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Moda, Arte e Sustentabilidade

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Academic year: 2022

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Ano 3 - Nº 11 - Fevereiro-Março/2016

Cleide Santos promove a 3ª Expo Beleza

Caruaru sedia 3º Conselho Distrital do Lions

Etical exporta para 13 estados do Brasil Padre Cícero, a fé que construiu um mito

21ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana

Moda, arte e

SuStentabilidade

AtivistAs dA modA debAtem sobre

desAfios e mudAnçAs no 3º CiClo Pe

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Editorial

ANO 3 – NÚMERO 11 FEV/MAR-2016.

Produção:

JS Comunicação [email protected] Editor: José Severino do Carmo 81 3137.3540 - 99122.3917 [email protected]

Facebook: Moda & Negócios

www.revistamodaenegocios.com.br Diagramação: Fábio Vasconcelos Revisão: Samuel Lira de Oliveira Jornalista Responsával:

Eduardo Franco DRT/PE 3859 Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: Gráfica Pontual Publicidade:

Ângela Galindo [email protected] 81 3137.3540 | 99122.3917

Colaboradores:

Consultor em Moda Leopoldo Nóbrega

Psicóloga Shirley Freitas Fisioterapeuta Thaisa Batista Prof. Bento Albuquerque Publicitário José Nivaldo Júnior Prof. José Urbano

Acadêmica Dilma França Jornalista Jéneson Alves

Capa: Foto Divulgação Vestido Pictoplasma: Leopoldo Nóbrega para Ativistas da Moda Coleção: ACORDAMODA Modelo: Amanda Castanha (Amazing Model) - Foto: PH Paulo Higor - Styling: Nestor Mádenes Beauty: Morango

Os artigos assinados são de inteira res- ponsabilidade de seus autores, poden- do não representar o pensamento da revista.

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As verdadeiras elegância e beleza começam no interior de cada um. Isso é o que pensa o publicitário e escritor José Nivaldo Júnior em seu artigo “A elegância e a ética”, especial para M&N.

Dilma França mostra seu descontentamento com o atendimento prestado por servidores públicos que, salvo exceções, deixa muito a desejar.

O que você conhece de “meu padim pade ciço”? O professor José Urbano, da UFPE, explica quem foi o Padre Cícero Romão Batista.

Você conhece aquela música

“Nordeste Independente”, gravada por Elba Ramalho?

Jénerson Alves fala de seu autor e mostra outras facetas de Ivanildo Vila Nova, “A águia do improviso”.

Saiba tudo sobre a 21ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana.

C

hegou a décima primeira edição de Moda

& Negócios. Nascida e criada em Carua- ru, nossa revista vem sendo lida e aplaudida, hoje, em vários estados do País.

Isso, logicamente, graças ao zelo e respei- to com que tratamos nossos leitores, nossos clientes e as pessoas que a compõem, desde o corpo redacional à equipe de arte e criação.

No seu décimo primeiro número, M&N recebe o reforço de dois membros da Academia Ca- ruaruense de Cultura, Ciências e Letras (ACACCIL) – Dilma França e José Urbano. Também do Artista Plástico, Estilis- ta, Cenógrafo e Consultor em Moda e Mercado, Leopoldo Nóbrega, que juntos ao Professor Bento Albuquerque, Vice Diretor da Faculdade de Administração da UPE e José Nival- do Júnior, da Academia Pernambucana de Letras tornam a Revista um veículo diferenciado, a caminho do seu grande destino.

Mas “para não dizer que não falei de flores” – de Moda e de Negócios – como diria Geraldo Vandré, a revista vem chei- nha de assuntos da espécie. Desde a Rodada de Negócios da Moda Pernambucana até os 20 anos da Etical, uma em- presa de Caruaru que exporta etiquetas com alto padrão de qualidade para todo o Brasil.

E não é só isso. Temos também importante matéria de capa.

Trata-se de “Moda, Arte e sustentabilidade”, uma contribui- ção valiosa à indústria têxtil de nossa Região.

Isso, sem falar em outros assuntos abordados pelo com- petente jornalista e membro da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel, Jénerson Alves; pela psicóloga Shirley Freitas e pela Fisioterapeuta Thaisa Batista.

Se gostar, comente.

Proteja-se e ajude a combater os efeitos do mosquito Aedes aegypti. O País, sua família e seus amigos, precisam de você com saúde.

José Severino do Carmo

Nesta

edição

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Se você não conhece, precisa conhecer os Ativistas da Moda. É um grupo, cujo trabalho é o motivo de nossa matéria de capa.

20 anos da Etical. Uma indústria de Caruaru com produtos em 13 estados do País.

A competente Cleide Santos promove a 3ª Edição do Expo Beleza, no Caruaru Shopping.

VOCÊ TEM FOME DE QUÊ? A Psicóloga Shirley Freitas, que acaba de chegar de São Paulo, onde participou de um curso de Biopsicologia, nos mostra os vários tipos de fome porque passam as pessoas desta e de outras gerações.

Artesões e Artesanato. Este é o título da matéria que Bento Albuquerque aborda nesta 11ª edição de M&N.

Opinião do Leitor

A Revista está cada vez melhor.

Walter Neves – Recife Trabalhou bem companheiro. Só a capa já nos deixa ansiosos.

Hélio Vasconcelos - Caruaru Parabéns. Ficou linda. Mas de você eu só espero coisas belas.

Marcira Sales – Caruaru Mais uma das coisas boas de Caruaru.

Parabéns.

Rosoni Santos – Caruaru Apresentadora da Rádio Cultura do Nor- deste Parabéns. Será mais um sucesso.

Nadja Janot Tenório – Maceió Parabéns. Revista Completa.

Vera Galindo – Caruaru Melhor a cada edição.

Gilvandro Macena – Recife Excelentes as matérias. Parabéns.

Adeládio Pereira Moreira – Recife Executivo de Vendas da Tv Globo Recife A revista está demais. Amei. Está lin- da. Parabéns, só elogios para esse tra- balho belíssimo. Que continue assim, com informações importantíssimas e culturais.

