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CAPÍTULO V. ESTRUTURA ECOLÓGICA MUNICIPAL

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Academic year: 2021

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 103 | P á g i n a

CAPÍTULO V. ESTRUTURA ECOLÓGICA MUNICIPAL

ENQUADRAMENTO LEGAL

O Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial (RJIGT) estipula que os instrumentos de gestão territorial devem identificar “as áreas, valores e sistemas fundamentais para proteção e valorização ambiental dos espaços rurais e urbanos”, devendo os planos municipais de ordenamento do território estabelecer os “parâmetros de ocupação e utilização do solo assegurando a compatibilização das funções de proteção, regulamentação e enquadramento com os usos produtivos, o recreio e o bem-estar das populações” (art.º 14.º, DL n.º 380/99, na atual redação). O mesmo diploma refere a delimitação da estrutura ecológica municipal (EEM) como um dos objetivos a serem estabelecidos pelos planos municipais de ordenamento do território, identificando-a através da definição dos sistemas de proteção dos valores e recursos naturais, culturais, agrícolas e florestais.

O DR n.º 11/2009, de 29 de maio, cujo objetivo é estabelecer critérios de classificação ou reclassificação do solo, é claro na definição do papel da estrutura ecológica na regulamentação/regulação do uso do solo. Este estabelece no art.º11, que “a estrutura ecológica municipal é constituída pelo conjunto de áreas que, em virtude das suas características biofísicas ou culturais, da sua continuidade ecológica e do seu ordenamento, tem por função principal contribuir para o equilíbrio ecológico e para a proteção, conservação e valorização dos espaços rurais e urbanos”.

Segundo, ainda, o n.º 2 do mesmo artigo, “a estrutura ecológica municipal é identificada e delimitada nos planos diretores municipais, em coerência com a estrutura regional de proteção e valorização ambiental definida nos planos regionais de ordenamento do território e com as orientações contidas nos planos sectoriais que contribuem para os objetivos definidos no número anterior”.

OBJECTIVOS DA ESTRUTURA ECOLÓGICA MUNICIPAL

A estrutura ecológica municipal (EEM) tem por objetivos a proteção e a valorização da qualidade ambiental do território do concelho e constitui um sistema transversal à classificação e qualificação do solo.

A definição das áreas de Estrutura Ecológica Municipal visa reforçar a aplicação dos conceitos e regimes inerentes à proteção dos valores naturais e patrimoniais, fundamentais ao equilíbrio ecológico e biofísico do concelho de Celorico de Basto. O conceito de continuum naturale deverá ser encarado como uma oportunidade de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida municipal, através da valorização e dinamização do seu património arquitetónico e paisagístico.

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A EEM deve atender não só a aspetos de proteção e conservação, mas também a aspetos de carácter recreativo e turístico, valorizando a multifuncionalidade e diversidade da paisagem em sincronia com o território. Deste modo, a presente revisão pretende, com a delimitação da EEM, proteger os sistemas ecológicos fundamentais à sustentabilidade do território com base no pressuposto de um planeamento integrado, adequando o uso do solo e orientando a ocupação das áreas abrangidas de modo a garantir a manutenção da sua função ecológica, conjuntamente com a sua capacidade de proporcionar bens e serviços que satisfaçam as necessidades humanas, quer em espaços rurais, quer espaços urbanos.

DEFINIÇÃO DA ESTRUTURA ECOLÓGICA MUNICIPAL

No que diz respeito ao processo de delimitação EEM de Celorico de Basto, este foi realizado considerando o resultado de outros processos relativos aos trabalhos de revisão do PDM, designadamente:

 Caracterização Biofísica;  Domínio Hídrico;

 Redelimitação da Reserva Ecológica Nacional (REN);  Redelimitação da Reserva Agrícola Nacional (RAN).

A EEM é constituída pelos valores fundamentais ao suporte do sistema ecológico e cuja preservação é fundamental para o funcionamento sustentável do território, correspondendo ao nível estrutural mais restrito devido à presença de sistemas de maior sensibilidade. Esta compreende a Estrutura Ecológica Urbana (EEU), que constitui uma estrutura de proteção e regulamentação de suporte aos processos ecológicos integrados no tecido edificado, necessários ao equilíbrio do sistema urbano. Estes elementos podem aparecer, à medida que as áreas urbanas vão crescendo, principalmente, por via da ocupação das áreas urbanizáveis.

A proposta de EEM de Celorico pretende também identificar e promover orientações conceptuais que sejam ajustadas à diversidade de valores naturais registados no território através da distinção de cada sistema territorial, sem, no entanto, perder de vista a abordagem integrada que a gestão sustentável dos recursos naturais necessita. No desenvolvimento da EEM foram identificados os quatro sistemas fundamentais, (1) o Sistema Húmido ou Ribeirinha, (2) o Sistema Florestal, (3) o Sistema Patrimonial e o (4) Sistema Verde Urbano.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 105 | P á g i n a

S

ISTEMA

H

ÚMIDO OU

R

IBEIRINHO

As linhas de água constituem corredores de conectividade de fluxos biológicos, de matéria e de energia e são consideradas o esqueleto da EEM. A importância destas áreas está também associada às galerias ripícolas, enquanto áreas que apresentam grande biodiversidade e que contribuem para a estabilização da margens e retenção dos solos. Na delimitação dos sistemas húmidos (Ilustração 29) foram considerados os seguintes elementos:

 Os cursos de água e as galerias ripícolas;  As zonas ameaçadas pelas cheias;

 As áreas de proteção e recarga dos aquíferos de dimensão relevante;

Ilustração 29 - Sistema Húmido ou Ribeirinho considerado na delimitação da EEM

S

ISTEMA

F

LORESTAL

O sistema florestal (Ilustração 30) é constituído por um conjunto de povoamentos florestais de folhosas e de espécies legalmente protegidas (sobreiro), com valores e recursos de interesse municipal, cuja preservação é da maior importância. Assim, foram considerados os seguintes elementos:

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 As principais manchas de povoamento de folhosas, nomeadamente as manchas de folhosas do Vale de Infesta, Viso e Lobão.

 Os povoamentos florestais de espécies legalmente protegidas.

Ilustração 30 - Sistema Florestal considerado na delimitação da EEM

S

ISTEMA

P

ATRIMONIAL

O sistema patrimonial (Ilustração 31) é constituído por áreas de interesse cultural, que conjuntamente com outras áreas de idêntico valor constituem o suporte do desenvolvimento do potencial turístico municipal. Este sistema funciona como fator de atratividade no usufruto da EEM, tendo sido considerados os subsequentes elementos:

 Área de interesse patrimonial geológico;

 Área com interesse cultural e recreativo (Núcleo Molinológico de Argontim);  Jardins e áreas verdes associadas aos elementos de património arquitetónico.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 107 | P á g i n a Ilustração 31 - Sistema Patrimonial considerado na delimitação da EEM

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S

ISTEMA

V

ERDE

O sistema verde (Ilustração 32) integra as áreas verdes urbanas nomeadamente, parques, jardins, quintas urbanas e logradouros, com carácter estruturante no espaço urbano e rural. Pela escassez e falta de continuidade dos espaços verdes no meio urbano foram integradas as áreas fundamentais para o equilíbrio do sistema urbano e rural, com maior expressão territorial. Na delimitação do sistema verde foram considerados os seguintes elementos:

 Áreas de Lazer e de enquadramento paisagístico;  A ciclovia municipal da linha do Tâmega;

 O percurso pedestre do Castelo.

Para além destas áreas, a EEM abrange

1) As áreas da REN e da RAN não integradas na Estrutura Ecológica Fundamental (EEF); 2) A Estrutura Ecológica Urbana (EEU).

A EEU engloba:

 Os espaços verdes identificados na planta de ordenamento;

 Os jardins e áreas verdes associadas aos elementos de património arquitetónico no interior dos perímetros urbanos;

 As áreas de lazer e as áreas de enquadramento paisagístico no interior dos perímetros urbanos;  Os leitos dos cursos de água situados no interior dos perímetros urbanos e ainda os seus troços

que constituam limite dos supramencionados perímetros.

