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Avaliação do risco de pé diabético em indivíduos com diabetes tipo 2

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Academic year: 2021

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Escola das Ciências da Vida e do Ambiente

Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde

Avaliação do risco de pé diabético em indivíduos com diabetes tipo 2

RELATÓRIO DE ESTÁGIO COM FEIÇÃO DISSERTATIVA DO MESTRADO EM GERONTOLOGIA: ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE NO IDOSO

TELMA SOFIA DA SILVA CORREIA

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UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO Escola das Ciências da Vida e do Ambiente

Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde

Avaliação do risco de pé diabético em indivíduos com diabetes tipo 2

RELATÓRIO DE ESTÁGIO COM FEIÇÃO DISSERTATIVA DO MESTRADO EM GERONTOLOGIA: ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE NO IDOSO

TELMA SOFIA DA SILVA CORREIA

Orientador: Professor Doutor Romeu Duarte Carneiro Mendes

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Relatório de estágio apresentado à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, como requisito para a obtenção do grau de Mestre em Gerontologia: Atividade Física e Saúde no Idoso, sob a orientação do Professor Doutor Romeu Duarte Carneiro Mendes.

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Nascemos humanos mas isso não basta: temos que chegar a sê-lo! Certamente podemos fracassar, mas não devemos afastar a ocasião de o tentar…

(5)

Página v

Agradecimentos

 Ao meu orientador, Professor Doutor Romeu Mendes, pela ajuda prestada na realização do estágio curricular e a orientação deste relatório com feição dissertativa, um muito obrigada;

 A todas as pessoas com quem trabalhei no projeto Diabetes em Movimento®;  Aos meus pais, por simplesmente estarem sempre para ajudar;

 Em especial, à pessoa que tenho a meu lado, pela força, carinho e principalmente paciência, por ter ouvido as minhas lamentações, ajudando-me assim a superar as dificuldades e a nunca desistir. Um muito Obrigada do fundo do coração.

(6)

Página vi O progresso do programa de trabalhos deste relatório/ trabalho de investigação deu origem à seguinte publicação:

Vasconcelos C, Almeida A, Neves J, Correia T, Amorim H, Mendes R. Nutrition-related knowledge in middle-age and older patients with type 2 diabetes. BMC Health Services Research 2016 (3rd IPLeiria’s International Health Congress), Volume 16 Suppl 3; 127-132. DOI 10.1186/s12913-016-1423-5

(7)

Página vii

Índice Geral

Agradecimentos ... v

Índice Geral ... vii

Índice de Gráficos ... ix Índice de Tabelas ... x Índice de Figuras ... xi TEMA I ... 1 Enquadramento Geral ... 1 1. Introdução ... 2

2. Caracterização do meio envolvente ... 5

2.1 Planificação do Estágio ... 5

2.2 População Alvo ... 6

2.3 Critérios de inclusão do programa Diabetes em Movimento® ... 6

3. Programa de Exercício Diabetes em Movimento® ... 7

3.1 Horário das sessões de exercício ... 7

3.2 Estrutura das sessões de exercício ... 7

3.3 Progressão dos circuitos do exercício resistido ... 8

3.4 Material desportivo ... 9

3.5 Algoritmo do início das sessões ... 9

3.6 Algoritmo do final das sessões ... 9

3.7 Descrição dos exercícios ... 10

1. Aquecimento ... 10 2. Exercício Aeróbio ... 10 3. Exercício Resistido ... 13 4. Exercício de agilidade/equilíbrio ... 24 5. Exercício de flexibilidade... 27 3.8 Sessões especiais ... 28

(8)

Página viii

3.8.2 Sessão de Natal ... 29

3.8.3 Piquenique ... 29

4. Resultados do programa ... 30

4.1 Eventos Adversos ... 32

5. Reflexão sobre o papel gerontológico no serviço ... 33

6. Referências ... 35

TEMA II ... 37

Avaliação do risco de pé diabético em indivíduos com diabetes tipo 2 ... 37

Resumo ... 38 Abstract ... 39 1. Introdução ... 40 2. Metodologia ... 44 2.1 Aspetos éticos ... 44 2.2 Diagrama ... 45 2.3 Tratamento estatístico ... 45 2.4 Instrumento ... 46 2.5 Variáveis em estudo ... 46 3. Resultados ... 48

4. Discussão dos resultados ... 49

5. Conclusão geral ... 50

6. Referências Bibliográficas ... 51

(9)

Página ix

Índice de Gráficos

(10)

Página x

Índice de Tabelas

Tabela 1 – Progressão dos circuitos do exercício resistido …...8

Tabela 2- Média sessões de cada grupo………...30

Tabela 3- Média sessões do programa……….30

Tabela 4- Adesão de cada grupo……….30

Tabela 5- Adesão média do programa……….31

Tabela 6- Intensidade média de cada grupo………31

Tabela 7- Intensidade média do programa………..32

(11)

Página xi

Índice de Figuras

Figura 1- Aquecimento………10

Figura 2- Marcha em sentidos opostos………10

Figura 3- Marcha das bolas……….11

Figura 4- Percurso de obstáculos………11

Figura 5- Percurso de obstáculos………11

Figura 6- Percurso de obstáculos………12

Figura 7- Percurso de obstáculos………12

Figura 8-Marcha das tarefas juntamente com estafetas………..12

Figura 9- Marcha das tarefas juntamente com estafetas……….12

Figura 10- Transporte de garrafas………...13

Figura 11- Remo inclinado………..14

Figura 12- Remo inclinado………..14

Figura 13- Flexão da perna (alternado) ………..14

Figura 14- Flexão da perna (alternado) ………..14

Figura 15- Press militar………...15

Figura 16- Press militar………...15

Figura 17- Agachamento……….15

Figura 18- Agachamento……….15

Figura 19- Flexão do antebraço………...15

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Página xii

Figura 21- Adução da coxa………..16

Figura 22- Adução da coxa………..16

Figura 23- Cálice……….16

Figura 24- Cálice……….16

Figura 25- Pontapé em pé………16

Figura 26- Pontapé em pé………....16

Figura 27- Pontapé em pé………16

Figura 28- Remo horizontal……….17

Figura 29- Remo horizontal……….17

Figura 30- Coxa para trás (alternado) ……….17

Figura 31- Coxa para trás (alternado) ……….17

Figura 32- Elevação acima da cabeça………..17

Figura 33- Elevação acima da cabeça………..17

Figura 34- Rotação do tronco (alternado) ………...18

Figura 35-Rotação do tronco (alternado) ………18

Figura 36- Rotação do tronco (alternado) ………...18

Figura 37- Apertar a bola com as mãos………...18

Figura 38-Apertar a bola com as mãos………18

Figura 39- Apertar a bola com os joelhos………18

Figura 40- Apertar a bola com os joelhos………18

Figura 41- Elevações frontais………..19

(13)

Página xiii

Figura 43- Agachamento……….19

Figura 44- Agachamento……….19

Figura 45- Tricípites a uma mão………..19

Figura 46- Tricípites a uma mão………..19

Figura 47- Remo vertical……….20

Figura 48-Remo vertical………..20

Figura 49- Press militar a 2 tempos……….20

Figura 50- Press militar a 2 tempos……….20

Figura 51-Press militar a 2 tempos……….20

Figura 52-Elevação do joelho (alternado)………...20

Figura 53- Elevação do joelho (alternado) ………...20

Figura 54- Tricípites 2 mãos………21

Figura 55- Tricípites 2 mãos………21

Figura 56- Elevação dos calcanhares………...21

Figura 57- Elevação dos calcanhares………...21

Figura 58- Elevações laterais………...21

Figura 59- Elevações laterais………...21

Figura 60- Pontapé sentado (alternado)………...22

Figura 61- Pontapé sentado (alternado)………...22

Figura 62- Aberturas………22

Figura 63- Aberturas………22

(14)

Página xiv

Figura 65- Abdução da coxa………22

Figura 66- Encolhimento de ombros………...23

Figura 67- Encolhimento de ombros………...23

Figura 68- Joelho ao peito (alternado)……….23

Figura 69- Joelho ao peito (alternado)……….23

Figura 70- Flexão antebraço elevado………...23

Figura 71- Flexão antebraço elevado………...23

Figura 72- Voos………...24

Figura 73- Voos………...24

Figura 74-Passe/receção de bola……….24

Figura 75- Jogo das caixas………...25

Figura 76- Jogo da malha………...25

Figura 77- Jogo apagar o fogo……….26

Figura 78- Jogo da lagarta………...26

Figura 79- Joelho ao peito (sentado)………...27

Figura 80- Alcançar o pé (sentado) ………27

Figura 81- Mãos atrás das costas……….27

Figura 82- Perna frente e trás………..27

Figura 83- Coçar as costas………...27

Figura 84- Calcanhar ao glúteo………...27

Figura 85- Cotovelo ao peito………...28

Figura 86- Cristo………..28

Figura 87- Apanhar cerejas………..28

(15)

Página xv Figura 89- Obtenção da amostra final……….45

(16)

Página 1

TEMA I

(17)

Página 2

1. Introdução

A elaboração deste trabalho vem no âmbito do estágio curricular do Mestrado de Gerontologia: Atividade Física e Saúde no Idoso, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Surgiu a oportunidade de realizar um estágio profissional, que por si teve como objetivo a tradução das aprendizagens consolidadas, registar todo o processo de ensino/aprendizagem como uma compilação de aquisiçõespassando para a prática todos os conhecimentos adquiridos.

