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(1)I. UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO FACULDADE DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA ORTODONTIA. ANOMALIAS DENTAIS ASSOCIADAS ÀS AGENESIAS. SABRINA ROCHA RIBEIRO. São Bernardo do Campo 2011.

(2) II. UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO FACULDADE DA SAÚDE CURSO DE ODONTOLOGIA ORTODONTIA. ANOMALIAS DENTAIS ASSOCIADAS ÀS AGENESIAS. SABRINA ROCHA RIBEIRO. Dissertação apresentada à Faculdade de Odontologia da Universidade Metodista de São Paulo, como parte dos requisitos para obtenção do Título de MESTRE pelo Programa de PósGraduação em ODONTOLOGIA, Área de Concentração em Ortodontia. Orientador: Prof. Dr. Luiz Renato Paranhos. São Bernardo do Campo 2011 II.

(3) III. FICHA CATALOGRÁFICA Ribeiro, Sabrina Rocha R354e Anomalias dentais associadas às agenesias / Sabrina Rocha Ribeiro. 2011. 100 f. Dissertação (mestrado em Ortodontia) --Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2011. Orientação: Prof. Dr. Luiz Renato Paranhos 1. Agenesia 2. Anormalidades dentárias 3. Genética 4. Diagnóstico 5. Ortodontia I.Título. D. Black D4. III.

(4) IV. DEDICATÓRIA. À Deus, que me deu serenidade, fé e muita força para que eu seguisse meu caminho superando todas as dificuldades.. Ao meu marido, João Paulo, pessoa tão importante na minha vida. Por acreditar em mim; sua força e seu carinho fizeram mais fácil trilhar este caminho. Por ser meu companheiro, meu melhor amigo, por sonharmos os mesmos sonhos, por me fazer tão feliz e por me ensinar a verdadeira dimensão da palavra “AMOR”.. Aos meus pais, Alfredo e Rosângela, pelo amor, incentivo em todos os momentos e por sempre terem acreditado em mim. Meu amor incondicional a vocês. Ao meu irmão, Bruno, pelo carinho, respeito, admiração e pela nossa união.. COM ETERNO AMOR, DEDICO ESTE TRABALHO!!!. I IV.

(5) V. AGRADECIMENTO ESPECIAL. Ao meu orientador, Prof. Dr. Luiz Renato Paranhos, Agradeço pela acolhida e pelo sorriso amigo, em momentos tão difíceis. Foi um grande amigo e um verdadeiro mestre, uma pessoa que com certeza acrescentou muito na minha vida. Meus sinceros agradecimentos.. A Profa. Dra. Renata Cristina Faria Ribeiro de Castro,. Que me incentivou para que esse trabalho fosse realizado, sempre me dando força, incentivo e na confiança em mim depositada, até o momento em que esteve presente, sob sua orientação.. MEU AGRADECIMENTO COM RESPEITO E AMIZADE!. VII.

(6) VI. AGRADECIMENTOS. Ao Prof. Dr. Marco Antonio Scanavini, Coordenador do Programa de Pósgraduação em Odontologia, área de concentração Ortodontia, por sua luta e dedicação pela continuidade do curso e apoio constante que sempre demonstrou. As Prof.a Dra. Fernanda Angelieri, Prof.a Dra. Cláudia Toyana Hino, Prof. Dr. Fernando C. Torres, Prof. Dr. André Luis Ribeiro de Miranda, Prof.a Dra.Carla P.H.A.R. César pela amizade e contribuição na minha formação. Ao Centro Radiológico X-FACE, pela disponibilidade e atenção na coleta dos dados. A Escola de Especialização IMP, em especial aos Professores Marcelo, Marina e Mirian. Por me ensinarem os primeiros passos na Ortodontia, pela amizade sincera e por todas as oportunidades oferecidas. Muita gratidão a todos! Aos colegas de mestrado, Aluísio Galiano, Octávio Margoni Neto, Mariana Helena Silva Carvalho, Valéria Rezende Nicodemos, Marcos Felipe Nunes, Daniele Gambarini Pereira, Fabíola Francio, Eduardo Carpinski Corrêa, Geraldo Eugênio Marchiori e Silvana Allegrini Kairalla, por todos os momentos compartilhados, tanto tristes quanto alegres, pela convivência serena, troca de conhecimentos e pela amizade construída. À vocês, minha amizade sincera. Aos funcionários do Curso de Pós-graduação: Ana Regina Trindade Paschoalin, Célia Maria dos Santos, Edílson Donizete Gomes e Marilene Domingos da Silva, obrigada pela atenção, colaboração, amizade e constante. III VI.

(7) VII. disposição para auxiliarem em tudo que solicitei para a realização de todos os meus trabalhos. À funcionária da Biblioteca Central da UMESP, Andreia Cristina Gomide, pela colaboração na busca dos artigos, sempre com muita rapidez e eficiência. Ao Rafael Bovi, que realizou a análise estatística deste trabalho. Ao Marcelo Pasqualete, por me ajudar na tradução de vários artigos necessários para a realização deste trabalho. À bibliotecária Vanessa Barrote pela atenção e eficiência em formatar este trabalho. E a TODOS aqueles que colaboraram direta ou indiretamente para a realização deste trabalho.. IV VII.

(8) VIII. “Mais ou menos favorecidos que sejam, pela vida, os nossos esforços, é preciso que, ao aproximar-se o grande fim, cada um de nós possa dizer: fiz o que pude”.. Pasteur. V VIII.

(9) IX. SUMÁRIO. RESUMO ............................................................................................................. VIII ABSTRACT........................................................................................................... X. LISTA DE FIGURAS.......................................................................................... XII LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS............................................................. XIII 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................. 2. 2 REVISÃO DE LITERATURA......................................................................... 5. 3 PROPOSIÇÃO.................................................................................................. 38. 3.1 Objetivo geral.................................................................................................... 38. 3.2 Objetivo Específico........................................................................................... 38. 4 MATERIAL E MÉTODOS.............................................................................. 40. 4.1 Critérios éticos da pesquisa............................................................................ 40. 4.2 Amostra............................................................................................................. 40. 4.3 Métodos............................................................................................................. 41. 4.3.1 Erro do método................................................................................................ 49. 4.3.2 Método estatístico............................................................................................ 50. 5 RESULTADOS................................................................................................. 53. 5.1 Considerações epidemiológicas gerais......................................................... 54. 5.2 Avaliação da prevalência de outras anomalias dentais na amostra com agenesias dentais................................................................................................... 65. 5.2.1 Anomalias dentais de número (supranumerários)........................................ 65. 5.2.2 Anomalias dentais de tamanho (microdontia)................................................. 66. 5.2.3 Anomalias dentais de posição......................................................................... 67. 5.2.4 Hipoplasia de esmalte..................................................................................... 72. 6 DISCUSSÃO..................................................................................................... 75. 6.1 Considerações epidemiológicas gerais......................................................... 77. 6.2 Prevalência de agenesias de dentes permanentes na amostra estudada.. 78. VI IX.

(10) X. 6.3 Prevalência das anomalias dentais associadas na amostra estudada....... 82. 6.3.1 Anomalias dentais de número (supranumerários)........................................... 82. 6.3.2 Anomalias dentais de tamanho (microdontia)................................................. 82. 6.3.3 Anomalias dentais de posição......................................................................... 83. 6.3.4 Hipoplasia de esmalte..................................................................................... 87. 7 CONCLUSÕES................................................................................................ 90. REFERÊNCIAS................................................................................................... 92 ANEXOS................................................................................................................ VII X. 99.

