DESAFIO EM ACESSOS VASCULARES. Daiane Patricia Cais Gerente de Enfermagem Serviço de Controle de Infecção Hospitalar Américas Serviços Médicos

46 

Texto

(1)

DESAFIO EM ACESSOS

VASCULARES

Daiane Patricia Cais Gerente de Enfermagem Serviço de Controle de Infecção

Hospitalar

(2)
(3)
(4)

Consideramos o paciente na

inserção dos acessos?

Importância da escolha do

paciente

Envolvemos o paciente: • Na seleção do dispositivo? • Na seleção do vaso? • No uso da tecnologia? • Nos passos da inserção? • Após a inserção?

(5)

Apresentado por Nancy Moureau, Wocova 2018 OS CINCO CERTOS NO ACESSO VASCULAR • Profissional correto -capacitado / uma tentativa é o objetivo • Vaso correto • Técnica correta de inserção • Tecnologia e insumos corretos • Manutenção e avaliação corretas

(6)

Cateteres vasculares (seja qual for...)

Não insira

Retire

(7)

Apresentado por M. Königs, Wocova 2018

(8)

Apresentado por M. Königs, Wocova 2018

(9)
(10)
(11)

 Barreira máxima  Kits de instalação

 Curativo impregnado com clorexidina

 Limite rigoroso na tentativa de punção (02 no máximo)  Educação e vigilância dos profissionais (inserção e

manutenção)

 Antissepsia com clorexidina alcóolica a 2% dose única  Suspensão da troca rotineira

 Uso de tampa protetora para conectores

(12)
(13)

Apresentado por Tricia Kleidon , Wocova 2018

(14)

Apresentado por Tricia Kleidon , Wocova 2018

(15)

Estabilização

Estabilização Desconforto Ruptura do cateter “acotovelamento” Reação local da pele deslocament0 Micro movimentação Stress para o paciente Interrupção do tratamento Custo: tempo e dinheiro extravazamento localização da ponta trombose infecção hemorragia tromboembolismo oclusão

(16)

Apresentado por Liz Simcock, Wocova - 2018 Fragilidade da pele: neonatos,

diabetes, desidratação, uso de esteróides

Desafios da estabilização

 Frequentes trocas de curativos para acessos de longa

permanência  Tração

 Anatomia: movimentos do corpo  Higiene

(17)

Cobertura e estabilização ideais devem:

• Promover barreira

de proteção para microrganismos

• Promover adequada estabilização

para prevenir remoções acidentais,

deslocamento parcial e micro-movimentações

• Ser confortável

e não irritante para o paciente

• Ser de fácil manuseio

• Ser custo-efetivo

(18)

Tipos de estabilizadores:

• Transdérmico

- suturas

• Cutâneos

- Fitas

- Curativos por si só

- Dispositivo de estabilização sem sutura

- Curativos estabilizadores integrados

• Subcutâneo

- Dispositivo de ancoragem subcutânea

(Subcutaneously Anchored Sutureless Device)

(19)
(20)

Suturas: fora de moda?

 Não recomendada: INS 2011  Eventos adversos como dor,

infecção, erosão da pele, acidentes percutâneos  Risco de rompimento do

cateter acima de 21 dias (tunelizados)

 Ainda amplamente utilizada  “Receio” na sua utilização  Ainda amplamente utilizada  “Receio” na sua utilização

(21)
(22)

Zerla et al. J Vasc Access 2017;18:177-202 Goosens et al.BMJ Open 2018;8. Pittiruti et al. The Journal Association for Vascular Access 2016;21:255

• 0 deslocamento, trombose e infecção • Custo-efetivo

• Redução no tempo para troca de curativos

• Resultados equivalentes (migração, ICS e deslocamento)

• Um caso de lesão de pele

(23)

Apresentado por Liz Simcock, Wocova - 2018

Novas soluções ... Novos problemas

(24)

Cola

Wilkinson et al. Anaesthesia 2008;63:1382-4 Pittiruti et al. The Journal Association for Vascular Access 2016;21:255 Rickard et al. J Crit Care 2016;36:35-42 Chan et al. Trials (Eletronic Resources) 2017;18:458 Kleidon et al. J Vasc Interv Radiol 2017;28:1548-56.

