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Carta de Gestão Junho 2010

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O mês de junho foi marcado pela continuidade no movimento de aversão a risco verificado em maio, a partir da divulgação de indicadores que começaram a apontar para uma desaceleração do crescimento em algumas das principais economias mundiais, em um ambiente já conturbado pela gravidade da crise no continente europeu.

Nos EUA, apesar da manutenção dos ISMs (índices de gerentes de compras) e das demais pesquisas de atividade de maio em patamares elevados, voltamos a conviver com maiores incertezas em relação a dois componentes primordiais para a recuperação da economia do país: o mercado de trabalho e o mercado imobiliário. Em relação ao mercado de trabalho, em que pese a variação dos dados em decorrência da contratação de pessoal para o censo, houve criação de apenas 33 mil novas vagas (número revisado de 40 mil vagas estimadas inicialmente) no setor privado, um número muito aquém das expectativas de 180 mil. Já no mercado imobiliário, com o final do estímulo tributário, houve quedas

Carta de Gestão – Junho 2010

de 180 mil. Já no mercado imobiliário, com o final do estímulo tributário, houve quedas acentuadas nas vendas de casas novas e usadas em maio, em relação ao mês anterior: 32,7% e 2,2%. Soma-se a isso ainda a divulgação de indicadores decepcionantes de vendas ao varejo e confiança do consumidor. Neste ambiente, o S&P500 e o Nasdaq encerraram o mês com quedas de 5,4% e 6,5%, respectivamente.

Na Ásia, também há sinais de desaquecimento. Apesar dos dados positivos chineses de balança comercial e de concessão de empréstimos em maio, e, ainda, da leve flexibilização da moeda do país, que teve apreciação de aproximadamente 0,7% em relação ao dólar no mês, continuamos a observar uma desaceleração no crescimento. O PMI (índice de gerentes de compras) cedeu mais do que o esperado, a inflação subiu, e o Governo continua dando sinais de restrição ao crescimento do crédito imobiliário, como forma de combater aumentos excessivos de preços em algumas das principais cidades da China. No Japão, apesar de uma revisão acima das expectativas em relação ao PIB do 1° trimestre, que cresceu 5% em termos anualizados, houve a divulgação de dados decepcionantes de vendas ao varejo e emprego. Por último, também as principais economias asiáticas apresentaram moderação nos seus principais indicadores de atividade

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econômica. Desta forma, o índice CSI-300 cedeu 7,6%, e o Nikkei teve queda de 4%.

Chegando à Europa, não houve, aqui, decepções dignas de registro nos indicadores das principais economias da região. Na verdade, a desvalorização do euro em 2010 segue dando suporte à economia alemã, maior exportadora da região. Houve nova queda na taxa de desemprego, agora em 7,7%, manutenção da confiança do empresariado em níveis elevados, e divulgação de produção industrial acima das expectativas em abril. No Reino Unido, vale voltar a mencionar o nível elevado do PMI de construção de maio. Apesar disso, vale lembrar que as expectativas de crescimento para o continente seguem sendo modestas, que o Banco Central Europeu não tem se mostrado agressivo na implantação de novos estímulos, e que os indicadores de risco de solvência ligados aos países periféricos seguem em patamares desconfortáveis. Assim, o índice DAX (Alemanha) fechou estável ao longo do mês, enquanto outros dos principais índices acionários da

Carta de Gestão – Junho 2010

região fecharam em queda.

O Brasil foi afetado pelos movimentos expostos acima, e o Ibovespa teve queda de 3,3% no mês. Em relação à atividade econômica, o país apresentou crescimento anualizado de cerca de 11% no 1° trimestre de 2010, o que levou a novas revisões altistas generalizadas para o ano. Por outro lado, houve desaceleração da produção industrial e das vendas ao varejo em abril. No mercado de trabalho, apesar da criação de quase 300 mil novos postos de trabalho em maio, houve um leve aumento na taxa de desemprego, que, em termos não dessazonalizados, subiu de 7,3% para 7,5%. Por último, vale registrar a moderação nos índices inflacionários, com o IPCA de maio registrando alta de 0,43%, especialmente em virtude da queda na alimentação. Apesar de alguma moderação nos indicadores acima, o ritmo de atividade segue forte, e o Banco Central promoveu uma nova alta de 75 pontos-base na Selic, agora em 10,25%, conforme as expectativas. Nós, da Platina, apesar de alguma moderação nas expectativas inflacionárias, continuamos a esperar uma inflação medida pela IPCA de 2010 e 2011 em torno de 5,5%, significativamente acima do centro da meta de inflação. Em relação à taxa de câmbio, o real teve apreciação moderada de 0,9% em relação à moeda americana.

