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INTRODUÇÃO À RELATIVIDADE

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Academic year: 2022

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(1)

RELATIVIDADE

INTRODUÇÃO À

(2)

AULA 11 - 13/04/2020

Espaços curvos e o transporte paralelo

Exemplo de transporte paralelo na esfera

A derivada covariante

Leitura: Capítulo 2 até 3.4 do Carroll

(3)

EXEMPLO DA AULA PASSADA: ESFERA 2D (+ 1D=TEMPO)

AULA 11 - 13/04/2020

Nosso primeiro exemplo de “espaço-tempo curvo” é a esfera (1+2)D:

ds2 = c2dt2 + R2(dθ2 + sen2 θ 2)

= c2dt2 + R22

A equação da geodésica nessa esfera se escreve:

, com

d2xγ

2 + Γγμν dxμ

dxν

= 0

Γαμν = 12 gασ (μ gνσ + ν gσμ − ∂σ gμν)

gµ⌫ = 0

@ 1 0 0

0 R2 0

0 0 R2 sen2

1

A )

<latexit sha1_base64="hMnwz0u+xEXeZBiQE7FehEoEcgI=">AAACgHicdVFda9RAFJ2kVWv82tZHXwYXZYV2m6xbugrCgi8+1uK2hZ11mUxuskMnkzhzoywhv8P/1bf+GMFJtgUreuHCuefcj5l741JJi2F47flb2/fuP9h5GDx6/OTps97u3pktKiNgJgpVmIuYW1BSwwwlKrgoDfA8VnAeX35s9fPvYKws9Bdcl7DIeaZlKgVHRy17P7NlzfKK6aqhH2jAFKQ4CFgMmdQ1N4avm1oI0QQHEX1Nw84pY0GLTr+O7sS3HNunNTM5taCbTchwBcgDBjq5aRowI7MVvgnYt4onlJ22kZOKH7Rjlr1+OBwdh+N3Y9qCaBJOOnA0diAahp31p9uks5Nl74olhahy0CgUt3YehSUu3DSUQoGbV1koubjkGcwd1DwHu6i7BTb0lWMSmhbGuUbasX9W1Dy3dp3HLjPnuLJ/ay35L21eYTpZ1FKXFYIWm0FppSgWtL0GTaQBgWrtABdGurdSseKGC3Q3C9wSbn9K/w/ORsPo7XD0edyfTjbbIDvkBXlJBiQix2RKPpETMiOC/PL63r534Pv+wD/0o02q793UPCd3zH//G2UnudY=</latexit>

122 = sen cos

<latexit sha1_base64="Dv93xPB4ndr5WaJnzMa3GKFZHHY=">AAACGnicdZDPaxNBFMff1qo1/op69DI0CB407G4jjWAh0IMeW2jaQjaGt5OXZujM7DLzVghL/g4v/Ve8eLCIN/Hif+Nk04KKfmHgw/e9x5v3zUutPMfxz2jjxubNW7e37rTu3rv/4GH70eNjX1RO0lAWunCnOXrSytKQFWs6LR2hyTWd5Of7q/rJB3JeFfaIFyWNDZ5ZNVMSOViTdpK9RWPwfTKp03Qp9sRLUWfOCE92KbIXIuM5MYpMFv4KJ+1O3E13497rnlhB0o/7DbzqBUi6caPOYBMaHUza37NpIStDlqVG70dJXPK4RsdKalq2sspTifIcz2gU0KIhP66b05biWXCmYla48CyLxv19okbj/cLkodMgz/3ftZX5r9qo4ll/XCtbVkxWrhfNKi24EKucxFQ5kqwXAVA6Ff4q5BwdSg5ptkII15eK/8Nx2k12uulhrzN4s04DtuApbMNzSGAXBvAODmAIEj7CJ/gCl9FF9Dn6Gn1bt25EVzNP4A9FP34B5p6fng==</latexit>

(Todos os outros Γ → 0) Γ21 2 = Γ22 1 = cos θ

sen θ

(4)

EXEMPLO DA AULA PASSADA: ESFERA 2D (+ 1D=TEMPO)

AULA 11 - 13/04/2020

Vimos na aula passada que uma geodésica

(“movimento livre”) nessa esfera é um grande círculo

Mas uma questão ainda mais interessante (e geral) seria: o que acontece com um vetor qualquer que é transportado ao longo de uma curva qualquer?