Flora Marta do Nascimento – Maceió-AL Presidente da Divisão C-2 do Lions-Distrito

LA-3 A Capa da revista está belíssima, e o conteúdo melhor ainda. Parabéns.

Iracema Fraga Gestora da UNIT Caruaru Olá Querida Revista! Continuo cur- tindo o que você me traz. Não fique desolada quando não recebe de mim, nenhum eco... É que só comento aqui- lo que tenho capacidade de alcançar e discutir. Porém, fique sabendo que lhe vi todinha.

Livaldo Oliveira - Recife

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O Lions Clube de Caruaru recepciona cerca de 400 leões dos estados de:

Pernambuco, Alagoas e Sergipe, para a III Reunião do Conselho Distrital do LA-3, de Lions Internacional.

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José Nivaldo Júnior

A

s verdadeiras elegância e beleza começam no interior de cada um. Qualquer pessoa pode usar vestes sofisti- cadas e adereços caros, mas quantos são realmente elegan- tes?

Curioso é que, tanto nos filmes americanos como no notici- ário da política brasileira, geralmente os acusados vão traja- dos com esmero para o banco dos réus. Procuram com isso, impressionar positivamente quem os julga ou acompanha o noticiário.

Nunca se ouviu falar, no entanto, que alguém tenha sido ab- solvido pela gravata de grife ou por um colar de diamantes.

O resultado, mesmo numa justiça nem sempre socialmente isenta, costuma refletir a relação do acusado com as leis pos-

sivelmente transgredidas. Ou seja, sua condição real e não a sua aparência.

A ética é uma palavra antiga, que pode ser definida como a conduta do ser humano visando o bem comum.

Para Aristóteles, estava voltada à procura da virtude, cami- nho para tornar as pessoas mais elegantes e felizes.

A busca da felicidade, diz a sabedoria popular, é o desafio mais importante da vida. Invertendo a frase do grande po- eta Fernando Pessoa: nada vale a pena se a alma é peque- na. Alma pequena é alma deselegante, infeliz, a verdadeira e única alma penada.

Sem dúvida um comportamento ético, na vida pessoal, na política ou nos negócios nos aproxima da felicidade.

Uma conduta antiética nem sempre é ilegal, mas sempre é mal vista. Pelos outros ou, no mínimo, por si mesmo.

No momento em que a política e a sociedade no Brasil pare- cem mergulhadas no fundo do poço da falta de ética; no ins- tante em que parece imperar a lei de tentar levar vantagem em tudo; exatamente agora, as pessoas começam a perceber que a ética não é apenas um atributo da moral mas um cami- nho para o bem viver.

Para cobrar ética dos outros, principalmente dos políticos, que deviam se comportar como gestores do bem comum, é preciso, antes de tudo, praticar a ética.

Sem ela, instala-se o cada um por si, o salve-se quem puder.

E há milênios a humanidade sabe que essa não é a melhor rota para a felicidade.

A ética precisa voltar à moda.

Para que cada um, bem vestido e bem cuidado, possa se olhar no espelho e dizer: “Sou feliz, elegante e estou na moda”

José Nivaldo Junior

Publicitário e escritor. Da Academia Pernambucana de Letras.

A eleGÂnCiA

E A ÉtiCA

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Dilma França

Por detrÁs dAs minHAs

lentes Um bom dia, um olá, como vai, um aperto de mão, um abraço ou um simples sorriso motivam as pessoas e enriquecem as relações humanas.

F

az tempo (2002), escrevemos sobre as “Mazelas do Serviço Público” e na ocasião dizíamos que: o assunto é muito importante, é verídico ( não somente em , setores públicos ) e deveria ser levado à sério pois incomoda-nos bastante. Principalmente, quando vemos pessoas indefesas, por não saberem seus direitos, serem maltratadas por ou- tras que, por estarem em determinados cargos, acham que podem menosprezar o ser humano. Em outras palavras, isto significa FALTA DE EDUCAÇÃO.

Quatorze anos de- pois, infelizmente, sentimos a neces- sidade de repetir o artigo, acrescentan-

do que: todo e qualquer cliente (de bancos, casas comerciais, etc.) precisa ser bem tratado e tem direito a explicações claras. Todo e qualquer funcionário tem obrigação de tra- tar bem e explicar claramente o que a pessoa precisa fazer

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Dilma França

para resolver o seu problema. Boas maneiras são essenciais e devem ser usadas, com frequência, por funcionários de repartições públicas ou privadas.

É gritante a falta de educação, de conhecimento, de sensibilidade, em pessoas determinadas para atendimento ao público. Muitas vezes, dei- xam uma pessoa à sua frente, esperando por uma resposta e ficam con- versando com o colega do lado, assunto que ninguém é obrigado a ouvir.

É preciso repensar a postura de atendentes. É preciso oferecer cursos de capacitações para que tais pessoas aprendam a se relacionar com o público. Hoje, mais do que nunca, diante de tanta violência, correria, estresse, precisamos de afeto e de pequenas gentilezas que dignificam o homem e elevam sua auto estima. Um bom dia, um olá, como vai, um aperto de mão, um abraço ou um simples sorriso motivam as pessoas e enriquecem as relações humanas.

Sabemos que “nenhuma criatura ri, com exceção do homem. As árvores podem sangrar quando feridas e os animais gritarão de dor e fome, mas apenas o homem tem o dom de rir, para usar quando o desejar” (Og Mandino). Portanto, não vamos economizar palavras de incentivo, de bom acolhimento, de bom atendimento. TRATAR BEM É PRECISO.

Lembremo-nos daquele antigo ditado popular: “o que eu não quero para mim, não faço aos outros” e tenhamos em mente que um sorriso faz a diferença.

Dilma França, da ACACCIL - Academia Caruaruense de Cultura, Ciências e Letras.