O estágio curricular foi realizado no Programa Comunitário de exercício, Diabetes em Movimento®, para pessoas com diabetes tipo 2, localizado na cidade de Vila Real. No início do estágio curricular foi realizado um estudo sobre o pé diabético para se verificar o risco de vir a ter este problema de saúde causada pela diabetes tipo 2, que será apresentado no final do relatório.

O primeiro passo mais importante foi a integração à instituição, aos funcionários do local onde se realizavam as sessões de exercício, aos colegas de trabalho e aos utentes, para que deste modo o trabalho feito futuramente se desenvolve-se da melhor maneira.

A população a trabalhar era de uma faixa etária (idosos) que cada vez mais vai prevalecendo e com um problema de saúde que cada vez mais afeta pessoas em todo o mundo, a diabetes tipo 2.

O envelhecimento ao longo do tempo, em sido descrito como um conjunto de processos, inerente a todos os seres vivos e que se expressa pela perda da capacidade de adaptação e pela diminuição da funcionalidade, estando assim associado a inúmeras alterações com complicações na mobilidade, autonomia e saúde desta população1.

O processo de envelhecimento envolve alterações em todos os sistemas do organismo, nomeadamente no sistema musculosquelético e no sistema somatossensorial2.

(18)

Página 3 A diabetes é uma das maiores doenças do século XXI, pois de ano para ano cada vez mais indivíduos sofrem desta condição de saúde fazendo com que haja uma mudança de vida3.

Existem 415 milhões de pessoas com diabetes no mundo onde haverá um aumento para 642 milhões de pessoas em 20403.

Em 2014 o prevalecimento estimado da diabetes na população portuguesa com idades compreendidas entre os 20 e os 79 anos (7,7 milhões de indivíduos) foi de 13,1%, isto é, mais de 1 milhão de portugueses neste grupo etário tem Diabetes4.

O impacto do envelhecimento da estrutura etária da população portuguesa (20-79 anos) refletiu-se num aumento de 1,4 pontos percentuais (p.p.) da taxa de prevalência da Diabetes entre 2009 e 2014, o que corresponde a um crescimento na ordem dos 12%4.

Em termos de composição da taxa de prevalência da diabetes, já havia sido diagnosticada em 56% dos indivíduos e ainda não tinha sido diagnosticado em 44% dos indivíduos, sendo que existe uma diferença estatisticamente significativa,bastante relevante na prevalência entre homens (15,8%) e mulheres (10,8%). Com a idade a diabetes tende a aumentar, mais de um quarto das pessoas entre os 60-79 tem diabetes4.

A diabetes é uma doença crónica caracterizada pela produção insuficiente de insulina ou por uma incapacidade do corpo em utilizá-la (insulinorresistência). Existem 318 milhões de indivíduos com tolerância á glicose, fazendo com que futuramente tenham mais facilidade em apanhar esta doença, sendo que está associada á baixa aptidão física3.

A atividade física surge como algo que potencia a qualidade de vida das pessoas idosas, onde o seu nível de independência funcional ou de qualidade de vida, depende das suas capacidades de manterem autónomos as diferentes facetas da sua atividade diária1.

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Página 4 A atividade física é considerada uma ferramenta terapêutica fundamental para atingir o controlo metabólico e reduzir o risco cardiovascular dos doentes com diabetes tipo 2. As organizações internacionais sugerem um mínimo de 150 minutos por semana de exercício aeróbio de intensidade moderada a vigorosa, complementados por um mínimo de 2 sessões semanais de exercício resistido5.

Os programas de exercício para indivíduos com diabetes tipo 2 devem incluir exercícios aeróbicos e exercícios resistidos combinados, complementando com exercícios de flexibilidade. A intensidade do exercício aeróbico e do resistido deve variar entre moderada a vigorosa6.

A Orientações da Atividade Física, 2008 para os americanos, como referido em Wojtek, 2009, afirma que a atividade física regular diminui o risco de resultados adversos para a saúde, sendo que devem evitar estar inativos, pois qualquer atividade física é melhor que nenhuma, ganhando benefícios para a saúde. Porém as orientações salientam que os melhores resultados para a saúde como os melhores benefícios aparecem quando a quantidade de atividade física aumenta e quando esta ocorre em maior intensidade, maior frequência e/ou maior duração7.

(20)

Página 5

2. Caracterização do meio envolvente

8

A cidade de Vila Real situa-se num planalto rodeado de altas montanhas e encontra-se a cerca de 450m de altitude, sobre a margem do rio Corgo, onde existem por toda a parte linhas de água que irrigam a área do concelho.

Vila Real é sede de concelho e capital de distrito, sendo que o concelho é constituído por 20 freguesias e a população deste é equivalente a 52 000 habitantes, para uma área de cerca de 370 km2.

2.1 Planificação do Estágio

O presente plano de estágio insere-se no âmbito do estágio curricular do Mestrado em Gerontologia: Atividade Física e Saúde no Idoso da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Foi realizado no ano letivo de 2015/2016 no programa de exercício para diabetes tipo 2, Diabetes em Movimento®, com lugar no Pavilhão Desportivo Municipal de Vila Real, Avenida Cidade de Orense, onde este se situava num ponto bastante estratégico da cidade, junto ao terminal rodoviário do Tâmega, pois alguns utentes utilizavam o autocarro como meio de transporte para a sua localidade.

De acordo com o Regulamento de Estágio do Ciclo de Estudos tendente ao Grau de Mestre da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o estágio é uma unidade curricular anual, de 30 semanas letivas, com uma carga horária de 20 horas por semana. Deste modo, o estágio curricular definiu-se pelo seguinte horário: segunda a sexta-feira, das 9:30h às 11:00h, segunda-feira, quarta-feira, sexta-feira; das 16h00 às 17:30h de segunda a sexta, tendo em conta ainda, que as reuniões eram contabilizadas como horas de estágio. Os calendários encontram-se em anexo devido à sua extensão.

O estágio curricular tem como objetivo primordial, a aplicação, na prática, dos conhecimentos obtidos teórico-prático, adquiridos no decorrer do mestrado.

(21)

Página 6 2.2 População Alvo

Diabetes em Movimento® é um programa gratuito, aberto à comunidade, onde podem participar homens e mulheres, com diabetes tipo 2, diagnosticada e com recomendação médica para alterar o estilo de vida. As várias complicações da diabetes têm de estar corretamente controladas e rastreadas, como a retinopatia diabética e nefropatia diabética, o risco cardiovascular, a neuropatia diabética autonómica, como ainda o pé diabético6.

2.3 Critérios de inclusão do programa Diabetes em Movimento®6

 Diabetes Tipo 2 diagnosticada há pelo menos 6 meses;  Entre 50 a 80 anos de idade;

 Comorbidades da diabetes controladas (pé diabético, retinopatia e nefropatia);  Sem alterações graves na marcha ou equilíbrio;

 Sem sintomas de doença das artérias coronárias;

 Sem patologia cardíaca, pulmonar ou músculo-esquelética grave;  Não ter iniciado insulinoterapia nos últimos 3 meses;

 Não fumador;

 Vida independente na comunidade;

 Sem participação regular em sessões de exercício supervisionado;  Seguimento em consulta de diabetes no CHTMAD ou ACES Douro I;  Residente no concelho de Vila Real.