Além disso, todas as áreas, públicas ou privadas, que vierem a ser estabelecidas em plano de urbanização ou plano de pormenor passam a integrar a EEU.

DIRECTIVAS REGULAMENTARES

De acordo com o Regulamento, nas áreas integradas na Estrutura Ecológica Municipal os condicionamentos ao uso e transformação do solo a cumprir resultam da aplicação da disciplina estabelecida no regulamento para as categorias de espaços em que a EEM se situe. Apenas serão admissíveis os usos dominantes previstos para as categorias de espaços em que estas se inserem,

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 109 | P á g i n a  Usos complementares dos usos dominantes;

 Áreas de recreio e lazer;

 Componentes não edificadas nem impermeabilizadas de empreendimentos turísticos;  Instalações para aproveitamento de recursos energéticos renováveis;

 Implantação ou instalação de infraestruturas.

Relativamente às instalações para aproveitamento de recursos energéticos renováveis e implantação ou

instalação de infraestruturas, estas têm carácter excecional pelo que a sua instalação apenas pode ser

viabilizada com fundamento em avaliação, que conclua que haverá uma escassa relevância dos eventuais prejuízos ou inconvenientes de ordem funcional, ambiental ou paisagística.

As áreas integrantes da estrutura ecológica urbana não podem ser objeto de obras de urbanização ou de edificação, salvo as que se destinam à sua manutenção ou reforço do seu estatuto, enquanto áreas verdes de proteção e/ou de lazer e recreio.

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CAPÍTULO VI. PATRIMÓNIO CULTURAL

ENQUADRAMENTO

A relação entre o património cultural e o Plano Diretor Municipal (PDM) pode ser concretizada através de normas regulamentares e pode, ainda, ter expressão cartográfica. Por outro lado, o direito do “património cultural” assume um conjunto de premissas que não podem deixar de ser tomadas em consideração no âmbito do exercício de planeamento. Em particular, no que diz respeito aos monumentos, conjuntos e sítios classificados ou em vias de classificação, onde as intervenções ou obras não podem ser realizadas sem autorização expressa e o acompanhamento do órgão competente da administração central. Assim e desde logo o PDM terá de fazer a devida menção a estes elementos e garantir que os mesmos constam da carta de condicionantes.

Para um plano que é municipal interessa ponderar várias perspetivas sobre os bens culturais. Para além de considerar os bens culturais classificados como de interesse nacional, de interesse público ou em vias de classificação, interessa atender aos restantes elementos ou bens culturais que devido à sua singularidade ou representatividade se apresentam como de “interesse cultural”. Se para os primeiros, apesar de serem património existente na área do plano/município a sua gestão está condicionada, bem como as respetivas zonas de proteção, a uma servidão administrativa, onde o município não pode exercer a sua tutela livremente, já no caso dos restantes bens culturais inventariados as operações de licenciamento, podem estar sujeitas a um processo de avaliação que vise a salvaguarda do bem, mas esta apreciação é conduzida pelo município, no âmbito da legislação em vigor e das normas e regulamentos municipais aplicáveis.

Quando nos referimos aos bens de “interesse cultural” queremos não só incluir neste conceito aqueles que eventualmente tenham sido (ou venham a ser) alvo de um processo administrativo resultante na sua classificação (nos termos definidos na legislação em vigor), mas também abarcar um conjunto de bens, móveis ou imóveis, com valor cultural de significado importante que pela sua singularidade e representatividade se lhe reconhece valor cultural suficiente para que tenham, por parte do município, um tratamento e enquadramento que vise a sua preservação e promoção.

Neste trabalho de aplicação do referido conceito ao plano devemos praticar um exercício de ponderação, de forma a não colocar em causa os diferentes interesses que podem estar subjacentes. Interessa, pois, utilizar o princípio da graduabilidade do interesse cultural13, no sentido de garantir diferentes soluções

para bens culturais que nos apresentam diferentes graus de “interesse” ou importância ao nível da sua contextualização municipal. Certos que o exercício de estabelecer uma valoração relativa entre diferentes

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 111 | P á g i n a bens, pode não se revelar de fácil execução, não devemos deixar de atender que se este não for realizado e optarmos por soluções de inclusão sistemática dos bens identificados no território municipal, podemos ao invés de estar a proteger, estar a promover a sua banalização e a contribuir para a sua desproteção.

A definição dos princípios, que visam garantir a preservação do património cultural, é concretizada através das premissas contidas no presente documento e a sua tradução em normas será concretizada na proposta de regulamento do PDM.

No contexto dos trabalhos preparatórios da presente revisão do PDM, a identificação do património é concretizada através de trabalhos sistemáticos ao nível do inventário, materializados na Carta Arqueológica (2005) e na Carta do Património Arquitetónico (2011/2013). Com base nesses estudos foi elaborada a Carta do Património, elemento que acompanha o PDM e que representa cartograficamente

os valores patrimoniais inventariados.

Ilustração 33 - Extrato da Carta do Património

Considerando os trabalhos realizados ao nível da carta arqueológica e da carta de património arquitetónico avança-se com a distinção do património cultural em quatro níveis valorativos de acordo

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com a sua importância histórico-cultural, que se refletem nos condicionamentos de salvaguarda referidos nos títulos seguintes, impostos pelo capítulo IX do regulamento do PDM:

V1 - Património de superior interesse cultural / Sítios de valor excecional

Este nível inclui os elementos do património construído e os sítios arqueológicos que, pelas suas características singulares, possuem uma importância de nível nacional.

V2 - Património de relevante interesse cultural / Sítios com grande Valor

Inclui os elementos que possuem uma importância de nível regional ou que são relevantes por estarem integrados num grupo tipológico.

V3 - Património de interesse / Sítios de valor comum

São os elementos possuem importância de nível local em termos de preservação da memória de época ou função.

V4 - Outros elementos patrimoniais / Sítios de valor reduzido

Os restantes elementos inventariados, cujas características tipológicas e cronológicas menos claras, ou o estado de conservação, não permitem a sua inclusão nos níveis superiores.

Tabela 28 - Quantificação dos elementos patrimoniais inventariados, por nível valorativo

Nível Património arquitetónico Quant. Património arqueológico Quant. V1 Elementos patrimoniais de superior interesse cultural 11 Sítios de valor excecional 3

V2 Elementos patrimoniais de interesse relevante 50 Sítios de grande valor 15

V3 Elementos patrimoniais de interesse 134 Sítios de valor comum 151

V4 Outros elementos patrimoniais 211 Sítios de valor reduzido 5

Total 406 Total 174

Os elementos e sítios dos níveis V1 e V2 são identificados na Planta de Ordenamento - Salvaguardas e de Execução do Plano. Os restantes são indicados apenas nas listagens completas do inventário que constituem os Anexos VI e VII do Regulamento do PDM, apresentadas também em anexo ao presente Relatório.

IMÓVEIS CLASSIFICADOS OU EM VIAS DE CLASSIFICAÇÃO

Segundo as categorias de classificação estabelecidas pela legislação em vigor, existe neste concelho apenas um bem imóvel classificado como Monumento Nacional (MN), quatro classificados como Imóvel de Interesse Público (IIP) e um como Monumento de Interesse Público (MIP). Encontram-se ainda dois imóveis em vias de classificação, como património de interesse público e foi recentemente aberto um procedimento de classificação de interesse municipal (IIM).

Os imóveis classificados e em vias de classificação beneficiam de proteção legal, designadamente de zonas de proteção geral (de 50 metros) ou especial (a determinar pelo diploma de classificação). Estes

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 113 | P á g i n a imóveis, bem como as respetivas zonas de proteção em vigor, estão identificados como tal na Planta de Condicionantes – Servidões e Restrições de Utilidade Pública e também na Planta de Ordenamento - Salvaguardas e de Execução do Plano em conjunto com o restante património.

