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Quest˜ ao 1.

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Academic year: 2021

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UFPE — MA301 — 2012.2 — PROF. FERNANDO J. O. SOUZA

EXERC´ ICIOS RESOLVIDOS 01 – v. 1.0

Orienta¸ c˜ ao: Dar solu¸c˜oes leg´ıveis e completas, explicando todos os pas- sos e detalhes, e indicando as propriedades e os resultados utilizados. S´o conferir a solu¸c˜ao de um item ap´os tentar resolvˆe-lo seriamente.

Quest˜ ao 1.

Nota¸ c˜ ao: Nesta quest˜ao, os conectivos (operadores) l´ogicos nega¸c˜ao (“n˜ao”), conjun¸c˜ao (“e”), disjun¸c˜ao (“ou”) e disjun¸c˜ao exclusiva (“ou exclusivo”), e as constantes “falso” e “verdadeiro” ser˜ao denotados, respectivamente, por: ¬,

∧, ∨, ˙ ∨, F e V .

1.a. Utilizando tabelas l´ogicas (tabelas-verdade) passo a passo, demonstrar a seguinte propriedade: A ∨ (B ∧ C) = (A ∨ B) ∧ (A ∨ C) (distributividade da disjun¸c˜ao sobre a conjun¸c˜ao), onde A , B e C s˜ao vari´aveis proposicionais;

1.b. Utilizando apenas os conectivos ∧, ∨ e ¬, os valores de suas opera¸c˜oes na presen¸ca de uma constante F ou V , e as propriedades comutatividade e distributividade, demonstrar a seguinte propriedade:

(X ∧ Y ) ∨ Y = Y (absor¸c˜ ao), onde X e Y s˜ao express˜oes booleanas;

1.c. Partindo da absor¸c˜ao acima, e aplicando a nega¸c˜ao e as leis de De Morgan convenientemente, obter sua absor¸c˜ao dual: (X ∨ Y ) ∧ Y = Y ;

Recordar que um conjunto de operadores l´ogicos C ´e dito universal ou funcionalmente completo se e somente se todo operador l´ogico

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em vari´aveis proposicionais A

1

, . . . , A

n

pode ser escrito como uma express˜ao l´ogica que consiste apenas de aplica¸c˜oes de operadores em C `aquelas vari´aveis.

1.d. O operador l´ogico “n˜ao-ou”, aqui denotado por ∨, ´e definido como e A ∨B e := ¬(A ∨ B). Demonstrar que

e

∨ ´e universal.

Dica: Sendo os conjuntos {∧, ¬} e {∨, ¬} universais, ´e suficiente expri- mir os operadores l´ogicos de um destes conjuntos em termos de ∨; e

1

n pode ser qualquer n´ umero natural positivo. O operador ´e dito um operador n − ´ ario .

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1.e. Demonstrar que {→ , ¬} ´e universal.

Quest˜ ao 2.

Nota¸ c˜ ao: Nesta quest˜ao, os conectivos (operadores) l´ogicos nega¸c˜ao (“n˜ao”), conjun¸c˜ao (“e”), disjun¸c˜ao (“ou”) e disjun¸c˜ao exclusiva (“ou exclusivo”), e as constantes “falso”e“verdadeiro”ser˜ao denotados, respectivamente, por: barra (como em A para a nega¸c˜ao de A)

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, multiplica¸c˜ao (como em AB ), adi¸c˜ao, L , 0 e 1. Em suma,ser´a utilizada a nota¸c˜ao alg´ebrica.

Considere-se a seguinte fun¸c˜ao booleana:

f (A, B, C, D) = A ⊕ B ⊕ D

+ AB C + A B C D.

2.a. Escrever f em sua forma normal disjuntiva (soma de mintermos);

2.b. Escrever f em sua forma normal conjuntiva (produto de maxtermos);

SOLU ¸ C ˜ OES

Solu¸ c˜ ao – 1.a: As colunas em negrito s˜ao idˆenticas:

A B C B ∧ C A ∨ ( B ∧ C ) A ∨ B A ∨ C ( A ∨ B ) ∧ ( A ∨ C )

F F F F F F F F

F F V F F F V F

F V F F F V F F

F V V V V V V V

V F F F V V V V

V F V F V V V V

V V F F V V V V

V V V V V V V V

Solu¸ c˜ ao – 1.b: ( X ∧ Y )∨ Y = ( X ∧ Y )∨( V ∧ Y ) = ( X ∨ V )∧ Y = V ∧ Y = Y , onde: a primeira e ´ ultima igualdades foram obtidas pela neutralidade de V

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Tamb´em poderia ter sido utilizada a linha, como em A

.

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para a conjun¸c˜ao; a segunda por distributividade; e a pen´ ultima pela disjun-

¸c˜ao com V (uma das propriedades `as vezes denominadas limita¸c˜ oes). Q.E.D.

Solu¸ c˜ ao – 1.c: Uma vez que a absor¸c˜ao acima j´a est´a demonstrada, aplique- se a nega¸c˜ao a ela: ¬ Y = ¬(( X ∧ Y ) ∨ Y ). Aplicando-se ambas as leis de De Morgan: ¬Y = ¬(X ∧ Y ) ∧ ¬Y = (¬X ∨ ¬Y ) ∧ ¬Y . Aplicando-se este resultado `as nega¸c˜oes das vari´aveis

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, tem-se: ¬¬Y = (¬¬X ∨ ¬¬Y ) ∧ ¬¬Y . Pela involu¸c˜ao da nega¸c˜ao (”dupla nega¸c˜ao”): (X ∨ Y ) ∧ Y = Y . Q.E.D.