(22)

Página 7

3. Programa de Exercício Diabetes em Movimento®

O programa de exercício Diabetes em Movimento® foi desenvolvido na cidade de Vila Real. Está inserido num projeto de investigação científica incorporado no CIDESD – Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano – que tem como objetivo verificar os efeitos do exercício físico no controlo da diabetes tipo 2, na resistência á insulina, no risco cardiovascular, na composição corporal e na aptidão física. Foi supervisionado por elementos referentes ao Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, assim como à Escola Superior de Enfermagem de Vila Real. O programa de exercício é combinado: exercício aeróbio, exercício resistido, agilidade e flexibilidade6.

3.1 Horário das sessões de exercício

As sessões do programa decorreram 3 (segundas, quartas e sextas) vezes por semana, entre as 09:30h e as 11:00h e entre as 16h00h e as 17h30h e 2 (terças e quintas) vezes por semana, entre as 16:00h e as 17:30h no Pavilhão Municipal de Desportos de Vila Real. Teve início no mês de Outubro de 2015 com o seu término em Maio de 20166.

3.2 Estrutura das sessões de exercício

Cada sessão de exercício foi constituída primeiro pelo aquecimento (10min.), depois pelo exercício aeróbio (30 min), em seguida o exercício resistido (20 min), pelo exercício de agilidade/equilíbrio (10 min) e por último o retorno à calma/flexibilidade (5 min). Tem a durabilidade de 75 minutos6.

Existiram 5 planos de treino diferentes (A, B, C, D e E) ,onde foram aplicados de forma sucessiva ao longo do tempo. De sessão para sessão aquecimento foi sempre igual, o exercício aeróbio juntamente com o exercício resistido foi sempre diferente, porém o resistido é composto por 6 exercícios em circuito (3 membros inferiores e outros 3 para membros superiores) com 20 ou 30 repetições(podendo ser alternados ou em simultâneo) de 1 a 4 circuitos, o exercício de agilidade foi sempre diferente e por fim o retorno a calma foi sempre igual6.

(23)

Página 8 No plano B houve uma alteração no exercício de agilidade, pois no início quando o programa de exercício principiou começamos com o jogo do voleibol, tendo que se fazer a mudança do jogo ao longo do recorrer do programa, visto que existiam bastantes quedas, passando a realizar-se o jogo das caixas.

Este programa de exercício tem uma elevada aplicabilidade e envolve recursos materiais mínimos, podendo ser muito facilmente repostado em contexto comunitário9.

A intensidade da sessão foi controlada através da Escala de Perceção Subjetiva de Esforço de Borg (6 a 20 valores) 6.

Entre os exercícios existiu um tempo para que os utentes pudessem repor os níveis de hidratação (beber água). Cada utente foi educado para o caso de se sentir com alguns sintomas menos normais (hipoglicemia, hiperglicemia, hipotensão ou qualquer outro tipo de evento adverso) informar o monitor da sessão6.

3.3 Progressão dos circuitos do exercício resistido

A progressão do número de séries do exercício resistido foi feita lentamente para que os indivíduos onde a prática de exercício físico fosse baixa, não possuíssem nenhuma lesão a nível físico sendo que podia prejudicar a sua saúde. Nas primeiras semanas quando o programa começou em Outubro o número de circuitos foi um, nas semanas seguintes o número de circuitos foi dois, nos meses de Dezembro e Janeiro o número de circuitos já era três e por fim a partir do mês Fevereiro até Maio o número de circuitos era de quatro6.

Tabela 1- Progressão dos circuitos do exercício resistido

Nº Circuitos

Semanas 1-4 1

Semanas 5-8 2

Meses 3-4 3

(24)

Página 9 3.4 Material desportivo

O material utilizado para realizar as atividades foi 1 estrado, 55 cadeiras, 110 garrafas de areia de 0,5l (± 0,8 kg), 20 pares de alteres vermelhos de 1kg e 20 pares de alteres azuis de 2kg ,50 bolas (4 cores) de ginástica rítmica, 2 bolas multidesportos, 20 coletes, 48 sinalizadores, 4 bolas balão,12 cones de 30 cm, um kit (6) varas,1 coluna de som amplificada e por ultimo 2 fitas –rede6 .

3.5 Algoritmo do início das sessões

1- Chegar ao Pavilhão 20 min antes do início da sessão;

2- Cumprimentar os funcionários do mesmo e pedir a chave para ir buscar o material;

3- Montar o estrado, as cadeiras, a coluna de som, os cones no perímetro e 2 mesas; 4- Ligar a coluna de som;

5- Montar as caixas com garrafas, as bolas o carrinho com alteres e outros materiais que fossem necessários para a sessão;

6- Montar o material médico e a Escala de Borg;

7- Montar as fichas de registo e colocar a data no relatório da sessão atual; 8- Cumprimentar os utentes que fossem chegando;

9- Perguntar pela credencial, pela garrafa de água e por fim perguntar pela picada no dedo em casa.

3.6 Algoritmo do final das sessões

1- Relembrar a próxima sessão;

2- Organizar o preenchimento das assinaturas de presença e a Escala de Borg; 3- Os homens assinam na mesa à esquerda e as mulheres na mesa à direita; 4- Arrumar o estrado, mais as cadeiras e a coluna de som;

5- Arrumar o material desportivo;

6- Arrumar o material médico e a Escala de Borg;

7- Preencher o relatório da sessão e arrumar as folhas de registo; 8- Deixar as chaves na receção e cumprimentar os funcionários.

(25)

Página 10 3.7 Descrição dos exercícios10

Cada plano de atividades, como referido anteriormente era diferente, sendo que o aquecimento foi sempre igual, o exercício aeróbio e o exercício resistido foi sempre desigual, a agilidade sempre diferente e por último o retorno à calma foi sempre igual.

1. Aquecimento

Os utentes tinham de fazer uma marcha rápida à volta do pavilhão.

2. Exercício Aeróbio

Plano A - Marcha em Sentidos Opostos

Os indivíduos estavam em grupos de 2 onde um dos elementos tinha 2 garrafas de areia; marcha rápida em sentidos opostos; sempre que se cruzavam trocavam as garrafas; quem tinha as garrafas tinha de fazer uma marcha muito rápida.

Figura 1 - Aquecimento

(26)

Página 11

Plano B- Marcha das Bolas

Cada individuo com uma bola na mão fazia uma marcha em torno do pavilhão. De 2 em 2 minutos o instrutor dava uma tarefa diferente de forma sucessiva: 1) marcha com “atirar a bola ao ar” mão direita; 2) marcha com bola à volta da cintura mão direita/esquerda; 3) marcha com drible de bola mão direita; 4) marcha com atirar a bola ao ar mão esquerda; 5) marcha com bola à volta da cintura direita/esquerda; 6) marcha com drible de bola mão esquerda.

Plano C- Percurso de Obstáculos

Cada participante com duas garrafas de areia fazia uma marcha rápida à volta do pavilhão realizando os percursos de obstáculos (2 em cada linha lateral do pavilhão): 1- contornar as varas (6x); 2- passar por cima dos cones (2 a 2, 4x); 3- passos largos (6x) com sinalizadores; 4- zig-zag com sinalizadores (10x).

Figura 3- Marcha das Bolas

Figura 5- Percurso de Obstáculos Figura 4- Percurso de Obstáculos

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Página 12 Plano D- Marcha das Tarefas juntamente com as Estafetas

Os participantes faziam uma marcha em torno do pavilhão onde o instrutor de 2 em 2 minutos dava uma tarefa diferente e de forma sucessiva: 1) Inverter o sentido da marcha; 2) marcha “pé ante pé” em cima da linha; 3) marcha com 1 garrafa de areia. Aos 20 minutos o instrutor mandava mudar para as estafetas fazendo grupo de 2 e os cones encontravam-se nos 0, 20 e 40 metros. Faziam-se 8 séries e 30 segundos de repouso entre cada série.

