Finibanco Holding
RELATÓRIO E CONTAS
2004
Índice
Órgãos Sociais
Organigrama do Grupo Finibanco Mensagem aos Accionistas Relatório de Gestão
1 Enquadramento Macroeconómico 1.1 Economia Internacional
1.2 Enquadramento Nacional 1.3 Mercado de Capitais
2 Actividade do Finibanco-Holding, SGPS S.A. 2.1 Acção do Finibanco-Holding
2.2 Análise Económica e Financeira 2.2.1 Balanço
2.2.2 Conta de Resultados
3 Comportamento Bolsista das Acções do Finibanco-Holding 4 Aplicação de Resultados
5 Nota Final 6 Anexos
Governo da Sociedade Demonstrações Financeiras
Notas às Demonstrações Financeiras
Certificação Legal das Contas e Relatório de Auditoria Relatório de Auditoria
Órgãos Sociais
Mesa da Assembleia Geral
Presidente António Moreira Barbosa de Melo
Vice-Presidente Vitorino Pereira d’Almeida Borges Allen Brandão Secretário Ana Beatriz Magalhães Reis Prado de Castro
Conselho de Administração
Presidente Álvaro Pinho da Costa Leite Vice-Presidente Humberto da Costa Leite Vogal Armando Esteves
Vogal Daniel Bessa Fernandes Coelho
Vogal Jorge Manuel de Matos Tavares de Almeida
Conselho Fiscal
Presidente Luís Fernando de Almeida Freitas
ROC Efectivo Ernst & Young Audit & Associados SROC, SA representado por João Carlos Miguel Alves Vogal Efectivo Manuel Augusto Carvalho Soares Pinto
ROC Suplente Óscar Manuel Machado de Figueiredo
Conselho Superior
Presidente Álvaro Pinho da Costa Leite
em representação da VIC, S.G.P.S., S.A. António Ribeiro
em representação da Rivitex-Sociedade Comercial Importadora, Lda Fernando José de Moura e Sá Penafort
em representação da Penafort, S.G.P.S., S.A. Fernando da Rocha Costa
em representação de Amadeu Ferreira de Almeida Costa João Francisco Justino
ORGANIGRAMA DO GRUPO FINIBANCO
FINIBANCO SFEM CAYMAN LEASECAR FINIMÓVEIS TÍTULO FINIVALOR FINISEGUR FINI INTERNATIONAL FINIBANCO HOLDING 4 FINICRÉDITOMensagem aos Accionistas
Senhores Accionistas
Concluído que foi mais um exercício da actividade do nosso Grupo Financeiro, aqui estamos, como nos compete, nos termos da lei e do contrato de sociedade que nos rege, a prestar contas e a dar notícia do modo como evoluíram os negócios e os empreendimentos que nele desenvolvemos.
Como acontecimento marcadamente importante refira-se, antes de mais, o aumento de capital do Finibanco-Holding, SGPS S.A., que foi concretizado no final do primeiro semestre, de oitenta milhões para cem milhões de euros, através da emissão de vinte milhões de novas acções, do valor nominal de um euro cada, reservado a Accionistas e subscritas ao par, operação que teve o melhor acolhimento.
Na sequência deste facto, foi possível efectuar também aumentos de capital social nas Participadas que dele estavam carecidas, a saber: no Finibanco, de oitenta para cem milhões de euros; na Finicrédito, de catorze para vinte milhões de euros; na Leasecar, de três milhões setecentos e cinquenta mil euros, para cinco milhões de euros.
O aumento de capital efectuado veio sustentar o processo de crescimento do nosso Grupo, permitindo alargar a rede de Balcões que o apoia e colocar os “rácios” de solvabilidade em posições consentâneas com os nossos objectivos e com as normas sobre a matéria superiormente estabelecidas.
Do esforço que sistematicamente vimos desenvolvendo no sentido de tornar a macro estrutura do nosso Grupo mais simples e também mais eficiente, resultou a necessidade de proceder à fusão de algumas Participadas e à dissolução, liquidação e partilha de outras.
Como resultado desta decisão, fundiram-se na Finivalor-Sociedade Gestora de Fundos Mobiliários, SA, a Finimus-Sociedade Gestora de Fundos Imobiliários, SA e a Finipatrimónio-Sociedade Gestora de Patrimónios, SA, e dissolveram-se a FNB-Serviços Financeiros, SA e a Finimadeira SGPS, Unipessoal, Lda.
Por força da dissolução da Finimadeira, a Participada desta, Fini International (Cayman) passou no final do exercício de 2004 para a posse do Finibanco-Holding, ficando a constituir uma sua Participada directa, tal como todas as outras, detida a cem por cento.
Ainda no âmbito da análise da macro estrutura do Grupo, estão programadas, para concretização no próximo exercício, as fusões da Leasecar-Comércio e Aluguer de Veículos e Equipamentos, SA, na Finicrédito-Instituição Financeira de Crédito, SA, e da Título-Instituição Financeira de Corretagem, SA no Finibanco, SA.
Com o esforço conjugado de todos os órgãos envolvidos e das medidas oportunamente tomadas, foi possível concluir o exercício com um resultado no montante de 2,73 milhões de euros, superior em
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Para terminar, não posso deixar de referir o falecimento, no dia 14 de Setembro de 2004, do nosso Presidente do Conselho Fiscal, Senhor Professor Doutor Manuel Duarte Baganha, profissional competente e ilustre figura pública que no desempenho daquele importante cargo muito prestígio conferiu à nossa Instituição, a quem neste momento e neste lugar presto a minha muito sentida homenagem.
Álvaro Pinho da Costa Leite
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1. Enquadramento Macroeconómico
1.1 Economia Internacional
A actividade económica mundial acelerou significativamente em 2004, confirmando o amadurecimento da recuperação iniciada dois anos antes, num contexto de incerteza acrescida, associada à subida do preço do barril do petróleo. O crescimento económico terá atingido um pico nos primeiros meses do ano, desacelerando posteriormente em sintonia com o menor dinamismo dos EUA e da China, os dois principais motores do crescimento mundial nos últimos anos.
Projecções sobre a economia mundial (taxas de variação, em %)
2003 2004 2005 PIB Mundial 3,9 5,0 4,3 Economias Avançadas 2,1 3,6 3,9 Área Euro 0,5 2,2 2,2 EUA 3,0 4,3 3,5 Países em Desenvolvimento 6,1 6,6 5,9 China 9,1 9,0 7,5 Volume do Comércio 5,1 8,8 7,2 Importações Economias Avançadas 3,7 7,6 5,6 Países em Desenvolvimento 11,1 12,8 11,9 Exportações Economias Avançadas 2,6 8,1 6,3 Países em Desenvolvimento 10,9 10,8 10,6 Preços no Consumidor Economias Avançadas 1,8 2,1 2,1 Países em Desenvolvimento 6,1 6,0 5,5
Fonte: FMI, World Economic Outlook, Setembro de 2004
No conjunto de 2004, de acordo com as estimativas de Outono do Fundo Monetário Internacional (FMI), a taxa de crescimento do produto mundial acelerou de 3,9% em 2003 para 5,0%, favorecendo o aumento dos fluxos comerciais. O crescimento económico do conjunto das economias mais avançadas situou-se em 3,6% e o dos países em desenvolvimento nos 6,6%, acelerando 2,1% e 6,1% em relação ao ano anterior, respectivamente.
Estas estimativas configuram um cenário para 2004 mais favorável do que o inicialmente previsto, sobretudo devido ao excepcional dinamismo dos EUA no primeiro semestre do ano e ao crescimento acima das expectativas da China e da Índia. O FMI estima que a taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) chinês desacelere marginalmente de 9,1% de 2003 para 9,0% em 2004, o que lhe permitirá manter o estatuto de motor do crescimento mundial. O contributo da China para o crescimento económico mundial deverá situar-se ligeiramente abaixo de 23%, superando o estimado para os EUA no mesmo período (18%).
As pressões inflacionistas mantiveram-se contidas a nível global, observando-se um aumento do ritmo de crescimento dos preços no consumidor em 2004, que estará associado ao robustecimento da actividade económica e, sobretudo, à subida do preço de algumas matérias-primas chave, como é o caso do petróleo, que aumentou em média 33%. As previsões apontam para a manutenção do ritmo de crescimento de preços em 2005, num contexto de ampla capacidade instalada e de um ligeiro abrandamento do ritmo de crescimento, situação que fornece alguma margem de manobra para a manutenção das políticas monetárias acomodatícias na generalidade dos países de referência.
Petróleo e Outras Matérias-Primas
Nos últimos 2 anos o preço do barril do petróleo aumentou de cerca de 25 dólares para próximo de 40 dólares, após ter atingido um máximo histórico superior a 52 dólares por barril em meados de Outubro passado. Mais significativo, o preço médio do barril do petróleo aumentou 33% em 2004, após acréscimos de 36,5% e de 16,8% em 2003 e 2002, respectivamente.
