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PRAÇA DA REPÚBLICA EM SACA- VÉM

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Academic year: 2022

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CONCURSO

PRAÇA DA REPÚBLICA

EM SACA-

VÉM

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Sinopse

A Praça da República, em Sacavém, apresenta uma estrutura urbana progressivamente degradada, resul- tante do seu natural envelhecimento, mas também de um conjunto de transformações que foram sendo vinculadas no território ao longo dos tempos, que tornam esta área desconexa e confusa na leitura e utilização do espaço.

O cruzamento de duas estradas nacionais com elevada carga rodoviária, aliada à concentração de um grande número de circulações e de paragens transportes públi- cos, ampliam a intensidade de usos num espaço pouco estruturado e de área relativamente reduzida para uma pressão tão elevada. O progressivo crescimento destes trá- fegos retirou a este espaço o seu caráter urbano, transfor- mando-o tendencialmente num espaço de uso rodoviário pouco qualificado para o uso pedonal de quem lá circula.

Decorrente desta situação pretende o município promover a requalificação e valorização desta área através de um projeto que revitalize a sua centralidade, estruturando as circulações viárias integrando vivências urbanas e potenciando a sua componente paisagística/

ambiental enquanto espaço verde de estar e lazer, usu- fruindo das vistas privilegiadas que esta área tem sobre o Rio e para o conjunto formado pela Igreja e o Convento.

O projeto deverá requalificar esta área apresentando soluções para as muitas questões de particular exigência no local, integrando as valências de conservação da biodi-

versidade e de regulação ambiental, de estar lazer e cultura, bem como de circulação (viária, pedonal e ciclável) através da criação de um espaço multifuncional e contemporâneo.

JúriArq.º João Félix, indicado pela C. M. de Loures, que preside

Arq.º Jorge Simões, indicado pela C. M. de Loures Engª Amélia Silva, indicada pela C. M. de Loures Arq.ª Raquel Oliveira, indicada pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Sul

Arq.º Paisagista David Flores, indicado pela Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas

Prémios

1º Prémio: € 12 500,00 2º Prémio: € 10 000,00 3º Prémio: € 7 500,00 Data de publicação Maio 2020

Valor base

€ 162.100,00 + IVA

Estimativa de custo de obra

€ 3.630.000,00 + IVA

CONCURSO

PROMOTOR

> CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES ASSESSORIA TÉCNICA

> OA - SECÇÃO REGIONAL SUL.

PRAÇA DA REPÚBLICA

EM SACAVÉM

(4)

Número de concorrentes

13 1º classificado

Concorrente: José Adrião Arquitecto Sociedade Unipessoal Lda

Coordenação: José Adrião 2º classificado

Conc.: Sara Maduro Unipessoal Lda + Rafaelle Sarubbo Coord.: Sara Maduro

3º classificado

Concorrente: CDA - Consultório de Arquitetura, Lda Coord.: Joana Pinheiro

4º classificado (Menção honrosa) Conc.: Ana Filipa Pedro Branco Coord.: Ana Filipa Pedro Branco 5º classificado

Conc.: Espaço e Desenvolvimento – Estudos e Projetos LdaCoord.: António Pedro Figueiredo

6º classificado

Conc.: NBJ Landscape + Plano Humano Arquitectos Coord.: Nuno Baptista Jacinto

7º classificado

Conc.: Eliseu Pinto de Almeida Coord.: Eliseu Pinto de Almeida 8º classificado

Conc.: Contemporânea Lda + Atelier Peninsular (AEHRS Lda)

Coord.: Egas José Vieira 9º classificado

Conc.: The Use Concept, Lda

Coord.: Maria João Ramos Domingues 10º classificado

Conc.: Fernando Gil Freire dos Santos Soares Coord.: António José da Silva Moreira 11º classificado

Conc.: INOUTSIDE arquitetura Coord.: Rui Sá Correia

12º classificado

Conc.: Rodrigo Gorjão Henriques, Carlos Brazão, Vasco Nunes

Coord.: Frederico V. Soares 13º classificado

Conc.: P4P Planning for People Unipessoal Lda Coord.: Ana Queiroz do Vale

(5)

A proposta para a requalificação da Praça da Repúbli- ca de Sacavém incide na sistematização das diversas formas de mobilidade, redefinindo e qualificando o espaço público, tirando partido da centralidade do lugar e retomando algumas das caraterísticas e qualidades do antigo Rossio de Sacavém.

As definições espaciais têm como objetivo a valori- zação de elementos notáveis do contexto urbano tais como, o conjunto monumental formado pela Igreja de Nª Sr.ª da Purificação de Sacavém e Convento de Nª Sr.ª dos Mártires e o Rio Trancão.