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O fundo Platina Hedge teve um rendimento de -0,21% no mês.

No mercado de juros, mantivemos, ao longo do mês, uma exposição tomada em juros futuros para janeiro-2011 e janeiro-2012, em linha com o nosso cenário de forte crescimento e inflação acima do esperado por boa parte dos agentes de mercado. Ao final, tivemos uma contribuição positiva de 0,18%. No mercado acionário, ainda que dentro de um posicionamento mais conservador, tivemos uma contribuição negativa de 0,58%, sobretudo em decorrência da queda nas ações da Petrobras, cuja capitalização foi adiada. No mercado de câmbio, mantivemos uma exposição baixa, vendida em dólar em relação à moeda brasileira, por conta da melhora da balança comercial brasileira, e níveis de juros esperados relativamente mais altos no futuro aqui no país, que acabou gerando uma leve contribuição negativa de 0,06% para o fundo. Finalmente, no mercado internacional, a

Estratégias Platina Hedge FIM

contribuição negativa de 0,06% para o fundo. Finalmente, no mercado internacional, a nossa posição vendida em iene contra real, feita através de uma trava de opções, teve o seu vencimento no final do mês, e gerou uma contribuição negativa de 0,11%.

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O fundo Platina Long Short Direcional teve um rendimento de 0,19% no mês.

De acordo com o nosso cenário de grande incerteza para o momento atual, conforme o nosso último relatório de gestão, mantivemos uma exposição moderada em ações ao longo do mês. O nível médio de exposição do fundo foi de 19,72% do PL (patrimônio líquido), e oscilou entre 28,11% e 8,18%.

Assim, apesar da queda do Ibovespa no mês, e de uma leve perda líquida na carteira de ações, conseguimos obter uma rentabilidade ainda positiva no fundo, em virtude, sobretudo, do desempenho relativamente melhor das ações de Guararapes e OGX, além da utilização de índice futuro como hedge dinâmico da carteira.

No final deste relatório de gestão, apresentamos o nosso racional para a posição em ações da Brasil Brokers.

Estratégias Platina Long Short Direcional FIM

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Além do nosso já muito explorado pano de fundo de desempenho moderado e volátil da economia global nos próximos anos, além da maior intervenção governamental nos negócios e da desalavancagem do Governo e do setor privado em algumas das principais nações desenvolvidas, continuamos a monitorar as principais preocupações dos agentes de mercado no curto prazo: a reforma no sistema financeiro no mundo desenvolvido, em particular nos EUA e na Europa; a desaceleração econômica na China; e a situação de países europeus periféricos em situação fiscal precária, não só pelas eventuais conseqüências à própria União Européia, mas também pela antecipação da discussão sobre a sustentabilidade fiscal de países mais importantes economicamente, como Reino Unido, ou mesmo EUA.

Assim, vale destacar que, em relação à reforma do sistema financeiro nos EUA, chegou-se a um projeto combinado de propostas entre o Senado e a Câmara, em fase

Perspectivas

final de votação, e, em princípio, apesar da queda esperada na rentabilidade das instituições financeiras, não esperamos que isso seja suficientemente grave para comprometer o andamento da economia mundial. Na China, após a divulgação dos últimos indicadores, mantemos a expectativa de que estamos em um processo que deva reduzir o crescimento, em torno de 12% no 1° trimestre de 2010, para algo entre 8 e 10%, ainda que isto nem sempre seja um processo suave, e que dúvidas possam eventualmente aumentar os prêmios de risco, sobretudo em relação às expectativas para o consumo de

commodities. Já com relação à Europa, não houve, conforme mencionamos neste relatório

de gestão, dados econômicos que pareçam indicar um desaquecimento acentuado nas principais nações do continente. Por outro lado, a situação dos países periféricos segue sendo delicada, com os spreads soberanos ainda em níveis muito elevados, e com a percepção de risco de uma crise bancária de maior magnitude. Nessa linha, ao menos o Banco Central Europeu retomou a expansão do próprio balanço, e foi anunciada recentemente a idéia de se fazer stress tests nas principais instituições bancárias da região (91, ao todo), como uma forma de dar maior transparência em relação à real situação dos bancos.