Embora em termos percentuais as variações de preço observadas não sejam tão significativas como as que se verificaram em episódios anteriores, o mais recente dos quais em 1999 e 2000 quando o barril do petróleo mais do que duplicou de valor, em termos absolutos representam os preços nominais mais elevados de sempre. Esta situação invoca os receios de um novo choque petrolífero e foi um dos temas que condicionaram a evolução dos mercados financeiros em 2004.
Petróleo e outras matérias-primas continuam a subir
90 100 110 120 130 140 150 160 170 180
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Commodities
Petróleo Brent (USD / Barril)
Fonte: Datastream
Se o petróleo subiu de preço em 2003 por causas associadas ao lado da oferta, nomeadamente pela incerteza dos efeitos da guerra no Iraque na produção de petróleo do Médio Oriente, em 2004 foram desequilíbrios de procura que assumiram um papel de destaque - embora tenham persistido alguns problemas no lado da oferta, desde a instabilidade no Iraque, ao caso da Yucos na Rússia e aos problemas na Venezuela e na Nigéria.
O amadurecimento da recuperação económica e, em especial, o vigoroso crescimento económico (acima das estimativas) dos EUA e da China, conduziram a uma situação em que a procura de combustíveis fósseis rapidamente ultrapassou a oferta disponível, num contexto de reduzida capacidade produtiva instalada não utilizada e de baixas reservas estratégicas dos países de referência, pelos padrões históricos. Por outro lado, a ampla liquidez nos mercados financeiros terá levado o petróleo e outras matérias-primas a serem consideradas como activos de referência, tendo sido procuradas por motivos especulativos.
Relativamente ao impacto da subida do preço do petróleo nas economias mais avançadas, os desenvolvimentos tecnológicos dos últimos anos permitiram uma menor dependência do petróleo
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Segundo os estudos mais recentes da OCDE e do FMI, uma subida sustentada de 10 dólares por barril, idêntica à que ocorreu entre 2003 e 2004, reduz o crescimento económico global entre 0,2% a 0,6%. As mais recentes projecções do FMI apresentam uma revisão em –0,5 pontos percentuais para o crescimento mundial em 2005, face às estimativas apresentadas pela instituição em Abril.
Tal como em 2002 e 2003, o preço do ouro subiu substancialmente no decurso de 2004, de 417,25 dólares por onça troy no último dia de 2003 para pouco mais de 438 dólares por onça troy no final do ano transacto, após ter atingido um máximo de mais de quinze anos de 452 dólares na primeira metade de Dezembro último. Dos vários factores que pesaram no preço do ouro, a depreciação do dólar, o acréscimo de procura para fins industriais e a procura especulativa são talvez os mais importantes.
Queda do Dólar e Apreciação do Euro
O superior dinamismo económico relativo evidenciado pelos EUA, ao estimular as importações, agravou ainda mais o desequilíbrio das contas externas norte-americanas, com a estimativa para o défice da balança de transacções correntes (BTC) em 2004 a superar os 5% do PIB. Por outro lado, a política orçamental expansionista da administração Bush, ao dar prioridade aos estímulos à economia, agravou ainda mas o défice orçamental, para próximo dos 5%, aumentando ainda mais as necessidades de financiamento do país.
Défices gémeos agravam-se
-4,2 -3,8 -4,5 -4,8 -5,4 1,3 -0,7 -4,0 -4,6 -4,9 -6,0 -5,0 -4,0 -3,0 -2,0 -1,0 0,0 1,0 2,0 2000 2001 2002 2003 2004 P
Saldo BTC (em % do PIB)
Saldo da Execução Orçamental (em % do PIB)
Fonte: FMI, World Economic Outlook, Setembro 2004
Normalmente, défices gémeos na ordem dos 5% estão associados a crises cambiais. Até ao momento este cenário extremo tem sido evitado, ocorrendo antes um movimento de correcção do dólar. O problema é que a depreciação do dólar ainda não teve impacto nas contas externas, assistindo-se antes a um agravamento do défice da balança de transacções correntes. Responsáveis da Reserva Federal norte-americana referem-se a esta problemática salientando que os problemas dos desequilíbrios externos dos EUA não podem ser resolvidos pela via cambial, pelo menos a médio prazo, pois existe uma situação de falta de procura global.
Por outro lado, nem todos os países estão a suportar o ajuste do dólar na mesma magnitude. Embora o dólar tenha perdido apenas 6% face às divisas dos principais parceiros comerciais e a actual correcção seja ainda de limitada amplitude quando comparada com a do ciclo económico precedente, quando se atenta ao caso específico do euro, as variações são mais expressivas.
O euro apreciou-se cerca de 12% face ao dólar em 2004, o que eleva para cerca de 60% a apreciação da divisa europeia desde os seus mínimos de 0,82 euros por dólar em finais de Outubro de 2000.
Taxas de Intervenção
Após um período caracterizado pela intensificação dos riscos geopolíticos, o ano de 2004 marca o regresso a uma normalidade aparente e ao referido amadurecimento da expansão económica em curso. Como consequência, marca também o início do reposicionamento das condições monetárias a uma situação de maior crescimento, num contexto em que as pressões inflacionistas estão contidas e limitadas a um número reduzido de bens.
Política monetária ajusta-se a uma situação de maior crescimento
0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0
Jan Abr Jul Out Jan Abr Jul Out
Fed funds target rate (EUA) Base rate (RU)
2004
Fonte: Datastream
O processo de ajustamento das taxas de intervenção a uma situação de maior crescimento foi iniciado pelo Banco de Inglaterra em Novembro de 2003, quando subiu a sua taxa base em 25 pontos base, para 3,75%, após esta ter atingido um mínimo de 3,5% no Verão de 2003. Posteriormente, e já em 2004, o Banco de Inglaterra procedeu a mais quatro subidas da sua taxa base, para os actuais 4,75%.
Nos EUA, o comité de política monetária (FOMC) da Reserva Federal (Fed) optou por iniciar o processo de ajustamento da política monetária a uma situação de maior crescimento económico no dia 30 de Junho, ao subir em 25 pontos base para 1,25% a fed funds target rate, num movimento amplamente sinalizado e antecipado. Quatro mexidas, em outras tantas reuniões do FOMC, conduziram a “fed funds” aos 2,25% no final de 2004, ainda assim um nível historicamente baixo e que representa a manutenção de uma política monetária acomodatícia.
Economia da Zona Euro
As estimativas de crescimento para a zona euro apontam para um robustecimento da actividade, de uma taxa de crescimento de 0,5% em 2003 para 2,2% em 2004, o que representa um resultado superior ao das projecções divulgadas em 2003 e nos primeiros meses de 2004. Este
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Variação trimestral do PIB (em %) e taxas de contribuição (em pp)
-0,5 0,0 0,5 -0,6 0,4 0,2 -0,7 0,5 -0,1 0,0 1,0 0,3 0,3 1,0 -0,8 -0,6 -0,4 -0,2 0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 2003 2ºT 3ºT 4ºT 2004 2ºT 3ºT 4ºT Procura doméstica Procura externa (líquida)
Fonte: Eurostat e; GESE (cálculos)
Com o avançar do ano, as condições económicas deterioraram-se e assistiu-se a um abrandamento do crescimento económico, na medida em que a procura interna falhou em dar o necessário impulso num contexto de recuo da procura externa. No terceiro trimestre de 2004 o crescimento reduziu-se praticamente à acumulação de existências, sendo que, excluindo estas do cálculo, verificar-se-ia uma quebra trimestral do PIB de 0,4% e uma taxa de variação homóloga de apenas 0,5%.
A inflação, medida pela variação homóloga do índice harmonizado de preços no consumidor, manteve-se próxima do valor de referência de 2,0%, tendo terminado o ano em 2,4%. Tal como no ano anterior, a tendência ascendente dos preços esteve associada ao aumento dos custos da energia e de outras matérias-primas industriais e, em menor escala, aos bens alimentares e tabaco. Excluindo estas voláteis componentes, o acréscimo dos preços reduz-se para 1,8%. Embora persistam alguns riscos à estabilidade de preços, o excesso de capacidade produtiva instalada e a folga no mercado de trabalho devem continuar a limitar os efeitos de segunda ordem na fixação de preços e salários, na economia em geral.
A política económica permaneceu largamente acomodatícia, com o Banco Central Europeu (BCE) a manter inalterada a sua taxa de referência nos 2,0%, pese embora os esforços dos Estados Membros em cumprir os compromissos dos respectivos Pactos de Estabilidade e Crescimento. O défice orçamental para o conjunto da UE12 terá aumentado de 2,7% em 2003 para os 2,9% em 2004. A Alemanha prepara-se para voltar a exceder o limite de 3%, pelo quarto ano consecutivo, e a França apenas deverá conseguir atingir os 3% à custa de medidas excepcionais.
1.2 Enquadramento Nacional
A actividade económica em Portugal caracterizou-se em 2004 pela interrupção do processo de ajustamento dos desequilíbrios dos agentes económicos nacionais. Este processo, que se verificava desde 2001, traduziu-se nos últimos anos na forte contracção da procura interna, na redução dos desequilíbrios externos e no aumento da taxa de poupança.
