MESTRADO EM ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NOS ENSINOS BÁSICO E
SECUNDÁRIO
RELATÓRIO DA PRÁTICA
DE ENSINO SUPERVISIONADA
Ana Filipa Dos Santos Costa
Ágata Cristina Marques Aranha
VILA REAL, 2018
II
III
Relatório elaborado com o intuito de obter o grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em conformidade com o Artigo 20.º, alínea b) do Decreto-Lei n.º 79/2014 de 14 de Maio, sob a orientação da Professora Doutora Ágata Cristina Marques Aranha.
IV
V DEDICATÓRIA Dedico este trabalho aos três amores da minha vida, a ti MAMA, a ti IRMÃO e a ti, IRMÃ.
VI
VII Agradeço à Professora Cooperante, Paula Liberal por toda a disponibilidade e por todos os ensinamentos dados ao longo deste ano letivo, tenho-a como referência tanto ao nível profissional como pessoal.
Agradeço à Professora Orientadora da Faculdade, Ágata Aranha, por todo o
apoio prestado nesta etapa.
Agradeço a minha Mãe, à minha irmã e ao meu irmão por todo o apoio e carinho
dado, são o melhor que a vida me deu e sem eles não conseguia concretizar este sonho.
Agradeço ao meu melhor amigo, André Miranda, por tudo o que vivenciamos ao
longo deste caminho.
Agradeço à Rita Coutinho pela enorme amizade criada e pela enorme partilha.
Agradeço à turma do 9ºB (aos bebés da minha vida) por todo o carinho dado.
Agradeço por fim, ao meu companheiro de todas as aventuras, ao amor da minha
vida, Pedro Teixeira.
VIII
IX
O atual documento está inserido na Unidade Curricular Estágio integrada no
plano de estudos do 2º ciclo em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real. Este, surge com o objetivo de relatar todas as experiências por mim vividas, enquanto professora estagiária ao longo do ano letivo de 2016/2017.
O Estágio Pedagógico foi realizado na Escola E. B. 2,3 Diogo Cão em Vila Real,
tendo como orientadora cooperante a Professora Paula Liberal e a Professora Orientadora Ágata Aranha, da UTAD. Sem mais demoras, refiro ainda os meus colegas de estágio, Ana Rita Coutinho, Andreia Lourenço e José Pedro Teixeira.
Com o objetivo de descrever todo o trabalho realizado durante o estágio
pedagógico, o presente relatório encontra-se organizado num capítulo com diversos pontos, dos quais, o enquadramento, pessoal e institucional, as tarefas de ensino- aprendizagem, as tarefas de relação escola-meio e por fim, a reflexão critica e fundamentada do estágio pedagógico.
Em suma, o Estágio Pedagógico foi um momento crucial pois permitiu melhorar
o meu desempenho como futura docente visto que, procurei ter acesso a novos conhecimentos ajustados à realidade especifica, tendo sempre como principal foco o sucesso dos meus alunos.
Palavras-chave: ESTÁGIO PEDAGÓGICO, EDUCAÇÃO FÍSICA, ENSINO- APRENDIZAGEM.
X
XI
The present document is inserted in the Course Unit Internship integrated in the
curriculum of the 2nd cycle in Teaching Physical Education in Basic and Secondary Education of the University of Trás-os-Montes and Alto Douro, Vila Real. The objective of this report is to state my experiences as a Trainee Teacher during the academic year of 2016/2017.
The Pedagogic Training took place at the Escola E.B. 2,3 Diogo Cão in Vila Real,
with Professor Paula Liberal and my Advisor and Coordinator Ágata Aranha from UTAD. My colleagues during my training at the school were: Ana Rita Coutinho, Andreia Lourenço e José Pedro Teixeira.
The point of all of this report is to describe all of the different activities and work
during my experience and a Trainee. This report is organized by chapters with several points such as: adapting to this new environment, teaching and learning tasks and finally a critical reflection of the fundamental aspects of my Pedagogic Teacher Training.
In conclusion, this experience was a crucial moment in my life because it allowed
me to improve my performance as a future teacher by forcing myself to adjust to this environment and also focusing on the success of my students which is the most important to me.
Keywords: PEDAGOGIC INTERSHIP, PHYSICAL EDUCATION, TEACHING- LEARNING
XII ÍNDICE AGRADECIMENTOS... VII RESUMO ... IX ABSTRACT ... XI ÍNDICE ... XII
LISTA DE ABREVIATURAS ... XIV
1. Introdução ... 1
2. Enquadramento pessoal ... 2
3. Enquadramento instituicional ... 3
4. Tarefas do estágio ... 4
4.1. Processo de inclusão ... 4
4.2. Tarefas de ensino-aprendizagem... 5
4.2.1. Planeamento... 5
4.2.2. Unidades didáticas ... 6
4.2.3. Planos de aula... 9
4.2.4. Prática de ensino supervisionada ...10
4.2.5. Observação ...11
4.2.6. Reflexão da prática pedagógica ...13
4.3. Tarefas escola-meio ...17
4.3.1. Estudo de turma ...17
4.3.2. Assessoria à direção de turma ...18
4.3.3. Atividades extra-curriculares ...19
4.3.3.1. Corta Mato ...19
4.3.3.2. Torneios inter-turmas ...20
4.3.3.3. Desporto escolar ...21
5. Ação de informação ...22
6. Reflexão final ...24 7. Bibliografia...27 8. Anexos ...30
XIII
XIV LISTA DE ABREVIATURAS
EC- Estágio Curricular EF- Educação Física FB- Feedback
IMC- índice de Massa Corporal
NEE- Necessidades Educativas Especiais OC- Orientadora Cooperante
PA- Plano de Aula
PEA- Processo de Ensino Aprendizagem PES- Prática de Ensino Supervisionada UD- Unidade Didática
UE- Unidade de Ensino
UTAD- Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro
XV
XVI
1
O presente documento intitulado como relatório da prática de Ensino
Supervisionado, foi realizado com o propósito de obter a graduação de Mestre, no âmbito do Mestrado em Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Após um término de quatro anos de formação surge um quinto ano, aonde se encontra inserido o estágio pedagógico ao qual, temos a possibilidade de colocar em prática todos os conhecimentos até então obtidos. O estágio concede a oportunidade de ”unificar” as várias disciplinas que constituem a componente académica dos cursos, através da sua articulação com as situações reais (Ralha et al., 1996). Embora tenhamos experimentado a situação ao longo dos quatro anos de curso, este continua a ser um aspeto muito superficial assim, o estágio tende-se como uma estreia na profissão de docência. Novos saberes, novos papéis, uma maior autonomia e um maior sentido de responsabilidade são alguns dos desafios e exigências contidos neste processo rumo ao “Tornar-se professor” (Caires, 2001). Em termos concretos, estes traduzem-se num extenso rol de conhecimentos, procedimentos, rotinas e destrezas que é necessário que aprenda a dominar nos diferentes “palcos” em que o professor atua (sala de aula, sala de professores, nos diversos espaços da escola) e na interação com diferentes atores (alunos, outros professores, pais/ encarregados de educação, funcionários, membros do Conselho Executivo...) (Koeppen, citado por Caires, 2003).
