PE
451
ALESSANDRO
MENDES
ARISA
ONEALO‹:ELEz
ANÁLISE
DE
33
CASOS.
Trabalho apresentado à Universidade Federal
de Santa Catarina, para a conclusão do Curso de Graduação
em
Medicina.FLORIANÓPOLIS
-SANTA
CATARINA
ALESSANDRQ
MENDES
ARISA
oNFALocEL1‹:z
ANÁLISE
DE
33
CASOS.
Trabalho apresentado à Universidade Federal
de Santa Catarina, para a conclusão do Curso de Medicina.
Coordenador
do
curso: Prof. Dr.Edson
JoséCardoso
Orientador: Prof. Dr. José
Antonio de
Souza
FLORIANÓPOLIS
-SANTA CATARINA
Arisa, Alessandro Mendes
Onfalocele: análise de 33 casos. Florianópolis, 2001. 28p.
Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso) - Universidade Federal de Sama Catarina - Curso de Graduação em Medicina.
AGRADECIMENTOS
A
Deus, pela vida e oportunidade de realizar esse projeto.Aos meus
pais, porsempre
acreditaremem
mim.
À
minha
irmã, pela paciência e apoio.~
Ao meu
amigo
de turma, RicardoAbou
Rjeili, pelo auxílio na traduçao de termos técnicos usadosem
medicina na língua inglesa.Ao
meu
companheiro
e dupla de internato,Leonardo
Salvador Gaspar,pelo esforço durante os plantões.
Aos
amigos
e parentes, pelacompreensão
nosmomentos
de ausência.Ao
Prof. Dr. Luis RobertoAgea
Cutolo, pelo incentivo à pesquisa.~
Ao
Prof. Dr. JoséAntonio
de Souza, por sua dedicaçao e interessena
1. Introdução 2. Objetivo ... ._ 3.
Método
... .. 4. Resultados 5. Discussão .... .. 6.Conclusões
ÍNDICE
7. Referências ... ..Normas
Adotadas
Resumo
... _.Summary
... ..Apêndice
... ..1.
INTRODUÇÃO
Onfaloceles são defeitos da parede
abdominal
onde
as víscerasexteriorizadas se
encontram
recobeitas pormembranas
translúcidas: oâmnio
e operitônio parietal, e o cordão umbilical está
sempre no
ápicedo
defeito.Esse
defeito da paredepode
ser de diversos tamanhos, geralmente,maior que
4 centímetros e conter quantidade variável de alças intestinais,com
ou
sem
fígadono
seu interior.Quanto maior
o defeito abdominal, pioro
prognóstico I* 2.Ambroise
Pare,no
séculoXVII,
foiquem
primeiramente descreveuum
nascido vivo
com
onfalocele. Descrições dispersas de gastrosquises e de onfaloceles ocorreram durante os200
anos seguintes,mas
com
poucos
sobreviventes.
O
avanço
na área de cuidados intensivos neonatais fezcom
que
a sobrevida destes recém-nascidos aumentasse 3.Entre a 38 e a 43
semana
de gestação oembrião
cresce rapidamente, enquanto o saco vitelinopermanece
estável. Isto fazcom
que aampla
comunicação do
intestino primitivocom
o saco vitelinodiminua
progressivamente, até que na 58
semana
amesma
se restringe ao ducto ônfalo- mesentérico. Nesta etapa da evolução embriológica ocorreum
abrupto crescimento ealongamento do
intestino médio, desproporcional ao corpodo
embrião, resultando
em
exteriorização damaior
partedo
intestino atravésdo
umbigo. Essa hemia, natural neste período embriológico,
permanece
até a IOB semana,quando
a cavidade abdominal, crescendo demodo
suficiente, recebe devolta as vísceras exteriorizadas. Nesta fase ocorre
concomitantemente
ofenômeno
de rotação intestinal,que
se completa ao redorda
128semana
de vida,seguindo-se o processo de fixação das alças intestinais.
A
ausência deretomo
2
acompanhada
de rotação incompletado
intestino e ausência de fixaçãomesenterial I*4°5.
A
incidência de onfalocele éaproximadamente
l:5000 nascidos vivos 2* 6°7°
8, e os
meninos
são maiscomumente
afetadosdo que
asmeninas
7.Nas
grandes onfaloceles, o conteúdodo
saco herniário émaior
e acavidade
abdominal
menor
do
quena
gastrosquise.As
anomaliascromossômicas
associadas afetam o prognóstico e estão presentesem
40
%
doscasos.
Hémia
diafragmática, má-rotação intestinal, trissomias, cardiopatias congênitas são freqüentesna
onfalocele esugerem
uma
base genética para suaetiologia. Onfalocele e cardiopatias congênitas coexistem
em
número
30
vezesmaior do que
o esperado pelo acaso. Quatro grupos demalformações
sãomais
freqüentes: a) síndrome
da
linhamédia
- alteração embriológica das pregascaudal e intestinal terminal; b) síndrome
ou
pentalogia de Cantrell-
defeitosdo
estemo, diafragma, pericárdio e
malformações
cardíacas, inclusive a ectopiacordis; c) síndrome de
Beckwith-Wiedemann -
compreende além
de defeitosda
região umbilical, a macroglossia, gigantismo e, esporadicamente, hipoglicemia
por secreção inapropriada de insulina; d) trissomias 13-15 e 16-18 Lg.
