• Nenhum resultado encontrado

FGE3001-2013-01-AULA23

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "FGE3001-2013-01-AULA23"

Copied!
11
0
0

Texto

(1)

Física Geral III – Turma B [FGE3001/B]

Aula 23 (Cap. 31 parte 2/2):

1) Lei de Ampère

2) Campo Magnético fora de um fio Retilíneo Longo

3) Campo Magnético dentro de um fio Retilíneo Longo

4) Solenóide

5) Toróide

Prof. Marcio R. Loos

2

André-Marie Ampère

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• 1775 — 1836. • Foi um  físico,  filósofo,  cientista e  matemático.

• Partiu das experiências feitas por Hans Christian Oersted sobre o efeito magnético da corrente elétrica.

(2)

3

Lei de Ampère

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• A lei de Ampère para campo magnético é análoga a lei de Gauss para o campo elétrico.

4

RELEMBRANDO

Lei de Gauss: Forma matemática

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

A constante de proporcionalidade na Lei de Gauss é

ϵ

0:

q

enc

(ou q) é a soma algébrica de todas as cargas encerradas pela superfície.

Use o sinal na soma!

q>0 fluxo p/ fora.

q<0 fluxo p/ dentro.

Cargas fora da superfície não são incluídas no cálculo!

A distribuição das cargas no interior da superfície não importa.

O vetor resultante E na Lei de Gauss é o campo elétrico resultante de

todas as cargas internas ou externas a superfície gaussiana!

As linhas de campo devido à cargas externas entram e saem da superfície

em igual quantidade.

=

=

Φ

enc enc

q

A

d

E

q

r

r

0 0

ε

ε

(3)

Curva Amperiana Direção de integração 5

Lei de Ampère

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• A lei de Ampère para campo magnético é análoga a lei de Gauss para o campo elétrico.

• Desenhe uma “curva amperiana” ao redor do sistema de correntes (veja fios à direita).

• A curva pode ter qualquer formato…mas deve ser fechada!

• Some as componentes de B ao longo da curva, para cada elemento de comprimento ds ao longo da curva.

• O valor da integral abaixo é proporcional à corrente envolvida: i1 i2

Bds=

µ

0ienc r r Lei de Ampère Direção de integração 6

Lei de Ampère

Campo Magnético fora de um fio Retilíneo Longo

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• Já resolvemos este problema usando a lei de Biot-Savart:

Curva Amperiana

(4)

7

RELEMBRANDO

B devido a um fio Retilíneo Longo

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• Como calcular B devido a um fio retilíneo longo?

• Basta somar todas contribuições ds para a corrente.

• A distância r entre cada ds e o ponto P varia!

• Note que • Logo: 2 2

s

R

r

=

+

3 0 4 r r s d i B d r r r × =µπ 2 0

sin

4

r

ds

i

dB

θ

π

µ

=

R

i

B

π

µ

2

0

=

B devido a um fio retilíneo longo

R

sen

r

θ

=

=

0

2 dB

B

r R sen sen(

π

θ

)=

θ

=

=

0 2 0

sin

2

r

ds

i

B

θ

π

µ

=

0 3 0

2

r

dsR

i

B

π

µ

(

)

ds

s

R

R

i

B

+

=

0 2 / 3 2 2 0

2

π

µ

(

)

ds s R R i B

∞ + = 0 2 / 3 2 2 0 2π µ 8

Lei de Ampère

Campo Magnético fora de um fio Retilíneo Longo

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• Já resolvemos este problema usando a lei de Biot-Savart:

• Vamos obter o mesmo resultado usando a lei de Ampère:

• Devemos desenhar uma curva amperiana de qualquer forma…

• …como sabemos que o campo ao redor de um fio descreve círculos, escolhemos uma curva circular de raio r.

• Be ds são paralelos e B é constante na curva, logo: r i B π µ 2 0 =

Bds=

µ

0ienc r r Lei de Ampère

⋅ =

= enc r i ds B s d B 0 2 0 cos

θ

µ

π r r i r B2

π

=

µ

0 r i B

π

µ

2 0

= B devido a um fio retilíneo longo

Curva Amperiana

(5)

9

Lei de Ampère

Campo Magnético dentro de um fio Retilíneo Longo

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B • Agora podemos calcular B dentro de um fio

retilíneo longo.

• Como a corrente é uniformemente distribuída sobre a seção transversal do fio, ela deve ser cilindricamente simétrica.

• Podemos desenhar uma amperiana circular ao redor do eixo central, de raio r < R.

• A corrente dentro da amperiana é menor que a corrente total!

• A corrente encerrada pela amperiana vale:

2 2 r i R i enc

π

π

= 2 2 R r i ienc

π

π

=

Bds=

µ

0ienc r r

⋅ =

= enc r i ds B s d B 0 2 0 cos

θ

µ

π r r 2 2 0 2 R r i r B

π

π

µ

π

= 0 22 2 R r r i B

π

π

π

µ

= r R i B       = 2 0 2π µ

B dentro um fio retilíneo longo

Curva Amperiana

10

Exercício: FUN com curvas amperianas

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

Classifique as curvas de acordo com o valor de

calculado nas

direções mostradas, do mais positivo para o mais negativo.

A.

I, II, III, IV, V.

B.

II, III, IV, I, V.

C.

III, V, IV, II, I.

D.

IV, V, III, II, I.

E.

I, II, III, V, IV.

Bdsr r

(6)

11

Exercício: FUN com curvas amperianas

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

Classifique as curvas de acordo com o valor de

, do menor para o

maior.

ds B r r 12

Exercício

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

Um fio retilineo longo de raio R=1,5 mm transporta uma corrente i de 32 A.

(a) Qual é o módulo de B na superfície do fio?