Em 2004 verificou-se, com maior incidência ao longo do primeiro semestre, um aumento inesperado da procura interna e uma descida da taxa de poupança, bem como um contributo mais negativo da procura externa, em resultado de um forte aumento das importações.
Tanto o aumento da procura interna como o das importações e a deterioração dos termos de troca (muito por causa da evolução desfavorável do preço do petróleo) implicaram um agravamento do défice conjunto das balanças corrente e de capital, de 3,6% do PIB em 2003, para 5,4% em 2004.
Depois da queda de 1,3% do PIB em 2003, a economia portuguesa deverá ter registado um crescimento de 1,1% em 2004.
Projecções económicas para Portugal
2003 2004e 2005p Consumo Privado -0,7 2,2 1,5 Consumo Público 0,5 0,6 0,0 FBCF -9,6 1,8 1,7 Procura Interna -2,5 1,9 1,2 Exportações 4,1 6,8 7,5 Procura Global -1,0 3,0 2,6 Importações -0,5 8,2 5,2 PIB -1,3 1,1 1,6
Balança Corrente + Capital (% PIB) -3,6 -5,4 -5,3
IHPC 3,3 2,5 2,1
Fonte: Banco de Portugal, Boletim Económico, Dezembro de 2004 Notas: e - estimado; p - previsto
A recuperação da actividade económica não foi homogénea ao longo do ano, tendo-se verificado o impacto positivo de factores temporários, que ocorreram no segundo trimestre, cujo posterior desaparecimento implicou uma desaceleração pronunciada da actividade na segunda metade do ano. Este perfil de aceleração/desaceleração da actividade ficou a dever-se a um conjunto de factores anómalos e de natureza temporária que favoreceram o crescimento da economia no segundo trimestre de 2004. Em particular, são de salientar o efeito de base provocado pela forte queda do PIB, em termos reais, no segundo trimestre de 2003 (-2,2%), a realização em Portugal do Campeonato da Europa de Futebol, e bem assim o maior número de dias úteis durante este trimestre, em comparação com o período homólogo.
O consumo privado registou um crescimento significativo em 2004, após a contracção verificada em 2003, se bem que o padrão intra-anual sugere um maior crescimento na primeira metade do ano e uma moderação do dinamismo na segunda.
O forte abrandamento que se verificou no consumo privado desde 2000 reflectiu a compensação de alguns efeitos de substituição intertemporal (que terão contribuído para antecipar algum consumo nos anos anteriores, em particular no caso dos bens duradouros), o maior peso dos encargos com o serviço da dívida e os efeitos do abrandamento da actividade económica no rendimento disponível.
O crescimento do consumo privado em 2004 foi visível nos indicadores qualitativos e quantitativos. Quanto aos qualitativos, os inquéritos de conjuntura ao comércio e os indicadores de confiança dos consumidores apresentaram níveis crescentes desde o segundo trimestre de 2003, se bem que tenham recuado no último trimestre de 2004. No que respeita aos indicadores quantitativos, as vendas de veículos ligeiros de passageiros, incluindo todo-o-terreno, aumentaram 4,1% em 2004, após terem registado uma quebra de 16,1% em 2003. O Índice do Volume de Vendas do Comércio
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A formação bruta de capital fixo deverá ter registado um crescimento de cerca de 2% em 2004, após quedas de 4,9 e 9,6% em 2002 e 2003, respectivamente. Por tipo de bens, a FBCF em material de transporte recuperou para taxas de variação positivas, com as vendas de veículos comerciais ligeiros e de comerciais pesados a apresentarem crescimentos de 3,2 e 23,9%, respectivamente (-12,9 e -21% em 2003). A FBCF em construção deverá ter registado um comportamento ainda negativo, corroborado pelas vendas de cimento para o mercado interno, que caíram 1,7% no conjunto de 2004, depois de terem caído 16,8% em 2003. Este comportamento prende-se com a evolução do investimento público – traduzindo a diminuição das transferências de capital da União Europeia, no âmbito do III Quadro Comunitário de Apoio – e com a evolução do investimento das famílias em habitação, onde o elevado nível de endividamento e a necessidade de fazer face às obrigações decorrentes do serviço da dívida, apesar de as taxas de juro se encontrarem em mínimos históricos, limitaram o crescimento.
Balança de Pagamentos
A forte aceleração da procura interna ao longo do primeiro semestre teve como efeito o robusto crescimento das importações, o que impediu que o maior dinamismo da procura global se transmitisse de forma mais directa ao crescimento do PIB. Esse crescimento das importações, de cerca de 8,2%, terá estado associado aos referidos factores temporários e ofuscou o elevado dinamismo revelado pela procura externa relevante para a economia portuguesa, com a continuação do crescimento das exportações de bens e serviços, estimada em 6,8% em 2004.
Concomitantemente, as necessidades de financiamento da economia portuguesa face ao exterior, que correspondem ao défice conjunto das balanças corrente e de capital, aumentaram de 3,6% do PIB, em 2003, para cerca de 5,4%, em 2004. A deterioração evidenciada em 2004, que interrompeu o processo de redução desde 2001, reflectiu não apenas uma perda nos termos de troca relacionada com a subida do preço do petróleo mas também com o referido crescimento anómalo do volume de importações.
Mercado de Trabalho
O emprego total, beneficiando do crescimento do produto ao longo do primeiro semestre, mostrou uma variação ligeiramente positiva face ao período homólogo. No entanto, esta evolução esconde uma alteração das características do emprego, já que se verificou uma criação líquida de emprego associado a trabalhadores por conta própria sem trabalhadores ao serviço e de trabalhadores por conta de outrem com vínculo de trabalho temporário, que mais do que compensou a perda líquida de postos de trabalho com vínculo contratual permanente. A taxa de desemprego aumentou de forma significativa em 2004, sobretudo no terceiro trimestre, tendo-se situado nos 6,8%, face a 6,1% do trimestre homólogo e a 6,3% do trimestre anterior. De acordo com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego aumentou 3,3% e o número de ofertas de emprego diminuiu 7,3% em 2004.
De acordo com o Banco de Portugal, as remunerações por trabalhador no sector privado da economia terão aumentado em média 3,7% em 2004, subindo cerca de meio ponto percentual face a 2003. No entanto, o aumento da produtividade aparente do trabalho em cerca de 1 ponto percentual permitiu que o crescimento dos custos unitários em trabalho abrandasse entre 1 e 1,5 pontos percentuais face a 2003, o que foi insuficiente para reduzir os diferenciais positivos, de cerca de 1,5 pontos percentuais, entre os crescimentos deste indicador para Portugal e para a Zona Euro.
Comportamento dos Preços
No que respeita ao comportamento dos preços, a inflação média anual, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, ascendeu 2,5% em 2004, ligeiramente superior à do IPC. Esta diferença é explicada pelo maior impacto que a realização do Campeonato Europeu de Futebol teve no IHPC, cuja estrutura considera as despesas efectuadas por não residentes e, deste modo, contempla um maior peso das despesas efectuadas em serviços de alojamento e hotelaria. Na taxa de inflação global, destaca-se o contributo desfavorável da componente de serviços que, não obstante a dissipação do efeito da subida do IVA em meados de 2003, se mantém em valores próximos de 4%.
Inflação aproxima-se do valor de referência
1,5 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5
Jan.01 Jul.01 Jan.02 Jul.02 Jan.03 Jul.03 Jan.04 Jul.04
Homóloga (em %) Média (em %)
Fonte: Datastream
Endividamento do Sector Privado Não Financeiro
No que concerne ao endividamento do sector privado não financeiro, verificou-se no final de 2004 um aumento assinalável para cerca de 118% do rendimento disponível, face a 111% em 2003. Este valor é elevado em termos internacionais e implica uma crescente sensibilidade do comportamento das famílias portuguesas face a alterações das taxas de juro, pelo facto de os créditos serem essencialmente concedidos a taxas de juro indexadas a taxas do mercado monetário.
O aumento do endividamento prendeu-se com o elevado ritmo de crescimento do stock de dívida para aquisição de habitação, cujo fluxo registou, no primeiro semestre de 2004, um crescimento homólogo de 11,5%. Este crescimento deve estar relacionado com o alongamento dos prazos para amortizações dos empréstimos no sistema bancário e ainda com o benefício de um regime de tributação mais favorável sobre as transacções imobiliárias, desde o segundo semestre de 2003, que resultou numa diminuição substancial dos respectivos custos de transacção.
A dívida contraída por particulares para consumo e outros fins que não a habitação acelerou ao longo do primeiro semestre, em linha com o crescimento do consumo privado. No entanto, alguma
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Paralelamente, a fraca remuneração dos depósitos (com remuneração real negativa dos depósitos a prazo) também contribuiu para a canalização das disponibilidades para outros activos financeiros com rendibilidades esperadas superiores.