Os temas principais do projeto são:

> CENTRALIDADE – A localização privilegiada, na confluência e proximidade de importantes eixos ferro-rodoviários, urbanos, suburbanos e nacionais, é uma oportunidade para clarificar e dimensionar o espaço público.

> IDENTIDADE – O conjunto religioso, é um elemen- to marcante do lugar, pretendendo-se reforçar a sua presença e potenciar a sua leitura.

> DUAS PRAÇAS – Conformam-se duas praças a duas cotas distintas. A Praça Rossio que possibilita a reali- zação de atividades ao ar-livre, através da criação de áreas amplas, qualificadas e polivalentes, adaptadas ao uso contemporâneo. A praça na cota superior fun- ciona como uma Praça Miradouro e atua como uma

área de enquadramento do conjunto monumental.

> PASSEIO RIBEIRINHO – A Praça da República é um nó importante no percurso linear ribeirinho que permite a fruição contínua dos rios Tejo e Trancão através dos percursos existentes ou a implementar.

> ESTACIONAMENTO - ESPAÇO MULTIUSOS – É um espaço com caraterísticas polivalentes: área de estacionamento em dias normais com 64 lugares ou área de apoio a festas e feiras.

> ACESSIBILIDADE E CIRCULAÇÃO - Assegura-se a permeabilidade do peão, com passadeiras em todas intersecções, garantindo a acessibilidade universal. O troço da via que divide a nova Praça da República foi elevado à cota do passeio, como medida de acalmia de tráfego e para facilitar a mobilidade pedonal. Organi- za-se e dá-se legibilidade ao transporte público.

A Interseção EN10 e R. Domingos J. Morais resultou na necessidade de um sistema semafórico para garantir um desempenho satisfatório do sistema já que, os flu- xos considerados são relevantes e não são homogéneos nos 4 ramos. Considerou-se um esquema de 2 fases semafóricas, com proibição de viragens à esquerda. Na plena via da EN10 consideraram-se 2 vias por sentido, para permitir maior acumulação de tráfego e maior escoamento.

1º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> JOSÉ ADRIÃO ARQUITECTO SOCIEDADE UNIPESSOAL LDA

COORDENAÇÃO

> JOSÉ ADRIÃO

(6)

1º CLASS., P. 2/3

1º CLASS., P. 1/3

(7)

A proposta para a requalificação para a Praça da Repúbli- ca parte, portanto da premissa da necessidade de altera- ção e adequação a forma de circulação viária nesta zona.

Tendo em conta a análise do estudo de tráfego para esta área, e a necessidade de respeito pelas regras impos- tas pela entidade Infraestruturas de Portugal, optou-se pela alteração da forma de circulação actual, através de cruzamentos, para a constituição de uma rotunda.

Esta opção tem que ver sobretudo com os níveis de tráfego que as contagens apresentam, mas também com a necessidade de manter todos os movimentos possíveis actualmente, com uma solução que minimiza os pontos de conflito diminuindo significativamente a velocidade de circulação na área da Praça.

Assim partindo desta premissa base a projecto desenvolve-se com base no desenho do espaço publico respondendo a 3 objectivos principais:

> 1. Evidenciar relação com o Património construído, estrutura urbana e memória do lugar.

> 2. Favorecer a relação com o Rio

> 3. Intermodalidade como geradora de um espaço urbano atrativo e agregador.

2º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> SARA MADURO UNIPESSOAL LDA > RAFAELLE SARUBBO

COORDENAÇÃO

> SARA MADURO

(8)

2º CLASS., P. 2/3

2º CLASS., P. 1/3

(9)

A Praça da República é um hoje um espaço urbano inca- racterístico e devassado pelo tráfego automóvel. O modo como se processa o atravessamento automóvel nas várias direções, mas também o modo como se processa o estacionamento e circulação viária dentro de toda a área, é pouco disciplinado e sem uma lógica que se entenda, coexistindo no mesmo espaço a circulação de pessoas e de veículos, de forma desordenada e sem hierarquia.

Por outro lado, verifica-se a presença dominante, mas desqualificada do conjunto formado pelo edifício da Convento de Nossa Senhora dos Mártires e pela Igreja de Nossa Senhora da Purificação, cuja escala e implan- tação isolada e elevada, recordando uma acrópole, constitui o ponto focal da área em questão.

A proposta desenvolvida tem como desígnio prin- cipal repensar e redesenhar um espaço urbano que assume o espaço público como matriz da sua urbani- dade e identidade, e como principal elemento ordena- dor do urbanismo e da paisagem urbana.

