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Academic year: 2021

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PROPPI / DOT

DOI: 10.20985/1980-5160.2020.v15n2.1629

ISSN: 1980-5160

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO VERDE NAS ORGANIZAÇÕES:

UMA VISÃO ESTRATÉGICA

Raul Carlos Costa Queirós raulcarlos@gmail.com

Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Mirian Picinini Méxas mirian_mexas@id.uff.br

Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil. Geisa Meirelles Drumond gmdrumond@id.uff.br

Universidade Federal Fluminense – UFF, Niterói, Rio de Janeiro, Brasil.

RESUMO

Contexto: O crescimento da Tecnologia da Informação (TI) gera impactos ambientais. Be-nefícios de práticas de TI Verde. Diminuição de impactos ambientais. TI Verde no plane-jamento estratégico.

Objetivo: Mapear a percepção de especialistas, coordenadores e gestores de TI quanto às práticas de TI verde nas organizações e o seu posicionamento estratégico.

Desenho/Metodologia/Abordagem: Foi realizada uma revisão da literatura que funda-mentou uma pesquisa de campo aplicada a 97 gestores e especialistas de TI de orga-nizações, a maioria do estado do Rio de Janeiro e São Paulo, dos mais variados ramos de negócios, no período de dezembro/2018 a janeiro/2019. Os dados foram analisados através de estatística descritiva e de quatro cruzamentos dos resultados sobre práticas de TI Verde, planejamento estratégico e metas ambientais.

Resultados: Observou-se que menos da metade das organizações não tratam a TI Verde como um item estratégico, não a incluindo em seu planejamento estratégico, em sua po-lítica ambiental, e não criando metas ambientais.

Implicações práticas: Espera-se que esta pesquisa contribua, demonstrando a importân-cia de reduzir os impactos ambientais, os benefícios das práticas de TI Verde, além de oferecer novas soluções às organizações.

Originalidade/valor: A TI Verde não é tratada de maneira estratégica, o que causa um contraponto: a TI é uma área imprescindível para o negócio e geradora de vantagem com-petitiva, porém não tem os seus impactos ambientais tratados estrategicamente.

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1. INTRODUÇÃO

A evolução da área de Tecnologia da Informação (TI) transformou-se em um ativo estratégico, em um mercado global e competitivo. A relação que era de área suporte passou para um enlace quase que indissolúvel e, em alguns momentos, transformando o modelo de negócio (Oliveira et

al., 2012).

O desenvolvimento da TI veio acompanhado de um preço a ser pago, sendo o impacto ambiental. Desse modo, sur-giram novos valores sociais e os produtos ecologicamente corretos, os ditos produtos “verdes”, que visam a redução dos impactos ambientais nos desenvolvimentos de produtos e serviços (Lunardi et al., 2014).

A sustentabilidade das operações está emergindo como uma grande preocupação para a alta gestão, para os investi-dores institucionais e os formulainvesti-dores de políticas em todo o mundo. Os gestores estão interessados em sustentabilidade por causa de suas preocupações sobre o impacto ambien-tal, as implicações para a futura lucratividade e a reputação da empresa entre as partes interessadas, tais como: clien-tes ambientalmente conscienclien-tes, funcionários, parceiros da cadeia de suprimentos e investidores (Khuntia et al., 2018).

Nessa necessidade de valorização do meio ambiente, sem prejudicar a vantagem competitiva oriunda da TI, surge a TI Verde (Green IT), que se configura como práticas para a apli-cação inteligente da TI, utilizando a energia com eficiência e de maneira ecologicamente correta, a fim de diminuir os im-pactos ambientais em toda a organização (Salles et al., 2013).

A TI Verde busca impactar a TI em todo o seu ciclo de vida, na fabricação dos equipamentos, utilizando menos componentes tóxicos, na sua utilização inteligente e, por fim, no descarte correto (Salles et al., 2013).

A TI Verde também vem causando uma reengenharia dos produtos e serviços de TI, visando aumentar a eficiência e atender os novos requisitos de conformidade (Pollard, 2016).

Muitas organizações começam a pensar com base no tri-pé da sustentabilidade: econômico, social e ambiental. Com isto, incluem a TI Verde em suas práticas para atingir metas estratégicas e ambientais (Salles et al., 2013).

Vale ressaltar que a responsabilidade socioambiental deixou de ser uma opção para as organizações, tornando--se uma questão de visão, de estratégia e, muitas vezes, de sobrevivência. Neste contexto, o gerenciamento inteligen-te da TI pode ser uma alinteligen-ternativa às organizações, não só para minimizar os danos causados ao meio ambiente, mas para melhorar a efetividade do consumo de energia elétri-ca, diminuir o descarte de equipamentos e reduzir os custos

operacionais do negócio, além de desenvolver um ambiente organizacional sustentável em harmonia com os anseios da sociedade atual (Salles et al., 2013).

