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Babaçu: Programa Nacional de Pesquisa.

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(1)

I M P R U A ~ I L E I R A DE PIOCIUIIA AQROPECUARIA

-

EMIRAPA Vlnwlada m Mlnlet4rb dr Agriouitun

LWarumonto da Orlrn(rOto Apolo I Progrrrn.~lo da Pwquiu

-

DPP

BABAÇU

PROGRAMA NACIONAL

(2)

C W M W

=3!3

3 9 8 ~

.WESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÃRIA-E~RAPA

Vinculada ao Ministério d a Agricultura

Departamento de orientação e Apoio ã Programação de Pesqui s~-DPP

i

-

&I/SEDE i

B A B A Ç U

PROGRAMA NACIONAL DE PESQUISA

Departamento de Difusão de Tecnologia B r a s í l i a , DF

(3)

EMBRAPA-UEPAE de Teresina. Documentos, 2

Exemplares desta publicacão podem ser solicitados

5

EMF3RAPA-UEPAE de Teresina Av. Duque de Caxias, 5.650 Bairro Buenos Aires

Caixa Postal 01 Telex: 086.2337 64000 Teresina, Pr

Tiragem: 1.000 exemplares

r

Empresa Brasileira de Pesquisa ~gropecuá -

ria. Departamento de Orientação e

Aeoio à Programação de Pesquisa, Bra

-

silia,

D.F.

Babaçu: Programa Nacional de Pesquisa. Brasilia. EMBRAPA-DDT,

1984.

89p.

1. Babaçu

-

Programa nacional. 2. Ba -

baçu

-

bleo

-

Produção.

I.

T I ~ u ~ o .

CDD:

633.851

(4)

O babaçu

6

c o n s i d e r a d o o maior r e c u r s o o l e í f e r o n a t i v o do mundo.

E

um dos p r i n c i p a i s p r o d u t o s e x t r a t i v o s do B r a s i l , c o n t r i b u i n d o de m a n e i r a s i g n i f i c a t i v a p a r a a economia de alguns e s t a d o s d a F e d e r a ç ã o . Sua i m p o r t â n c i a s o c i a l é a c e n t u a d a p e l a grande c a p a c i d a d e de a b s o r ç ã o de mão-de-obra, p r i n c i p a l m e n t e n a e n t r e s s a f r a d a s c u l t u r a s t r a - d i c i o n a i s dos e s t a d o s onde o c o r r e , Segundo o I P T ( l l ) , a p e n a s nos e s t a d o s do Maranhão, p i a s e ~ o i á s , c e r c a de 2 0 6 9 917 p e s s o a s e s t ã o envol

-

v i d a s , d i r e t a ou i n d i r e t a m e n t e , n a e x p l o r a ç ã o do b ab a ç u

.

A p r i n c i p a l u t i l i d a d e a t u a l do babaçu con

-

s i s t e n a produção de Ó l e o , p a r a f i n s culinários e i n d u s t r i a i s , a p a r t i r d a s amêndoas, que repre

-

s e n t a m a p e n a s 7 % do p e s o t o t a l do f r u t o . E n t r e - t a n t o , a s demais p a r t e s do f r u t o o f e r e c e m p e r s - p e c t i v a s animadoras p a r a a produção de c a r v ã o , a l c a t r ã o , gás c o m b u s t í v e l e á l c o o l , p a r a f i n s e n e r g é t i c o s , ou de amido, de e l e v a d o v a l o r a l i - m e n t í c i o e i n d u s t r i a l . A S e c r e t a r i a de T e c n o l o g i a I n d u s t r i a l do ~ i n i s t é r i o d a 1 n d Ú s t r i a e ~ o m é r c i o , em 1977

(Z),

e s t i r n ~ ~ ~ ct produção b r a s i l e i r a de coco babaçu em

(5)

s e i n d u s t r i a l i z a d o i n t e g r a l m e n t e , p o d e r i a gerar um b i l h ã o de l i t r o s de á l c o o l , 2 m i l h õ e s de t o

-

n e l a d a s de coque s i d e r ú r g i c o , meio m i l h ã o de t o n e l a d a s de Ó l e o , d o i s b i l h õ e s de m e t r o s c ü b i

-

tos de g á s c o m b u s t í v e l e um e meio m i l h ã o de t o n e l a d a s de e p i c a r p o ( c o m b u s t í v e l p r i m á r i o ) .

Ainda segundo a q u e l a i n s t i t u i ç ã o , a ener

-

g i a que p o d e r i a s e r o b t i d a de 1 2 , 4 m i l h õ e s de t o n e l a d a s de coco b a b a ç u e q u i v a l e r i a a 5 m i l m e g a w a t t s , v a l o r c o r r e s p o n d e n t e a 2 0 % de t o d a a c a p a c i d a d e h i d r e l é t r i c a i n s t a l a d a no B r a s i l a t é 1977. O Programa N a c i o n a l de P e s q u i s a de Baba ç u f o i o r g a n i z a d o com a f i n a l i d a d e de contribuir p a r a a r a c i o n a l i z a ç ã o e o a c e l e r a m e n t o do uso d e s s e i m p o r t a n t e r e c u r s o n a t u r a l . Sua p r e p a r a - ç ã o c o n t o u com a p a r t i c i p a ç ã o de representantes de i n s t i t u i ç õ e s de d i f e r e n t e s á r e a s de atuação, v i s a n d o d a r a o Programa uma a m p l i t u d e c a p a z de a t e n d e r a s e x p e c t a t i v a s dos d i v e r s o s segmentos de s o c i e d a d e . A EMBRAPA a g r a d e c e a t o d a s a s i n s t i t u i - ç õ e s que c o n t r i b u i r a m p a r a a e l a b o r a ç ã o d e s t e Programa e e s p e r a que e l e s.e c o n s t i t u a em um marco d e c i s i v o p a r a o a p r o v e i t a m e n t o r a c i o n a l d o s b a b a ç u a i s b r a s i l e i r o s .

Eliseu Roberto de Mdrade Alves Presidente da EEIBRAPA

(6)

S U M A R I O

...

A P R E S E N T A ~ ~ O 03 RESUMO DO PROGRAMA

...

09

...

UNIDADE COORDENADORA 11 COORDENADOR DO PROGRAMA

...

11 ABRANGÊNCIA G E O G ~ F I C A

...

11 ENTIDADES PARTICIPANTES

...

13

...

EQUIPE 1 5 SIGLAS UTILIZADAS

...

1 9 i

.

DIAGNOSTICO 1.1. L o c a l i z a ç ã o E s p a c i a l dos Baba

-

ç u a i s

...

1.1.1. Areao e s t i m a d a de baba

-

ç u a i s p o r Unidade da

.

...

Federaçao

1 . 1 . 2 . Areas mapeadas e inven

-

t a r i a d a s

...

1 . 2 . E s p é c i e s Componentes do Com

-

...

p l e x o Babaçu 1.3. Adaptação a D i f e r e n t e s Ecos

-

...

s i s t e m a s 1.4. Produção de Amêndoas

...

1.5. Produção P o t e n c i a l de Coco

...

1.6

.

Uso A t u a l do Babaçu

...

1.6.1. População ocupada com o babaçu e subprodutos

..

(7)

1.7. Sistemas de Produção e Comercia

-

...

lizaçao

32

...

1.7.1. Sistemas de

produção 32

1.7.2. Sistemas de comercializa

-

çao

...

35

1.8. Usos Alternativos

...

39

1.9. Pragas e Doenças

...

41

1.10. Estádio Atual da Pesquisa

-

A

*

...

gricola

44

1.11. Estádio Atual de Pesquisa In

-

dustrial

...

45 2

.

DIRETRIZES

2.1. Diretrizes pol?ticas

...

47 2 . 2 .

Diretrizes de Pesquisa

...

49

...

3

.

OBJETIVOS GERAIS

50

3.1. Objetivos a Curto Prazo

...

51

3 . 2 .

Objetivos a Médio Prazo

...

51

...

3 . 3 .

Ob

j

etivos

a

Longo Prazo

52

...

4

.

PRIORIDADES DE PESQUISA..

53

...

5

.

DISCIPLINAS OU LINHAS DE PESQUISA

53

6

.

RELAÇAO DOS PROJETOS DE PESQUISA

...

(8)

8. TABELAS Tab. Tab. Tab. Tab. Tab. Tab. Tab. Tab. Tab. Tab. E s t i m a t i v a d a s á r e a s d e o c o r r ê n c i a d e b a b a ç u a i s n a t i v o s p o r Unidade d a ~ e d e r a ç ã o

...

6 3 Area e s t i m a d a , á r e a mapeada, p r o d u t i v i d a d e e p r o d u ç ã o d e b a b a ç u p o r E s t a d o

...

64 D i s t r i b u i ç ã o g e o g r á f i c a d a s e s p ê c i e s do complexo b a b a ç u

...