Em termos de estratégia geral a solução apresentada apoia-se em duas premissas fundamentais:

> 1 - Delimitar e conter para uso do peão sobretudo os extremos norte e poente da área de intervenção, conferindo uma forma que estabilize e torne signi- ficante estes sectores da “Praça”, permitindo assim qualificar e devolver o espaço público ao peão, ao

mesmo tempo que se valoriza o convento e igreja no contexto da praça, reposicionando-os como elemen- tos primordiais.

> 2 - Resolver de forma eficaz a circulação automóvel, a localização das paragens de transportes públicos e o estacionamento na área de intervenção, articulan- do-a com os demais espaços verdes e de utilização pe- donal, por forma de garantir uma estrutura e imagem urbana articulada e que privilegie a escala humana, e o funcionamento integrado dos fluxos pedonais, cicláveis e viários.

A estrutura de espaços abertos proposta constitui-se como um sistema contínuo e hierarquizado que articula vários subsectores. De forma simplificada pode dizer-se que a franja nascente assume um carácter mais viário, enquanto a poente domina um sistema claramente dedi- cado ao uso pedonal.

Esta opção permitiu alargar a superfície de uso pedo- nal contigua à área do quartel, configurando um trapézio de forma alongada no sentido norte-sul. Esta nova plata- forma - designada como “Bosque Urbano” – desenvolve- -se ao longo do limite nascente da igreja e quartel sendo intersectada pela “Praça Alta”, que constitui a principal referência e espaço matricial do conjunto projetado.

3º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> CDA - CONSULTÓRIO DE ARQUITETURA, LDA COORDENAÇÃO

> JOANA PINHEIRO

(10)

3º CLASS., P. 2/3

3º CLASS., P. 1/3

(11)

A reorganização das vias, que passa pela optimização do interface de transportes fazendo gravtas as paragens de autocarros à volta de um novo nó descentrado para Nascente abre a porta à possibilidade de desenvolvi- mento a de um espaço urbano que seja independente dos constrangimentos associados à circulação rodoviá- ria, alimentado por dinâmicas pedonais para os quais o interface de transporte colectivo contribui. Desta percepção ganha força a ambição de estabelecer uma continuidade pedonal e ecológica entre o jardim de Sacavém e a margem do rio através de uma sucessão de espaços verdes cortados por ruas de menor peso. Esta ligação é alargada para poente numa aproximação ao convento e à Igreja feita dentro da área do Quartel, que pertencerá à Praça.

A reformulação do jardim passa por definir um espaço amplo de atravessamento e estadia e pequenas áreas ajardinadas a sul com dimensão suficiente para a modelação de terreno necessária ao encontro de cotas entre o jardim e a soleira dos e para norte, olhando a continuidade com o espaço seguinte, um relvado que continua, do outro lado da rua, para uma clareira rel- vada inserida num novo espaço verde informal, pouco pavimentado e com uma modelação de terreno suave de aproximação a uma lógica de naturalização.

Inclui-se na proposta a construção de um estacio- namento coberto que alie o estacionamento de auto-

móveis ao parqueamento de bicicletas em segurança por períodos longos. Pela sua sua implantação este edifício permitirá a ligação universalmente acessível ao convento e à igreja e constitui um espaço de estadia e contemplação do rio.

Inserida no estacionamento a cafetaria com espla- nada para o largo que se cria em frente ao jardim configura um elemento dinamizador dos fluxos e das estadias ao mesmo tempo que expande o jardim para lá dos seus limites.

Assegurada a ligação franca entre o jardim e o grande logradouro a sul, no espaço instersticial mantém-se a elevada permeabilidade do logradouro e propõe-se que este seja um espaço de estadia e recreio inserido na tipologia de pequeno bosque seco para a qual, pela sua topografia, está vocacionado. À cota baixa, nos terrenos mais húmidos e férteis, propõe-se instalação de uma horta, preservando-se assim parte da ocupação actual deste logradouro. Pelo equipamento proposto (equipa- mento infantil, petanca, mesas de pic-nic) e pela envol- vente eminentemente habitacional prevê-se que este seja um espaço de comunhão entre os diferentes faixas etárias da população da cidade.

4º CLASSIFICAD0

CONCORRENTE + COORDENAÇÃO

> ANA FILIPA PEDRO BRANCO

(12)

4º CLASS., P. 2/3

4º CLASS., P. 1/3

(13)

A proposta restabelece o equilíbrio entre uma cidade de fluxos e uma cidade de lugares onde os moradores e visitantes de Sacavém possam desfrutar de um espaço de qualidade, convidativo ao encontro do outro. Uma nova praça é o coração da proposta.

> 1. É proposta uma nova praça, com um posicio- namento e alinhamento que reforçará este espaço público como um local de encontro dos residentes de Sacavém, futuros habitantes da área do Quartel e visi- tantes. O novo desenho é guiado pela lógica do peão.