O estágio pedagógico foi realizado no ano letivo de 2016/2017, na Escola E.B. 2
3 Diogo Cão, no distrito de Vila Real. O núcleo de estagiários de Educação Física foi constituído pela minha pessoa e ainda três colegas, Ana Coutinho, Andreia Lourenço e José Teixeira. O mesmo, teve como supervisor cooperante, a Professora Paula Liberal e como supervisora da Universidade a Professora Doutora Ágata Aranha. No ano letivo referido, lecionei aulas aos alunos do 9ºB de escolaridade sempre com a supervisão da professora cooperante.
Este documento está a ser produzido com o objetivo de apresentar de um modo
criterioso, reflexivo e critico, todas as tarefas e atividades desenvolvidas ao longo do ano de estágio. Nele se encontram todas as tarefas de ensino-aprendizagem, tarefas
de relação meio-escola e por fim, uma reflexão crítica de todo o estágio.
2 2. Enquadramento pessoal
Frequentei a Licenciatura de Educação Física e Desporto Escolar na
Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro sendo que, foi o último ano de existência do mesmo na universidade. Sempre tive como objetivo ingressar no Mestrado em Educação Física nos ensinos Básico e Secundário nesta academia pelo que me senti felicíssima ao cumprir este objetivo. Após o término do primeiro ano de mestrado surge o segundo ano com uma nova e desconhecida fase, o estágio pedagógico. Este, serviu para colocar em prática todo o conhecimento até então apreendido. Uma vez que teríamos de lecionar um ano letivo foi de bom gosto, permitir aos alunos que tentassem selecionar consoante as preferências o local do estágio e o seu grupo de trabalho.
Pessoalmente, tudo correu como o planeado, realizei estágio na minha primeira
opção, E.B 2,3 Diogo Cão, relativamente ao grupo de estágio não tinha nenhum grupo formado.
Esta experiência foi muito relevante e enriquecedora tanto ao nível profissional
como pessoal. Foi uma experiência completamente diferente do que havia vivido dado que me permitiu colocar em prática todo o conhecimento até aqui adquirido e desenvolver capacidades e destrezas para ultrapassar os problemas que iriam aparecendo no dia-a-dia.
Reviverei esta etapa da minha vida como uma fase de grande disciplina,
aprendizagem e superação. Foi uma experiência única e memorável que guardo com imenso carinho.
3
A escola E.B 2,3 Diogo Cão situa-se no concelho de Vila Real, a sua fundação
ocorreu no ano letivo de 1973/ 1974 e contava somente com turmas de 2º ciclo. No ano letivo de 1991/ 1992 passou a estar incluído o 3ºciclo de escolaridade.
Em 2003 foi concebido o agrupamento contando com 49 edifícios escolares.
Estes, estabeleceram parcerias com diversas instituições com o propósito de assegurar a existência de recursos necessários para que o ensino e a aprendizagem sejam sempre excelentes.
A sua sede encontra-se num local promovido pelo interesse público e
educacional, perto do Instituto Português do Desporto e Juventude, Parque Florestal, Parque Corgo, Piscinas Municipais e Ginásio Clube de Vila Real.
Quanto aos recursos institucionais, esta conta com um ginásio, com capacidade
para uma turma, 4 áreas exteriores sendo que, 2 destas áreas estão equipada com tabelas de basquetebol e balizas para futebol e ainda, uma área com caixa de areia para salto em comprimento e lançamento do peso. Esta, também dispõe de um pavilhão gimnodesportivo com capacidade para 4 turmas e por fim, para a lecionação da aula de natação, conta com as Piscinas Municipais e as piscinas do Ginásio Clube de Vila Real.
Finalmente e sem menor importância, é de referir que esta escola prima pela
inclusão de alunos com necessidades educativas especiais.
4 4. Tarefas do estágio
Primeiramente, todos os estagiários foram requeridos para assistir a uma reunião
com os supervisores da instituição, UTAD, como forma de apresentar todos os objetivos do estágio pedagógico e todas as tarefas a realizar.
Todas as tarefas de estágio estão descritas no documento orientador,
Supervisão Pedagógica em Educação Física e Desporto: Parâmetros e Critérios de Avaliação do Estagiário em Educação Física elaborado por Ágata Aranha em 2008.