Ou seja, vamos supor que temos um observador se movimentando por uma trajetória qualquer, e esse observador carrega consigo um “vetor" — digamos, um giroscópio. O que acontece com esse vetor?

xμ(λ)

(5)

TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

O movimento ao longo de uma trajetória pode ser denotado pelo vetor

tangente à curva:

,

Se essa curva for uma geodésica, a

relação entre e é dada pela Equação da Geodésica:

x

μ

(λ)

u

μ

= dx

μ

u

μ

(λ) u

μ

(λ + dλ) du

μ

+ Γ

μαβ

u

α

u

β

= 0

xμ(λ)

λ

λ + dλ uμ(λ)

uμ + dλ)

(6)

TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Mas o vetor também é transportado, e modificado, ao longo da curva:

A pergunta é: qual equação podemos usar para expressar

= ???

Podemos começar a pensar nesse problema partindo do princípio de que o produto escalar seja um… escalar! Ou seja, que isso é um invariante:

Essa “norma" deveria permanecer constante ao longo do movimento. Vamos ver onde isso nos leva.

Vμ

Vμ(λ) Vμ + dλ)

dVμ

= Vμ + dλ) Vμ(λ)

||u V|| = gμν Vμ uν

xμ(λ)

λ

λ + dλ uμ(λ)

uμ + dλ) Vμ + dλ)

Vμ(λ)

(7)

TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Se esse produto escalar se conserva ao longo da trajetória, temos que:

Abrindo essa expressão temos

Mas já vimos na aula passada que:

d

(gμν Vμ uν) = 0

0 = d gμν

Vμ uν + gμν d Vμ

uν + gμν Vμ d uν dλ

d gμν

= ∂gμν

∂xσ dxσ

= σgμν uσ

= (gανΓασμ + gμαΓασν) uσ

xμ(λ)

λ

λ + dλ uμ(λ)

uμ + dλ) Vμ + dλ)

Vμ(λ)

(8)

TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Substituindo essa última expressão na

equação de cima, e usando a equação da Geodésica para , temos:

Agora preste bem atenção: os dois termos indicados se cancelam! Para ver isso, vamos trocar e no último termo:

du

ν

/

0 = ( g

αν

Γ

ασμ

+ g

μα

Γ

ασν

) u

σ

V

μ

u

ν

+ g

μν

dV

μ

u

ν

+ g

μν

V

μ

( −Γ

ναβ

u

α

u

β

)

να βσ

V

μ

g

μν

Γ

ναβ

u

α

u

β

= V

μ

g

μα

Γ

ανβ

u

ν

u

β

= V

μ

g

μα

Γ

ανσ

u

ν

u

σ

xμ(λ)

λ

λ + dλ uμ(λ)

uμ + dλ) Vμ + dλ)

Vμ(λ)

(9)

TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Ficamos então com a expressão:

mas trocando no primeiro termo temos:

Assim, chegamos na Equação do Transporte Paralelo:

0 = gαν Γασμ uσ Vμ uν + gμν dVμ uν α μ

0 = gμν Γμσα uσ Vα uν + gμν dVμ uν

gμν uν (Γμσα uσ Vα + dVμ

dλ ) = 0

dV

μ

+ Γ

μσα

u

σ

V

α

= 0

xμ(λ)

λ

λ + dλ uμ(λ)

uμ + dλ) Vμ + dλ)

Vμ(λ)

dVμ = − ΓμσαuσVα dλ

DETALHE: A EQUAÇÃO DO TRANSPORTE PARALELO VALE PARA QUALQUER TRAJETÓRIA, NÃO APENAS

PARA GEODÉSICAS!