O
diagnóstico de onfalocelepode
ser feito a partirda
14”semana
degestação,
quando normalmente
os intestinos estão dentro da cavidade abdominal.O
uso rotineiro de ultra-sonografia(USG)
durante a gestaçãotem
permitido condutas obstétricas e perinatais
mais adequadas
1” 2° 3° 4° 7” 9” lo.Atualmente
a avaliação de marcadores fetais,como
a alfa feto proteínano
soroinatemo
ou na
amniocentese,têm
auxiliado o diagnóstico de onfalocele 2” 7.Existe ainda muita controvérsia sobre o tipo de parto
quando há
diagnóstico pré-natal de onfalocele. Estudos
comparando
os partos cesáreo evaginal estão sujeitos a muitas variáveis e a princípio parto de fetos
com
A
com
segurança por via vaginal e o parto cesariano deve ser realizado apenas por indicações obstétricasM*
H* Q.O
tratamento cirúrgico ideal, facilmente alcançadono pequenos
defeitos, foi descrito por vários autorescomo
sendo ofechamento
primário 1* 6° 13° 14.Nos
grandes defeitos, porém, a desproporção conteúdo/continente é de tal
ordem
que
a redução das alças leva a alterações heinodinâinicas e respiratórias
muito
intensas causadas por liiperpressão abdominal,
compressão
da veia cava, dificuldade de retorno venoso,compressão do
diafragma,compressão
entre as alças e diminuição da diurese 1* 15° ló.Isto levou à procura de
métodos de
tratamento
que não
resultassemem
hiperpressãoabdominal
1.Para as grandes onfaloceles foi proposto
um
método
terapêuticoconservador,
que
consistena
aplicação de substâncias esclerosantes'\
(inercurocroino a 0,25
%,
álcool 70`ou
absoluto, solução iodadaou
solução denitrato de prata a
0,5%)
visando criaruma
película protetora e retração dasmembranas
que
recobrein as alças intestinais.Coin
otempo
ocorreuma
epitelização progressiva
do
defeito e o resultado éuma
grande hérnia ventral 1” 3*7” 13.
O
uso de substâncias esclerosantes é potencialmente tóxico13° 17 e por isso,
em
1948,Gross
descreveuum
reparo estagiado para a onfalocele,fechando
inicialmente o defeito
com
retalhos de pele obtidos por descolamento lateralda
parede
abdominal
e mais tarde reparando a hérnia ventral 1° 4° 17.Um
outrométodo
de tratamento foi descrito por Schuster, ein 1967,que
consistia
no
uso deuma
malha
de teflon parapromover
pressão sobre as alças e17, atualmente, é utilizado
um
tratamento estagiado descrito por Allen eWrenn,
ein 1969, baseados nos princípios de Schuster, que consiste na colocação de
uma
tela de silicone reforçada
(Dow
Cormíng-Dracon
Reinƒorced Slflasrifc Sheet)envolvendo
as alças intestinais sob aforma
de cilindroou
silo.O
conteúdodo
silo e diariamente reduzido, visando o seu retorno a cavidade abdoininalno
menor
prazo detempo
possível 1” 4.4
na técnica
do
silo,usando
controle contínuoda
pressão por dispositivoscomo
uma
barra de metal fixadana
parte superiordo
silo tracionada por pesos eroldanas 18 _
Um
método
barato e de baixo risco,que
evita as múltiplasmanipulações
da prótese de silicone, é a
compressão extema usando
uma
faixa de velcro, descrito primeiramente porYazbeck
e posteriormente inodificada porBarlow
et al 4,i7,r‹›,2o,zi,22A
sobrevida global para criançascom
onfaloceledepende do
tamanho
do
defeito,
da
prernaturidade,do
saco roinper-se edo
número
e gravidade de anomalias associadas.Os
lactentescom
síndromescromossomiais
e aquelescom
pentalogia de Cantrelltêm
mortalidade significativa 6.A
introdução de nutriçãoparenteral total e os ventiladores infantis forneceram
meios
destesrecém-
nascidos suportarem oretomo
da função gastrintestinal e a suficiência ventilatória.Com
todas essas medidas, a sobrevida final nas gastrosquises eonfaloceles
melhorou
substancialmente 15° 23.A
importância dessa inalforinação e a curiosidade ein estudar os fatoresque influenciam na mortalidade desses pacientes,
motivaram
a realização deste2.
OBJETIVO
Analisar os fatores
que influenciaram na
mortalidade dos pacientes portadores de onfalocele, atendidosno
Hospital Infantil Joana deGusmão,
no
3.