Figura 6- Percurso de Obstáculos Figura 7- Percurso de Obstáculos

Figura 8- Marcha das Tarefas juntamente com as Estafetas

Figura 9- Marcha das Tarefas juntamente com as Estafetas

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Página 13 Plano E- Transporte de Garrafas

Os indivíduos eram divididos em 2 grupos; havia garrafas de areia em cima de uma cadeira nos 4 cantos do pavilhão (nos cantos de partida dos grupos coloca-se o número de garrafas igual ao número de utentes de cada grupo e nos cantos opostos 5 garrafas de reserva); cada grupo começava em cantos opostos e partiam em simultâneo com 1 garrafa na mão; nas linhas laterais caminhavam sempre com garrafa e nas linhas de fundo sempre sem garrafa sendo que nos percursos com a garrafa realizavam uma marcha muito rápida.

3. Exercício Resistido

O exercício resistido era desigual de plano para plano, sendo que existiam como mencionei anteriormente 5 planos diferentes, sendo cada um composto por 6 exercícios em circuito (3 membros inferiores e outros 3 para membros superiores) com 20 ou 30 repetições (podem ser alternados ou em simultâneo) de 1 a 4 circuitos.

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Página 14 Plano A

A.1 Remo inclinado – ligeiramente o corpo posicionado à frente na cadeira, costas inclinadas e os cotovelos vão para trás.

A.2 Flexão da perna (alternado) - de pé atrás da cadeira, a perna começa em extensão e depois alternadamente passa para a flexão.

Figura 11- Remo inclinado Figura 12- Remo inclinado

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Página 15 A.3 Press militar – sentado na cadeira, braços em flexão com a garrafa de areia junto às orelhas e fazemos a extensão do braço.

A.4 Agachamento- estar sentado e levantar da cadeira fazendo a extensão completa das pernas.

A.5 Flexão do antebraço- o braço encontra-se em extensão junto ao corpo e depois faz a flexão para cima.

Figura 15- Press militar Figura 16- Press militar

Figura 17- Agachamento Figura 18- Agachamento

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Página 16 A.6 Adução da coxa – pé direito à frente do esquerdo, levam a perna direita para dentro em extensão, fazendo depois o mesmo com a perna esquerda.

Plano B

B.1 Cálice- Braços a frente do peito com as garrafas e faz a extensão completa para cima.

B.2 Pontapé em pé (alternado) – pernas em extensão atrás da cadeira, levantam até a altura da anca e chutam.

Figura 21- Adução da coxa Figura 22- Adução da coxa

Figura 23- Cálice Figura 24- Cálice

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Página 17 B.3 Remo horizontal –o individuo encontra-se de pé, com os braços em extensão à frente, trazendo-os para trás, sempre com os braços junto ao corpo.

B.4 Coxa para trás (alternado) –atrás da cadeira, perna em extensão e levam a perna para trás sem dobrar.

B.5 Elevação acima da cabeça- o individuo sentado na cadeira usando duas garrafas; os braços começam em extensão à frente e sobe até à altura da cabeça.

Figura 28- Remo horizontal Figura 29- Remo horizontal

Figura 30- Coxa para trás (alternado) Figura 31- Coxa para trás (alternado)

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Página 18 B.6 Rotação do tronco (alternado) - Com duas garrafas de areia e os braços em extensão á frente, o utente começando pelo lado direito do corpo fazem a rotação do tronco.

Plano C

C.1 Apertar bola com as mãos- sentado na cadeira, os braços à frente em extensão e apertam a bola com as mãos.

C.2 Apertar bola com os joelhos- o individuo sentado na cadeira, vai apertando a bola que tem entre os joelhos.

Figura 34- Rotação do tronco

(alternado) Figura 35- Rotação do tronco (alternado)

Figura 36- Rotação do tronco (alternado)

Figura 37- Apertar a bola com as

mãos Figura 38- Apertar a bola com as

mãos

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Página 19 C.3 Elevações frontais- o utente encontra-se de pé com os braços em extensão junto ao corpo, onde depois realiza a extensão do braço para cima até à altura do ombro.

C.4 Agachamento- estar sentado e levantar da cadeira fazendo a extensão completa das pernas.

C.5 Tricípites a uma mão- Sentado em cima da cadeira, o braço encontra-se em extensão em cima; mão esquerda no cotovelo, e a mão que se encontra em cima faz a flexão.

Figura 41- Elevações frontais Figura 42- Elevações frontais

Figura 43- Agachamento Figura 44- Agachamento

(35)

Página 20 C.6 Remo vertical- o individuo encontra-se de pé, com os braços em extensão à frente do corpo; em seguida com as garrafas junto ao corpo vai trazendo os cotovelos para cima.

Plano D

D.1 Press militar a 2 tempos- o participante está sentado com os braços em extensão ao lado das pernas, trazendo depois os mesmos com as garrafas até às orelhas e depois realiza a extensão completa do braço voltando ao início com o mesmo movimento.

D.2 Elevação do joelho (alternado) -o individuo encontra-se de pé atrás da cadeira; as pernas estão em extensão e faz a flexão da perna para cima alternadamente até à altura da anca.

Figura 47- Remo vertical Figura 48- Remo vertical

Figura 49- Press militar 2 tempos Figura 50- Press militar 2 tempos Figura 51- Press militar 2 tempos

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Página 21 D.3 Tricípites a duas mãos- individuo sentado na cadeira, braços em extensão em cima da cabeça, os cotovelos não se mexem; deixa-se cair os braços e levantar.

D.4 Elevação dos calcanhares- o individuo

posiciona-se atrás da cadeira e faz a elevação do calcanhar.

D.5 Elevações laterais- o utente está de pé com os braços em extensão ao lado do corpo e levanta até à altura dos ombros sem dobrar os braços.

Figura 54- Tricípites 2 mãos Figura 55- Tricípites 2 mãos

Figura 56- Elevação dos calcanhares Figura 57- Elevação dos calcanhares

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Página 22 D.6 Pontapé sentado (alternado) – o utente está sentado, costas direitas; fazer o movimento alternado de dar um chuto para a frente, vendo-se a sola da sapatilha.

Plano E

E.1 Aberturas- o individuo está sentado na cadeira; com os braços em extensão à altura dos ombros vai afastando se dobrar os braços.

E.2. Abdução da coxa- pé direito à frente do esquerdo e faz o movimento de extensão para o exterior.

Figura 60- Pontapé sentado (alternado) Figura 61-Pontapé sentado (alternado)

Figura 62-Aberturas Figura 63- Aberturas

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Página 23 E.3 Encolhimento de ombros- o participante encontra-se de pé e encolhe os ombros.

E.4 Joelho ao peito (alternado) – o individuo está sentado e leva o joelho ao peito alternadamente.

E.5 Flexão antebraço elevado- em pé,o utente tem os braços em extensão à frente do corpo à altura dos ombros e realiza a flexão.

Figura 66- Encolhimento de ombros Figura 67- Encolhimento de ombros

Figura 68- Joelho ao peito (alternado) Figura 69- Joelho ao peito (alternado)

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Página 24 E.6 Voos – o individuo encontra-se sentado ligeiramente mais à frente da cadeira com as costas superficialmente inclinadas; os braços encontram-se em extensão ao lado do corpo e levanta até à altura dos ombros.

4. Exercício de agilidade/equilíbrio

Plano A- passe/receção com bola 2 a 2

Os mesmos grupos de 2; uma bola de ginástica; realizavam o tipo de passe indicado pelo monitor (1’cada): mão direita; mão esquerda; remate voleibol com a mão direita; remate voleibol com a mão esquerda; duas mãos atrás da cabeça; passe de peito com as duas mãos; receção da bola sempre com as duas mãos.

Figura 72- Voos Figura 73- Voos

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Página 25 Plano B- Jogo das caixas

Duas equipas distribuídas de forma intercalada em duas filas ao longo da linha lateral. Uma das equipas com colete. O objetivo era transferir o mais rápido possível todas as bolas das caixas iniciais cheias de bolas para as caixas finais vazias, com passes entre elementos da mesma equipa, na diagonal. Bolas perdidas não eram repostas. Ganha a equipa que mais bolas tiver na caixa final no fim de cada série ou no menor tempo. Em cada série o tipo de passe era definido pelo monitor: mão direita, mão esquerda, passe picado mão direita e passe picado mão esquerda. Após cada série invertia-se o sentido. As caixas eram colocadas em cima de cadeiras.