> 2. A solução apresentada proporciona uma redistri- buição mais equilibrada do espaço público existente com um aumento de 77% das áreas dedicadas a pavi- mentos pedonais e cicláveis e uma redução considerá- vel do espaço rodoviário (cerca de 75%).

> 3. Criação de uma nova ligação visual e formal com a Igreja Matriz de Sacavém e o conjunto do Convento (Antigo Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres) que será parte do fecho nordeste da Praça com o Jardim Municipal constituindo-se assim um novo eixo que estrutura o sistema do espaço público.

> 4. O piso térreo do edifício no alçado nascente a reabilitar (pertencente ao antigo quartel) terá bares, restaurantes e pequenas lojas ou quiosques. Comple- mentarmente com alguns terraços sobre a praça estas

funções constituem o foco de animação da praça como ponto de encontro de locais e visitantes.

> 5. É apresentada uma reorganização do sistema de circulação com a premissa de garantia e optimização da conectividade entre os eixos existentes, a mitiga- ção do risco rodoviário e a gestão eficiente do espaço existente. A solução consiste numa rotunda alongada que garante a totalidade dos requisitos definidos nos termos de referência.

> 6. A organização do sistema de transportes públicos deste local consiste na relocalização das paragens de autocarro em articulação com os principais fluxos pedonais de ligação à cidade e à nova praça.

> 7. A densidade arbórea do jardim municipal é manti- da e reencontrada em todo o comprimento da praça até ao rio, pertencendo ao domínio da mata ribeiri- nha pela selecção de espécies específicas aos sistemas húmidos da nossa região. Para a Praça da República, pretende-se a criação de uma alameda generosa e irregular, em que as árvores, na continuidade da estrutura arbórea do jardim actual, são plantadas de forma dispersa, à maneira de um parque, em que se vai descobrindo cada indivíduo ao longo do passeio.

5º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> ESPAÇO E DESENVOLVIMENTO – ESTUDOS E PROJETOS LDA

COORDENAÇÃO

> ANTÓNIO PEDRO FIGUEIREDO

(14)

5º CLASS., P. 2/3

5º CLASS., P. 1/3

(15)

Um local de herança histórica, que o pulsar e o fluxo dos tempos foram rasgando e separando, retoma agora a sua vitalidade e unificação.

A este lugar retalhado é devolvida a vivência e a vitalidade, regrando espaços e usos, e estimulando a convivência de circulação viária, ciclável e pedonal, que permitem a vida e o usufruto de espaços de estar, cultura e lazer, e fomentam a fixação estruturada de comércio e serviços, que efetivamente servem a comunidade e assim a urbanidade.

A aplicação de um “plano”, uma “folha de Papel” con- ceptual, que põe no mesmo nível de considerações todas as valências e necessidades de vivência da praça, e as articula, organiza e liga, dispensando o que é supérfluo, e salientando e fazendo viver o que é relevante.

Trazer o verde para a cidade, jardins, árvores, espaços relvados, ligar a praça e as pessoas à água, pela imple- mentação de jardins de água, mas também pela ligação visual e efetiva ao rio, ao qual se pode agora aceder.

Devolver o património arquitectónico à praça e às pes- soas, permitindo-lhe a devido destaque.

A demolição dos muros e edifícios da porta de armas do quartel cede espaço à grande praça pedonal agora criada, que abre um leque de possibilidades e vivências.

Alcança a norte a Igreja, através de uma escada/anfitea- tro, que ao vencer o desnível de cotas, num ziguezaguear entre escadas e rampas, estabelece um magnífico espaço

de estar, contemplar e assistir, ao mesmo tempo que desafoga a igreja, trazendo-a para a vivência urbana.

Mais a norte, a intervenção chega ao rio e cria espaços para a sua contemplação.

Para sul, a praça estende-se numa configuração for- mal que legitima a sua própria definição, com a elevação de um plano ajardinado, um anfiteatro verde, utilizá- vel pelos transeuntes, que assim testemunham uma excelente vista, abrangente e estimulante. Na sua dupla funcionalidade, esta forma construída alberga paragens de autocarros e espaços de lojas e quiosques, fazendo a clara separação entre a ambiência de praça, e o dina- mismo do transporte viário e seus utilizadores.

A grande rotula de mobilidade, a nascente da praça, faz a gestão das atribuladas entradas e saídas viárias, regrando-as e desacelerando-as. Dilui-se numa lingua- gem de jardim, onde um ligeiro elevar do terreno desliga a leitura de rotunda e traz o jardim para o espaço.

A vida e a mobilidade continuam a pulsar energi- camente, mas agora a ritmo organizado e funcional, abrandado pelo verde ajardinado e pela clareza de leitura de todo o espaço.