(10)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Um primeiro exemplo de transporte paralelo pode ser visto no caso do espaço mais

simples que temos até o momento: a esfera 2D (vamos tomar por simplicidade)

Em geral, o exemplo que se vê “por aí” é como a figura ao lado.

R → 1

Percebemos algo muito estranho: o mesmo vetor, levado direto ao

Polo Norte, resulta diferente se esse mesmo vetor for levado primeiro até o outro meridiano, e depois transportado até o Polo Norte!

Porém, apesar desse exemplo estar correto, essa ilustração não nos diz o que acontece de um modo mais geral, quando não vamos até o polo (Sul ou Norte).

(11)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Vamos agora dar um exemplo de como se faz o transporte paralelo de um modo bem mais geral

Para o problema ficar um pouco mais

simples, vamos iniciar no ponto ★, ou seja,

θ = π /2

,

φ = 0

A partir daí, vamos definir dois caminhos muito simples:

1. (A) Vamos subir pelo meridiano até ; depois, vamos (B) andar pela latitude

2. (B’) Vamos andar pelo equador até ; depois, vamos (A’) andar pelo meridiano até

θ = θf φ = 0 → φ = φf

φ = φf θ = θf

A

B A’

B’

(12)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Vamos supor um vetor inicial qualquer:

Vamos começar pela trajetória A. Podemos denotar o ponto inicial como , e o

ponto final ( ) como .

V

(i)μ

= {V

(i)θ

, V

(i)φ

}

λ = 0 θ = θ

f

λ = 1

A trajetória A pode então ser escrita como:

, com

Assim, o vetor tangente da trajetória é:

xAμ = {θ(λ) = π/2 + Δθ × λ , φ(λ) = 0} Δθ = θf π/2

uAμ = dxAμ

dλ = {Δθ , 0}

A

B A’

B’

NESTE EXERCÍCIO PODEMOS IGNORAR A DIMENSÃO TEMPORAL:

ELA NÃO FAZ NADA!

(13)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Vamos agora resolver as duas equações do transporte paralelo (usando θx1, φx2):

0 = dV1

+ Γ1αβVαuAβ = dV1

+ Γ1α 1VαuA1 0 = dV2

+ Γ2αβVαuAβ = dV2

+ Γ2α 1VαuA1

Mas para qqr , logo a primeira equação diz que:

, e portanto

A segunda equação é um pouco mais complicada, mas resulta em:

, cuja solução é

Γ1α1 = 0 α dV1

= 0 V1 = const . = V(i)θ

dV2

dλ = Δθ dV2

= cos θ

sen θ V2 Δθ V2) = V(i)φ sen−1 θ A

B A’

B’

V(i)μ = {V(i)θ , V(i)φ} uAμ = {Δθ , 0}

122 = sen cos

<latexit sha1_base64="Dv93xPB4ndr5WaJnzMa3GKFZHHY=">AAACGnicdZDPaxNBFMff1qo1/op69DI0CB407G4jjWAh0IMeW2jaQjaGt5OXZujM7DLzVghL/g4v/Ve8eLCIN/Hif+Nk04KKfmHgw/e9x5v3zUutPMfxz2jjxubNW7e37rTu3rv/4GH70eNjX1RO0lAWunCnOXrSytKQFWs6LR2hyTWd5Of7q/rJB3JeFfaIFyWNDZ5ZNVMSOViTdpK9RWPwfTKp03Qp9sRLUWfOCE92KbIXIuM5MYpMFv4KJ+1O3E13497rnlhB0o/7DbzqBUi6caPOYBMaHUza37NpIStDlqVG70dJXPK4RsdKalq2sspTifIcz2gU0KIhP66b05biWXCmYla48CyLxv19okbj/cLkodMgz/3ftZX5r9qo4ll/XCtbVkxWrhfNKi24EKucxFQ5kqwXAVA6Ff4q5BwdSg5ptkII15eK/8Nx2k12uulhrzN4s04DtuApbMNzSGAXBvAODmAIEj7CJ/gCl9FF9Dn6Gn1bt25EVzNP4A9FP34B5p6fng==</latexit>

Γ21 2 = Γ22 1 = cos θ sen θ

(14)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Portanto, obtivemos que, ao transportar o vetor ao longo da trajetória A, resulta em:

V

μ

Vμ(inicial) = {V(i)θ , V(i)φ } → {V(i)θ , V(i)φ sen−1 θf}

A

B A’

B’

V(i)μ = {V(i)θ , V(i)φ}

V(i)μ = {V(i)θ , V(i)φ sen−1 θf}

A

(15)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Agora vamos partir do ponto final da trajetória A e iniciar na trajetória B.

