, sujeira ou restos de alimentos (GRANVILLE-GARCIA et al, 2005; SANTOS et al, 2003). Os educadores entendem que a função do fio dental é apenas a remoção de resíduos sólidos, negligenciando o uso para a remoção de placa dental (CAMPOS, 2004).

O estigma da “fatalidade” e que a perda de dentes é inevitável parece ter extinguindo, pois a maioria dos estudantes acredita ser possível a manutenção dos dentes no arco dentário até o final da vida e isto está de acordo com outros trabalhos (UNFER e SALIBA, 2000; FERREIRA et al, 2005).

Guedes-Pinto et al (2000) recomenda que a primeira consulta das crianças seja por volta de seis a sete meses, período que se inicia a erupção dos primeiros dentes em sua maioria. Porém os estudantes acreditam que se deve aguardar um período maior para a

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primeira visita ao dentista, o que pode permitir a instalação da doença cárie e sua manifestação clínica da cárie dentária.

Outro estigma que parece ter desaparecido é o da não necessidade do tratamento de dentes decíduos já que os participantes afirmam ser necessária a restauração destes elementos dentários, corroborando com outros estudos (DALTO e FERREIRA, 1998;

FERREIRA et al, 2005).

A remoção de hábitos de sucção é necessária por volta dos três anos de idade devido ao prejuízo que pode causar no desenvolvimento orofacial (FERREIRA et al,2005) e foi considerada por quase a totalidade dos entrevistados como necessária e em idade adequada.

Pode-se verificar que os concluintes ainda precisam receber muitas informações a respeito de saúde bucal e deve-se iniciar essa formação desde a graduação, para que estes possam agir como agentes multiplicadores de saúde a partir dos primeiros momentos como educadores. Deste modo a integração entre professores e equipe de saúde bucal seria importante para que ocorra a propagação dos conhecimentos de promoção de saúde e prevenção das doenças. A equipe de saúde bucal deve estar preparada para transmitir estas informações aos educadores, de forma clara e com linguagem adequada. Deve também mostrar as diferentes metodologias que podem ser utilizadas com as crianças, como vídeos, desenhos e brinquedos didáticos relacionados aos cuidados de saúde.

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CONCLUSÃO

Em 72,73% dos entrevistados receberam informações sobre saúde bucal. Nos quesitos relacionados ao desenvolvimento da cárie dentária, função e disponibilidade do flúor, manutenção dos dentes, uso de chupeta os alunos responderam adequadamente e nos quesitos sobre o que é cárie dentaria, quantidade correta de creme dental, definição e remoção da placa bacteriana, primeira visita ao dentista o conhecimento foi inadequado.

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REFERÊNCIAS

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4. CAMPOS, J.A.D.B.; GARCIA P.P.N.S. Comparação do conhecimento sobre cárie dental e higiene bucal entre professores de escolas de ensino fundamental. Ciência Odontológica Brasileira, v.7, n.1, p. 58-65, 2004.

5. CARVALHO, F.S. Perfil epidemiológico de cárie dentária em pré-escolares e o conhecimento de pais e de educadores sobre saúde bucal. 2009. Dissertação (Mestrado em Odontologia em Saúde Coletiva) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, 2009.

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10. GUEDES-PINTO, A.C. et al. Odontopediatria: Resoluções Clinicas. Curitiba: Maio, 2000.

11. IBGE. Censo Demográfico, 2010. Disponível em: <

http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=411180>. Acesso em Dezembro, 2012

12. LEONELLO, V.M.; L'ABBATE, S. Educação em saúde na escola: uma abordagem do currículo e da percepção de alunos de graduação em pedagogia. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, v.10, n.19 p. 149-166. 2006.

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16. SGAN-COHEN, H.D.; SAADI, S.; WEISSMAN, A. Dental knowlegde and attitudes among Arab schoolteachers in northern Israel. International Dental Journal; v.49, n.5, p. 269-274. 1999.

17. SILVA, A.L.T. A saúde bucal sob a ótica de professores da rede estadual de ensino de São Paulo. [dissertação de mestrado] São Paulo: Faculdade de Saúde Pública daUSP;

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18. UNFER, B.; SALIBA, O. Avaliação do conhecimento popular e práticas cotidianas em saúde bucal. Revista de Saúde Pública, v.34, n.2, p.190-195, 2000.

19. VASCONCELOS, R.; MATTA, M.L.; PORDEUS, I.A.; PAIVA, S.M. Escola: um espaço importante de informação em saúde bucal para a população infantil. PGR: Pós- Graduação Revista Faculdade de Odontologia. São José dos Campos, v.4,n.3, p. 43- 48.2001.