6 5 T i p o s d e c l i m a do N o r d e s t e

...

onde o c o r r e b a b a ç u 68 Produção d e amêndoas d e b a

...

b a ç u p o r e s t a d o 69 V a l o r d a p r o d u ç ã o d e amên

-

...

d o a s d e b a b a ç u 70 V a l o r d a p r o d u ç ã o dos e x t r a

-

t i v o s v e g e t a i s n o B r a s i l . . . 7 1 P r o d u ç s o de amêndoas, e q u i v a

-

l e n t e - c o c o e e s t i m a t i v a d a p r o d u ç ã o r e a l de coco b a b a ç u

...

em GO, MT, MA e P I . 72 P r o d u t o s e s u b p r o d u t o s do b a d b a ç u

...

73 P r o j e t o s de t e c n o í o g i a i n d u s

-

t r i a l s o b r e o b a b a ç u

...

74

(9)

9. ANEXO I h r e a s d e p e s q u i s a , problemas a serem r e s o l v i d o s de a c o r d o com a a b r a n g ê n c i a do p r o j e t o d e p e s

-

q u i s a , e x p e c t a t i v a d o s r e s u l t a - dos e n í v e l d e p r i o r i d a d e s dos problemas a serem e s t u d a d o s

...

7 7

(10)

RESUMO DO PROGRAMA

O Programa Nacional de P e s q u i s a do Ba

-

b a ç u r e ú n e um a c e r v o d e p r i o r i d a d e s de p e s q u i

-

sas, contemplando a s formações n a t u r a i s de baba

-

ç u e d e p e s q u i s a s b á s i c a s buscando o c o n h e c i

-

mento d a p l a n t a e s e u comportamento p r o d u t i v o . 0 s e s t u d o s s o b r e a s p o p u l a ç õ e s espon

-

t â n e a s v i s a m , b a s i c a m e n t e , c o n h e c e r e m e l h o r a r o s s i s t e m a s d e produção. Conhecidos o s f a t o r e s que a f e t a m a p r o d u ç ã o , a p r o d u t i v i d a d e e a i n

-

t e n s i d a d e d e u s o do coco, s e r á i n t e n s i f i c a d a a g e r a ç ã o d e t e c n o l o g i a s que permitam a u t i l i z a

-

ç ã o d e s t a s f o r m a ç õ e s , com r e a i s v a n t a g e n s eco

-

nÔmicas

,

no p r a z o mais r e d u z i d o p o s s ~ v e l . A s p e s q u i s a s b á s i c a s visam mais d i r e

-

t a m e n t e o conhecimento d a p l a n t a , p a r a a ava

-

l i a ç ã o dos c r i t é r i o s d e s e l e ç ã o e melhoramento d a s e s p é c i e s . S e r ã o r e a l i z a d o s t r a b a l h o s s o b r e taxonomia, g e n é t i c a , f e n o l o g i a , germinação de s e m e n t e s , produção de mudas, espaçamento, t r a

-

t o s c u l t u r a i s e adubação,sendo e s t a s e q i i ê n c i a acompanhada de t r a b a l h o s d e s e l e ç ã o e melhora

-

mento g e n é t i c o .

C

A meta do Programa, a longo p r a z o , t:

a t r a n s f o r m a ç ã o g r a d a t i v a do e x t r a t i v i s m o

-

a t u a 1 do babaçu em c u l t u r a economicamente e x p i o

-

(11)

rável.

O Programa recomenda, também, a inte

-

gração da pesquisa agronômica com a industrial

e a socioeconâmica sabendo-se que, somente a

través da atuação sinérgica destes três segmen

-

tos, surgirão tecnologias capazes de viabili

-

(12)

UNIDADE COORDENADORA

Unidade de Execução de P e s q u i s a de Âmbito E s

-

t a d u a l d e T e r e s i n a ( UEPAE de T e r e s i n a ) T e r e s i n a , PI COORDENADOR DO PROGRAMA J o s é Hercu1.ano de C a r v a l h o

ABRANGENCIA

GEOGRAFICA

A c r e , AC Maranhão, MA Arnapá, AP Minas G e r a i s , MG Amazonas, AM par;, PA B a h i a , BA Pernambuco, PE C e a r á , CE P i a u i ' , PI E s p í r i t o S a n t o , ES RondÔnia, R0 G o i á s , GO Mato G r o s s o , MT

(13)

CEPA

-

PI

-

Fundação Comissão Estadual de Pla

-

nejamento AgrIcola do Piauí.

CEPRO

-

Fundasão Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí.

CETEC

-

Fundação Centro TecnolÓgico de Minas Gerais.

CVRD

-

Companhia Vale do Rio Doce

-

Florestas Rio Doce.

EMAPA

-

Empresa Maranhense de Pesquisa Agrope

-

cuâria.

EMATER-PI

-

Empresa de ~ssistência ~ é c n i c a e Extensão Rural do Estado do Piauí. EMBRAPA

-

Empresa Brasileira de Pesquisa Agro -

pecuária.

.

CENARGEN

-

Centro Nacional de Recursos ~ e n é

-

ticos.

.

CPATU

-

Centro de Pesquisa ~ ~ r o p e c u á r i a do Trópico Umido.

.

SNLCS

-

Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos.

.

UEPAE de Teresina

-

Unidade de Execução de Pesquisa de Âmbito Esta

-

dual de Teresina.

FINEP

-

Financiadora de Estudos e Projetos. FUPPI

-

Fundação Universidade Federal do Pias.

(14)

I N E B

-

I n s t i t u t o E s t a d u a l do Babaçu do Mara - nhão. IPT

-

I n s t i t u t o d e P e s q u i s a s T,ecno9iÕgicas do E s t a d o de São P a u l o . STCT-MA

-

S e c r e t a r i a d e ~ n d ú s t r i a , comércio e Turismo do ~ a r a n h â o

.

STI

-

S e c r e t a r i a d e T e c n o l o g i a I n d u s t r i a l . SUDENE

-

S u p e r i n t e n d ê n c i a do Desenvolvimento do N o r d e s t e .

(15)

EQUIPE

Afonso Celso C. Valois

EMBRAPA

-

DE,

Brasília, DF.

Antonio Apoliano dos Santos

EMBRAPA

-

UEPAE de Teresina, Teresina,PI.

Antonio Mariano de Campos Mendes

EMBRAPA

-

UEPAE de Teresina, Teresina,PI.

Aristótato Canuto de Oliveira

IPT

;

Teresina ;

~ i a u í

Carlos Alberto Lima Neri

MIC

-

STI ;

~rasilia,

DF.

Cláudio Urbano Bittencourt Pinheiro

INEB,-

São Luís,

MA

Dulfe Lustosa Nogueira

CEPA-PI,

.

Teresina;PI

Edir Carvalho Tenório

CETEC,

.

Belo Horizonte, MG

Eva Maria Carneiro Girão

SUDENE

, -

Recife, PE

Evandro Ferreira das Chagas

EMAPA

,.

São Luís,

MA

Francisco Guedes Alcoforado Filho

(16)

Fernando S i l v a V i e i r a

CVRD

-

F l o r e s t a s Rio Doce, S. L U ~ S , MA.

G i l s o n J e s u s de Azevedo Campelo

EMBRAPA

-

UEPAE de T e r e s i n a , T e r e s i n a , P I Honorato L e i t e Fernandes

SICT

-

MA, São L u í s , MA Humberto Vendelino R i c h t e r EMBRAPA

-

DEP B r a s i ' l i a , DF. I s a í a s Vasconcelos de Andrade SUDENE/DRN

,

R e c i f e , PE. J a i r o S i l v a EMBRAPA- CENARGEN

,

~ r a s ? l i a , DF J o s é C a r l o s Nascimento EMBRAPA-DPP, ~ r a s í l i a , DF J o s é F u r l a n J u n i o r EMBRAPAiCPATU, ~ e l é m , PA ~ o s é Herculano de Carvalho EMBRAPA

-

UEPAE de T e r e s i n a , T e r e s i n a , P I J o s é J o v i n i a n o Lopes EMATER-PI, T e r e s i n a , PT J o s é Mário F e r r o Frazão INEB , São L u í s , MA J O S ~ de Ribamar da S i l v a I N E B , São L u í s , MA

(17)

J o s é S o a r e s V e l o s o CEPRO

,

T e r e s i n a , pI L i d i o C o r a d i n

EMBRAPA-CENARGEN

-

~ r a s í l i a , DF Manoel d e Me10 L e i t ã o Neto

INEB , São L u í s , MA Marcos David F i g u e i r e d o d e C a r v a l h o EMBRAPA

-

UEPAE de T e r e s i n a , T e r e s i n a , P I . N i v a l d o Burgos EMBRAPA,SNLCS, R e c i f e , PE. P a u l o Fernando G a r c i a J u s t o FINEP, Rio de J a n e i r o , R J Raimundo Tomaz d a C o s t a F i l h o FUFPI, T e r e s i n a , PI ~ e n é Henrique V a l l a d a r e s IPT , T e r e s i n a , P I

Romildo Albuquerque dos S a n t o s FUFPI, T e r e s i n a , P I S e b a s t i ã o C a v a l c a n t e R o d r i g u e s CEPRO, T e r e s i n a , P I V a l d e n i r Q u e i r o z R i b e i r o EMBRAPA-UEPAE de T e r e s i n a , T e r e s i n a , PI V a l d e r i V i e i r a da S i l v a EMBRAPA- UEPAE de T e r e s i n a , T e r e s i n a , PI

(18)

SIGLAS UTILIZADAS AGRIMA

-

C a r i o c a ~ g r í ' c o l a e I n d u s t r i a l do Mara

-

nhão CENARGEN

-

C e n t r o N a c i o n a l de Recursos G e n é t i

-

C O S CEPRO

-

Fundação C e n t r o d e P e s q u i s a s ~ c o n Ô m i

-

tas e S o c i a i s do P i a u í

CEPA-PI

-

Fundação Comissão E s t a d u a l d e P l a n e

-

jamento A g r í c o l a do ~ i a u í .