Podemos novamente denotar o ponto

inicial como , e o ponto final ( )

como .

λ = 0 φ = φ

f

λ = 1

A trajetória B pode ser descrita como:

Assim, o vetor tangente da trajetória é:

xBμ = {θ(λ) = θf , φ(λ) = φf × λ}

uBμ = dxBμ

dλ = {0 , φf}

A

B A’

B’

(16)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Vamos novamente resolver as equações do transporte paralelo:

0 = dV

1

+ Γ

1αβ

V

α

u

Bβ

= dV

1

+ Γ

1α 2

V

α

u

B2

0 = dV

2

+ Γ

2αβ

V

α

u

Bβ

= dV

2

+ Γ

2α 2

V

α

u

B2

Após um pouquinho de álgebra, e tomando , as duas equações se reduzem a:

d

dλ φf d

dV1

dλ sen θf cos θf V2 = 0 dV2

dλ + cos θf

sen θf V1 = 0

A

B A’

B’

V(i)μ = {V(i)θ , V(i)φ} uBμ = {0 , φf}

122 = sen cos

<latexit sha1_base64="Dv93xPB4ndr5WaJnzMa3GKFZHHY=">AAACGnicdZDPaxNBFMff1qo1/op69DI0CB407G4jjWAh0IMeW2jaQjaGt5OXZujM7DLzVghL/g4v/Ve8eLCIN/Hif+Nk04KKfmHgw/e9x5v3zUutPMfxz2jjxubNW7e37rTu3rv/4GH70eNjX1RO0lAWunCnOXrSytKQFWs6LR2hyTWd5Of7q/rJB3JeFfaIFyWNDZ5ZNVMSOViTdpK9RWPwfTKp03Qp9sRLUWfOCE92KbIXIuM5MYpMFv4KJ+1O3E13497rnlhB0o/7DbzqBUi6caPOYBMaHUza37NpIStDlqVG70dJXPK4RsdKalq2sspTifIcz2gU0KIhP66b05biWXCmYla48CyLxv19okbj/cLkodMgz/3ftZX5r9qo4ll/XCtbVkxWrhfNKi24EKucxFQ5kqwXAVA6Ff4q5BwdSg5ptkII15eK/8Nx2k12uulhrzN4s04DtuApbMNzSGAXBvAODmAIEj7CJ/gCl9FF9Dn6Gn1bt25EVzNP4A9FP34B5p6fng==</latexit>

Γ21 2 = Γ22 1 = cos θ sen θ

LEMBRE-SE: NA TRAJETÓRIA B, O ÂNGULO PERMANECE CONSTANTE EM θ

θ = θf

(17)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Vou deixar a resolução desse sistema (simples!!) por conta de vocês. A resposta é:

VB1 = V(i)θ × cos(φ cos θf) + V(i)φ × sen (φ cos θf)

VB2 = 1sen θf [V(i)φ × cos(φ cos θf) V(i)θ × sen (φ cos θf)]

A

B A’

B’

Ou seja, no ponto final do percurso B o vetor assume a expressão:

V1 V(i)θ × cos(φf cos θf) + V(i)φ × sen (φf cos θf) V2 1

sen θf [V(i)φ × cos(φf cos θf) V(i)θ × sen (φf cos θf)]

(18)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

Agora vamos tomar o outro caminho: partindo do ponto de início, primeiro vamos por B’,

pelo Equador.

Se você escrever as equações do transporte paralelo, vai ver que elas são triviais, e que:

!!!