6º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> NBJ LANDSCAPE

> PLANO HUMANO ARQUITECTOS COORDENAÇÃO

> NUNO BAPTISTA JACINTO

(16)

6º CLASS., P. 2/2

6º CLASS., P. 1/2

(17)

UMA PRAÇA QUE APRENDEU COM A PANDEMIA Nestes dias de pandemia, em que se pensam novos paradigmas para as cidades, a criação de áreas verdes multifuncionais é um recurso indispensável para a saúde física e mental das populações. Na mesma linha de pensamento, a promoção dos transportes públicos, de meios de mobilidade suave e a redução da velocidade automóvel são pontos cada vez mais valorizados num planeta onde hoje se paga a factura da tremenda pegada ecológica do ser humano. Aspectos que, em conjugação com uma intervenção arquitectónica que faz a ligação aos elementos históricos existentes, foram valorizados nesta proposta.

Nela se tentou fazer várias pontes. A primeira liga o presente e o futuro, criando um espaço ambientalmente sustentável em todas as suas componentes: respeitando o solo evitando a sua impermeabilização; promovendo a biodiversidade e ganhando com isso conforto térmico enquanto contribui para o sequestro de carbono; redu- zindo a poluição do ar com a acalmia de tráfego e as vias para as mobilidades suaves; e finalmente promovendo o auto-consumo com as hortas comunitárias.

Outra ponte faz-se entre o presente o passado, ligando a praça aos monumentos que a circundam e valorizando o coreto, que pode ser usado para concertos ou outros eventos. A escadaria até aos edifícios históri- cos pode servir também de anfiteatro.

Tenta-se também uma ponte entre gerações, não as compartimentando em espaços estanques, mas antes incentivando a que, apesar da existência de espaços dedicados para as diversas actividades - do jardim infan- til a estruturas para desportos radicais, passando por mesas e áreas verdes –, haja interacção entre todos.

Também se faz a ponte com o rio, não só física mas também sensitiva, criando-se um lago que antecipa a existência do grande leito de água. É o mote para diferentes tipos de espécies arbóreas que criarão nichos ecológicos na praça, desenrolando-se desde a mata ribeirinha até às espécies ornamentais.

Para concretizar esta ideia, foi fundamental apostar na reorganização total das vias de tráfego automóvel, que flui em sentido único em redor da praça, tendo sido colocados elementos no pavimento que induzem a redução da velocidade e que tornam a mobilidade inclusiva, evitando-se desníveis na zona das passadeiras.

Haverá uma zona onde confluirão os autocarros.

Esta é uma proposta para que a praça seja do domínio do peão, que ali encontra zonas de lazer e de comércio.

Um local de reencontro com a natureza. De pleno usu- fruto por todos – um espaço de comunidade.

7º CLASSIFICAD0

CONCORRENTE + COORDENAÇÃO

> ELISEU PINTO DE ALMEIDA

(18)

7º CLASS., P. 2/3

7º CLASS., P. 1/3

(19)

Sacavém encontra-se num ponto charneira entre o mar interior do Trancão e o maior interior do Tejo. O vale escavado pelo primeiro na costeira de Lisboa, formando encostas de declives acentuados, concentra no atraves- samento deste rio uma centralidade a Norte de Lisboa.

Se os sedimentos aluvionares que o rio sucessivamente deposita nas suas margens tornaram o rio inavegável para lá de Sacavém, o transporte de águas canalisadas do Alviela e Valada e o crescimento urbano em contracorrente acentuou o carácter central da baixa de Sacavém à escala metropolitana. A estrada romana secundária dá lugar à Estrada Nacional 10; a poente e a nascente, a outra esca- la, duas importantes infraestruturas viárias e ferroviárias distribuem fluxos diários ao longo do país. Os lugares e cidades que crescem ao longo da costeira, a Norte e a Sul, encontram em Sacavém o ponto central de distribuição e atravessamento de uma metrópole em crescimento. Os mares interiores, a nascente e poente reconhecem uma continuidade na formação da paisagem, onde eventos geo- lógicos determinam ainda hoje a organização e a perceção da paisagem. Se a concentração deste movimento diário de transportes num só ponto reconhece a escala e importân- cia destes lugares suburbanos e em especial de Sacavém, o desenvolvimento de um parque agrícola e fluvial abrin- do-se na extensa várzea interior revela a escala e interde- pendência de um vasto território a norte de Lisboa, tendo como ponto de partida e chegada o Rossio de Sacavém.