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Por fim, a partir do mês passado, tivemos a divulgação de indicadores decepcionantes nos EUA, em um momento que antecede o fim de qualquer efeito positivo dos estímulos fiscais já adotados pelo país (na verdade, a contribuição passa a ser negativa, na segunda metade do ano).

Neste cenário de incertezas, entendemos que os riscos atuais deverão permanecer por algum tempo. Mantemos um viés otimista oriundo da recuperação econômica global, do nível atual de preços e do resultado das empresas aqui no Brasil e nos EUA, mas reconhecemos que, nos próximos meses, poderemos ter um mercado ainda demasiadamente volátil e errático. Faz-se necessário seguir acompanhando a evolução dos testes nos bancos europeus, os dados econômicos, sobretudo de China e dos EUA, e, particularmente em julho, a temporada de resultados do 2° trimestre das empresas americanas, cujas projeções médias apontam para um crescimento acima de 30% nos

Perspectivas

americanas, cujas projeções médias apontam para um crescimento acima de 30% nos lucros em relação ao mesmo período do ano passado (das empresas do S&P500).

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Platina Hedge FIM - Estatísticas e Rentabilidades

Retorno Acumulado 67,55%

% CDI 126%

Maior Rentabilidade Mensal 4,35% Menor Rentabilidade Mensal -2,63%

Rentabilidades Mês Ano Últimos 3 Meses Últimos 6 Meses Últimos 12 Meses Últimos 24 Meses Patrimônio Líquido PL Médio Últimos 12 Meses

% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano CDI %CDI

2010 -1,25% 0,82% -0,73% 1,38% -1,97% -0,21% -1,98% 4,29% -46% 2009 2,76% 2,01% 3,08% 3,85% 4,35% 0,25% 1,73% 0,29% 1,90% 1,47% 0,51% 0,61% 25,25% 9,82% 257% 2008 -0,42% 2,59% -2,63% 3,56% 3,99% 1,61% -2,18% -0,67% -1,86% -2,27% 0,75% 3,76% 6,04% 12,44% 49% 2007 0,12% 2,59% 1,26% 0,16% 3,83% 0,24% 2,25% -0,03% 2,67% 0,10% 0,01% 0,75% 14,76% 11,82% 125% 2006 1,29% 2,07% 0,60% 2,92% 2,00% 2,70% 12,14% 6,75% 180% * Inc e pt io n 30/06/06

Resultado até junho-2010*

mai-09 mar-08

Cota %CDI

-0,21%

--1,98%

-* A partir de Julho de 2006 o fundo P latina Hedge mudo u seu perfil de risco . Rentabilidade desde o início do fundo (12/01/2004) é de 135,50%

-0,82% --1,98% -4,58% 52% 19,61% 88% R$ 18.567.862 R$ 28.873.030 Rentabilidade Mensal* 11 12 3 22 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 Rendimento Negativo 0 e 100% do CDI 100% e 150% do CDI Maior que 150% do CDI

Número de Meses

-Os fundos multimercados com renda variável podem estar expostos a significativa concentração em poucos emissores, com riscos daí recorrentes. A rentabilidade dos fundos apresentada não é liquida de imposto de renda. Ações Renda Fixa Câmbio Internacional Lastro** Total

** O lastro inclui custo s de o po rtunidade, o peracio nais, administrativo s e de perfo rmance

Distribuição de Retornos jun-10 No Ano 12 Meses

-0,58% -3,67% -1,21%

0,18% -0,38% -0,05%

-0,06% -0,09% 1,43%

-0,11% -0,26% -0,32%

0,36% 2,43% 4,73%

Abertura de VaR Média Diária de Performance por VaR alocado ***

-0,21% -1,98% 4,58% -5,0% -2,5% 0,0% 2,5% 5,0% 7,5% 10,0% Ações Renda Fixa Câmbio Internacional Lastro

junho-10 No Ano 12 Meses

0,00% 0,50% 1,00% 1,50% 2,00% 2,50% 3,00% 0 2 -j a n 2 3 -j a n 1 3 -f e v 1 0 -m a r 3 1 -m a r 2 3 -a b r 1 5 -m a i 0 5 -j u n 2 9 -j u n 2 0 -j u l 0 7 -a g o 2 8 -a g o 2 1 -s e t 1 3 -o u t 0 4 -n o v 2 5 -n o v 1 6 -d e z 0 8 -j a n 2 9 -j a n 2 3 -f e v 1 6 -m a r 0 7 -a b r 2 9 -a b r 2 0 -m a i 1 1 -j u n

