-376-PREVISAO DO COMPORTAMENTO DE SULFETOS DE FERRO E DE
COBRE EM MEIO AQUOSO A TEMPERATURAS ELEVADAS
DIAGRAMAS E-pH (*)
Rui Carnide Hasse Ferreira**
SUMARIO:
São apresentados os princ1pios que regem o
cãlculo de diagramas E-pH a Temperaturas Superiores a 25QC.
Uma enfase especial é feita em relação
dificuldades associadas ao uso do conceito de meia-célula.
-as
São apresentados os diagramas de E-pH para
os sistemas S-H 2
o.
Cu-s-H2
o
e Fe-S-H2
o.
calculados para
tempe-raturas de 25, 100 e lSOQC.
SYNOPSIS:
The principles underlying the calculation
of E-pH diagrams at temperatures above 25QC are discussed.
The difficulties associated with the use
of the concept of half-cell reactions are emphasised.
E-pH diagrams are given for the
systems
S-H 2
o.
Cu-S-H 20 and Fe-s-H2
o.
calculated for
temperatures of
25,100 and 150QC.
*
Versão abreviada em Português do trahalho "Hicrh-Temperatures - . E-pH Diagrams" apresentado no GGhセイ、イッm・エ。ャャオイァセ LG@"1eeting-Leaching and Reductions in Hydrornetallurgy",Institution of Hining and イ Nセ・エ。ャャオイァケN@ J..ondres, Dezembro 1973.
**Professor .rd junto - Programa dP. fNョセ・ョィ。イゥ。@ rtetalúrgica e de rtateriais I COPPE/UFRJ.
1. I NTRODUÇAO
Quando se considera um sistema que envolva
compostos metãlicos e ãgua, o traçado de diagramas E-pH
e
o ュセ@todo mais conveniente de orevisão das espécies que se formam, em determinadas condições e potencial de oxidação e rH .
Se a t . eratura em consideração
e
supe-riu r a 25QC, o diagrama de\. セイ@ baseado em dados
termodinimi-cc. s precisos a essa temperatu1 ,,
Este trabalho
e
essencialmente voltado aocomportamento de minerais sulfetados de ferro e de cobre, qua!
do sao lixiviados em laboratõrio ou usinas metalúrgicas, ou
quando expostos a. soluções aquosas nas formações geolÕgicas. A faixa de temperatura considerada (de 25 a 150QC), foi limitada no seu valor superior pelo conhecimento de que o enxofre liquido recobre a superficie dos minerais sã-lidos, a temperaturas acima do seu ponto de fusão, 112,8QC.
Apresentam-se os diagramas a 150QC para
indicar como variam com o aumento de temper · ra as regiões
de estabilidade das espécies em solução, bem como as prõprias fases sõlidas.
-.]78-2. RELAÇOES USADAS
Para o cãlculo das relações de equilibrio foram usadas as equaçoes que a seguir se apresentam
2.1- Reações Não-Redox
1 I :
2.2- Reações de Oxidação-Redução
De um modo geral, a reação que representa a celula completa pode ser apresentada como
aA + bB - zH+
=
cC + dO -セ@
H2 2 e a meia-célula como
a A + bB + ze
=
cC + dO .o
potencial de oxidação reduçãopela equaçao de Nernst
RT a c ad ET
=
Eo - 1 nc
o
ab T zF a a A B em que 2.3- Cãlculo de ¬gセ@ ET-
e dadoPara o cãlculo de ¬gセ@ usou-se a relação:
em que o valor âC0JT2
e
o valor médio de âC0 entre as duas temP Tl P
-379-T1 e a temperatura do estado padrão, convencionalmente 298QK.