Em decorrência desse contexto, as empresas vêm emitin-do relatórios de sustentabilidade, os quais orientam sobre a TI Verde e apresentam os objetivos, as metas, os indicadores e os resultados destas práticas.

Neste mesmo movimento embarcaram as universidades, cidades e até países, indicando em documentos oficiais prá-ticas para redução do impacto ambiental da TI, o que mostra que a preocupação transcende as organizações comerciais e passa a ser uma preocupação de todos os que utilizam a TI.

Ainda assim, a grande maioria das organizações não pen-sa, planeja ou executa práticas de TI Verde, ou, quando exe-cuta, não o faz em função dos riscos ambientais. Da mesma forma, os motivadores das práticas da TI Verde não são tão conhecidos como se deveria, mesmo que tais práticas resul-tem em redução de custos (Salles et al., 2013).

Dentro deste contexto, esta pesquisa de abrangência na-cional, tem o objetivo de mapear a percepção de especialis-tas, coordenadores e gestores de TI quanto às práticas de TI verde nas organizações e o seu posicionamento estratégico, e mensurar a sua utilização.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

Alguns conceitos fundamentais relacionados à sustenta-bilidade empresarial, à TI, seus impactos ambientais e algu-mas iniciativas de TI Verde (Green IT) são apresentados nas subseções seguintes.

Sustentabilidade empresarial

Os conceitos de responsabilidade socioambiental ou sus-tentabilidade empresarial, na prática, são pautados pela éti-ca e transparência na gestão dos negócios e apontam que uma organização deve ter seus resultados mensurados em três esferas inseparáveis: econômica, social e ambiental. É com base nesse tripé que as empresas devem orientar as suas decisões. Ou seja, a ética nos negócios ocorre quando as decisões de interesse da empresa também respeitam os direitos, os valores e os interesses relacionados aos impac-tos gerados por ela, seja na sociedade, no meio ambiente ou no futuro da própria organização (Pereira, 2007).

Existem vários índices ao redor do mundo que classificam as empresas de acordo com a sua responsabilidade socioam-biental. A maioria analisa as empresas que têm ações na bol-sa de valores, verificando dados econômicos, desempenho

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ambiental e social, avaliação de governança corporativa, gestão de risco, mitigação da mudança climática e práticas trabalhistas. É através dessas informações que classificam estas empresas como sustentáveis ou não.

Dessa forma, os acionistas saberão se estão adquirindo ações de empresas sócias ambientalmente corretas e quais as vantagens que elas terão em adquiri-las. A análise envolve quesitos como: política de anticrime e fraudes, gerenciamen-to da marca, CRM (Cusgerenciamen-tomer Relationship Management), engajamento com públicos estratégicos, gerenciamento de fornecedores, riscos e oportunidades nos negócios, política ambiental, inclusão financeira, desenvolvimento do capital humano, indicadores de práticas laborais e direitos huma-nos, além de retenção e atração de talentos. Nota-se que para se tornar sustentável, as empresas devem demonstrar ética nas relações com funcionários, clientes, fornecedores, parceiros e respeito com o meio ambiente por meio de suas práticas diárias (Nanni; Passos, 2014).

O envolvimento das organizações com questões socioam-bientais pode se transformar em oportunidades de negó-cios, contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos

stakeholders, preservando os recursos naturais e gerando vantagem competitiva. Assim, empresas proativas anteci-pam a busca pelas melhores alternativas para transformar questões ambientais em questões de negócios. Tais inicia-tivas convergem para potencializar mudanças organizacio-nais, que se iniciam pelas estratégias organizacioorganizacio-nais, culmi-nando com a parte prática e estruturada em grande parte pela equipe de TI, responsável por concretizar o estado da empresa por meio de processos e tecnologias. Mudanças de visão, de posição e dos produtos visam alterar a direção para a qual a organização está voltada (mudança de estratégia), refletindo em mudanças (Salles et al., 2013).

A integração dos processos de negócio da empresa e a Responsabilidade Social das Empresas (RSE) estão direta-mente ligadas ao desempenho da organização e da criação de uma vantagem competitiva (Bohas; Poussing, 2016).

A intensidade da adoção de práticas de TI Verde é a me-dida que uma organização as incorpora em suas estratégias de prevenção da poluição, gestão de produtos e desenvolvi-mento sustentável (Ainin et al., 2016).