CETEC

-

Fundação C e n t r o ~ e c n o l ó g i c o d e Minas G e r a i s .

C I T

-

Companhia I n d u s t r i a l T é c n i c a

CIBRAZEM

-

Companhia B r a s i l e i r a de Armazenamen

-

t o

CPATU

-

C e n t r o de P e s q u i s a A g r o p e c u á r i a do T ~ Ó

p i c o Úmido

.

CVRD

-

Companhia V a l e do Rio Doce

DEP

-

Departamento d e ~ s t u d o s e p e s q u i s a s (EMBRAPA)

DE

-

D i r e t o r i a E x e c u t i v a ( EMBRAPA )

DPP

-

Departamento de O r i e n t a ç ã o e Apoio

5

Pro

-

gramação de P e s q u i s a ( EMBRAPA )

DRN

-

D i v i s ã o d e Recursos N a t u r a i s ( SUDENE )

E I B

-

Empresa I n d u s t r i a l de Bacabal

EMATER-PI

-

Empresa de A s s i s t ê n c i a T é c n i c a e E x t e n s ã o R u r a l do E s t a d o do P i a u í . EMAPA

-

Empresa Maranhense de P e s q u i s a Agrope

-

(19)

EMBRAPA

-

Empresa B r a s i l e i r a d e P e s q u i s a Agrope

-

c u á r i a

EMGOPA

-

Empresa Goiana d e P e s q u i s a ~ g r o p e c u á

-

r i a .

FIBGE

-

Fundação I n s t i t u t o B r a s i l e i r o d e Geogra

-

f i a e E s t a t í s t i c a

FINEP

-

F i n a n c i a d o r a d e E s t u d o s e Proj-e-tos.

FTI

-

Fundação d e T e c n o l o g i a I n d u s t r i a l (MIC) FUFPI

-

Fundação U n i v e r s i d a d e F e d e r a l do P i a u í . FUM

-

Fundação U n i v e r s i d a d e do Maranhão

INEB

-

I n s t i t u t o E s t a d u a l do Babaçu. I N C R A

-

I n s t i t u t o N a c i o n a l d e C o l o n i z a ç ã o e Re

-

forma ~ g r á r i a . IPES

-

I n s t i t u t o d e P e s q u i s a s EconÔmicas e So c i a i s do Maranhão. IPT

-

I n s t i t u t o d e P e s q u i s a s T e c n o l Õ g i c a s do E s

-

t a d o de São P a u l o M1.C

-

M i n i s t é r i o d a I n d ú s t r i a e do Comércio MME

-

M i n i s t é r i o d a s Minas e E n e r g i a MPEG

-

Museu P a r a e n s e Emi'lio G o e l d i

PBDCT

-

P l a n o B á s i c o d e Desenvolvimento C i e n t í

-

f i c o e T e c n o l ó g i c o .

PND

-

P l a n o N a c i o n a l d e :Desenvolvimento

SICT

-

S e c r e t a r i a de I n d i á ç t r i a , Comércio e Tia

-

r i s m o do Maranhão.

(20)

SNLCS

-

S e r v i ç o N a c i o n a l de Levantamento e Conser

-

v a ç ã o de S o l o s .

STI

-

S e c r e t a r i a de T e c n o l o g i a I n d u s t r i a l (MIC) SUDENE

-

s u p e r i n t e n d ê n c i a de Desenvolvimento do

N o r d e s t e .

UEPAE de T e r e s i n a

-

Unidade de Execução de P e s q u i s a de Âmbito E s t a d u a l de T e r g

' s i n a .

UFC

-

U n i v e r s i d a d e F e d e r a l do Ceará UFGO

-

U n i v e r s i d a d e F e d e r a l de ~ o i â s UFPE

-

U n i v e r s i d a d e F e d e r a l de Pernambuco

(21)

1.1. L o c a l i z a ç ã o E s p a c i a l dos B a b a ç u a i s

O s b a b a ç u a i s b r a s i l e i r o s concentram- s e n a s r e g i õ e s N o r d e s t e , N o r t e e C e n t r o Oes

-

t e , merecendo m a i o r d e s t a q u e a r e g i ã o Nordes t e que d e t é m , a t u a l m e n t e , a m a i o r p r o d u ç ã o d e amêndoas e a maior á r e a ocupada com c o c a i s . M i n a s G e r a i s , n a r e g i ã o S u d e s t e , merece c i t a ç ã o p o r s e r o Único e s t a d o f o r a d a s r e g i õ e s c i t a

-

d a s que p o s s u i á r e a e x p r e s s i v a c o b e r t a com ba - b a ç u .

A s u p e r f í c i e ocupada com babaçu n a r e g i ã o Amazônica

é

p r a t i c a m e n t e d e s c o n h e c i d a . T é c n i c o d a S e c r e t a r i a de T e c n o l o g i a Indus

-

t r i a l do M I C ( F i g u e i r e d o * ) , s o b r e v o a n d o a s b a c i a s dos r i o s Purus e Madeira em 1 9 7 9 , con

-

c l u l u que os b a b a ç u a i s e x i s t e n t e s e n t r e o s d o i s r i o s ocupam á r e a e q u i v a l e n t e a 3 0 0 m i l h e c t a r e s . O g ê n e r o Q r b Z g n y a o c o r r e em o u t r o s p a í s e s d a s A m é r i c a s , do México p a r a o s u l . Va

-

l e d e s t a c a r o s b a b a ç u a i s d a ~ o l l v i a p r e s e n t e s

*

F i g u e i r e d o , H . B . de

-

Sobrevôo de r e c o n h e c i mento nos r i o s Purus e ~ a d e i r a ; em 1 9 7 9 .

(22)

de Santa Cruz de l a S i e r r a à s f r o n t e i r a s com os E s t a d o s b r a s i l e i r o s do Acre e RondÔnia (Ba

-

1.1.1. Area estimada de babaçuais por Unidade da Federação A s e s t i m a t i v a s da á r e a ocupada p o r babaçuais em cada e s t a d o e a p a r t i c i p a ç ã o p e r

-

c e n t u a l s o b r e o t o t a l b r a s i l e i r o podem s e r v i s t a s na Tabela 1. E s t a s e s t i m a t i v a s foram f e i t a s em r e l a ç ã o à á r e a g e o g r á f i c a de ocor

-

r ê n c i a , p o i s , a á r e a r e a l ocupada com babaçu

6

sempre menor devido

2

d e s c o n t i n u i d a d e dos c o c a i s .

1 . 1 . 2 . Areas mapeadas e i n v e n t a r i a d a s

O p r i m e i r o t r a b a l h o t é c n i c o de v u l t o , com a s populações n a t i v a s de babaçu, f o i o ma peamento e i n v e n t á r i o nos E s t a d o s de Goiás, Mato Grosso, Maranhão e ~ i a u í . O s r e s u l t a d o s d e s t e t r a b a l h o oferecem aos e s t u d i o s o s e usu

-

;rios

do babaçu dados mais c o n s i s t e n t e s que os d i s p o n í v e i s a n t e r i o r m e n t e , f r u t o de e s t i m a

-

t i v a s

.

- -

* * B a l i c , Michael

-

do New York B o t a n i c a l Gar de= em viagem de e s t u d o s

à

B o l i v i a

Gim

(23)

O mapeamento e i n v e n t á r i o trouxeram a p ú b l i c o a q u a n t i f i c a ç ã o da á r e a g e o g r á f i c a de o c o r r ê n c i a , a á r e a r e a l ocupada, a p r o d u t i

-

vidade e a produção p o t e n c i a l de coco por e s

-

t a d o ( Tabela 2 ) .

1 . 2 . E s p é c i e s Componentes do Complexo Babaçu

Autores como Bondar ( 3 ) e R i z z i n i

( 1 5 ) referem-se, em c o n j u n t o , a 8 e s p é c i e s de p a l m e i r a s do gênero Orbignya e 4 de A t t a

-

Zea ocorrendo no B r a s i l . As amêndoas c o n t i d a s nos f r u t o s d e s t a s p a l m e i r a s s ã o c o m e r c i a l i z a

-

d a s , i n d i s t i n t a m e n t e , como de babaçu.

A r e l a ç ã o de e s p é c i e s e s u a l o c a l i z a

-

ção g e o g r á f i c a ( Tabela 3 ) representam a com

-

p l e x i d a d e taxonômica , p r i n c i p a l m e n t e , do gêne

-

r o Q r b i g n y a .