Tabela 29 – Bens culturais imóveis com proteção legal no concelho de Celorico de Basto Designação Class. Categ./Tipologia Diploma Localização

Castelo de Arnoia MN Arquitetura

militar, Castelo Decreto 35532, 15-03-1946 Castelo, Arnoia Pelourinho do Castelo IIP Arquitetura civil,

Pelourinho Decreto 23122, 11-10-1933 Castelo, Arnoia Casa da Boavista, incluindo o

jardim e os elementos

decorativos que este contém

IIP Arquitetura civil,

Solar Decreto 129/77, 29-09-1977 Outeiro, Veade

Casa do Outeiro IIP Arquitetura civil,

Casa Decreto 129/77, 29-09-1977 Outeiro, Veade

Estela de Vila Boa IIP Arqueologia,

Estela Decreto 129/77, 29-09-1977 Vila Boa; Rego Solar do Souto, jardins e quinta MIP Arquitetura civil,

Solar Portaria 283/2013, 13-05-2013 Vilar, S. Clemente Igreja e Convento de Arnoia EVC Arquit. religiosa,

Convento Anuncio 18520/2011 2.ªs.DR, 14-12-2011* Mosteiro, Arnoia

Casa da Cruz EVC

(IIM) Arquitetura civil, Solar Deliberação municipal de abertura, 10-12-2012 Cruz, Gagos MN – monumento nacional, IIP – imóvel de interesse público, MIP – Monumento de interesse público; IIM - imóvel de interesse municipal, EVC – em vias de classificação

* Encerra o procedimento iniciado em 31-08-1993 e abre um novo Fonte: IGESPAR (www.igespar.pt), 2013, atualizado pelo Município

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Ilustração 35 - Património classificado e em vias de classificação

PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO

Os imóveis e conjuntos urbanos identificados como património arquitetónico distribuem-se pelos seguintes níveis valorativos:

V1: Elementos patrimoniais de superior interesse cultural; V2: Elementos patrimoniais de interesse relevante; V3: Elementos patrimoniais de interesse;

V4: Outros elementos patrimoniais.

Dos 22 conjuntos (povoações) com interesse patrimonial que foram identificados e delimitados, dois são considerados património de interesse relevante (V2), a povoação do Castelo e o centro tradicional da sede do concelho, e como tal são identificados na Planta de Ordenamento – Salvaguardas e Execução do Plano. Os restantes foram considerados de nível V3, estando incluídos na respetiva listagem.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 115 | P á g i n a Na Planta de Ordenamento - Salvaguardas e de Execução do Plano estão identificados os elementos com os níveis V1 e V2, nos quais estão incluídos os imóveis com proteção legal referidos no título anterior.

V1 - Património de superior interesse cultural

Este nível integra os exemplares arquitetónicos, paisagísticos ou urbanísticos considerados únicos, raros ou excecionais, no seu contexto espácio-temporal. Os elementos selecionados para este nível tiveram como base critérios de autenticidade, integridade e exemplaridade.

Incluem-se aqui os edifícios classificados ou em vias de classificação como monumento nacional ou imóvel de interesse público e ainda os que se considera serem potencialmente merecedores dessa classificação de nível nacional (2 igrejas integradas na Rota do Românico e 3 solares)

V2 - Património de relevante interesse cultural

Este nível integra os edifícios, conjuntos edificados e outros elementos construídos que, não tendo o mesmo carácter de singularidade dos V1, são exemplares representativos da sua tipologia e época histórica (por exemplo: solares, arquitetura religiosa) e inclui ainda os imóveis classificados (que não são edifícios) não identificados no nível anterior.

De um modo geral, os elementos do nível V2 têm, potencialmente, condições para virem a ser classificados como imóveis de interesse municipal.

Medidas de salvaguarda para V1 e V2

A Câmara Municipal, no limite e âmbito da sua competência e de acordo com o disposto no regulamento do PDM, apenas deverá permitir, na área ocupadas por estes elementos e na sua envolvente, intervenções que contribuam para a proteção, valorização ou usufruição do património identificado, salvaguardando o seguinte:

• Todas as intervenções nestes elementos deverão ser realizadas de acordo com as características

particulares dos mesmos e considerando o objetivo de garantir a sua preservação;

• Todos os elementos dos níveis V1 e V2 beneficiam de áreas de salvaguarda de 100 metros,

medidos a partir do seu perímetro exterior (polígono definido na Carta do Património e na Planta de Ordenamento - Salvaguardas e de Execução do Plano), sem prejuízo das zonas de proteção estabelecidas pelo quadro legal em vigor, no caso do património classificado e em vias de classificação.

• Competirá aos serviços municipais, no âmbito dos processos de controlo prévio das operações

urbanísticas (licenciamento, autorização, comunicação prévia), garantir que as intervenções propostas nos elementos patrimoniais, bem como nas respetivas áreas de salvaguarda, são as mais

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corretas e que não prejudicam o valor histórico-cultural do bem patrimonial nem o seu enquadramento visual.

• Para esse feito será obrigatória a apresentação de um relatório elaborado por técnico habilitado, que

fará parte da instrução dos processos, onde se evidencie que as soluções propostas para a intervenção, incluindo eventuais obras de demolição, não porão em causa a preservação das características particulares do bem que lhe conferem o estatuto de património cultural.

• A mesma exigência aplica-se a quaisquer intervenções dentro das áreas de salvaguarda, devendo a

Câmara Municipal impor condicionamentos à configuração dos edifícios e às atividades a instalar de modo a não prejudicar, visual ou funcionalmente, o valor patrimonial.

• Para a viabilização da intervenção pretendida é indispensável a validação do relatório acima referido

pela Câmara Municipal, com base em apreciação técnica fundamentada dos serviços municipais competentes, devendo sempre recusar essa viabilização quando se identifique o risco das intervenções colocarem em causa a preservação do elemento patrimonial.

• No caso do património classificado e em vias de classificação, será aplicado o enquadramento legal

previsto na lei de bases da política e do regime de proteção e valorização do património cultural, para além do aqui proposto.

V3 - Património de interesse

Estão incluídos neste nível os elementos que, tendo características individuais comuns, integram uma categoria tipológica relevante a nível concelhio ou sub-regional ou que possuem importância de nível local em termos de preservação da memória de época ou função.

No sentido de garantir que as intervenções em elementos ou conjuntos patrimoniais são as mais corretas, do ponto de vista da preservação do valor cultural, deverão ser adotadas as seguintes medidas de proteção:

• Todos os elementos do nível V3 beneficiam de áreas de salvaguarda de 50 metros, medidos a partir

do seu perímetro exterior (polígono definido na Carta do Património)

• No âmbito dos processos de controlo prévio das operações urbanísticas que incidam sobre

elementos ou conjuntos do nível V3 e respetivas áreas de salvaguarda, deverá ser apresentado um relatório elaborado por técnico habilitado, que fará parte da instrução dos processos, onde se evidencie que as intervenções pretendidas (nomeadamente as obras de demolição) não porão em causa a preservação das características particulares do bem que lhe conferem o estatuto de património cultural.

• Os serviços municipais competentes, podem sempre recusar a viabilização das intervenções caso

identifiquem o risco dessas intervenções submetidas colocarem em causa a preservação do elemento patrimonial ou afetarem o seu valor histórico-cultural.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 117 | P á g i n a V4 - Outros elementos patrimoniais

Neste nível, será da competência municipal, no seu âmbito de ação, assegurar que as intervenções nestes elementos não diminuem ou prejudicam seu interesse patrimonial, pelo que:

• Todos os elementos do nível V4 beneficiam de áreas de salvaguarda de 50 metros, medidos a partir

do seu perímetro exterior (polígono definido na Carta do Património)

• Os serviços municipais competentes, no âmbito dos processos de controlo prévio das operações

urbanísticas, podem sempre, fundamentando, recusar a viabilização das intervenções pretendidas (nomeadamente as obras de demolição) caso identifiquem o risco dessas intervenções submetidas colocarem em causa a preservação do elemento patrimonial ou afetarem o seu valor histórico-cultural.