Propomos resolver os conflitos urbanos e equívocos funcionais através da modelação da topografia, acredi- tanto que intervindo aqui é possível descodificar o fun- cionamento da paisagem. Este lugar, pela sua espessura, tanto em termos mnemónicos como espaciais, tem primazia sobre qualquer programa previamente deli- neado, sendo possível desenvolver uma proposta que intervém por subtração mais do que a adição de qual- quer elemento ou nova função. Compreendemos que as mesmas condições que estão na génese de Sacavém, são as mesmas que hoje geram os seus equivícos. Ponto de charneira na ligação a norte, assistiu no último século ao aterro da N10, ao medo da invasão das águas do Trancão, ao encanamento da Ribeira do Prior Velho, à passagem dos diversos aquedutos de abastecimento de água à área metropolitana de Lisboa. Propomo-nos aceitar tudo isto, desde que a resoluação funcional dos programas a que dizem respeito, contribuam também e por isso mesmo para a resolução e descoficação da paisagem.

O problema da baixa de Sacavém, doravante desig- nada como Rossio, é assim uma questão de revelação não só de dinâmicas locais como do funcionamento da paisagem a norte de Lisboa.

8º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> CONTEMPORÂNEA LDA

> ATELIER PENINSULAR (AEHRS LDA) COORDENAÇÃO

> EGAS JOSÉ VIEIRA

(20)

8º CLASS., P. 2/3

8º CLASS., P. 1/3

(21)

RESUMO

A atual Praça da República de Sacavém resulta de um somatório de intervenções que foram respondendo a di- versas solicitações, sem enquadramento em processo de planeamento e gestão urbana. Daí resultou um espaço confuso, inseguro e pouco apelativo para o desempenho das funções mais nobres de uma Praça. A proposta de requalificação recorre aos princípios da atual agenda urbana e de sustentabilidade, conferindo ao espaço uma estrutura multifuncional que permite uma maior eficiência no que concerne à gestão do intenso tráfego rodoviário, ao mesmo tempo que assegura um outro espaço mais recolhido, apelativo à socialização, ao recreio, lazer e à dinamização económica e cultural. A partir de uma linguagem contemporânea que valoriza a identidade do lugar, a Praça apresenta-se em duas cotas:

cota baixa, protegida do tráfego e da poluição sonora e uma cota alta, que assegura a relação entre o Convento e a Igreja com a frente de rio. Na articulação entre estas duas plataformas uma caleira de água atravessa a Praça rasgando o pavimento, cujos materiais e desenho refor- çam a memória coletiva associada à fábrica de cerâmica de Sacavém. Denotando uma especial preocupação com a sustentabilidade ambiental e adaptação às alterações climáticas num contexto pós-Covid, são diversas as tipologias de soluções de base natural, convertendo esta Praça num espaço verde urba-no: coberturas verdes,

muros verdes verticais, caldeiras de árvores de grande formato, prados naturais e uma bacia de drenagem.

A Praça, no seu conjunto, é assumida como uma nova centralidade que contribui sobremaneira para a melhor qualidade de vida da população residente e de outros utilizadores – um espaço para viver, visitar e interagir, que inclui soluções abertas e flexíveis capazes de se ajustarem a diversos públicos, níveis etários, programas culturais e modos de fruição ao longo do dia e do ano. A solução que assegura uma eficiente acessibilidade e mo- bilidade, a partir de uma rotunda de for-ma elíptica, foi modelada e testada por simulações correspondentes a diversas intensidades de tráfego, tendo sempre em con- sideração a segurança e o conforto dos automo-bilistas e transeuntes. Tal solução inclui estacionamento subter- râneo e ciclovia, permitin-do diversificar as formas de acesso que, juntamente com uma praça de táxis e novas paragens de autocarro, permitirá a conectividade com outros meios de transporte e equipamentos de proximi- dade como os que se localizam na foz do rio Trancão ou no Parque das Nações.

9º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> THE USE CONCEPT, LDA COORDENAÇÃO

> MARIA JOÃO RAMOS DOMINGUES

(22)

9º CLASS., P. 2/3

9º CLASS., P. 1/3

(23)

O projeto apresentado tem como principal objetivo devolver a Praça da República à comunidade, enquanto palco das suas diversas manifestações e necessidades readquirindo a sua função de ponto de encontro, lazer e de estar na cidade.

REDES VIÁRIAS

O projeto proposto consiste numa rotunda com 2 vias no anel central, cada uma com 5 metros de largura e 5 ra- mos de entrada bidirecionais. A praça a meio da rotunda tem dimensões de 20 metros por 68,60 metros.

A utilização da rotunda permite assegurar elevados níveis de fluidez de trânsito em resultado quer do número reduzido dos pontos de conflito quer das velocidades moderadas que lhe estão associadas, funcionando mesmo como uma excelente medida de acalmia de tráfego.

