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Programação dos Mini-Cursos MINI CURSOS

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Academic year: 2021

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XVII Simpósio Baiano de Pesquisadoras/es Sobre Mulheres e Relações de Gênero

Estudos Feministas e de Gênero e as Matrizes de Desigualdades: sexismo, racismo e lesbo-homofobia

Programação dos Mini-Cursos

Segunda-feira, 14 de maio de 2012 8h-12h e 14h-18h

NEIM e Pavilhão de Aulas Raul Seixas – FFCH/UFBA

Orientações:

Os minicursos são gratuitos para todas/os as/os inscritas/os no Simpósio com ou sem apresentação de trabalhos. Todos têm duração de 8h e serão oferecidos no primeiro dia do evento. Cada inscrita/o poderá participar de apenas um minicurso, visto que acontecerão simultaneamente. As turmas acontecerão com um mínimo de cinco, máximo de trinta participantes em cada sala.

MINI–CURSOS

MINI-CURSO I - Introdução à história dos “feminismos” no mundo e no Brasil Ministrantes

Daniela Nunes do Nascimento

Mestranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM)/UFBA

Sabrina Guerra Guimarães

Mestranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM)/UFBA

Este mini-curso tem como objetivo discutir a história do pensamento e do movimento feminista

na Europa e nos Estados Unidos no século XIX, e no Brasil no inicio de século XX,

compreendendo como se desenvolveram as primeiras lutas das mulheres contra o

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patriarcado, em busca pela igualdade de direitos civis, políticos e sociais e pelo acesso aos espaços dominados exclusivamente pelos homens.

Ementa

O curso será desenvolvido partindo da discussão de textos de pesquisadores (as) que abordam a história do movimento feminista. Neste minicurso pretendemos elencar, através de aula expositiva com uso do data-show: o ”feminismo” iluminista; o surgimento dos primeiros movimentos de mulheres na Europa e nos Estados Unidos no século XVIII e XIX; as “ondas”

dos feminismos; a história do movimento feminista no Brasil. Também trabalharemos com filmes e documentários que dialogam com a história do movimento feminista.

Bibliografia

ALVES, Branca. Ideologia e Feminismo. Petrópolis: Vozes, 1980.

BOCK, Gisela. De lo social a lo político (cap.4). La Mujer en la História de Europa. Barcelona:

Crítica, 2001.

COSTA, A. A. A. Matrizes históricas do feminismo baiano: as lutas sufragistas através da imprensa. In: AMARAL, C.G, et all. Multiplas Trajetórias: Estudos de Gênero do 8º Encontro da Redor, Fortaleza: UFC, 2001.

HAHNER, J. Emancipação do sexo feminino:a luta pelos direitos da mulher no Brasil (1850- 1940). Florianopolis: Ed. Mulheres, 2003.

NASH, Mary. Transgresoras, visionárias y luchadoras. Movimiento de mujeres y propuestas feministas. In. NASH, Mary. Mujeres em el mundo. História, retos y movimientos. (cap.2.).

Madrid: Alianza Editorial. 2004. p. 63 a 109

KAPEELI, A. Cenas Feministas. In: FRAISSE, G; PERROT,Michele. História das Mulheres: o século XIX. Porto: Afrontamentos, 1994.

PEDRO, M.J. Narrativas fundadoras do Feminismo: Poderes e Conflitos (1970-1978). In:

Revista Brasileira de História. São Paulo, V.26, nº 52.

SARDENBERG, Cecilia M.B., COSTA, Ana Alice A. Feminismos e Feministas. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, V.6. n.2, p.5-29,out,1993.

SONNET, M. Uma filha para educar. In: DUBY, G,; PERROT,M. História das Mulheres. V.3.

Renascimento a Idade Moderna. Porto: Afrontamento, 1991.

MINI-CURSO II - Políticas Públicas e Gênero: articulando conceitos/notas introdutórias Ministrantes

Francismeire Santos Ferreira

Mestranda na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB Mainara Mizzi Frota

Mestranda na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB

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Este mini-curso tem como objetivo explorar questões introdutórias sobre o conceito, formulação e abordagem das políticas públicas. A partir desses conceitos iniciais, será realizado uma articulação com a dimensão de gênero.