Vμ = {V(i)θ , V(i)φ} {V(i)θ , V(i)φ }

A

B A’

B’

Se agora você subir pela trajetória A’, resolvendo as

equações do transporte paralelo naquele caso você vai encontrar que, após ser levado pelo segundo percurso:

Vμ → {V(i)θ , V(i)φ × sen−1 θf}

(19)

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

É evidente (veja slides anteriores) que o mesmo vetor, quando transportado pelos dois caminhos diferentes, acaba sendo

transformado para algo diferente, dependendo do trajeto.

Você também poderia imaginar que, ao transportar o vetor por um circuito

fechado, ao retornar para o ponto inicial esse mesmo vetor terá se transformado.

A

B A’

B’

(20)

ÁREA!!!

Se você tiver paciência e fizer uma expansão em série de Taylor, tomando e , vai ver que:

Se você tiver ainda mais paciência de fazer esse cálculo para qualquer quadrilátero na esfera,

partindo de qualquer ponto (o que fizemos aqui foi para ), você vai encontrar que:

Note também que o circuito completo, começando por (2) e tomando o caminho inverso de (1),

corresponde a esse acima

Δθ 0 φf = Δφ 0

ΔVμ = V(2)μ V(1)μ {V(i)φ , V(i)θ } × Δθ Δφ

θ0 θ0 = π/2

ΔVμ {V(i)φ , V(i)θ } × sen θ0 Δθ Δφ

ΔVμ

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

(1) (2)

- (1)

(2)

Δθ Δφ

(21)

Se retornarmos as dimensões espaciais usando o raio da esfera ( ), o que

encontramos é que

Num espaço plano (Euclideano), esse

“algo" é zero.

Num espaço curvo, esse “algo” é a

curvatura, a marca registrada de que esse espaço não é Euclideano.

R ΔV ∼ (algo) × (V ) × Δ A

EXEMPLO DE TRANSPORTE PARALELO

AULA 11 - 13/04/2020

ΔA

(22)

Vamos agora nos lembrar da relação que obtivemos entre a métrica no referencial localmente inercial ( , no qual a métrica é a de

Minkowski) e a métrica num referencial qualquer ( ):

, ou seja ,

De fato, em qualquer outro referencial temos:

Isso significa que a métrica em dois referenciais diferentes ( e ) está relacionada por:

y x

gμν = ηαβ ∂yα

∂xμ ∂yβ

∂xν ds2 = gμν dxμ dxν = ηαβ dyα dyβ x′

ds2 = g′μν dx′μ dx′ν

x x′

g′μν = gαβ ∂xα

∂x′μ ∂xβ

∂x′ν

MÉTRICA, VETORES E DERIVADA COVARIANTE

AULA 11 - 13/04/2020

(23)

A relação entre dois referenciais quaisquer está embutida nas expressões acima:

, e

Agora uma pergunta válida seria: suponha que calculamos o gradiente de um escalar qualquer , primeiro no referencial :

Como esse gradiente se transforma? Pela relação acima, e usando que é um escalar, temos que:

,

dx′μ = ∂x′μ

∂xα dxα

∂x′μ = ∂xα

∂x′μ

∂xα

ϕ x

Aμ = ∂ ϕ

∂xμ

ϕ′ = ϕ A′μ = ∂ ϕ

∂x′μ = ∂ xα

∂x′μϕ

∂xαA′μ = ∂ xα

∂x′μ Aα

AULA 11 - 13/04/2020

MÉTRICA, VETORES E DERIVADA COVARIANTE

(24)

O que acabamos de encontrar é algo muito importante: há apenas dois tipos de vetores fundamentais,

Tipo 1: , e Tipo 2:

Um vetor é dito covariante se ele se transforma como : (O que chamávamos de “vetores duais”)

Um vetor é dito contra-variante se ele se transforma como : (O que chamávamos de “vetores normais”)

dx′

μ

= ∂x′

μ

∂x

α

dx

α

∂x′

μ

= ∂x

α

∂x′

μ

∂x

α

∂ / ∂x

μ

A

μ

A′

μ

= ∂ x

α

∂x′

μ

A

α

dx

μ

V

μ

V′

μ

= ∂ x′

μ

∂x

α

V

α

AULA 11 - 13/04/2020

MÉTRICA, VETORES E DERIVADA COVARIANTE

(25)

Os objetos acima vivem em dois espaços vetoriais distintos, que são duais entre si: o espaço tangente, e o espaço

cotangente.