(11) XI. RIBEIRO, S. R. Estudo das Anomalias dentais associadas às agenesias. 2011. 100 f. Dissertação (Mestrado em Odontologia) – Curso de Odontologia, Faculdade da Saúde, Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, 2011.. RESUMO. O objetivo deste estudo retrospectivo foi avaliar a prevalência de anomalias de posição (irrupção ectópica de canino superior para palatino, transposição dental, distoangulação de segundos pré-molares inferiores, mesioangulação de segundo molar inferior permanente e infraoclusão de molares decíduos), de número (supranumerários) e de tamanho (microdontias) em pacientes com agenesias de dentes permanentes, comparando-as com as prevalências esperadas para a população em geral, além de testar a hipótese de que pacientes com agenesia de dentes permanentes apresentem uma prevalência aumentada de hipoplasia de esmalte. Para tanto, a amostra deste estudo foi composta por 351 pacientes, com a presença de agenesia de no mínimo um dente permanente, na faixa etária entre 8 e 30 anos e com prontuários clínicos preenchidos. A amostra foi coletada a partir do exame das documentações ortodônticas pertencentes aos arquivos de uma escola de aperfeiçoamento profissional em Ortodontia, de uma clínica radiológica odontológica e de consultórios particulares de ortodontistas. O material de estudo englobou radiografias panorâmicas e periapicais, modelos de gesso, fotografias intra e extraorais e prontuários clínicos devidamente preenchidos. Inicialmente foi analisada a reprodutibilidade das avaliações pela porcentagem de concordância utilizando Kappa, com intervalo de confiança de 95%. O teste de qui-quadrado foi utilizado para comparar as prevalências de agenesias e anomalias na amostra com as prevalências esperadas segundo a literatura científica, considerando o nível de significância de 5%. Analisou-se, ainda, o grau das associações pela razão de chances (“odds ratio”) e o respectivo intervalo de confiança de 95%. A prevalência de agenesias dentais na amostra, excluindo os terceiros molares, foi de 88,6%. Dos 351 pacientes, 128 (36,4%) apresentavam agenesia no arco maxilar, 108 (30,8%) no mandibular e 115 (32,8%) nos dois arcos. Em relação ao hemiarco maxilar esquerdo, 52,4% apresentavam agenesia, no direito VIII XI. 55,0%, no mandibular.

(12) XII. esquerdo 48,7% e no direito 47,3%. Das anomalias associadas avaliadas, 28,5% microdontia, 28,2% hipoplasia de esmalte, 7,4% apresentavam irrupção ectópica de canino superior por palatino, 6,6% distoangulação, 3,9% transposição de canino/prémolar superior, 4,3% infraoclusão, 3,7 supranumerário, 3,7% mesioangulação, 0,6% transposição de incisivo/canino inferior, e, quando comparadas com a população em geral, observou que 96,1 vezes mais chance de apresentar mesioangulação do segundo molar inferior; 34,6 vezes mais chance de apresentar distoangulação; 15,9 vezes mais chance de apresentar transposição canino/pré-molar superior; 14,3 vezes mais chance de apresentar transposição de incisivo/canino inferior; 9 vezes mais chance de hipoplasia; a microdontia do incisivo lateral apresentou 8,1 vezes mais chance; 5,2 vezes mais chance de apresentar irrupção ectópica do canino superior por palatino, e, em relação à infraoclusão, apresentando uma menor chance do que a população geral. A partir dos resultados obtidos, verificou-se uma forte associação entre a agenesia de dentes permanentes, correlacionando com outras anomalias dentais importantes. Foi constatado de que pacientes com agenesia de dentes permanentes apresentam uma prevalência aumentada de hipoplasia de esmalte e de que agenesias e outras anomalias associadas apresentam-se interligadas geneticamente entre si.. Palavras-chave: Agenesia. Anomalias Dentais. Genética. Ortodontia. Diagnóstico.. IX XII.

(13) XIII. RIBEIRO, S. R. Study of Dental anomalies associated with agenesis. 2011. 100 f. Dissertation (Masters in Dentistry) – Dentistry Course, Faculty of Health, Methodist University of São Paulo, São Bernardo do Campo, 2011. ABSTRACT. The objective of this retrospective study was evaluate the prevalence of anomalies in tooth position (palatal ectopic eruption of the maxillary canine, dental transposition, distal angulation of mandibular second premolars, mesial angulation of mandibular permanent second molar and infra-occlusion of deciduous molars), number (supernumerary teeth) and size (microdontia) in patients with permanent tooth agenesis, by comparing them with the rates expected for the general population; in addition, the hypothesis was tested that patients with agenesis of permanent teeth have increased prevalence of enamel hypoplasia. To that end, the sample of this study consisted of 351 patients with agenesis of at least one permanent tooth, ranging between 8 and 30 years of age and with full clinical records. The sample was collected by examining orthodontic records belonging to the archives of a professional institution of specialization in Orthodontics, a dental radiology clinic and private orthodontic practices. Study materials included panoramic and periapical view radiographs, plaster cast models, intra- and extraoral photographs and filled-out medical records. First, the reproducibility of evaluations was analyzed through the rate of concordance using the Kappa test, at a 95% confidence interval. The Chi-square test was used to compare the prevalence of agenesis and anomalies in the sample to the expected rates according to scientific literature, considering a 5% level of significance. The study also analyzed the degree of the associations using the “odds ratio” and the respective 95% confidence interval. The prevalence of dental agenesis in the sample, excluding third molars, was 88.6%. Of the 351 patients, 128 (36.4%) had agenesis in the maxillary arch, 108 (30.8%) in the mandibular arch, and 115 (32.8%) in both arches. A total of 52.4% had agenesis in the maxillary left hemiarch, 55.0% in the maxillary right hemiarch, 48.7% in the mandibular left hemiarch and 47.3% in the mandibular right hemiarch. With regard to the associated anomalies evaluated, 28.5% microdontia, 28.2% had enamel X XIII.

(14) XIV. hipoplasia, 7.4% had palatal ectopic eruption of the canine, 6.6% had distal angulation, 4.3% infra-occlusion, 3,9% transposition of canine/premolar, 3.7% supernumerary teeth, 3.7% medial angulation, 0,6% transposition of incisive/canine, and, when compared to the general population, they were 96.1 times more likely to feature mesial angulation of the mandibular second molar; 34.6 times more likely to have distal angulation; 15,9 times more likely to show transposition of canine/premolar; 14,3 times more likely to show transposition of incisive/canine; 9 times more likely to show hipoplasia; 8,1 times more likely to show microdontia of the lateral incisor; 5,2 times more likely to have palatal ectopic eruption of the canine; and with regard to infra-occlusion, there was a lower likelihood than the general population. From the obtained results, a strong association was observed between agenesis of permanent teeth with significant dental anomalies. It was detected that permanent tooth agenesis showed an increased prevalence of enamel hypoplasia, and that agenesis and other associated anomalies are genetically interlinked.. Keywords: Agenesis. Dental Anomalies. Genetics. Orthodontics. Diagnosis.. XI XIV.

(15) XV. LISTA DE FIGURAS. Figura 4.1 - Exemplo de agenesias dos segundos pré-molares inferiores................ 42 Figura 4.2 - Exemplo de agenesias dos incisivos laterais superiores....................... 43 Figura 4.3 - Exemplo de agenesia dos segundos e terceiros molares inferiores...... 43 Figura 4.4 - Agenesias de dentes permanentes (terceiros molares) associadas com a irrupção ectópica dos caninos superiores....................................................... 44 Figura 4.5 - Agenesias de dentes permanentes (incisivos laterais superiores e terceiros molares inferiores) associadas à distoangulação do segundo pré- molar inferior do lado oposto e a irrupção ectópica do canino superior.............................. 44 Figura 4.6 - Agenesias de dentes permanentes (incisivos laterais superiores) associadas à transposição dental do dente 23 com o dente 24................................ 45 Figura 4.7 - Agenesias de dentes permanentes (primeiros pré-molares superiores e inferiores) associadas à infraoclusão dos segundos molares decíduos................. 45 Figura 4.8 - Agenesias de dentes permanentes (terceiros molares) associadas á mesioangulação dos segundos molares permanentes inferiores.............................. 46 Figura 4.9 - Agenesias de dentes permanentes (incisivo lateral superior esquerdo) associadas à microdontia do incisivo lateral superior do lado oposto....................... 46 Figura 4.10 – Agenesias de dentes permanentes (primeiro pré-molar inferior esquerdo) associadas com supranumerário.............................................................. 47 Figura 4.11 - Exemplo de hipoplasia de esmalte....................................................... 47 Figura 4.12 - Método de diagnóstico de canino ectópico por palatino...................... 48 Figura 4.13 - Diagnóstico de distoangulação de segundos pré-molares inferiores... 49. XII XV.