Em p u b l i c a ç ã o r e c e n t e , ~ e n Ô r i o ( 8 )

-

u t i l i z o u como v á l i d o , p a r a a s e s p é c i e s c a ü l i

-

formes de babaçu, o nome 0. b a r b o s i a n n . Restam,. e n t r e t a n t o , dúvidas s o b r e a e x i s t ê n c i a de ou

-

t r a s e s p é c i e s .

1 . 3 . Adaptação a D i f e r e n t e s Ecossistemas

(24)

r a de d i s p e r s ã o , o c o r r e s o b r e v a r i a d a s u n i d a

-

des de s o l o s , c o n s o r c i a n d o - s e ou alternando-se com c o b e r t u r a s f l o r e s t a i s p r i m i t i v a s ou d e r i

-

v a d a s , t a i s como, m a t a , c e r r a d o , c a p o e i r a , p a z tagem e l a v o u r a s . A t r a v é s da d e r r u b a d a de f l o r e s t a s ' p r i m á r i a s , que possuíam apenas p a l m e i r a s t e s

-

temunhas, o homem tem a u x i l i a d o a expansão dos b a b a ç u a i s , dada s u a a g r e s s i v i d a d e n a s u

-

c e s s ã o v e g e t a l . Aparecendo em pequena f a i x a da r e g i

-

-

ao S u d e s t e , em grandes á r e a s do N o r d e s t e , Cen

-

t r o - O e s t e e N o r t e , o babaçu e s t á submetido a c l i m a s com ampla v a r i a ç ã o de p l u v i o s i d a d e

-

a n u a l . Ocorre em c l i m a s que vão do t i p o semi- á r i d o t r o p i c a l ao t r o p i c a l úmido ( Tabela 4 ) , com acentuado ou l i g e i r o d é f i c i t h í d r i c o .

O c o n j u n t o de f a t o r e s amplamente va

-

r i á v e i s aos q u a i s e s t á submetido o babaçu, co

-

mo sejam d i v e r s i d a d e de c l i m a , s o l o s , v e g e t a

-

ção a s s o c i a d a ; e s e u poder i n v a s o r n a s u c e s - s ã o v e g e t a l recomendam a r e a l i z a ç ã o de e s t u dos e c o l ó g i c o s v i s a n d o conhecer s u a s v a r i a

-

ções de comportamento em ambientes d i s t i n t o s . 1 . 4 . Produção de ~ m ê n d o a s

(25)

mêndoas s ã o o Maranhão, Goiás e o P i a u í ( Tabe

-

l a 5 ) , que concentram, a t u a l m e n t e , 95% d a p r o

-

dução b r a s i l e i r a .

Unidades p o l í t i c a s como Amazonas e Pa

-

r ã , e p r i n c i p a l m e n t e Mato Grosso

-

que

têm

s u a á r e a b a b a ç u e i r a q u a n t i f i c a d a

-

p o d e r ã o p r o d u

-

z i r amêndoas em q u a n t i d a d e s próximas

às

do P i

-

a u í , s e t i v e r e m s e u s c o c a i s bem e x p l o r a d o s .

O v a l o r d a produção de amêndoas é mos

-

t r a d o n a T a b e l a 6. A amêndoa do b a b a ç u r e p r e s e n t o u , no t r i ê n i o de 1975 a 7 7 , e n t r e 2 8 , 9 % e 3 0 , 7 % do v a l o r d a p r o d u ç ã o de e x t r a t i v o s no p a í s , e x c e

-

t o m a d e i r a ( T a b e l a 7 ). I!! o p r i m e i r o p r o d u t o da l i s t a , p a r t i c i p a n d o o s e g u n d o , a e r v a - m a t e , com apenas 1 4 % .

A comparação do babaçu com o u t r o s e x

-

t r a t i v o s p o r g r a n d e s r e g i õ e s b r a s i l e i r a s , p a r a 1 9 7 5 , segundo dados d a FIBGE ( 9 )

,

m o s t r a que, n a r e g i ã o N o r d e s t e , s u a p a r t i c i p a ç ã o é de 5 0 , 2 % , v i n d o em segundo l u g a r a c a r n a ú b a , que também tem a l t o v a l o r . Na r e g i ã o C e n t r o - O e s t e , a i n d a com e x c e ç ã o d a m a d e i r a , o v a l o r d a p r o d u

-

ç ã o de amêndoas s i t u o u - s e em 8 8 , 5 % , s o b r e ou

-

t r o s p r o d u t o s e x t r a t i v o s ( 9 ) .

(26)

O s v a l o r e s c o n s i d e r a d o s p a r a o s c á 1

-

c u l o s r e p r e s e n t a m a p e n a s o v a l o r d a amêndoa c o m e r c i a l i z a d a . Computando-se a amêndoa con

-

t i d a no coco d i s p o n í v e l , a n u a l m e n t e , e a g r e

-

gando-se o s componentes d a c a s c a , o valor d e s t a m a t é r i a - p r i m a u l t r a p a s s a r i a f a c i l m e n t e o t o t a l dos e x t r a t i v o s v e g e t a i s h o j e c o m e r c i a

-

l i z a d o s . C o n c l u i - s e , a t r a v é s d a s c o n s i d e r a

-

ç õ e s a n t e r i o r e s , que a p o l í t i c a adequada s e

-

a promoção d a i n d u s t r i a l i z a ç ã o i n t e g r a l do b a b a ç u . Adotada e s t a p o l í t i c a , a t e n d ê n

-

c i a s e r ; o aumento do í n d i c e de a p r o v e i t a m e n

-

t o do c o c o , como vem a c o n t e c e n d o em r e g i õ e s como B a c a b a l e S a n t a R i t a ( MA ) , onde s e i n s t a l a r a m i n d u s t r i a s de b e n e f i c i a m e n t o mecâ

-

n i c o e venda dos p r o d u t o s do babaçu.

A i n c o r p o r a ç ã o , ao p r o d u t o i n t e r n o do p a í s , de v a l o r c o r r e s p o n d e n t e ao e l e v a d o p e r c e n t u a l de coco d e s p e r d i ç a d o , d e v e r á com

-

p e n s a r o s i n v e s t i m e n t o s an infra-estrutura i n

-

d u s t r i a l , t r a n s p o r t e s , e n e r g i a e comunica - ç ã o , a p l i c a d o s n a s zonas em e x p l o r a ç ã o .

(27)

mêndoas s ã o o Maranhão, ~ o i á s e o ~ i a u í ( Tabe

-

l a 5 ) , que concentram, a t u a l m e n t e , 95% d a p r o

-

dução b r a s i l e i r a .

Unidades p o l í t i c a s como Amazonas e Pa

-

r á , e p r i n c i p a l m e n t e Mato Grosso

-

que

têm

s u a á r e a b a b a ç u e i r a q u a n t i f i c a d a

-

p o d e r ã o p r o d u

-

z i r amêndoas em q u a n t i d a d e s próximas

às

do P i

-

a u í , s e t i v e r e m s e u s c o c a i s bem e x p l o r a d o s .

O v a l o r d a produção de amêndoas é mos

-

t r a d o n a T a b e l a 6 . A amêndoa do b a b a ç u r e p r e s e n t o u , no t r i ê n i o de 1975 a 7 7 , e n t r e 2 8 , 9 % e 3 0 , 7 % do v a l o r d a p r o d u ç ã o de. e x t r a t i v o s no p a í s , e x c e

-

t o m a d e i r a ( T a b e l a 7 ). o p r i m e i r o p r o d u t o d a l i s t a , p a r t i c i p a n d o o s e g u n d o , a e r v a - m a t e , com a p e n a s 1 4 % .

A comparação do babaçu com o u t r o s e x

-

t r a t i v o s p o r g r a n d e s r e g i õ e s b r a s i l e i r a s , p a r a 1 9 7 5 , segundo dados d a FIBGE ( 9 ) , m o s t r a que, n a r e g i ã o N o r d e s t e , s u a p a r t i c i p a ç ã o é de 5 0 , 2 % , v i n d o em segundo l u g a r a c a r n a ú b a , que também tem a l t o v a l o r . Na r e g i ã o C e n t r o - O e s t e , a i n d a com e x c e ç ã o d a m a d e i r a , o v a l o r d a p r o d u

-

ç ã o de amêndoas s i t u o u - s e em 8 8 , 5 % , s o b r e ou

-

t r o s p r o d u t o s e x t r a t i v o s ( 9 ) .

(28)

0 s v a l o r e s c o n s i d e r a d o s p a r a o s c á 1

-

c u l o s r e p r e s e n t a m a p e n a s o v a l o r d a amêndoa c o m e r c i a l i z a d a . Computando-se a amêndoa con

-

t i d a no coco d i s p o n í v e l , a n u a l m e n t e , e a g r e

-

gando-se o s componentes da c a s c a , o valor d e s

-

t a m a t é r i a - p r i m a u l t r a p a s s a r i a f a c i l m e n t e o t o t a l d o s e x t r a t i v o s v e g e t a i s h o j e c o m e r c i a

-

l i z a d o s . C o n c l u i - s e , a t r a v é s d a s c o n s i d e r a

-

ç õ e s a n t e r i o r e s , que a p o l í t i c a adequada s e

-

r á

a promoção d a i n d u s t r i a l i z a ç ã o i n t e g r a l do b a b a ç u . Adotada e s t a p o l í t i c a , a t e n d ê n c i a s e r á o aumento do í n d i c e de a p r o v e i t a m e n

-

t o do c o c o , como vem a c o n t e c e n d o em r e g i õ e s como B a c a b a l e S a n t a R i t a ( MA )

,

onde s e i n s t a l a r a m i n d u s t r i a s de b e n e f i c i a m e n t o mecâ

-

n i c o e venda dos p r o d u t o s do babaçu.