Plano C- Jogo da malha

Equipas de 4 participantes com um máximo de 12 equipas; cada participante só tinha 1 bola e 1 havia um cone por equipa. Equipas 2 a 2 e cones frente-a-frente, ao longo da lateral do pavilhão. O objetivo do jogo era tentar derrubar o cone da equipa adversária; jogos de 8 lançamentos; 1 ponto por cada jogo ganho; apanham as bolas uns dos outros e vice-versa.

Figura 75- Jogo das caixas

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Página 26 Plano D- Apagar o fogo

Faziam-se 2-3 círculos de participantes dispersados pelo pavilhão onde havia uma bola por cada 2 indivíduos e depois realizavam o tipo de passe indicado pelo monitor (2 min. cada): mão direita; mão esquerda; as duas mãos atrás da cabeça; passe de peito com as duas mãos; receção da bola sempre com as duas mãos.

Plano E- Lagarta

Os utentes estavam organizados por 2 ou 3 equipas lado a lado e os primeiros participantes tinham uma bola onde esta era passada para trás de acordo com o passe indicado pelo monitor: pela esquerda; pela direita; por baixo das pernas; por cima da cabeça; quando a bola chegava ao último da fila, este deslocava-se para a frente da fila e repetia, até que fosse outra vez o último; era realizada uma série por cada tipo de passe.

Figura 77- Jogo apagar o fogo

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Página 27 5. Exercício de flexibilidade

Figura 79- Joelho ao peito (sentado) Figura 80- Alcançar o pé (sentado)

Figura 81- Mãos atrás das costas Figura 82- Perna frente e atrás

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Página 28 3.8 Sessões especiais

3.8.1 Dia mundial da Diabetes

O Dia Mundial da Diabetes deu-se a 13 de Novembro de 2015, onde a sessão da parte da tarde (16:00h-17:30), foi diferente dos outros dias. A aula de exercício físico foi realizada para os três grupos (A, B, C) e todos se encontravam com uma camisola azul-turquesa simbolizando a diabetes. Os exercícios foram os mesmos, à exceção do exercício aeróbio e do exercício de agilidade, sendo desta vez dois monitores a dar a aula, dado o número abrangente de participantes. O exercício aeróbio planeado para esta sessão era a marcha das tarefas, passando a ser realizado a troca de garrafas e o exercício de agilidade proposto no plano era o jogo do voleibol, sendo substituído por um jogo com balões também azuis-turquesa. O jogo consistia em atirar o balão ao ar consoante as instruções do monitor, ora utilizando os membros superiores ora utilizando os membros inferiores. O objetivo do jogo era não deixar cair o balão ou rebentá-lo.

Figura 85- Cotovelo ao peito Figura 86- Cristo

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Página 29 3.8.2 Sessão de Natal

No dia 23 de Dezembro de 2015, como era véspera de Natal, a sessão do grupo da tarde ficou mais completa, pois tornou-se a juntar os três grupos tendo assim os participantes a oportunidade de interagir entre si. Consoante iam chegando ia-lhes sendo entregue uma pequena lembrança de Natal, um gorro de Pai Natal. Como não podia deixar de ser, tiveram de ser dois monitores a realizar a aula, para que esta tivesse mais visibilidade, onde algumas atividades propostas no plano tiveram de ser alteradas, de maneira a que todos os indivíduos participassem.

3.8.3 Piquenique

No dia 17 de Junho de 2016 à tarde, deu-se o encerramento do Programa de Exercício Comunitário Diabetes em Movimento®, sendo a sessão foi realizada no Parque de Merendas, junto ao rio Corgo, pois iria haver um pequeno piquenique entre todos os utentes do programa. Durante algumas sessões os monitores foram informando os utentes do evento acima referido, que cada um dos indivíduos tinha de levar alguma coisa de comer ou beber para se dividir entre todos.

Quando já nos encontrávamos no sítio planeado, fomos fazer uma caminha ao longo do circuito do Parque do Corgo, para que depois se pudesse realizar o piquenique, onde o convívio e a confraternização deram lugar a todos os que lá permaneciam.

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4. Resultados do programa

1- Quantas pessoas apareceram em média às sessões de cada grupo?

Em média às sessões do grupo A apareceram 15,48 ±3,79 pessoas, às sessões do grupo B apareceram 28,24 ±4,92 pessoas e por fim às sessões do grupo C apareceram 14,32 ±2,96 pessoas.

Tabela 2- Média sessões de cada grupo

2- Quantas pessoas apareceram em média às sessões do programa? Em média às sessões do programa apareceram 19, 35 ±7,73 pessoas no total.

Tabela 3- Média sessões do programa

3- Qual a percentagem de adesão de cada grupo?

A percentagem de adesão do grupo A foi de 51,60%, sendo que a percentagem do grupo B foi de 60,09% e por fim a percentagem de adesão do grupo C foi de 59,66%.

Tabela 4- Adesão de cada grupo

Grupo A 15,48 ±3,79 pessoas

Grupo B 28,24 ±4,92 pessoas

Grupo C 14,32 ±2,96 pessoas

Total 19,35 ±7,73 Pessoas

Grupos Grupo A Grupo B Grupo C

Amostra 30 47 24

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Página 31 4- Qual a percentagem de adesão média do programa?

A percentagem de adesão média do programa foi de 57,12%.

Tabela 5- Adesão média do programa

5- Qual a intensidade do exercício médio de cada grupo?

A intensidade média do exercício do grupo A foi de 13,12 ±0,33 pontos, a intensidade média do exercício do grupo B foi de 12,23 ±0,26 pontos, e por fim a intensidade média do exercício do grupo C foi de 12,24 ±0,31 pontos.

Tabela 6- Intensidade média de cada grupo

Grupos Grupo A % Adesão Grupo B % Adesão Grupo C % Adesão TOTAL Média de pessoas a sessões de cada grupo 15,48 ±3,79 51,60% 28,24 ±4,92 60,09% 14,32 ±2,96 59,66% Total de utentes em cada grupo 30 47 24 % Adesão média do programa (%A+%B+%C) 51,60% 60,09% 59,66% 57,12%

Grupo A Grupo B Grupo C

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Página 32 6- Qual a intensidade média do programa?

A intensidade média do programa foi de 12,54 ±0,41 pontos.

Tabela 7- intensidade média do programa

4.1 Eventos Adversos

Durante os oito meses de programa existiram alguns contratempos, isto é, houveram 47 eventos adversos em 278 sessões, onde alguns participantes durante a sessão mostravam sintomas, que os fazia estar desconfortáveis, obrigando-os a parar os exercícios que estivessem a executar, para assim se verificar qual a causa dos sinais que apresentavam para se prosseguir com os cuidados precisos.

Tabela 8- Eventos adversos

Tipo de Eventos Adversos Exercícios Número de acontecimentos

Hipoglicemias No iniciar das sessões; exercício

aeróbio; exercício resistido 11 / 23,40%

Indisposição (tonturas, dores, vómitos, fadiga, suores)

Aquecimento; exercício

aeróbio; exercício resistido 24 / 51,06%

Hemorragia nasal Retorno à calma/ flexibilidade 1 / 2,12%

Quedas Exercício aeróbio; exercício de

agilidade 11 / 23,40%

Média programa (média grupo A+ média grupo B + média grupo C/3)

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5. Reflexão sobre o papel gerontológico no serviço

A gerontologia é o campo de estudos que investiga as experiências da velhice e envelhecimento em diferentes contextos socioculturais, envolvendo aspetos sobre o envelhecimento normal e patológico11.

É uma ciência que estuda o processo de envelhecimento em vários aspetos: biológico, psicológico e social, sendo assim cabe-nos a nós, profissionais tentar arranjar estratégias para que os indivíduos desta faixa etária (idosos) consigam uma maior qualidade de vida11.

A Organização Mundial da Saúde diz-nos que entre 2015 e 2050, a população com mais de 60 anos vai duplicar, passando de 12% para 22 %. Em 2020, o número de indivíduos com mais de 60 anos será maior do que o número de crianças com 5 anos12.

O processo de envelhecimento acelerado tem preocupado muitos cientistas e investigadores e por isso o aparecimento desta nova profissão, o gerontologo.

Para se obter uma melhor compreensão global sobre os idosos, é necessário a presença de profissionais, que se completem e implementem os conhecimentos sobre o assunto13.