Tecnologia da informação e seus impactos ambientais

A rapidez da queda dos custos em TI e o aumento da efi-ciência e da velocidade dos sistemas e equipamentos repre-sentam a mudança nas organizações. O negócio está cada dia mais dependente da área de TI, na qual ela se tornou, além de estratégica, uma vantagem competitiva (Marques; Lazzarini Neto, 2002).

Alguns autores mostram a utilidade da análise da cadeia de valor de Porter para melhor visualizar onde ocorre a co-nexão entre a TI e o negócio da empresa e, consequente-mente, identificar procedimentos para adequação das orga-nizações às possíveis mudanças (Balarine, 2002).

O contínuo crescimento do uso da TI fez surgir uma preo-cupação relacionada às questões ambientais ligadas ao mau uso e ao descarte dos equipamentos eletrônicos. Somados os gastos necessários para manter a infraestrutura de TI com servidores, computadores, monitores e demais periféricos funcionando adequadamente, a área de TI representa a ter-ceira maior fonte de consumo de energia dentro das gran-des empresas (Salles et al., 2013). O outro lado do consumo de energia pode variar conforme os diversos estágios de desenvolvimento econômico, podendo o aumento de con-sumo ser positivo, mostrando um crescimento econômico (Rahimi; Rad, 2017).

Outro impacto ambiental que resulta nas mudanças cli-máticas é a crescente emissão de CO2 pelos servidores, que hoje está monitorada e se encontra em frequente evolução (Kern et al., 2015).

A preocupação com o impacto na TI é tão grande que até os sistemas embarcados dos carros estão sendo analisados com o objetivo de diminuir o consumo de combustível fóssil e a emis-são de CO2 na atmosfera (Matamoros de Luis et al., 2015).

As empresas já perceberam que ficar apenas na preocu-pação não obtém resultado. Por isso, já começam a partir para a ação, principalmente quando o assunto é o esgota-mento do desenvolviesgota-mento tecnológico tradicional, envol-vendo descarte do lixo eletrônico e o desperdício de energia decorrente da deficiência de processamento ou mau uso dos recursos disponíveis (Ferreira; Kirinus , 2010).

TI Verde (Green IT)

Definem-se iniciativas de TI Verde como investimentos na TI e na sua implantação, uso e gerenciamento, a fim de mi-nimizar o impacto negativo ambiental de TI, das operações de negócios e dos produtos e serviços dos usuários finais (Loeser et al., 2017).

Em alguns casos, as práticas de TI Verde criam nichos es-pecíficos de produtos, como o mercado de e-book, sobre o qual as editoras aumentaram a percepção da sua compati-bilidade ambiental, reduziram os custos de produção, dimi-nuíram os impactos ambientais e satisfizeram os crescentes clientes ambientalmente pensativos (Hsu et al., 2017).

Alguns termos são utilizados para se referir à TI Verde: Computação Verde, Tecnologia da Informação e

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Comunica-ção (TIC) para o meio ambiente, e TI para o meio ambiente e sustentabilidade (Asadi et al., 2017).

O capital da TI Verde é composto por três dimensões: (1) TI verde capital estrutural, que se refere à infraestrutura de TI verde, incluindo hardware, software, rede e tecnologia da informação, estabelecida sob o conceito de greening; (2) TI verde capital humano, que se refere à capacidade e expe-riência da equipe de TI em possuir conhecimento profissio-nal verde e uma compreensão de conservação de energia em tecnologia, bem como o desenvolvimento pessoal com capacidades de TI verde, através de treinamento e educa-ção; e (3) TI verde capital relacional, referindo-se ao geren-ciamento de TI verde e a relação das empresas com parceiros e usuários, adotando um conceito de proteção ambiental na oferta de produtos e serviços (Chuang; Huang, 2015).

Inúmeras ações podem resultar na diminuição do im-pacto ambiental, por exemplo, a virtualização de servido-res, segundo a qual os recursos físicos de um servidor são compartilhados por vários servidores virtuais, minimizando o gasto de energia; a redução ou eliminação de impressões; a mudança de processos de aquisição de novos equipamen-tos para que atendam requisiequipamen-tos ambientais; e a diminuição da pegada de CO2, como desligamento de computadores em momentos ociosos (Nanni; Passos, 2014).