(16) XVI. LISTA DE TABELAS E GRÁFICOS. Tabela 4.1 - Interpretação dos valores do Kappa....................................................... 50. Tabela 5.1 - Concordância, Kappa e Intervalo de Confiança para agenesia............. 53. Tabela 5.2 - Concordância, Kappa e Intervalo de Confiança para as anomalias....... 54. Gráfico 5.1 - Distribuição da amostra de acordo com a faixa etária........................... 55. Gráfico 5.2 - Distribuição da amostra quanto ao sexo................................................ 56. Gráfico 5.3 - Distribuição da amostra de acordo com a etnia..................................... 56. Gráfico 5.4 - Distribuição da amostra por etnia e sexo............................................... 57. Gráfico 5.5- Distribuição de agenesia em função do arco.......................................... 58. Gráfico 5.6- Distribuição de agenesia em função do hemi-arco................................. 59. Tabela 5.3 - Prevalência de agenesia na amostra..................................................... 60. Tabela 5.4 – Distribuição do número de dentes ausentes nos 351 sujeitos estudados................................................................................................................... 61. Tabela 5.5 - Distribuição da agenesia em função do dente....................................... 62. Gráfico 5.7 - Prevalência de agenesia de terceiros molares, no subgrupo na faixa etária entre 14 e 18 anos............................................................................................ 63. Gráfico 5.8 – Distribuição de pacientes com agenesia de terceiros molares, de acordo com o dente afetado....................................................................................... 64. Tabela 5.6 - Prevalência de agenesia e supranumerários na amostra e valores de referência da população em geral.............................................................................. 65. Gráfico 5.9 – Prevalência da pacientes com microdontia dos incisivos laterais......... 66. Gráfico 5.10 – Prevalência da pacientes com distoangulação dos segundos prémolares inferiores....................................................................................................... 68. Gráfico 5.11 – Prevalência da pacientes com mesioangulação de segundos molares inferiores permanentes................................................................................. XVI XIII. 69.

(17) XVII. Gráfico 5.12 - Prevalência de pacientes com irrupção ectópica dos caninos superiores................................................................................................................... 70. Gráfico 5.13 – Prevalência de pacientes com transposição entre canino e primeiro pré – molar superior e transposição entre incisivo lateral inferior e canino................ 71. Gráfico 5.14 - Prevalência de pacientes com infraoclusão dos molares decíduos.... 72. Tabela 5.7 - Prevalência de anomalias na amostra e valores de referência da População em geral.................................................................................................... XIV XVII. 73.

(18) XVIII. INTRODUÇÃO. XVIII.

(19) 2. XIX. 1 INTRODUÇÃO. Agenesia, do grego, é a ausência completa de um órgão. A agenesia dental também pode ser denominada de anodontia parcial, anodontia, hipodontia, caracterizando-se pela ausência de um ou mais dentes (GRIECO et al.31, 2007), apesar de algumas dessas definições apresentarem diferenças etimológicas. A genética, provavelmente, representa o fator etiológico primordial das agenesias dentais. Em 1956, GRAHNÉN30 realizou estudo em crianças com agenesias e reportou que mais de 50% dos irmãos e parentes também apresentavam a mesma anomalia, representando uma alta prevalência comparada à taxa esperada para a população em geral. MCNEILL e JOONDEPH46, em 1973, relataram que a ausência de um ou mais incisivos laterais superiores introduzem na dentição permanente um desequilíbrio significativo no comprimento dos arcos dentais, tanto da maxila quanto da mandíbula, e, que quando ocorre ausência de um ou mais dentes pode ser definida como a anomalia de desenvolvimento dental mais comum. A agenesia dental é a anomalia de desenvolvimento mais comum em humanos e a genética desempenha um papel fundamental em sua etiologia (NIEMINEN50, 2009; ZHU et al.79, 1996) e outros fatores podem também estar relacionados como fatores nutricionais, traumáticos, infecciosos, doenças virais como a rubéola e certos distúrbios endócrinos (ZHU et al.79 1996). Entretanto, a hereditariedade tem sido considerada o fator etiológico principal da agenesia dental (PECK et al.55, 1994; SYMONS e TAVERNE69, 1996; KOTSOMITIS e FREER36, 1997; GARIB et al.20, 2010) e sua patogenia está relacionada com alterações no processo de formação e desenvolvimento da lâmina e dos subsequentes germes dentais (VASTARDIS75, 2000). Esta anomalia dental ocorre em 25% da população (BREDY et al.8, 1991), e, o terceiro molar representa o dente mais afetado, exibindo uma prevalência de 20,7% (GARN e LEWIS25, 1962; LYNHAM43, 1990). Excluindo os terceiros molares, os segundos pré-molares inferiores e os incisivos laterais superiores representam os XIX.

(20) XX 3. dentes mais comumente ausentes (ROSE59, 1966; ROLLING58, 1980; POLDER et al.57, 2004). A literatura tem demonstrado um considerável número de evidências sugerindo que os genes apresentam um papel fundamental na etiologia de diversas anomalias dentais. Verificou-se que um único defeito genético pode definir diferentes manifestações fenotípicas, incluindo agenesias dentais, microdontias, ectopias, atraso no desenvolvimento, dentre outras anomalias (GARN e LEWIS 25, 1962; GARN e LEWIS26, 1963; WOOLF77, 1971; WEIDE, PRAHL-ANDERSEN e BOSMAN76, 1993; PECK, PECK e KATAJA54, 1996; SYMONS e TAVERNE69, 1996; KOTSOMITIS e FREER36, 1997; PECK, PECK e KATAJA53, 1998; ALEXANDERABT¹, 1999; PECK, PECK e KATAJA52, 2002; SHALISH et al.64, 2002; SACERDOTI e BACCETTI60, 2004; GALLUCCIO e PILOTTO19, 2008; SWINNEN et al.68, 2008; GARIB, PECK e GOMES22, 2009; GARIB et al.21, 2010; GARIB et al.20, 2010). A realização do diagnóstico precoce de uma determinada anomalia em um paciente, mostra ao profissional a possibilidade da existência de outras anomalias associadas, ou presente até nos familiares, indicando assim, um tratamento correto. Desta forma, este trabalho visou verificar a prevalência de anomalias dentais em pacientes com agenesias, encontradas em ambos os arcos dentais, para poder comparar com as prevalências destas anomalias dentais esperadas para a população em geral.. XX.

(21) XXI. REVISÃO DE LITERATURA. XXI.

(22) 22 6. 2 REVISÃO DE LITERATURA. DACHI e HOWELL15 , em 1961, analisaram 3.874 radiografias, com o objetivo de verificar a incidência de dentes impactados nos pacientes, com idade entre 13 e 20 anos, da Universidade de Odontologia da Indiana e de Oregon. Concluíram que a incidência de pelo menos um dente impactado foi de 16,7%. Os dentes mais frequentemente encontrados impactados foi o terceiro molar superior (21,9%), seguido do terceiro molar inferior (17,5%) e canino superior (1,68%). Não houve dimorfismo sexual na impactação dos terceiros molares, ao contrário da impactação de caninos superiores, que se mostrou mais prevalente em mulheres. GARN e LEWIS25, em 1962, verificaram que pacientes com agenesia de terceiros molares apresentaram uma prevalência aumentada de agenesias de outros dentes permanentes. Este estudo levou em consideração dois grupos (G1 e G2) de pacientes, sendo que o G1 foi composto por 100 pacientes, no qual foi verificado a agenesia de pelo menos um terceiro molar e o G2 foi formado por 398 com a presença de todos os terceiros molares, sendo considerado o grupo controle . Os dois grupos foram avaliados radiograficamente e todos os pacientes que formaram o segundo grupo possuíam idade acima de 14 anos, evidenciando assim que o germe dental do terceiro molar poderia iniciar sua formação até esta idade. Constataram que quando um ou mais terceiros molares estavam ausentes a probabilidade de que outros dentes estivessem ausentes era 13 vezes maior, principalmente os incisivos laterais superiores (12%) e os segundos pré-molares inferiores (11%). Até mesmo em dentes mais estáveis, como os incisivos centrais, caninos e primeiros prémolares, estavam ausentes no grupo com agenesia de terceiros molares. A justificativa para isso foi de que um mesmo defeito genético pode dar origem a diversas anomalias, em outras palavras, duas ou mais agenesias no mesmo paciente podem apresentar origem geneticamente comum. Em 1964, GLENN28 realizou dois estudos de prevalência de anodontia em amostras de crianças de regiões geográficas distintas. O primeiro foi uma pesquisa realizada em julho de 1957 a julho de 1959, em pacientes de uma clínica particular de Odontopediatria, no noroeste da Flórida, E.U.A., com crianças leucodermas, na 22.