AULA 11 - 13/04/2020

MÉTRICA, VETORES E DERIVADA COVARIANTE

dxμ dλ

(26)

Os objetos acima vivem em dois espaços vetoriais distintos, que são duais entre si: o espaço tangente, e o espaço

cotangente.

AULA 11 - 13/04/2020

MÉTRICA, VETORES E DERIVADA COVARIANTE

ϕ

μ ϕ

No espaço Euclideano (plano), esses dois espaços são idênticos.

Essa distinção, portanto, só faz diferença num espaço curvo!

(27)

Agora vamos um pouco além: o que ocorre quando tomamos derivadas de um vetor, em vez de um escalar?

Será que o objeto também se transforma da maneira

"certa" — ou seja, como, por exemplo, ?

Sabemos como cada parte se transforma, portanto podemos escrever:

O primeiro termo é o que esperamos, mas o segundo não! E agora?…

Qμν = Aμ

xν

Sμν = AμBν

Q′μν = A′μ

x′ν = xα

x′ν

A′μ

xα = xα

x′ν

xα (

xβ

x′μ Aβ )

= xα

x′ν xβ

x′μ

∂Aβ

xα + 2 xβ

x′μ x′ν Aβ

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

(28)

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

OK… AFINAL, NÃO É UM TENSOR!

Γ

ERA ALGO ASSIM QUE

TINHA “SOBRADO" NA EXPRESSÃO PARA Qμν = ν Aμ !

Para avançar, vamos lembrar que quando encontramos algo assim (segunda derivada de uma coordenada com relação a outra) foi

justamente quando introduzimos a noção das conexões. Em termos das coordenadas no referencial localmente inercial ( ), temos:

Mas agora cabe a pergunta: e num referencial ? Como se transforma?

Abrindo essa expressão e simplificando-a (exercício!), chegamos em:

y Γαμν = ∂xα

∂yβ 2yβ

∂xμ∂xν

x′ Γ

Γ′αμν = ∂x′α

∂yβ 2yβ

∂x′μ∂x′ν

Γ′αμν = ∂x′α

∂xβ ∂xσ

∂x′μ ∂xλ

∂x′ν Γβσλ + ∂x′α

∂xβ 2xβ

∂x′μ ∂x′ν

(29)

Então agora podemos usar essa expressão para “compensar" o termo que sobrou de . Note que:

Portanto, podemos escrever:

Agora, lembre que:

Qμν = ν Aμ

Γ′αμνA′α = (

∂x′α

∂xβ ∂xσ

∂x′μ ∂xλ

∂x′ν Γβσλ + ∂x′α

∂xβ 2xβ

∂x′μ ∂x′ν ) × ( ∂xγ

∂x′α Aγ)

Γ′αμνA′α = ∂xσ

∂x′μ ∂xλ

∂x′ν ΓβσλAβ + 2xβ

∂x′μ ∂x′ν Aβ

A′μ

x′ν = xα

x′ν xβ

x′μ

∂Aβ

xα + 2 xβ

x′μ x′ν Aβ

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

δβγ

δβγ

Podemos fazer esses dois termos cancelarem!

