CENTRO UNIVERSITÁRIO CESMAC
GABRIELA ANDRADE DE ALENCAR PEREIRA
FACETAS DENTÁRIAS: revisão de literatura
MACEIÓ/AL 2019/01
GABRIELA ANDRADE DE ALENCAR PEREIRA
FACETAS DENTÁRIAS: revisão de literatura
Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial, para conclusão do curso de pós-graduação lato sensu em Prótese Dentária do Centro Universitário Cesmac, sob orientação da professora Mariana Montenegro Silva.
MACEIÓ/AL 2019/01
GABRIELA ANDRADE DE ALENCAR PEREIRA
FACETAS DENTÁRIAS: revisão de literatura
Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito parcial, para conclusão do curso de pós-graduação lato sensu em Prótese Dentária do Centro Universitário Cesmac, sob orientação da professora Mariana Montenegro Silva.
EM : ___/____/_____
BANCA EXAMINADORA
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FACETAS DENTÁRIAS: revisão de literatura DENTAL VENEERS: literature review
Gabriela Andrade de Alencar Pereira Graduada no Curso de Odontologia pelo Centro Universitário Cesmac, Graduanda no Curso de Pós Graduação lato sensu em Prótese Dentária pelo Centro Universitário Cesmac.
Mariana Montenegro da Silva Graduada no Curso de Odontologia pela Universidade Sagrado Coração (Bauru - São Paulo), especialista em Prótese Dentaria pela fundação Araraquense de ensino, Mestre e Doutora em Reabilitação Oral - Área de Prótese pela Faculdade de Odontologia Araraquense - Unesp.
RESUMO
As facetas dentárias são pequenas lâminas cerâmicas que recobrem determinadas superfícies dos elementos dentais. Com a evolução dos sistemas cerâmicos conseguiu-se maior durabilidade, com melhor adesão, estabilidade e estética, tendo assim a indicação das facetas em elementos dentais escurecidos, que contem forma e contorno insatisfatório. Com isso as cerâmicas utilizadas para confecção das facetas são cerâmicas vítreas, que necessitam de cimentos resinosos para sua cimentação final. O estudo tem por objetivo revisar quais os materiais utilizados para confecção das facetas e seus agentes cimentantes. Foi realizada uma revisão de literatura, como descritores usou-se os seguintes termos: Facetas dentárias, materiais dentários, cimentos dentários e cerâmicas. Foram incluídos artigos na língua inglesa, portuguesa e espanhola, dos últimos 15 anos. Através desta revisão de literatura podemos observar que o uso das facetas nos dias atuais aumenta consideravelmente todos os dias, que para sua naturalidade ao sorriso devemos usar cerâmicas vítreas, pois possuem maior translucidez e para cimentação cimentos resinosos fotopolimerizáveis, por nos conceder mais tempo de trabalho, possibilitando a prova da escolha da cor, uma vez que esta influencia no resultado final.
PALAVRAS-CHAVE: Facetas dentárias. Materiais dentários; Cimentos dentários;
Cerâmica.
ABSTRACT
The dental facets are small ceramic plates that cover certain surfaces of the dental elements. With the evolution of the ceramic systems, greater durability was achieved, with better adhesion, stability and aesthetics, thus indicating the facets in darkened dental elements, which contain unsatisfactory shape and contour. Thus the ceramics used to make the facets are vitreous ceramics, which require resin cements for their final cementation. The purpose of this study is to review the materials used to make facets and their cementing agents. A literature review was performed, as descriptors the following terms were used: Dental facets, dental materials, dental cements and ceramics. Articles in the English, Portuguese and Spanish languages of the last 15 years have been included. Through this literature review we can observe that the use of the facets in the present day increases considerably every day, that for its naturalness to the smile we must use vitreous ceramics, because they have a greater translucency and for cementing resin-cured photopolymerizable cements, for granting us more working time , allowing the proof of the choice of color, as this influences the final result
KEY-WORDS: Dental veneers. Dental materials. Dental cements. Ceramics.
AGRADECIMENTOS
A Deus, por me guiar e abençoar a todo caminho, dando capacidade de alcançar tudo que almejei em minha vidas. Sem Ele nada seria possível.