A PRAÇA

A praça desenvolve-se sob a forma de uma plataforma de nível à cota 10.00 sobrelevada, que se relaciona com o convento e a igreja. A sua ligação aos diferentes espaços que a circundam, são feitas maioritariamente através de uma enorme escadaria multifuncional, que lhe confere uma imagem única e escultórica.

Esta grande escadaria, proporciona à comunidade diferentes ocupações, como espaços de estar, de con- templação, de anfiteatro para espetáculos e de encontro.

A criação de um miradouro em frente à igreja à cota mais alta é o momento de excelência da perspetiva sobre o rio. A imagem deste miradouro segue a mesma lingua- gem das escadarias, mas de uma forma invertida, com a sua projeção para a paisagem o miradouro acentua a marcação da igreja e do convento na cidade.

Pretende-se que esta praça escultórica, funcione como elemento de união não só entre dois importantes edifícios com a cidade, como também de ligação e apoio aos espaços circundantes, tornando o conjunto jardim / praça / convento / igreja um ícone da cidade.

ÁREAS VERDES

As áreas verdes surgem na solução de uma forma coesa, proporcionando momentos de amenidade em áreas pavimentadas. A elas podem associar-se estadia, atividades de lazer informal, jogos de diversão, parques infantis, equipamentos para ginástica.

Os pavimentos propostos, onde se incluem os degraus e socalcos, elementos marcantes da solução, o princípio foi o da compatibilização da utilização do tra- dicional calcário dos passeios com o betão poroso nos novos espaços. Este material conjugado com o lioz nas juntas e em todos os degraus, oferece um acabamento que proporciona conforto na utilização dos espaços pavimentados. O facto de ser permeável, garante um bom escoamento e infiltração das águas pluviais.

10º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> FERNANDO GIL FREIRE DOS SANTOS SOARES COORDENAÇÃO

> ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA MOREIRA

(24)

10º CLASS., P. 2/3

10º CLASS., P. 1/3

(25)

Esta é uma solução espacial que oferece momentos de interrupção, de disrupção, de pausa no quotidiano.

Momentos em que nos permitimos a uma relação com o lugar: com o rio, com a clareira, com o céu, o sacro e o profano e onde a azáfama da deslocação é encerrada pelos elementos naturais que são a terra e o material vegetal.

A temporalidade que encerra os nossos quotidianos é, tantas vezes, apreendida de uma forma linear, uma sucessão de acontecimentos irrepetíveis que se enca- deiam, ou não, com um só propósito: alcançar um fim, um objetivo. Será esta, talvez, a relação mais próxima que temos com o conceito de temporalidade.

Como tal a relação que o Homem tem estabelecido com a temporalidade reveste-se, sempre, de um cará- ter de urgência. Porém, como escreveu Eugénio de Andrade, “é urgente o amor, é urgente permanecer”.

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras, ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria, multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

São urgências de contemplação, urgências que se assumem através de uma forma de temporalidade cíclica que se apreende panteisticamente, num ato que se permite a desfrutar a passagem das estações, o ciclo dos elementos vegetais que cumprem o seu desígnio com astúcia e vigor, entre outros.

É também urgente transformar o espaço público, transmutando-o de forma a que os seus habitantes pos- sam usá-lo com desfrute. É urgente reconfigurar o que existe reinventando alegrias, multiplicando os beijos e as searas, descobrindo as rosas e os rios e as manhãs claras.

É urgente que os espaços sejam recriados em locais de pausa da azáfama do quotidiano, nos pontos de fuga que nos permitam estabelecer relações com a paisagem e com nós próprios. É urgente que nos possamos deixar abraçar pela envolvente, numa dimensão temporal que se suspende e nos permite, única e somente, desfrutar.

O conceito apresentado formaliza-se através de um espaço que é uma unidade, composto por várias subu- nidades que se articulam e complementam não só pelas características espaciais que encerram, mas sobretudo pelos usos. Na zona da Praça da República estas subu- nidades são maioritariamente delimitadas pelas vias de circulação que não deixam de ser elementos “segregado- res” destes espaços.

11º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> INOUTSIDE ARQUITETURA COORDENAÇÃO

> RUI SÁ CORREIA

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11º CLASS., P. 1/3

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12º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> RODRIGO GORJÃO HENRIQUES > CARLOS BRAZÃO

> VASCO NUNES COORDENAÇÃO

> FREDERICO V. SOARES

Interiorizam-se os incómodos de um espaço submisso ao crescimento em altura dos edifícios bem como às infraestruturas de abastecimento da metrópole lisboeta;

o que foi anteriormente um rio, uma ponte e um rossio, agora é espaço remanescente. O encontro da popu- lação é minimizado, os espaços são apenas instantes entre carreiras de autocarros, e os seus equipamentos tornaram-se obsoletos. O jardim a sul torna-se numa miragem de sombra: entre desfasamentos topográficos, encanamentos, soleiras elevadas; o que antes tinham sido posicionamentos hierárquicos numa rede de aces- sos: convento, igreja e forte nos topos, ponte e rossio na cota de vale, o Caminho do Povo seguir a linha de água;

agora são espaços definidos salomonicamente, confina- dos apenas às suas capacidades individuais.