A palavra gerontologia, foi introduzida por ÉlieMetchnikoff, em 1903, que significa o estudo científico do processo de envelhecimento de todas as coisas vivas e dos muitos problemas que envolvem a pessoa idosa13.

Os idosos são cada vez mais uma fatia maior na sociedade, sendo preciso pensar no futuro para prevenir gastos maioritários e para que neste novo ciclo de vida sejam proporcionados com algum bem-estar a todos os níveis11.

O gerontologo tem de agir, tem de intervir com um plano de ação que faça acreditar que ainda há uma vida e que ainda existem para a sociedade, que a vida ainda não acabou e está para ser vivida no seu pleno como um todo.

Ainda hoje em dia o envelhecimento é associado a doenças e perdas, e na maior parte das vezes entendido como um problema médico. Para (Neri e Freire,2000, como referido em

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Página 34 Schneider,2008), o envelhecimento ainda continua ligado ao declínio, à incapacidade e à deterioração do corpo14.

A pessoa idosa tem de ser mantida na comunidade, para que se sinta integrada, realizada e capaz de executar tarefas, tem de estar ativa e na sua própria casa o maior tempo possível, pois assim os custos dos cuidados que necessita são menores.

No programa de exercício Diabetes em Movimento®, a maior parte dos indivíduos era ativa, onde lhes permitia nas sessões realizar as tarefas sem grande desconforto, e com entusiasmo, pois gostavam do que estavam a fazer e das pessoas com que se deparavam nos dias das sessões. Este programa foi uma mais-valia para estas pessoas pois tinha como objetivo fazer com que os idosos praticassem exercício físico pelo bem da sua saúde.

Enquanto profissional de gerontologia, o meu papel foi de intervenção a nível físico, psicológico e social, deu-se o aumento da autoestima, uma diminuição de isolamento e a devolução do sentimento que alguns tinham perdido de utilidade e a manutenção da autonomia, sendo que dia após dia a condição geral dos indivíduos era uma constante melhoria a todos os níveis. O gerontologo tem de fazer uma intervenção a todos os níveis do indivíduo em si, ajudar a educar e a prevenir, ou simplesmente a sentirem-se positivos com o que a vida lhes proporciona.

No contexto prático do programa para se começar com as sessões era necessária a montagem do material (coluna de som, mesa, logística, material do plano a ser executado) antes que os utentes chegassem e depois a arrumação do mesmo, sendo que quem estava encarregue, éramos os profissionais que lá se encontravam para realizar as sessões.

Ser um bom profissional não é chegar ao local de trabalho e executar de imediato as tarefas, é principalmente preciso ter um bom papel de logística, pois as atividades necessitam de ser planeadas, organizadas e depois ser o próprio gerontologo a compor ou ajudar na montagem do material necessário.

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6. Referências

1- Carvalho J. & Mota J. O exercício e o envelhecimento. In Paúl C., & Ribeiro O. (Eds), Manual de Gerontologia: aspetos biocomportamentais, psicológicos e sociais do envelhecimento.2012,(pp.71-79). Lisboa;Lidel.

2- Fregonesi C. E. P. T., Camargo M. R. Parâmetros da marcha em portadores de diabetes mellitus. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2010;12(2).

3- International Diabetes Federation. Retrieved April 11, 2016, from http://www.diabetesatlas.org/

4- Direção Geral da Saúde. Retrieved August 26, from https://www.dgs.pt/ estatisticas-de-saude/estatisticas-de saude/ publicacoes/ diabetes-factos-e-numeros-7-edicao.aspx. 5- Mendes, R., Dias, E., Gama, E., Castelo-Branco, M., Themudo-Barata, J. L. Prática de

exercício físico e níveis de atividade física habitual em doentes com diabetes tipo 2 – estudo piloto em Portugal. Revista Portuguesa Endocrinologia Diabetes e

Metabolismo. 2013;8(1):9–15RetrievedAugust 26,

fromhttp://www.elsevier.pt/pt/revistas/-356/artigo/pratica-exercicio-fisico-e-niveis-atividade-fisica-habitual-90226429.

6- Mendes R; Sousa N; Reis V, Themudo-Barata J L. Diabetes em Movimento® - programa comunitário de exercício para pessoas com diabetes tipo 2. Revista de Medicina Desportiva. 2013;4(4),18-20.

7- Chodzko-Zajko WJ, Proctor DN, Fiatarone Singh MA, Minson CT, Nigg CR, Salem GJ, et al. Exercise and Physical Activity for Older Adults. American College of Sports Medicine. 2009. DOI: 10.1249/MSS.0b013e3181a0c95c

8- Múnicipio de Vila Real. RetrievedAugust 29, 2016, from http://www.cm-vilareal.pt/ 9- Mendes R; Sousa N; Reis VM; Themudo-Barata, JL. Diabetes em Movimento® -

programa de exercício para doentes com diabetes tipo 2. Revista Portuguesa de Diabetes. 2013;8(1).

10- Mendes R; Sousa N; Reis VM; Themudo-Barata, JL. Programa de exercício na diabetes tipo 2. Revista Portuguesa da Diabetes. 2011;6 (2): 62-70.

11- Vara M. O olhar do gerontologo. In Pereira, F., Teoria e Prática da Gerontologia: um Guia para Cuidadores de Idosos. 2012 (pp.66-68).

(51)

Página 36 12- World Health Organization. Retrieved September 10, 2016, from

http://www.who.int/en/

13- Freitas MC, Maruyama SAT, Ferreira TF, Motta AMA. Perspectivas das pesquisas em gerontologia e geriatria: revisão da literatura. Rev Latino-am Enfermagem 2002 março-abril; 10(2):221-8.

14- Schneider RH, Irigaray TQ. O envelhecimento na atualidade: aspetos cronológicos, biológicos, psicológicos e sociais. Estudos de Psicologia; Campinas; 2008 outubro – dezembro,25 (4); 585-593;

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TEMA II

Avaliação do risco de pé diabético em

indivíduos com diabetes tipo 2

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Resumo

Introdução: A diabetes tipo 2, hoje em dia é uma epidemia mundial, onde no decorrer da doença ocorrem complicações a vários níveis, sendo uma delas a da extremidade inferior, a úlcera do pé diabético. Metodologia: foi aplicado um questionário, o Protocolo da Avaliação de Risco de Pé Diabético, a 47 pessoas com diabetes tipo 2 ( 63,19 ±7,25 anos) sendo avaliados no início (pré teste) para avaliar o risco de pé diabético. Resultados: não se verificou diferenças entre géneros, faixas etárias ( ≤ 64 anos vs ≥ 65 anos) e duração da diabetes (≤5 anos vs ≥6 anos), porém quanto ao risco de pé diabético verificou-se que todos os indivíduos da amostra tinham risco de pé diabético. Conclusões: a realização do questionário permitiu concluir que todas as pessoas da amostra possuía risco de pé diabético.

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Abstract

Introduction: Type 2 diabetes, today is a global epidemic, which in the course of disease complications occur at various levels, one of the lower end, the diabetic foot ulcer. Methodology: A questionnaire was applied, the Protocol Foot Risk Assessment Diabetic, 47 people with type 2 diabetes (63.19 ± 7.25 years) were evaluated at baseline (pretest) to assess the risk of diabetic foot. Results: No differences were found between genders, age (≤ 64 years vs ≥65 years) and duration of diabetes (≤5 years vs ≥6 years), but as the diabetic foot risk was found that all individuals in the sample had risk diabetic foot. Conclusions: the completion of the survey concluded that all people in the sample had risk diabetic foot.

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1. Introdução

A diabetes tipo 2 é uma doença representada pela hiperglicemia, consequência da falta de insulina e/ou da incapacidade desta exercer adequadamente a sua função. A hiperglicemia está, frequentemente, acompanhada de dislipidemia, hipertensão arterial e disfunção endotelial1. A diabetes engloba um grupo de distúrbios metabólicos que envolve todos os

substratos energéticos (hidratos de carbono, proteínas e gorduras)2.

A diabetes está associada a inúmeras complicações, uma das quais mais comum, a da extremidade inferior é a úlcera do pé diabético, estimando-se que 15% dos indivíduos vá desenvolver esta complicação no trajeto da sua doença3. A diabetes tipo 2 corresponde aproximadamente a 90% dos casos dos vários tipos de diabetes, onde nas várias complicações crónicas destacam-se as lesões ulcerativas em membros inferiores4.