A determinação das 」。ー。」ゥ、。、セウ@ calorificas
medias para as especies não-ionicas foi efetuada com base nos
valores existentes na literatura. O cãlculo das capacidades
C!
lorificas medias イ・ャ。エゥカ。 セ@ às especies ionicas, foi feito
uti-lizando o "Principio de
cッ ᄋ イ・ウーッョ、セョ」ゥ。B@
de Criss e Co bb l e (l).Este pr .; cipio demonstra que "se um estado
padr ã o e adequadamente ・ウ」ッャィゥ セ ッ@ fixando a entropia do ion
H+(aq) a cada temperatura 」ッョウゥ セ ・イ。、。L@ então as entropias ioni
cas parciais molais, para cada temperatura, estão relacionadas
linearmente com as suas correspondentes entropias a RYXqkセ@
A escolha por estes autores de um estado
padrão a 298QK, correspondendo a uma entropia para o ion hidro
ァセョゥッ@
de -5,0 cal mole-l QK-l, concorda com os valores de en:tropia ionica "absoluta" sugerida por outros ー・ウセオゥウ。、ッイ・ウ@
pa-ra H+(aq).
Este principio pode ser descrito pela rela çao
para a qual os valores ar 2 e b12 são constantes セオ・@ dependem
do tipo ions (cations, anions, oxianions e acidoxianions) e da temperatura considerada.
Uセ
YX@
(abs) refere-se ãs entropias ionicasparc1a1s molais numa escala dita "absoluta" (que na realidade não e absoluta), desde que se considere o estado padrão acima descrito.
Assim -o
s
-o .298 (abs)
=
s
298 (convenc1onal)-5,0Z-em que Z e a carga ionica.
Aplicando estas considerações ao valor
me-'
dio da capacidade calorifica parcial molal entre 298QK e a tem peratura T2, segue-se que
. 3f''1 ·--;:'0 -o ST (abs) -
s
298 (abs) 2 lnlL
298A entropia
sy
2(abs) sera a da. relação (2)obtendo-se finalmente
("b]T2
=p 298
em que ar2 e sr2 sao consta .. ·s relacionadas com ar2 e br2 •
2.4- Uso de Reações de Meia-Célula - Pro-priedades Termodinâmicas do eletron. No traçado de diagramas de E-ph a 2989K.
I
e
usual considerar-se apenas as reações de oxidação - reduçãocorrespondentes
ã
meia-célula.aA +
bB
+ ze=
cC + dO,desde que se siga as convenções normais para a
célula de referência para o Hidrogenio
(SHE),
H{aq) + e
]セ@
H2(g)reaçao de meia-,
O coeficiente de fugacidade para o gas
h1-drogênio
e
igualà
unidade para todas as condições relevantese ャAhセ
YX@
,. O.Assumindo estas convençoes tem-se que a r! lação
se converte em
'
Os problemas surgem quando ウセ@ pretende
ex-trapolar os diagramas de E-pH para temperaturas superiores a
-381-·
Quando se calcula ウセYX@
e
fãcil verificar que a relaçãot.G
=
t.H - Tt.Snão
e
vãlida para as reações de meia-célula, desde que os カ。ャセ@res termodinâmicos do eletron não sejam considerados. A deter-minação das propriedades termodinâmicas do eletron conduzem aos seguintes valores(*)para qualquer temperatura:
セセ@
[e
J
=
OlZhセ@
[e
J
=
Osセ@
[
e ]=
--r
Sセ@
[ H 2 ( g )J-
Sセ@
[ H+ ( a q )J
cセ@
T [e ] =f
cセ@
T [ H 2 ( g ) ]-cセ@
T [ H+ ( a qセ@
.Ignorando as propriedades termodinâmicas do
eletron, os valores obtidos para エNsセ
YX@
e エNcーセYX@
(ou a qualqueroutra temperatura) são diferentes quando se considera a célula completa ou a meia-célula da reação.
Mesmo para o caso das entropias "
absolu-tas" (como definidas por Criss e Cobble)
e
necessãrio ter emconta a entropia do eletron. Para as entropias convencionais
e
usual ・ウエ。「・ャ・」・イMウ・ウセ{@ H+]= O a todas as temperaturas. A
298QK, usando para o hidrogenio gasoso o valor de
ウセ
YX
{@
H2]=
+31,211 cal mole-l QK-l obtem-se P!ra a entropia do eletron
Uセ
YX@
[eJ
= +15,606 calュッャ・M
QセkMャ@
que concorda com o valor apresentado por Eggers et al( ).