(23) 23 7. faixa etária de três a 16 anos, sendo 405 do sexo masculino e 372 do sexo feminino. Encontrou 40 pacientes (5,15%) com anodontia, em um total de 65 dentes ausentes e com maior incidência no sexo feminino, sendo que o arco dental mais afetado foi o mandibular. Não houve diferença significativa entre os lados direito e esquerdo. Os dentes mais afetados foram: segundo pré-molar inferior com 49,2%, incisivo lateral superior com 32,3%, segundo pré-molar superior com 12,3%, incisivo central inferior com 1,55%, primeiro molar superior com 1,55%, canino inferior com 1,55% e o segundo molar superior com 1,55%. O segundo trabalho foi realizado em pacientes pertencentes a uma clínica particular de Odontopediatria no sudeste da Flórida, E.U.A, no intervalo de julho de 1959 a julho de 1963, com crianças leucodermas na faixa etária de três a 15 anos. Foram examinadas 925 crianças, sendo 494 do sexo feminino e 431 do sexo masculino. Foram encontrados 47 pacientes (5,08%) com anodontia, em um total de 122 dentes ausentes. A maior incidência de agenesia dental foi na mandíbula e no sexo feminino. Os dentes mais envolvidos foram: segundo pré-molar inferior com 36,1%, incisivo lateral superior com 18,0%, segundo pré-molar superior com 17,2%, primeiro pré-molar superior com 4,9%, incisivo central inferior com 4,1%, canino superior com 3,3%, primeiro molar superior com 3,3%, primeiro molar inferior com 3,3%, segundo molar superior com 1,6%, canino inferior com 1,6%, incisivo lateral inferior com 1,6%, incisivo central superior com 0,8% e segundo molar inferior com 0,8%. Oito anos após, GARN e LEWIS24 (1970) realizaram outro estudo onde tiveram como objetivo buscar a correlação entre agenesia e a redução do tamanho da coroa dos dentes. Informações importantes foram coletadas na prevalência da agenesia em diferentes populações e ficou bem esclarecido que a redução no número de dentes é parcialmente influenciada pelo sexo. Dentre dessas circunstâncias acima citadas foram exploradas as três hipóteses: a primeira é que a agenesia tem um efeito progressivo ou incremental na redução do tamanho da coroa em todos os dentes restantes. A segunda é que existia uma variação na redução do tamanho da coroa do dente mais posterior para a linha média e a terceira hipótese é que a agenesia era associada com uma distinta alteração no perfil do tamanho da coroa dos dentes remanescentes. Estas hipóteses foram exploradas em vinte e oito dentes permanentes na maior série única considerada até agora na literatura odontométrica, e incluindo o aumento do envolvimento da agenesia nos terceiros molares, incisivos laterais, segundos pré-molares e segundos molares. Foi realizado 23.

(24) 24 8. um estudo baseado em medidas do diâmetro mesiodistal da coroa de 658 pacientes do sudoeste de Ohio, Estados Unidos. A maioria dos pacientes nasceram em Ohio e eram ancestrais da parte noroeste da Europa. Do total de 658 pacientes, 82 mostraram radiografias com agenesia confirmada de um ou mais terceiros molares. Além disso, existiu um subgrupo adicional de 19 pacientes com agenesia múltipla dos dentes, normalmente incisivos laterais e segundos pré-molares. Estes três grupos estão descritos aqui como; (1) a população de referência, (2) o grupo com agenesia e (3) o grupo com múltiplas agenesias. O primeiro passo na análise dos dados envolveu a confirmação da hipótese de que a redução no número de dentes (agenesia) está associada com a redução do tamanho da coroa. Compararam-se as médias dos diâmetros mesiodistais entre os três subgrupos de pacientes analisados. Os resultados mostraram que a agenesia do terceiro molar e a agenesia múltipla associou-se à redução do tamanho dos dentes remanescentes, além de uma variação no tamanho dos dentes que estão presentes e erupcionados. Quanto mais dentes ausentes, maior redução do tamanho e maior a variação nas distribuições de tamanho. Portanto os dados confirmam a existência de um gradiente na redução do tamanho dental em casos com agenesia. A agenesia foi responsável por uma qualitativa e quantitativa alteração no tamanho da coroa na dentição permanente. MULLER et al.49, em 1970, realizaram estudo sobre agenesia de dentes permanentes, onde foram avaliados 14.940 pacientes norte-americanos (13.459 leucodermas e 1.481 melanodermas), na faixa etária entre seis e 14 anos. Observaram, uma prevalência de 1,65% para agenesia do incisivo lateral superior. Constataram que, se a agenesia estivesse presente em um ou dois dentes, o incisivo lateral superior era o mais comumente ausente. Enquanto que, se a agenesia ocorresse em mais que dois dentes, o segundo pré-molar era o mais frequentemente ausente. CLEATON JONES13 (1970) realizou um estudo sobre agenesias e dentes conóides em incisivos laterais superiores permanentes. Foram avaliados 189 indígenas de Botswana-Kalahari (divisa com o sul da África). A ocorrência de agenesia do incisivo lateral superior foi detectada em apenas um paciente do sexo feminino (1,8%) e esteve associada com anomalia conóide do seu contralateral. A maior incidência de incisivos laterais conóides foi de 6,35% a 7,07% para o sexo feminino e de 5,55% para o sexo masculino, sendo a ocorrência mais comum no lado esquerdo. O autor sugeriu que a grande prevalência de incisivos laterais 24.

(25) 25 9. conóides, na amostra estudada, ocorreu devido ao fato de que a organização social dos indígenas incentiva o casamento consanguíneo. Em 1971, WOOLF77 pesquisou a agenesia de incisivos laterais superiores em pacientes pertencentes a um Centro de Documentação na cidade de Salt Lake, Utah, U.S.A. Os históricos familiares foram coletados a partir de 103 portadores de anomalias dos incisivos laterais, incluindo agenesias bilaterais ou unilaterais desses dentes, assim como agenesia do incisivo lateral associada à forma conóide de seu contralateral. A frequência de agenesias de incisivos laterais foi significantemente maior nos pais e irmãos dos pacientes afetados, quando comparados com a frequência em pais e irmãos das 187 famílias-controle. A presença de indivíduos com incisivos laterais conóides foi encontrada com mais frequência em parentes de primeiro grau do probando, ressaltando assim, uma relação significativa entre genética e agenesia do dente conóide, quando se trata de incisivos laterais. Em 71 (69%) das 103 famílias portadoras da agenesia, parentes ao menos em primeiro, segundo ou terceiro graus apresentaram agenesia do incisivo lateral superior ou incisivo lateral superior conóide. Os dados deste estudo dão suporte à hipótese de que, pelo menos parte do componente genético consiste de uma herança autossômica dominante, com reduzida penetração e expressividade variável. É também possível, que em alguns casos, possa ocorrer herança poligênica ou recessiva. Muitas alterações genéticas poderão ocorrer com expressividade variável entre membros afetados de uma mesma família e em diferentes famílias. Em 1972, MALIK44 realizou estudo com objetivo de avaliar a prevalência de agenesia de incisivo lateral superior em pacientes melanodermas. Para tanto, foram examinados 2080 pacientes de vários hospitais e clínicas dentais do Oeste do Paquistão. Destes pacientes, 900 eram do sexo masculino e 1180 do sexo feminino, na faixa etária compreendida entre 16 a 40 anos. Foi constatado, por meio deste estudo, que a prevalência mostrou-se baixa em pacientes negros. Apenas 19 pacientes (1,4%) apresentaram esta anomalia dental, sendo que 13 eram do sexo feminino e seis do sexo masculino. Além disso, em 13 pacientes, a agenesia do incisivo lateral não se apresentou associada a nenhuma outra anomalia dental, em quatro pacientes apresentou-se associada à agenesia de terceiros molares, em um paciente associou-se esta anomalia à falta do incisivo lateral inferior, e, por fim, em outro paciente associou-se á falta do incisivo lateral superior do lado oposto.. 25.