• Efeito antimicrobiano

• Prevenção de sangramento

• Redução das trocas de curativos

• Estabilização?

(25)

Precisamos encarar também o cateter venoso periférico...

(26)

Apresentado por Claire Rickard, Wocova - 2018

Complicações associadas ao CVP

Falha do CVP em adultos: uma revisão

sistemática (em revisão) – Marsh et al

92 estudos, 64 observacionais, 28 ECR

75.433 pacientes

(27)

Alexandrou E and OMG Study Group, J Hosp Med. Online 2018 Apresentado por Claire Rickard, Wocova 2018

Não necessário 14% Curativo inadequado 21% Flebite 10% Falta de registro de avaliação do sítio - 36% Mau funcionamento 10% Ausência de registro de data de inserção - 49% Área de flexão 75%

(28)

Escolhendo os itens do

bundle

 Nível I de evidência

 Todos os componentes necessários  Respostas: sim/não

(29)

Apresentado por Claire Rickard, Wocova - 2018

Bundles versus Check list

 Muitos bundles não são

realmente

bundles

(30)

Como trabalhar com bundles

(31)

Apresentado por Claire Rickard, Wocova - 2018

Para reduzir o risco, a avaliação deve contemplar todo o

período de permanência

Bundle de

inserção

+ Bundle de

manutenção

Precisamos de

ambos!

(32)
(33)

Apresentado por Claire Rickard, Wocova - 2018

Bundles de CVP - 2018

Inserção

Manutenção

1. Técnica asséptica do não toque e higiene das mãos 2. Ofereça anestésico local 3. Antisspesia com

clorexidina alcóolica (secagem)

4. Utilize cateter integrado 5. Duas gotas de cola na

inserção e embaixo do hub & curativo estéril

1. Técnica asséptica do não toque e higiene das mãos 2. Curativo estéril e intacto

3. Scrub the hub (secagem)

4. Avaliação diária da necessidade

5. Troca quando

(34)
(35)

 Boas práticas na inserção

 Qualidade dos produtos e insumos  Estabilização

 Visualização  Inspeção  Manutenção

 Controle dos resultados

 Retirada imediata quando não mais necessário

(36)

Boas práticas na inserção

INS, 2016 Anvisa, 2017

(37)

Boas práticas na inserção

INS, 2016 Anvisa, 2017

(38)

INS, 2016 Anvisa, 2017

(39)

INS, 2016 Anvisa, 2017

(40)

INS, 2016 Anvisa, 2017

(41)
(42)
(43)

Desafios no cenário nacional

 País continental

 Modelos de saúde pública e suplementar  Modelos de prática assistencial desalinhados  Diferentes padrões de formação profissional  Poucos especialistas

 Escassos modelos de time infusional (em geral, voltado para inserção de PICC)  Ilhas de excelência

(44)

Implicaçoes no cenário nacional

 Capacitação

 Processos – algoritmos, decisão do especialista, exceções, protocolos de diluições (analisar efeito sistêmico e local)

 Diagnóstico situacional e auditorias de processo  Tecnologia – insumos, recurso de imagem

 Plano terapêutico multidisciplinar  Meta real de desinvasão do paciente

 Protocolo organizacional (decisão do tipo de cateter, estabilização, cobertura, time infusional)

(45)

Mudança de raciocínio

 O resultado não é positivo? Reavalie, mude a estratégia

“...flebites repetitivas ... Nada muda somente o sítio de inserção...

... Dificuldade de punção .... Várias tentativas.... Sem troca de profissional e sem visualização...”

 Planejamento terapêutico deve ser uma decisão compartilhada com equipe multi e família.

 Preferências e condições sociais, emocionais e cognitivas do paciente devem ser consideradas.

(46)

daiane.cais@americasmed.com.br

Imagem

temas relacionados :