Na escala "absoluta" de Criss e Cobble,
-or +]
STL H varia com a temperatura e para 298QK obtem-se:(*) Tese de Doutoramento, "Leaching of Chalcopyrite" -University of London (1972)
-382--o [ S
+]
-1 -1298 H
= -
s.o
cal mole 9Ke
sセ
YX
{・}@
=
+ 20,606 cal mole-l9K-l.O uso das propriedades termodinâmicas do e
letron pode ser superado usando a célula completa para a rea-ção de oxidarea-ção-redurea-ção
+
z
aA + bB - zH
=
cC + dD -T
H2 ,uma vez que os eletrons são cancelados entre a reaçao de meia célula
aA + bB + ze
=
cC + dDe a reação de meia célula para o hidrogênio
+
zH{aq) + ze
Assim o câlculo de cゥセ@ dado pela relaÇão (1) pode ser feito
diretamente e o seu valor aplicado na equaçao de Nernst
ET
=
⦅エセgッイ@
-!I
lnaÇ .
。セ@
. aij+
z F z F -a--a-!'"'b--.... セM a A • B • y H: 2 • com Considerando que エセ@ G0 T
=
c セgセ@(C)
+d
セgセ@(D) -
。セセ@(A)
-(cêlula completa) -「セ@ gセ@
( B) + zHセ@ gセ@
(H+) -セ@ セgセ@
(
H2))=
VFセ@
,
(meia-célula) com as convençoes normais deセgセ@ (SHE)
= o
e aH+. pH2=1 a todas as temperaturas,
a meia-cêlula para a reação de oxidação
e
regenerada, ficandor
; ' セ@ ·-383-E = E=
E0 - RT 1 n{célula completa) T(meia célula) T
Outro ponto interessante no uso de células-completas para as
reaçoes de oxidação-redução, ê conduzirem ao mesmo valor de
o
セウ
RYX
L@ quer se use a escala convencional ou a escala B。「ウッャオエセ@2.5- Variação do Coeficiente de Atividade e pH com a Temperatura.
As relações usadas para os coeficientes de
atividade são as sugeridas por Cobble(3 )
log-y± =-A-y lz+z-1 I 1/2
1 + Il/ 2
em que I
e
a força ionica, B(m)e um(4) -
-lalidade , A-y um parametro funçao
+ 2v+v- B(m)m
\)
parâmetro dependente da
mo-da tempera tu r a ( 3 ), v+ e v
o numero de cations e anions e z+ e z_ as cargas respectivas. A variação do pH da solução com a temperatu
ra e um problema complexo, tendo sido abordado por
cッ「「ャ・H
SIセ@
Robins( 5 ), Ashworth e Boden( 6 ).
Neste trabalho apenas se apresenta a escala de pH para as temperaturas consideradas nos cãlculos, 298, 373 e 423QK, deixando em aberto a possibilidade de qualquer tipo de extrapolação para a temperatura ambiente.
3. SISTO.A ENXOFRE-AGUA 3. 1- REAÇOES 1 ) hsoセ@ = H+ +
so-
4 2) H2S(aq)=
H+ + HS 3) HS -=
H + + S=
4) HS04 + H+ + 3H 2 = 4H 20 +s
(HS04 + 7H+ + 6e ·- 4H 20 + S)5)
so;
+ 2H+ + 3H 2=
4H 20 +s
cso;
+ SH+ + 6e=
4H 20 + S) 6)s
+ H2=
H2S(aq) (S + 2H+ + 2e=
H2S) 7)s
+ H2=
HS + H+ (S + H+ + 2e=
HS-
) 8)so;
+ H++4H 2=
HS + 4H 20cso;
+ 9H+ + Se=
HS + 4H 20) 9)so=
4 + 4H 2= s=
+ 4H 20(so;
+ SH+ + Se= s=
+ 4H 20) 10)so= • ·
4 2H+ + 4H 2=
H2S(aq) + 4H 20 (S04 + lOH+ + Se=
H2S(aq) + 4H 20) 11) 02 + 2H 2=
2H20 {02 + 4H+ + 4e=
2H 20) 12) 2H+ + 2e=
H2 2H+ + H2=
H2 + 2H+Ta•bi•
foi considerada, para uso a temperaturas elevadas, a seguinte relação
6-A) HS04 + 4H 2 + H+
=
H2S(aq) + 4H20-3R
S-3.2- CONSIDERAÇOES SOBRE O SISTEMA ENXOFRE-AGUA.