(26) 26 10. LEBOT e SALMON40 (1977) pesquisaram uma população masculina francesa, para incidência de incisivos laterais superiores (ILS) ausentes ou reduzidos. Num total de 5.738 indivíduos, observaram uma incidência de 1,59% com um ou dois ILS reduzidos e 1,90% com um ou dois ILS ausentes, totalizando 3,49% de indivíduos afetados. Além disso, foram observados 250 controles aleatórios. A agenesia de outros dentes foram mais frequentes nos probandos. Os terceiros molares ausentes totalizaram 12,4% nos controles, 24,0% nos probandos com ILS reduzido e 39,6% nos probandos com dois ILS ausentes. A agenesia de incisivos, caninos e prémolares variaram de 0,4% nos controles a 1,3% nos probandos com ILS reduzidos e 5,0% nos probandos com dois ILS ausentes. Portanto, probandos com ILS reduzidos estão numa posição intermediária entre os controles e os probandos com ILS ausentes com relação à frequência de agenesias de outros dentes. Por outro lado, uma posição diferente foi observada com relação à mensuração dos dentes: a redução no tamanho do dente foi mais marcante nos probandos com ILS reduzidos do que nos probandos com ILS ausentes. A redução afetou principalmente os caninos, os incisivos, e em menor grau, os pré-molares. O comprimento do arco e os diâmetros entre os pré-molares eram menores nos probandos com ILS ausentes, quando comparado aos controles.q Em 1981, KUROL38 elaborou dois estudos para verificar a prevalência da infraoclusão dos molares decíduos. O primeiro foi elaborado com 1059 crianças suecas com idade de três a 12 anos, destas, 94 (8,9%) apresentaram infraoclusão do molar decíduo. A infraoclusão foi encontrada em crianças a partir dos três anos de idade. Quarenta e nove crianças tiveram infra-oclusão de um único dente. O primeiro molar inferior decíduo foi afetado dez vezes mais do que o superior, até os nove anos de idade. Após os nove anos de idade o dente mais afetado pela infraoclusão foi o segundo molar inferior decíduo. O segundo estudo englobou 138 crianças de 3 a 12 anos de idade, parentes de 109 crianças com infraoclusão. A prevalência encontrada foi de 18,1%. Quando comparada com a prevalência do primeiro estudo (8,9%) a diferença foi expressiva, suportando a hipótese de que existe uma relação genética entre as famílias para a anomalia de infraoclusão de molares decíduos. MATTENSON, KANTOR e. PROFFIT45, em 1982, avaliaram 26.264. radiografias panorâmicas, da Universidade da Carolina do Norte. O objetivo foi determinar a distribuição de risco, prevalência do posicionamento e/ou migração 26.

(27) 11. 27. distal. Constataram que 52 (0,20%) pacientes (36 do sexo feminino e 16 do sexo masculino), demonstraram este tipo de anomalia, sendo uma incidência de um caso a cada 505 pacientes. Na amostra total, de 26.264 pacientes, não foram encontrados nenhum caso de distoangulação do segundo pré-molar superior. SVEDEMYR66, em 1983, estudou em três gerações de duas famílias com casamentos inter-familiares, a agenesia dos segundos pré-molares, no Instituto de Odontopediatria, Estocolmo, Suécia. O estudo foi realizado com o objetivo de estudar a genealogia e a conseqüência clínica da agenesia dos segundos prémolares. As famílias foram compostas de 76 pacientes, sendo, 43 do sexo masculino e 33 do sexo feminino, com idade entre zero a 69 anos de idade. Esta amostra foi dividida em três faixas etárias: de zero a quatro anos (13 pacientes), cinco a 12 anos (11 pacientes) e de 13 a 69 anos (52 pacientes). No total de 13 pacientes, mostraram-se 24 dentes ausentes e que poderiam ser considerados como agenesia. Porém, o autor relatou de que é de extrema importância levar em consideração de que um germe ausente poderia aparecer tardiamente acima dos 9 anos de idade. Dos dentes ausentes, somente um era o incisivo lateral superior, o restante correspondiam aos segundos pré-molares. O número de dentes ausentes, porém, pareceu ser maior entre homens, embora nesta população pequena possa ter ocorrido ao acaso. Não houve diferenças entre os lados direitos e esquerdos, porém, a agenesia foi mais comum no arco mandibular do que no maxilar. Em relação à quantidade de dentes ausentes por pessoa afetada, um único dente foi mais comum, seguido por dois e menos comum com três. Em relação a terapia recebida, alguns pacientes receberam tratamento ortodôntico, outros tratamentos protéticos e a grande maioria optou-se pelas extrações dos segundos molares decíduos, sendo um tratamento simples para o fechamento de espaço espontâneo em casos de oclusão normal. GROVER e LORTON32 (1985), avaliaram 5.000 radiografias panorâmicas de recrutas do exército, na faixa etária entre 17 e 26 anos, com objetivo de determinar a distribuição dos dentes não irrompidos/impactados destes pacientes. Constataram que 4.825 (96,5%) pacientes, possuíam evidências radiográficas de um ou mais dentes não irrompidos/impactados e os dentes mais afetados na maxila foram os terceiros molares (52,56%), caninos (1,29%) e segundos pré-molares (0,05%) e na mandíbula foram os terceiros molares (45,40%), primeiros pré-molares (0,22%) e os segundos molares (0,03%). 27.

(28) 12. 28. SANDHAM e HARVIE61, em 1985, avaliaram 800 pacientes escoceses e constataram que a prevalência da transposição entre canino e primeiro pré-molar superior foi 0,25% e que esta acomete indivíduos de ambos os sexos e ocorre em ambos os arcos, com preferência pelo sexo feminino e pela maxila. CASTILHO et al11. (1990) estudaram radiograficamente uma amostra constituída de 201 pacientes brasileiros, sendo 94 do sexo masculino e 107 do sexo feminino, estudantes do ensino médio da cidade de São José dos Campos (São Paulo), dentre os quais, 189 eram leucodermas e 12 xantodermas, em ambos os sexos, na faixa etária de 12 a 14 anos e 11 meses de idade. O objetivo deste estudo foi analisar a distribuição de agenesia dental desta amostra. Concluíram que 75,62% dos pacientes não possuíam agenesia, portanto, 24,38% possuíam agenesia, sendo 10,44% dos pacientes do sexo masculino e 13,94% do sexo feminino. Verificaram que 20,39% dos pacientes possuíam agenesia exclusivamente dos terceiros molares, sendo que 9,95% de sexo masculino e 10,44% do sexo feminino. Verificouse que a agenesia total da amostra, incluindo os terceiros molares foi de 22,87%. Apenas 1,49% dos pacientes do sexo feminino possuíam agenesia de outros germes dentais e que 2,48% dos pacientes, sendo 0,49% do sexo masculino e 1,99% do sexo feminino, apresentaram agenesia dos terceiros molares associada à agenesia de outros dentes. O dente que apresentou maior prevalência de agenesia foi o segundo pré-molar inferior com cinco dentes ausentes. As demais ausências anotadas foram: incisivo central inferior, incisivo lateral superior e segundo pré-molar superior, com agenesia de um dente. De acordo com os dados obtidos constatou-se de que houve maior prevalência de agenesia nos pacientes do sexo feminino do que no masculino. Ocorreu também uma maior prevalência de agenesia dos terceiros molares, seguido dos segundos pré-molares, dos incisivos laterais superiores e um caso de incisivo central inferior. Entre os terceiros molares, a prevalência de agenesia foi maior na maxila do que na mandíbula, e, quanto aos pré-molares, a ausência foi maior na mandíbula. Portanto, é importante para o clínico ter um conhecimento prévio da incidência dos casos de agenesia, bem como da época em que se pode verificar, com certeza, se realmente se trata de um caso de agenesia ou de formação tardia do germe dental. Em 1990, LYNHAM43 realizou um estudo onde foram selecionados 662 recrutas da Força de Defesa Australiana, e foram utilizadas radiografias panorâmicas para avaliação de agenesia dental, excluindo os terceiros molares. Foi 28.