O documento apresenta os parâmetros e critérios de avaliação das várias
atividades propostas a desenvolver pelo estagiário, sendo estas: Ø Tarefas de ensino-aprendizagem:
• Planeamento;;
• Unidades didáticas (UD) ;; • Planos de aula (PA);;
• Prática de ensino supervisionada (PES). Ø Tarefas escola-meio:
• Estudo de turma;;
• Assessoria à direção de turma;; • Atividades extracurriculares;; • Ação de informação.
Resumidamente, todas as tarefas serão enunciadas com o propósito de serem
detalhadamente explícitos os seus procedimentos conjuntamente com uma reflexão critica.
4.1. Processo de inclusão
O contato com a escola iniciou-se no dia 16 de Setembro de 2016 aonde se
encontrava a supervisora, esta recebeu todos os elementos do núcleo de estágio de uma forma afetiva. A supervisora de imediato apresentou as instalações da escola, alguns auxiliares de educação e ainda os responsáveis pela manutenção do ginásio/ pavilhão da escola.
Desde o inicio, a professora cooperante proporcionou a todos os elementos do
núcleo uma grande integração social não só para conhecer os espaços da instituição como também todos os elementos intervenientes.
Outro motivo pelo qual me senti feliz ao realizar este estágio foi, o facto de ter
5
Parte da integração no meio escolar também advém de algumas ações fora do
contexto da sala de aula como por exemplo, alguns momentos de lazer (almoço do grupo de EF, jantar de final de ano) que proporcionaram a criação de laços afetivos.
Concluindo, nesta escola encontramos um ambiente excelente para uma fácil
adaptação que é fundamental para a realização de um bom trabalho.
4.2. Tarefas de ensino-aprendizagem 4.2.1. Planeamento
Segundo Luckesi (1990), “O planeamento como ato politico, será dinâmico e
constante, pois estará adaptado a uma constante tomada de decisão”. Considerando o autor, entende-se que o planeamento deve ser dinâmico pois poderá sofrer alterações conforme o contexto real aonde se esteja inserido. O planeamento para o professor, é um processo de organização e racionalização de toda a matéria (objetivos).
Com o inicio do ano, o grupo de Educação Física, baseou-se no “Programa de
Educação Física (Reajustamento), Ensino Básico, 3º Ciclo, 2001” junto de todas as condições de lecionação (instalações e materiais) e definiram o planeamento anual de atividades letivas, delineando as UD´s a lecionar em cada período e ano escolar.
O planeamento anual foi-nos fornecido pela supervisora no dia 16 de Setembro
quando esta e o núcleo de estágio se reuniram. A reunião teve como principal objetivo informar os estagiários de como seria o funcionamento de todo o estágio pedagógico. Ficamos então a saber, que cada elemento do núcleo seria responsável pela lecionação de uma turma da supervisora e ainda responsáveis pelas atividades extracurriculares, Desporto escolar e os torneios inter-turmas. Por fim, mencionou também que a acessória à direção de turma seria garantida por nós, estagiários.
Todas as tarefas de ensino aprendizagem brotaram de um conjunto de ações
planeadas do geral (planeamento anual) para o especifico (planeamento de cada aula). Contudo, executar o planeamento da forma mais correta não foi tarefa fácil devido à minha inexperiência, porém a procura de informação e a troca de informação entre colegas de estágio e supervisora permitiu a superação de todas as dificuldades. Em suma, Grilo, citado por Caires (2003), aponta a “relação informal e de horizontalidade existente e o clima de suporte, solidariedade e ajuda crítica que poderá emergir no seio das suas interações;; a troca de materiais e/ou de impressões acerca do “real” surgem como importantes facilitadores dos processos de autoformação”. Com isto, garantimos
6 que a troca de informação e partilha entre todos os elementos da instituição assegura um processo de autoformação.
4.2.2. Unidades didáticas
Segundo, Aranha (2004), “antes de se dar início à lecionação tem de se fazer o
planeamento da atividade. Em Educação Física, a cada bloco ou conjunto de aulas, de cada atividade física ou modalidade desportiva, chama-se Unidade de Ensino. A esta corresponde um programa específico, ao qual se chama de Unidade Didática. As aulas da U.E. devem corresponder ao que foi planeado na UD constituindo uma sequência lógica e continua” (p. 11).
Maestro, citado por Carmona (2012), afirma que as atividades propostas pelo
professor não devem ser uma mera soma de atividades pelo que importa que sejam significativas, que tenham um motivo e um objetivo;; que sejam adequadas aos conteúdos e ao contexto;; que sejam interativas e variadas;; e suficientes para que todos os alunos consigam alcançar os objetivos previstos.
Deste modo, verificamos que as unidades didáticas são instrumentos que
conduzem à forma de planificar e organizar o processo de ensino-aprendizagem de cada modalidade. Este documento orientador é composto pelos conteúdos a ser lecionados em cada aula e deve resultar de um processo lógico de ordem progressiva de complexidade tendo sempre em atenção as necessidades específicas e caraterísticas individuais dos alunos.
A elaboração das UD´s eram baseadas na calendarização definida pelo grupo
de Educação Física aquando o planeamento. Posto isto, o mesmo é afixado no roulement do ginásio para que todos os elementos do grupo fossem capazes de identificar a modalidade a lecionar, o horário e o espaço a ocupar.
A composição da unidade didática permite ao docente ter conhecimento inicial
da turma, definir objetivos e estratégias e ainda parâmetros de avaliação. Relativamente a este último ponto, a avaliação diz respeito ao processo regulador das aprendizagens, orientador do percurso escolar e certificador das diversas aquisições realizadas pelo aluno (Diário da República, 2011). Acrescenta Ágata, citado por Marques (2011) que a avaliação refere-se à recolha de informações necessárias para um (mais) correto desempenho. É um regulador por excelência de todo o processo de ensino- aprendizagem.