Ilustração 36 - Extratos da Planta de Ordenamento - Salvaguardas e Execução do Plano

PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

O inventário do património arqueológico do concelho é o resultado da acessoria de um arqueólogo que incluiu um exaustivo trabalho de campo com vista á deteção e inventariação sistemática de sítios e vestígios arqueológicos, da pré-história à idade média, seguido de um trabalho de análise, caraterização e produção de cartografia temática, que se traduziu na Carta Arqueológica de Celorico de Basto, concluída em 2005. Foram inventariados 174 elementos, dos quais dois estão conservados em museus e

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possuem expressão territorial. Os elementos inventariados foram sistematizados em quatro níveis valorativos que se transpõem para o regulamento do PDM

V1: Sítios arqueológicos de valor excecional; V2: Sítios arqueológicos de grande valor; V3: Sítios arqueológicos de valor comum; V4: Sítios arqueológicos de valor reduzido.

V1 - Sítios com valor excecional

Sítios ou vestígios cujas características crono-culturais, estado de conservação, raridade, valor pedagógico e turístico, representam um significado excecional à escala Nacional.

Por valor pedagógico e turístico entende-se que possuem condições para serem visitáveis, podendo, com algum auxílio interpretativo, ser compreendidos pelo público em geral.

Os sítios arqueológicos integrados neste nível são apenas 3: Castro de Barrega (Borba), Povoado da Bouça de Mosqueiros (Britelo) e Povoado fortificado do Ladário (Vale de Bouro).

V2 - Sítios com grande valor

Sítios ou vestígios cujas características crono-culturais, estado de conservação, raridade, representam um significado predominante à escala Regional.

V3 - Sítios de valor comum

Sítios ou vestígios cujas características morfo-técnicas e crono-culturais estejam insuficientemente qualificadas.

V4 - Sítios de valor reduzido

Sítios ou vestígios cujas características morfo-técnicas e crono-culturais estejam debilmente representadas (achados isolados e/ou residuais).

Na Carta do Património, elemento que acompanha o PDM, os sítios arqueológicos com expressão territorial, no total de 172, são representados por polígonos correspondentes à mancha de dispersão de materiais, estruturas ou achados isolados. Esses polígonos, qualquer que seja o seu nível valorativo, beneficiam da proteção legal estabelecida pelo regime de proteção e valorização do património cultural (Lei 107/2001 de 8 de setembro).

O Município deve exigir, no âmbito das suas competências, que as intervenções nas áreas de salvaguarda do património arqueológico (correspondentes aos polígonos delimitados na Carta do Património) sejam objeto de prévia avaliação realizada por arqueólogo, podendo, com base nessa avaliação, impedir a intervenção pretendida ou impor condicionamentos á sua execução.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 119 | P á g i n a Quando se verificar a ocorrência de vestígios arqueológicos ainda não inventariados, as entidades envolvidas, públicas ou privadas, seguirão os procedimentos estabelecidos na legislação aplicável. Na ilustração seguinte apresenta-se a localização dos sítios arqueológicos inventariados, que se distribuem por quase todo o território do concelho, o que contrasta com a delimitação das áreas de proteção arqueológica no PDM de 1994, que foi feita com base num conhecimento muito vago.

Ilustração 37 - Localização do património arqueológico inventariado

Todos estes sítios arqueológicos são identificados na listagem do inventário que constitui um anexo do Regulamento do PDM. Na Planta de Ordenamento - Salvaguardas e Execução do Plano estão assinalados apenas os sítios arqueológicos dos níveis V1 e V2.

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CAPÍTULO VII. INFRAESTRUTURAS URBANÍSTICAS

ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO

E

NQUADRAMENTO

Os níveis de cobertura das redes públicas de infraestruturas básicas no concelho de Celorico de Basto são aceitáveis quanto ao abastecimento de água, mas no que se refere ao saneamento estão ainda muito distantes dos objetivos estabelecidos no Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais para o período de 2007-2013 (PEAASAR II).

Conforme foi já referido nos Estudos de Caracterização e Diagnóstico, estima-se que atualmente resida em zonas servidas por sistemas de abastecimento de água cerca de 88% da população, enquanto apenas cerca de 25% reside em zonas servidas por sistemas de drenagem de águas residuais, quando os objetivos nacionais do PEAASAR são de 95% para o abastecimento de água e 90% para o saneamento, com os mínimos aceitáveis, respetivamente, de 80% e 70% dos alojamentos.

Considerando a necessidade de implementação do PEAASAR II, foi celebrado em 2011 um contrato de parceria pública entre o Estado e o conjunto dos municípios de Amarante, Arouca, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Fafe, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Santo Tirso, Trofa, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão e Vila Verde, que passaram a integrar o Sistema de Águas da Região do Noroeste. A entidade gestora da parceria - Águas do Noroeste - é uma sociedade anónima de

capitais públicos, da qual são acionistas a Águas de Portugal, em representação do Estado, e os municípios.

Nos termos deste protocolo, os municípios decidiram agregar os respetivos sistemas municipais num sistema territorialmente integrado, delegando na entidade gestora da parceria as respetivas competências municipais relativas à gestão e à exploração dos serviços públicos de abastecimento de água para consumo público e de saneamento de águas residuais urbanas aos utilizadores finais. Este sistema inclui também as infraestruturas a construir pela entidade gestora. A Águas do Noroeste integrou os sistemas de saneamento "em alta" anteriormente da responsabilidade da Águas do Ave a que Celorico de Basto estava associado.

S

ITUAÇÃO ATUAL

Nas últimas duas décadas houve uma grande evolução no que se refere ao abastecimento de água, que foi definido como uma prioridade nos investimentos do município. O mesmo não sucedeu com a recolha de águas residuais, considerada até agora uma prioridade secundária, sendo o sistema da fossa séptica o utilizado na generalidade dos edifícios.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO Ilustração

Gráfico 14 - População resident

Gráfico 15 - População resident

DE CELORICO DE BASTO

Ilustração 38 - Redes de infraestruturas, evolução 1994-2011

População residente em áreas servidas, situação atual (habitantes por freguesia)

População residente em áreas servidas, situação atual (percentagem por freguesia)

121 | P á g i n a tual (habitantes por freguesia)

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Abastecimento de água

Atualmente estão em funcionamento 30 sistemas de abastecimento de água que servem a maior parte dos aglomerados populacionais das freguesias de 19 das 22 freguesias do concelho, Falta executar os sistemas de Infesta e Santa Tecla, para os quais já existe projeto, e falta ainda servir a freguesia de Caçarilhe, a zona de Nespereira na freguesia de Vale de Bouro e parte poente das freguesias de Ribas e S. Clemente. As áreas servidas pela rede de abastecimento de água são aquelas onde se concentra a maioria da população. O número de clientes (contadores instalados) é de aproximadamente 4900 e o consumo total anual cerca de 332.000 m³ (dados de 2010).

Saneamento de águas residuais

Existem atualmente 5 sistemas de drenagem de águas residuais. Apenas a freguesia de Britelo tem uma cobertura quase total dos espaços urbanos. 8 freguesias têm uma cobertura parcial: Arnoia e Gémeos, nas áreas incluídas ou próximas da sede do concelho, S. Clemente, na Vila da Gandarela; Gagos, Molares e Veade, na Vila de Fermil; e ainda Borba e Fervença que possuem sistemas autónomos ligados a ETAR compactas. Gémeos e Carvalho têm uma cobertura residual, que abrange apenas as zonas da S. Silvestre (Celorico) e da Zona Industrial de Carvalho, respetivamente. As restantes 11 freguesias não possuem rede de drenagem de águas residuais.