(29) 13. 29. encontrada uma prevalência de 6,3% nos pacientes com algum tipo de agenesia dental. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os sexos masculino e feminino. Os dentes, de modo geral, mais ausentes foram os segundos pré– molares inferiores, seguidos dos incisivos laterais superiores e, por fim, os segundos pré-molares superiores. STRITZEL, SYMONS e GAGE67, em 1990, realizaram um estudo com intuito de determinar a distribuição (em relação ao local e número) da agenesia dos segundos pré- molares. Foram usadas radiografias e fichas clínicas de 176 pacientes caucasianos (96 mulheres e 80 homens) da Universidade de Queensland, Austrália, para detectar a agenesia de um ou mais segundos pré- molares. Os registros foram analisados para verificar a distribuição da agenesia dos segundos pré-molares e a agenesia de um ou mais segundos pré-molares por indivíduos. A distribuição da agenesia foi comparada entre pacientes do sexo masculino e feminino. Foi usado o teste Qui-quadrado para análise estatística dos dados. Argumentaram que os diferentes tipos de agenesias podem ser causados por diferentes fatores genéticos e epigenéticos. Não houve variação na ocorrência de agenesias dos segundos pré-molares observada entre sexos. Apresentou-se uma maior prevalência de agenesias na mandíbula do que na maxila, sendo que na maxila, a agenesia tendeu a ser mais simétrica. Com relação à distribuição do número de segundos pré-molares ausentes a agenesia de um único pré- molar ausente foi mais comum. A agenesia de um ou dois segundos pré- molares ocorreu em 75% dos casos. BREDY, ERBRING e HUBENTHAL8, em 1991, observaram 2550 radiografias de pacientes de Ortodontia para avaliar a agenesia dental, dependendo da presença ou ausência de terceiros molares. Encontraram que a agenesia dental (exceto de terceiros molares) ocorreu em 9,7% dos pacientes. A ausência de terceiros molares ocorreu em 20,7% dos pacientes entre 12 e 36 anos de idade. No mínimo, um dos terceiros molares estava ausente em 81,5% de todos os pacientes estudados que apresentavam agenesia. Estes autores observaram que a média de agenesia dental era de 5,9% no grupo de pacientes com a presença de todos os molares. PECK, PECK e ATTIA51 (1993), realizaram estudo que teve como objetivo investigar a natureza da transposição do canino erupcionado entre os pré- molares superiores. A investigação foi feita em 43 pacientes (20 pacientes do sul da França, 1 paciente do sul da Finlândia e 22 pacientes do nordeste dos Estados Unidos), com 29.

(30) 14. 30. transposição de canino, sendo 34 mulheres e 9 homens, com a faixa etária entre 8 e 22 anos. Quarenta pacientes eram leucodermas e três eram melanodermas. Em nenhum deles havia histórico de trauma. Neste estudo, seis variáveis foram coletadas: localização da anomalia, sexo, idade, raça, agenesia dental (excluindo o terceiro molar) e tamanho do incisivo lateral superior. Os resultados mostraram, no mínimo, três tendências importantes. A primeira delas foi que 23% dos casos houve bilateralidade, a segunda foi que 79% dos casos ocorreram em mulheres e a terceira foi que nos casos onde não houve bilateralidade a ocorrência foi de 61% do lado esquerdo. Observaram que 16 dos 43 pacientes (37%), tiveram agenesia de um ou mais dentes permanentes, excluindo os terceiros molares. O dente mais frequentemente afetado foi o incisivo lateral superior com 16 dentes, seguido pelo segundo pré-molar inferior, com 8 dentes. O incisivo lateral superior conóide também se mostrou frequentemente associado à transposição, com prevalência de 16%, índice bem mais alto que a prevalência de 1 a 2% desta anomalia na população em geral. Este estudo mostrou que existe um significante componente genético intrinsecamente ligado à etiologia da anomalia de transposição envolvendo os caninos superiores. No ano de 1994, PECK et al.55 propuseram um estudo onde o fator genético aparecia como etiologia principal da irrupção ectópica dos caninos superiores permanentes para palatino. Basearam-se em fortes indícios como: a ocorrência de outras anomalias dentais associadas (agenesias e microdontias), a frequente ocorrência bilateral, as diferentes prevalências encontrados entre os sexos e em diferentes etnias, e, finalmente, nos relatos de históricos familiares dessa anomalia. E concluíram , que a partir da análise das evidências disponíveis, a irrupção ectópica dos caninos superiores permanentes para palatino parece ser um componente hereditário, poligênico e multifatorial. Em 1995, PECK e PECK56 propuseram um estudo no qual analisaram 201 pacientes com o objetivo de classificar as transposições dentais superiores em cinco tipos: 143 pacientes com transposição do Canino – Primeiro pré-molar superior, 40 pacientes com transposição de Canino-Incisivo Lateral superior, 8 pacientes com transposição de Canino para o local do Primeiro Molar superior, 6 casos com transposição do Incisivo Lateral – Incisivo Central superior e 4 casos com transposição do Canino para o local do Incisivo Central superior. Foram usados os seguintes critérios de inclusão: Documentação radiográfica e fotográfica de boa 30.

(31) 15. 31. qualidade e localização anatômica da transposição. O posicionamento anômalo do canino superior era uma característica comum de quatro dos cinco tipos de transposição dental, sendo exceção na transposição do Incisivo Lateral – Incisivo Central. A transposição do Canino- Primeiro Pré- molar permanente foi a mais encontrada, compreendendo 71% (143 pacientes) e destes, 26% (37 pacientes) demonstraram ausência de um ou mais dentes permanentes – excluindo os terceiros molares, quando associadas com a transposição. Em seguida, a transposição do Canino – Incisivo Lateral com 20% (40 pacientes) e os outros três tipos de transposições representaram 9% (28 pacientes). Em apenas um paciente foi encontrado associação de dois tipos de transposições dentais. Foi descrito pelos autores um diagnóstico diferencial primário da transposição do Canino para o local do Incisivo Central, que consiste na ausência do Incisivo Central do mesmo lado. Diante disto, concluíram que os fatores etiológicos das transposições dentais podem ser genéticos e/ou acidentais, que são fatores que interferem na formação da má oclusão. Em 1996, CHATTOPADHYAY e SRINIVAS12, analisando a associação entre a transposição dental no arco superior com a presença de outras anomalias dentais em 21 pacientes, da Universidade de Odontologia de Dharwad, Índia, na faixa etária de 16 a 50 anos de idade. Constataram a presença de agenesias dentais (excluindo os terceiros molares) e da microdontia do incisivo lateral superior em, respectivamente, 40 e 25% dos casos. Relataram que a genética é o fator etiológico das transposições. PECK, PECK e KATAJA54, em 1996, examinaram 58 pacientes ortodônticos, norte-americanos, não sindrômicos, caucasianos e todos com irrupção ectópica do canino para palatino de um ou ambos os caninos. Os objetivos deste estudo foi determinar a frequência, a associação com a agenesia de outros dentes e verificar a ocorrência de microdontia do incisivo lateral superior. Radiografias panorâmicas foram utilizadas para identificar agenesias de dentes permanentes, excluindo os terceiros molares. Para a amostra com irrupção ectópica do canino para palatino foi observado um aumento na prevalência de agenesia de outros dentes permanentes (17%, desconsiderando –se os terceiros molares), sobretudo 14% dos casos apresentando ausência dos segundos pré- molares inferiores e ainda observaram que essa ectopia envolvendo os caninos superiores associou-se com a prevalência da microdontia do incisivo lateral superior, observada em 17% dos casos, não 31.