MÉTODO
Em
um
estudo descritivo, clínico e retrospectivo, foram analisados osprontuários de 33 pacientes portadores de onfalocele, operados
no
HospitalInfantil Joana de
Gusmão
(HIJG),em
Florianópolis, Santa Catarinano
período de 0] de janeiro de 1980 a30
dejunho
de 2000.Os
prontuáriosforam
fornecidos pelo Serviço de
Arquivo
Médico
e Estatístico(SAME)
do HIJ
G.Foram
coletadosdados
sobre: sexo, procedência, diagnóstico pré-natal eidade gestacional ao diagnóstico, tipo de parto, duração
da
gravidez, peso ao nascimento, característicasda
onfalocele (integridade,tamanho
e conteúdo), tipode tratamento,
malformações
associadas, complicações e evolução,conforme
ficha
pré-elaborada (Apêndice).Segundo
a procedência os pacientesforam
distribuídosem
dois grupos,conforme
a mesorregião de origem, de acordocom
os critériosdo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE)
em:
procedentes da mesorregiãoda
grande Florianópolis e de outras mesorregiões de Santa Catarina 24.
O
diagnóstico pré-natal foi analisado pesquisando-sedados
referentes a realização deUSG
durante a gravidez, uso de marcadores fetais e a idade gestacional ao diagnóstico,no
caso destes terem sidos realizados.A
duraçãoda
gestação foi classificada de acordocom
aAcademia
Americana
de Pediatriaem:
pré-termo (recém-nascido -RN
- antesda
383semana
de gestação, incluindo a 373semana
completa-
37semanas
e 6 dias),termo
(RN num
período de quatrosemanas
entre a 383 e a 4l“semana
e seis das de gestação) e pós-termo(RN
após a 42”semana
de gestação)25.O
peso ao nascimento foi classificado ein:extremo
baixo peso, muito baixo peso, baixo peso enormal
-(Quadro
I) 25526.7
Quadro
I - Classificação quanto ao peso de nascimento,em
gramas.Extremo
baixo peso(EBP)
<lO00
gMuito
baixo peso(MBP)
<l500
gBaixo peso (BP)
<2500
g
Norinal
22500
g
Quanto
às características das onfalocelesforam
analisadosdados como:
integridade (se
estavam
íntegrasou
rotas);o
tamanho
foi classificadosegundo
otipo de tratamento realizado, considerando-se
pequenas
asque
tiveramfechamento
primário e grandes asque
tiveram tratamento conservador; e o conteúdo (sesomente
intestino delgado, intestinomais
ofigado
ou
outrosÓrgãos).
Em
relação ao tipo de tratamento, os pacientesforam
distribuídos de acordocom
a cirurgia realizada (fechamento primárioou
silo)ou
se foi feitotratamento conservador
como
uso de soluções esclerosantesou
enfaixamento.As
malformações
associadas pesquisadasforam
asmais
comumente
citadas
na
literaturacomo:
má-rotação intestinal,hémia
diafraginática, cardiopatias, atresia de cólon, fissura vésico-intestinal, extrofia de bexiga, extrofia de cloaca, ânus imperfurado, meningomielocele, pentalogia de Cantrell(defeitos
do
estemo, diafragma, pericárdio emalfonnações
cardíacas-
ectopzfacordifs), síndrome de
Beckwitt-Wiedemann
(inacroglossia, gigantismo ehipoglissemia) e as trissomias (13-15, 16-18).
Foram
analisadas as complicações e as intercorrências e a necessidadeou
não de reoperação.
Na
evolução observou-se o seguimento pós-operatório das crianças e as possíveis complicações tardias, decorrentes da operação, incluindo os Óbitos.4.llEEHJlIEAJD()S
Tabela I - Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operados
no
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 01 de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
o sexo,em
número
(N) e percentual (%).Sexo
N
%
Masculino 13 Feminino 203a4
ódó
Total Ló) U) 100,0 Fonte: SAl\/[E-HIJG, 1980-2000.Tabela II - Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operados
no
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 01 de janeiro de 1980 a30
dejunho
de 2000,segundo
a procedência e sua relaçãocom
os Óbitos, einnúmero
(N) e percentual (%).
Procedência Óbito Sobrevida
N
%
N
%
Total%
Grande Florianópolis 2 22,22 7 Outras mesorregiões 9 39,13 14Não
referida O 00,00 17178
ódsv
iodoo ioqoo iodoo iodoo Fonte: SAME-HIJG. 1980-2000.9
Tabela III - Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operados
no
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 0l de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
a integridadedo
saco hemiário e sua relaçãocom
osÓbitos,
em
número
(N) e percentual (%).Integridade Óbito Sobrevida
N
%
N
%
TotalN
%
lntegras 9 Rotas INão
referida 1 La) DJ LN La) 25,00 50,00 18 3 l óó,ó7 75,00 50,00 27 100,00 4 100,00 2 100,00 Fonte: SAl\/[E-HIJG. 1980-2000.Em
2 pacientes(50%)
com
onfaloceles rotas, essaseram pequenas
e foirealizado
fechamento
primário;ambos
sobreviveram
Tabela
IV
- Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operadosno
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 01 de janeiro de 1980 a30
dejunho
de 2000,segundo
o tipo de parto e sua relação corn os óbitos,em
número
(N) e percentual (%).