Nas figs 1, 2 e 3 apresentam-se os
diagra-mas do sistema S-H 2
o
quando as atividades das espécies ionicascontendo enxofre são 10-lM e 10- 4M,
ã
pressão de latm.Dentro da faixa de temperaturas
considera-- - 2
-das (298, 373 e 423QK), H2
s
e as especies ionicas HS e S saoestiveis em igua ou soluções aquosas que não contenham
oxidan-tes; H2S em soluções acidas, HS essencialmente na região 。ャ・セ@
lina (o limite inferior de pH sendo 6,7 a 373QK) e
s
2- avalo-res de pH muito elevados .
A estabilidade de hsoセ@ ê predominante a va
- -1
-lores baixos de pH e em soluçoes 10 M, por reduçao, conduz a formação de en*ofre.
. 2-
-Do mesmo modo, os ions
so
4 conduzem a foEmaçao do enxofre na zona ãcida e a HS - ou
s
2- em meio alcalinopara temperaturas inferiores a 373QK. A temperaturas
superio-res a este valor conduzem
ã
formação de enxofre, H2s,
HS ous
2- conforme o pH.O enxofre reside inteiramente no domínio da estabilidade da agua, sendo o pH do limite superior afetado por um aumento de temperatura. Esse aumento traduz - se por uma
dimi-nuição no potencial das reações de equilíbrio 4) e 5) ュ。ョエ・ョ、セ@
se os valores de equilíbrio 6) praticamente inalterados, do
que resulta uma contração da ãrea de estabilidade do enxofre , atê provãvel desaparecimento a temperaturas mais elevadas.
Este comportamento ê semelhante para as so luções 10- 4M para as quais a região do enxofre ê bastante redu
zida mesmo a 298QK, desaparecendo entra esta temperatura e
1 ) 2) 3) 4} 5) 6) 7) 8) 9) 10) 11 ) 12)
-3RG-4. SISTEMA OXIDOS E SULFETOS DE
COBRE-AGUA
4.1-REAÇOES
Cu++ + H20=
CuO + 2H+ CuO + H20=
Cu02 + 2H+=
+ Cu0 2 + H=
HCu02 CuO + H20=
H+ + HCu02 2Cu0 + H2=
Cu 2o
+ H20 (2Cu0 + 2H+ + 2e=
Cu 2o
+ H20) cu 2o
+ H2=
2Cu + H20 (Cu 2o
+ 2H + 2e +=
2Cu + H20) cu++ + H2=
Cu + 2H+ (Cu++ + 2e=
Cu) + ! H 2=
Cu + H+ Cu + 2 (Cu+ + e=
Cu)c
++ 1 Cu+ + H+ u + 2 H2=
++ (Cu + e=
Cu ) + 2Cu++ + H20 + H2=
Cu 2o
+ 4H+ (2Cu++ + H20 + 2e=
Cu 2o
+ 2H+) 2Cu++ + HS04 + 5H2=
Cu 2S + 4H 20 + 3H+ (2Cu++ + HS04 + 7H+ + 1 O e=
Cu 2s
+ 4H 20) 2Cu++ + S04 + 5H 2 = Cu 2s
+ 4H 20 + 2H+ (2Cu++ + ウッセ@ + 8H+ + lOe=
Cu 2s
+ 4H 20)1 3) 1 4) 1 5 ) 1 6 ) 17) 1 8 ) 19) 20) 21 ) 22) 23) - 3 f\7-· 2cu ++ + H S 2 (aq) + H 2 (2Cu++ + H2S(aq) + 2e