7 aluno com o intuito de situar o professor em relação ao PEA e a adotar as melhores estratégias e decisões de forma a que estes caminhem para o sucesso escolar. Segundo Metzler (2000), “o processo de avaliação tem como objetivos determinar que aprendizagens aconteceram num determinado período, avaliar a qualidade das aprendizagens e tomar decisões a partir dessa análise, de forma a potenciar a aprendizagem”.
As avaliações aconteceram ao longo dos três períodos e tiveram um cariz teórico-prático. Na parte prática os alunos completaram três fases: Diagnóstica, Formativa e Sumativa enquanto que, na parte teórica, estes desenvolveram um teste escrito. Todas as UD´s realizadas tinham como obrigação, que a primeira aula se destina à avaliação diagnóstica permitindo averiguar o nível inicial dos alunos e as últimas aulas se destinassem a avaliação sumativa de maneira a conhecer a evolução dos alunos. Todas as avaliações foram aplicadas e de seguida apontadas numa grelha cuja construção pressupunha, cinco critérios de êxito a ser avaliados em cada conteúdo e cinco níveis de classificação: 1- Não executa;; 2- Executa mal;; 3- Executa;; 4- Executa bem e 5- Executa muito bem. Posteriormente á experimentação, percebemos que a prática avaliativa requer muita perícia e de forma a tornar todo o processo o mais prático possível, este deve possuir objetivos simplistas. Para além disso, quando a avaliação não é suficientemente criteriosa, não conseguimos garantir uma observação pormenorizada com isto, no futuro, certamente iremos optar pela diminuição da quantidade de critérios de êxito. No caso de indivíduos NEE apenas um aluno, era avaliado de forma diferente, este realizava trabalho teórico pois não podia realizar nenhuma atividade física devido a apresentar Osteoporose em grau elevado.
Com a elaboração da primeira unidade didática surgiram algumas dúvidas tal
que, a nossa supervisora nos cedeu um exemplar aonde conseguíamos ver a estrutura de uma unidade didática. Todas as UD`s foram elaboradas conforme a primeira e de acordo com o que é descrito na série didática, Nº 47- Organização, planeamento e avaliação em educação física da Profª Dr.ª Ágata Aranha. À posteriori todas as UD´s eram entregues á orientadora com o intuito de esta analisar e avaliar as mesmas e referir os aspetos a melhorar caso necessário, para que não houvesse nenhum problema com a sua lecionação.
8
A escolha das turmas recaiu sobre o núcleo de estagiários, a professora Paula
Liberal apresentava a seu encargo quatro turmas, uma do oitavo ano de escolaridade e três do nono ano de escolaridade.
Ao longo do todo o ano letivo cada estagiário lecionou cinco unidades didáticas:
Voleibol, Andebol Basquetebol, Futsal e Natação.
As unidades didáticas que mais dificuldades geraram foram o Andebol e o Futsal.
Devido à menor familiaridade com as modalidades e escassa experiência profissional na lecionação destas.
Relativamente à modalidade de Andebol sentimos dificuldade na elaboração da
planificação pois para além da falta de familiaridade não tínhamos qualquer conhecimento relativo às capacidades iniciais dos alunos, contudo, a planificação dos conteúdos recaiu pelo melhor, à vista disso, todos os conteúdos foram cumpridos e de uma forma bastante positiva.
A modalidade de Futsal foi experienciada com alguma dificuldade devido ao
enorme número de conteúdos a ser lecionados para um curto prazo de tempo. A troca de ideias entre núcleo de estágio e a professora cooperante resultou na diminuição das dificuldades sentidas contudo, não foram lecionados todos os conteúdos devido á existência de greves dos auxiliares da educação. Não será demais expor que graças ao empenho e motivação da maioria dos alunos na realização das atividades propostas os alunos conseguiram anular quaisquer dificuldades sentidas em conteúdos anteriormente lecionados e cumprir com grande eficácia os conteúdos abordados no presente ano.
As restantes UD´s também careceram de grande trabalho, dedicação e empenho
para cumprir tudo o que se encontrava planeado.
A realização das unidades didáticas servem ao professor de modelo de
orientação para o planeamento de todas as aulas todavia, também as reflexões concebidas após o término da lecionação são de extrema importância pois permite ao docente estagiário refletir sobre diversos pontos.
O balanço/ reflexão das UD´s debruça-se sobre todas as aulas dadas, referindo
e analisando pontos, tais como, os exercícios realizados, o comportamento dos alunos, a avaliação, a performance enquanto docente estagiária, mas, especialmente as estratégias utilizadas. Em suma, o balanço das UD´s permite refletir sobre o trabalho desenvolvido e expor todos os sucessos e insucessos ocorridos durante a lecionação.
9 unidade didática.
Em conclusão, as unidades didáticas fomentaram um momento de
aprendizagem onde colocamos em prática todos os conhecimentos. Conjuntamente existiu um período de partilha e entreajuda entre o núcleo de estágio e a professora orientadora onde esta, se mostrou muito prestável ajudando sempre que possível, permitindo ultrapassar todas as dificuldades. ( Exemplo de UD no Anexo I).
4.2.3. Planos de aula
Néreci (1991) refere que o plano de aula é um projeto de atividade que se
destina a identificar elementos concretos de realização da unidade didática e consequentemente do plano de curso. Este autor, defende que o plano de aula é um roteiro de trabalho disciplinador de esforços. A sua elaboração não cria obrigatoriedade de cumpri-lo fielmente, sem afastamento do mesmo.
Segundo Reizinho (1981), “o importante num plano de aula é que se defina uma
estratégia didática para essa aula, integrada numa estratégia mais ampla, para um conjunto de aulas. É prever todos os recursos didáticos, material a utilizar, formas de dinamizar e motivar”.
O plano de aula surge como a última etapa a ser realizada este, serve como
antevisão das atividades a ser realizadas em cada lição.