Política Orçamental
No que respeita à política orçamental, o défice do Sector Público Administrativo situou-se em 2,9% do PIB em 2004, ligeiramente acima do previsto no OE2004, mas beneficiando de um montante de receitas extraordinárias acima do que estava implícito (2% do PIB face a 1,1%). Estas medidas incluíram transferências de empresas públicas para o sistema de segurança social dos funcionários públicos (Caixa Geral de Aposentações), como contrapartida pelo pagamento por esta entidade das pensões dos ex-funcionários, num montante de 1,2% do PIB, e ainda vendas de património do Estado, num montante de 0,8% do PIB.
Quanto ao rácio da dívida pública, o Ministério das Finanças estima que tenha atingido 61,6% do PIB no final de 2004, aumentando em cerca de 1,6 pontos percentuais face ao valor registado no final de 2003.
1.3 Mercado de Capitais
A evolução dos principais índices accionistas em 2004 pode ser dividida em três períodos distintos. Um primeiro, coincidente com o primeiro semestre do ano e caracterizado por uma elevada volatilidade, um segundo em que a maioria dos principais índices se precipitaram para os mínimos do ano e, finalmente, um terceiro marcado por uma evolução ascendente dos índices.
Índices atingem máximos no final do ano
86 90 94 98 102 106 110
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
DAX30 NASDAQ
Fonte: Datastream
A elevada volatilidade do primeiro semestre está associada aos diversos factores que afectaram os mercados financeiros, dos quais se destacam, pelo lado macroeconómico, a acentuada subida do preço do petróleo e as expectativas da alteração da “stance” da política monetária nos EUA e, no campo geopolítico, a situação do Iraque, os atentados terroristas em Madrid e o início do processo eleitoral nos EUA.
Com o início do segundo semestre, e após o Fed ter procedido à primeira subida de taxas de intervenção do corrente ciclo económico, os principais índices ocidentais começaram a acumular perdas, com os mínimos a serem atingidos em meados de Agosto. Esta tendência viria a inverter-se no final de Agosto, marcando o início da recuperação do inverter-segmento accionista, em reacção a uma “earnings season” favorável nos EUA e, posteriormente, à descida do preço do petróleo. Dos factores que influenciaram os mercados nesta metade do ano, destacam-se ainda a depreciação do dólar, o processo eleitoral nos EUA e o abrandamento do crescimento económico nos dois lados do atlântico e posterior revitalização da economia norte-americana.
O último dia de Dezembro, além de marcar mais um mês e trimestre de valorizações, marcou também o segundo ano consecutivo de ganhos para as principais praças internacionais, com muitos dos máximos do ano dos principais índices europeus e norte-americanos a serem atingidos nos últimos dias de negociação.
Evolução de alguns índices de referência em 2004
2004 Mínimo do ano Máximo do ano
31-Dez Variação* valor Variação* data valor Variação* data
EUA
Dow Jones 10783,0 3,1 9750,0 -6,7 25-Out 10854,5 3,8 28-Dez
Nasdaq 2175,4 8,6 1752,5 -12,5 12-Ago 2178,3 8,7 30-Dez
UE12
IBEX35 9080,8 17,4 7578,3 -2,1 13-Ago 9100,7 17,6 29-Dez
DAX30 4256,1 7,3 3647,0 -8,0 13-Ago 4261,8 7,5 28-Dez
PSI20 7600,2 12,6 6747,4 0,0 01-Jan 7952,5 17,9 08-Mar
CAC40 3821,2 7,4 3484,8 -2,1 13-Ago 3844,1 8,0 17-Nov
MIB30 312,2 16,9 263,5 -1,4 13-Ago 312,3 16,9 28-Dez
EUROSTOXX50 2951,2 6,9 2580,0 -6,5 13-Ago 2959,7 7,2 08-Mar
Emergentes
MSCI Russia ($) 479,9 4,1 408,2 -11,5 28-Jul 626,7 35,9 12-Abr
ISE100 24971,7 34,1 15922,4 -14,5 17-Mai 24971,7 34,1 29-Dez
Hang Seng 14230,1 13,2 10967,7 -12,8 17-Mai 14266,4 13,4 29-Dez
MERVAL 1375,4 28,3 839,9 -21,6 17-Mai 1389,5 29,6 29-Dez
BOVESPA 26196,0 17,8 17604,0 -20,8 10-Mai 26196,0 17,8 30-Dez
Outros
NIkkey225 11488,8 7,6 10365,4 -2,9 10-Fev 12163,9 13,9 26-Abr
FTSE100 4814,3 7,5 4287,0 -4,2 26-Jul 4820,1 7,7 30-Dez
MSCI World 852,5 9,5 754,9 -3,0 13-Ago 853,2 9,6 30-Dez
* Face a 31 de Dezembro de 2003, em % Fonte: Datastream, Reuters e; GESE
Nos EUA, o Nasdaq findou o ano nos 2175,44 pontos, com uma valorização anual de 8,6%. Por seu turno, a evolução do Dow Jones Industrial Average foi mais moderada, ao subir 3,1% para 10.783,0 pontos, no mesmo período. Na Europa, destaque para o desempenho do IBEX35 de Espanha e do MIB30 de Itália, cujas variações anuais atingiram 17,4 e 16,9%, respectivamente. O DAX30, o CAC40 e o FT100 registaram subidas mais moderadas, ainda que significativas, de 7,3%, 7,4% e 7,5%, respectivamente.
Em Portugal, o PSI20 apresentou uma valorização de 12,6%, terminando o exercício em apreço nos 7.600,16 pontos, num comportamento que teve por base, não apenas subidas significativas nas cotações das empresas de maior capitalização, com destaque para a Sonae (62,12%), Brisa (27,36%) e Portugal Telecom (14,04%), mas também e especialmente, no âmbito das empresas de pequena e média dimensão, com ênfase para a Impresa (65,71%) e Sonaecom (60,34%), entre outras.
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No segmento obrigacionista, e não obstante os agentes económicos continuarem a descontar novas subidas de taxas de intervenção ao longo de 2005, num contexto de manutenção de um significativo dinamismo económico e do esgotamento da capacidade produtiva instalada, as taxas de juro de médio e longo prazo permaneceram em níveis historicamente baixos.
Evolução das yields a 10 anos (em %)
3,50 3,75 4,00 4,25 4,50 4,75 5,00
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
USA - "treasuries" a 10 anos Alemanha - "bund" a 10 anos
Fonte: Datastream
Parte da explicação deste fenómeno reside na mudança de regime, que ocorreu no final do século passado, para uma situação de inflação mais reduzida relativamente a posições cíclicas idênticas. Esta situação é particularmente ilustrada pelo comprometimento na concretização de determinados objectivos para a inflação, por algumas das principais autoridades monetárias, onde o Banco Central Europeu é exemplo por excelência.
Prémios de risco em queda
100 150 200 250 300 350
Jan Abr Jul Out Jan Abr Jul Out
AAA BAA
2004
Fonte: Reserva Federal dos EUA
No entanto, existem fortes evidências de que os reduzidos níveis de taxas de juro decorram de uma excessiva tomada de risco nos mercados financeiros, motivada pela ampla liquidez que resultou da adopção de uma política monetária extremamente expansionista. Este excessivo apetite pelo risco pode ser inferido pelo forte estreitamento dos diferenciais de crédito, pelo aumento da actividade de ofertas públicas, de fusões e aquisições e mesmo de transacções especulativas no mercado imobiliário.
Mercado Nacional
No exercício em apreço, a emissão líquida de valores mobiliários em Portugal totalizou 9.018 milhões de euros, um decréscimo de 18,8% quando efectuada uma análise comparativa com o exercício transacto, traduzindo a postura das Instituições Financeiras (IF), Monetárias (IFM) e Não Monetárias (IFNM), de um menor recurso ao financiamento através do mercado de capitais, apesar de os segmentos de Administrações Públicas (AP) e do Sector Não Financeiro (SNF) terem apresentado um maior dinamismo.
No segmento accionista, as emissões registaram um decréscimo, correspondendo a 70% dos montantes emitidos no exercício de 2003, com o aumento das emissões concretizadas por empresas cotadas (68,2%) a não compensar a diminuição das emissões líquidas efectuadas por entidades não cotadas (-56,9%). No âmbito das emissões realizadas por empresas cotadas, que se cifraram em 1.620 milhões de euros, saliente-se que se inverteu a tendência de queda dos últimos anos.
Em termos sectoriais, o Sector Não Financeiro assumiu uma ponderação de 98,8% no total, reflexo de um acréscimo francamente exponencial face ao registado em 2003. A este nível, será de destacar o aumento de capital da EDP, que correspondeu à emissão de 656.537.715 acções, num encaixe ligeiramente superior a 1,2 mil milhões de euros. As Instituições Financeiras Monetárias cotadas não realizaram qualquer emissão líquida accionista, ascendendo o total de emissões efectuadas por Instituições Financeiras Não Monetárias cotadas a 20 milhões de euros. Adicionalmente, saliente-se que ocorreram duas Ofertas Públicas de Venda (Media Capital e Sporting Lisboa SAD), num valor global de 265 milhões de euros, e três Ofertas Públicas de Aquisição (Portucel, Somague e Grão-Pará), no montante total de 365 milhões de euros. As emissões líquidas efectuadas por entidades não cotadas atingiram 1.518 milhões de euros, o que compara com 3.519 milhões de euros referentes ao exercício anterior.