Tipo de parto Óbito
N
%
SobrevidaN
%
Total%
Cesáreo 5 41,66 29,41 25,00 Vaginal 5Não
referido 1 7 58,34 12 70,59 3 75,00 100,00 100,00 100,00 Fome: SAME-HIJG. 1980-2000.10
Tabela
V
- Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operadosno
H`lIf'l
`ospita
n
anti Joana deGusinao no
período de 01 de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
a idade gestacional e sua relaçãocom
os óbitos,em
número
(N) e percentual (%).Idade gestacional Óbito Sobrevida Total
%
%
N
%
Pré-Termo Termo Pós-TermoNão
referidaóqoo
zzgz
odoo
zopo
4Qoo
7173
odoo
sqoo
io ioqoo is iodoo ooqoo
5 iodoo Fonte: SAME-HIJ G. 1980-2000.T
-D"'~
'fi
iabela
VI
istribuiçao dos pacientes portadores deon
a oce e, operadosno
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 01 de janeiro de1980
a30 de
junho
de 2000,segundo
o conteúdoda
onfalocele,em
núinero (N) e percentual(%).
Conteúdo
%
Intestino
Intestino e figado
Intestino, figado e estômago
Não
referido3959
Lo.) U) u DJ DJ 1242 1546TOTAL
100,00 Føiileí SAME-HIJG_ 1980-2000.Tabela VII - Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operados
no
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 01 de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
0tamanho
da
onfalocele e sua relaçãocom
os óbitos,em
número
(N) e percentual (%). Tamanho da Óbito OnfaloceleN
%
SobrevidaN
%
TotalN
°/6 Pequena 2 Grande 8Não
referido 1 15,38 44,44 50,00 11 84,62 10 55,56 1 50,00 13 100,00 is 100,00 2 100,00 Fonte: SAME-HIJG. 1980-2000.Tabela VIII - Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operados
no
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de 01 de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
o peso de nascimento e sua relaçãocom
os Óbitos,em
número
(N) e percentual (%).Peso ao nascimento (gl Óbito
N
%
SobrevidaN
%
TotalN
%
<1000 (EBP) 0 <1500(MBP)
0 <2500 (BP) 2 22500 9Não
referido O 00,00 00,00 U) DJ DJ U) 34,61 00,00 0 0 4 17 1 00,00 00,00 66,67 65,39 100,00 0 0 6 26 1 00,00 00,00 100,00 100,00 100,00EBP= extremo baixo peso.
MBP=
muito baixo peso. BP= baixo peso12
Tabela
IX
- Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operadosno
Hospital Infantil
Joana
deGusmão
no
período de 01 de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
diagnóstico pré-natal,em
número
(N) e percentual (%).Diagnóstico pré-natal
N
%
sim 2 ó,0ó Nâo 3 9,09 Não referido 28 84,85TOTAL
33 l00,00 Fonte:SAME-HU
G. 1980-2000.Dois pacientes
(6,06%)
tinham diagnóstico pre-natal de onfalocele pelaUSG,
um
delescom
idade gestacional, ao diagnóstico, de 4meses
e outro de 5meses. Três pacientes realizaram
USG
não sendo diagnosticada a presençade
onfalocele
no
momento
do
exame.Na
grande maioria dos pacientes,não
haviareferência se a
USG
pre-natal foi realizadaou
não.Tabela
X
- Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operadosno
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
periodo de 01 de janeiro de 1980 a30
dejunho
de 2000,segundo
asmalformações
associadas e sua relaçaocom
osóbitos, ein
número
(N) e percentual (%).Malformações Óbito Sobrevida Total
N
%
N
%
N
%
Com
malformações 7 35,00Sem
malformações 4 30,76 13 ó5,00 20 100,00 9 ó9,24 13 100,00 Fonte: SAME-I-IIJ G. 1980-2000.13
Tabela
XI
- Distribuiçãodos
pacientes portadores de onfalocele, operadosno
Hospital Infantil Joana de
Gusmão
no
período de Ol de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
os tipos demalformações
associadas,em
número
(N) c percentual (%).MAL1=oRMAÇÃo Assoc1ADA
N
%
Má-rotação do cólon 6 18,18 U) 0 O Ló.) Hérnia diafragmatica l Cardiopatias 8 24,24 Extrofia de cloaca 2 6,06 Meningomielocele 1 3,03 Pentalogia de Cantrell 1 3,03 Síndrome de Beckwitt-Wiedmann 2 6,06 Outras 10 30,30 Fonte: SAME-I-LUG. 1980-2000.Foram
a óbito: 1 pacientecom
má-rotação de cólon (16,66%), 5(62,50%)
com
cardiopatia congênita; 2(100%)
com
extrofia de cloaca e 1 paciente14
Tabela XII - Distribuição dos pacientes portadores de onfalocele, operados
no
Hospital Infantil
Joana
deGusmão
no
período de 01 de janeiro de1980
a30
dejunho
de 2000,segundo
o tipo de tratamento realizado e sua relaçãocom
osÓbitos,
em
número
(N) e percentual (%). Tipo de tratamento ÓbitoN
%
Sobrevida TotalN
%
%
Fechamento 1° 2 15,38 Silo 6 60,00 Enfaixamento l 100,00 Solução esclerosante 1 14,28Não
referido l 50,00 11 s4,ó2 4 40,00 0 00,00 ó 85,72 1 50,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 Fonte: SAl\/[E-HUG. 1980-2000.5.