Renda Fixa Acoes Moeda Total -35% -30% -25% -20% -15% -10% -5% 0% 5% 10% 15%

Total Renda Fixa Moeda Acoes

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Platina Long Short Direcional FIM - Estatísticas e Rentabilidades

Retorno Acumulado % CDI

Maior Rentabilidade Mensal Menor Rentabilidade Mensal * Ince pt io n 05/09/08 Rentabilidades Mês Ano Últimos 3 Meses Últimos 6 Meses

Rentabilidade Últimos 12 Meses Patrimônio Líquido

PL Médio Últimos 12 Meses

% Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano CDI %CDI Ibov.

2010 -0,15% -0,24% -2,86% -0,55% -4,51% 0,19% -7,94% 4,29% - -11,16%

2009 2,87% 0,82% 3,31% 18,10% 5,43% -1,13% 4,60% 1,41% 4,30% 4,10% 0,84% 1,84% 55,99% 9,88% 566,93% 82,66%

2008 -1,02% -1,73% -1,55% 1,69% -2,62% 4,20% - -27,70%

*Período sob controle da atual equipe de gest ão. Rent abilidade desde do iní cio das at ividades do fundo em 06/ 11/2007 é de 53,09%.

Ação Direcional

18,10% abr-09

Resultado até junho-2010*

39,85% 205% -4,51% mai-10 Cota %CDI 0,19% 24% Distribuição de Retornos -7,94% --4,86% --7,94% -8,88% 101% R$ 14.973.574 R$ 15.794.207 Rentabilidade Mensal* jun-10 No Ano -0,63% -14,14% 9 2 1 10 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Rendimento Negativo 0 e 100% do CDI 100% e 150% do CDI Maior que 150% do CDI

Número de Meses

10%

Os fundos multimercados com renda variável podem estar expostos a significativa concentração em poucos emissores, com riscos daí recorrentes. A rentabilidade dos fundos apresentada não é liquida de imposto de renda.

Ação Direcional Índice Direcional Opções Pair Trade Lastro ** Total -0,63% -14,14% 0,23% 4,30% 0,00% 0,04% 0,00% -0,50% 0,60% 2,36% 0,19% -7,94%

** O lastro inclui custo s operacio nais, administrativo s e de performance

Exposição Líquida vs. Índice

-20% -15% -10% -5% 0% 5% Ação Direcional Índice Direcional Opções Pair Trade jun-10 No Ano 35.000 40.000 45.000 50.000 55.000 60.000 65.000 70.000 75.000 -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 80,0% 90,0% 2 -j a n 1 6 -j a n 3 -f e v 1 7 -f e v 5 -m a r 1 9 -m a r 2 -a b r 1 7 -a b r 5 -m a i 1 9 -m a i 2 -j u n 1 7 -j u n 1 -j u l 1 5 -j u l 2 9 -j u l 1 2 -a g o 2 6 -a g o 1 0 -s e t 2 4 -s e t 8 -o u t 2 3 -o u t 9 -n o v 2 3 -n o v 7 -d e z 2 1 -d e z 6 -j a n -1 0 2 0 -j a n -1 0 3 -f e v -1 0 1 9 -f e v -1 0 5 -m a r-1 0 1 9 -m a r-1 0 5 -a b r-1 0 1 9 -a b r-1 0 4 -m a i-1 0 1 8 -m a i-1 0 1 -j u n -1 0 1 6 -j u n -1 0 3 0 -j u n -1 0 Exposição IBOVESPA

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Característica dos Fundos

Público Alvo: Investidores em geral Público Alvo: Investidores em geral

Taxa de Adm: 2% ao ano Taxa de Adm: 2% ao ano

Taxa de Adm Máxima*: 3% ao ano Taxa de Adm Máxima*: 4% ao ano

Taxa de Performance: 20% sobre o excedente do CDI Taxa de Performance: 20% sobre o excedente do CDI