Fo nte : B anc o de P o rtugal; N o v 04
Mercado Primário 9.489 6.045 6.626 4.482 5.876 3.138 0 2.000 4.000 6.000 8.000 10.000 2002 2003 2004 Títulos de Dívida Acçõ es
M€
Fo nte : B anc o de P o rtugal; N o v 04
Emissões de Empresas Cotadas
573 307 132 931 0 32 0 20 1.600 0 250 500 750 1.000 1.250 1.500 1.750 2.000 2002 2003 2004 IFM IFNM SNF M€
Relativamente ao segmento de títulos de dívida, o montante emitido ascendeu a 5.876 milhões de euros, apresentando uma diminuição de 11,3% face ao período homólogo. Esta performance reflecte o menor recurso ao financiamento através de títulos da dívida realizado pelas Instituições Financeiras Monetárias e Não Monetárias, assim como pelo Sector Não Financeiro, não obstante o aumento registado a nível das Administrações Públicas. Em termos de prazos, saliente-se uma inversão da tendência dos últimos anos, com as emissões líquidas de curto prazo a assumirem a maior ponderação (6.293 milhões de euros), sendo negativas as emissões líquidas a médio e longo prazo (-417 milhões de euros), segmento em que, em termos líquidos, foram preponderantes as
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As emissões de valores mobiliários concretizadas e a sua inerente admissão à negociação, aliadas à evolução das cotações, tiveram como efeito líquido o aumento de 8,2% na capitalização bolsista total, que ascendeu a 170.036 milhões de euros no final do exercício de 2004.
Mercado Secundário
No exercício em análise, o volume de transacções de valores mobiliários, nos mercados regulamentados e não regulamentados, ascendeu a 166.004 milhões de euros, uma subida de 7,5% face ao ano transacto. Esta performance traduz essencialmente os aumentos registados nos segmentos de Mercados de Bolsa, Mercado Especial de Dívida Pública (MEDIP) e Mercados Não Regulamentados. Nos Mercados de Bolsa, destaque para o acréscimo de 39,6% verificado no volume transaccionado no Mercado de Cotações Oficiais (MCO), que mais do que anulou as reduções de 80,9% e 40,5% apresentadas, respectivamente, no volume de transacções do Segundo Mercado (SM) e Sessões Especiais (SE). A nível dos Mercados Não Regulamentados, destaque para o Mercado de Estruturados (ME), cuja actividade teve início a 1 de Outubro de 2004, que movimentou 83 milhões de euros no exercício em questão.
No âmbito das Sessões Normais (SN), saliente-se o segmento accionista, cujo volume transaccionado, ao representar 93,3% do total, ascendeu a 27.745 milhões de euros, reflectindo um aumento de 45,8% quando efectuada uma análise comparativa com o exercício anterior. Paralelamente, refira-se que o volume transaccionado no segmento obrigacionista registou um decréscimo de 48,4%, totalizando 654 milhões de euros. Os restantes segmentos do mercado movimentaram 1.332 milhões de euros, 84,1% dos quais referentes a warrants, o que demonstra o forte dinamismo assumido por este mercado desde a sua constituição, em Outubro de 2000.
O volume de transacções nas Sessões Especiais (SE) totalizou 408 milhões de euros, face aos 686 milhões de euros registados no período homólogo de 2003. No exercício em apreço, concretizaram-se duas Ofertas Públicas de Venda (OPV’s) e três Ofertas Públicas de Aquisição (OPA’s), com destaque para a OPA lançada pela Semapa sobre a Portucel, que movimentou 361 milhões de euros.
Fo nte : Euro ne xt Lis bo a (S e s s õ e s N o rm ais )
Volume de Transacções 19.024 1.268 1.402 27.745 654 1.332 0 6.000 12.000 18.000 24.000 30.000 2003 2004 Ac ç õ e s Obriga ç õ e s Outro s M€
Fo nte : Euro ne xt Lis bo a, M e rc ado s R e gulam e ntado s
Capitalização Bolsista 91.180 62.380 3.376 112.724 53.689 2.713 0 25.000 50.000 75.000 100.000 125.000 2003 2004 Ac ç õ e s Obriga ç õ e s Outro s M€
No final do exercício de 2004, a capitalização bolsista dos valores mobiliários admitidos à negociação na Euronext Lisboa cifrou-se, como se disse, em 170.036 milhões de euros, o que reflecte uma variação positiva de 8,2% face ao final de 2003, e evidencia os acréscimos de, respectivamente, 7,9% e 194,1%, verificados na capitalização do MCO e MSC, assim como a já referida constituição do Mercado de Estruturados, não obstante a redução de 5,7% apresentada em termos da capitalização bolsista do SM.
Saliente-se que o segmento accionista, cuja capitalização bolsista, incluindo mercados regulamentados e não regulamentados, atingiu 113.264 milhões de euros, continuou a assumir a maior ponderação (66,6%) em termos da capitalização bolsista global, e registou um aumento de 24% relativamente ao período homólogo. Para esta performance foi determinante a já referida evolução das cotações, que mais do que compensou o efeito líquido das inclusões/exclusões à negociação. Paralelamente, refira-se que a capitalização bolsista do segmento obrigacionista caiu 13,9%, totalizando 53.689 milhões de euros e representando 31,6% do total. No segmento Outros, merece destaque a capitalização bolsista dos warrants, que totalizou 1.625 milhões de euros e que tem registado, nos últimos anos, uma tendência decrescente.
2. Actividade do Finibanco-Holding, SGPS S.A.
2.1 Acção do Finibanco-Holding
Cumprindo o que está definido no seu objecto social, o Finibanco-Holding, SGPS S.A., desenvolveu a sua actividade gerindo as participações sociais que constituem o universo empresarial do Grupo Financeiro que encabeça.
As acções desenvolvidas ao longo do exercício, para além da gestão corrente da tesouraria, encontram-se no presente Relatório desenvolvidamente referidas na Mensagem aos Accionistas, feita pelo Presidente do Conselho de Administração, pelo que nos abstemos de aqui as referir de novo.
2.2 Análise Económica e Financeira
2.2.1 Balanço
O Activo líquido do Finibanco-Holding atingiu 182,6 milhões de euros, correspondendo-lhe um crescimento de 23,7% no ano.
As Imobilizações financeiras, líquidas de provisões, registaram um crescimento de 29,2 milhões euros, em consequência dos aumentos de capital, realizados em Junho de 2004 nas Participadas
Activo líquido Activo líquido Activo líquido
Activo líquido mil euros % mil euros % mil euros %
Disponibilidades 279 0.2 102 0.1 (177) (63.4)
Crédito s/ outras IC's 0 0.0 2,625 1.4 2,625
-Crédito s/ Clientes 0 0.0 0 0.0 0
-Carteira de títulos 0 0.0 0 0.0 0
-Imobilizações financeiras 107,201 72.6 136,365 74.7 29,164 27.2
Imobilizações 14,517 9.8 14,080 7.7 (437) (3.0)
Acções próprias 188 0.1 0 0.0 (188)
-Outros activos e contas de regularização 25,455 17.2 29,416 16.1 3,961 15.6
Total Total Total Total 147,640147,640147,640147,640 100.0 182,588182,588182,588182,588 100.0 34,948 23.7 Dez-03 Dez-03 Dez-03
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Nos termos do Aviso 4/2002, reforçaram-se em 1,2 milhões de euros as provisões para menos valias latentes nas participadas, das quais 986 milhões de euros se referem à Fini International (Cayman).
As restantes Imobilizações situam-se em 14,1 milhões de euros, correspondem ao valor dos imóveis propriedade da sociedade e registam um decréscimo de 437 mil euros no exercício.
Em Maio de 2004 o Finibanco-Holding alienou a totalidade das Acções próprias que detinha em carteira, justificando assim a diminuição de 188 mil euros que se regista nesta rubrica.
Os Outros activos e Contas de regularização apresentam um crescimento de 4 milhões de euros, estando incluidos nesta rubrica os suprimentos à Finimóveis e à Fini International (Cayman), no montante de 7,6 e 18,6 milhões de euros, respectivamente.
No final do exercício, o Finibanco-Holding não tinha qualquer débito para com Instituições de Crédito, pelo que se verifica uma diminuição de 3,3 milhões de euros face ao ano homólogo.
Em 2004, o Finibanco-Holding, SGPS S.A. nos termos do nº 2 do artº 354 do Código das Sociedades Comerciais, amortizou 5 milhões de obrigações Finibanco-Holding 02/05, num total de 20 milhões de euros, e emitiu um empréstimo no montante de 9,75 milhões de euros, de que resultou uma redução de 10,25 milhões de euros nas Obrigações em circulação.
Como se disse, a operação de aquisição da participada Fini International (Cayman) realizou-se no final de 2004, com liquidação financeira em Janeiro de 2005. Em consequência, a rubrica Outros passivos inclui as responsabilidades pelo diferimento desta liquidação.