(7)

13

Exercício

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B Dicas p/ Resolução

Bds=

µ

0ienc r r

⋅ = = r a enc J dA J r dr i (2

π

) r r horário anti sent T x B − = − . 10 0 , 2 5 14

Solenóide

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B • Vimos que o campo no centro de uma espira vale:

• Podemos aumentar o campo B simplesmente adicionando mais espiras.

• Uma bobina com várias espiras é chamada de solenóide.

• Solenóide = Bobina helicioidal (Fig. a).

• O campo B total do solenóide é a soma dos campos criados por cada espira.

• Admitimos comprimento>>diâmetro.

• A Fig. b mostra as linhas de campo numa seção transversal vertical através do eixo central de um solenóide. R i B 2 0 µ =

(8)

15

Solenóide

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B • Para pontos próximos ao fio, B se comporta approx.

como o de um fio retilíneo longo (circular).

• A Fig. sugere que o campo entre boninas adjacentes tende a se cancelar.

• No interior do solenóide, B é aproximadamente paralelo ao eixo central. (verdade para caso ideal!)

• Bcriado pela parte superior (P) tende a cancelar B criado pela parte inferior.

• B=0 fora de um solenóide ideal.

• Regra da mão direita:

• Envolva o solenóide com seus dedos apontando no sentido da corrente. Seu polegar apontará no sentido do B axial.

16

Solenóide

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B • A Fig. a mostra as linhas de campo num solenóide real.

• É razoável assumir B=0 fora do solenóide real (B é fraco).

• Dentro do solenóide B é intenso e razoavelmente uniforme.

• Compare este campo B com o de um capacitor:  Para o capacitor E é uniforme entre as placas (exceto

nas bordas).

 Para o capacitor E é constante dentro e zero fora das placas.

• Calcularemos B dentro de um solenóide usando a lei de Ampère:

Bds=

µ

0ienc r r

(9)

17

Solenóide

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• A Fig. mostra a curva amperiana abcd escolhida.

• Temos:

Seja n o número de espiras por unidade de comprimento.

• Cada espira carrega uma corrente i, de modo que a corrente total ao longo de h é inh.

Assim como um capacitor é usado para obtenção de um E cte, Um solenóide é usado para obtenção de um B cte.

Único segmento com contribuição não nula.

⋅ =

⋅ +

⋅ +

⋅ +

ad d c c b b a s d B s d B s d B s d B s d B r r r r r r r r r r

Bds=

Bds=Bh b a r r r r enc i Bh0 Bh0inh

in

B

=

µ

0 Solenóide ideal. B é cte.

Bds=

µ

0ienc r r

18

Toróide

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• Vimos que o campo B em um solenóide “entra”/”sai” de ambas extremidades e enfraquece nestas

extremidades.

• Podemos enrolar um solenóide, como uma

“rosquinha” de modo que não hajam extremidades.

• Obteremos então um toróide(fig. a).

• Note que o campo não terá extremidades mas descreverá círculos.

• Qual o valor de B no interior?

• Desenhamos uma sup. Amperiana paralela ao campo, com raio r.

Curva Amperiana

(10)

19

Toróide

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

• Se a bobina tiver um total de N voltas, a amperiana envolverá uma corrente toral Ni.

• Aplicando a lei de Ampère temos:

• B=0 fora do toróide (desenhe uma amperiana).

Curva Amperiana

Bds=Br=µ0ienc r r

Bds=

µ

0ienc r r Ni r B2π =µ0 r iN B 1 2 0 π µ

= Toróide ideal. B ≠ cte

20

Exercício

(11)

21

Você já pode resolver os seguintes exercícios:

Prof. Marcio R. Loos Física Geral III - Turma B FGE3001/B

[Halliday, vol 3, 4ª edição]

Mais informações (cronogramas, lista de exercícios):

https://sites.google.com/site/professorloos/

[email protected]

Capítulo 30: 2, 5, 6,10, 12,23, 27,30, 31, 34, 36, 43, 46, 47, 48, 50, 53 e

67.

Capítulo 31: 8, 9, 11, 13, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 28,

29, 34, 35, 37, 38,

40, 41, 42, 46, 47, 48, 53 e 56.

Capítulo 32: 1,2,4,5, 6,9,12, 19, 23, 24, 25, 26, 29, 34, 36, 37,41 e 43.

Referências

Documentos relacionados

A Comunicação Intercultural merece ser analisada enquanto elemento central da interculturalidade, como um processo dinâmico e permanente de relações, interações e

Neste artigo, exa- minamos as respostas obtidas através dos questionários aplicados a alu- nos dos distritos de Évora, Leiria, Setúbal e Vila Real, nos anos de 2015 e 2017, no

- A conjugação destes atributos deve promover-se no âmbito de uma abordagem plural - no sentido de literacias múltiplas; processual – entendendo-se que a

Este valor atípico do zeólito A face aos outros zeólitos pode revelar que os cristais necessitariam de algum tratamento prévio de activação, pois o material apresentava uma

Projecto de Linha Aérea de Alta Tensão conforme a norma EN50341 83 No anexo C apresentam-se os valores do peso real dos condutores, os desvios transversais obtidos para os apoios

O método baseia-se na condensação de pirrol e o benzaldeído numa mistura de ácido acético ou ácido propiónico com 30% de nitrobenzeno, a 120 ºC durante 1h e em

Intitulando-se “Projecto de módulos para dispositivos de controlo de fugas e lavagem de componentes em alumínio”, este trabalho consistiu na realização do projecto

Esta ferramenta permitiu dois estudos, nomeadamente, a comparação dos efeitos das acções da neve e do vento numa estrutura localizada em duas zonas diferentes do país, onde