Solu¸ c˜ ao – 1.d: Aplicando-se ∨ e a A e A, tem-se: Ae ∨A = ¬(A ∨ A) = ¬A, onde a ´ ultima igualdade foi obtida pela idempotˆencia da disjun¸c˜ao. Assim, a nega¸c˜ao ´e obtida.

Dadas A e B vari´aveis proposicionais, j´a se tˆem ¬A e ¬B acima. Assim:

¬ A ∨ ¬ e B = ¬(¬ A ∨ ¬ B ) = ¬¬ A ∧ ¬¬ B = A ∧ B , onde a pen´ ultima e ´ ultima igualdades foram obtidas, respectivamente, por uma das leis de De Morgan e pela involu¸c˜ao da nega¸c˜ao. Assim, a conjun¸c˜ao ´e obtida.

Pela universalidade de {¬, ∧}, tem-se que {e ∨} tamb´em ´e universal. Q.E.D.

Solu¸ c˜ ao – 1.e: Dadas vari´aveis proposicionais A e B , pode-se produzir sua disjun¸c˜ao A ∨ B a partir de {→ , ¬} facilmente: ´e ´ util lembrar que, para todas as vari´aveis proposicionais P e Q, a implica¸c˜ao (ou condicional) P → Q est´a definida com valor F se e somente se P = V e Q = F , enquanto a disjun¸c˜ao desejada tem valor F se e somente se A = F = B , diferindo da implica¸c˜ao apenas com rela¸c˜ao `a primeira vari´avel. Assim, uma adapta¸c˜ao simples (com- posi¸c˜ao) para que a implica¸c˜ao passe a ter valor F apenas quando os dados de entrada forem ambos F ´e usar Q = B mas P = ¬ A : A ∨ B = ¬ A → B . Pela universalidade de {¬, ∨}, tem-se que {→, ¬} tamb´em ´e universal. Q.E.D.

Obs.: O(a) estudante pode querer se aprofundar neste t´opico devido a Jan Lukasiewicz lendo o verbete C´ alculo proposicional implicacional na Wikip´e- dia. Para tal leitura, ´e ´ util observar que, para toda vari´avel proposicional P , a proposi¸c˜ao P → P ´e (sempre) verdadeira (ou seja, ´e uma tautologia) e, portanto, a proposi¸c˜ao ¬(P → P ) ´e (sempre) falsa (ou seja, ´e uma contradi-

¸c˜ao). Esta ´ ultima proposi¸c˜ao pode ser tomada como a proposi¸c˜ao constante F naquele hipertexto, onde a nega¸c˜ao ¬ ´e substitu´ıda por uma proposi¸c˜ao

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Ou seja, aplicando-se ¬ A = ((¬ B ∨ ¬ A ) ∧ ¬ A a A = ¬ Y e B = ¬ X

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universalmente falsa (uma contradi¸c˜ao), permitindo ao(`a) leitor(a) adaptar a discuss˜ao sobre o conjunto {→ , F } do artigo ao conjunto {→ , ¬} desta quest˜ao.

Solu¸ c˜ ao – 2.a. Os mintermos da forma normal disjuntiva (soma de minter- mos) s˜ao identificados atrav´es das palavras-c´odigo em que a fun¸c˜ao booleana tem valor 1. Pode-se fazer uma tabela l´ ogica. ´ E um m´etodo seguro, mas moroso. Aqui, tomar-se-´a um caminho menos pr´atico, mas que explora a es- trutura da fun¸c˜ao dada e, portanto, espera-se que seja um exerc´ıcio educativo.

Observe-se que f ´e uma disjun¸c˜ao de dois termos e, portanto, ter´a valor 1 quando ao menos um dos dois tiver tal valor. O primeiro ´e a disjun¸c˜ao exclusiva de A, B e D, a qual tem valor 1 quando ou apenas um dos trˆes lite- rais tem valor 1, ou todos os trˆes o tˆem. Isto d´a quatro possibilidades. Al´em disto, C pode ter qualquer valor (0 ou 1). Assim, h´a oito palavras-c´odigo em que f tem valor 1, a saber (em decimal): 0, 2 (s´o D = 1, isto ´e, D = 0); 5, 7 (s´o B = 1); 9, 11 (s´o A = 1); 12 e 14 (os trˆes tˆem valor 1).

J´a o segundo termo, que ´e (AB C + A B C)D = (A + B) C D + A B C D, ter´a valor 1 na palavra-c´odigo (em decimal) 9, correspondente ao mintermo A B C D , e nas trˆes em que C = D = 1 mas A e B n˜ao s˜ao simultaneamente 1, a saber: 3, 7, 11. Combinando-se os resultados, tem-se que:

f ( A, B, C, D ) = P

m (0 , 2 , 3 , 5 , 7 , 9 , 11 , 12 , 14) = A B C D + A B C D + A B C D + A B C D + A B C D + A B C D + A B C D + A B C D + A B C D . Solu¸ c˜ ao – 2.b: Os maxtermos da forma normal conjuntiva (produto de maxtermos) s˜ao identificados atrav´es das palavras-c´odigo em que a fun¸c˜ao booleana tem valor 0, as quais se obtˆem do Item 2.a por complemento, pois s˜ao as palavras-c´odigo que simbolizam (na base 2) os n´ umeros de 0 a 15 n˜ao utilizados naquele somat´orio: f ( A, B, C, D ) = Q

M (1 , 4 , 6 , 8 , 10 , 13 , 15).

Cada maxtermo ´e a soma das nega¸ c˜ oes dos literais correspondentes a 0 ou 1 como valor das respectivas vari´aveis. Por exemplo, a palavra-c´odigo 0001 fornece o maxtermo A + B + C + D. Assim: f (A, B, C, D) =

(A + B + C + D)(A + B + C + D)(A + B + C + D)(A + B + C + D) (A + B + C + D)(A + B + C + D)(A + B + C + D)

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Referências

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