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Q

uando nos debruçamos sobre o estudo da formação social do nordeste, temos um elenco de personagens que moldaram a identidade daquela região do Brasil. Bus- cando memorizar, a partir do século XIX, encontramos An- tônio Conselheiro e sua Canudos, no sertão da Bahia; An- tônio Silvino, Lampião e Corisco, em destaque no cangaço, a musicalidade de Luiz Gonzaga e o multi facetado Cícero Romão Batista. Denomino este último personagem como a matriz religiosa do catolicismo nordestino, porém um ho- mem que merece ser visto em 4 faces: o Sertanejo anônimo até os 21 anos, assim como milhões de outros de sua época;

o seminarista inquieto que tornou-se Padre e foi arrebanhar cristãos no sertão do Cariri; o carismático articulador que deu independência ao povoado de Juazeiro do Norte, tor- nando-se o seu fundador e líder supremo; e o homem que tornou-se Mito até os nossos dias. A vida deste personagem

se prolongou por 90 anos, longevidade que o favoreceu para realizar tudo o que planejou, ou até mais do que havia so- nhado. Órfão de pai aos 18 anos, se viu na responsabilidade de, mesmo imaturo, dividir com sua mãe a tarefa de garantir a sobrevivência, bem como a moral da família, composta por sua matriarca, duas irmãs e uma criada. Se vendo vocacio- nado para a evangelização, aos 21 anos é admitido como se- minarista na distante Fortaleza, capital do seu estado. Com recursos mínimos, apoio de um importante Coronel, Cícero passa 5 anos longe da família. Retorna ao seu reduto serta- nejo, para ser um padre como tantos outros naquela região.

Mas seu perfil o molda em ser alguém fora do comum. A partir de um polêmico fenômeno, suposto milagre, vê sua popularidade alcançar as fronteiras do estado. Questionado pelo seu Bispo, D. Joaquim Vieira, se acirra um tensionamen- to que nada tem de cristão, nos quesitos perdão, tolerância,

Juazeiro do norte,

a fé que construiu um mito

José Urbano

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caridade. Transpõe a hierarquia católica e as fronteiras do Brasil, e vai para o Vati- cano, explicar-se ao Papa Leão XIII. Exco- mungado pela igreja e venerado pelo povo, Cícero só se fortalece a cada diversidade que enfrenta. Envolvido em causas sociais, rompe o século XIX e na aurora do século XX, desmembra o Juazeiro da cidade do Crato, firma o Pacto dos Coronéis, unindo 16 chefes políticos em torno do seu nome, e planilha a estrada do sertão ao litoral, criando as condições do apoio popular necessário para governar todo o estado do Ceará. Num polêmico ato, no ano de 1926, recebe Lampião, outro mito, no seu reino encantado do Juazeiro. De fala simples,

sabedoria ímpar e carisma angelical, seus azulados olhos permitem uma visão futurista daquela sociedade. Extrema- mente hábil em suas falas, o padre desfaz qualquer barreira entre o pastor e o seu rebanho, o que denomino “jeito casei- ro de evangelizar”. Somando essas habilidades com a visão política do médico Floro Bartolomeu, assistido pelo libanês Benjamin Abrahão, seu secretário particular, auxiliado pela governanta Beata Mocinha, e como devota Maria de Araújo, a beata da hóstia que sangrou, o padre cria um time seleto de personagens que, sob seu comando, imprimem sua mar-

ca indelével no coração dos seus Juazei- renses, além dos milhares de romeiros à sua época. Cícero Romão transitou entre política e religião com a mesma habilida- de, acima do seu tempo e muito além dele.

Fundador da cidade, seu Prefeito, Vice Governador do Ceará, Deputado Fede- ral...títulos passageiros, nada comparável ao mito que se tornou até os nossos dias.

Explicar ou entender o referido persona- gem? Ainda não, em sua totalidade. Uma face de cada vez. No monumento maior, do alto da colina que abriga sua gigantesca estátua de 27 metros, dia e noite, o sim- bolismo do mito contempla sua Juazeiro, e tem aos seus pés uma multidão diária de conterrâneos, romeiros, beatas, estudiosos, católicos, ateus, cientistas, jornalistas e todos aqueles que querem conhecer o mito sertanejo e seu maior milagre: a capacidade de se eternizar na história e na memória do povo. Viva Juazeiro do Norte, sua cultura e sua gente, guiada pelas mãos do seu Padim Cícero Romão Batista. História, fé e ação, com a marca genuinamente nordestina.

José Urbano

Professor da Universidade Federal de Pernambuco, Campus Acadêmico do Agreste-CAA

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evirando algumas caixas em sua casa, um adolescente deparou-se com uma raridade. Um LP intitulado ‘Nor- deste Independente’, com a foto de dois cantadores de vio- la na capa, a saber: Ivanildo Vila Nova e Severino Feitosa.

Curioso, ele perguntou ao pai do que se tratava aquele tra- balho. Com a face nitidamente emocionada, o genitor expli- cou ao filho o valor histórico dessa peça. A segunda faixa do disco, que dá título à obra, consiste em um verdadeiro hino da indignação do preconceito sofrido pelo nordestino, che- gou a ser censurada na época da ditadura militar. Ademais, foi gravada pela cantora Elba Ramalho, fazendo sucesso em todo o país. O autor do poema, Ivanildo Vila Nova, é um da- queles gênios contemporâneos, que apresentam criticidade em forma de arte e fazem da vida um legado para a humani- dade, nem sempre reconhecido.

Assim como Freud está para a Psicanálise ou Antony Flew está para a Filosofia, Ivanildo Vila Nova está para a canto- ria de viola. O caruaruense, nascido em 1945 na Rua Aurora (bairro do Salgado) é digno de epítetos como ‘Águia do Im- proviso’ e ‘Rei dos Cantadores’. Talento, inteligência e pers- picácia são atributos que extravasam do seu ser. Seu cérebro é uma verdadeira máquina de versos, precisando apenas de frações de segundos para construir estrofes memoráveis, geniais, que marcam existências, inquietam as plateias e desnorteiam oponentes.