=
Cu 2s
+ 2H+) 2Cu++ + HS + H2=
Cu2s + 3H+ (2Cu++ + HS + 2e=
Cu2s
+ H+)2CuS + H2
=
Cu?S + H2S(aq)(2CuS + 2H+ + 2e 'u 2
s
+ H2S(aq)) 2CuS + H2=
Cu 2s
+ hS + H+ (2CuS + H+ + 2e=
Cu 2s
+ HS-) Cu 2s
+ s04 + 2H+ + 3H 2=
2CuS + 4H20 (Cu 2s
+ S04 + 8H+ + 6e=
2CuS + 4H 20) Cu 2s
+ HS04 + H+ + 3H 2=
2CuS + 4H 20 (Cu 2s
+ HS04 + 7H+ + 6e=
2CuS + 4H 20) 2Cu + HS04 + H+ + 3H 2=
Cu 2s
+ . ::20 (2Cu + HS04 + 7H+ + 6e=
Cu 2s
+ 4H 20) 2Cu + S04 + 2H+ + 3H 2=
Cu 2s
+ 4H 2o
(2Cu + S04 + 8H+ + 6e=
Cu 2s
+ 4H 20) Cu 2s
+ H2=
H2S(aq) + 2Cu(Cu 2
s
+ 2H+ + 2e=
H2S(aq) + 2Cu)2HCu02 + 2H+ + H2
=
Cu 2o
+ 3H 20(2HCu02 + 4H+ + 2e
=
Cu 2o
+ 3H20)2Cu02 + 4H+ + H2
=
Cu 2o
+ 3H 20
-388-24) Cu02 + 2H+ + H2
=
Cu + 2H 20Hcオoセ@ + 4H+ + 2e
=
Cu + 2H 20)4.2- CONSIOERAÇOES SOBRE O SISTEMA OXIOOS E SULFETOS OE COBRE-AGUA
Nas Figs 4, 5 e 6 apresentam-se os diagr!
mas do sistema Cu-s-H 2
o,
quando as atividades das espécies ionicas contendo cobre são 10- 6 e 10- 3M, e a atividade de
」。、セ@
espécie ionica contendo enxofre
e
10-lM,ã
pressão de 1 atm.O ponto mais interessante destes
diagra-mas
e
o que resulta dos equilíbrios 7), 8) e 9), parasolu-ções 10- 6M, que se podem representar de uma forma esquemãtica e para a temperatura de 298QK como
Cu+ I Cu Cu 2+; Cu cu 2+;cu+ + 0,166 volt + 0,160 volt + 0,153 volt 1Região do Cu 2+ !Região do Cu ou seja que a potenciais inferiores a +0,160 volt a fase estã
vel
e
o cobre metãlico e o equilíbrio cu 2+;cu+ não temウゥァョゥセ@
ficado uma vez que a atividade dos ions Cu+
e
desprezivel.I-dênticas considerações podem ser feitas para o equilíbrio Cu+/
セ@
Cu a potenciais superiores a +0,160 volt, resultando que ou-nico equilíbrio a ser considerado corresponde a cu 2+;cu.
Contudo,. a temperaturas superiores os resultados obtidos sao diferentes
373QK 423QK r・ァゥセセ@ do
cu 2+;cu+ +0,165 volt +0,179 volt Cu
cu 2+;cu +O, 115 volt +0,085 volt Região do cu+
Cu + /Cu +0,065 volt -0,008 volt Região do
Cu e o ion cu+ na o pode ser desprezado.
A temperaturas de 298QK a região de estabilidade do Cu+ torna-se significante para atividades das espécies ia-nicas da ordem das 10- 8M.