20. VELLOZO, R.C.A.D.M.; QUELUZ, D.P.; MIALHE F.L.; PEREIRA, A.C.

Associação entre as características do profissional do ensino fundamental e seus conhecimentos em saúde bucal. Ciências & Cognição, v.13, n.3, p.70-81. 2008.

21. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Improving Health Through schools: national and international strategies. Geneva: WHO. 1999.

22. ROMERO, D.P.; FREIRE, Maria Júlia F Motivação infantil em pré escolares e sua capacidade de responder a atividades lúdico-pedagógicas, aumentando a percepção corporal. In: Com Saude 2001,2001.

23. MS. Secretaria de Políticas de Saúde. A promoção da saúde no contexto escolar.

Revista de Saúde Pública, v.36, n.4,p. 533-535, 2002.

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ANEXOS

ANEXO 1 – Instrumento de Avaliação

1O que é placa bacteriana? 1 Restos de alimentos

2 Massa amarelada 3 Grupo de bactérias 4 Não sabe

2 Como esta pode ser removida? 1 Raspagem pelo dentista

2 Fio dental 3 Não sabe

3A cárie 1 Não é doença

2 Doença não transmissível 3 Doença transmissível 4 Não sabe

4Quando surge a cárie? 1 Higiene bucal inadequada

2 Consumo de açúcar em excesso 3 As 2 opções

4 Não sabe 5Dente de leite cariado deve ser restaurado? 1 Sim

2 Não 3 Não sabe 6 É possível ter dentes saudáveis por toda vida? 1 Sim

2 Não 3 Não sabe

7Para que serve o flúor? 1 Deixar o dente branco

2 Evitar gengivite 3 Evitar cárie 4 Não sabe

8Onde o flúor é encontrado? 1 Água

2 Creme dental 3 Aplicação pelo dentista 4 As 3 opções

5 Não sabe 9Quantidade de dentifrício ideal para escovação? 1 “Grão de ervilha”

2Cobrir toda escova 3Produção de espuma 4Não sabe 10 Como deve ser o consumo de doces? 1Totalmente restrito

2Em qualquer momento 3Após as refeições principais 4Não sabe

11 Qual o momento ideal para a primeira visita ao dentista? 1Antes do nascimento dos dentes

2No momento do nascimento dos 1ºs dentes (6 meses) 3Dentição de leite completa (2 anos)

4Não sabe 12 Uso prolongado da chupeta é prejudicial para a criança? 1Sim

2Não 3Não sabe 13 Qual a idade limite para o abandono deste hábito? 11 ano

23 anos 36 anos 4Não sabe 14 Você acha importante que os alunos de pedagogia tenham 1Sim

informações sobre prevenção e saúde bucal? 2Não

15 Na escola, teve alguma noção sobre como cuidar dos dentes? 1Sim 2Não 16 Alguma vez, houve palestras, projeções, vídeos sobre 1Sim

saúde bucal em sua escola? 2Não

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Anexo II – Carta de Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa

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Anexo III – Normas da Revista Ciência e Cultura

CIÊNCIA E CULTURA

Revista Multidisciplinar de Divulgação Científica do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos

NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS DE MANUSCRITOS Finalidade

A Revista Ciência e Cultura é uma publicação multidisciplinar do Centro Universitário da

Fundação Educacional de Barretos. É editada semestralmente, mas, em função do número de trabalhos submetidos e aprovados, podem ser produzidos dois números no mesmo semestre. Destina-se à difusão dos conhecimentos produzidos pelas pesquisas desenvolvidas na Instituição ou fora dela, nas diferentes áreas do conhecimento. Poderão ser publicados

trabalhos originais, revisões de literatura, comunicações breves, relato de casos, desenvolvimento de técnicas ou metodologias, em português ou inglês.

Exigências para apresentação dos manuscritos.

Os manuscritos deverão ser enviados para: revista@feb.br em 2 (dois) arquivos sendo um no formato doc e outro no formato pdf, contendo inclusive as ilustrações. O recebimento dos originais não implica na obrigatoriedade de publicá-los e o(s) autor(es) devera(ão) manter em seu poder por segurança uma cópia do artigo. O conteúdo do manuscrito deverá ser inédito ou parcialmente inédito e não ter sido publicado ou enviado para publicação em outro periódico. Os autores deverão enviar por fax ou por via eletrônica uma declaração assinada autorizando a publicação do trabalho e transferindo os direitosautorais à Revista Ciência e Cultura.

Todos os trabalhos que relatam experimentos realizados em seres vivos devem vir acompanhados do certificado de aprovação do protocolo de pesquisa pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição do autor ou da Instituição onde os sujeitos da pesquisa foram recrutados, conforme Resolução vigente do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde.