DISCUSSÃO
A
onfalocele éuma
anomaliapouco
freqüente, caracterizada por exteriorização das alças intestinais, apresentando-se de diversos tamanhos,com
ou
sern fígadono
seu interior 1” 2.Sua
incidência é deaproximadamente
l:5000nascidos vivos 2” 6° 7” 8,
sendo afetados
mais
comumente
pacientesdo
sexo masculino 7. Neste estudo,houve
uma
predominância do
sexo feminino(60,6%)
(Tabela I), diferente
do
encontradona
literatura. Esse fato poderia ter sidoinfluenciado pelo
pequeno
número
de casos.Rowe
et al. 7 referiram que,quando
necessária a transferênciado
pacientepara
um
outro centro,devem
sertomados
os seguintes cuidados: introdução deuma
sonda
orogástrica paradescomprimir
oestômago
e evitar a deglutição de arproduzindo distensão intestinal,
que pode
interferirna
tentativa de reduçãoda
víscera por ocasião
do
reparo; transporteem
um
ambiente termicamente neutro, e o sacoda
onfalocele íntegro deve sermantido
cobertocom
um
curativoesterilizado e protegido
detrauma.
Os
curativos excessivamenteúmidos
podem
macerar
o saco e produzir diminuiçãoda
temperatura por esfriamento e perda por evaporação.Devem
ser administrados líquidos intravenosos e antibióticos parenterais.Nessa
casuística, 23 pacientes(69,69%)
eram
procedentes de outras mesorregiões de Santa Catarina, sendoque
a mortalidade foimaior
nessas crianças(39,13%) do que
nas nascidasna
grande Florianópolis(22,22%)
(Tabela II). Esseachado
sugere que a necessidadedo
transporte para outrocentro
aumenta
a mortalidade, podendo-se sugerir ainda, que talvez esses pacientesnão
tenham
recebido os cuidados preconizados para sua transferência.A
roturada
onfalocele foi relatadaem
aproximadamente
l0%
dos casos 7,ró
isoladamente, a mortalidade.
Nesse
estudo, nos27
pacientes(81,81%)
com
asmembranas
íntegras a mortalidade foi de33,33%,
enquantoque
nos 4 pacientescom
onfaloceles rotas a mortalidade foi de25%
(Tabela III).No
entanto, deve-se referir
que
2 dessas crianças,com
rotura dasmembranas, apresentavam
defeitos
pequenos
eforam
submetidas aofechamento
primário, fato descritocorno de
melhor
prognóstico 1° 15.Esses
dados
sugerem
que a rotura,isoladamente,
não
éum
fatorque
aumenta
a mortalidade.Lurie et al. H, relataram
que
existeum
consensona
literaturaque
em
fetoscorn onfaloceles gigantes
(>5cm) deva
ser realizado parto cesáreo,porém,
a maioria dos estudosnão
levouem
conta, variáveis,como
tipo e gravidade das anomalias associadas,tamanho
da onfalocele, taxa de prernaturidade, rupturado
saco lremiário durante o trabalho de parto, acesso a centros terciários de atendimento, o tipo eem
que
momento
será realizado o tratamento definitivoou
amorbidade
pós-operatória. Ernpiricamentetem
sido sugerido o parto cesáreo e as razões para isso seriamque
parto vaginal causariatrauma ou
isquemia dasvísceras abdominais, contaminação das rnesrnas pelo canal vaginal e
que
a probabilidade de distócia durante o trabalho de parto seriamaior
devido as alças exteriorizadas. Portanto, enquantoum
estudo randornizado avaliando parto cesáreo e parto vaginalnão
for realizado, a decisão deve ser tornada analisando-se cada caso junto
com
os pais e que, parto cesáreonão
é necessárioem
fetoscorn onfalocele H.
How
et al. 12, referiramque
pacientes corn defeitos isoladosda
parede ventralpodem
ser submetidos a parto vaginal, eque
apenas gestaçõescom
indicações obstétricasdevem
ser interrompidas corn cesariana.No
presente estudo, 12 pacientes(36,36%) foram
submetidos a partocesáreo. Destes, 7 pacientes
(58,34%)
sobreviveram.A
taxa de sobrevida nos pacientescom
parto vaginal foimaior (70,59%)
(Tabela IV). Essamaior
17
há vantagem
em
se realizar partos cesáreos de fetoscom
diagnóstico pré-natalde onfaloceles.