)
)
2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) 1 o)5. SISTEMA OXIDOS E SULFETOS DE
FERRO-AGUA
5.1-
REAÇOES
Fe++ + 2HS04 + 7H 2
=
Fes 2 + SH20(Fe++ + 2HS04 + 14H+ + 14e
=
FeS 2 + BH20)Fe++ + Rsoセ@ + 2H+ + 7H2
=
FeS2 + 8H20(Fe++ + 2S04 + 16H+ + 14e
=
Fes2 + BH 20)FeS 2 + 2H+ + H2
=
Fe++ + 2H 2S(aq)F ++
=
e +Fe 2
o
3 + 4S04 + SH+ + 15H 2=
2FeS 2 + 19H2o
(Fe 2
o
3 + 4S04 + 38H+ + 30e=
2FeS 2 + 19H20)Fe 3
o
4 + 6S04 + 12H+ + 22H 2=
3Fes 2 + 28H20(Fe 3
o
4 + 6S04 + 56H+ + 44e=
3Fes 2 + 28H 20)3Fes 2 + 4H20 + 2H2
=
Fe 3o
4 + 6HS + 6H+ {3Fes 2 + 4H20 + 4e=
Fe3o
4 + 6HS- + 2H+) FeS + 2H+=
Fe++ + H S 2 ( aq) Fe 3o
4 + 3HS + 3H+ + H2=
3FeS + 4H 20 {Fe 3o
4 + 3HS + 5H+ + 2e=
3FeS + 4H 20) FeS 2 + H2=
FeS + HS + H+ (FeS 2 + H+ + 2e=
FeS + HS-) Fe++ + 2S + H2=
FeS2 + 2H+ (Fe++ + 2S + 2e=
FeS2)ll ]
13)
14)
-3?.0-3Fe 2o3 +
"e
=
2Fe 3o
4 + H2o
(3Fe 2o3 + 2H + 2e = 2Fe 3o4 +
Feeo 3 + 4H+ + H2
=
2Fe++ +(Fe 2o3 + 6H+ +
e
e=
2Fe++ +Fe 2o3 + 6H+
=
2Fe+++ + 3H20 Fe+++ +tH 2=
Fe++ +H+ (Fe+++ + e = Fe++) + H20) 3H 20 3H 20)Consideram-se ainda as seguintes relações:
4·-A)
6-A)
8- A)
9-A}
Fe 2o3 + 4HS04 + 4H+ + 17H2
=
2FeSe + 19H20(Fe 2o3 + 4HS04 + 34H+ + 30e
=
2FeS 2 + 19H20)3Fes 2 + 4H20 + 2H2
=
Fe 3o4 + 6S= + 12H+(3FeS 2 + 4H20 + 4e
=
Fe 3o4 + 6S= + 8H+)Fe 3o4 + 3$= + 6H+ + He
=
3FeS + 4H2
o
(Fe 3o4 + 3S- + 8H+ + 2e
=
3FeS + 4H 20)Fes 2 + He
=
FeS + HeS(aq)(Fes 2 + 2H+ + 2e = FeS + HeS(aq))
5.2- CONSIDERAÇOES SOBRE O SISTEMA DXIDOS
E SULFETOS DE
ferroMセgua@Nas Figs 7, 8 e 9 apresentam-se os diagra-mas do sistema Fe-S-HeO• quando as atividades das espécies
io-nicas contendo ferro são 10- 6 e l0- 1M, e a atividade de cada
・ウーセ」ゥ・@
ionica contendo enxofre i l0- 1M, i pressão de 1 atm.Os resultados para os diagramas a 298QK e ativida de s da s e s p
e
c i e s i o n i c a s p a r a o f e r r o i g u a i s a 1 O- 6 M , e n c o n tra-11
se amplamente discutidas por Burkin( 7). No presente
エイ。「。ャィッセ@
penas se farã a comparaçao com os resultados obtidos para este sistema a 373 e 423QK.
Assim, verifica-se que nao hã uma mudança
ウセ 「 ウエ。ョ」ゥ。ャ@ na forma do diagrama devido a aumento de
tempera-tura, sendo ainda possivel a coexistência de enxofre e Fe 2+,
em solução 10- 6M das espécies ionicas contendo ferro. No
en-t4nto, esta coexistência pode ser desprezada para soluções
ma is concentradas como
e
demonstrado pelas linhas deequilí-brio, quando a atividade das espécies ionicas contendo ferro
e
,o-
1M.A região da pirita, atê temperaturas de
423QK, estã parcialmente sobreposta pela região de estabilid! de do enxofre, permitindo dentro de certos limites, a existên cia conjunta destas substâncias.