O pedagogo deve pensar sobre quais as atividades que irá realizar, seguindo
sempre uma sequência lógica de complexidade, partindo do mais simples para o mais complexo e tendo sempre em conta, as capacidades dos alunos. Para além destes tópicos, o professor também deve ter em atenção o material didático necessário, o espaço disponível para a prática e quais as estratégias a aplicar para que os educandos consigam obter resultados positivos quanto á evolução das suas capacidades físicas.
Não obstante de o PA ser um documento onde estão expostos os exercícios, os
conteúdos e as estratégias é importante enunciar que este não passa de um guia pelo qual, nos podemos orientar, podendo ser alterado sempre que necessário. No plano de aula, consta tudo aquilo que o professor tem intenção de cumprir todavia, o aparecimento de algumas situações poderá condicionar o mesmo, assim, o docente
10 deverá tomar a iniciativa de alterar o que se encontra descrito no plano, criando as condições necessárias ao processo de ensino-aprendizagem.
Ao longo do ano letivo, achamos que conseguimos adotar as melhores
estratégias á medida que iam ocorrendo situações imprevistas. Uma das medidas adotadas foi reajustar o tempo de aquecimento e do primeiro objetivo operacional devido ao atraso consecutivo da auxiliar do ginásio ou já numa última fase optar por fazer a gestão de recursos envolventes (pegar nas chaves da secretaria para abrir o ginásio, recolher o material necessário e as chaves do pavilhão e por fim, abrir o pavilhão para lecionar).
Os PA foram concebidos em conformação com o descrito na sequência de
conteúdos da Unidade Didática e sempre respeitando o grau de complexidade dos exercícios de acordo com o nível de capacidade dos alunos.
Posteriormente á lecionação, a professora cooperante reunia com o estagiário
aonde ditava os pontos a serem alterados, caso necessário, emitindo sempre um feedback geral de toda a seção. Com isto, era elaborado um balanço de atividade aonde nos permitia perceber se todas as estratégias aplicadas e os conteúdos estiveram adequados àquele momento. O balanço da atividade oportuniza ao estagiário responder a determinados parâmetros e reajustar caso hajam carências o planeamento das aulas seguintes.
Por último, tal como as UD´s, a conceção dos PA seguem a série didática, Nº
47- Organização, planeamento e avaliação em educação física da Profª Dr.ª Ágata Aranha. (Exemplo de PA em Anexo II).
4.2.4. Prática de ensino supervisionada
“A multiplicidade de funções a exercer hoje na escola pelos professores e a sua necessária articulação sistémica implica que o professor já não possa ser formado apenas no isolamento da sua sala ou da sua turma. Ele é membro de um grupo que vive numa organização que tem por finalidade promover o desenvolvimento e a aprendizagem de cada um num espírito de cidadania integrada. ”(Alarcão, 2001, p.18)
Segundo Sá-Chaves (2004), a supervisão assemelha-se à construção de uma
11 em que um profissional, em princípio mais experiente, mais informado e conhecedor dos segredos da profissão, orienta outro profissional, no seu desenvolvimento profissional e humano (Alarcão & Tavares, 2010). Desta forma, a supervisão pode ser entendida como uma visão aprofundada, reflexiva e com sentido autocrítico do contexto circundante mas também voltada para o interior com vista a compreender o significado da realidade;; uma visão com capacidade de previsão;; uma retro visão;; e uma segunda visão para promover o que se pretende que seja instituído, para evitar o que não se deseja e para reconhecer o que aconteceu e não deveria ter acontecido (Stones, 1984).
A PES surge como um momento no processo de formação do estagiário esta,
sustenta, todas as aulas observadas pelo OC e pelos elementos do núcleo de estágio, todas as aulas lecionadas e ainda, todos os documentos inerentes à lição como os planos de aula e as unidades didáticas. Todas as aulas lecionadas, foram observadas pelos elementos pertencentes ao núcleo de estágio e pelo meu OC. No final de cada aula, foi realizada uma reflexão critica aonde expomos e meditamos a cerca de todas as metodologias do PEA, de forma a perceber se os alunos estão a ter o melhor rendimento e aproveitamento possível. A atitude reflexiva é considerada promotora de conhecimento profissional na medida que implica o questionamento permanente de si mesmo e das suas práticas (Alarcão e Roldão, 2008). O OC ao longo de todo o estágio foi ditando vários feedbacks e fornecendo documentos de apoio com o propósito de nos fazer refletir sobre a matéria e nos permitir adquirir novas formas de abordagem ao ensino.
Em suma, é possível afirmar que a supervisão de acordo com, Alarcão e Roldão
(2008), é um conceito estabilizante da “construção do conhecimento profissional”, sendo a escola, o espaço por excelência, de referência da prática educativa do professor, com o qual ele constrói esse conhecimento.
4.2.5. Observação
“Observar é algo mais que olhar, é captar significados diferentes através da visualização.” (Sarmento, 2004)
Ágata, citado por Mendes et al (2012), afirma que na Educação Física, assim
12 capacidade essencial para o uso, sendo fulcral na análise e avaliação das prestações dos alunos ou atletas, e como tal, na própria atividade do docente. Deste modo, é possível afirmar que a observação foi a base de todo o trabalho desenvolvido no estágio curricular. Ao longo de todo o estágio foram realizadas 20 observações ao OC e 45 observações a cada estagiário pertencente ao núcleo de estágio. As observações foram realizadas numa ficha de registo anedótico onde apenas se registavam os macros aspetos de cada aula lecionada, ou seja, o tempo específico, o tempo não específico, instrução, organização e transição. O registo foi feito através de cronometragem em segundos e serviu para retirar algumas deduções relativas ao tempo de atividade motora. Para além deste fator, a observação ao OC promoveu o conhecimento inicial da turma, tanto ao nível das suas capacidades motoras como de alguns comportamentos da mesma. Ao nível da observação aos colegas de estágio, podemos ditar que a visualização de todas as aulas lecionadas proporcionaram um aumento bastante significativo quanto às estratégias e exercícios a aplicar nas diversas modalidades.