O pé diabético é uma consequência da interação entre neuropatia periférica, doença vascular periférica, deformidade e trauma, resultando em maior risco de lesão, ulceração e amputação5.

A neuropatia diabética é a complicação mais comum na diabetes. O comprometimento do sistema nervoso periférico é uma das manifestações clínicas mais habituais, atingindo entre 40% e 50% dos indivíduos com diabetes tipo 26.

Esta complicação é uma síndrome que afeta diferentes tipos de nervos, inicialmente de forma silenciosa até à manifestação de sinais e sintomas7.

A neuropatia periférica diabética desempenha um papel central na vida de quem tem diabetes, pois até 50% das pessoas com esta doença (diabetes tipo 2) têm neuropatia e componentes isquémicos. Uma úlcera crónica pode ser causada por sapatos mal ajustados, por andar descalço. A perda de deformidades e da limitação da mobilidade articular pode resultar numa biomecânica anormal, aparecendo os calos, fazendo com que muitas vezes haja, hemorragia subcutânea6.

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Página 41 Com a perda da sensibilidade, a caminhar, os indivíduos podem provocar uma lesão onde pode acabar por se agravar formando assim uma úlcera neuropática ou isquémica do pé. As úlceras neuropáticas ocorrem frequentemente na superfície plantar do pé ou em áreas que sobrepõem uma deformidade óssea e as úlceras neuroisquémico aparecem mais nas pontas dos dedos ou na borda lateral do pé6.

Segundo Couto e Camarneiro , (2004) como referido em Silva, Pereira, Almeida, Venâncio, (2014), o pé diabético com úlcera neuropática tem uma ausência ou diminuição da sensibilidade dolorosa, térmica ou vibratória e quando é observado o pé neuropático pode apresentar calosidades, dedos em garras, úlceras perfurantes e indolores. Quando se trata de um pé isquémico, o individuo queixa-se de dor em repouso ou claudicação, caracterizado por pele fria, seca, atrófica e sem pelos. As unhas estão espessas e por vezes com micoses8.

Bakker et al., (2012) refere que a causa mais frequente de ulceração é o calçado mal ajustado/inadequado, sendo que este deve ser adaptado para os diferentes ambientes (ar livre/ internos) e adaptado consoante a sua biomecânica e deformidades6.

Alguns fatores de risco para uma ulceração são a hiperglicemia descontrolada, duração da diabetes, a doença vascular periférica, a cegueira ou perda de alguma visão, a doença renal crónica e a idade avançada3, tal como Shahbazian, Yazdanpanah, Latifi, (2013) referem no seu estudo da avaliação de risco de pacientes com diabetes para úlceras nos pés de acordo com a classificação de risco de consenso do grupo de trabalho internacional sobre o pé diabético9.

Cerca de 10 a 25% das pessoas com diabetes acima dos 70 anos, desenvolvem lesões ulcerativas nos membros inferiores, onde entre 14 a 24% evoluem para amputação4. As amputações do membro inferior podem ser originadas por uma úlcera, sendo o percursor mais comum entre os indivíduos com diabetes, onde a taxa de sobrevivência após a retirada do membro é mais baixa do que em pessoas que não possuem esta doença3.

As amputações das extremidades inferiores fazem parte de um problema de saúde pública devido a sua grande frequência, e depois à incapacidade que provoca pelo tempo de hospitalização com tratamentos penosos10.

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Página 42 Martins-Mendes et al (2014) encontraram no seu estudo de contribuição independente de úlceras de pé diabético na amputação de membros inferiores e risco de mortalidade, que a úlcera no pé diabético tem um maior impacto e autónomo sobre a amputação dos membros inferiores e a morte. Os resultados do estudo também indicam que a prevenção é um melhor caminho a seguir pelos indivíduos com diabetes tipo 2, pois com esta complicação os sujeitos perdem mobilidade e qualidade de vida11.

Estas são as zonas mais frequentes do pé onde se pode originar uma úlcera. O desenho A mostra o dedo grande do pé a fazer alguma pressão sobre o outro. O desenho B indica-nos o joanete e os dedos do pé sobrepostos fazendo assim uma ulceração sobre as superfícies dorsais e plantar. O desenho C mostra-nos uma pressão excessiva na parte central plantar do pé, aumentando o risco de ulceração no mesmo sítio12.

A infeção é um fator de risco bastante considerável no que diz respeito á amputação, pois uma ferida que não consiga curar ou que não tenha solução pode levar á destruição das células (necrose), necessitando assim de se fazer uma amputação para que seja possível evitar mais a perda do membro proximal13.

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Página 43 As infeções têm também menos tendência a curar em pessoas com sangue pobre, sendo que um individuo que já tenha realizado uma amputação tem 100 vezes mais probabilidade de desenvolver uma úlcera no pé13.

O impacto do pé diabético em termos socioeconómicos são bastante elevados, incluindo os gastos com tratamentos, incapacitações físicas e sociais, pois leva à perda do emprego ou da produtividade, e faz com que a internação seja longa e consecutiva. Para o indivíduo em si faz com que o afete na sua vida pessoal, através da autoimagem, o papel na família e sociedade14.

O problema em estudo é saber qual será o risco de pé diabético das pessoas com diabetes tipo 2 e se existirão diferenças nesse mesmo risco entre géneros, faixas etárias ou com a duração da diabetes, na medida em que , no decorrer da doença vários indivíduos se deparam com o pé diabético, tendo algumas lesões, úlceras ou até seja preciso fazer uma amputação, o presente estudo teve como objetivo geral caracterizar o risco de pé diabético em indivíduos tipo 2, que se subdividiram em quatro objetivos específicos de modo a delimitar o tema em estudo (avaliar o risco de pé diabético; analisar o risco de pé diabético entre géneros; verificar o risco de pé diabético entre faixas etárias ( ≤ 64 anos vs ≥ 65 anos) e apurar o risco de pé diabético entre a duração da diabetes ( ≤ 5 anos vs ≥6 anos).

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2. Metodologia

Este trabalho engloba um estudo transversal, descritivo e analítico, que foi realizado no Pavilhão dos Desportos de Vila Real, com indivíduos do Programa Diabetes em Movimento®, recrutados através do Centro Hospitalar Trás-os-Montes e Alto Douro ou da Unidade de Saúde Pública do ACES Douro I.

A amostra foi composta por 49 voluntários de ambos os géneros, com idade entre os 50 e os 80 anos não aleatoriamente selecionados. Esta amostra entra em conformidade porque todos os indivíduos do programa comunitário têm diabetes tipo 2. Foi dividida por géneros, faixas etárias (≤64 anos vs ≥65 anos), duração da diabetes ( ≤5 anos vs ≥6 anos) para assim sabermos as diferenças que existem na variável estudada (o risco de pé diabético). A variável dependente: pé diabético; variáveis de controlo: sexo, idade, duração da diabetes.

Os critérios de inclusão foram utilizados os do programa Diabetes em Movimento®: Diabetes Tipo 2 diagnosticada há pelo menos 6 meses; entre 50 a 80 anos de idade; comorbidades da diabetes controladas (pé diabético, retinopatia e nefropatia); sem alterações graves na marcha ou equilíbrio; sem sintomas de doença das artérias coronárias; sem patologia cardíaca, pulmonar ou músculo-esquelética grave; não ter iniciado insulinoterapia nos últimos 3 meses; não fumador; vida independente na comunidade; sem participação regular em sessões de exercício supervisionado; seguimento em consulta de diabetes no CHTMAD ou ACES Douro I; residente no concelho de Vila Real.

2.1 Aspetos éticos

Todos os procedimentos deste estudo foram elaborados de acordo com a Declaração de Helsínquia. O protocolo foi submetido à Comissão de Ética para a Saúde da Administração Regional de Saúde do Norte e todos os participantes assinaram um consentimento livre e informado sobre todos os procedimentos do programa comunitário.

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Página 45 2.2 Diagrama

A avaliação inicial contou com uma amostra de 49 indivíduos, sendo feitas 2 exclusões por falta de avaliação, o que nos levou a uma avaliação final de 47 indivíduos.