Ementa

Refletir sobre políticas públicas e as principais perspectivas teóricas que a circunscrevem é uma tarefa complexa e de extrema importância. Vários estudos que versam sobre esse tema nas ciências sociais e em especial, no campo da ciência política, sociologia e da economia política contemplam importantes análises conceituais e práticas, em relação aos seus distintos processos de implementação, modelos, tipologias, dispositivos de consecução, deliberação da sociedade civil e operacionalização. Nesse sentido, pretendemos abordar neste mini curso conceitos introdutórios do campo das Políticas Públicas, especialmente a partir das mudanças estruturais advindas do processo de globalização tendo como foco as Políticas Públicas de gênero. Privilegiando estudos concentrados no processo de redemocratização do país, sobretudo a partir da participação dos movimentos sociais neste caso, em específico, os movimentos de mulheres e feministas, o conteúdo programático está focado nas décadas de 80/90 e tem como marco teórico a Constituição de 1988.

Bibliografia

FARAH, Marta Ferreira Santos. Gênero e políticas públicas. Estudos Feministas, Florianopolis, 12(1): 360, janeiro-abril/2004

FARAH,_____________. Politicas Públicas e Gênero. Org. Tatau Godinho e Maria Lucia de Silveira, São Paulo: Coordenadoria da mulher, 2004,188p. Cadernos da Coordenadoria Especial da Mulher. 8

MATOS, Marlise, GOMES, Nilma Lino, DAYRELL, Juarez Tarcísio. Cidadania e a luta por direitos humanos, sociais, econômicos e ambientais, Belo Horizonte: UFMG, 2009.

DCP/FAFICH/UFMG.120p

SOUZA, Celina. Políticas Públicas: Uma revisão da literatura. In.: Sociologias, Porto Alegre, ano 8, nº 16, jul/dez 2006, p. 20-45. Disponivel em:

http://www.scielo.br/pdf/soc/n16/a03n16.pdf.

SILVA, Maria Ozanira Silva e. Avaliação de políticas e programas sociais. São Paulo: Veras, 2001.

MARSHALL, T.H. Cidadania, Classe Social e Status. Rio de Janeiro: Zahar, 1963.

HÖFLING, E. M. Estado e Políticas (Públicas) Sociais. Cadernos CEDE. Campinas, ano XXI, n. 55, p. 30-41, novembro/ 2001.

CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 2002.

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MINI-CURSO III - Letramento acadêmico para estudantes negras Ministrantes

Tatiana Nascimento dos Santos

Mestranda em Estudos da Tradução (UFSC) e Assessora em Projetos (Associação Lésbica Feminista de Brasília – Coturno de Vênus/DF)

Poliana Mendes Martins

Graduanda em Letras – Português (UnB) e Coordenação regional (Sapatá)

Este mini-curso objetiva compartilhar conceitos feministas sobre linguagem e produção textual, problematizando o silenciamento das mulheres em geral, e o desconforto com a produção de gêneros textuais acadêmicos em particular, especialmente no caso de estudantes negras.

Ementa

A partir de uma leitura feminista dos Novos Estudos do Letramento, os quais apontam que há várias esferas de letramento para além da dicotomia letradas x iletradas (FIAD, 2011), e também partindo de nossa própria vivência enquanto ativistas negras lésbicas feministas, compartilhamos o profundo questionamento feito por Anzaldua às estruturas discursivas que criam uma “tradição do silêncio” (ANZALDUA, 1999, p. 76) a qual tem operado no silenciamento das mulheres, em geral, e no das mulheres negras em particular. Com relação a gêneros textuais de prestígio, a escrita acadêmica ganha destaque e ares de legitimação praticamente incontestáveis, e esse silêncio ganha outros contornos. Muitas vezes, a hierarquização entre privado e político (TOMPKINS, 1989) faz com que a escrita acadêmica opere uma clivagem interna em mulheres que têm prática segura de letramento familiar, afetivo ou ativista (produção de cartas, textos diversos, poemas, escrita de diários etc), mas não se sentem confortáveis ou aptas à prática acadêmica de produção textual. Isso pode se refletir desconforto na expressão textual nos ambientes acadêmicos, tanto oral quanto escrita, e muitas vezes significa, também, perda de contato com as formas de letramento não- acadêmico antes dominadas pelas mulheres. Interessadas em oferecer subsídios a tais dificuldades entre estudantes universitárias negras, propomos um mini-curso de letramento acadêmico para discutir as raízes daquele desconforto, bem como compartilhar formas de superá-lo, problematizando ainda a hierarquização dicotômica entre escrita íntima e escrita acadêmica.

Bibliografia

ALVES, Maria Bernardete Martins, ARRUDA, Susana Margaret. s/d. Como elaborar um artigo científico. Disponível em http://www.bu.ufsc.br/ArtigoCientifico.pdf

ANZALDUA, Gloria. Borderlands/La frontera: the new mestiza. 2. ed. San Francisco: Aunt Lute, 1999.