Entretanto, o ano de 2016 será o marco de um novo momen- to na carreira do poeta. Ele deixou claro que a partir de ago- ra não mais participará de eventos competitivos e diminuirá pelo menos pela metade o número de cantorias tradicionais que realizará. O motivo é a idade. Com mais de 70 anos, o grande gênio da viola merece descansar. Assim como aque- la história de que a águia se renova depois de velha é um mito, a Águia do Improviso também precisa de repouso. No entanto, repouso não é sinônimo de inatividade. Ele mesmo garante que permanecerá contribuindo para com a arte, in- clusive adaptando ou criando novos gêneros para o canto improvisado. Entre os projetos, também está a gravação de um CD com o poeta Zé Luís, ex-cantador profissional do Rio Grande do Norte, que tornou-se advogado. Ademais, ele pre- tende lançar o segundo volume do disco ‘A Arte de Ivanildo e os Vila Nova’, gravado em parceria com os seus filhos, Iponax e Indira (declamador e cantora, respectivamente). Ainda é um sonho do repentista transformar o CD em um show, mas ele lamenta a falta de recursos para transformar o idílio em realidade.

É imprescindível que as novas gerações conheçam o traba- lho de Ivanildo Vila Nova. Seus poemas servem para indicar a formação da identidade do nordestino. Tanto os ícones po-

líticos e culturais são reconhecidos em seus versos como os hábitos e personagens populares são ovacionados. O vasto conhecimento geral que apresenta-se em sua obra formou escola na cantoria. Se, até então, boa parte dos cantadores preferia cantar temas relacionados ao contexto imediato das apresentações (fazendo alusões à plateia ou ao ambiente), Vila Nova optava por discorrer acerca de assuntos locais, na- cionais ou até mesmo globais. Pode-se afirmar que ele foi responsável por uma maior intelectualização da cantoria, inserindo os poetas populares em um contexto de protago- nismo e crítica social.

No ano passado, gravou no Teatro Santa Isabel, em Recife, um DVD em comemoração aos seus 50 anos de repente, que serviu como um registro de todo o trabalho desenvolvido em prol dessa arte. Em janeiro de 2016, Ivanildo cantou em Ca- ruaru, no projeto Sexta de Repente – desenvolvido sob a res- ponsabilidade dos poetas Luciano Leonel e Espingarda do Cordel –, ao lado do poeta Valdir Teles (com quem durante anos apresentou o programa ‘Violas em Liberdade’, em uma emissora de rádio AM da Capital do Agreste). Segundo os or- ganizadores, a Águia do Improviso também poderá cantar mais uma vez no ninho onde nasceu. Na segunda sexta-feira de julho, pretende-se trazê-lo novamente para participar do projeto, desta feita para cantar com o paraibano Rogério Me- neses, repentista que consolidou sua carreira em Caruaru. O adolescente citado no início da crônica certamente presti- giará o show, caso o pai faça questão de manter viva a tradi- ção de enaltecer as raízes culturais do nosso povo.

Jénerson Alves

Jornalista e membro da Academia Caruaruense de Litera- tura de Cordel.

A Águia do Improviso

Jénerson Alves

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Matéria de Capa

modA, Arte e

sustentAbilidAde

Ativistas da Moda debatem sobre os desafios dos novos tempos e as mudanças estratégicas para a indústria de confecção no 3º Ciclo Pernambucano de Moda, Arte e Sustentabilidade, que se inicia durante a feira AGRESTETEX no Polo Caruaru de 8 a 11 de março de 2016.

modA mundo mudA modos

É

o tema que marca a 3ª edição do Ciclo PE de Moda, Arte e Sustentabilidade. O conceito abordado propõe a refle- xão sobre os caminhos que precisam ser repensados, avalia- dos, reinventados, planejados, bem como nossos padrões e conceitos de empreendedorismo criativo e competitividade global.

O projeto, que já comemora uma trajetória empreendedora de sucesso, teve o formato inicial planejado para edições bie- nais. Recheadas com temas polêmicos, convidados ilustres e metodologia transdisciplinar, as edições foram encorajadas pelo desejo ativista e pela missão de sensibilizar o mundo para a importância das relações de causa e efeito, consumo consciente, educação ambiental, desenvolvimento sustentá- vel, rastreabilidade dos resíduos, e criação autoral com base em descartes de matéria prima das industrias de confecção do Polo Agreste de Pernambuco, além de aproximar diferen- tes atores responsáveis pelo desenvolvimento do Estado.

Sem fronteiras, o Ciclo vem conectando uma legião de adep- tos e parceiros engajados como: FCEM / AgresteTex, Arma- zém da Criatividade, SENAI, CODAI/UFRPE, UPE, FUNDAR- PE / Sec. Cultura, ACIC, Guia Jeaswear, World Fashion, IC - Impressão e Cores, Projeto Sábados Fashion e outros. Uma grande corrente do bem!

Idealizado pelo Artista Plástico, Cenógrafo e Consultor de Moda e Mercado Leopoldo Nóbrega, juntamente com a Ar- tista Plástica e Arte Educadora Maria do Carmo da Silveira Xavier, o projeto ganhou vida em 2012, na primeira edição -prievil realizada durante três dias no Recife, onde foi dado

início as gravações para o documentário com o mesmo tema.

Em 2014 teve sua segunda edição aprovada pela lei de in- centivo a cultura do Estado de Pernambuco - Funcultura, na categoria (Artes Integradas) com mais de 40 ações realiza- das em Recife e em Caruaru durante oito meses de gestão.

Entre desfiles, palestras, cursos, exposições, coleções de moda, documentário, mesas redondas e performances, cada edição ganha novos adeptos fieis e repercussão nacional. A realização é do Espaço Multicultural Arte Plenna e a Produ- ção Executiva de Germana Xavier Nóbrega.

vestido: Heloiza lima luz p/ Ativistas da moda. modelo: danilis oliveira (Amazing model) foto: PH Paulo Higor / styling: nestor mádenes / beauty: morango

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15 O 3º Ciclo Pernambucano de Moda, Arte e Sustentabilidade,

que iniciará oficialmente durante a programação paralela da AgresteTex no Polo Caruru de 8 a 11 de março das 16h às 22h, comemora também a primeira experiência em território nacio- nal através do coletivo Ativistas da Moda, convidados para inte- grarem a programação de moda do Sesc Pompeia em São Paulo.