A i n c o r p o r a ç ã o , ao p r o d u t o i n t e r n o do p a í s , de v a l o r c o r r e s p o n d e n t e a o e l e v a d o p e r c e n t u a l de coco d e s p e r d i ç a d o , d e v e r a com

-

p e n s a r o s i n v e s t i m e n t o s em infra-estrutura i n

-

d u s t r i a l

,

t r a n s p o r t e s , e n e r g i a e comunica

-

ç ã o , a p l i c a d o s n a s zonas em e x p l o r a ç ã o .

(29)

1 . 5 . Produção P o t e n c i a l de Coco 0 s dados e s t a t í s t i c o s de produção d e amêndoas não e s p e l h a m , e x a t a m e n t e , a p o t e n c i a

-

l i d a d e dos e s t a d o s . Ocorrem v a r i a ç õ e s s i g n i f i

-

' c a t i v a s , p o r u n i d a d e d a F e d e r a ç ã o , no í n d i c e d e u t i l i z a ç ã o do coco p r o d u z i d o ( T a b e l a 8 ) . A S e c r e t a r i a da Fazenda do Maranhão r e g i s t r a a c o m e r c i a l i z a ç ã o de 282.000t de

-

a mêndoas ( IPES* ) em 1978 c o n t r a 178.071 e s t i

-

madas p e l a FIBGE**, p a r a o mesmo p e r í o d o . A d i f e r e n ç a próxima d e 1 0 0 . 0 0 0 t e l e v a o í n d i c e d e u t i l i z a ç ã o do c o c o , n a q u e l e e s t a d o , de 3 0 , 5 % ( T a b e l a 8 ) p a r a 4 7 , 9 % , em 1978.

O autoconsumo de amêndoas p e l a s popu

-

l a ç õ e s r u r a i s não f o i a i n d a l e v a n t a d o e s t a t i s - t i c a m e n t e em q u a l q u e r r e g i ã o p r o d u t o r a . Sabe- s e , e n t r e t a n t o , que o b a b a ç u f a z p a r t e d a d i e

-

t a d a s f a m i l i a s r u r a i s , p e l a u t i l i z a ç ã o do " l e i t e " ou do Óleo e x t r a í d o d a s amêndoas. Con

-

s i d e r a n d o - s e a q u a n t i d a d e de f a m í l i a s e n v o l v i

-

d a s com o p r o d u t o , a d m i t e - s e que a tonelagem consumida é a l t a , e s u a q u a n t i f i c a ç ã o . e l e v a r á ,

*

IPES

-

I n s t i t u t o de P e s q u i s a s ~ c o n Ô m i c a s e S o c i a i s do Maranhão

-

1980.

(30)

em a l g u n s pontos p e r c e n t u a i s , os í n d i c e s de u t i

-

l i z a ç ã o do coco comumente c i t a d o s n a l i t e r a t u r a

Após o mapeamento e i n v e n t á r i o , que

-

a v a l i a r a m em 13.051.682 t o n e l a d a s a capacidade de produção dos E s t a d o s de ~ o i á s , Maranhão, Mato Grosso e P i a u í , pode-se e s t i m a r a produção b r a

-

s i l e i r a em 1 5 milhões de t o n e l a d a s p o r ano. Es

-

t e c á l c u l o f o i f e i t o tomando-se em c a n s i d e r a ç ã o

a a p r o p o r c i o n a l i d a d e e n t r e a s e s t i m a t i v a s de

-

a r e a c o b e r t a ( T a b e l a 1 ) , i g u a l a 8 7 , 7 % , 1)ara os e s t a d o s mapeados. Considerou-se que a q u a n t i

-

dade r e s t a n t e ( 1 948 318 t ) e s t a r i a d i s t r i

-

b u í d a e n t r e os demais e s t a d o s .

1.6. Uso A t u a l do Babaçu

O coco babaçu u t i l i z a d o a t é o p r e s e n t e tem-se d e s t i n a d o quase que e x c l u s i v a m e n t e à p r o dução de amêndoas o l e a g i n o s a s .

A composição f í s i c a do f r u t o i n d i c a q u a t r o p a r t e s a p r o v e i t á v e i s

:

e p i c a r p o ( 11 ,O% ),

A

mesocarpo ( 23 ,O% )

,

endocarpo ( 59 , O % ) e amen

-

doa ( 7 , 0 % ) ( Kono 1 2 ) .

A c a s c a ( 9 3 , 0 % ) , c o n j u n t o formado pe

-

10 e p i c a r p o , mesocarpo e endocarpo, é normalmen

(31)

t e d e s p e r d i ç a d a nos p r o c e s s o s de q u e b r a manual. H o j e , t o r n a - s e c a d a vez mais comum o u s o d a c a s A

c a n a f a b r i c a ç ã o de c a r v ã o , em c a i e i r a s r ú s t i c a s

,

t a n t o p a r a f i n s d o m é s t i c o s como i n d u s

-

t r i a i s . E s t e c a r v ã o tem b o a c o t a ç ã o de P r e ç o ( C r $ 7 0 , 0 0 / k g

-

maio 1983 )

,

n a r e g i ã o S u d e s t e do P a í s .

~ á ,

em T e r e s i n a , uma u n i d a d e d e c a r v o e

-

jamento do IPT que u s a , como m a t é r i a - p r i m a , a c a s c a r e s i d u a l d a q u e b r a manual do coco. E s t a u s i n a , que p r o c e s s a 30 t / d i a d e c a s c a , tem c a

-

r a c t e r í s t i c a s e x p e r i m e n t a i s e v i s a o t i m i z a r , além d a t e c n o l o g i a de p i r o g e n a ç ã o d a c a s c a , o

-

a p r o v e i t a m e n t o d a f r a ç ã o c o n d e n s á v e l dos g a s e s e o u s o d a f r a ç ã o n ã o - c o n d e n s á v e l , p a r a r e t r o a l i

-

mentação e n e r g é t i c a , n a secagem e queima d a c a s

-

c a .

A s u n i d a d e s i n d u s t r i a i s que s e propõem ao a p r o v e i t a m e n t o i n t e g r a l do b a b a ç u , nos E s t a dos do Maranhão e G o i á s , continuam f u n c i o n a n d o com c a p a c i d a d e bem i n f e r i o r

à

i n s t a l a d a . O u t r o s p r o j e t o s , com o mesmo o b j e t i v o , têm s i d o a p r e

-

s e n t a d o s a e n t i d a d e s f i n a n c i a d o r a s .

1 . 6 . 1 . P o p u l a ç ã o ocupada com o babaçu e s u b p r o

-

d u t o s

.

(32)

nos Estados do Maranhão, Piauí e Goiás, cerca

de 2.069.917 pessoas estão envolvidas ou

de

-

pendem da exploração do babaçu. Calcula a mes

-

ma fonte que 63,1%, 13,0% e 9,1% das

popula

-

ções rurais dos estados, na ordem citada, têm

vinculação direta com a exploração do babaçu.

Pesquisando os municípios de Caxias,

Chapadinha e Bacabal, no Maranhão, Cunha

(

5')

mostrou que as atividades de exploração do ba

-

baçu participam com,respectivamente,

4 2 , 6 % ,

55,6% e 52,3% na formação da renda das

famí

-

lias rurais ligadas ao setor, nos municípios

pesquisados.

1.7.Sistemas de Produção e Comercialização

Tanto a produção como a comercializa

-

ção do babaçu, principalmente da amêndoa, obe

-

decem a uma sistemática tradicional que

vem

experimentando lentas alterações ao

longo

dos anos.

1.7.1. Sistemas de produção

A quase totalidade da amêndoa coloca

-

da no mercado

é

proveniente da quebra manual

(33)

como instrumentos apenas um machado e um t o r g t e de madeira.

E

uma operação executada na m a i o r i a das vezes por mulheres, e c r i a n ç a s

-

a

cima de 7 anos.

A p r o d u t i v i d a d e d e s t e s i s t e m a

é

b a i

-

xa e e x i g e cuidado p a r a e v i t a r a c i d e n t e s . Es

-

tima-se que a produção média por f a m í l i a e s t e

-

j a em t o r n o de 4 a 5 k g / d i a .

A quebra do coco pode s e r f e i t a no babaçual ou em á r e a s c e n t r a l i z a d a s p a r a onde

é

t r a n s p o r t a d o . No segundo c a s o , a c a s c a

6

-

a p r o v e i t a d a p a r a o f a b r i c o de carvão.

A remuneração dos quebradores s e f a z de maneiras d i v e r s a s , q u a i s sejam: p a r t i c i p a

-

ção p e r c e n t u a l s o b r e a amêndoa p r o d u z i d a , t r o

-

ca de d i a de s e r v i ç o , o u pagamento em moeda c o r r e n t e .