Ao Centro Universitário Cesmac, pelo acolhimento durante o período de pós- graduação.
À coordenadora do curso de pós-graduação em Prótese dentária, Prof. Dra.
Celina wanderley e os professores Fábio Modolo, Felipe Breda, Marcos Bonfim pelos ensinamentos que foi passado ao longo dos dois anos de curso e pela amizade construída.
A orientadora Prof. Dra. Mariana Montenegro, que sempre colaborou com seus conhecimentos com paciência e incentivo, exercendo suas funções de forma dedicada.
Aos meus pais, Rosete e Sérgio, que sempre estiveram ao meu lado, me dando apoio e forca para dar continuidade aos meus estudos.
Ao meu marido e filho, Alexandro e Miguel, pela paciência durante as semanas fora de casa e espera ansiosa a cada chegada. Que sempre torceram pelo meu sucesso.
Aos colegas de turma e a todos qυе direta оυ indiretamente fizeram parte dа minha formação, о meu muito obrigada.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 6
2 METODOLOGIA 8
2.1 TIPO DE ESTUDO 8
3 REVISÃO DE LITERATURA 9
3.1 HISTORICO
3.2 MATERIAIS CERÂMICOS
3.2.1 CERÂMICA CONVENCIONAL 3.2.1.1 Cerâmica Feldspáticas
3.2.2 CERÂMICAS REFORÇADAS 3.2.2.1 Cerâmica reforçada por leucita
3.2.2.2 Cerâmica reforçada por dissilicato de lítio 3.2.3 MÉTODOS DE PROCESSAMENTO
3.2.3.1 Estratificada 3.2.3.2 Prensada/Injetada 3.2.3.3 Fresada/Usinada
3.3 AGENTES CIMENTANTES
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 14
REFERÊNCIAS 15
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1. INTRODUÇÃO
Nas ultimas décadas observou-se grande procura por procedimentos estéticos em consultórios odontológicos (RAPOSO, 2015; FIORINI, 2004.; EUSTAQUIO, 2014).
Assim, uma das razões mais frequentes para o uso das facetas cerâmicas é a busca pela capacidade de transmitir naturalidade ao sorriso, tendo em vista que são pequenas lâminas cerâmicas que recobrem determinadas superfícies dos elementos dentais. É um procedimento de alto nível estético que proporciona satisfação ao paciente e ao profissional que o realiza, ganhando grande popularidade como conduta restauradora (RAPOSO, 2015; MIYASHITA, 2014).
Seu desenvolvimento aconteceu por volta do século XX com a necessidade de astros do cinema em melhorar sua estética dental. Foi quando Dr. Charles Pincus criou uma técnica que recobria os dentes comprometidos com uma lamina de porcelana, esta unida provisoriamente ao dente, sendo usadas apenas nos “sets" de gravação (BISPO, 2009; SAJJAD, 2017).
Com a evolução dos materiais cerâmicos houve uma oferta de materiais com maior durabilidade, com melhor adesão, estabilidade e estética. Dentre os materiais cerâmicos existentes os de escolha para facetas dentarias são as cerâmicas vítreas, entre elas encontramos as feldspáticas, feldspática reforçada por leucita e dissilicato de lítio. Elas têm em sua composição matriz vítrea que garante a translucidez necessária para as facetas (SOUZA, 2012; EUSTÁQUIO, 2014; SOARES, 2017).
As facetas estão indicadas para elementos dentais escurecidos, que contenham forma e contorno insatisfatório. Sendo contra-indicado o uso em dentes mal posicionados, com oclusão comprometida, submetidos a uma elevada força mastigatória e com doença periodontal (ANDREIUOLO, 2017; MALHEIROS, 2013).
(CALIXTO, 2011).
Com o desenvolvimento das cerâmicas é necessário acompanhar as etapas de cimentação das mesmas. Assim, as cerâmicas utilizadas para confecção de facetas necessitam de cimentos resinosos, que podem ser encontrados no mercado em três modelos: fotopolimerizáveis, convencionais dual e autoadesivos. É recomendado que seja usado cimentos resinosos que possuam pastas testes (try-in), para que seja provado no substrato dental juntamente com a faceta antes da cimentação final e que
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proporcione a cor de substrato adequada para cimentação. (FIORINI, 2004; SOUZA, 2014).