Juntamente com estas ações, conta-se também com as motivações morais e sociais na utilização de dispositivos de TI para diminuição dos impactos ao meio ambiente, levan-do-se em conta à iniciativa de cada indivíduo (Koo et al., 2015). Deste modo, as organizações devem elaborar progra-mas de sensibilização sobre questões de TI Verde para seus empregados (Akman; Mishra, 2015). Além da sensibilização, as organizações devem fazer uma avaliação para saber se

o seu ambiente está preparado para a adoção das práticas de TI, analisando fornecedores, concorrentes, investidores, parceiros de uma empresa e clientes (Alkali et al., 2017).

As iniciativas de TI Verdes, realmente eficazes, tendem a exigir a colaboração inter organizacional, sendo fundamen-tal para os resultados na quantidade e escala necessárias para o resultado esperado (Oakleaf, 2015).

Existem outras divisões das práticas de TI Verde adotadas pelas organizações, que são classificadas com maior deta-lhamento no Quadro 1, relacionando o foco de atuação em sete categorias gerais: práticas de conscientização,

datacen-ter verde, descarte e reciclagem, fontes alternativas de ener-gia, hardware, software e impressão.

Embora algumas dessas práticas exijam elevados investi-mentos, especialmente aquelas ligadas aos datacenters, às fontes alternativas de energia e à substituição de equipa-mentos obsoletos por novos, boa parte dessas práticas de sustentabilidade pode ser adotada sem que a saúde finan-ceira da empresa seja comprometida, apenas dependendo do esforço, da vontade dos usuários e do apoio e direciona-mento da organização (Dolci et al., 2015).

Com os impactos ambientais da TI, vislumbra-se a Gover-nança de TI Verde, que requer a inclusão de novos atores, controles e métricas, assim como novos indicadores, princi-palmente no Control Objectives for Information and related

Technology (COBIT), que objetiva assegurar que os recursos de TI estejam alinhados com a organização e possam avaliar a responsabilidade socioambiental, atendendo aos padrões in-ternacionais técnicos, profissionais e regulatórios específicos para processos de TI. Já a Information Technology

Infrastruc-ture Library (ITIL), biblioteca que reúne as melhores práticas Quadro 1. Práticas de TI verde

Prática Descrição

Virtualização de servidores

Técnica que permite rodar, simultaneamente, mais de um sistema operacional em um único equipa-mento físico. Isto diminui a capacidade de processaequipa-mento ociosa em cada servidor e permite reduzir

o tamanho (número de servidores) e, portanto, o consumo dos data centers. Embora essa inovação tenha sido desenvolvida originalmente para poupar custos com máquinas e espaço físico, ela se revelou

vantajosa também para a economia de recursos naturais.

Paperless Identificação e eliminação do uso utilização desnecessário de papel.

Descarte correto do lixo

eletrônico Descarte que não impacte o ambiente, encaminhando o processo correto de retirada dos materiais tóxicos destes equipamentos.

Reutilização da água Reutilização de água do resfriamento do datacenter para o uso na empresa.

Gestão de equipamentos Baseada em função e recursos, a gestão de equipamentos adequa os seus recursos a sua função na em-presa, aumentando o seu ciclo de vida na empresa e otimizando as compras de novos equipamentos. Gestão de energia Práticas de economia de energia, como a implantação de descanso de tela, modo standy by e hibernação do equipamento, com o objetivo de economizar energia Energia alternativa Utilização de energias alternativas para abastecimento dos datacenters e equipamentos utilizados nas organizações.

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da indústria e serviços de TI, deve se adequar tendo que pro-visionar os custos de uma nova infraestrutura verde. Os mo-delos citados podem ser úteis na estruturação organizacional, nos processos e nas lideranças, com o objetivo de garantir que a TI suporte e auxilie as estratégias das organizações e a inclu-são da sustentabilidade em seus objetivos (Richter, 2013).

3. METODOLOGIA DA PESQUISA

Este estudo tem como missão compreender os fatores relacionados à adoção de práticas de TI Verde nas organi-zações e entender o que otimizar, sendo este um trabalho classificado como pesquisa exploratória que, segundo Gil (2010), tem o intuito de aumentar a familiaridade com o problema e torná-lo mais explícito.

Esta pesquisa também é considerada qualitativa e quan-titativa, que, de acordo com Gray (2012), abre a possibilida-de possibilida-de dois tipos possibilida-de análise possibilida-de dados: numérica e estatística para os dados quantitativos; e textual temática para os da-dos qualitativos.

Para um melhor entendimento do método adotado nes-ta pesquisa, a seguir estão relacionadas as principais enes-tapas que a compõem:

• Etapa 1: Uma revisão da literatura foi realizada para identificar as principais práticas de TI verde e seus benefícios.

• Etapa 2: A partir da revisão da literatura, foi ela-borado um questionário que foi submetido a 97 profissionais de TI de empresas dos mais variados modelos de negócio, que estudaram MBA em duas grandes instituições brasileiras.