Em harmonia com, Ágata (2007), “quem não sabe observar não consegue
analisar, avaliar nem identificar erros - os seus, os dos seus alunos ou os dos seus atletas - e, por conseguinte, não consegue melhorar prestações, ou seja, não evolui”. Com isto, a observação aos discentes surge com o objetivo de recolhermos informações para corrigirmos possíveis erros de aplicação de metodologias/ estratégias (docente) ou inerentes à execução dos gestos técnicos ou comportamentos (alunos).
De forma a proporcionar qualidade na forma de observação, Sarmento (1991)
destaca a fase de preparação do observador como elemento preponderante na melhoria da qualidade da observação. Denominando as diferentes fases de etapas processuais, o autor enfatiza e ordena os seguintes elementos: selecionar a tarefa que se pretende observar;; selecionar os parâmetros cinemáticos a observar;; atribuir valores mensuráveis à observação realizada;; estabelecer os parâmetros concretos para a observação;; observação;; tratamento e análise no intuito de servirem os propósitos previamente estabelecidos. Um planeamento equilibrado capacitará o docente de um maior foco atencional no que pretende observar (Mendes et al, 2012). Sintetizando, a observação deverá estar bem planeada de modo, a incidir no elemento que queremos observar descartando por completo elementos que a dissipe.
Por fim, as observações realizadas ao longo de todo o estágio oportunizaram um
13
4.2.6. Reflexão da prática pedagógica
“O estágio é um período único e significativo na vida pessoal e profissional de qualquer professor.” (Simões citado por Caires e Almeida, 2003)
O estágio pedagógico é o culminar de todo o percurso académico e é com esta
vivência que passamos para aplicação, em contexto real, de tudo o que foi apreendido até então. Esta fase é considerada pelos estagiários como oportunidade de demonstrar todas as destrezas adquiridas ao longo da formação académica.
Todavia, o “choque com a realidade” (Veenam, 1984), faz-nos perceber que
aplicação do conhecimento teórico em relação á pratica não é um processo simplista. O contexto de ensino possui inúmeros fatores imprevisíveis aos quais o conhecimento teórico não responde, assim é necessário que o estagiário mostre autonomia, prontidão e rapidez ao contexto inerente. A realidade que até então tinha sido enfrentada por nós, aulas de apenas quinze minutos a indivíduos com a mesma idade e com os mesmos objetivos, passaram a ser, aulas de noventa minutos a indivíduos cuja idade ronda os treze e os quinze anos sem qualquer sentido de responsabilidade.
Deste modo, um professor estagiário defronta-se com dois sentimentos: o da
sobrevivência, que se caracteriza pela luta em não desistir da profissão, ao deparar-se com todas as adversidades, e o facto de descoberta, que se caracteriza pelo facto de se sentir um profissional (Huberman, 2000). Na mesma linha de pensamento do autor, é possível afirmar que as emoções de sobrevivência e descoberta foram realmente sentidas. Se por um lado, a sobrevivência nos trouxe algum desconforto e algum medo, pois era um momento nunca anteriormente vivido, por outro lado, o sentimento de descoberta trouxe-nos um estado de excitação e entusiasmo uma vez que, estávamos a concretizar aquilo que mais desejávamos, sermos professores.
A primeira aula serviu para a nossa OC apresentar todos os elementos que
14 algum contato com os alunos que nos levariam a ter conhecimento das suas expectativas relativamente à disciplina.
Aquando a oportunidade de nos exprimir-mos, sugerimos aos alunos o máximo
de esforço, dedicação e respeito sem descorar que da nossa parte existiriam os mesmos valores. Valores dos quais, pela concordância de todos os elementos do núcleo são fundamentais para o desenrolar da prática de ensino pedagógica. Para além destes pontos, ditamos também o ponto da avaliação, quer para eles alunos quer para nós professores estagiários citando que a nossa avaliação estava comprometida com a deles por isso seria de bom agrado que todos lutássemos pelos mesmo objetivos afim de acalçarmos tudo o que ambicionamos.
Inicialmente, observamos vinte aulas à OC estas atendem ao primeiro momento
de aprendizagem. As observações oportunizaram a visualização de inúmeras ações e estratégias oriundas de um docente com mais experiência tanto ao nível dos exercícios utilizados, tempo de empenhamento motor, estratégias de ensino, tempo de instrução, linguagem utilizada e a própria relação professor-aluno. Neste sentido, as observações ao OC também nos possibilitaram o conhecimento dos comportamentos, atitudes, capacidades dos alunos permitindo a nós estagiários uma planificação mais eficaz e adotar procedimentos mais corretos aquando a estreia como docentes.
Após as vinte aulas lecionadas pela OC, chegou a vez de nos estrearmos no
mundo da docência. A primeira aula serviu para os relembrar novamente do método de avaliação e informa-los qual a primeira modalidade a ser lecionada.
À medida que as aulas decorriam, procuramos sempre melhorar o exercício da
nossa função, não descurando em momento algum os principais objetivos das aulas e a nossa função enquanto docentes.
As escolhas do professor acerca da forma como se organiza a aula devem
basear-se em fatores que condicionam a sua ação, como as características dos alunos, a intenção pedagógica do professor, as características da atividade, as condições materiais e a dimensão da turma (Ministério da Educação, 1992). Inicialmente, a nossa atenção recaiu sobre a gestão de tempo e características da atividade pois sentíamos grandes dificuldades nestas matérias. Relativamente à dimensão da gestão e controlo de tempo, menciono a pontualidade que inicialmente não era conseguida em consequência do atraso sistemático da funcionária do pavilhão que obrigava a reestruturação dos tempos em cada exercício descrito no plano de aula. Como forma de atenuar esta dificuldade, ficamos nós responsáveis pela total gestão do espaço e do material. Todos os outros procedimentos foram cumpridos com a máxima eficácia,
15 reunião e por fim, outra estratégia utilizada, foi o uso dos alunos que não realizavam aula ajudarem na colocação/arrumação do material.