O babaçu normalmente não recebe t r a

-

t o s c u l t u r a i s . Quando a s p a l m e i r a s , em s e u s d i v e r s o s e s t á d i o s de c r e s c i m e n t o , ocorrem em c a p o e i r a s , a p e n e t r a ç ã o de t r a b a l h a d o r e s p a r a a c o l e t a de coco é muito d i f í c i l , devido ao emaranhado da vegetação. Em p a s t a g e n s e s t a b e

-

l e c i d a s sob babaçual, a c o l e t a do coco t o r n a - s e mais f á c i l .

(34)

quebra manual no p a l m e i r a l , como no t r a n s p o r

-

t e do coco, p a r a os pontos de quebrayé uma operação que e x i g e elevado g r a u de e s f o r ç o f í s . i c o . São grandes a s d i f i c u l d a d e s de pene

-

t r a ç ã o nas veredas ( p i c a d a s ) , t a n t o p a r a o homem como p a r a s e u s animais de t r a n s p o r t e .

Nas zonas em que j á s e i n s t a l a r a m i n d ú s t r i a s d e s t i n a d a s

à

quebra mecânica, o s i s t e m a de quebra manual e s t á sendo, g r a d a t i

-

vamente, s u b s t i t u í d o p e l a c o l e t a . do coco i n

-

t e i r o . Neste c a s o , o coco

é

pago p e l o v a l o r da amêndoa ( 7 % ) n e l e c o n t i d a .

A unidade de medida u s a d a , atualmen

-

t e , na compra do coco i n t e i r o s ã o l a t a s c i

-

l í n d r i c a s de 2 3 a 2 5 l i t r o s , que c o r r e s p o n d e q aproximadamente, a 1 5 k g de coco.

Um a d u l t o e duas c r i a n ç a s podem j u n .

-

t a r e t r a n s p o r t a r , aos pontos próximos de e s

-

tocagem p a r a venda, a t é 50 l a t a s de coco por d i a . E s t a é uma operação bem mais p r o d u t i v a que a quebra manual, melhor remunerando a mão-de-obra q u e , n e s t e c a s o ( 50 l a t a s de 15

-.

kg ) , r e c e b e o e q u i v a l e n t e a 50 kg de a m v

- -

d o a / d i a . A c o l e t a e venda do coco i n t e i r o vêm i n t r o d u z i n d o modificações s o b r e a s r e l a

-

(35)

ções de trabalho mantidas entre os ~roprietá

-

rios e moradores, arrendatários ou colonos. Estas modificações são dignas de comentários, na medida que conduzem a maneiras novas de

exploração dos babaçuais, como acontece nos casos de arrendamento.

As modalidades de pagamento do ar

-

rendamento são diversas, podendo o proprietá

-

rio receber em:

a- moeda corrente;

b- a quarta parte do volume de coco coletado;

c- limpeza da'pastagem sob o coquei

-

ral.

Feito o pagamento, o arrendatário dará ao produto o destino que melhor atender

L

as suas conveniências, podendo-se exemplif

-

i car, com duas alternativas muito comuns:

a- coleta e quebra manual remunera

-

das, com aproveitamento da casca para carvão;

b- coleta e venda do coco inteiro. prevê-se, a médio prazo , mudanças bem maiores em função da demanda e valoriza

-

ção crescente dos componentes do fruto.

(36)

Tem-se a c o n s i d e r a r d o i s c a s o s : a que

-

b r a manual e venda d a s amêndoas, e a c o l e t a e venda do coco i n t e i r o .

No p r i m e i r o p r o c e s s o , há o b r i g a t o r i e d a

-

de de venda da amêndoa ao p r o p r i e t á r i o ou a s e u s r e p r e s e n t a n t e s na p r o p r i e d a d e . Na m a i o r i a d a s vezes, o p r o p r i e t á r i o não s e i n t e r e s s a p e l o d e s t i n o dado à c a s c a mas, em o u t r a s , c o b r a uma p a r t i c i p a ç ã o p e r c e n t u a l s o b r e o t o t a l do c a r

-

vão f a b r i c a d o a p a r t i r d a c a s c a . O dono da t e r

-

r a p a g a v a , p e l a amêndoa p r o v e n i e n t e d e s u a p r o

-

p r i e d a d e , p r e ç o s 50% i n f e r i o r e s a o s do merca

-

d o , p r á t i c a a i n d a v i g e n t e n a s á r e a s mais d i s

-

t a n t e s e de a c e s s o d í f i c i l a o s c e n t r o s d e co

-

m e r c i a l i z a ç ã o . A t e n d ê n c i a a t u a l é o nivelamen

-

t o d o s p r e ç o s pagos a o s q u e b r a d o r e s p e l o s p r c p r i e t á r i o s e c o m e r c i a n t e s autônomos ( b a r r a

-

q u e i r o s ou q u i t a n d e i r o s ) , p o i s a o b r i g a t o r i e

-

dade de venda d a amêndoa ao dono d a t e r r a d e i

-

-

xa d e s e r cumprida, a s v e z e s , p o r pequena d i f e H r e n ç a d e p r e ç o . Na c o m e r c i a l i z a ç ã o d a amêndoa d e baba H ç u , merecem a t e n ç ã o o s g r a u s de i n t e r m e d i a ç ã o , b a s t a n t e v a r i á v e i s d e e s t a d o p a r a e s t a d o , ou d e n t r o d a mesma r e g i ã o no e s t a d o .

(37)

A

cadeia mais curta é aquela em que o quebrador vende diretamente ao industrial de õleo,e a mais longa observada é esquematizada a seguir:

1

-

Quebrador

2

-

Barraqueiro

3

-

Quitandeiro de povoado ou caminhoneiro

4

-

~roprietário ou comprador autônomo na sede da fazenda

5

-

Comprador na sede do município

6

-

Industrial ou exportador para outro estado

Nesta seqllência, todas as possibilida

-

de de ligação são possíveis, desconhecendo-se a proporção em que elas acontecem. A cadeia tende a diminuir tanto pelo melhoramento do nível de esclarecimento, em cada elo, como pelas facili

-

dades de transporte e comunicação.

Pesquisa realizada por Mendes*, em três grandes municIpios produtores

-

Coroatá ,

Codó e Bacabal

-

mostrou a ~articipação pey

*

Mendes,

A.M.

C.

-

Pesquisa de campo realizada para a

AGRIMA,

1980.

(38)

c e n t u a l s o b r e o p r e ç o de venda da amêndoa, em

t r ê s

p o n t o s d a c a d e i a de c o m e r c i a l i z a ç ã o . So b r e o p r e ç o da amêndoa, n a s e d e dos municípios, a p a r t i c i p a ç ã o media f o i : q u e b r a d o r

-

7 0 , 0 % , q u i t a n d e i r o

-

1 1 , 5 % e p r o p r i e t á r i o d a t e r r a

-

1 8 , 5 % .

No exemplo a p r e s e n t a d o , o c u s t o f i n a l d a amêndoa e s t á a l t a m e n t e c o n c e n t r a d o no qug b r a d o r , sendo e s t e um fenômeno comum n a s zonas de f á c i l a c e s s o , como s e f e z menção a n t e r i o r - mente.

Quanto ao coco i n t e i r o , a s e q ü ê n c i a de i n t e r m e d i a ç ã o

é

s e m e l h a n t e " a a amêndoa. São g r a n d e s a s d i f e r e n ç a s dos p r e ç o s pagos no cam

-

p o , n a s e d e d a s f a z e n d a s , n a s c e n t r a i s de co

-

l e t a dos povoados e no p á t i o d a s i n d h t r i a s . Segundo Mendes*, a s i t u a ç ã o , a p r e ç o s de o u t u

-

b r o de 1 9 8 0 , a s s i m s e d e f i n i a em r e l a ç ã o a uma i n d ü s t r i a e x i s t e n t e em B a c a b a l , MA: No b a b a ç u a l

. .

. . .

.

. .

. .

Cr$ 4,00 a 6,00/lata Na s e d e da f a z e n d a

. . . .

.

Cr$ 8,00 a 12,00/lata Na c e n t r a l de c o l e t a

. . .

C r $ 17,00/lata No p á t i o d a indústria

. .

.

C r $ 21,00/lata O s p r e ç o s p a g o s , no b a b a ç u a l e n a s e

-

de da f a z e n d a , v a r i a r a m de a c o r d o com a d i s t %

-

tia à c e n t r a l de c o l e t a ou

à

i n d ú s t r i a .

*Mendes, A.M.C.

-

P e s q u i s a de campo r e a l i z a d a p a r a a AGRIMA, 1980.

(39)

1 . 8 . Usos A l t e r n a t i v o s O a p r o v e i t a m e n t o a t u a l do babaçu p g de s e r c o n s i d e r a d o i r r i s ó r i o quando comparado L a produção p o t e n c i a l b r a s i l e i r a , e s t i m a d a em t o r n o d e 1 5 m i l h õ e s de t o n e l a d a s / a n o .

