• Nenhum resultado encontrado

        | 64 |  Comércio como espaço público 2

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "        | 64 |  Comércio como espaço público 2 "

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

        | 64 |  Comércio como espaço público 2

Palais Royal, 1815, Paris

Fonte: Benjamin, 2007, p. 879

(2)

        | 65 |  Comércio como espaço público 2

Passage Pommeraye, Nantes, França, 1840-43

Fonte: Hertzberger, 1999, p. 85

Seguindo os mesmos princípios que caracterizaram as passagens de Paris,

há muitos exemplos ao redor do mundo, com formas e dimensões diversas, como a

Galerie St. Hubert, em Bruxelas, inaugurada em 1847, ou mesmo a Galerie Boitier,

construída no ano seguinte. A implementação das galerias foi resultado de uma

parceria entre as autoridades estatais - que permitiram até mesmo desapropriações

para a construção deste tipo de edifício - e da iniciativa privada: tinham como

objetivo embelezar a cidade e funcionar como símbolo de sucesso nacional. Outro

exemplo marcante foi a monumental Galleria Vittorio Emanuele, construída em Milão

em 1865. Identificada como o coração da cidade é, ainda hoje, um local de encontro

da população. Não foi, no entanto, a primeira galeria construída na cidade. Milão

iniciou sua construção de passagens comerciais em 1831, com a Galerie de

(3)

        | 66 |  Comércio como espaço público 2

Cristoforis, agrupando sessenta lojas no térreo de um edifício constituído de apartamentos residenciais, um teatro e hotel.

51

Durante todo o século XIX a passagem foi o local do comércio varejista, mudando o seu domínio na segunda metade desse mesmo século, em que passa do campo da especulação privada para o da pública. A idéia de dar à cidade um toque cosmopolita leva o Estado a participar financeiramente dos investimentos. Crescem as proporções das passagens e elas tornam-se verdadeiras ruas assumindo, no final do século XIX, a condição de símbolo do progresso da civilização, servindo aos desejos das novas nações em busca de legitimação.

52

Galleria Vittorio Emanuele, Milão Galleria dell’Industria Subalpina, Turim

Fonte: Hertzberger, 1999, p. 85

Fonte:Hertzberger, 1999, p. 77

51

Cf. V

ARGAS

, Heliana Comin. Espaço terciário. op. cit.

52

Ibidem, p.195.

(4)

        | 67 |  Comércio como espaço público 2

Kaisergalerie, Berlim

Fonte: Vargas, 2001, p. 198

(5)

        | 68 |  Comércio como espaço público 2

Evolução do formato das passagens

Fonte: Vargas, 2001, p. 182

Em São Paulo, as passagens comerciais começaram a surgir no início da

década de 1930, mais de um século depois das construídas em Paris e cinqüenta

anos após o início da fase de decadência deste tipo de espaço. Mesmo surgidas

nesta situação, na década seguinte tornaram-se um grande negócio imobiliário,

marcando a transferência do comércio e de serviços de luxo do Triângulo Histórico

(ruas Direita, São Bento e 15 de Novembro) para o Centro Novo. As passagens se

localizaram principalmente entre as praças da República e Ramos de Azevedo, mais

precisamente no quadrilátero entre a rua 7 de Abril, Praça da República, avenida

São João e a rua Xavier de Toledo, articulando ruas centrais e equipamentos de

lazer, como cinemas e teatros.

(6)

        | 69 |  Comércio como espaço público 2

Assim como as galerias de Paris, as passagens do centro de São Paulo permitiram ao mercado imobiliário aumentar seus lucros, pois intensificaram o aproveitamento do espaço interno das quadras. Apesar de sua existência ter sido inspirada nas passagens de Paris, estas passagens e as que foram construídas posteriormente em outros pontos da cidade seguem estilos e proporções diferentes, dependendo do local e da época em que foram construídas.

Para que se possa compreender como galerias comerciais – como são

chamadas em São Paulo – relacionam-se com o espaço público e o papel que

possuem hoje na cidade, interessa analisar como são ocupadas hoje e no contexto

de seu surgimento. Estes aspectos serão estudados nos capítulos a seguir.

Referências

Documentos relacionados

Sem desconsiderar as dificuldades próprias do nosso alunado – muitas vezes geradas sim por um sistema de ensino ainda deficitário – e a necessidade de trabalho com aspectos textuais

Os resultados estão em linha com a literatura internacional de Agarwal, Daniel e Naik (2009) que encontraram melhores resultados em fundos com maior nível de discrição gerencial

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, por intermédio da Divisão Multidisciplinar de Assistência ao Estudante (DIMAE/PROAES) torna público o lançamento do presente edital

A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se A espectrofotometria é uma técnica quantitativa e qualitativa, a qual se baseia no fato de que uma

O Ministério do Trabalho aprova o quadro das atividades e operações insalubres e adota normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade, os limites de tolerância

Vemos assim que quanto ao primeiro grupo de critérios, que os autores agruparam em termos de quem deve participar, a teoria democrática shapiriana e a correspondente concepção

O Diretor-Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET/RJ, no uso de suas atribuições e considerando o Regulamento dos

O desing inovador da linha e o uso de materiais modernos como o revestimento das barras em material plástico texturizado de alta resistência, desenvolvidos com exclusividade