• Etapa 3: Antes de aplicar o questionário, foi realiza-do um pré-teste com um representante de cada tipo de respondente, não havendo mudanças no conteú-do, apenas pequenos ajustes.

• Etapa 4: Os dados foram coletados por meio dos questionários e tabulados para se obter o perfil e a percepção dos respondentes.

• Etapa 5: Foram realizadas três análises de resulta-dos: perfil dos respondentes, perfil de planejamento estratégico e perfil de TI Verde.

• Etapa 6: Foram realizados quatro cruzamentos de al-guns resultados: entre a utilização do planejamento estratégico e a existência de metas ambientais; en-tre a existência de políticas ambientais e o conheci-mento das práticas de TI verde; entre práticas de TI

Verde e virtualização de servidores; e entre práticas de TI verde e descarte de lixo eletrônico.

• Etapa 7 Finalmente, na consolidação da pesquisa, foram descritas as conclusões e propostas para tra-balhos futuros.

Caracterização dos sujeitos da pesquisa

A amostra foi composta por 97 respondentes, sendo o questionário enviado para um mailing de 5.000 profissio-nais, ex-estudantes de MBA de duas grandes instituições brasileiras localizadas no estado do Rio de Janeiro.

Os respondentes foram divididos em dois grupos, com o objetivo de se obter diferentes visões, conforme apresenta-do no Quadro 2. No primeiro grupo, composto apenas apresenta-dos gerentes de TI, buscou-se uma visão estratégica, enquanto o segundo grupo, composto de coordenadores e especialistas de organizações dos mais variados ramos de negócio, trouxe uma visão tático/operacional.

Quadro 2. Caracterização dos sujeitos da pesquisa

# Grupo Descrição

1 Gerentes de TI responsáveis por todo o Gestores da área de TI, planejamento e sua execução. 2 Especialistas de TICoordenadores e de TI, responsáveis pela execução Líderes e Especialistas da área

das atividades.

Fonte: Os próprios autores.

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

O objetivo da aplicação do questionário foi obter dos pro-fissionais de TI a percepção dos pontos levantados na litera-tura sobre a TI Verde, conforme exposto na sequência.

Perfil dos respondentes

Foram entrevistados 97 profissionais, os quais estão di-vididos entre os seguintes perfis profissionais, conforme a tabela 1.

Tabela 1. Perfil profissional dos respondentes

Perfis Quantidade %

Coordenador de TI 15 15,4%

Especialista de TI 49 50,5%

Gestor de TI 28 28,9%

Outros 5 5,2%

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Nota-se que na Tabela 1 apenas cinco respondentes não se encaixam nos perfis planejados da pesquisa, o que re-presenta apenas 5,2% do total. Com este cenário, o nível de confiança nos dados coletados aumenta de maneira signifi-cativa, ficando dentro do que foi planejado, com os demais perfis compreendendo 94,8%.

A Tabela 2 indica a distribuição dos entrevistados segun-do a localização das empresas onde trabalham..

Tabela 2. Perfil de localização das empresas dos profissionais entrevistados Localização Quantidade % Rio de Janeiro 64 66,0% São Paulo 17 17,5% Outros estados 13 13,4% EUA 3 3,1%

Fonte: Os próprios autores.

A maioria dos respondentes trabalha no Rio de Janeiro (66%), seguido por São Paulo (17,5%) e os demais estados (13,4%). Completando a distribuição, a pesquisa obteve três respondentes dos EUA, os quais representam 3,1% do to-tal. Um ponto a mais nesta caracterização é que 49,5% das empresas nas quais os entrevistados trabalham são de con-sultorias e serviços de TI; os demais respondentes (50,5%) estão pulverizados em empresas de educação, petróleo e gás, saúde, terceiro setor e outros.

Na Tabela 3 é demonstrado mais um item positivo: 70,1% dos profissionais têm mais de 10 anos de experiência na área de TI; no outro extremo - profissionais com pouquís-sima experiência (menos de 1 ano) - representam uma par-cela bem pequena (2,1%). Os demais são divididos entre os que têm de 1 a 5 anos, com 15,4%, e os que têm de 5 a 10 anos de experiência (12,4%). Em outra perspectiva, o grupamento daqueles que tem experiência superior à cinco anos compreende 82,5% dos respondentes. Os menos ex-perientes, com tempo de experiencia inferior a cinco anos, compreendem apenas 17,5% dos respondentes. Conclui-se que a maior parte dos respondentes são profissionais com bastante experiência e suas respostas representam o perfil da TI das organizações.