P

ROPOSTAS

Abastecimento de água

No que se refere ao abastecimento de água, as intervenções propostas têm como objetivos gerais o alargamento de cobertura, a articulação alta-baixa e a melhoria da fiabilidade e desempenho operacional. Dado que a cobertura atual é de 88% da população, apenas será necessário intervir no sentido de construir ou ampliar redes de distribuição e infraestruturas necessárias para servir os lugares ainda em falta, de modo a abranger a totalidade da população residente em solo urbano e ainda grande parte das habitações em solo rural, desde que não se situem em locais muito isolados.

Existem atualmente 43 captações, 32 postos de cloragem, 45 estações elevatórias, 32 reservatórios, 20 km de adução e 371 km de redes. Na Tabela 30 apresentam-se as infraestruturas a manter. A articulação com o sistema multimunicipal consistirá na construção de infraestruturas de adução, para ligar os pontos de entrega em "alta" aos reservatórios em "baixa", bem como na ampliação ou remodelação das infraestruturas existentes. Os sistemas do Rego e Codessoso serão mantidos como sistemas autónomos, sem intervenções previstas. As intervenções propostas são sintetizadas na Tabela 31. Após a conclusão de todas as obras previstas, apontada para 2020, o Sistema de Abastecimento de Água em “baixa” de Celorico de Basto cobrirá uma população de cerca de 17.300 habitantes, o que corresponde a uma taxa de cobertura de aproximadamente 92%.

(21)

RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 123 | P á g i n a Tabela 30 - Síntese das infraestruturas de abastecimento de água a manter

Código Sistema

Infraestruturas a manter

Captação Elevatória Reservatório Adutora Estação distribuição Rede de

SAA-001 Sistema de Codessoso 1 (*) 3 un 1 un 1 un 3,9 km 8,5 km

SAA-002 Sistema de Codessoso 2 (*) 3 un 2,6 km

SAA-003 Sistema de Alijó Rego (*) 3 un 2 un 1 un 1,0 km 11,0 km

SAA-010 Sistema da Lameira Rego (*) 4 un 4 un 1,8 km 14,8 km

SAA-014 Sistema de Quintela Rego (*) 1 un 1 un 0,1 km 1,5 km

SAA-200 Sistema de Canedo 24,8 km

SAA-201 Sistema de Vale de Bouro 13,8 km

SAA-202 Sistema de Ribas 13,5 km

SAA-203 Sistema de Gandarela / S. Clemente 1 un 13,9 km

SAA-204 Sistema de Veade 5,9 km

SAA-205 Sistema de Britelo (norte) 1 un 24,3 km

SAA-206 Sistema de Molares 6,9 km

SAA-207 Sistema de Gagos 20,5 km

SAA-208 Sistema de Ourilhe 1 un 18,7 km

SAA-209 Sistema de Britelo / Arnoia / Lourido / Salmães 50,9 km

SAA-210 Sistema de Cerqueda 18,0 km

SAA-211 Sistema de Moreira do Castelo 11,5 km

SAA-212 Sistema de Borba da Montanha 81,0 km

SAA-213 Sistema de Agilde 29,4 km

TOTAL 14 un 9 un 5 un 6,8 km 371,5 km

(*) Sistemas autónomos a manter, os restantes serão abastecidos pelo sistema multimunicipal. Tabela 31 - Síntese das infraestruturas de abastecimento de água a construir e a remodelar

Código Sistema Estação Infraestruturas a construir A remodelar Elevatória Reservatório Adutora distribuição Rede de Reservatório

SAA-201 Sistema de Vale de Bouro 1 un

SAA-203 Sistema de Gandarela / S. Clemente 1 un 4,6 km 1,9 km

SAA-204 Sistema de Veade 1 un 0,4 km

SAA-207 Sistema de Gagos 2 un 0,5 km

SAA-208 Sistema de Ourilhe 3,0 km 1,2 km 1 un

SAA-209 Sistema de Britelo / Arnoia / Lourido / Salmães 1 un 1 un 1,7 km

SAA-217 Sistema de Caçarilhe 2,7 km

TOTAL da proposta das Águas do Noroeste 3 un 4 un 9,7 km 6,2 km 1 un

SAA-030 Sistema de Gémeos / Infesta / St.ª Tecla (*) rede de abastecimento a Infesta e St.ª Tecla, na sua totalidade, e parte restante de Gémeos (*) Projeto do Município, parcialmente executado, a ligar ao sistema SAA-208-Ourilhe

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Na Ilustração 39 estão assinalas as zonas atualmente servidas (a azul), as que serão servidas pelas redes a construir (a amarelo) e ainda os pontos de entrega do sistema "em alta" (a vermelho).

Ilustração 39 - Planta Geral do Sistema de Abastecimento de Água – Cobertura Atual e Futura

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 125 | P á g i n a Saneamento de águas residuais

Atendendo à reduzida cobertura atual, as intervenções propostas dizem respeito, sobretudo, à construção de novos sistemas de drenagem e ampliação dos existentes. O futuro sistema coletivo de drenagem de águas residuais do concelho de Celorico de Basto será constituído por 20 sistemas, todos servidos pelo sistema multimunicipal. Serão construídas as ligações das redes de drenagem aos pontos de recolha em "alta" e remodeladas as infraestruturas existentes para adequação ao sistema em "alta". As intervenções previstas são apresentadas na Tabela 32.

Tabela 32 - Síntese das infraestruturas de saneamento a manter e a construir - redes locais em baixa Código Sistema

Infraestruturas manter Infraestruturas a construir Estação

Elevatória drenagem Redes de Elevatória Estação Emissários drenagem Redes de

SAR-001 Sistema de Britelo / Arnoia 33,0 km 10,8 km

SAR-002 Sistema da Gandarela 10,0 km 0,8 km

SAR-003 Sistema de Borba 2 un 8,0 km

SAR-004 Sistema de Fermil 8,0 km

SAR-005 Sistema de Fervença 3,0 km 1 un 0,4 km 1,7 km

SAR-200 Sistema de Gémeos 5,4 km

SAR-202 Sistema de Codessosso 5,8 km

SAR-206 Sistema de Funduães (Fervença) 1,4 km

SAR-207 Sistema de Agilde 10,2 km

SAR-208 Sistema de Várzea (Agilde) 1,5 km

SAR-209 Sistema de Moinhos (Borba) 0,7 km

SAR-211 Sistema de Cabanelas (Borba) 3,5 km

SAR-221 Sistema do Rego 6,0 km

SAR-225 Sistema do Crasto (S. Clemente) 1,1 km

SAR-227 Sistema de Cerdeirinhas (Canedo) 3,8 km

SAR-228 Sistema de Canedo 7,1 km

SAR-232 Sistema da Rasa (Molares) 1,2 km

SAR-233 Sistema de Veade / Molares 1,7 km

SAR-234 Sistema de Seixo (Gagos) 0,5 km

SAR-235 Sistema de Souto / Samil / Paredes (Fervença) 8,9 km

TOTAL 2 un 62,0 km 1 un 0,4 km 72,0 km

Fonte: Águas do Noroeste, 2012

Estima-se que em 2021 o Sistema de Saneamento de Águas Residuais em “baixa” de Celorico de Basto cubra uma população de cerca de 9.500 habitantes. A taxa de cobertura deverá ser de 40% da população do concelho no final da 1.ª fase (apontada para 2015) e de 50% após a conclusão de todas as obras previstas, o que representará uma duplicação da cobertura atual.

(24)

Em aglomerados com população inferior a 500 habitantes pode ser técnica e economicamente preferível adotar sistemas de tratamento individuais, assegurando o sistema de recolha de lamas, o que será ponderado.

Em 2007 a gestão dos sistemas de tratamento das águas residuais e das infraestruturas em "alta" passou a ser da responsabilidade alta da empresa Águas do Ave, integrada agora nas Águas do Noroeste. As águas residuais são tratadas em ETAR pertencentes ao sistema em "alta" (Britelo, Gandarela, Fermil, Borba e Fervença)

No sistema multimunicipal em alta, o investimento prioritário é o Subsistema de Veade, Mondim de Basto e Britelo que será constituído pela ETAR de Britelo (Mosqueiros) e por um conjunto de emissários, intercetores e condutas elevatórias que encaminharão os efluentes recolhidos para o tratamento.