As Provisões para outros riscos e encargos, registaram um reforço líquido de 895 mil euros.
Os Capitais próprios apresentam uma variação positiva de 19,3 milhões de euros, em resultado do aumento de capital de 20 milhões de euros e da redução das Reservas, em 671 mil euros. Esta variação nas Reservas resulta da incorporação do Resultado líquido de 2003 (2.522 mil euros) e da distribuição de dividendos, no montante de 3.193 mil euros.
O Resultado líquido situou-se em 9,9 milhões de euros, registando um crescimento de 7,4 milhões de euros face a 2003.
2.2.2 Conta de Resultados
O Produto bancário cresceu 10,2 milhões de euros, e cifrou-se em 12,7 milhões de euros.
Passivo Passivo Passivo
Passivo mil euros % mil euros % mil euros %
Débitos p/ com Instituições de Crédito 3,330 2.3 0 0.0 (3,330)
-Débitos p/ com Clientes 0 0.0 0 0.0 0
-Obrigações em circulação 45,000 30.5 34,750 19.0 (10,250) (22.8)
Outros passivos e contas de regularização 3,245 2.2 24,148 13.2 20,903 644.2
Provisões 1,192 0.8 2,087 1.1 895 75.1 Passivos Subordinados 0 0.0 0 0.0 0 -Capitais próprios 92,351 62.6 111,656 61.2 19,305 20.9 Lucro do período 2,522 1.7 9,947 5.4 7,425 294.4 Total Total Total Total 147,640147,640147,640147,640 100.0 182,588182,588182,588182,588 100.0 34,948 23.7 Dez-03 Dez-03 Dez-03
A Margem financeira foi negativa em 696 mil euros, mas registou uma evolução positiva de 176 mil euros face ao ano homólogo.
A rubrica Rendimento de títulos inclui os dividendos (5,9 milhões de euros) das Empresas Participadas relativos ao exercício de 2003 e o resultado da liquidação (7,1 milhões de euros) das participadas Finimadeira, SGPS, Unipessoal, Lda e FNB-Serviços Financeiros, SA, no qual se inclui a distribuição de dividendos relativos ao exercício de 2004, feita pela Fini International (Cayman).
As restantes rubricas que compõem os Outros resultados correntes também contribuíram positivamente para o aumento do Produto bancário em 544 mil euros.
No exercício de 2004, constituiram-se Provisões líquidas num total de 2,1 milhões euros, das quais 1,2 milhões de euros para participações financeiras e 0,9 milhões de euros para outros riscos e encargos.
Os Encargos de estrutura registaram uma redução de 98 mil euros, situando-se em 577 mil euros.
O “Cash-Flow”, antes de impostos, foi de 12,6 milhões de euros e o Lucro do período de 9,9 milhões de euros, correspondendo-lhes acréscimos de 421% e 294,4%, respectivamente.
Dez-03 Dez-03 Dez-03
Dez-03 Dez-04Dez-04Dez-04Dez-04 2004/20032004/20032004/20032004/2003 Demonstração de Resultados
Demonstração de ResultadosDemonstração de Resultados
Demonstração de Resultados mil euros mil euros mil euros %
Margem financeira (872) (696) 176 20.2
Outros resultados correntes 3,356 13,422 10,066 299.9
Rendimento de títulos 3,409 12,931 9,522 279.3
Comissões líquidas (109) (355) (246) (225.7)
Resultados em operações financeiras (580) 89 669
Outros proveitos líquidos 636 757 121 19.0
Produto bancário Produto bancário Produto bancário Produto bancário 2,4842,4842,4842,484 12,72612,72612,72612,726 10,24210,24210,24210,242 412.3412.3412.3412.3 Provisões líquidas (542) 2,079 2,621 -Encargos de estrutura 675 577 (98) (14.5) Gastos administrativos 241 141 (100) (41.5) Amortizações 434 436 2 0.5 Resultados extraordinários 171 (6) (177)
-Resultados antes de impostos Resultados antes de impostos Resultados antes de impostos
Resultados antes de impostos 2,5222,5222,5222,522 10,06410,06410,06410,064 7,5427,5427,5427,542 299.0299.0299.0299.0
Impostos sobre os lucros 0 117 117
-Lucro do período Lucro do período Lucro do período
Lucro do período 2,5222,5222,5222,522 9,9479,9479,9479,947 7,4257,4257,4257,425 294.4294.4294.4294.4 Cash-flow antes de impostos
Cash-flow antes de impostosCash-flow antes de impostos
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3. Comportamento Bolsista das Acções do Finibanco-Holding (FNB AM)
No Gráfico seguinte é possível observar a evolução da cotação das acções FNB AM durante o ano de 20041.
Gráfico 1. – Evolução das cotações de fecho das acções FNB AM vs PSI Fonte: Bloomberg
Ao longo do ano, as cotações das acções do Finibanco-Holding, ajustadas pelo aumento de capital ocorrido em Junho, oscilaram entre 1,02 euros e 1,27 euros, tendo fechado o ano a 1,18 euros. As cotações mais altas verificaram-se no segundo semestre do exercício e registaram melhor performance que os índices de referência em análise.
A valorização face à cotação de fecho do ano anterior foi de 14,6%, sendo que os benchmarks PSI-20 e Índice Sectorial dos Serviços Financeiros, valorizaram, respectivamente, 12,6% e 12,0%.
Em termos de quantidade média mensal transaccionada de acções do Finibanco-Holding, os meses de maior volume foram Fevereiro e Março, e o de Dezembro o de mais fraca liquidez. A média de acções transaccionadas por sessão situou-se em 14.068.
No ano de 2003, a um Pay-Out Ratio de 40%, correspondeu um Dividend Yield de 3,4%, calculado à cotação de fecho da última sessão de bolsa do ano de 2003.
1 Ajustadas pelo aumento de capital ocorrido em Junho
95,00% 100,00% 105,00% 110,00% 115,00% 120,00% 125,00%
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro FNB AM PSI 20 PSI Serviços Financeiros
4. Aplicação de Resultados
No exercício de 2004 o Finibanco-Holding, SGPS S.A. obteve um Lucro de 9.947.181,26 euros.
Assim, o Conselho de Administração propõe a seguinte aplicação do Resultado do Exercício de2004:
Para Reserva Legal (10%) 994.718,13 euros
Para Dividendo 4.000.000,00 euros
Para Reservas Livres 4.952.463,13 euros
Total 9.947.181,26 euros
O dividendo a distribuir, no montante de 0,04 euros por acção, corresponde a 40,2% do Lucro obtido.
5. Nota Final
Para terminar o presente Relatório entendemos, antes de mais, ser de inteira justiça expressar o nosso reconhecimento pela postura de diálogo e da franca colaboração patenteada pela Autoridade Monetária e Financeira e pela CMVM-Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Queremos ainda manifestar o nosso grande apreço:
• Aos Órgãos Sociais, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal, e ainda ao Conselho Superior, pela cooperação evidenciada;
• Aos Revisores Oficiais de Contas e Auditores, Ernst & Young Audit & Associados-SROC, SA, pelo apoio nunca regateado;
• Aos Colaboradores do Grupo Finibanco, pela dedicação devotada no desempenho das suas funções;
• Aos Senhores Accionistas, pelo interesse que manifestaram no acompanhamento da nossa actividade e pela confiança com que nos privilegiaram.
Porto, 21 de Fevereiro de 2005 O Conselho de Administração
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6. Anexos
6.1 Informação sobre as Participações dos Membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização
Nos termos e para os efeitos do artº 447º do Código das Sociedades Comerciais, informam-se as posições detidas pelos Membros dos Órgãos Sociais e operações efectuadas no ano de 2004:
Accionista/Membro de Órgãos Sociais:
Sr. Álvaro Pinho da Costa Leite Posição em 31-12-2004
Acções Finibanco-Holding 3.220
Obrigações “FNB Finicupão 02/05” 200
Obrigações “FNB Taxa Garantida 10% 04/09” 200 Obrigações “FNB Intervalos Crescentes 03/11” 200
Posição em 31-12-2003
Acções Finibanco-Holding 2.535
Obrigações “FNB Wall Street 01/04” 200
Obrigações “FNB Intervalos Crescentes 03/11” 200
Obrigações “Finicupão 02/05” 200
Movimentos durante o ano de 2004
Subscrição de 200 Obrigações “FNB Taxa Garantida 10% 04/09”, em 01/03/2004, a 50 euros, cada. Amortização de 200 Obrigações “FNB Wall Street 01/04”, em 01/03/2004, a 50 euros, cada.
Subscrição de 685 acções Finibanco-Holding, a 1 euro, cada, no aumento de capital, em 18/06/2004.
(Cônjuge) D. Maria Augusta Resende da Costa Leite Posição em 31-12-2004
Acções Finibanco-Holding
351 Posição em 31-12-2003
Acções Finibanco-Holding 280
Movimentos durante o ano de 2004
Subscrição de 71 acções Finibanco-Holding, a 1 euro, cada, no aumento de capital, em 18/06/2004.