Dunn
e Fonkalsrud 14, encontraram 9 recém-nascidos prematuros (29%),dos 31 pacientes
com
onfaloceleque
estudaramem
15 anosna
Universidadede
Los
Angeles, Califórnia(UCLA).
O
baixo peso ao nascer e a insuficiência respiratória apresentadas por esses pacientesforam
descritoscomo
fatoresdeterminantes
da
sobrevida 4* 8° 23.Nessa
casuística, a prematuridade foisemelhante, 10 pacientes (30,30%), dos quais 6
(60,00%) foram
a óbito,enquanto
que
a taxa de mortalidadeno
grupo de pacientes a termo foimenor
(22,22%)
(Tabela V). Isso sugere ser a prernaturidadeum
agravante, e contribuirpara a
maior
mortalidade de recem-nascidos portadores dessa malformação.Em
relação ao conteúdoda
onfalocele,Maksoud
1referiu
que o
defeitopode
conter quantidade variável de alças intestinais,com
ou
sem flgado
no
seuinterior.
De
acordo cornDonnellan
4,quando
órgãos sólidoscomo
fígado ebaço
estão presentes dentro
do
saco hemiário, a completa redução das vísceras para dentro dapequena
cavidadeabdominal
usualmentenão
é possível equando
isso é tentado, a elevaçãodo
diafragma, a obstrução da veia cava e a pressãoaumentada
nos rinspodem
ocorrer. Insuficiência pulmonar, colapso circulatório e anúria resultamdo
excessivo esforço para colocar as vísceras dentrodo
abdômen
4.Rowe
et al. 7, referiram que, freqüentemente, o fígado(em
35%
dospacientes),
bem
corno todo trato gastrintestinal, está presente dentrodo
saco.Foram
encontrados nesse trabalho, 13 pacientes(39,39%) que
apresentavamsomente
alças intestinaisno
interiorda
onfalocele, 11(33,33%)
intestino efígado e, 4 (12,12%)
tinham
alérn de intestino e fígadono
interiordo
sacohemiário, parte
do
estômago.Em
5(15,16%) não
havia referência quanto ao conteúdodo
saco herniário (Tabela Vl).O
tamanho do
defeito foi descrito por Sabinston 6,como
sendoum
dos fatoresque
afetam o prognóstico. St-Vil et al. 8, referiram queem
casos derx
grandes onfaloceles, nas quais grande parte
do
fígado está hemiada, existeuma
maior
associação demalformações complexas
(cardíacas principalmente).Nas
onfaloceles pequenas,onde
oflgado
geralmente encontra-se dentroda
cavidadeabdominal
a sobrevida é maior.Segundo
Tsakayannis et al. 15,um
dos fatores derisco
que influenciam
a sobrevivência é otamanho
da onfalocele.Nessa
casuística, 13 pacientes
(39,39%)
apresentaram defeitos considerados pequenos. Dois destes pacientes(15,38%)
irão sobreviveram. Dezoito pacientes(54,54%)
foram
considerados portadores de grandes onfaloceles, dos quais 8(44,44%)
foram
a Óbito (Tabela VII). Portanto, essesdados sugerem que
otamanho
do
defeito está relacionado
com
a taxa de mortalidade, estando de acordocom
aliteratura pesquisada 6° 8” 15.
Donellan 4, referiu
que
a maioria dos recém-nascidoscom
onfaloceletêm
peso
acima
de 2500g, sendo o peso de nascimento consideradoum
dos fatoresprognósticos 23.
Nesse
trabalho, 6 pacientes(18,18%)
apresentaram baixopeso
ao nascimento, e 2 destes
(33,33%) foram
a óbito.A
grande maioria,26
(78,78%) nasceram
com
peso normal, e neste grupo,9 (34,61%) não
sobreviveram (Tabela VIII). Esse
achado
sugereque
o peso de nascimento, isoladamente,não
influencia na mortalidade.Em
relação ao diagnóstico antenatal, St-Vil et al. 8 referiramque
aquelespacientes
com
diagnóstico antecipado de onfalocelepodem
estar associados aum
pior prognósticoque
aquelescom
diagnóstico pós-natal. Istopode
serexplicado pelo fato
que
grandes onfaloceles, corn fígado fora da cavidade abdominal, são mais facilmente detectáveis pelaUSG
fetal etêm
mais
anomalias associadas que
ameaçam
a vida. Entretanto, de acordocom
Fisher etal. 9, o uso corrente
do
exame
deUSG
durante o pré-nataltem
resultado eindetecção precoce de muitas anormalidades fetais,
com
a possibilidade deintervenção
médica
durante a gravidez, corno o término da gestação, rnanipulação fetalou
plano de parto.No
presente estudo apenas 5 pacientes19
(15,15%)
realizaramUSG,
sendo diagnosticado a presença demalfonnação
somente
em
2 pacientes(6,06%)
(Tabela IX).A
presença demalformações
associadas e anomaliascromossômicas
sãofatores
que
afetam o prognóstico,segundo
Maksoud
1.De
acordocom
Rowe
et al. 7, a mortalidade está diretamente relacionadacom
a gravidade dos defeitoscoexistentes e a presença de síndromes cromossômicas. Crianças
com
síndromes
cromossômicas
e aquelascom
pentalogia de Cantrelltêm
mortalidadesignificativa,
em
tomo
de75%
7.Nesse
estudo,20
pacientes(60,60%) tinham
malformações
associadas e destes, 7 pacientes(35,00%) foram
a Óbito,enquanto
que dos 13 pacientes
(39,40%)
sem
malfonnações, 4 (30,76%)
não
sobreviveram (Tabela X).