(32) 32 16. necessariamente no mesmo quadrante do distúrbio irruptivo dos caninos. Os resultados apontaram uma nova evidência, para um relacionamento biológico entre a irrupção ectópica do canino para palatino e a redução de número e tamanho de dentes. Estes foram consistentes com a hipótese de que agenesias dentais, redução do tamanho do dente e irrupção ectópica do canino para palatino são três covariáveis de um complexo genético e frequentemente ocorrem em conjunto. SYMONS e TAVERNE69, em 1996, analisaram uma família que apresentava anomalias de formação e erupção dos segundos pré-molares inferiores. Os pais possuíam segundos pré- molares, mas estes apontavam-se com uma erupção ectópica, impactação e espaçamento entre os primeiros e segundos pré- molares. Quatro filhos do casal foram examinados, três do sexo masculino com 15, 14 e 12 anos e um do sexo feminino de 11 anos de idade. A anomalia de segundo pré- molar incluiu a agenesia, a erupção ectópica com impacção e atraso de erupção aparecendo concomitantemente com espaçamentos e agenesias de outros dentes permanentes. Os autores sugeriram que estas anomalias parecem ter uma origem genética bastante marcante afetando ambos os sexos. No caso reportado, a família demonstrou duas anomalias nos segundos pré- molares inferiores que foram a agenesia e a erupção ectópica para a distal, e a questão levantada era se estas duas anomalias estavam hereditariamente separadas ou se a falha de erupção do dente em uma variação da expressão do mesmo gene que resulta a agenesia. O resultado do relatório demonstrou que a agenesia de segundos pré- molares estava geneticamente associada com membros da família. Defeitos de erupção e agenesia podem constituir uma variação da expressão da mesma condição genética ou podem ser duas condições genéticas afetando a mesma localização. Isto porque foi verificado que o primeiro filho teve agenesia de segundos pré-molares inferiores, agenesia de incisivo lateral e atraso na erupção dos segundos pré- molares superiores. O segundo filho teve atraso na erupção dos segundos pré- molares superiores, má posição e espaçamento dos pré- molares inferiores. No terceiro filho nenhum segundo pré- molar estava erupcionado e houve a agenesia de incisivo lateral e por fim, no quarto filho, contatou-se uma agenesia de um segundo prémolar, enquanto os demais mostravam atrasos na erupção. ZHU et al.79, em 1996, reportaram que os pacientes que se encontravam na dentição permanente, a prevalência de agenesias dentais (excluindo os terceiros molares) foi de 3,5% a 8% da população e a prevalência incluindo os terceiros 32.

(33) 17. 33. molares encontrava-se entre 20,8% a 22,7% da população. A prevalência de indivíduos com agenesia apresentaram-se com frequência a presença de microdentes e de dentes conóides. KOTSOMITIS e FREER36 (1997) relataram que há um corpo considerável de evidências que sugerem um papel dominante dos genes na etiologia das anomalias dentais. Foi postulado que algum tipo de relação genética deva existir para algumas dessas anomalias dentais como evidenciado por sua alta freqüência de associação. Também especulou- se que um defeito genético comum pode aumentar as diferentes manifestações fenotípicas, incluindo ausência, malformação e dentes ectópicos. Os dentes superiores que se desenvolvem nas áreas criticas da lâmina dental, isto é, os incisivos laterais, caninos e segundos pré- molares parecem ser mais susceptíveis. Os autores mencionaram que a prevalência de dentes ausentes, excluindo-se os terceiros molares, varia na dependência da população estudada, sendo os incisivos inferiores mais frequentemente ausentes nos asiáticos, enquanto o incisivo lateral superior, assim como os segundos pré- molares superiores e inferiores são os mais comumente ausentes nos caucasianos. As mulheres são mais frequentemente. afetadas. que. os. homens.. Com. relação. á. natureza. da. hereditariedade da agenesia, eles indicaram que existe uma tendência hereditária uma vez que os dentes ausentes acontecem mais frequentemente entre parentes que na população em geral. BACCETTI5, em 1998 realizou um estudo no qual o objetivo foi fornecer maiores evidências quanto á existência da reciprocidade e associações entre diferentes tipos de anomalias dentais durante a fase de desenvolvimento. A amostra constou de 4400 pacientes caucasianos, com idade de 7 a 14 anos, que foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo apresentava 1000 pacientes, destes 482 do sexo masculino e 518 do sexo feminino sendo este o grupo controle e o segundo grupo foi composto de 3400 pacientes e foi dividido em 5 subgrupos de 100 pacientes com um determinado tipo de anomalia dental (agenesia de segundos pré-molares microdontia dos incisivos laterais superiores, infraoclusão dos molares decíduos, erupção ectópica dos primeiros molares e irrupção ectópica dos caninos superiores para palatino). Os pacientes pertencentes a um dos 5 subgrupos não eram concomitantemente presentes em nenhum dos outros 4 subgrupos. O grupo com agenesia de segundos pré-molares demonstrou uma associação significante com a microdontia dos incisivos laterais superiores, infra33.

(34) 18. 34. oclusão dos molares decíduos, irrupção ectópica dos caninos superiores para palatino. O grupo que possuía microdontia dos incisivos laterais superiores e o grupo com infraoclusão de molares decíduos mostrou uma associação significante com todos os outros tipos examinados de anomalias dentais. O grupo com erupção ectópica de primeiros molares mostrou uma associação significante com todos os outros tipos de anomalias dentais examinadas, exceto para deslocamento dos caninos superiores para palatino. O grupo com irrupção ectópica dos caninos superiores para palatino revelou uma associação significante com todos os outros tipos de anomalias dentais, exceto com a erupção ectópica de primeiros molares. O autor sugeriu que uma futura análise com um maior número de anomalias de erupção e de agenesias dentais talvez revele padrões de associações diferentes. Neste mesmo ano, BACCETTI6 realizou outro estudo com intuito de revelar os padrões entre sete tipos de anomalias dentais (agenesia do segundo pré-molar, microdontia dos incisivos laterais superiores, infraoclusão de molares decíduos, supranumerários, hipoplasia de esmalte, erupção ectópica de primeiros molares e irrupção ectópica dos caninos superiores para palatino). O estudo foi realizado em pacientes com idade entre 7 e 14 anos de idade, não tratados ortodonticamente. O grupo controle constou de 1000 pacientes selecionados aleatoriamente do arquivo da Universidade de Florence. O grupo experimental foi dividido em sete subgrupos de 100 pacientes cada, com as anomalias dentais previamente relatadas. Os pacientes que pertencem a um dos sete subgrupos não eram concomitantemente presentes em nenhum dos outros seis subgrupos. O objetivo da investigação foi promover mais evidências para fundamentar a existência de uma associação recíproca significante entre os diferentes tipos de anomalias dentais. Comparou-se a prevalência de anomalias dentais nos subgrupos experimentais e controle. Uma associação recíproca significante foi encontrada entre cinco das anomalias (agenesia do segundo pré-molar, microdontia dos incisivos laterais superiores, infraoclusão de molares decíduos, hipoplasia de esmalte e irrupção ectópica dos caninos superiores para palatino) sugerindo uma genética comum para estas condições. Os dentes supranumerários pareceram ter uma etiologia separada de todas as outras anomalias dentais examinadas. A existência de associações entre diferentes anomalias dentais é clinicamente relevante, assim como o diagnóstico prematuro de uma anomalia talvez indique um aumento de risco para outras anomalias. 34.