(30)

Explicitamente, temos:

Redefinindo os índices acima, temos:

Portanto, o objeto:

se transforma como

A′μ

x′ν − Γ′αμνA′α = xα

x′ν xβ

x′μ

∂Aβ

xα − ∂xσ

∂x′μ ∂xλ

∂x′ν ΓβσλAβ

(

Aμ

xν − ΓσμνAσ )

/

= xα

x′ν xβ

x′μ

∂Aβ

xα − ∂xα

∂x′ν ∂xβ

∂x′μ ΓλαβAλ

(

Aμ

xν − ΓσμνAσ )

/

= xα

x′ν xβ

x′μ (

∂Aβ

xα − ΓλαβAλ )

Dν Aμ Aμ

xν − ΓσμνAσ (DνAμ) = xα

x′ν xβ

x′μ (DαAβ)

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

(31)

Assim, encontramos o operador da derivada covariante, que faz com que um objeto tal como:

seja um tensor (no caso, um tensor covariante de rank 2).

Um cálculo totalmente análogo leva à definição da derivada covariante de um vetor contra-variante:

Exercício: demonstre que

Dν Aμ ≡ ∂ Aμ

xν − Γσμν Aσ

Dν Vμ ≡ ∂ Vμ

xν + Γμνσ Vσ

(Dν Vμ) = ∂ xα

x′ν

x′β

xμ (Dα Vβ)

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

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Obs 1: Derivada covariante de um escalar:

(ou seja: nesse caso temos a derivada normal)

Obs 2: Derivada covariante de um tensor duplamente covariante:

Obs 3: Derivada de um tensor duplamente contravariante:

Exercício: demonstre que esses objetos são de fato tensores

D

μ

ϕ = ∂

μ

ϕ

D

α

Q

μν

≡ ∂

α

Q

μν

− Γ

σαμ

Q

σν

− Γ

σαν

Q

μσ

D

α

Y

μν

≡ ∂

α

Y

μν

+ Γ

μασ

Y

σν

+ Γ

νασ

Y

μσ

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

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Corolário: derivada covariante da métrica

Mas veja as suas notas da Aula 10, pg. 15:

Portanto, obtemos que , identicamente! Mas por que isso acontece???

Ora, isso tem que ser verdade: se um tensor é zero num referencial, ele tem que ser zero em todos os referenciais. E claramente temos um referencial “especial", onde não só a métrica é constante, mas as conexões se anulam — certo?…

Esse é justamente o referencial localmente inercial !!!

Nele, e . Portanto, nesse referencial temos que . Logo, em qualquer referencial temos que !

Dα gμν = α gμν − Γσαμ gσν − Γσαν gμσ

α gμν = Γσαμ gσν + Γσαν gμσ

Dα gμν = 0

gμν ημν Γ → 0 (Dα gμν)RLI 0

Dα gμν = 0

AULA 11 - 13/04/2020

A DERIVADA COVARIANTE

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Vamos agora voltar à expressão para a derivada covariante de um vetor “normal":

Considere essa derivada projetada ao longo de uma trajetória :

Se quisermos exigirmos que o vetor não seja alterado ao longo da curva , o que queremos é que:

(Eq. do Transporte Paralelo!!)

Dν Vμ = Vμ

xν + Γμνσ Vσ

x d xν

λ Dν Vμ = Vμ

xν d xν

λ + Γμνσ d xν

λ Vσ

x D Vμ

dλ = d xν

DνVμ = 0

d Vμ

d λ + Γμνσ uν Vσ = 0

AULA 11 - 13/04/2020

O TRANSPORTE PARALELO REVISITADO

xν(λ)

λ uν

Vμ

(35)

Ou seja, o transporte paralelo e a derivada

covariante são no fundo a mesma coisa: ambos garantem que as normas de vetores,

transportadas de um lugar para outro em cima de uma variedade (espaço curvo), devem ser preservadas:

Em outras palavras, o transporte paralelo e a derivada covariante permitem conectar a

geometria de um ponto para outro em um

espaço curvo, transportando produtos escalares, ortogonalidades, etc.

D

d λ (gμνuμVν) = D

d λ ||uV || = 0

AULA 11 - 13/04/2020

O TRANSPORTE PARALELO REVISITADO

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Nova lista de exercícios em breve (hoje ou amanhã)

Leitura: S. Carroll, Capítulo 3 (tudo que você conseguir!)

AULA 11 - 13/04/2020

PARA A AULA QUE VEM (15/4)

Referências

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