Dos
33 pacientes, 6(18,18%) tinham
má-rotaçãodo
cólon associada e destes, 1
(16,66%)
foi a Óbito. Oito(24,24%)
dos 33apresentavam cardiopatias associadas e, dos 8
com
problemas
cardíacos, 5(62,50%) foram
a Óbito.Dois
pacientes (6,06%)com
extrofia de cloacaforam
aóbito (100%).
Um
paciente(3,03%) que
apresentava pentalogia de Cantrell,também
foi a Óbito(100%)
(Tabela XI). Essesdados sugerem que não
é a associaçãocom
outramalformação
a responsável pela mortalidade, e sim a gravidade damalformação
associada.Para os
pequenos
defeitos da parede abdominal, Donnellan 4 referiuque
o tratamento de escolha é ofechamento
primário. Entretanto,segundo
Nuchtem
et al. 2°, grandes defeitos, especialmente os
que contêm
fígado tornam-seum
desafio. Este desafio écomposto
pela presença de anomalias associadasque
podem
vir a seruma
causa importante demorbidade
e mortalidade nesta população de pacientes.O
fechamento
primário de grandes onfalocelesaumenta
a pressão intra-abdominalpodendo
resultarna compressão do
figado,da
veia cava inferiorou
veias hepáticas ecom
falênciapulmonar
e renal 17° 20. Váriosmétodos
de tratamentotêm
sidoempregados
nestes casos, variando desde o uso de substâncias esclerosantes, colocação de prótese de siliconeou
usode
uma
20
faixa de velcro
comprimindo
o defeito para obter sua redução até ofechamento
definitivo, de acordo
com
DeLuca
et al. 17.Nesse
estudo, 13 pacientes(39,39%)
foram
submetidos afechamento
primário e apenas 2(15,38%) foram
a Óbito.Ein 10
(30,30%)
foi utilizada prótese de siliconeou
silo e, nestes pacientes, ataxa de mortalidade foi
maior (60,00%) que no
grupo anterior.Apenas
1(3,03%) foi submetido a enfaixainento, evoluindo para Óbito. Ein 7
(21,21%)
foram
utilizadas soluções esclerosantes e neste grupo, apenas 1 paciente(14,28%)
foi a Óbito (Tabela X11).De
acordocom
esses resultados, pode-sesugerir
que
o tratamento conservadorcom
uso de soluções esclerosantes, nas onfaloceles voluinosas, éum
método
seguro e relacionado a baixa mortalidade. Para ospequenos
defeitos,o
ideal é ofechamento
primário, pois apresenta baixa taxa de mortalidade. Já, o tratamentocom
uso de prótese de siliconeou
silo, foio
que
apresentou o pior resultado,embora
não
se possatomar
essedado
como
único responsável pelas mortes ocorridas nestes pacientes portadores de grandes
onfaloceles.
O
presente trabalho procurou contribuircom
o esclarecimento dosprincipais fatores de risco
que
estão associados a mortalidadeem
recém-
nascidos
com
onfalocele. Finalmente, espera-se que esse estudo possa servir de alerta para os fatores que influenciamna
mortalidade dos pacientes portadores de onfalocele, e quepodem
serminimizados tomando-se
condutasadequadas
a cada caso.6.
CONCLUSÕES
A
prematuridade está relacionadacom
maior
taxa de mortalidade.A
necessidade de transporte paraum
centro de atendimento especializado,o
tamanho
da onfalocele e a associaçãocom
malformações
graves, são fatoresque
podem
aumentar
a mortalidade.O
fechamento
primário naspequenas
onfaloceles, e o uso de soluções esclerosantes nas grandes, são boasopções
de tratamento.7.
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AR. Manual
of
NORMAS
ADOTADAS
Este trabalho foi digitado
segundo
asnormas da
resolução n°003/00 do
colegiado
do
curso de graduaçãoem
medicinada
Universidade Federal de SantaRESUMO
O
objetivo deste estudo foi analisar os fatoresque influenciaram na
mortalidade dos pacientes portadores de onfalocele.