Quanto às características da atividade referimo-nos à escolha dos exercícios,
aqui optamos por, escolher exercícios adequados ao nível dos alunos, exercícios mais dinâmicos e não exercícios tão monótonos porque estes acabariam por levar a desmotivação dos alunos. Nas modalidades coletivas o objetivo foi principalmente motivar a prática e a consolidação dos conteúdos através do uso de jogo.
Para Lobler (1997), “o dia-a-dia da escola implica a intensa comunicação entre
professor-aluno, aluno-aluno, onde pelas trocas de informações e conhecimentos, são ampliadas as relações de amizade, de compreensão e de produção de conhecimentos, que serão indispensáveis ao progresso e evolução de ambos”. Todas as atividades pedagógicas foram concebidas com sucesso pois os alunos estiveram sempre predispostos a participar em todas as atividades sugeridas com um comportamento exemplar. A turma em momento algum faltou ao respeito, trabalharam sempre com o maior esforço possível para conseguirem alcançar os objetivos propostos sem nunca descurar o distanciamento de professor/aluno.
A comunicação surge no seio pedagógico como a chave para o entendimento,
seja para a função que o professor desempenha, seja para a função que o professor pretende que os alunos desempenhem. Em harmonia com Moran (1998), pela “educação desenvolvem-se formas de comunicação, de linguagem, de expressão, como também, de aprender a captar a comunicação do outro e interagir com ele, e isto se efetiva através das relações professor-aluno no processo ensino-aprendizagem”. O domínio desta componente suscitou que todas as destrezas inerentes à dimensão da instrução se tornassem mais lineares. Os estagiários adotaram as seguintes estratégias, instrução com os alunos colocados em meia-lua sempre de frente para o professor e de costas para porta, sol ou para qualquer atividade que esteja a decorrer permitindo ter maior controlo da classe e evitar a desconcentração e comportamentos fora da tarefa por parte dos alunos, instrução clara e objetiva, sempre que possível usar o aluno como agente de ensino, pouco tempo de transição, questionamento realizado em todas as aulas na instrução final. Todas as tarefas realizadas pelos alunos foram também encorajadas aliando a prática ao incentivo (feedback positivo).
Qualquer tarefa motora realizada pelo aluno carece de informação acerca do seu
16 do objetivo fundamental de oferecer aos alunos uma imagem, uma informação sobre a sua prestação, tem um papel afetivo importante, ao criar nos alunos a sensação de que o professor está com atenção ao que cada um deles está a fazer, isto é, de que reparou neles. O mesmo autor, Piéron (1999) considera o FB pedagógico como um dos pontos fulcrais no processo ensino-aprendizagem, pois é o ponto de união entre dois fenómenos complementares: a aprendizagem e o ensino.
Relativamente aos FB, inicialmente preferimos incidir mais sobre a coletividade
visto que não nos sentíamos a dominar o procedimento. Com o passar do tempo a incidência nos FB tanto individuais como os coletivos foram aumentando, cumprindo sempre que possível o ciclo de feedbacks. Todavia, será necessário referir que, como cada conteúdo possuía a nível médio cinco critérios de êxito a ser avaliados, a direção do feedback ao alvo de instrução era dificultada. Futuramente, a componente dos feedbacks deverá ser ainda mais trabalhada para que todas as lacunas apresentadas ao longo da lecionação desapareçam.
Ao longo do ano foram inúmeros os obstáculos que se avizinharam, estes
surgem como autênticos testes as nossas capacidades pedagógicas. Os acontecimentos na sua maioria são alheios ao nosso planeamento e a forma de progredir nesta matéria é através do improvisionamento. Claramente, que o domínio dos conteúdos proporcionam um maior afinco na liderança destes acontecimentos pois se dominarmos todas as componentes da matéria e tivermos conhecimento do que é exigido no programa será mais fácil e natural a improvisação.
O conhecimento e domínio dos conteúdos é um princípio de extrema importância
para qualquer profissional, seja qual for a área de atuação, para que a qualidade do seu desempenho vise o sucesso é necessário que a teoria seja dominada e compreendida da melhor forma para que a prática seja aplicada com êxito.
Em jeito de conclusão, o EC concedeu que aplicássemos todas as técnicas
pedagógicas apreendidas ao longo de toda a nossa formação. O nosso conhecimento provém de tudo o que é mais atual posto isto, parte-se do pressuposto que o nosso conhecimento seja mais inovador, atualizado e que principalmente fomente a prática desportiva. Em resumo, o estágio permitiu que desenvolvesse-mos competências e aprimorasse-mos outras já anteriormente adquiridas quer ao nível da organização, da planificação ou até da própria execução dos conteúdos. Sem mais demoras, é necessário dizer que foi uma da experiências mais enriquecedoras de toda a nossa vida.
17
Todas as atividades foram realizadas com o intuito de promover a atividade física
em geral e ainda proporcionar a confraternização entre todos os alunos da escola, para que tal se se torna possível, foram organizadas diversas atividades.
4.3.1. Estudo de turma
A planificação é individualizada, e tem sempre como ponto de partida as
características da escola e dos alunos. Para se conhecer a situação concreta teremos de caracterizá-la, pois o êxito da nossa planificação/ realização baseia-se no conhecimento destes aspetos: escola, meio e turma (Aranha, 2007). O estudo de turma permite que o docente, tenha um conhecimento mais profundo a cerca das características dos seus alunos levando-os aos conhecimentos das estratégias que devem adotar ao longo do processo de ensino-aprendizagem.