O presente estudo tem por objetivo revisar quais os materiais utilizados para a confecção das facetas laminadas e seus agentes cimentantes.
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2 METODOLOGIA
2.1 TIPO DE ESTUDO
Trata-se de uma revisão de literatura sobre facetas dentárias abrangendo os materiais cerâmicos utilizados, assim como seus agentes cimentantes. Para embasamento teórico, foi realizada consulta na plataforma Pubmed e EBSCOhost, cujas bases de dado são: MEDLINE, LILACS, IBECS, MEDCARE, Academic Search Premier, SCIELO, Fonte acadêmica e CUMED. Nas bases de dados foram realizadas pesquisas em que foram lidos títulos e resumos, considerando estudos longitudinais e transversais, teses, revisões de literatura e relatos de caso. Como descritores usou- se os seguintes termos: Facetas dentárias (dental veneers; facetas dentales), materiais dentários (dental materials; materiales dentales) , cimentos dentários (dental cements; cimientos dentales) e cerâmicas (ceramics; cerámicas). O operador booleano utilizado foi o AND. Foram incluídos artigos na língua inglesa e portuguesa.
Após a leitura dos artigos foram feitos fichamentos para a elaboração deste estudo.
Inserir o período dos artigos. Últimos 15 anos.
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2 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 HISTÓRICO
Charles Henry Land foi o primeiro da literatura a propor o uso de facetas. A área cinematográfica teve influência por uma necessidade cosmética da melhora do sorriso. Como precursor das facetas laminadas temos o Dr. Charles Pincus, que descreveu a técnica de recobrimento das faces comprometidas dos dentes com uma lâmina de porcelana que eram provisoriamente fixadas através de pó adesivo sem nenhum desgate dental. Com o passar do tempo a técnica entrou em desuso por suas limitações (BISPO, 2009; SAJJAD, 2017).
Em 1955, Michael Buonocore desenvolveu a técnica do condicionamento ácido, aumentando a adesão, seguido de Raphael Lee Bowen que introduziu o Bis- GMA (Bisfenol Glicidil Metacrilato) às resinas compostas. A partir deste momento novas perspectivas puderam surgir em relação aos procedimentos estéticos realizados com resinas composta e posteriormente com porcelana.
Dr. Alain Rochette em 1972 descreveu um novo conceito de adesão entre esmalte gravado e restaurações de porcelana. A nova técnica consistia em um bloco de cerâmica assado em laboratório em um molde de matriz de ouro 24 quilates, ligado a uma resina tratada com silano e esmalte gravado. O silano foi utilizado para facilitar a adesão química.
Em 1970, Fauce e Myers descreveram a adaptação de laminados de resina pré-fabricados (dentes de acrílico), utilizando a adesão através do condicionamento ácido do esmalte. Em 1979, foi lançado no mercado odontologia as facetas pré- fabricadas de resina acrílica que foram denominadas de sistema Mastique (Mastique Veneers System, Dentsply).
Simonsen e Calamia, 1980, descobrem o efeito do ácido fluorídrico no condicionamento das porcelanas. Em 1983, Horn propôs a técnica de facetas laminadas de porcelana, destacando materiais e técnicas para melhor qualidade e propriedades não só estéticas mas também funcionais. No ano de 1985, Toulati foi o responsável pela popularidade dos laminados de porcelana na Europa.
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3.2 MATERIAIS CERÂMICOS
De acordo com Soares, et al. 2012, os sistemas cerâmicos vêm se tornando material de eleição devido às suas propriedades como biocompatibilidade, resistência à compressão, excelente lisura, mecânica, estabilidade de cor, resistência ao desgaste (SOARES, et al. 2012). O que chamamos hoje de cerâmica é derivado do grego “keramos" e que significa material de queimada, são materiais que resistem à alta temperatura (NETO, E.R., 2008; ANDRADE JUNIOR, 2016).