A parceria do Ciclo com os Ativistas da Moda tem permitido a difusão dos conceitos comuns que alimentam a ambos, atra- vés da materialização de coleções-campanhas como: Recicle Fashion (2008), Reciclar é Preciso (2009), Nômades - Festival do Jeans (2010), Evoé Nabuco (2011), Eu Digital (2011/2012), Pernambuco Fashion (2012), e a mais recente: A-COR-DA-MO- DA!

macacão (Pictoplasma): leopoldo nóbrega p/ Ativistas da moda.

modelos: Patrick rodrigues (Amazing model). foto: PH Paulo Higor / styling:

nestor mádenes / beauty: morango

vestido (Pictoplasma): leopoldo nóbrega p/ Ativistas da moda. modelos: Amanda Castanha (Amazing model). foto: PH Paulo Higor / styling: nestor mádenes / beauty: morango

eConomiA CriAtivA:

leopoldo nóbrega e Heloiza lima luz, fundadores do Coletivo Ativistas da moda, em pleno fashion lAb, a convite do projeto: Pano Pra manga / sesc Pompéia-sP. transformando resíduos das indústrias do Polo Agreste-Pe em moda, arte e bons negócios.

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D

e 24 a 26 de fevereiro, realiza-se, em Caruaru, a 21ª Rodada de Negócios da Moda Pernambucana, a maior feira de negócios do Nordeste, na área de confecções e cal- çados.

Este ano, 120 expositores, estarão expondo para cerca de 500 lojistas, vindos de vários Estados do Brasil, mais de 3.000 peças de moda masculina e feminina, infantil/bebê, jeanswear, surfwear/streetwear, praia, fitness e íntima.

Empresas de calçados e acessórios da Paraíba e do Ceará também estarão entre os expositores, o que amplia e diver- sifica o mix de produtos expostos no local.

O evento, que acontece, mais uma vez, no Polo Caruaru, é re- alizado pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC) e SEBRAE Pernambuco, com o patrocínio do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecção de Pernambuco, rece- bendo, ainda, o apoio da ASCAP, ACIT, ACIASUR, SINDIVEST PE e da Prefeitura de Caruaru, sendo a organização da J&B Consultores.

Segundo Christianne Fiúsa, da J&B, muitas novidades serão vistas na Rodada deste ano, além do Projeto Blitz, iniciado na edição anterior. “Pelo projeto Blitz, as empresas exposi- toras participam e são beneficiadas gratuitamente sob a co- ordenação do Sindicato de Vestuário do Estado de PE (Sindi-

vest-PE), com apoio da Acic e do Sebrae. O foco é o setor de produção, visando a melhoria, conformidade, excelência de qualidade, aumento da produtividade dos produtos e, con- sequentemente, maior competitividade no mercado”.

Já o Presidente da ACIC, Osiris Lins Caldas Neto, acrescenta que “A Rodada não é somente a comercialização, mas a capa- citação profissional dentro das indústrias e sua preparação comercial, muita pesquisa e desenvolvimento, o que nos tor- na mais competitivos a cada ano, aumentando o interesse de lojistas do resto do País por nossos produtos.”.

21ª rodada de negócios da moda Pernambucana

Movimenta a Economia

do Segundo Maior Polo de Confecções do País.

Rodada de Negócios

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17 Conforme dados da ACIC, nos últimos 10 anos a Roda- da de Negócios da Moda Pernambucana registrou os seguintes números:

• 230 milhões em negócios gerados

• 15 milhões de peças comercializadas

• 2 mil lojistas visitantes

• 55 mil pedidos negociados

• 10 mil lançamentos

• 10% de crescimento médio a cada edição

Para esta 21ª Rodada, existe uma expectativa de cres- cimento de 5%, em relação à rodada de agosto último que faturou 22 milhões de reais.

SERVIÇO:

21ª rodada de negócios da Moda Pernambucana

Data: 24 a 26 de fevereiro de 2016 – Local: Polo Comercial de Caruaru Rodovia BR 104-Km 62 – Nova Caruaru-PE – Horário: 9h às 19h

Informações: www.rodadamodape.com.br – Contatos(81)3725-1866/ 9 9900-9681

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empresa de Caruaru ganha mercado disponibilizando etiquetas com alto

padrão de qualidade para todo o brasil.

Economia

d

e apenas um sonho, em 1996, a Etical chega aos 20 anos como uma das grandes fabricantes de etiquetas, cha- veiros, puxadores, galões, cadarços e tag’s, exportando seus produtos para 23 cidades, em 13 Estados do País.

Contando com 325 colaboradores diretos, 50 indiretos e 7.250 clientes, a Etical, fundada pelos irmãos João e Jando- val Bezerra está instalada no Distrito Industrial de Caruaru, numa área construída de 6.200m².

Com teares eletrônicos de alta performance, modernas má- quinas para acabamento convencional, a laser e ultrassôni- co, a empresa conta com uma produção mensal estimada de 150 milhões de etiquetas, 1 milhão/mês de cadarços perso- nalizados e 1.200.000 etiquetas para cós em sintéticos. Para assegurar um prazo de entrega em torno de 12 dias, a em- presa possui acordos de transporte aéreo com operadores logísticos nacionais.

No início as vendas estavam concentradas apenas na Região

Agreste de Pernambuco, hoje, a Etical dispõe de escritórios em Caruaru, Toritama, Santa Cruz, Recife, Fortaleza, Goiânia, São Paulo e Rio de Janeiro para apoiar os 101 representantes espalha- dos Brasil a fora.

Participação em feiras e outros eventos – Para maior visibilidade de seus produtos, a Etical vem se fazendo presente em grandes fei- ras e eventos como:

AGRESTETEX, em Caruaru, MA- QUINTEX, em Fortaleza, FEBRA- TEX, em Blumenau e FOCUS TEXTIL, em São Paulo.

lançamentos - Durante o ano a empresa lança produtos em sintonia com as tendências de moda para os segmentos de confecção e de calçados, explorando sempre diversos liga- mentos e misturas de materiais, que permitem uma quanti- dade enorme de combinações, atendendo os mais variados gostos e estilos, o que pode ser conferido no seu último ca- tálogo Sob Medida.