Tabela 3. Perfil dos respondentes por experiência

Experiência Quantidade %

Menos de 1 ano 2 2,1%

De 1 a 5 anos 15 15,4%

De 5 a 10 anos 12 12,4%

Mais de 10 anos 68 70,1%

Fonte: Os próprios autores.

Perfil de planejamento estratégico

Com o grande grau de incerteza dos mercados, as em-presas cada vez mais buscam se planejar, traçar objetivos e metas para um determinado período de tempo, assim como utilizar processos de governança, de TI e corporativa. Na pesquisa, buscou-se verificar se as organizações possuem um planejamento estratégico.

A Tabela 4 retrata exatamente a preocupação com a estratégia da empresa, sendo que 81,5% dos responden-tes afirmaram que as empresas nas quais atuam possuem planejamento estratégico, enquanto 11,3% afirmaram que as empresas não possuem um planejamento estratégico, e 7,2% desconhecem se existe ou não esse planejamento. Deve-se ressaltar que não foi objeto desta pesquisa medir o grau de maturidade desse planejamento, mas apenas a existência desse processo na empresa, sendo um item mui-to importante nesse momenmui-to de incertezas nos mercados globais.

Tabela 4. Utilização do planejamento estratégico

Sua empresa possui

Planejamento Estratégico? Quantidade %

Desconheço 7 7,2%

Não 11 11,3%

Sim 79 81,5%

Fonte: Os próprios autores.

Outro item da pesquisa é a verificação da preocupação com o meio ambiente pelas empresas. As preocupações são: se a sustentabilidade está incluída em seu planejamento es-tratégico, se existem metas ambientais, se existe uma polí-tica ambiental e se é exigida polípolí-tica ambiental de parceiros e fornecedores. Com estes pontos, foram mostradas as reais preocupações com o meio ambiente.

O primeiro ponto a se verificar foi se existem itens sobre sustentabilidade no planejamento estratégico. A Tabela 5 mostra que mais da metade das empresas possuem itens de sustentabilidade em seu planejamento estratégico (52,6%). Porém, 35% das empresas não possuem estes itens e 12,4% dos respondentes desconhecem se existe ou não algum pla-nejamento.

Tabela 5. Itens de sustentabilidade no planejamento estratégico

O planejamento estratégico possui itens relacionados com

sustentabilidade? Quantidade %

Desconheço 12 12,4%

Não 34 35%

Sim 51 52,6%

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Para que se possa medir e controlar a evolução dos objetivos ambientais é necessário definir metas a serem atingidas. Por isso, verificar se existem metas ambientais é bastante relevante. Os números encontrados na pesqui-sa mostram que 40,2% das emprepesqui-sas possuem metas am-bientais e 43,3% não possuem, além de 16,5% desconhe-cerem se possuem. Ou seja, os números de quem possui ou não metas são bem parecidos, conforme apresenta a Tabela 6.

Tabela 6. Utilização de metas ambientais

A empresa possui metas

ambientais? Quantidade %

Desconheço 16 16,5%

Não 42 43,3%

Sim 39 40,2%

Fonte: Os próprios autores.

Questionados sobre a exigência organizacional de os par-ceiros de negócio e fornecedores possuírem uma política ambiental, 20,6% disseram que as empresas exigem, 49,5% disseram que não exigem e 29,9% não souberam responder (Tabela 7).

Tabela 7. Política ambiental para parceiros e fornecedores

A empresa exige política ambiental dos seus parceiros e

fornecedores? Quantidade %

Desconheço 29 29,9%

Não 48 49,5%

Sim 20 20,6%

Fonte: Os próprios autores.

Perfil de TI Verde

Neste ponto, a pesquisa visou levantar os perfis das em-presas quanto ao conhecimento e utilização das práticas de TI Verde, abrindo espaço também para sugestões neste as-sunto.

Inicialmente foi verificado se as empresas tinham conhe-cimento sobre TI Verde. Os que afirmaram conhecer as prá-ticas somaram 42 (43,3%) e os que disseram não conhecer corresponderam a 52,6% (Tabela 8).

Tabela 8. Conhecimento das práticas de TI verde

Você conhece as práticas

de TI Verde? Quantidade %

Desconheço 4 4,1%

Não 51 52,6%

Sim 42 43,3%

Fonte: Os próprios autores.

Na Tabela 9, pode-se observar os perfis de utilização das práticas de TI Verde, que diferem entre as empresas, segun-do os respondentes. Sob o ponto de vista positivo, desta-cam-se as práticas de gestão de energia e de virtualização, sempre utilizadas ou utilizadas com frequência por 67,0% e 55,7%, respectivamente.