Podemos classificar as cerâmicas através de diferentes formas: quanto à composição, método de processamento, formas de apresentação. Quanto a sua composição podemos dividi-las em dois grupos: 1) cerâmica convencional; e 2) cerâmicas reforçadas. As cerâmicas convencionais possuem uma maior quantidade de fase vítrea em sua composição, são elas as cerâmicas feldspáticas. As cerâmicas reforçadas, quando relacionamos apenas as indicadas para facetas dentárias, são as cerâmicas reforçadas por leucita e as reforçadas por dissilicato de lítio. Quanto ao método de processamento, temos cerâmicas estratificadas, prensagem/injeção, ou fresada/usinada (SOUZA, 2014).
3.2.1 CERÂMICA CONVENCIONAL 3.2.1.1Cerâmica Feldspática
A cerâmica feldspática, foi a primeira a ser utilizada na odontologia, sendo composta por estrutura vítrea, com feldspato, quartzo e uma proporção de caulim na sua composição. Sua resistência flexural é de 50 a 70 MPa. Apresentam translucidez e coeficiente de expansão semelhante aos dentes, tem boa resistência ao desgaste (ROCHA FILHO, 2015. GHILARDI, 2007).
São indicadas para coroas totais anteriores, inlays, onlays, facetas ou fragmentos em dentes anteriores e recobrimento de infraestrutura metálica ou cerâmica metal free, tendo em vista que esta cerâmica possui limitações (GARCIA, 2011). Possui como vantagem resistência ao desgaste, baixa temperatura de fusão, bom coeficiente de expansão semelhante ao dente, estabilidade e excelência quanto à estética dental. Quanto às desvantagens é possível citar uma maior friabilidade,
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maior dureza em relação ao esmalte e frágil para manipulação (AMOROSO, 2012.
GHILARDI, 2007).
3.2.1 CERÂMICAS REFORÇADAS 3.2.1.1Cerâmica reforçada por Leucita
A incorporação dos cristais de leucita nas cerâmicas feldspáticas teve o objetivo de reforçar o material e prevenir micro fraturas. A resistência flexural dessa cerâmica faz com que esta seja superior até três vezes em relação a cerâmica feldspática convencional, variando de 97 a 180 MPa. Seus cristais tem o papel de retardar a propagação de trincas e assim elevar sua resistência de fratura. comercialmente e conhecido como IPS Empress I (Ivoclar - Vivadent). (GARCIA, 2011; RAPOSO, 2015) Como as feldspáticas convencionais, a reforçada por leucita é indicada para facetas ou fragmentos em dentes anteriores, recobrimento de prótese unitárias ou múltiplas, inlay, onlay e overlay (HILGERT, 2015). De acordo com Raposo (2015) suas propriedades consistem em excelente translucidez, resistência à abrasão semelhante ao esmalte, maior resistência física. Sua limitação esta relacionada à baixa resistência à tração e porosidade.
3.2.1.3 Cerâmica reforçada por Dissilicato de lítio
Foi desenvolvida para aumentar a coesão, resistência flexural que é de 300 a 400MPa, mantendo o resultado estético favorável. Sua comercialização iniciou a partir da Ivoclar Vivadent como IPS Empress 2, introduzido no mercado para ampliar na indicação de prótese fixa de três elementos até o 2º pré-molar. O material passou reformulação e hoje no mercado encontramos esta cerâmica em pastilhas ou em blocos, podendo ser prensada ou usinada na tecnologia CAD/CAM (CASTRO, 2016;
GOMES, 2008).
As cerâmicas reforçadas por Dissilicato de Lítio tem sua indicação pra confecção de coroas unitárias e próteses fixas de três elementos ate a região de 2º pré-molar, inlays, onlays e facetas dentárias. Como vantagem para uso desta cerâmica é ótima resistência, estética, boa translucidez, porém necessita de equipamentos para seu processamento que elevam o seu custo (RAPOSO, 2015).
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3.2.2 MÉTODOS DE PROCESSAMENTO
3.2.2.1 Estratificação
Esta técnica de processamento, é apresentada através de pó e líquido (água destilada), que são modelados para que as partículas do pó cerâmico permaneçam unidos. Após a união e formado uma pasta, esta sendo colocada em um troquel refratário, assim tendo a elevação da temperatura, a parte vítrea da cerâmica amolece e escoa permitindo a coalescência das partículas, que se mantêm unidas. Um exemplo para este método e a aplicação nas cerâmicas feldspáticas. (RAPOSO, 2015).