Tabela 33 - Síntese das infraestruturas de em alta

Intervenções propostas Descrição Pontos de recolha Sistemas em baixa a ligar

1. Sistema intercetor do

Subsistema de Veade, Mondim de Basto e Britelo. (Projeto prioritário)

Multimunicipal. Inclui a execução das estações elevatórias de Boucinha (Veade) e Britelo e respetivas condutas elevatórias (3,9 km). A ligar á ETAR de Britelo.

2. Construção da ETAR de Britelo Ampliação da atual ETAR de Mosqueiros 3. Sistema em alta de Gandarela /

Fermil / Veade Inclui elevatórias e gravíticas (total 19 km). A ligar à estações elevatórias, condutas EE de Veade, referida no ponto 1.

PR-001 SAR-002

SAR-004 SAR-232 SAR-233 SAR-234 4. Sistema em alta de Britelo /

Gémeos / Infesta Inclui elevatórias e gravíticas (total 6,3 km). Liga à estações elevatórias, condutas ETAR de Britelo, referida no ponto 2.

SAR-001 SAR-200 5. Sistema em alta de Borba /

Agilde / Fervença Expansão da rede existente. Liga às ETAR de Borba e Fervença SAR-003 SAR-005 SAR-206 SAR-207 SAR-208 SAR-211 SAR-235 6. Sistema em alta de Crasto /

Quintela (S. Clemente) A ligar a Cabeceiras, com ETAR junto ao limite do concelho SAR-225

7. Sistema em alta do Rego A ligar a ETAR no Rego SAR-221

8. Sistema em alta de Canedo A ligar a ETAR em Canedo SAR-227

SAR-228

9. Sistema em alta de Codessoso A ligar a ETAR em Codessoso SAR-202

10. Sistema em alta de Moreira do Castelo

A ligar a ETAR junto ao limite do concelho de Amarante

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 127 | P á g i n a Na Ilustração 40 estão assinaladas as zonas atualmente servidas (a azul), as que serão servidas pelas redes a construir (a amarelo) e ainda os sistemas "em alta" (a vermelho).

Ilustração 40 - Planta Geral do Sistema de Saneamento de Águas Residuais – Cobertura Atual e Futura

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Ilustração 41 - Planta de localização do sistema intercetor Veade-Britelo e da ETAR de Mosqueiros

Fonte: Projeto de execução, Águas do Noroeste, 2011

R

ESULTADOS ESPERADOS

Em termos globais, esta parceria com as Águas do Noroeste permite perspetivar que no futuro no município de Celorico de Basto sejam cumpridos os seguintes objetivos estratégicos: 14

- Garantir o cumprimento das metas de serviço previstas no PEAASAR 2007-2013. Deve sublinhar-se que estes objetivos de atendimento serão atingidos através da coordenação entre os investimentos ditos em "alta" e investimentos complementares em "baixa".

14 Extraído de SISTEMA INTEGRADO DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA E RECOLHA DE EFLUENTES DOS MUNICÍPIOS DO

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO - Obter níveis adequados de qualidade

de qualidade do serviço definido - Garantir a universalidade, c

saneamento de águas residua implementação das orientações - Promover a sustentabilidade do

a garantir a recuperação integral dos cu operacional e eliminar os custos de in privado nacional e local.

- Proteger os valores ambientai no domínio do ambiente, com u - Atingir os níveis de qualidade da Diretiva n.º 91/271/CEE, do de águas residuais urbanas para o Ambiente, de19 de junho. Con efeitos das descargas de águas ambiente.

- Assegurar a gestão integrada e

uma maior eficiência na exploração do sistema e consequentemente melhores resultados a nível dos objetivos a cumprir.

Gráfico 16 - Evolução prevista das taxas de cobertura das infraestruturas básicas

Fonte dos dados: Sistema Integrado de D Águas do Noroeste, 2012

DE CELORICO DE BASTO

qualidade de serviço, mensuráveis pela conformidade inidos.

continuidade e qualidade do serviço de abastecim iduais promovendo soluções adequadas com critérios de c

s relativas à definição das tarifas;

ntabilidade do setor, dos pontos de vista económico, financeiro e ral dos custos incorridos na prestação destes serviço stos de ineficiência, contribuindo para a dinamização do

ais, garantindo o cumprimento do normativo nacional uma abordagem integrada na prevenção e controlo da qualidade exigidos pelo normativo nacional e comunitário em

EE, do Conselho, de 21 de maio, que foi transposta relativame s urbanas para o direito interno pelo Decreto-Lei n.º 152/97,

onstitui objetivo deste diploma a proteção das águas águas residuais urbanas, que se integra no objetivo mais v

grada e correta dos recursos hídricos disponíveis na região de

r eficiência na exploração do sistema e consequentemente melhores resultados a nível dos

Evolução prevista das taxas de cobertura das infraestruturas básicas

Integrado de Distribuição de Água e Recolha de Efluentes dos Municípios do Noroeste

129 | P á g i n a idade dos indicadores

mento de água e s de custo-eficácia e

ambiental, de modo os, otimizar a gestão ização do tecido empresarial

nacional e comunitário poluição.

m vigor, em especial mente ao tratamento /97, do Ministério do águas superficiais dos vasto da proteção do

gião de modo a garantir r eficiência na exploração do sistema e consequentemente melhores resultados a nível dos

Evolução prevista das taxas de cobertura das infraestruturas básicas

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ELETRICIDADE

A cobertura da rede de fornecimento domiciliário de energia elétrica é praticamente total. Estando cumprido o objetivo básico, as intervenções a realizar nos próximos enquadram-se nos seguintes objetivos:

- Substituir progressivamente as infraestruturas aéreas por enterradas nas zonas urbanas, com prioridade das áreas centrais, tendo em vista a requalificação da imagem urbana.

- Implementar medidas de poupança de energia ao nível da iluminação pública e dos equipamentos.

TELECOMUNICAÇÕES

No que diz respeito à rede telefónica (analógica), verifica-se através da que a mesma é predominantemente feita por cabos aéreos, com exceção dos quatros núcleos urbanos do concelho, onde existem condutas subterrâneas.

Na última década diminuiu o número de telefones de rede fixa, em consequência do incremento das telecomunicações móveis. De acordo com os dados do INE, entre 2000 e 2009 o n.º de acessos telefónicos por 100 habitantes teve um decréscimo de 19,5% e o n.º de postos telefónicos residenciais diminuiu cerca de 27%.

A evolução das infraestruturas de telecomunicações baseia-se na fibra ótica. A primeira fase rede de fibra ótica existente no concelho foi instalada no ano de 2008, no âmbito do projeto Tâmega Digital, abrangendo o centro da sede do concelho e a ligação à zona industrial de Crespos.

Mais recentemente foi iniciado, com o apoio da União Europeia, o programa Redes de Nova Geração (RNG) para as zonas rurais do Norte, cujo traçado que abrange o concelho de Celorico de Basto, e que tem por objetivos promover a adoção massificada de acessos de elevado débito à Internet e desenvolvimento de aplicações avançadas e ligar toda a rede pública de hospitais e centros de saúde, instituições de ensino, museus, bibliotecas e serviços de justiça.

No âmbito da RNG foi já executada a rede principal (backbone) que atravessa o quadrante nordeste do concelho no sentido norte-sul, passando por Gandarela e Fermil, onde se localiza o ponto de distribuição de sinal (POP), e ligando aos concelhos de Trás-os-Montes.