Eng. Humberto da Costa Leite Posição em 31-12-2004
Obrigações “FNB Cabaz Acções 04/07” 2100
Obrigações “FNB Cabaz Europa 04/07” 100
Obrigações “FNB Cupão Semestral 04/09” 100
Posição em 31-12-2003
Obrigações “FNB Cabaz Global 00/04” 200
Movimentos durante o ano de 2004
Amortização de 2.100 Obrigações “FNB Rentabilidade Assegurada 2001”, em 26/01/2004, a 50 euros, cada.
Subscrição de 2.100 Obrigações “FNB Cabaz Acções 04/07”, em 26/01/2004, a 50 euros, cada. Subscrição de 100 Obrigações “FNB Cupão Semestral 04/09”, em 07/04/2004, a 50 euros, cada. Subscrição de 100 Obrigações “FNB Cabaz Europa 04/07”, em 07/04/2004, a 50 euros, cada. Amortização de 200 Obrigações “FNB Cabaz Global 02/04”, em 26/01/2004, a 50 euros, cada.
Dr. Armando Esteves Posição em 31-12-2004
Acções Finibanco-Holding 370.000
Posição em 31-12-2003
Acções Finibanco-Holding 496.705
Movimentos durante o ano de 2004
Venda de 6.905 acções Finibanco-Holding, em 18/02/2004, a 1,14 euros, cada. Venda de 50.785 acções Finibanco-Holding, em 19/02/2004, a 1,11 euros, cada. Venda de 3.900 acções Finibanco-Holding, em 20/02/2004, a 1,10 euros, cada. Venda de 30.802 acções Finibanco-Holding, em 23/02/2004, a 1,11 euros, cada. Venda de 24.313 acções Finibanco-Holding, em 25/02/2004, a 1,11 euros, cada. Venda de 20.000 acções Finibanco-Holding, em 26/02/2004, a 1,13 euros, cada. Venda de 10.000 acções Finibanco-Holding, em 27/02/2004, a 1,16 euros, cada. Venda de 10.000 acções Finibanco-Holding, em 02/03/2004, a 1,18 euros, cada. Venda de 8.382 acções Finibanco-Holding, em 04/03/2004, a 1,19 euros, cada. Venda de 31.618 acções Finibanco-Holding, em 08/03/2004, a 1,23 euros, cada.
Subscrição de 81.050 acções Finibanco-Holding, a 1 euro, cada, no aumento de capital, em 18/06/2004.
Venda de 6.050 acções Finibanco-Holding, em 23/09/2004, a 1,20 euros, cada. Venda de 5.000 acções Finibanco-Holding, em 30/09/2004, a 1,19 euros, cada.
Prof. Doutor Daniel Bessa Fernandes Coelho
Posição em 31-12-2004
Acções Finibanco-Holding 2.502
Posição em 31-12-2003
Acções Finibanco-Holding 1.970
Movimentos durante o ano de 2004
Subscrição de 532 acções Finibanco-Holding, a 1 euro, cada, no aumento de capital, em 18/06/2004.
28
Movimentos durante o ano de 2004
Venda de 13.750 acções Finibanco-Holding, em 08/06/2004, a 1,05 euros cada.
Subscrição de 13.925 acções Finibanco-Holding, a 1 euro cada, no aumento de capital, em 18/06/2004.
Dra. Ana Beatriz Magalhães Reis Prado de Castro Posição em 31-12-2004
Acções Finibanco-Holding 1.405
Posição em 31-12-2003
Acções Finibanco-Holding 1.405
6.2 Lista de Titulares de Participações Qualificadas
Nos termos do Regulamento nº 04/2004 da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, passamos a referir os Accionistas que, em 31.12.2004, detinham mais de 2% dos direitos de voto correspondentes ao capital social do Finibanco-Holding SGPS, S.A.:
ACCIONISTAS Nº ACÇÕES % DE DIREITOS DE VOTO
VIC (S.G.P.S.), S.A. 66.971.200 66,971 (*)
Vicaima Madeiras (S.G.P.S.), SA 7.128.360 7,128
Porgest, LCC 4.932.375 4,932
António Luís Alves Ribeiro de Oliveira 2.749.972 2,749 Amadeu Ferreira de Almeida Costa 2.500.000 2,500
Manuel Jorge Alves da Silva 2.232.177 2,232
(*) Após consideração das acções detidas indirectamente, através das suas participadas, a VIC (S.G.P.S.), S.A. detém 74,12% dos direitos de votos, como segue:
ACCIONISTAS Nº ACÇÕES % DE DIREITOS DE VOTO
Directamente 66.971.200 66,971
Indirectamente
Através da Vicaima Madeiras (S.G.P.S.), SA 7.128.360 7,128 Através da Pedral-Pedreiras do Crasto de Cambra, S.A. 19.556 0,019
O Sr. Álvaro Pinho da Costa Leite, cuja participação, directa e indirecta, na VIC (S.G.P.S.), S.A. é de 77,52%, detém, directa e indirectamente, uma participação qualificada no Finibanco-Holding SGPS S.A. de 74,12%, como segue:
ACCIONISTAS Nº ACÇÕES % DE DIREITOS DE VOTO
Directamente 3.220 0,003
Indirectamente
Através de Mª Augusta Leite (cônjuge) 351 0,0004 Através da VIC (S.G.P.S.), SA
Directamente 66.971.200 66,971
Indirectamente
Através da Vicaima Madeiras (S.G.P.S.), S.A. 7.128.360 7,128 Através da Pedral-Pedreiras do Crasto de Cambra, S.A. 19.556 0,019
6.3 Acções Próprias Detidas em 31.12.2004
Para efeitos da alínea d) do nº 2 do artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais, informa-se que o Finibanco-Holding, SGPS S.A. efectuou os seguintes movimentos sobre acções próprias, durante o ano de 2004:
Posição em 31-12-2003: 178.810 acções Movimentos durante o ano de 2004:
Venda de 18.810 acções, em 08/04/2004, a 1,16 Euros cada Venda de 4.695 acções, em 13/04/2004, a 1,15 Euros cada Venda de 28.200 acções, em 14/04/2004, a 1,15 Euros cada Venda de 10.000 acções, em 16/04/2004, a 1,13 Euros cada Venda de 2.000 acções, em 19/04/2004, a 1,15 Euros cada Venda de 17.105 acções, em 20/04/2004, a 1,12 Euros cada Venda de 56.350 acções, em 21/04/2004, a 1,11 Euros cada Venda de 41.650 acções, em 03/05/2004, a 1,13 Euros cada
Posição em 31-12-2004: 0 acções
Nenhuma das sociedades dependentes, nos termos definidos no artigo 486º do Código das Sociedades Comerciais, detinha ou fez qualquer movimento sobre acções do Finibanco-Holding, SGPS S.A..
O saldo de acções próprias existente no início do ano não foi considerado de interesse estratégico para o Finibanco-Holding, SGPS S.A. pelo que se optou pela sua venda gradual, de acordo com a procura existente no mercado.
ÍNDICE
CAPÍTULO 0DECLARAÇÃO DE CUMPRIMENTO 2
CAPÍTULO I
DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO
1. Organigrama do Grupo/Conteúdo Funcional/Competências dos Órgãos da Sociedade 3
1.1 Organigrama do Grupo 3
1.2 Conselho de Administração 3
1.2.1 Estrutura dos Órgãos de Administração do Finibanco-Holding, SGPS S.A.
e das suas Participadas 4
1.2.2 Repartição de Competências 4
1.3 Conselho Fiscal 5
1.4 Conselho Superior 6
1.5 Assembleia Geral 7
2. Comissões Específicas Criadas na Sociedade 8
3. Sistema de Controlo de Riscos 9
4. Comportamento Bolsista das Acções do Finibanco-Holding, SGPS S.A. 10
5. Política de Dividendos 12
6. Planos de Atribuição de Acções e/ou de Opções de Aquisição de Acções
Dirigidos a Trabalhadores ou a Membros do Órgão de Administração 12
7. Negócios e Operações Realizadas entre a Sociedade e Membros dos Órgãos Sociais, Titulares de Participações Qualificadas ou Sociedade em Relação de Domínio
ou de Grupo 12
8. Gabinete de Apoio ao Investidor 13
9. Comissão de Remunerações 13
10. Remuneração Anual do Auditor e Outros 14
CAPÍTULO II
EXERCÍCIO DE DIREITO DE VOTO E DE REPRESENTAÇÃO DE ACCIONISTAS 16
CAPÍTULO III
REGRAS SOCIETÁRIAS
1. Códigos de Conduta, Conflitos de Interesses e Sigilo Profissional 17
2. Procedimentos Internos para o Controlo do Risco 18
3. Limites ao Exercício dos Direitos de Voto, Direitos Especiais de Algum Accionista
e Acordos Parassociais 18
CAPÍTULO IV
ÓRGÃO DE ADMINISTRAÇÃO
1. Caracterização 19
2
RELATÓRIO SOBRE O GOVERNO DA SOCIEDADE
Capítulo 0
Declaração de Cumprimento
O presente relatório é elaborado em obediência ao disposto no Artigo 7º do Código dos Valores Mobiliários e de acordo com o modelo constante do anexo ao Regulamento da CMVM nº 07/2001, com respeito pelas alterações que lhe foram introduzidas pelo Regulamento da CMVM nº 11/2003 sobre o governo das sociedades emitentes de acções admitidas à negociação em mercado regulamentado.