3.2.2.2 Prensada/Injetada
O sistema cerâmico prensado baseia-se na técnica da cera perdida, ele envolve a construção da faceta em cera para posteriormente ser incluído um revestimento refratário, em seguida eliminado com o forno em alta temperatura.
Assim, uma pastilha (lingote) cerâmica é fundida dentro do revestimento que é submetido à alta temperatura ocupando o espaço deixado pela cera. Para esta técnica temos como exemplo a cerâmica reforçada por leucita e por dissilicato de lítio, que se apresenta comercialmente de duas formas, apresentando forma de pastilha e bloco que será usado para sistemas usinados (HILGERT, 2015).
3.2.2.3 Fresada/Usinada
Este método é o mais empregado atualmente, forma de processamento no qual os materiais usados são na forma de bloco ou lingote. É mais conhecida atualmente como CAD/CAM (Computer-Aided Design / Computer-Aided Manufacturing) ou seja possui uma unidade computadorizada que assessora e outra unidade que permite a fresagem da cerâmica, uma técnica que é assistida por computador (RAPOSO, 2015).
Nesta técnica o modelo de gesso ou o preparo em cavidade oral, é escaneado com auxílio do scanner conectado ao CAD através de software e assim a faceta é desenhada digitalmente. Após o planejamento da faceta é enviado ao CAM que é a unidade fresadora para que seja executada a confecção, ao fim desta etapa a
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cerâmica deve passar pelo sistema de sinterização e por fim são maquiadas a fim de melhorar a estética da cerâmica. Para este sistema temos a cerâmica reforçada por dissilicato de lítio através de bloco, comercialmente apresentada como E.Max Cad (SOUZA, 2014).
3.3 AGENTES CIMENTANTES
Os cimentos resinosos são materiais que tem em sua composição matriz de resina com cargas inorgânicas tratadas com silano (Bis GMA ou metacrilato de uretano) e uma base constituída de pequenas partículas inorgânicas. É classificado de acordo com sua reação de polimerização, sendo por fotoativação, química ou dual (ROCHA FILHO, 2015). A cimentação deve propor uma boa retenção, com um agente cimentante que proporcione estética favorável, devendo preencher região de interface do dente preparado e restauração cerâmica (CASTRO, 2016). O ideal para o cimento é ter uma boa manipulação, com resistência, solubilidade, biocompatibilidade, estética e preço acessível. A seleção do mesmo deve ser baseada pela condição clínica (LIMA, 2011; RIBEIRO, 2007).
No geral, a cimentação das facetas dentárias são realizadas com cimentos fotoativados, este permitindo um maior tempo de trabalho. São utilizadas pastas testes (Try-in), para melhor adequação da cor relacionada à interface cerâmica/substrato dental. A cimentação com os cimentos resinosos convencionais exige que a estrutura dental seja condicionada com ácido fosfórico 37% previamente e após um sistema adesivo. As cerâmicas vítreas têm como característica serem ácido sensíveis, deve ser tratada com ácido fluorídrico a 10% e após deve associar o agente silano, o tratamento de superfície da cerâmica com o ácido promove uma melhor união com o cimento resinoso. O agente de união silano promove a melhor adesão do sistema inorgânico (cerâmica) com o sistema orgânico (cimento (GHILARDI, 2007; RIBEIRO, 2007.; OLIVEIRA, 2013.; SOUZA, 2014).
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dessa revisão de literatura pode-se observar que as facetas dentárias permanecem em frequente evolução, cada vez mais estética. As cerâmicas de escolha para confecção das facetas são as cerâmicas vítreas, pois possuem translucidez que proporciona naturalidade ao sorriso. Para esse tipo de cerâmica, pudemos constatar que são necessários cimentos resinosos fotoativados, que nos permite uso de pastas teste dando maior previsibilidade de cor e maior tempo de trabalho.
As cerâmicas e seus agentes cimentastes estão em constante evoluir no mercado, sempre em busca de novos materiais e com avanços tecnológicos para a área da odontologia estática.
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