Os trabalhos financiados deverão conter, em forma de agradecimento, o nome da agência financiadora e o número do processo.

Preparação e Apresentação dos Manuscritos

O texto, incluindo resumo, “abstract”, tabelas, figuras e/ou gráficos e referências deverá estar digitado no formato “Word for Windows”, fonte “Times New Roman”, tamanho 12, espaçamento simples, margens laterais de 3 cm, superior e inferior com 2,5 cm e papel tamanho A4. Todas as páginas deverão estar numeradas a partir da página de identificação, num total de até 15 laudas, incluindo as figuras, tabelas e referências. Os manuscritos deverão fazer menção a uma das seguintes áreas de conhecimento de acordo com o seu enquadramento: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde,

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Ciências Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Humanas, Ciências Sociais e Aplicadas e Lingüística, Letras e Artes.

Página de Identificação

A página de identificação deverá conter as seguintes informações:

. título em português e inglês de forma clara e concisa;

. título resumido do trabalho para cabeçalho de página (máximo de 60 caracteres incluindo espaços);

. nome por extenso dos autores, com destaque (letras maiúsculas e em negrito) para o sobrenome. Utilizar sobrescrito numérico para identificar a instituição de origem de cada autor.

. nomes das instituições com respectivos endereços e CEP. Iniciar cada nome da instituição com o sobrescrito numérico estabelecido no item anterior; , endereço de e-mail, telefone e fax do autor para correspondência;

. área de conhecimento do trabalho.

Resumo e “Abstract”

Os manuscritos deverão conter Resumo e “Abstract” precedendo o texto, com o máximo de 250 palavras, em um só parágrafo. O resumo deve conter detalhes suficientes para descrever a pesquisa contendo introdução, objetivo, material e métodos, resultados e conclusões.

Palavras-Chave/Keywords

As Palavras-Chave e Keywords, em número de 3 a 6, que identificam o conteúdo do artigo, deverão ser indicadas logo após o Resumo e o “Abstract”, respectivamente.

Texto

O texto deverá apresentar os seguintes elementos: Introdução, Material e Métodos, Resultados e Discussão, Conclusão e Referências Bibliográficas.

Introdução: deverá apresentar claramente o assunto e o objetivo do estudo, citando somente a literatura relevante ao tema.

Material e Métodos: devem ser apresentados com detalhes suficientes para confirmarem as observações, incluindo critérios para o controle das variáveis, padronização do experimento, total das amostras e planejamento estatístico.

Resultados e Discussão: o relato dos resultados deve ser objetivo, seguindo a ordem descrita no tópico material e métodos e apresentado em forma de texto, tabelas e gráficos.

Os resultados deverão ser discutidos em relação à achados relevantes, em confronto com os da literatura. Limitações na metodologia deverão ser indicadas, bem como, implicações em pesquisas futuras.

Conclusão: deverá ser clara, concisa e responder aos objetivos do estudo.

Agradecimento: este item é opcional e deverá ser reservado para citação de instituições financiadoras e de apoio material ou de pessoas que prestaram ajuda técnica.

Referências Bibliográficas: usar o sistema autor-data. Deverão estar de acordo com as Normas da ABNT (NBR 6023). Referências a comunicação pessoal, trabalhos em andamento e submetido à publicação não deverão constar da listagem de referências.

Quando essenciais essas citações deverão ser citadas no rodapé da página do texto. A exatidão das referências constantes da listagem e a correta citação no texto são de

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responsabilidade do(s) autor(es) do manuscrito. Dar preferência às referências mais atualizadas e relevantes ao estudo.

Exemplos:

Livros e outras monografias

AUTOR. Título. Edição. Local: Editora, Data. Número de páginas.

BAILLEY, J. E.; OLLIS, D. F. Biochemical engineering fundamentals. 2 nd. ed.

Singapore: McGraw-Hill, 1986. 984 p.

Parte de livros:

AUTOR DO CAPÍTULO. Título do Capítulo. AUTOR DO LIVRO. Título do Livro.

Edição. Local: Editora, Data. Capítulo, página inícial-página final. GUEDES PINTO, A.

C.; CORREA, M. S. N. P. Manejo da criança no consultório. In: GUEDES PINTO, A. C.

Odontopediatria. 7. ed. São Paulo: Livraria Santos, 2003. cap. 14, p. 163-179.

Dissertações e teses

AUTOR. Título. Local: Tipo de trabalho, Instituição, Data.

BARATIERI, N. M. M. Avaliação do processamento radiográfico, utilizando uma solução monobanho (experimental) comparada às soluções processadoras convencional (Kodak) e rápida (Ray). Bauru, SP: Tese Doutorado em Diagnóstico Bucal, Faculdade de Odontologia, Universidade de São Paulo, 1985.