ANDRADE, Maria Margarida de. 2010. Introdução à metodologia do trabalho científico. 10. ed.

São Paulo: Atlas. 176 p.

ANTUNES, Irandé. 2007. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Parábola Editorial. 165 p.

Capítulo 05: Não basta saber gramática para falar, ler e escrever com sucesso. P. 53 – 68.

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BORTONI-RICARDO, Stella Maris. 2004. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial. 112 p.

Capítulo 6: Competência comunicativa. p. 71 – 78.

CHRISTIAN, Barbara. “A disputa de teorias.” Tradução de Liane Schneider. Revista Estudos Feministas. Jan-jun 2002. Vol 10, n. 1, p. 85 – 97.

FIAD, Raquel Salek. A escrita na Universidade. Revista da ABRALIN, v. eletrônico, n.

especial, p. 357-369, 2011. Disponível em: http://www.abralin.org/revista/RVE2/14v.pdf.

Acesso em: 12 abr. 2012.

hooks, bell. 2008. “Linguagem: ensinar novas paisagens/novas linguagens”. Tradução de Carlianne Paiva Gonçalves, Joana Plaza Pinto e Paula de Almeida Silva. Revista Estudos Feministas. Set-dez 2008. Ano 16, n. 3, p. 857-864.

KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2. ed. São Paulo:

Cortez. 168 p. 2003. Parte I: capítulos 1, 2 e 5, p. 11 – 34; 61 – 74.

MEDEIROS, João Bosco. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas.

11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

VAL, Maria da Graça Costa. Redação e textualidade. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Capítulo 1: Texto e textualidade, p. 3 a 16.

MINI-CURSO IV - Introdução aos Estudos Queer Ministrantes

Gilmaro Nogueira

Mestrando no Programa Multidisciplinar Cultura e Sociedade IHAC/UFBA Mayana Soares

Especialista e Graduanda em Ciências Sociais (UFBA);

Este mini-curso pretende discutir as problematizações e concepções da Teoria Queer, como proposta teórica para os estudos sobre sexualidade e política para o enfrentamento dos preconceitos e estigmatizações dos indivíduos, que não se identificam com a identidade sexual hegemônica.

Ementa

Nas últimas décadas, tem crescido a atuação dos movimentos sociais em defesa dos

indivíduos não-heterossexuais, visando a humanização desses sujeitos, combate a violência

física, verbal e psicológica, sobretudo, de natureza homofóbica, ao mesmo tempo em que

diversos setores, instituições e indivíduos têm questionado as políticas em defesa dos direitos

humanos dessas minorias sexuais, ampliando os espaços de tensão e disputas. Por outro

lado, tem sido frequente, estudos e pesquisas sobre sexualidades influenciadas pelos estudos

queer, questionando as concepções essencialistas sobre sexo, gênero, desejo e práticas

sexuais, ao mesmo tempo em que problematizam as políticas identitárias adotadas pelo

movimento LGBT. Nesse sentido, a proposta deste minicurso é discutir a teórica e política

apontada pelos estudos queer, tendo em vista sua relevância aos estudos de gênero e

sexualidades na contemporaneidade. Teoria queer: surgimento, influências, principais

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teóricos, diferença de outras teorias (antropologia, sociologia, psicanálise, e estudos culturais), natureza x cultura, concepção de sujeito, identidades sexuais, a construção social do corpo e do gênero, práticas sexuais e produção de subjetividades, a produção da abjeção, política queer.

Bibliografia

BENTO, B. A reinvenção do corpo: a sexualidade e o gênero na experiência transexual. Rio de Janeiro: Garamond, 2006.BUTLER, Judith. Corpos que pesam. In: LOURO, Guacira. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. (Digitalizado).

______. Problemas de Gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 2003.

CASTRO, Mary Garcia; ABRAMOVAY, Miriam; SILVA, Lorena B. Juventudes e Sexualidade.

Brasília: UNESCO, 2004.

COLLING, L. Teoria Queer. Mais definições em trânsito. Disponível em:

<http://www.cult.ufba.br/maisdefinicoes/TEORIAQUEER.pdf>. Acesso em: 22 fev. 2012.

______. O que a política trans do Equador tem a nos ensinar? Fazendo Gênero: diásporas, diversidades e deslocamentos, Florianópolis, 26 ago. 2010. Disponível em:

<www.cult.ufba.br/cus>. Acesso em: 12 fev. 2012.

______. "A naturalidade é uma pose tão difícil de se manter": apontamentos para pensar Homofobia e Direitos no Brasil hoje. CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDOS DA HOMOCULTURA, 5, 2010, Natal. Anais eletrônicos... Disponível em

<www.cult.ufba.br/cus>. Acesso em 12 fev. 2012.