Os destaques negativos são as práticas de energia alter-nativa e reutilização de água, as quais nunca são utilizadas por 64,9% e 63,9% das empresas, nesta ordem.

Análises cruzadas

Visando o aprofundamento das análises e a averiguação das relações entre elementos, alguns dados foram cruzados, com posterior análise baseada na estratégia das organiza-ções e na TI Verde, que se interagem e se influenciam.

Tabela 9. Práticas de TI verde

Práticas de TI Verde Nunca utiliza Pouco utiliza Sempre utiliza Utiliza com frequência Utiliza em alguns casos

Virtualização 12,4% 11,3% 22,7% 33,0% 20,6%

Paperless 14,4% 32,0% 20,6% 22,7%% 6,1%

Descarte lixo eletrônico 28,9% 9,3% 20,6% 22,7% 18,5%

Reutilização da água 63,9% 9,3% 10,3% 10,3% 6,2%

Gestão de Equipamentos 13,4% 20,6% 14,4% 22,7% 28,9%

Gestão de Energia 1,0% 18,6% 40,2% 26,8% 13,4%

Energia alternativa 64,9% 15,4% 3,1% 7,2% 9,3%

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O cruzamento de dados exposto na Tabela 10 foi o ponto de partida, com o qual se verificou se as empresas que possuem um planejamento estratégico, que são a grande maioria (n=79), também possuem metas ambientais, refletindo a existência de preocupação ambiental. Quando se desafia, essas duas ques-tões trazem algumas informações: das empresas que possuem planejamento estratégico, 45,6% também possuem metas am-bientais, 36,7% não possuem e 17,7% dos respondentes não souberam informar sobre essas metas. No que tange às em-presas que não possuem o planejamento estratégico, 27,3% possuem e 72,7% não possuem metas ambientais.

Tabela 10. Planejamento estratégico x metas ambientais

Sua empresa possui

pla-nejamento estratégico? DesconheçoPossui metas ambientais?Não Sim

Desconheço 28,6% 71,4% 0,0%

Não 0,0% 72,7% 27,3%

Sim 17,7% 36,7% 45,6%

Fonte: Os próprios autores.

Os números da Tabela 6 demonstram que existe uma preocupação com metas ambientais, mas em menor propor-ção do que o esperado, já que as empresas que as possuem somam menos da metade das empresas pesquisadas. Ou seja, as metas ambientais não estão diretamente ligadas ao planejamento estratégico.

Quando o estudo cruza as respostas relativas a existência de política ambiental e o conhecimento sobre as práticas de TI Verde, os dados são bem interessantes, como mostra na Tabela 11.

Das empresas que possuem uma política ambiental, 53,6% não conhecem as práticas ambientais, ou seja, na sua política ambiental não estão incluídas práticas de TI Verde;

41,5% possuem uma política ambiental e conhecem práti-cas de TI Verde, enquanto 4,9% possuem política ambiental, mas desconhecem as práticas de TI Verde. Nas empresas que não possuem a política ambiental, os números seguem esta tendência: 52,6% deste universo não conhecem as práticas e 47,4% conhecem as práticas, conforme. A maior parte das organizações não conhece as práticas de TI Verde, indepen-dentemente do fato de possuir ou não política ambiental.

Tabela 11. Política ambiental x conhecimento de práticas de TI verde

A empresa possui políti-ca ambiental?

Você conhece as práticas de TI Verde?

Desconheço Não Sim

Desconheço 11,1% 50,0% 38,9%

Não 0,0% 52,6% 47,4%

Sim 4,9% 53,6% 41,5%

Fonte: Os próprios autores.

Outro cruzamento realizado foi entre as respostas rela-cionadas ao conhecimento das práticas de TI Verde e a uti-lização da técnica de virtuauti-lização de servidores. Seguindo o esperado, mais de 95% das empresas que conhecem as práticas, utilizam, em algum grau, a virtualização. Quando o foco são as empresas que não conhecem as práticas de TI Verde, também se observa uma proporção elevada de zação da técnica (82,4%), sendo que 41,2% sempre a utili-zam ou a utiliutili-zam com frequência (Tabela 12).

Uma das práticas de TI Verde de maior visibilidade é o descarte correto de lixo eletrônico, a partir do qual que se faz doação, reutilização de peças e envio para países com tecnologia para separação dos componentes químicos que compõem os equipamentos. Assim, efetuou-se cruzamento entre as respostas relacionadas ao conhecimento das em-Tabela 12. Práticas de TI verde x virtualização de servidores

Conhece práti-cas de TI Verde

Utiliza a técnica de virtualização de servidores?