O presente estudo tem como objetivo geral a caracterização da turma B, do 9º
ano da Escola Diogo Cão, Vila Real. A amostra é constituída por 18 elementos com idades compreendidas entre os 13 e os 15 anos. O estudo da amostra, foi realizado através de questionário que se subdividia em questionário biográfico e sociométrico.
O primeiro questionário era relativo ao levantamento biográfico dos alunos,
nomeadamente, dados pessoais, saúde, tempos livres, disciplina de Educação Física e por fim, prática desportiva. O segundo, era um teste sociométrico que considerava questões de domínio académico e social.
Após a recolha dos questionários, os dados foram tratados no Microsoft Office
Excel 2013 sob a forma de gráficos e tabelas onde foram expressos por valores médios e absolutos. O teste sociométrico configura os seus dados através de uma tabela de dupla entrada realizada no mesmo programa anteriormente dito.
A realização deste trabalho, permitiu tirar diversas conclusões pedagógicas
necessárias para uma melhor lecionação. Baseado nos dados recolhidos, é possível afirmar que existem elementos que requerem uma intervenção especializada (necessidades educativas especiais). A turma apresentava 3 alunos NEE mas, apenas um aluno não realizava aula porque sofre de Osteoporose (grau elevado) e já havia sido submetido a diversas cirurgias. É de salientar também, que na turma existem quatro alunos com o IMC elevado e um aluno com défice de peso (valores de corte apresentados no anexo VI). Esta matéria encontra-se associada com a questão de
18 ocupação dos tempos livres, onde apenas três alunos referem que uma das formas de ocupar o seu tempo livre é a praticar desporto e contrariamente a isto, ganham predominância as atividades associadas ao sedentarismo como ver televisão e jogar computador.
Após a análise do teste sociométrico reparei que por decisão unânime havia um
aluno com quem não gostavam de trabalhar. Inicialmente, não percebíamos a razão desta escolha, mas ao longo da lecionação percebi que o aluno possuía as melhores capacidades motoras, mas ao mesmo tempo não carecia de humildade e não ajudava os colegas na realização das atividades. Com isto, inicialmente estipulamos estratégias de inclusão usando o aluno como agente de ensino e colocando-o em grupos de elevado grau de preferência. Ao longo da lecionação, percebi que estas estratégias não se adequavam ao caso pelo que, preferi colocar o aluno junto de alunos com menos capacidades motoras onde preferencialmente teria de ajudar na realização das tarefas.
Concluindo, o estudo de turma permitiu-nos retirar o máximo de informação
acerca da turma aonde lecionamos e assim identificar quais as formas e técnicas de intervenção pedagógica a aplicar, de maneira a que todo o processo de ensino- aprendizagem seja potencializado. (Exemplo de um questionário a aplicar no Estudo de Turma em Anexo IV).
4.3.2. Assessoria à direção de turma
A assessoria à direção de turma foi outra tarefa pela qual o núcleo de estágio
esteve responsável. A orientadora cooperante, Paula Liberal, tinha a seu cargo a turma de 3º ciclo, 9ºB. Deste modo, os estagiários auxiliaram a educanda em todas as tarefas que lhes eram permitidas, uma vez que, este cargo engloba documentos e informações confidenciais não nos eram permitido atuar em certas tarefas.
Uma das primeiras tarefas realizadas pelos elementos do núcleo em colaboração
com a professora, Paula Liberal, foi o preenchimento da ficha socio biográfica dos alunos e consequentemente o seu tratamento e análise. Estas informações mais tarde serviram para dar a conhecer aos professores pertencentes ao concelho de turma, o contexto familiar e social no qual cada aluno se encontrava inserido.
Outra das tarefas que os estagiários realizavam era auxiliar a professora Paula
Liberal ao longo de todas as reuniões de concelho de turma pois esta, tinha como sua função, a presidência. Relativamente as reuniões do concelho de turma, realizadas no final de cada período, onde se atribuíam as classificações das disciplinas, os estagiários
19 procederam a análise das avaliações do 3º período do ano transato a fim de, averiguar quais os alunos que se enquadram no quadro de mérito.
Nas reuniões, ficaram também definidos quais os alunos assinalados pelos
docentes para apoio ao estudo. Para esse fim, existia uma ficha de registo aonde se sinalizava o aluno proposto, a disciplina e se o encarregado de educação autorizava o educando a comparecer aos apoios mencionados. Mais tarde os alunos devolviam o impresso à professora.
Para receber os encarregados de educação existiu uma hora definida que
constava no horário da orientadora (sextas-feiras das 09:00h às 10:00h). Esta hora era reservada para tratar de assuntos relacionados com a direção de turma (marcação de faltas/ classificações finais) e para eventuais reuniões com os encarregados de educação.
Ainda sobre o mesmo assunto, os estagiários ficaram responsáveis pela
aplicação e análise do questionário sobre Educação Sexual e ainda estivemos presentes na aplicação dos testes psicotécnicos aplicados pela psicóloga da escola.
Por último, é de realçar que o cargo de diretor de turma implica uma enorme
vontade de acompanhar os seus alunos e muita responsabilidade. Este, tem o dever de auxiliar os seus educandos para isto, deverá ter por base todo o plano de ação da turma. Para que tal aconteça na perfeição, este terá que promover a comunicação entre os professores da turma, alunos e encarregados de educação. A assessoria a turma, permitiu-nos perceber qual a postura que um diretor de turma deve ter em relação à turma responsável e quais as funções associadas.
4.3.3. Atividades extracurriculares
4.3.3.1. Corta Mato
No dia 9 de Novembro de 2016 realizou-se a atividade do Corta Mato. Esta
atividade está inserida nas tarefas de período do programa escolar e decorreu num contexto externo à escola de intervenção, onde, o núcleo de estágio participou diretamente nas tarefas destinadas ao corpo docente do departamento de Educação Física.