COSTA, J. F. A inocência e o vício: estudos sobre o homoerotismo. Rio de Janeiro: Relume- Dumará, 1992.

______. A face e o verso: estudos sobre o homoerotismo II. São Paulo: Escuta, 1995.

FOUCAULT, Michel. Scientia Sexualis. In: ______. História da sexualidade: a vontade do saber. 10. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1998. v. 1, cap. 3, p. 53-78.

______. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.

_____. Os anormais. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2002.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HALPERIN, D. San Foucault: para uma hagiografia gay. Buenos Aires: Ediciones Literales, 2007.

MISKOLCI, R. A Teoria Queer e a Sociologia: o desafio de uma analítica da normalização. In:

______. Sociologias. Porto Alegre: PPGS-UFRGS, 2009. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-

5222009000100008&lng=en&nrm=iso>. Acesse em: 12 fev. 2012.

_______. A Teoria Queer e a questão das diferenças. In: CONGRESSO DE LEITURA DO BRASIL (COLE), 16, 2007, Campinas. Anais eletrônicos... Disponível em:

<http://www.alb.com.br/anais16/prog_pdf/prog03_01.pdf.>. Acesso em 12 fev. 2012.

LOURO, G. L. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte:

Autêntica, 2004.

______. Pedagogias da Sexualidade. In: ______. O corpo educado: pedagogias da

sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. (Digitalizado).

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______. Teoria Queer: uma política pós-identitária para a educação. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 9, n. 2, jun./dez. 2001.

PEIXOTO J. C. A. Sexualidades em devir. In: ______. Singularidade e subjetivação. Rio de Janeiro: Letras/Editora PUC-Rio, 2008.

PRECIADO, B. Multidões queer: notas para uma política dos “anormais”. Disponível em: <

http://www.intersexualite.org/MULTID_ES_QUEER.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2012.

_____. Manifesto contra-Sexual. Madrid: Editorial Opera Prima, 2002.

WEEKS, J. O corpo e a sexualidade. In: ______. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2000. (Digitalizado).

MINI-CURSO V - Direito e Relações de Gênero

Ministrantes

Anderson Eduardo Carvalho de Oliveira

Mestrando em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM)/UFBA

Natália Silveira de Carvalho

Mestranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM)/UFBA

Este mini-curso objetiva possibilitar aos participantes o contato com uma leitura feminista ao plano de uma reflexão crítica das ciências jurídicas; elencar os principais pontos de toque entre a teoria feminista e o direito, discutindo-os a partir de uma reflexão crítica feminista, bem como abordar o tratamento dispensado pelas cortes judiciais brasileiras quanto à temática, identificando estratégias para a instrumentalização da prática política.

Ementa

Embora seja pouco difundida no Brasil, a abordagem feminista constitui um importante instrumento para a análise das ciências jurídicas, sobretudo na desconstrução da representação do direito como técnica de controle social neutra, universal e abstrata. A proposta do minicurso abrange o aspecto introdutório desta discussão, bem como o debate acerca dos principais pontos de toque entre a teoria feminista e o direito, a saber: crítica feminista ao Direito. O Direito como tecnologia de gênero: os estudos feministas e as ciências jurídicas; violência de gênero. DEAM e a Lei Maria da Penha; Direitos sexuais e reprodutivos.

Violência sexual e aborto (discussão no âmbito penal). Reprodução assistida; Direito de família. União homoafetiva e adoção. Pensão de alimentos; Registro civil de travestis e transexuais; Direito do trabalho. Equiparação salarial. Assédio moral. Emprego doméstico.

Bbliografia

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FACIO, Alda. A partir do feminismo, vê-se um outro direito. Disponível em: <

http://www.bibliotecafeminista.org.br/index.php?option=com_remository&Itemid=56&func=filein fo&id=329>

____. Hacia outra teoria crítica de Derecho. Disponível em:

http://pt.scribd.com/doc/55745958/Hacia-otra-teoria-critica-del-Derecho-Alda-Facio LYRA FILHO, Roberto. O que é direito. Ed. Brasiliense: São Paulo, 1984.

RABENHORST, Eduardo Ramalho. Feminismo e Direito. Disponível em:

<http://www.ccj.ufpb.br/nepgd/images/stories/pdf/feminismo_e_direito.pdf>. Acesso em 12.04.2012.

SANTOS, Boaventura de Souza. Para uma revolução democrática da justiça. Ed. Cortez: São Paulo, 2007.

SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. In: Educação e Realidade.

Porto Alegre – jul/dez. 1995. P. 71-99.

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