Nunca utiliza Pouco utiliza Sempre utiliza Utiliza com frequência Utiliza em alguns casos

Não 17,6% 15,7% 11,8% 29,4% 25,5%

Sim 4,8% 7,1% 38,1% 33,3% 16,7%

Desconheço 25,0% 0,0% 0,0% 75,0% 0,0%

Fonte: Os próprios autores.

Tabela 13. Práticas de TI verde X descarte de lixo eletrônico

Conhece

práti-cas de TI Verde Nunca utiliza Pouco utiliza Sempre utilizaUtiliza o descarte correto do lixo eletrônico?Utiliza com frequência Utiliza em alguns casos

Não 27,5% 9,8% 25,5% 17,6% 19,6%

Sim 28,6% 4,8% 16,7% 30,9% 19,0%

Desconheço 50,0% 50,0% 0,0% 0,0% 0,0%

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presas sobre as práticas de TI Verde e ao descarte de lixo eletrônico, como indica a Tabela 13.

Verificou-se que 71,4% das empresas que conhecem as práticas fazem o descarte de lixo eletrônico em algum mo-mento, sendo que 16,7% sempre o fazem. Curiosamente, esses percentuais foram inferiores aos encontrados entre as empresas que não conhecem as práticas de TI Verde: 72,5% e 25,5%, nesta ordem. Com esses dados, infere-se que há ampla adoção dessa prática, ao que pode ser justificada pelo fato de essa ser uma das mais divulgadas na mídia.

5. CONCLUSÃO

O presente estudo, através da revisão da literatura, iden-tificou as práticas de TI verde e seus benefícios. Em seguida, com base na literatura, foi aplicado um questionário a um grupo de 97 especialistas, coordenadores e gestores de TI, visando identificar se as práticas de TI Verde estariam incluí-das no planejamento estratégico incluí-das organizações.

Os resultados indicaram que a maior parte dos profissio-nais possui mais de 10 anos de experiência e trabalham em empresas de consultoria de TI localizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Quanto às empresas, a maioria possui planejamento estratégico e itens relacionados à sus-tentabilidade. Contudo, mais da metade delas (52,6%) não conhecem as práticas de TI Verde e as que conhecem corres-pondem a 34,3%. As práticas mais utilizadas pelo conjunto das empresas são a gestão de energia e a virtualização de servidores (>50%).

A partir da análise cruzada dos dados levantados pelo instrumento de pesquisa, foi possível verificar se as metas ambientais estão incluídas no planejamento estratégico das organizações, e se ter conhecimento sobre as práticas de TI Verde se relaciona ao seu uso e à existência de uma política ambiental. Constatou-se proporção significante de organiza-ções que não tratam a TI Verde como um item estratégico, não incluindo-a em seu planejamento estratégico e em sua política ambiental, e não criando metas ambientais.

Esta conclusão de que a TI Verde não é abordada de ma-neira estratégica causa um contraponto: embora a TI, segun-do a literatura, seja compreendida como um ativo estratégi-co, imprescindível para o negócio e geradora de vantagem competitiva, seus impactos ambientais não são tratados es-trategicamente. Outro ponto contraditório é o movimento global de criação de produtos e serviços mais “verdes”, em que todo seu ciclo de vida é analisado e tratado pelas orga-nizações tratando de forma estratégica. Porém, os impactos da TI não são incluídos, como se não fizessem parte do ciclo de vida.

Fica claro que os impactos da TI estão sendo tratados em outro nível que não o estratégico, não sendo tratados com importância e como prioridade entre os itens do planeja-mento estratégico.

Espera-se que este estudo possa contribuir para o desen-volvimento no âmbito da redução dos impactos ambientais e sugira mitigações neste intuito.

Com as repostas apresentadas por este estudo, o cami-nho natural é o aprofundamento em futuras pesquisas, com temas como: maturidade nos processos de TI Verde (criando uma escala para isso), relacionamento da TI Verde com os principais frameworks de governança de TI (COBIT) e quali-dade em serviços de TI (ITIL), propondo inclusão de processo de TI Verde. Outro tema que não pode ser esquecido são os impactos da TI Verde na Internet das Coisas (IoT) e na Indústria 4.0.

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Recebido: 05 mar. 2020 Aprovado: 30 jun. 2020

DOI: 10.20985/1980-5160.2020.v15n2.1629

Como citar: Drumond, G.M., Queirós, R.C.C., Méxas, M.P. (2020), Tecnologia da Informação Verde nas

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