2.3 Tratamento estatístico

Os dados foram analisados com recurso ao programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS).

Foram analisadas as frequências absolutas e relativas da amostra em estudo e foram estudadas as médias e desvios padrão necessários à sua caracterização.

Para análise das hipóteses do estudo foi aplicado o teste do Qui-Quadrado, pois trata-se de um teste que permite aferir a relação entre uma variável nominal e outra variável que pode ser nominal ou ordinal.

Esta análise foi aplicada para averiguar sobre uma possível diferença no risco de pé diabético entre géneros e de acordo com a idade do utente. Dado que a variável "Risco de pé diabético" é já uma variável ordinal e sendo o género uma variável nominal, foram criadas duas novas variáveis ordinais, uma que separa a amostra em duas faixas etárias ( ≤ 64 anos vs ≥ 65 anos), e outra que ordena a duração da diabetes ( ≤5 anos vs ≥6 anos), tornando assim possível a aplicação do teste do qui-quadrado.

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Página 46 2.4 Instrumento

O instrumento de estudo utilizado foi o Protocolo da Avaliação do Risco de Pé diabético. Este é uma junção de protocolos de avaliação do risco de pé diabético já existentes. No entanto e devido á sua complexidade foi elaborado o protocolo em anexo (o utilizado para o presente estudo) para que a avaliação seja compreendida e elaborada de forma simples e objetiva. Os diferentes protocolos existentes são: o descrito por Bakker et al., por Frykberg et

al., e por Boulton et al. Todos estes protocolos recorrem apenas a uma ou duas formas

diferentes de avaliar o risco do pé diabético ao contrário do presente protocolo que recorre a quatro diferentes métodos de avaliação, composto por a anamnese, exame objetivo dos pés, tipo de pé e estratificação do risco de úlcera.

O primeiro método de avaliação a anamnese é uma pequena entrevista feita pelo profissional de saúde ao utente onde constam perguntas sobre sintomas e antecedentes clínicos importantes; o exame objetivo dos pés consiste numa inspeção de modificações estruturais ou dermatológicas, sendo depois feita a avaliação com o monofilamento10-gSemmes-Weinstein, passando para a avaliação com diapasão 128-Hz; e a avaliação da capacidade de autovigilância do pé. Com as informações recolhidas anteriormente é possível classificar o tipo de pé (sem complicações, neuropático, isquémico, ou neuroisquémico) e a estratificação do risco de úlcera ( risco 0 – sem fator de risco; risco 1- pelo menos um fator de risco; risco2- neuropatia; risco 3- sinais de isquemia OU neuropatia com deformidades do pé OU antecedentes de úlcera OU antecedentes de amputação).

2.5 Variáveis em estudo

Género

Relativamente ao género do inquirido, 29 indivíduos (61,70%) são do sexo feminino e 18 dos indivíduos (38,30%) são do sexo masculino, verificando-se assim que a maioria dos utentes avaliados foram mulheres, como mostra o Gráfico n.º1- Género dos Inquiridos.

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Página 47 Gráfico n.º 1 – Género dos Inquiridos

Idade

Quanto à idade dos Utentes observa-se uma variação entre os 50 e os 77 anos, de acordo com os limites mínimo (50) e máximo (80) da idade de recrutamento, apresentando a média de 63,19 e um desvio padrão de 7,25. Para a aplicação do teste Qui-Quadrado esta variável foi transformada em uma variável ordinal com duas faixas etárias, a primeira até 64 anos e a segunda superior ou igual a 65 anos.

Duração da diabetes

A duração da diabetes variou de utente para utente, sendo que no caso especifico desta amostra a duração mínima foi de 0,5 anos e a duração máxima foi de 20 anos. Nesta amostra obteve-se uma média para a duração da diabetes de 5,53 anos com um desvio padrão de 4,27 anos. Para a aplicação do teste Qui-Quadrado esta variável foi transformada em uma variável ordinal com dois grupos de duração da diabetes, o primeiro até 5 anos e o segundo com uma duração superior ou igual a 6 anos.

Risco de pé diabético

É uma variável nominal que obedece à seguinte codificação: risco 0 – sem fator de risco; risco 1- pelo menos um fator de risco; risco2- neuropatia; risco 3- sinais de isquemia

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Página 48 OU neuropatia com deformidades do pé OU antecedentes de úlcera OU antecedentes de amputação.

3. Resultados

1 – Existem diferenças no risco de pé diabético entre géneros?

Foi realizado o teste Qui-Quadrado para analisar as possíveis diferenças no risco de pé diabético entre o género do utente. O valor de prova obtido neste teste é de 0,940, ou seja superior a 0,05 pelo que não existe uma diferença estatística no risco de pé diabético entre o género, no que se refere à amostra em estudo.

2- Existem diferenças no risco de pé diabético entre a idade do utente?

Foi realizado o teste Qui-Quadrado para analisar as possíveis diferenças no risco de pé diabético entre a idade do utente. Para que fosse possível efetuar esta análise, foi criada uma nova variável ordinal que agrupa os utentes em duas faixas etárias, que são a faixa dos utentes que têm até 64 anos, e os utentes com idade superior ou igual a 65 anos. O valor de prova obtido neste teste é de 0,109, ou seja superior a 0,05 pelo que não existe uma diferença estatística no risco de pé diabético entre a idade, no que se refere à amostra em estudo.

3- Existem diferenças no risco de pé diabético entre a duração da diabetes?

Foi realizado o teste Qui-Quadrado para analisar as possíveis diferenças no risco de pé diabético entre a duração da diabetes. Para que fosse possível efetuar esta análise, foi criada uma nova variável ordinal que agrupa os utentes em duas classes de duração da diabetes, que são a faixa dos utentes que têm diabetes durante um período de tempo até 5 anos, e os utentes que têm diabetes há mais de 6 anos. O valor de prova obtido neste teste é de 0,364, ou seja superior a 0,05 pelo que não existe uma diferença estatística no risco de pé diabético entre a duração da diabetes, no que se refere à amostra em estudo.

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Página 49 4- Quantos utentes estão em percentagem de risco em cada uma das categorias de risco?

Na categoria de risco 0 a percentagem é de 0%, ou seja todos os utentes têm risco de pé diabético, no que se refere à amostra em estudo, na categoria de risco 1 a percentagem é de 36,2%, no risco de pé diabético, no que se refere à amostra em estudo, na categoria de risco 2 a percentagem é de 27,7%, no risco de pé diabético, no que se refere à amostra em estudo, e na categoria de risco 3 a percentagem é de 36,2%, no risco de pé diabético, no que se refere à amostra em estudo.

4. Discussão dos resultados

O presente estudo permitiu avaliar o risco de pé diabético entre género, faixas etárias, duração da diabetes e verificar qual a percentagem de risco em cada uma das categorias de risco. Os resultados obtidos mostram que não existe nenhuma diferença entre estas 3 variáveis.

Estudos realizados em pessoas com diabetes dizem-nos que as mulheres apresentam maus resultados relacionados ao controlo glicémico e lipídico, e por sua vez o género masculino apresentou maus cuidados relativos aos cuidados a ter com os pés15,contudo neste estudo não houve diferenças entre géneros, faixas etárias ( ≤ 64 anos vs ≥ 65 anos) e duração da diabetes ( ≤5 anos vs ≥6 anos), porque se pressupõe que a amostra de estudo recrutada foi pouco abrangente e pouco homogénea (29 mulheres, 18 homens) entre sexos.

Porém o risco de pé diabético mostra que todos os indivíduos da amostra de estudo têm risco de pé diabético, pois o risco 0-sem complicações, obteve uma percentagem 0%, o risco 1- pelo menos um fator de risco, obteve uma percentagem de 36,2%, o risco 2- neuropatia, obteve uma percentagem de 27,7%, o risco 3- isquemia OU neuropatia com deformidade do pé OU antecedentes de úlcera OU amputação, obteve uma percentagem de 36,2%, o que nos leva a concluir que todos os indivíduos da amostra em estudo têm risco de pé diabético.

Imagem

Figura 2- Marcha em Sentidos Opostos
Figura 5- Percurso de Obstáculos Figura 4- Percurso de Obstáculos
Figura 6- Percurso de Obstáculos Figura 7- Percurso de Obstáculos
Figura 10- Transporte de Garrafas
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Referências

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