Aplicação Inicial: R$ 10.000,00 Aplicação Inicial: R$ 10.000,00

Movimentação Mínima: R$ 5.000,00 Movimentação Mínima: R$ 5.000,00

Data de Início: 12/1/2004 Data de Início: 5/10/2004

Cotização: D+0 para aplicações Cotização: D+0 para aplicações

D+0 para resgates D+4 para resgates

Liquidação Financeira: D+0 para aplicações Liquidação Financeira: D+0 para aplicações

D+1 para resgates D+5 para resgates

Administrador/Distribuidor:

BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A. (CNPJ: 02.201.501/0001-61)

Platina Hedge FIM Platina Long Short Direcional FIM

Horário movimentaç ão: Clientes novos até 13:30 h / Clientes antigos até 14:00 h

Gestor: Platina Investimentos

Custodiante: Banco Bradesco

Auditor: KPMG Auditores Independentes

Ouvidoria : [email protected] ou 0800-725-3219 BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A. (CNPJ: 02.201.501/0001-61) Av. Presidente Wilson 231, 11º andar, Rio de Janeiro, RJ, CEP 20.030-905

Telefone: (21) 3219-2998 Fax: (21) 3974-4501 www.bnymellon.com.br/sf

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Case - Brasil Brokers

A Brasil Brokers é um dos maiores grupos de venda de imóveis do Brasil. A empresa funciona como uma holding, que opera 23 subsidiárias espalhadas por 16 estados do país, com presença predominante nas maiores praças – Rio e São Paulo. Através de mais de 900 pontos de venda e 10 mil corretores e parceiros, a companhia tem presença nacional. Sua atuação divide-se basicamente em dois segmentos: mercado primário e secundário.

O mercado primário ainda é o mais representativo nas vendas da corretora, contribuindo com cerca de 82% do faturamento. A companhia tem vínculos bem diversificados com todas as grandes incorporadoras do país, e, embora a PDG Realty tenha uma participação relevante em seu capital social (aproximadamente 5,9%), o grupo PDG (PDG+Goldfarb) só congrega 12% das vendas realizadas. Esse segmento se beneficia diretamente do crescimento do mercado imobiliário, cujas projeções em termos de lançamento são de 20% para os próximos 3 anos. Nossa visão para o setor de incorporação

Os fundos multimercados com renda variável podem estar expostos a significativa concentração em poucos emissores, com riscos daí recorrentes. A rentabilidade dos fundos apresentada não é liquida de imposto de renda.

lançamento são de 20% para os próximos 3 anos. Nossa visão para o setor de incorporação imobiliária é muito positiva, dado o potencial de expansão de crédito imobiliário no Brasil, a demanda doméstica, e a posição de balanços saudáveis das maiores incorporadoras, que as permitem lançar empreendimentos em ritmo acelerado. O business de corretagem tira proveito desse panorama, sem dividir os riscos de execução e financiamento inerentes à atividade incorporadora.

O mercado secundário, pouco representativo atualmente (em torno de 16%), é caracterizado pela baixa concentração, e maiores margens. Acreditamos que a presença da Brasil Brokers e seu conhecimento local das áreas em que atua, aliado a uma grande base de dados, cria uma vantagem comparativa que permitirá aumentar sua participação nesse mercado. O mercado secundário tem um crescimento expressivamente menor que o primário, contudo, suas margens são maiores. Além disso, existe uma possibilidade considerável da Brasil Brokers firmar um acordo com algum grande branco, na linha daquele firmado entre a Lopes Corretora e o Itaú, em 2007. Com isso, ela teria in-house um produto financeiro que facilitaria ainda mais suas vendas.

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Case - Brasil Brokers

As ações da Brasil Brokers perderam 25% de seu valor de mercado, entre maio e junho. Após essa queda, ela passou a negociar com múltiplos P/L 2010 e 2011, respectivamente, de 9,9x e 7,3x, frente a uma média do setor de construção civil de 10,3x e 7,1x para o mesmo período, o que já nos parece um patamar atrativo. Além disso, quando avaliamos a empresa por outra metodologia - nossos modelos DCF -, acreditamos ainda que haja um upside potencial de aproximadamente 50%. Concluímos, portanto, que seria uma boa oportunidade de entrada para se beneficiar de um play que goza dos benefícios do crescimento do setor imobiliário, sem absorver boa parte dos riscos desse negócio.

Os fundos multimercados com renda variável podem estar expostos a significativa concentração em poucos emissores, com riscos daí recorrentes. A rentabilidade dos fundos apresentada não é liquida de imposto de renda.

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