(35) 35 19. PECK, PECK e KATAJA53, em 1998, demonstraram a associação da transposição envolvendo incisivos laterais e caninos inferiores com outras anomalias dentais. Em uma amostra de 60 pacientes, na faixa etária de 7 a 45 anos de idade, com o referido tipo de transposição, 45% apresentavam agenesia e/ou microdontia dos incisivos laterais superiores. Esta prevalência, muito elevada em comparação à população em geral, reforçou prévias evidências da participação genética na etiologia das transposições dentais no arco inferior. Neste mesmo ano foi realizado um estudo por, THONGUDOMPORN e FREER72, em que examinaram 111 pacientes tratados ortodonticamente, sendo 46 do sexo masculino e 65 do sexo feminino, com idade média de 13,2 anos e constataram- se que 1,8% do sexo masculino e 6,3% do sexo feminino, possuíam agenesia de algum elemento dental. Excluindo os terceiros molares, o dente mais afetado foi o segundo pré – molar. BACCETTI7, em 2000, propôs estudo com 2520 pacientes, sendo 1223 do sexo masculino e 1297 do sexo feminino, na faixa etária entre 12 e 16 anos de idade, os quais foram divididos aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo foi o experimental, com 1520 pacientes (698 masculino e 822 feminino). O segundo foi o grupo controle com 1000 pacientes (478 masculino e 522 feminino) e o objetivo foi verificar a associação entre a falha de erupção do primeiro ou segundo molar permanente com outros tipos de anomalias dentais. O resultado mostrou que três das. anomalias. estudadas. tiveram. um. inter-relacionamento. com. o. grupo. experimental molar e foram a infraoclusão dos molares decíduos, irrupção ectópica de caninos superiores para palatino e rotação do incisivo lateral superior. Enquanto a agenesia do segundo pré-molar e microdontia do incisivo lateral não apresentou nenhum inter-relacionamento. O estudo proveu evidências de que diferentes anomalias estão significantemente associadas à falha de erupção do primeiro ou segundo molar, mostrando mais uma vez que existe um fator genético nos distúrbios da dentição humana. Em 2000, COLLET14 retratou um caso clínico de uma menina de 13 anos de idade, em que a radiografia panorâmica apresentava um segundo pré- molar inferior direito inclinado horizontalmente e o segundo molar inferior decíduo estava retido. A coroa e a raiz foi facilmente palpada na região bucal e lingual. Um tratamento conservador foi realizado no paciente, consistindo da extração do segundo molar inferior decíduo e mantendo espaço deste por meio do uso de bandas ortodônticas e 35.

(36) 20. 36. fio. Dez meses depois o segundo pré- molar estava parcialmente erupcionado e depois de mais seis meses o dente tinha alcançado o plano oclusal. VASTARDIS75, em 2000, demonstrou em seu estudo uma estratégia de como a genética poderia ser aplicada para investigar a causa da agenesia de dentes humanos. Utilizou uma família com grande número de pacientes que apresentavam, claramente e de modo bem definido, a forma de agenesias combinadas de segundos pré- molares e terceiros molares. Observou que a dentição permanente é mais frequentemente afetada do que a decídua e a prevalência da agenesia dental na população em geral é de 1,6% a 9,6%, excluindo os terceiros molares. Identificou - se um gene que afetava a formação dos segundos pré- molares e terceiros molares. Foi identificado que o gene que causava a agenesia de segundos prémolares. e. terceiros. molares. estava. relacionado. ao. cromossomo. 4p.. Subseqüentemente, descobriu-se a existência de uma mutação no gene MSX1. Concluiu – se que a agenesia dental familiar foi considerada uma anomalia dental comum, reconhecida e bem definida. ARTE et al.3, em 2001, analisaram a herança genética, fenótipo da hipodontia e anomalias dentais associadas de 214 membros familiares de três gerações de 11 probandos, para o estudo da ligação genética com a hipodontia do Incisivo- Prémolar. A faixa etária dos 11 probandos variou entre dez a 36 anos de idade. Os dados foram coletados através de fichas clinicas dos arquivos do Departamento de Odontologia da Universidade de Helsinki. Para o diagnóstico da hipodontia foram utilizadas radiografias panorâmicas. A genealogia das famílias foi construída e os indivíduos com hipodontia foram classificados como afetados. A hipodontia dos terceiros molares não foi analisada devido à falta de dados necessários e confiáveis e, em relação à microdontia do incisivo lateral superior que foi diagnosticada como hipodontia, não foi analisada em crianças menores de 6 anos de idade (N=10). A penetrância de hipodontia foi calculada de acordo com o método de máxima probabilidade proposto por Mather (1957). Os pacientes que apresentaram obrigatoriamente o gene da hipodontia e que não apresentaram hipodontias foram identificados e classificados na genealogia e suas características dentais foram analisadas separadamente. De acordo com os resultados, a hipodontia encontrada na maxila foi de 59% e na mandíbula, de 55% e em ambos os arcos foi de 15%. O quadrante mais afetado foi o inferior esquerdo, com 81%. Foram encontrados 120 dentes ausentes, desses, 57 (47%) foram os segundos pré-molares inferiores, 36 36.

(37) 21. 37. (30%) segundos pré-molares superiores, 21 (17%) incisivos laterais superiores e 6 (4,2%) incisivos centrais inferiores. A prevalência de hipodontia e/ou dentes conóides foram mais de 40% em parentes de 1° e 2° grau e de 18% em primos de 1° grau dos probandos. Dos 9 portadores obrigatórios de genes de hipodontia, 4 possuíam anomalias dentais como caninos ectópicos, microdontia dos incisivos laterais superiores, taurodontismo e rotação dos pré- molares. Estas anomalias também foram observadas com maior freqüência em famílias afetadas com a hipodontia. Concluíram que a hipodontia de Incisivo- Pré-molar é uma condição genética autossômica dominante e que a transmissão dela está associada a várias outras anomalias dentais. PECK, PECK e KATAJA52, em 2002, realizaram um estudo onde examinaram 161 pacientes de origens geográficas distintas, sendo 130 pacientes da América do Norte, 21 da Europa e 1 paciente da Ásia. Observaram a ocorrência de agenesia dental associada á má posição de caninos ,que foram divididas em três tipos: canino deslocado para palatino (n: 58), canino inferior transposto com o incisivo lateral inferior(n:60) e canino superior transposto com primeiro pré-molar superior (n:43). Para a identificação da agenesia de pelo menos um terceiro molar, segundo prémolar inferior ou incisivo lateral superior foram utilizadas radiografias panorâmicas. Observaram que o canino deslocado para palatino e o canino transposto para o local do incisivo lateral inferior parecem estar associados com o significante aumento de agenesia de terceiros molares e a transposição do canino com primeiro pré-molar superior mostrou-se associada com elevada prevalência de agenesia de incisivo lateral superior. Foi encontrada também prevalência elevada de agenesia dos segundos pré-molares inferiores nos três grupos com anomalias de posição de caninos. Constataram assim, que algumas discretas alterações de posições de caninos e agenesia de no mínimo um dente são anormalidades conhecidas por ocorrerem frequentemente associadas. SHALISH et al.64, em 2002, mediram e compararam, em radiografias panorâmicas, a posição angular dos germes dos segundos pré-molares inferiores em 17 pacientes ( 9 do sexo feminino e 8 do sexo masculino) de dez a 15 anos de idade com e sem agenesia do contralateral. Verificou-se que, a distoangulação do germe do segundo pré-molar inferior na amostra de pacientes com agenesia de segundo pré-molar inferior foi de 75,6° em relação á borda inferior da mandíbula, enquanto no grupo controle (pacientes sem agenesia) o valor foi de 85,5°. Este 37.

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