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Fundamentos do estudo dinâmico

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Academic year: 2022

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Fundamentos do estudo dinâmico

O estudo dinâmico é um estudo financeiro cujos indicadores de viabilidade são

decorrentes das variáveis tempo, taxas de juros e inflação e dos demais dados de

receitas e de despesas, que variam na linha do tempo.

(2)

Variáveis do estudo dinâmico

Com o estudo dinâmico, podemos analisar profundamente o empreendimento desejado e, consequentemente, avaliar itens, partindo da composição do

custo de capital, como:

taxa interna de retorno;

valor presente líquido;

maior exposição do fluxo de caixa;

payback;

saldo acumulado e

índice de lucratividade.

(3)

Fluxo de caixa no estudo dinâmico

Diferentemente do nível estático, nada acontece sem uma referência no tempo. A estratégia planejada para o empreendimento é

conduzida pelo cronograma de

eventos, representado na linha do tempo.

A linha do tempo é a materialização dos tempos e movimentos do fluxo de caixa, sobre a qual podemos

definir as entradas e saídas de caixa.

(4)

Aplicação na linha do tempo

Vejamos um cronograma de eventos básico para criação da linha do tempo:

pré-lançamento ou lançamento

sinal + escritura

mensais

construção sem juros

mensais

semestrais

anuais

chave financiamento com juros e

correção

mensais

semestrais

anuais

3 meses 6 meses financiamento durante a construção = 30 meses

financiamento após o habite-se = 100 meses início

construção

habite-se

(5)

Cenários e resultados

Por convenção e coerência de datas, o

cronômetro do tempo tem início na data base do estudo. Por conveniência, associa-se essa data ao evento CT (compra do terreno).

.

O prazo da obra – com variações médias entre 18 e 30 meses – é um gerador determinante da

estratégia na linha do tempo e nos resultados.

Observamos variações de resultado, para melhor e para pior, quando alteramos cenários em

função do prazo da obra e da sua data de início no planejamento.

Devem ser lançadas todas as demais receitas, como vendas e aporte de caixa, assim como todas as demais despesas, como terreno, financiamento, construção, vendas e

incorporação.

(6)

Fundamentos do estudo dinâmico – moedas

Moedas constantes – valores que não consideram a variação do poder aquisitivo, expurgando-se os índices de inflação ou deflação.

Nessa condição, trabalha-se com taxa real de juros.

Moedas correntes – valores estabelecidos com base no cenário

macroeconômico, sofrendo a influência das variações dos índices de inflação.

Nessa condição, trabalha-se com taxa nominal de juros.

(1 + i) = (1 + r) (1 + j)

Fórmula de Fisher

(7)

Risco de investimento e taxa de retorno

Os empreendimentos imobiliários e de base imobiliária estão sujeitos a um conjunto

grande de perturbações provenientes do mercado e das políticas governamentais e organizacionais.

Essas perturbações podem ser classificadas como:

incertezas – não é possível mensurá-las e

riscos – é possível mensurá-los.

(8)

Fontes de capital

Inicialmente, precisamos admitir que um capital empregado no

empreendimento pode ter um custo formado por uma estrutura de capital variável – combinação de capital de terceiros e capital próprio de uma

empresa.

Esses capitais formam um mix de fontes e são ponderados na proporção da participação das fontes e dos seus respectivos custos. Nesse contexto, são conhecidos, nos mercados financeiro e de capitais, pelo método de cálculo CMPC.

(9)

Custo médio ponderado de capital/TMA

O custo de capital é sempre um parâmetro fundamental para as empresas e os

mercados financeiros e de capitais. Nos nossos estudos, consideramos a TIR ou a MTIR Excel como taxa mínima de

atratividade (TMA) para tomarmos a decisão de aceitar ou rejeitar projetos.

Por fim, após conhecido o custo de cada fonte de capital, o CMPC é obtido pela ponderação da sua participação na

estrutura de financiamento da empresa.

(10)

Cenários de viabilidade

São dois os conjuntos de cenários que impactam os estudos de viabilidade de

empreendimentos e devem ser analisados de forma distinta, na tomada de decisão de investimento:

cenários estruturais e

cenários conjunturais.

(11)

Tipos de cenários de viabilidade

Cenários estruturais – decorrentes de variáveis impostas pelo incorporador.

Esses cenários têm uma análise específica que inclui:

data do lançamento e início de obra;

prazo médio de obra;

condições de compra do ativo (terreno ou retrofit);

financiamento da produção ou comercialização e

VGV > tabelas de venda.

(12)

Tipos de cenários de viabilidade

Cenários conjunturais – decorrentes de variáveis externas que podem

produzir riscos, incertezas, queda de

confiança e perda de poder de compra dos consumidores. São cenários do

tipo conjunturais:

conjuntura econômica, política, crise interna ou externa e

custo de capital.

(13)

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Referências

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