Tendo à frente das decisões o empresário João Bezerra da Silva Filho, a empresa tem, ao lado de seus quase 400 com- petentes colaboradores, entre diretos e indiretos, dedicados executivos nas áreas: Administrativo Financeira - Charles Chaves, Industrial - Milton José e Comercial - Neri Schotten.

E segundo João Bezerra, não há segredo, a empresa só che- gou aos 20 anos com um elevado conceito junto a clientes, fornecedores e a sociedade em geral, por estar apoiada à uma equipe coesa e comprometida com os resultados.

expectativa para os próximos anos – Trabalhando sempre com projeções de curto, médio e longo prazos, a Etical apos- ta no crescimento do mercado consumidor e por isso vem investindo e se atualizando constantemente, no que há de mais moderno em tecnologia para o segmento.

Para reforçar ainda mais o parque produtivo, 4 teares foram recentemente adquiridos e JB demonstra confiança ao esta- belecer metas de crescimento de 2 dígitos para 2016, com foco na expansão dos negócios para grandes magazines.

Com teares eletrônicos de alta perfor-

mance, modernas máquinas para aca-

bamento convencional, a laser e ul-

trassônico, a empresa conta com uma

produção mensal estimada de 150 mi-

lhões de etiquetas.

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e 3 a 8 de março, semana em que se homenageia a mulher, Cleide Santos realiza a 3ª edição da Expo Beleza, no Caruaru Shopping, onde estarão reunidos vários expositores do segmento.

O evento reúne em um só espaço, tudo relacionado ao universo da beleza e apresentará desfiles de moda com as últimas tendên- cias da estação, novidades em cabelos com técnicas de coloração inovadoras, além de serviços de bem estar direcionados, como limpeza de pele, spa dos pés, designer de unhas, massagens, ma- quiagem, designer de sobrancelhas e implante de cílios.

“Como se pode ver, novidades é o que não vão faltar, seja ela em qual área da beleza for. Para isso, contamos com a parceria de muitos expositores de Caruaru e região, que estarão trazendo seus produtos e serviços. Uma excelente oportunidade para quem quer ficar por dentro de tudo desse universo”, enfatiza Cleide.

A coordenação escolheu o mês de março justamente pela ligação que ele tem com a comemoração do Dia Internacional da Mulher (8 de março), e como o evento tem a maioria dos serviços voltados para ela, tudo se completa.

3ª expo

beleza 2016

Serviço:

3ª expo beleza

Período: 03 a 08 de março de 2016 Local: Caruaru Shopping

Horários: Segunda a sábado, das 10h às 22h e Domingos, das 11h às 21h

Notícias

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os dias 4 e 5 de março estará se realizando, em Carua- ru, a III Reunião do Conselho Distrital do Distrito LA-3, do Lions Internacional (III CD).

O evento que acontece nas dependências do Shopping Difu- sora é capitaneado pelo Professor sergipano José Iroito do Rêgo Leó, Governador do Distrito LA-3 e trará para a Capital do Agreste cerca de 300 membros do Lions, provenientes dos Estados de Alagoas, Pernambuco e Sergipe.

A coordenação local do encontro de Leões está a cargo de Rossane Interaminense, do Lions Caruaru, Clube anfitrião do III CD.

De acordo com o Presidente do LC Caruaru, João Vicente de Carvalho, tudo está sendo preparado para proporcionar aos visitantes uma excelente acolhida, já que a cidade é reconhe- cida, em todo o Distrito, como referencial na organização de encontros da espécie.

No mesmo período, estará também acontecendo a Conven- ção do Distrito LEO-LA-3, formado por jovens, futuros mem- bros do Lions.

O III CD sob o tema FESTA DA PAZ MUNDIAL, terá como pa- lestrante o engenheiro alagoano Marcelo Daniel de Barros Melo, ex-presidente do Conselho de Governadores e como patrono o publicitário José Severino do Carmo, Governador do Distrito no ano leonístico 2010/2011.

Durante o III CD, Caruaru apresentará a candidatura do pro- fessor José Luiz da Silva a 2º Vice-governador do Distrito LA-3 do Lions, fato que o levará a Governador, no ano leonís- tico 2018/2019, de acordo com o estatuto da organização.

Caruaru recebe delegação de leões de 3 estados do nordeste

o iii Cd terá o tema

festA dA

PAZ mundiAl

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Terapias Integrativas Shirley Freitas

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ós, seres humanos, podemos estar passando fome de esperança, passando fome de afeto, de alegria, passan- do fome de certeza, de luz.

Essa escassez pode estar relacionada diretamente aos hábitos que seguimos, desde o hábito de reclamar ao de comer ali- mentos industrializados, desde o hábito de sentir-se culpado por tudo ao de culpar outros pelos infortúnios do dia a dia.

Os nossos cinco sentidos nos carregam para o contato com o mundo externo e com nosso mundo interior. Processamos, consciente e inconscientemente, o

que vemos, ouvimos, cheiramos, de- gustamos e sentimos de formas pes- soal e única.

Somos tragados pela energia emana- da pelo grupo ao qual pertencemos, o chamado “inconsciente coletivo”, onde parecemos desenvolver uma capacidade de absorver aquilo que a grande maioria esteja vivenciando naquele momento.

Bom exemplo disso é a época de Copa do Mundo, onde emana uma energia, uma aura de alegria ou, atualmente,

uma aura de pessimismo quando se fala em “crise”. A grande maioria se retrai e demonstra nas palavras, no rosto e ex- pressões corporais, o marasmo coletivo no qual estão todos envolvidos. Aumentando a capacidade de reclamar e sentir insegurança o que favorece manter a cabeça baixa, expres- sando uma postura derrotista.