Foram
analisados 33 pacientes atendidosno
Hospital Infantil Joana deGusmão
entre janeiro de1980
e
junho
de 2000. Treze pacientes (39,4%)eram meninos
e20
(60,6%) meninas.Da
grande Florianópolisforam
atendidos 9 pacientes, 2(22,22%) foram
a Óbito,enquanto
que
9(39,13%)
pacientes transferidos de outras regiõesforam
a óbito.Membranas
íntegras estavam presentesem
27
pacientes(81,81%)
eem
4(12,12%)
rotas;somente
l(25%)
dessas foi a óbito. Partos vaginaisocorreram
em
12 crianças,com
5(41,66%)
óbitos.A
mortalidade entre os pacientes nascidos de parto cesáreo foi de29,41%.
Dos
nascidos pré-termo, 6(60,00%)
foram
a Óbito; pacientes nascidos atermo
tiveramuma
menor
mortalidade, eintorno de
22,22%.
Treze pacientes apresentavampequenas
onfaloceles,com
2Óbitos
(15,38%)
neste grupo; 8(44,44%)
dos pacientes corn grandes onfalocelesforam
a óbito. Dois pacientes(33,33%) que nasceram
corn baixo pesoforam
aÓbito e 9
(34,61%)
dos nascidosacima
de 2500g.Nos
20
pacientes(60,60%)
corn
malformações
associadas, 7(35,00%) foram
a óbito; pacientessem
inalforrnação associada apresentaram 4 óbitos.Fechamento
primário e usode
soluções esclerosantes tiveram mortalidade semelhante,
15,34%
e14,28%
respectivamente. Conclui-se
que
a necessidade de transporte para centrosespecializados,
tamanho
da onfalocele, prematuridade emalformações
graves associadas são fatores queaumentam
a mortalidade.SUMMARY
The
aim
of this studywas
to analyse the factors that influence the mortality of infants with omphalocele. Thirty-three pacients carried out inHospital Infantil
Joana
deGusmão
between
January1980
to June2000
were
evaluated. Thirteen pacients (39,4%)were males and 20
(60,6%) females.Nine
came
from
Florianópolisand
near regions, 2(22,22%)
of these died; 23were
transferredfrom
others regions,and
9(39,13%)
died.The membranes
were
intacts in27 (81,81%)
patients; 4(12,12%) had
rupture ones, and 1(25%)
of
these died. Vaginal delivery occurred in 12 cases, with 5
(41,66%)
deaths.Among
the childrenwho
had
cesarean delivery, mortality ratewas
29,41%.
Sixpremature patients
(60%)
did not survive, babieswho
were
bom
withgestacional age
above 38
weeks,had
lower mortality rates, 22,22 percent.Thirteen babies
had
srnall omphaloceles, with 2(15,38%)
deaths in this group; 8(44,44%)
patients with large ones died.Regarding
birth weight, 2(33,33%) of
those with
low
weight at birth,and
9(34,61%)
of those withmore
than 2500g,died.
Of
the20
patients(60,60%)
with associated abnormalities, 7(35%)
died; in the group of infants without other malfonnations therewere
4 deaths.Primary
closure
and
the use of escharotic agentsshowed
similar mortality,15,34%
and
14,28%
respectively.The
need
of transporting to specialized centers, sizeof
omphaloceles, prematurity
and
serious associated rnalforrnations are conditionsAPÊNDICE
1 ) Nome
Ficha de coleta de dados
2) Registro 4) Procedência 6) IG ao diagnóstico 10) Peso ao 12) Tamanho 16) Complicações 3) Sexo 5) Diagnóstico 7) Marcadores ) pre-termo C1 1 3) Conteúdo intestino
14) Tipo de tratamento fechamento 1°
conservador soluções esclerosantes uso de tela
enfaixamento
15) Malformações associadas má rotação do cólon hémía diafragmática cardiopatias atresia do cólon fissura vésico-intestinal emrofia de bexiga extrofia de cloaca ânus imperfurado meningomielocele
pentalogia de Cantrell (defeitos do
masculino 11 feminino E
pré-natal sim U não D
Fetais sim U não E1
8) Tipo de parto cesáreo E normal 1] 9 ' termo ln ` pó s-tenno E nascimento 1l)Onl`alocele integra E1 rota E P E1 G E U ñgado E outros 1] [EÍJ ` n° de trocas 1351151511135 D I]
estemo, diafragma, pericárdio e malformações cardíacas - ectopia cordis
) E síndrome de Beckwitt-Wiedemann hipoglicemia) trissomias 13-15 16-18 outras ( macroglossia, gigantismo e Ú Ú E 17) Evolução 1 8) Observações
TCC
UFSC
PE
0451 Ex.l Nflham TCC UFSC PE 0451 Autor Arlsa, AlessandroTnulo Onfalocele anahse de 33 caso
4 972805735 Ac 2540 Exl UFSC BSCCÊM