Na sua elaboração adoptou-se a estrutura aí delineada e, com o desenvolvimento possível e as condicionantes inerentes a uma organização jovem como é o Grupo Finibanco, deu-se resposta à generalidade das recomendações expressas naqueles documentos normativos.
O Finibanco não tem criadas comissões específicas, designadamente Comissão de Ética e Comissão de Avaliação de Estrutura e Governo Societário. Não tem, por isso, condições para responder à questão que, sobre esta matéria, é colocada no ponto 2 do Capítulo I do presente Relatório.
Capítulo I
Divulgação de Informação
1. Organigrama do Grupo / Conteúdo Funcional / Competências dos Órgãos da Sociedade
1.1 Organigrama do Grupo
SFEM
Cayman
Relativamente à situação descrita no relatório do exercício de 2003, a estrutura do Grupo Finibanco sofreu as seguintes alterações:
• Dissolveram-se a FNB-Serviços Financeiros, SA e a Finimadeira SGPS, Unipessoal, Lda
• Fusionaram-se na Finivalor-Sociedade Gestora de Fundos Mobiliários, SA a Finimus-Sociedade Gestora de Fundos Imobiliários, SA e a Finipatrimónio-Sociedade Gestora de Patrimónios, SA
• A Fini International (Cayman), que era Filial da Finimadeira SGPS, Unipessoal, Lda, foi adquirida pelo Finibanco-Holding, SGPS S.A..
Todas as Participadas são detidas a 100% pelo Finibanco-Holding, SGPS S.A..
1.2 Conselho de Administração
O Conselho de Administração é composto por um número ímpar de membros, num mínimo de três e num máximo de onze, eleitos pela Assembleia Geral.
Finibanco Finicrédito Leasecar Finimóveis Título Finivalor Finisegur Fini International FINIBANCO HOLDING
4
• Presidente – Sr. Álvaro Pinho da Costa Leite • Vice-Presidente – Eng. Humberto da Costa Leite • Vogais – Prof. Doutor Daniel Bessa Fernandes Coelho
Dr. Armando Esteves
Dr. Jorge Manuel de Matos Tavares de Almeida
Os membros do Conselho de Administração, tal como os dos outros órgãos sociais, são eleitos por períodos de três anos, sendo sempre permitida a sua reeleição, e consideram-se empossados, logo que eleitos, sem dependência de outras formalidades.
As competências do Conselho de Administração encontram-se devidamente descritas no ponto 3 do Capítulo IV do presente Relatório, que trata o modo de funcionamento do órgão de administração.
1.2.1 Estrutura dos Órgãos de Administração
do Finibanco-Holding, SGPS S.A. e das suas Participadas
Participação dos membros do Conselho de Administração do Finibanco-Holding, SGPS S.A., no Conselho de Administração das suas Participadas:
ACL HL DB AE TA
Finibanco-Holding Pres. V Pres. Vogal Vogal Vogal
Finibanco Pres. V-Pres. Vogal Vogal
--Finicrédito Pres. V-Pres. -- --
--Leasecar Pres. Vogal -- --
--Finimóveis Pres. -- -- -- Vogal
Título -- -- -- --
--Finivalor -- -- -- --
--Finisegur Pres. -- -- Vogal
--Fini International -- -- -- --
-- ACL-Álvaro Pinho da Costa Leite -- HL-Humberto Leite -- DB-Daniel Bessa -- AE-Armando Esteves -- TA-Tavares de Almeida
1.2.2 Repartição de Competências
O Conselho de Administração do Finibanco-Holding, SGPS S.A., é composto, como se disse, por cinco elementos, todos executivos, a cada um deles competindo a gestão dos seguintes pelouros:
Pelouros Administradores
Gestão Global de Riscos Álvaro Pinho da Costa Leite
Auditoria Património
Participações Internacionais
Banca de Negócios e Particulares Eng. Humberto da Costa Leite
Banca de Investimentos
Planeamento e Contabilidade Dr. Armando Esteves
Sistemas de Informação Financeira
Relações com Investidores Prof. Doutor Daniel Bessa
Banca de Empresas Research
Recursos Humanos Dr. Tavares de Almeida
Serviços Jurídicos Controlo de Crédito
1.3 Conselho Fiscal
O Conselho Fiscal, eleito em Assembleia Geral, nos termos da lei e dos estatutos, é composto por três membros efectivos, um dos quais é o Presidente, e por dois suplentes, sendo um dos membros efectivos e um dos suplentes, Revisores Oficiais de Contas ou Sociedades de Revisores Oficiais de Contas.
Compete-lhe fiscalizar a actividade da Sociedade, no cumprimento rigoroso da Lei e dos Estatutos.
Em resultado do desempenho das suas funções, o Conselho Fiscal elabora anualmente um relatório sobre a sua acção e emite parecer acerca da generalidade dos documentos de prestação de contas, bem como da proposta de aplicação de resultados apresentados à Assembleia Geral pelo Conselho de Administração.
Na sequência da eleição efectuada na Assembleia Geral de 4 de Abril de 2002, o Conselho Fiscal ficou assim constituído para o triénio 2002/2004:
• Presidente
• Professor Doutor Manuel Duarte Baganha
• ROC Efectivo
• Ledo, Morgado e Associados, SROC
representado pelo Dr. Jorge Bento Martins Ledo
• Vogal Efectivo
• Dr. Luís Fernando de Almeida Freitas
• ROC Suplente
• Pereira Rosa, Victor Ladeira, SROC
representado pelo Dr. Luís Francisco Pereira Rosa
• Vogal Suplente
• Manuel Augusto Carvalho Soares Pinto
O Revisor Oficial de Contas Efectivo e o Revisor Oficial de Contas Suplente renunciaram aos respectivos cargos, por terem sido substituídos nas funções de Fiscal Único Efectivo e Fiscal Único Suplente, respectivamente, que desempenhavam no Finibanco, SA, e, consequentemente, como se refere em 1.5 infra, na Assembleia Geral de 28 de Junho de 2004 foram eleitos novos Revisores.
O Revisor Oficial de Contas Efectivo eleito, Ernst & Young Audit & Associados-SROC, SA, ficou representado pelo Dr. Pedro Manuel Travassos de Carvalho, o qual foi posteriormente substituído pelo Dr. João Carlos Miguel Alves.
O Revisor Oficial de Contas Suplente passou a ser o Dr. Óscar Manuel Machado de Figueiredo.
O Presidente do Conselho Fiscal, Prof. Doutor Manuel Duarte Baganha, faleceu em 14 de Setembro de 2004. Nos termos e para os efeitos do disposto nos números 2 e 4 do Artigo 415º do Código das Sociedades, os restantes membros do Conselho Fiscal, em reunião realizada em 30 de Setembro de 2004, chamaram à efectividade de funções o Vogal Suplente, Senhor Manuel Augusto Carvalho Soares
6
Em consequência destes acontecimentos, o Conselho Fiscal do Finibanco-Holding, SGPS S.A. ficou assim constituído:
• Presidente
• Dr. Luís Fernando de Almeida Freitas
• ROC Efectivo
• Ernst & Young Audit & Associados-SROC, SA representado pelo Dr. João Carlos Miguel Alves
• Vogal Efectivo
• Manuel Augusto Carvalho Soares Pinto
• ROC Suplente
• Dr. Óscar Manuel Machado de Figueiredo
• Vogal Suplente • Não atribuído
O Conselho Fiscal reuniu 12 vezes, ao longo do exercício de 2003 (os Estatutos obrigam a uma reunião por mês).
1.4 Conselho Superior
Nos termos dos Estatutos, está constituído um Conselho Superior para colaborar com o Conselho de Administração em assuntos de especial relevância para a Sociedade, que foi eleito na Assembleia Geral de 4 de Abril de 2002 e é composto pelos seguintes Accionistas:
• Sr. Álvaro Pinho da Costa Leite (Presidente) em representação da VIC, SGPS, SA
• Sr. António Ribeiro
em representação da Rivitex-Sociedade Comercial Importadora, Lda
• Dr. Fernando José de Moura e Sá Penafort em representação de Penafort, SGPS, SA
• Dr. Fernando da Rocha Costa
em representação do Senhor Amadeu Ferreira de Almeida Costa
• Sr. Francisco da Costa Oliveira
• Sr. João Francisco Justino
• Sr. Manuel Jorge Alves da Silva
O Conselheiro Sr. Francisco da Costa Oliveira pediu escusa do lugar, no decurso do exercício de 2003, por haver alienado a posição accionista que detinha no Finibanco-Holding, SGPS S.A., ficando assim este órgão reduzido a seis elementos.