Encontra-se presentemente em execução a rede secundária (rede de acesso), que servirá 10 das atuais 15 freguesias do concelho (Ilustração 42). Numa fase posterior será feita a instalação dos equipamentos ativos da rede e a ligação da fibra ótica até à entrada dos edifícios, nos diversos aglomerados

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 131 | P á g i n a populacionais. A zona sul do concelho não ficará servida porque não existe aí suficiente cobertura do sinal de distribuição.

Ilustração 42 - Rede de fibra ótica

GÁS

O concelho de Celorico de Basto assinou, em 2007, com os Petróleos de Portugal - Petrogal, S.A. um contrato relativo à construção e exploração de rede de fornecimento de gás canalizado. Até à presente data, foi instalada rede nos polos urbanos de Celorico de Basto, de Fermil e da Mota e um pequeno troço na Gandarela.

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(31)

RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 133 | P á g i n a

CAPÍTULO VIII. ACESSIBILIDADES

ESTRUTURA VIÁRIA MUNICIPAL

A proposta do PDM estabelece, no artigo 9.º do regulamento, uma estrutura da rede viária do concelho segundo três níveis, conforme foi já referido no título Princípios e Prioridade Estratégicas de Desenvolvimento Territorial.

A rede viária principal é constituída pelas vias que asseguram as principais articulações viárias do

território concelhio, e em particular da sua sede, com o exterior, nela se integrando a totalidade da rede viária de carácter supramunicipal.

As vias de carácter supramunicipal que atualmente atravessam o território de Celorico de Basto são as seguintes:

a) Rede nacional complementar:

- Autoestrada A7, entre Guimarães e Vila Pouca de Aguiar, integrada no IC5 (Póvoa de Varzim – Miranda do Douro), atravessa o quadrante noroeste do concelho mas não possuiu nó de acesso no território do Município, os mais próximos são em Fafe e Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto) b) Rede nacional - Outras estradas:

- E.N. 206, liga Fafe à Vila de Arco de Baúlhe, atravessa a zona norte do concelho passando pela Lameira e Gandarela.

- E.N. 210, percorre a parte nascente do concelho num eixo norte-sul, ligando os concelhos de Amarante e Cabeceiras de Basto e passando pela Vila de Celorico e por Fermil, integrando a variante uma variante construída no início da década de 2000, com características de via rápida, faz a ligação entre a A4, junto a Amarante, e a Vila de Celorico de Basto;

- E.N. 304, tem início em Fermil, na EN 210, e liga ao concelho de Mondim de Basto. (não inclui o troço desclassificado entre a Gandarela e Fermil).

c) Rede regional:

- E.R. 101-4, tem início na Vila de Celorico de Basto ligando à cidade da Lixa, no concelho de Felgueiras, serve a zona sul do concelho, passando pelo Castelo, Mota e Agilde.

As vias municipais existentes que foram integradas na rede principal são aquelas que constituem a alternativa às estradas nacionais na ligação da sede do concelho com as centralidades de nível 2 (Gandarela, Fermil e Mota) e com os concelhos vizinhos. Estas são, concretamente, as seguintes:

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- Eixo de Celorico ao Rego, passando por Ourilhe e Caçarilhe e ligando a Fafe, constituído pela EM 616-1, CM 1733 e EM 615;

- Ligação composta pela EM 618 e EM 617, de Celorico ao sul do concelho de Fafe (dando daí acesso a Felgueiras),passando por Gémeos, Carvalho e Borba;

- EM 616, entre a Gandarela e a Mota, cruzando os dois eixos anteriores em Caçarilhe e Carvalho, respetivamente;

- Ligação constituída pela EM 619, entre Celorico e a povoação do Castelo, Arnoia, onde interseta a ER 101-4, e EM 518, que passa por Moreira do Castelo e liga à Variante, já no concelho de Amarante; - Troço desclassificado da EN 210 que atravessa o centro da sede do concelho, entre o início da ER 101-4 e a Variante, que se optou por integrar neste nível para manter a continuidade da rede principal, na ligação com a EM 619.

A rede secundária é constituída pelas vias de articulação da rede principal com os principais

aglomerados e áreas geradoras de fluxos no interior do concelho e pelas vias complementares de ligação aos concelhos limítrofes, e na qual se integram, entre outras, as estradas nacionais desclassificadas. Neste nível estão incluídos os troços de estradas municipais não incluídos na rede principal, as estradas nacionais desclassificadas (municipalizadas e a municipalizar), com exceção do troço referido na rede principal, e os caminhos municipais, classificados ou não, que constituem ligações importantes entre as localidades do concelho (ver mapa).

As estradas nacionais desclassificadas, para se distinguirem das estradas do atual Plano Rodoviário Nacional, são identificadas da seguinte forma:

- EDM 210 - estrada nacional desclassificada municipalizada (antiga EN 210 entre Amarante e Celorico) - ED 304 - estrada nacional desclassificada a municipalizar (anterior EN 304 entre Gandarela e Fermil) A rede local é constituída pelas restantes vias, de distribuição local, e pelos arruamentos urbanos

quando não incorporados nos níveis anteriores.

Nas plantas de ordenamento estão assinaladas as vias existentes e previstas incluídas nas redes principal e secundária, representadas no mapa anterior, e algumas vias previstas da rede local.

VIAS PROPOSTAS

No Capítulo XIII. Programação e Execução do PDM de Celorico de Basto são indicadas as vias que se considera necessário construir para satisfazer as necessidades de acesso às diversas centralidades urbanas e espaços de atividades económicas e para melhorar as ligações extra concelhias, dado que,

(33)

RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 135 | P á g i n a como foi apontado nos Estudos de Caracterização e Diagnóstico, as atuais estradas nacionais, com exceção da variante à EN 210, não constituem o melhor trajeto devido ao seu traçado sinuoso.

Ilustração 44 - Estrutura viária: redes principal e secundária, vias existentes e propostas

As vias propostas da rede principal são todas de nível supramunicipal, pelo que a sua execução depende da iniciativa da entidade responsável que é o Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT). Em todo o caso o município inclui nas plantas de ordenamento as seguintes vias, de forma a salvaguardar a faixa necessária á sua concretização futura.

- VP 1 - Variante à EN 210 (ou Variante do Tâmega) entre o lugar de Crespos (Britelo) e o limite

nordeste do concelho (Canedo). A continuação desta via, que irá ligar ao nó da A7 em Arco de Baúlhe, está prevista no PDM de Cabeceiras de Basto, publicado em 2008. Recorda-se que esta ligação decorre de um protocolo celebrado com o Estado em 1989, como compensação pelo encerramento da Linha do Tâmega.

- VP 2 - Nó da Lameira, de ligação à A7, fundamental para ligação da rede viária municipal à rede

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- VP 3 e VP4 - Variantes à ER 101-4 para substituir o atual traçado, incluindo a Variante Poente,

entre o aglomerado da Mota e o concelho de Felgueiras, e a Variante Nascente, entre o lugar do Castelo e a Variante do Tâmega (nova EN 210) no lugar de Casal de Nino, a sul da sede do concelho. É ainda proposta a retificação do traçado da ER 101-4 entre o Castelo e a Mota.

Nas vias propostas incluem-se aquelas cuja execução será promovida pela EDP no âmbito das medidas compensatórias pela construção da barragem de Fridão.

- VP 5 - Ligação a Mondim de Basto (variante à EN 304), incluída na rede principal. Este projeto

concretiza uma parte do traçado da Variante do Tâmega, adaptando-o às condições decorrentes da barragem, entre a zona industrial de Celorico de Basto e Veade, e a ligação de Veade a Mondim, incluindo a construção de uma nova ponte sobre o Tâmega, dado que a atual e o troço final da EN 304 ficarão submersos.

- VP 6 - Ligação entre Codessoso e Fridão, no concelho de Amarante, passando pelo coroamento

da barragem.

- VP 7 - Circular de Veade, que consiste na substituição das ligações cortadas pelo plano de água da

barragem, incluindo a construção de uma ponte pedonal de ligação à igreja de Veade

A ligação a Mondim de Basto terá nível hierárquico de estrada nacional, as restantes serão integradas no domínio municipal e na rede viária secundária.