~ l ê m

do b a i x o u s o p a r a e x t r a ç ã o de amêndoas, o c o r r e o d e s p e r d í c i o d a c a s c a . A s

t r ê s

f r a ç õ e s componentes da c a s c a ( e p i c a r p o , mesocarpo e e n d o c a r p o ) têm a l t e r n a - t i v a s d i v e r s a s de u s o , p a r a a s q u a i s j á e x i s t e m t e c n o l o g i a s d e f i n i d a s , o u t r a s em f a s e de p e s q u i s a e algumas p o r p e s q u i s a r , p r i n c i p a l m e n t e , 'da f a s e de e s c a l a piloto at; a i n d u s t r i a l .

Enumeram-se, a s e g u i r , a s p o s s i b i l i d a - d e s de u s o p a r a c a d a f r a ç ã o , d e i x a n d o - s e de l i s t a r o t r a d i c i o n a l emprego d a amêndoa n a produção de ó l e o e t o r t a , p o r s e r b a s t a n t e d i - v u l g a d o

.

E p i c a r p o

-

c o m b u s t í v e l p r i m á r i o

-

Carvão f i n o com q u a l i d a d e s s e m e l h a n t e s ao do e n d o c a r p o , podenão s e r b r i q u e t a d o p a r a ' u s o s i d e r ú r g i c o ou p a r a p r e p a r a ç ã o de c a r v ã o a t i - vado

.

-

Gases da p i r o g e n a ç ã o : f r a ç õ e s c o n d e n s ã v e l e não- condensâve 1.

(40)

Mesocarpo

-

F a r i n h a a m i l ã c e a " i n n a t u r a l '

-

Amido

-

Amido p r é - g e l a t i n i z a d o

-

Çlucose -* Á l c o o l e t í i i c o Endocarpo

-

Carvão com q u a l i d a d e s s u p e r i o r e s ao c a r v ã o de m a d e i r a , que pode a p r e s e n t a r acima de 8 5 % em carbono f i x o , 8 000 kcall kg, a u s ê n c i a de f ó s f o r o e apenas t r a ç o s de e n x o f r e . E s t a composição o c o l o c a em p é d e i g u a l d a d e com c a r v õ e s m i n e r a i s d a melhor q u a l i d a d e .

-

G a s e s . d e c u j a f r a ç ã o c o n d e n s ã v e l s e podem s e p a r a r p r o d u t o s como ã c i d o a c é t i c o

,

meta

-

n o l , c e t o n a s e a l c a t r ã o , p a r a l e l a m e n t e ao g á s c o m b u s t í v e l e C 0 2 d a f r a ç ã o não-conden

-

s á v e l ( T a b e l a 9 ) . O processamento i n t e g r a l do c o c o , e xaminado sob o a s p e c t o de produção de e n e r

-

g i a , põe em e v i d ê n c i a m a t é r i a - p r i m a , p o r e x

-

c e l ê n c i a , p r o d u t o r a d e e n e r g i a que a l c a n ç a 3 2 960 x 10 k c a l p o r t o n e l a d a . E s t a q u a n t i d a

-

d e r e s u l t a do e p i c a r p o como c o m b u s t í v e l p r i

-

m ã r i o , do c a r v ã o do e n d o c a r p o , do á l c o o l e do ó l e o . E s t a p r o d u ç ã o de e n e r g i a p o r t o n e l a

-

d a

é

2 , 7 v e z e s maior que a o b t i d a d e uma t o

-

(41)

n e l a d a de mandioca ( r a i z e s e rama ) e 2 , l ve

-

z e s s u p e r i o r

ã

o b t i d a de uma t o n e l a d a de cana- -de-açúcar ( á l c o o l e bagaço ) ( 2 ) .

Permanecem d ú v i d a s s o b r e o uso mais adequado de c a d a f r a ç ã o componente do coco.

n e c e s s i d a d e de uma a n á l i s e d a s t e c n o l o g i a s d i s p o n í v e i s , do desempenho d a s i n d ú s t r i a s de a p r o v e i t a m e n t o i n t e g r a l i n s t a l a d a s , d a s d i f i

-

c u l d a d e s e n c o n t r a d a s p o r e s t a s i n d ú s t r i a s e do mercado p o t e n c i a l p a r a c a d a p r o d u t o d e r i

-

vado do babaçu. Conhecidas e s t a s v a r i á v e i s , s e

-

r ã

p o s s I v e l o r g a n i z a r e m - s e a s recomendações p a r a o s u s o s a l t e r n a t i v o s do babaçu. 1 . 9 . P r a g a s e Doenças T r a t a n d o - s e de p l a n t a n a t i v a que não r e c e b e q u a i s q u e r t r a t o s , a s i n v e s t i g a ç õ e s s o

-

b r e p r a g a s do babaçu têm s i d o r e l e g a d a s a um p l a n o s e c u n d á r i o . Existem r e g i s t r o s da o c o r r ê n c i a e c o l e t a s u p e r f i c i a l de informações s o

-

b r e a b i o l o g i a de p r a g a s ideneificadas, sem ava - l i a r a e x t e n s a 0 dos danos causados do p o n t o de v i s t a f í s i c o e econômico.

Q u a n t o à s d o e n ç a s , não s ã o c o n s i d e r a - d a s , no momento, de i m p o r t â n c i a econômica p g r a a e x p l o r a ç ã o do babaçu.

(42)

As p r a g a s podem s e r s e p a r a d a s como da p l a n t a e do f r u t o .

Pragas da P l a n t a :

Tem-se observado e s p o r a d i c a m e n t e , e

e m

pequena e x t e n s ã o de á r e a , o .ataque de l a g a r

-

t a s e formas jovens de gafanhotos

às

f o l h a s do b a b a ç u , de p r e f e r ê n c i a , s o b r e p l a n t a s nos p r i meiros e s t á d i o s de desenvolvimento.

Danos mais s é r i o s ?i p a l m e i r a s ã o cau

-

sados p e l a s b r o c a s , ou s e j a , l a r v a s ou a d u l t o s dos c o l e 6 p t e r o s Rhynostomus b a r b i r o s t r i s , Homa

Z i n o t u s c o r i a c e u s , Rhyncophorus patmarum e Rhyndrophorus s p .

H . c o r i a c e u s e Rhyndrophorus s p p e r f u

-

ram e x t e n s a s g a l e r i a s no pedúnculo do cacho f l o r a l , provocando a queda das f l o r e s ou i n v i a

-

b i l i z a n d o o crescimento dos f r u t o s , formando

os chamados, vulgarmente, cachos chochos. Ata

-

cam com pouca f r e q u ê n c i a , não sendo comuns os cachos com sintomas de praguejamento.

Rhyncophorus patmarum e Rhynostomus b a r b i r o s t r i s , chamadas b r o c a s das p a l m e i r a s , atuam s o b r e o e s t i p e do babaçu,provocando a c a

-

da ano a morte de e l e v a d o número de palmeiras, ou deixando f o r t e s s e q t i e l a s em o u t r o t a n t o de

-

(43)

s i d a d e d e s t e a t a q u e e s u a s conseqUências s o b r e os c o c a i s .

Pragas do f r u t o :

O mesocarpo e amêndoa s ã o atacados, no campo e nos armazéns, p o r a l g u n s i n s e t o s que r e

-

p r e s e n t a m s é r i o s problemas nos c a s o s de perma

-

n ê n c i a mais l o n g a do f r u t o , após s u a maturação e q u e d a , no campo ou nos armazéns.

Bruchus nualeorum é

sério

d e s t r u i d o r d a s amêndoas, conhecendo-se a l g u n s t r a b a l h o s p r e l i m i n a r e s s o b r e s u a m a n e i r a de a t a q u e a o s f r u t o s do babaçu e de o u t r a s p a l m e i r a s . Se o tempo de armazenamento f o r l o n g o , a s amêndoas podem s e r t o t a l m e n t e d e s t r u í d a s .

Com o a d v e n t o da i d é i a , que

j á

vem sendo p o s t a em p r á t i c a , do a p r o v e i t a m e n t o i n t e

-

g r a l do c o c o , o mesocarpo p a s s o u a s e r o b s e r v a

-

do com maior g r a u de i n t e r e s s e . É a p a r t e do f r u t o que p r i m e i r o r e c e b e o a t a q u e de p r a g a s como Orizaephilus surinanmensis e , mais r e c e n

-

t e m e n t e , Dinoderus bifaueolatus, e n c o n t r a d a s em a m o s t r a s de coco r e c é m - c a í d o , provando que a i n o c u l a ç ã o , p o s s i v e l m e n t e , s e v e r i f i c a no p r ó p r i o cacho.

F i c a a s s i m e v i d e n c i a d a a n e c e s s i d a d e do aprofundamento de e s t u d o s s o b r e a entorno

-

(44)

f a u n a d a p a l m e i r a b a b a ç u , quando e x i s t e uma t e n d ê n c i a de a p r o v e i t á - l a em s u a r e a l dimensão ecoriômica.