Iniciei esse texto falando de fome, e agora vou falar de ali- mento; alimento que vai além da comida. Uma ajuda de primeiro nível, nos, remete ao alimento fornecido pelas pe- dras, pelos cristais. A energia das rochas nos alimenta com os minerais necessários, existem alimentos fornecidos pelas vitaminas e proteínas e alimentos denominados espirituais, que nos alimenta o sentido de vida, através da arte, poesia, teatro, cinema, dança, da oração e da meditação e demais recursos de conexão com elevado grau de equilíbrio vital, numa conexão trans pessoal.

Terapias várias utilizam as plantas para tirar a fome de equilíbrio mente/corpo e também como agente de cura, de enfermidades várias, uma delas é a terapia Floral. Exis- te a terapia de alimentação orgânica e sem uso de proteína animal, chamada de Terapia Vegana; as terapias de resigni- ficação de palavras e memórias passadas, entre elas, a Pro- gramação Neurolinguística (no seu contexto terapêutico), o ThetaHealing, a Constelação Familiar Sistêmica, seguido das terapias corporais como o Reiki, o Do In, o Xiatzu, a Refle-

xiologia, massagem Ayvédica, a Acu- puntura Chinesa, a Yoga, que reorga- nizam o alinhamento dos chamados Chacras, que são vórtices de energia ligados aos nossos órgãos e sistemas corporais, e cuidam do corpo, mente e espírito de forma a integrar para equilibrar. O conceito real do que é ecologicamente correto.

Para onde quer que olhemos, tudo está interligado sistemicamente, e essa ligação sistêmica se dá nos ní- veis primários, da alma, genético e histórico e envolve não só essa exis- tência mas, outras desconhecidas da maioria. O excesso assim como a falta acarretam problemas de ordem física e emocional. Olhar para dentro e escolher um conjunto de terapias que unidas trarão qualidade de vida, reflete hoje a grande tendência, pois apesar da indús- tria da doença, com seus medicamentos vários, que prome- tem cuidar do seu corpo e mente, são possíveis os resultados conservando a integridade física e mental, que a percepção energética e leitura holística possibilitam. Tenha fome mas, fome de informação. Compreender além das propagandas de remédios e alimentos, da diversão vinculada ao consu- mismo e status, lhe dá opção. Reflita e aja em prol de você e garanta também a vida das gerações futuras....

Shirley Freitas do Carmo

É Psicóloga, Trainner em Programação Neurolinguística (Pnl), Consteladora Sistêmica e Thetahealing.

Atendimento presencial ou a distância.

[email protected] – 81 986176581 / 991599882

VOCÊ TEM

fome de QuÊ?

Eu tenho fome de VIDA. Vida de qualidade,

apesar de tudo e além de tudo!

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Bento R. P. de Albuquerque

U

m dos mais interessantes trabalhos que eu desenvolvi ao longo dessas décadas de vida profissional está re- lacionado com o mercado do artesanato. O meu interesse e paixão por esta atividade nasceram, não apenas em função da grande importância do setor no contexto econômico e social de cada estado brasileiro, mas também pelas carac- terísticas específicas e por toda a mística que envolve este tipo de atividade. Devo ressaltar que, do ponto de vista eco- nômico, o artesanato é de extrema importância para o país, pois movimenta mais de R$ 50 bilhões por ano e, do ponto de vista social ele emprega mais de 8 milhões de pessoas, profissionais que trabalham e vivem exclusivamente da ren- da gerada no setor.

Analisando de perto o trabalho desenvolvido pelos artesões, logo se descobre que há uma clara hierarquia nas suas ati-

vidades e nas funções desenvolvidas, o que põe em gran- de destaque as figuras do Mestre artesão, do Artesão e do Aprendiz, além do Artista Artesão.

O mestre artesão é aquele que cria um estilo e um concei- to próprio, sendo reconhecido como tal por toda a comu- nidade, pela sociedadwe e pelo mercado. Todos os estados brasileiros têm os seus mestres artesões como referência e suas peças são sempre altamente valorizadas. Aqui em Per- nambuco muitos artesões de destaque podem ser citados, a exemplo de Vitalino de Caruaru, o grande mestre do artesa- nato do barro que deixou um grande legado cultural e um incontável acervo de obras produzidas, e do seu discípulo, o mestre Manuel Eudocio, recentemente falecido, que também criou um acervo de obras diferenciadas, num padrão que

Artesões e

Artesanatos

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Bento R. P. de Albuquerque

reflete bem a cultura da região e um estilo pró- prio caracterizado pela inovação e criatividade das suas peças. Os filhos e outros sucessores, que ainda dão continuida-

de às obras desses mestres, podem ser considerados como artesãos e não como mestres, a exemplo da grande maioria de profissionais do setor que copiam e duplicam modelos criados por um mestre e que são apoiados pelos aprendizes da profissão, provenientes das suas próprias famílias ou das comunidades onde eles trabalham.

Na citação desses dois importantes nomes do artesanato pernambucano, observa-se o detalhe do local onde o mes- tre artesão nasceu ou onde ele residiu. Neste caso, a loca- lidade aparece como um destaque a mais para o produto, quase como um certificado de origem e um valor agregado de alta relevância. Mas, ao contrário dos mestres artesões, os artistas artesões, que sempre assinam suas obras, são profissionais geralmente oriundos de outras regiões que se estabelecem numa determinada comunidade com o objetivo de aprender a técnica do artesanato local. E, como artistas,

suas peças são únicas e nunca são reprodu- zidas em escala co- mercial.

Outro detalhe interes- sante a se observar no ambiente de trabalho dos artesões são os agrupamentos sociais que vão sendo for- mados a partir do desenvolvimento e da expansão da ativi- dade. A necessidade de se aumentar a oferta do produto, por conta da demanda gerada, implica na formação de alguns núcleos de produção familiar que logo se expandem para grupos maiores de produção, chegando até mesmo a provo- carem a criação de empresas artesanais. O risco quando se chega a este ponto, é que a atividade do artesanato logo se transforme em industrianato.

Ainda há muito mais a se escrever sobre o artesanato, mas o espaço é limitado. Depois eu falo um pouco sobre a coloca- ção de peças artesanais nos produtos ligados à moda, geran- do valor extra para o produto.