Não se pode negar a importância das vias automó- veis, das carreiras de autocarro da zona metropolitana de Lisboa, do acesso rápido ao comboio ou mesmo das ciclovias, resolve-se então num grande anel de conver- gência. Concentra-se então o problema, num esforço de circunscrever as várias velocidades, libertando o resto do espaço para novas realidades – novas ligações.

Uma vez que as infraestruturas rodoviárias estão resolvidas, hierarquizaram-se os espaços. Propõem- -se como gesto motriz a construção de um parterre de saibro enquadrado com o convento e a igreja nos pontos altos, deixando por baixo uma gare de estacionamento

aberta, capacitada de sombra e resguardo nas suas soleiras, ladeando um vazio com um auditório infor- mal em pedra. Estes espaços estarão no seguimento do Caminho do Povo, onde se pretende devolver o local original da Feira de Sacavém. Seguindo a sul será refeito o jardim – aproveitando o máximo de árvores possíveis – com uma modelação do terreno em taça para ajudar o combate das cheias, suavizando a ligação para o anfi- teatro natural. Este une a travessa em escadas e o acesso rampeado, numa só escadaria geradora dos taludes nas inclinações dos lanços. Este espaço permitirá várias utilizações para todas as idades.

Culmina com o rio Trancão, este transporta a vege- tação para a Praça, o jardim e o anfiteatro bem como os diversos edifícios, permitindo não só uma coerência visual no território com capacidade de alastrar para outros espaços – forte de Sacavém, corredor verde do adutor – sugerindo novas possibilidades de usufruto do território, para além dos limites actuais.

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13º CLASSIFICAD0 CONCORRENTE

> P4P PLANNING FOR PEOPLE UNIPESSOAL LDA COORDENAÇÃO

> ANA QUEIROZ DO VALE

A proposta apresentada considera como elementos de- terminantes para a requalificação da Praça da República:

> Elementos de referência, em especial a Igreja Matriz, convento e estruturas do Quartel Militar de Sacavém;

> Elementos barreira, que delimitam física e visualmen- te a praça;

> Exigências de circulação viária.

A proposta tem como base um ENVOLVIMENTO por forma a estabelecer uma PROTEÇÃO face aos FORTES IMPACTOS de circulação viária.

Considerando a altimetria dos diferentes elementos de referência propõe-se a constituição de uma praça a dois níveis:

> Um à cota 6,00m que assegura a relação com a ver- tente de interface;

> Outro à cota 9,70m que assegura a relação com a Igreja Matriz, trazendo-a para a vivência urbana.

No que se refere à Fase 2, propõem-se funções com- plementares urbanas: satisfação das necessidades de estacionamento, e atividades destinadas à comunidade local (hortas comunitárias).

Para melhoria de desempenho ambiental, propõe-:

> Arborização das áreas centrais como instrumento de diminuição dos efeitos de ilhas de calor;

> Utilização de pavimentos 100% drenantes;

> Separação formal entre áreas de função rodoviária e pedonal, através de zonas verdes de proteção;

> Criação de uma área de captura de carbono de hortas e pomares comunitários.

Para a solução viária, a proposta pretende assegurar o funcionamento da rede, ainda que possa vir a ser necessá- ria a semaforização dos cruzamentos, mas NÃO pretende responder às necessidades rodoviárias numa predomi- nância que conduzisse, novamente, à captura do espaço.

Considera-se que os níveis de serviço desta área apenas poderão ser melhorados com políticas mais abrangen- tes, que não se coadunam com uma intervenção pontual nesta centralidade, pelo que a solução proposta afirma:

> Privilegiar a utilização da área de intervenção pelo peão;

> Assegurar a circulação dos transportes públicos, nos fluxos identificados;

> Anular circuitos redundantes ou repetidos de circula- ção automóvel;

> Introduzir elementos redutores de velocidade, por forma a privilegiar a apropriação do espaço pelo peão;

> Assegurar a relação e acessibilidade entre os diferen- tes níveis da praça propostos.

Com a proposta apresentada considera-se que se satisfazem os objetivos gerais e específicos constan- tes dos documentos de concurso, em especial no que o Município de Loures afirma como propósito desta intervenção: devolver o espaço ao peão, revitalizando a centralidade.

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Assessoria técnica: Promotor:

Referências

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