Periódicos e Eventos

AUTOR. Título do trabalho. Título da publicação, Local de publicação. Volume, fascículo ou número, paginação inicial-final, data.

GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2, p. 15-21, 1997.

AUTOR. Título do trabalho apresentado seguido da expressão In: NOME DO EVENTO, numeração do evento (se houver), ano, local (cidade). Título do Documento (anais, resumo, atas)… Local: Editora, Data de publicação. Página inicial e final da parte referenciada.

SOUZA, L. S.; BORGES, A. L.; RESENDE, J. O. Influência da correção e do preparo do solo sobre algumas propriedades químicas do solo cultivado com bananeiras. In:

REUNIÃO BRASILEIRA DO SOLO E NUTRIÇÃO PLANTAS, 21., 1994, Petrolina.

Anais…Petrolina: EMBRAPA, CPATSA, 1994. p. 3-4.

Documento em formato eletrônico

AUTOR. Título do trabalho. Título da publicação, Local de publicação. Volume, fascículo ou número, paginação inicial-final, data. Descrição física do meio eletrônico ou endereço eletrônico e data do acesso da obra on-line.

VIEIRA, C. L.; LOPES, M. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n. 2, p.

131-148, 1994. 1 CD ROM.

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SILVA, M. L. L. Crimes da era digital. .Net, Rio de Janeiro, nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em: <http://www.brasilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em: 28 nov. 1988.

Citações no texto

A citação de um autor no texto deverá ser feita pelo sobrenome em letra minúscula, seguido do ano entre parênteses. No caso de apenas referenciar um trabalho, colocar entre parênteses, o sobrenome do autor em letra maiúscula seguido do ano da publicação. Se houver dois autores, ambos deverão ser citados e ligados pela conjunção “e”. Mais de dois autores deverão ser indicados apenas pelo sobrenome do primeiro seguido da expressão “et al”.

Exemplos:

. No Brasil, Tamaki et al. (1997) indicaram essa linha de pesquisa avaliando fichas clínicas de pacientes desdentados totais.

. Apesar das aparências, a desconstrução do logocentrismo não é uma psicanálise da filosofia (DERRIDA, 1967).

. Oliveira e Leonardo (1943) afirmam que a relação da série São Roque com os granitos porfiróides pequenos é muito clara.

Tabelas e Quadros

Devem conter na parte superior legendas auto-explicativas e numeradas consecutivamente com algarismos arábicos na ordem em que foram citadas no texto. As notas explicativas deverão ser colocadas no rodapé. Se a tabela e o quadro forem extraídos de outros trabalhos, deverá ser mencionada a fonte de origem.

Figuras

As ilustrações (fotografias, desenhos, gráficos, mapas, etc.) são consideradas figuras, que deverão ser limitadas ao mínimo indispensável e numeradas consecutivamente com algarismos arábicos, na ordem em que foram citadas no texto. Deverão ser suficientemente claras para permitirem a sua reprodução em 8,2 cm (largura da coluna do texto) ou 17,2 cm (largura da página) com resolução mínima de 300dpi. Deverão ser apresentadas com suas respectivas legendas na parte inferior e posicionadas no texto nos locais considerados mais apropriados pelos autores. Não serão publicadas fotos coloridas, a não ser em casos de absoluta necessidade e a critério da Comissão Editorial, sendo custeados pelos autores. Se houver figuras extraídas de outros trabalhos, deverão ser mencionadas as fontes de origem.

Abreviaturas, Siglas e Unidades de Medida

Para unidades de medida deverão ser utilizadas as unidades legais do Sistema Internacional de Medidas. Nomes de medicamentos e materiais registrados, bem como produtos comerciais, devem aparecer em notas de rodapé; o texto deverá conter somente nomes genéricos.

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Avaliação dos manuscritos originais pela Comissão Editorial

Os manuscritos encaminhados à Revista serão primeiramente analisados pelo Comitê Editorial nos seus aspectos gerais e normativos. Havendo alguma irregularidade, serão devolvidos aos autores para as devidas correções; não havendo serão encaminhados a dois relatores membros do Conselho de Editores ou Consultores Científicos “Ad hoc”, capacitados e especializados nas áreas especificas do conteúdo do manuscrito, que após a avaliação irão decidir sobre a sua aceitação. Os pareceres dos relatores serão encaminhados aos autores para eventuais correções. Somente serão aceitos para publicação após um parecer final favorável pelos relatores. Casos omissos nestas normas serão resolvidos pelo Comitê Editorial.

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Referências

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