São ainda integradas nas propostas da rede secundária 2 vias programadas no Plano de Urbanização da Vila de Celorico de Basto (PU) que farão a articulação com a rede principal: a Alameda da Veiga (VP 8),

que constitui uma alternativa ao principal eixo viário, e o arruamento Agra-Britelo (VP 9), que liga a zona

nascente da vila (junto à Igreja) com o futuro nó da variante junto à zona industrial de Crespos.

No que se refere a propostas para a rede local, estão programadas mais algumas vias na sede do concelho, no âmbito do PU, o arruamento de acesso ao centro escolar e ao futuro centro cívico da Gandarela e a reabilitação dos arruamentos do centro urbano da Mota, estes integrados no Programa Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU).

Está prevista a reabilitação da Estrada Municipal 618, entre Celorico e Carvalho, e do troço da Estrada Municipal 616 entre Caçarilhe e Carvalho, ambas incluídas na rede principal. Propõe-se ainda a reabilitação de um caminho rural existente que permite a ligação a norte do nó de Codessoso da EN 210 à rede municipal secundária.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 137 | P á g i n a

DISPOSIÇÕES REGULAMENTARES

No capítulo VI do regulamento do PDM é definido o conceito de espaços-canais e são impostos condicionamentos que relacionam regras impostas pela legislação geral para as estradas nacionais, regionais e municipais com a integração nas redes viárias principal ou secundária definidas no artigo 9.º. Consideram-se espaços-canais as faixas de território ocupadas ou a ocupar pela implantação de

infraestruturas lineares que produzam efeito de barreira física entre os espaços que as marginam. Concretamente, são considerados espaços-canais a autoestrada A7, a EN 210 entre Amarante e o nó de Crespos (Variante do Tâmega), os troços de variante à EN 210, EN 304 e ER 101-4 a construir de raiz e a Ecopista (ciclovia) da Linha do Tâmega.

Esta atual definição de espaços-canais distingue-se do conceito de faixa de reserva que é a zona de

salvaguarda estabelecida para as vias previstas ou propostas, na qual não são autorizadas ações que possam inviabilizar a sua futura execução, e que terá a largura mínima de 50 metros para cada lado do eixo previsto, ou superior se for imposta pela legislação relativa às redes nacional ou regional.

MOBILIDADE E TRANSPORTES

No concelho de Celorico de Basto operam três empresas privadas de transporte coletivo rodoviário, não existindo transportes públicos municipais. As carreiras de transporte coletivo não acompanharam a evolução da rede viária ocorrida na última década. Os percursos continuam a ser feitos principalmente pelas estradas nacionais antigas, atravessando zonas menos povoadas, como é o caso das ligações Celorico-Castelo pela ER101-4, Celorico-Amarante pela EDM 210 e Gandarela-Fermil pela ED 304, não aproveitando as melhorias da rede viária municipal nem a nova EN 210 (Variante).

Sendo os transportes coletivos privados, o âmbito de ação do município é reduzido, não sendo da sua competência a gestão de percursos e horários, pelo que tema não é mais desenvolvido a nível do PDM. A Câmara pode negociar com as transportadoras alguns aspetos, como ajustamentos aos horários das carreiras para satisfazer os transportes escolares que são em parte realizados pelas empresas de transportes, com comparticipação da Câmara, e em parte por veículos próprios da Câmara.

A influência do PDM nas questões de mobilidade é indireta, ao evitar a dispersão das zonas residenciais e privilegiar a localização dos equipamentos públicos em centrais, mais bem servidas por transportes.

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CAPÍTULO IX. CLASSIFICAÇÃO ACÚSTICA

O DL n.º 9/2007, de 17 de janeiro, estabelece o regime de prevenção e controlo da poluição sonora, visando a salvaguarda da saúde humana e o bem-estar das populações, aplicando-se às atividades ruidosas permanentes e temporárias e a outras fontes de ruído suscetíveis de causar incomodidade (art.º 2.º, do DL n.º 9/2007, de 17 de janeiro).

De acordo com o art.º 6.º do supramencionado DL, os planos municipais de ordenamento do território (onde se enquadra o PDM) asseguram a qualidade do ambiente sonoro, promovendo a distribuição adequada dos usos do território, face às fontes de ruído existentes e previstas (de acordo com o Mapa do Ruído). Assim na presente revisão, é da competência do Município de Celorico de Basto, classificar, delimitar e definir a disciplina das zonas sensíveis e das zonas mistas.

Por zona sensível entende-se a área definida em plano municipal de ordenamento do território como

vocacionada para uso habitacional, ou para escolas, hospitais ou similares, ou espaços de lazer, existentes ou previstos, podendo conter pequenas unidades de comércio e serviços destinadas a servir a população local, tais como cafés e outros estabelecimentos de restauração, papelarias e outros estabelecimentos de comércio tradicional, sem funcionamento no período noturno. A zona mista é a área

definida em plano municipal de ordenamento do território, cuja ocupação seja afeta a outros usos, existentes ou previstos, para além dos referidos na definição de zona sensível. O DL n.º 9/2007, de 17 de janeiro estipula que a zona urbana consolidada pode ser considerada zona sensível ou mista.

No cumprimento do DL n.º 9/2007, de 17 de janeiro a revisão do PDM de Celorico de Basto delimitou como áreas sensíveis os espaços afetos a equipamentos escolares e a equipamentos de saúde. O restante solo urbano, com exceção das áreas industriais, foi definido como zona mista.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO Ilustração

DE CELORICO DE BASTO

Ilustração 45 - Classificação Acústica Proposta

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CAPÍTULO X. CONDICIONANTES

SERVIDÕES E RESTRIÇÕES DE UTILIDADE PÚBLICA

De acordo com o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, a Planta de Condicionantes deve identificar “as servidões e restrições de utilidade pública em vigor que possam constituir limitações ou impedimentos a qualquer forma específica de aproveitamento” (art.º 86º, do DL n.º 380/99, de 22 de setembro, na sua atual redação).

Por restrição de utilidade pública entende-se qualquer limitação ao direito de propriedade, incidindo

sobre o uso, ocupação ou transformação do solo, que decorre diretamente da lei, sem depender de qualquer ato administrativo, visando a proteção de interesses coletivos.

O conceito de servidão administrativa difere do anterior pois, tendo os mesmos objetivos de proteção

de um interesse público, incide sobre um bem ou direito específico e depende de um ato administrativo. Integram a Planta de Condicionantes as servidões e administrativas e restrições de utilidade pública que, até à data, se encontram legalmente em vigor no concelho de Celorico de Basto, identificadas no quadro abaixo.15

RECURSOS NATURAIS

Recursos hídricos

Domínio Hídrico Zonas inundáveis

Zonas de proteção de albufeiras de águas públicas Recursos geológicos Explorações de minerais

Recursos agrícolas e florestais

Reserva Agrícola Nacional

Povoamentos florestais percorridos por incêndios Áreas de perigosidade de incêndio Alta e Muito Alta Espécies protegidas: Sobreiro, Azinheira, Oliveira, Azevinho Árvores de Interesse público

Recursos ecológicos Reserva Ecológica Nacional PATRIMÓNIO EDIFICADO Imóveis classificados e em vias de classificação

INFRAESTRUTURAS

Rede viária incluída no Plano Rodoviário Nacional Estradas nacionais desclassificadas

Estradas e caminhos municipais Rede ferroviária

Rede elétrica

Infraestruturas energéticas Marcos geodésicos

Posto de vigia de fogos florestais

15 organizado com base no guia da DGOTDU “Servidões e Restrições de Utilidade Pública" (2011), com as adaptações decorrentes dos pareceres das entidades da Comissão de Acompanhamento da RPDM.

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RELATÓRIO DA PROPOSTA – RPDM DE CELORICO DE BASTO 141 | P á g i n a Ilustração 46 - Extrato da Planta de Condicionantes - Geral

Referências

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