Prof. Bento R. P. de Albuquerque

Diretor da J&B Consultores. Vice-diretor da Faculdade de Adminis- tração da UPE. [email protected]

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PALAVRAS CRUZADAS - Por José Severino do Carmo

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Horizontais: 1 - Importante cômodo da casa; 5 - Queda de água provocada por desnível do leito de um rio; 11 - Deus dos Muçulmanos; 13 - Dispara; 14 - Que professa religião cristã; 16 - Tosquia; 17 - Org.dos Estados Americanos; 19 - Ferro, em Inglês; 20 - Tecnologia da Informação; 22 - Sair; 23 - Parte do olho responsável pelo sentido da visão; 25 - Antigo Testamento; 26 - 1ª, 5ª e 14ª letras do nosso alfabeto; 27 - Existe; 28 - Desenterrar um cadáver; 30 - Retira(ao contrário); 31 - Incrimino; 34 - Coligo; 35 - Medida agrícola; 36 - Amazonas; 37 - Sobrenome; 39 - Aquele que comete uma agressão; 44 - Empreender com coragem; 47 - Pessoa ou animal que dão muito azar(ao contrário); 48 - Volume; 50 - 2ª Pessoa do sin- gular,do pres.do indicativo do verbo ser; 52 - Mulher bonita, charmosa(pop); 53 - Sozinho; 54 - United States; 55 - Ornato para os dedos; 55 - Governar como rei; 59 - Aqui; 62 - Afeição viva; 64 - Nome de mulher; 65 - Pessoa sem caráter; 68 - Substância usada para anestesiar; 70 - 19ª, 14ª, 15ª e 14ª letras do alfabeto Português; 71 - Eurico Reis; 72 - Fruto da Bananeira; 74 - Pronome Pessoal; 76 - ...Carolina(- cantora). 77 - Músico e compositor italiano; 79 - Região Militar; 81 - Esposa de Abraão e mãe de Isaque;

83 - Demarcação de tempo; 84 - Trovador; 86 - Personagem do Antigo Testamento, filho de Isaque e irmão gêmeo de Jacó; 88 - 6ª Nota Musical; 90 - Capital da Itália; 91 - Sujar;

Verticais: 1 - Crítica feita de maneira irônica; 2 - Pessoa que representa em teatro, cinema, TV; 3 - Li- rio; 4 - aves trepadoras que se destacam pelo colorido muito vivo, em geral vermelho, amarelo e.azul;

6 - Fruto da Ameixeira; 7 - Carlos Costa; 8 - ...Lobo(cantor); 9 - Retirar; 10 - Tosa,escrito ao contrário;

11 - Alcoólicos Anonimos; 12 - Veiculo de lotação; 15 - Tereza Nunes; 17 - Obrigação do Tesouro Es- tadual; 18 - Cancela; 21 - Que vive no interior(fem); 24 - Camarada; 26 - Terra revolvida; 27 - Graça;

29 - Garoa(ao contrário); 32 - Aqui; 33 - Parte dura que forma o esqueleto; 38 - Alcoólicos anônimos:

40 - Comprar e criar (garrotes, de um ano; 41 - Ponham data; 42 - ...Mendes(cantor Gospel); 43 - Cidade do Rio G.do Norte; 45 - Agência de Notícias; 46 - Mamífero família dos cervídeos que vive no norte da Europa e da Ásia, na Groenlândia e no Canadá; 49 - Comediante do cinema nacional dos anos 50; 51 - Esperma; 53 - Estacional; 56 - Encher; 58 - Acalentar; 60 - Antes de Cristo; 61 - Aspirar; 63 - Acusada;

65 - Ralar mandioca; 66 - Borda do Chapéu; 67 - Caminhem; 69 - Acusada; 73 - Ópera de Verdi; 75 - Utilizar; 78 - Chega; 80 - O produto da abelha; 82 - Latido do cão; 85 - Orlando Campos; 87 - Sociedade Anônima; 89 - Apartamento.

RESPOSTAS:

HORIZONT AIS 1 - SALA;

5 - CASCA TA;

11 - ALÁ; 13

- 64 90 AR; ON; 35 - - RM; - IR 53 - SÓ; 27 - HÁ; 71 - ER; - OUS 88 - LA; - ALIO; A; 19 ATA; 44 62 - AMOR; ALDI; 79 - AEN; AÚ; ; 26 52 - G - VIV - CA; 70 - SNON; 17 - OE CUSO; 23 86 - ES - AT A: 77 OSA; - A AGREDIDOR; AR; 59 50 - ES; A; 25 16 - T 68 - ÉTER; 39 - 76 - AN - REIN84 - AEDO; ORPO; ARIT; 31 AS; TÃO; - EU; CANA; CULAR. 23 - RETIN 30 - 37 - 48 - C - ATÉ; - CRIS - SA ANEL; 57 A; 74 - AM; 55 - M 14 22 - IR; ARAZA; ANAN ARA; 83 ZA; 65 EXUMAR; ATIRA; 20 - TI; 28 - ARE; 36 47 - O 54 - US; - MAI72 - B 81 - S - ROMA; 91 - MA

VERTICAIS 1 - SÁTIRA;

2 - ATOR;

3 - LIS; 4 - ARARA

S; O; 11 24 80 AR; 42 - G; 32 A; 67 SOT; - NIN - AB - VEM; AORA ATEM; - ANULA; - OSCARIT10 - A 29 - AR; 58 AR; 78 AR; 66 41 - D A; 49 TE; 18 LOT 75 - US 9 - TIRAR; 56 - 65 - SEV Á; 89 - AP . 17 - O - HUMOR; 46 - REN 40 - ERAR; - RÉ; - TN; AINDA; - AR8I; ONAL; A; 27 - UPI; 73 - C; 8 O; 15 38 - AA; - SAZ ALA; 63 QARAD ÇU: 45 - IN S; 7=C OTEIR 69 - RÉ; 26 - 43 - A C; 61 12 - L 33 - OSSO; SEMEN; 53 6 - AMEIXA - AA; - AMIGO; - CA; IZAIAS; 51 - 60 - A - ANDEM; - MEL; 82 - AU; 85 - OC; 87 - S

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Referências

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