1..,10. E s t á d i o A t u a l d a P e s q u i s a A g r í c o l a

A p e s q u i s a a g r í c o l a s o b r e o babaçu f o i sempre r e l e g a d a a segundo p l a n o , demons

-

t r a n d o a pouca p r e o c u p a ç ã o que e s t e e x t r a t i v o v i n h a d e s p e r t a n d o . O b a b a ç u produz s e u s f r u

-

t o s , mesmo p r e c a r i a m e n t e , sem q u a i s q u e r t r a t o s c u l t u r a i s e em r e g i õ e s b r a s i l e i r a s n a s q u a i s a i n d a n ã o a c o n t e c e u f o r t e p r e s s ã o s o b r e o u s o d a t e r r a , nem adoção de t e c n o l o g i a s modernas.

4 A v i s ã o a t u a l do b a b a ç u , d i r i g i d a a s u a c a p a c i d a d e de p r o d u z i r e n e r g i a . e a 1 imen

-

t o s , a c e n t u o u a n e c e s s i d a d e de m a i o r e s c o n h e c i

-

mentos s o b r e a p l a n t a e s e u comportamento p r g d u t i v o

.

E s t u d o s r e c e n t e s comprovaram que o b a

-

b a ç u , em e s t a d o n a t i v o , n ã o a t i n g e a p r o d u ç ã o média de 2 t o n e l a d a s de coco p o r h e c t a r e ( Ta

-

b e l a 2 ) , s e n d o p r a t i c a m e n t e d e s c o n h e c i d a s a s c a u s a s d e s t a b a i x a p r o d u t i v i d a d e . H i p ó t e s e s d i

-

v e r s a s podem s e r f e i t a s , mas o conhecimento r e a l d a s c a u s a s - i m p l i c a r á no d e s e n v o l v i m e n t o de e x p e r i m e n t o s que a p e n a s s e i n i c i a m e c u j a

(45)

c o n t i n u i d a d e d e p e n d e r á da e x i s t ê n c i a de um p r o

-

grama com c o o r d e n a ç ã o c e n t r a l i z a d a .

1.11. E s t á d i o A t u a l d a P e s q u i s a I n d u s t r i a l

A p e s q u i s a i n d u s t r i a l s o b r e o b a b a ç u sempre e s t e v e à f r e n t e d a p e s q u i s a a g r í c o l a , uma vez q u e , j ii n o s anos 3 0 , o I n s t i t u t o Nacio

-

n a 1 de T e c n o l o g i a t e s t o u o u s o do Óleo de baba

-

Ç U , em m i s t u r a com á l c o o l , p a r a s u b s t i t u i ç ã o do d i e s e l .

Na d é c a d a de 4 0 , t e s t e s a n í v e l de l a

-

b o r a t ó r i o foram e x e c u t a d o s p a r a i d e n t i f i c a ç ã o dos p r o d u t o s p o s s í v e i s de serem o b t i d o s a paL

t i r d a s d i v e r s a s p a r t e s do f r u t o . Nada menos que 53 foram i d e n t i f i c a d o s , d e s t a c a n d o - s e ,

alándo Óleo e d a t o r t a , e x t r a í d o s d a amêndoa ,

c a r v ã o , á c i d o p i r o l e n h o s o e a l c a t r ã o , do e p i

-

carpa e e n d o c a r p o ; amido ou á l c o o l , a p a r t i r do mesocarpo. São e s t e s o s p r o d u t o s c o n s i d e r a

-

dos t é c n i c a e economicamente mais v i á v e i s n a a

-

t u a 1 c o n j u n t u r a .

A i n e x i s t ê n c i a de equipamentos c a p a z e s de d e s c a s c a r , q u e b r a r e s e p a r a r o s componen

-

t e s do coco r e p r e s e n t o u sempre uma d i f i c u l d a

-

de i n t r a n s p o n í v e l

às

p e r s p e c t i v a s d e a p r o v e i t a

-

mento i n t e g r a l . R o s e n t h a l

E

Mdchado ( 1 6 )

in

(46)

fonnam q u e , a p a r t i r dos anos 40, 236 p a t e n t e s de máquinas de quebrar coco for'am r e g i s t r a d a s

.

E n t r e t a n t o , s ó recentemente,na década de 7 0 , começaram a s u r g i r equipamentos capazes de b e n e f i c i a r o coco em e s c a l a i n d u s t r i a l . A s máquinas a n t e r i o r m e n t e i n v e n t a d a s ou eram i n - s u f i c i e n t e m e n t e r e s i s t e n t e s , ou s e m i - a r t e s a

-

n a i s .

Existem ho j e , no P a í s , sob o dom?

-

n i o de empresas p a r t i c u l a r e s , p e l o menos s e i s p a t e n t e s de equipamentos que fazem o be

-

n e f i c i a m e n t o p r i m á r i o do coco: descascamento, quebra e separação. Os s e i s conjuntos mencio

-

nados trabalham com d i f e r e n t e s graus de e f i

-

c i ê n c i a , sendo n e c e s s á r i o a p e r f e i ç o á - 10s ou a g r e g a r , em um sétimo c o n j u n t o , a s q u a l i d a

-

des dos e x i s t e n t e s .

A complexidade de uma i n d ú s t r i a de aproveitamento i n t e g r a l pode s e r a v a l i a d a consultando-se a l i s t a de produtos que

PO

dem, na f a s e a t u a l , s e r o b t i d o s do babaçu

( Tabela 9 ) . A e s c a l a ótima de £uncionamen

-

t o econômico de i n d ú s t r i a s com e s t a d i v e r s i

-

f i c a ç ã o não é conhecida. 0s problemas l o g í s t i c o s de estocagem e movimentação de matéria-

-prima, f o r a e - d e n t r o da f á b r i c a , e s t ã o sendo estudados por empresas p r i v a d a s que têm p r o

-

(47)

j e t o s de b e n e f i c i a m e n t o mecânico e a p r o v e i t a

-

mento d a s p a r t e s . E s s a s empresas a i n d a não d i s p õ e m , n a p r á t i c a , do e l e n c o d e s o l u ç õ e s de

-

s e j á v e i s , r e s t a n d o m u i t o a p e s q u i s a r .

E n t i d a d e s como o INEB, a k i ã s Babaçu S.A. e a UEPAE d e T e r e s i n a e s t ã o propondo p e z q u i s a s com i n d ú s t r i a s de pequeno e médio p o r

-

t e , q u e possam s e r i n s t a l a d a s j u n t o ao p r o d u

-

t o r ou grupos de p r o d u t o r e s r u r a i s . Seriam i n d ú s t r i a s d i r i g i d a s a o b e n e f i c i a m e n t o p r i m á

-

r i o e venda d a s f r a ç õ e s r e s u l t a n t e s , como i n

-

sumos i n t e r m e d i á r i o s , ou p r o c e s s a m e n t o , no l o c a l , da f r a ç ã o ou f r a ç õ e s , que e x i g i s s e m t e c n o l o g i a s menos s o f i s t i c a d a s e d i s p o n z v e i s no mercado, como

é

o c a s o do carvoèjamento: do endocarpo,com a p r o v e i t a m e n t o d o a l c a t r ã o . Pode-se t e r uma v i s ã o do e s t á d i o a

-

t u a 1 d a p e s q u i s a i n d u s t r i a l c o n s u l t a n d o - s e a T a b e l a 1 0 . 2 . DIRETRIZES 2 . 1 . D i r e t r i z e s P o l í t i c a s O p r e s e n t e Programa embasa-se n a s d i r e t r i z e s p o l í t i c a s c o n t i d a s no I 1 1 PND e no PBDCT, além d e enquadrar-se, também, n a s d i

-

(48)

retrizes do Ministério da Agricultura.

Listam-se, a seguir, algumas diretri

-

zes do I 1 1 PND e do PBDCT.

Do I 1 1 PND:

a- desenvolvimento de fontes não- -convencionais de energia a fim de substituir as importações de petróleo;

.b- utilização mais racional do r e

-

curso terra;

c- levar capacidade empresarial

-

a tividade agropecuária nacional; d- dar apoio financeiro e fiscal,pa

-

ra formação de um novo modelo

2

-

peracional, no que concerne a pesquisa e extensão rural; ,

e- expandir a fronteira agrícola a través do uso racional do solo; f- fortalecer a ação do setor públi

-

co nas áreas de informação de mercado, defesa sanitária animal e vegetal, classificação e pa dronização de produtos.

Do PBDCT:

a- concentração de recursos institu

-

cionais, humanos e financeiros pa

-

(49)

ra a execução de projetos de pesqui

-

sa e desenvolvimento que visem aumen -

tar a produtividade da agropecuária nacional ;

b- exploração racional dos recursos na

-

turais e da vocação do País como im

-

portante supridor mundial de alimen

-

tos ;

c- execução de pesquisas que permitam desenvolver recursos pouco conheci dos, especialmente nas regiões do trópico úmido, semi-árido do Nordeste e dos cerrados;

d- produção de matérias-primas ;

e- execução e desenvolvimento de pesqui

-

sas que assegurem o crescimento da produtividade da mão-de-obra e pro porcionem maior participação do tra

-

balho na renda gerada pelo setor;

f-

execução de estudos e pesquisas que

permitam o aperfeiçoamento dos prg cessos de transferência de tecnolo

-

gia aos produtores rurais.

2.2. Diretrizes de Pesquisa

Referências

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