A zona de estabilidade da pirrotita, bastante re duzida a 298QK, tende a desaparecer com o aumento de tempera-tura e e praticamente não existente a 423QK.
No caso do Fe 2+, a região de estabilidade
セ@ reduzida quer por um aumento da sua concentração ionica, ou
por um aumento de temperatura.
Para as duas atividades consideradas, a
Z98QK, o oxido Fe 3
o
4 ê estãvel em condições fortemente redutoras e a valores de pH muito elevados; mas a temperaturas ウオーセ@
riores o seu domínio de estabilidade alarga-se a valores de pH inferiores a 14.
Para os ions Fe 3+, a sua região de
estabi-lidade
e
reduzida por um aumento na temperatura para soluções10- 6M em espêcies contendo ferro e 10-lM em espécies contendo enxofre.
Em soluções mais concentradas (10-lM em en xofre e ferro) o domínio do Fe 3+pode ser desprezado.
-3 9
2-6. DADOS TERMODINAMICOS
-o -o Co]373 rc-oJ423
llG298 5298 P- 298 p 298
Formula Kcal mole-l cal mo 1 e-l o -1 K cal mole -1 セMQ@ cal mole -1 セMQ@
セ@
r+
i .! \aq )o
o
+31 +33 H20(R-) -56,69 +16,716 +l8,03a +18, 148 ..
セ@ H2o
+31,211 +6 9a,
+6 9a,
02 o +49,003 +8 3a,
+8,3a HS04 -179,94 +30,32 -10 -18 so= -177,34 +4, 1 -108 -105 4 +64b +6lb H2S(aq) -6,54 +29,2 -HS +3,01 +14,6 -58 -62 = s +22, 1 -6 4,
-58c -61c 5 (rh) o +7,62 +6,4a } +5,9a } 5 (mon) +0,023 +7,78 Cu o +7,96 +5,91 +5,94 cu+ +12 -6,3? +52 +53 Cu++ +15,53 23,6 +64 -t66 Cu O -30,4 +10,4 +10,87 + 11,.00 cu 2o -34,98 +24, 1 +16,81 +16,95 Cu02 -43,5 -23 od,
-167, 12d -162,51d HCu02 -61,42 +10,0d -126,80d -121,65d cu 2s(a) -20,6 +28,9 +19,50 +21 , 5 CuS -11 , 7 +15,9 +11,49 +11,55 Fe++ -20,30 -27,1 +66 +68 Fe+++ -2,53 -70, 1 +93 +96 FeS 2 -39,84 +12,7 +15,2 +15,6 FeS -23,32 + 1 6 '1 +15,2 +15,5 Fe 2o
3 -177,1 +21,5 +26,5 +27,2 Fe 3o
4 -242,4 +35,0T,l
+39,3 \ - -- ·---·· -- ·---\
\
-393-o ャセセ ・イカ。・ウZM i ) va ores para G298 e 1 - 0
s
o 298 , desde que nao h!-ja observação, foram obtidos de Latimer< 8
>.
ii ) valores para as capacidades calorificas das especies ionicas, desde que não haja obser-vação foram obtidos de Criss e Cobble( 9 ). iii) valores para as capacidades calorificas das
espécies não ionicas, desde que não haja ob servação são de Kubaschewski e Evans(lO}_-iv } capacidades calorificas (a) sao de Perry(ll)
v ) capacidades calorificas (b) foram
calcula-das usando os v a 1 o r e s J)<1, de C o b b 1 e ( 3 }
vi ) capacidades calorificas (c} foram calculadas usando o principio de Criss e Cobble(l}
vii) os valores de entropia (d} foram calculados usando a relação para oxi-anions de Connick e Powell( 12 ) e os valores correspondentes das capacidades calorificas usando as relações de Criss e Cobble( 9 )
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