• Nenhum resultado encontrado

12 DE SETEMBRO/2013 VENHA NOS VISITAR NO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "12 DE SETEMBRO/2013 VENHA NOS VISITAR NO"

Copied!
10
0
0

Texto

(1)

12 DE SETEMBRO/2013

VENHA NOS VISITAR NO

https://www.facebook.com/sindprevssindserv.federais

Fraude no MTE - Investigados ligam fraude ao ex-ministro Carlos

Lupi

Ouvidos pela PF disseram que o deputado Ademir Camilo intermediava a liberação dos recursos do Trabalho e negociava diretamente com o presidente do PDT

Depoimentos de investigados pela Polícia Federal (PF) na Operação Esopo ligam o esquema de desvio de dinheiro do Ministério do Trabalho e Emprego ao ex-ministro da pasta e atual presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Segundo os depoimentos, o deputado federal Ademir Camilo (PSD-MG) era o intermediário da destinação de verbas federais do programa de qualificação profissional ProJovem aos municípios. Camilo negociaria a liberação do dinheiro diretamente com Lupi, na época em que ele era ministro.

O presidente do PDT foi demitido do Ministério do Trabalho em 2011, pela presidente Dilma Rousseff, por suspeitas de ter cometido irregularidades na pasta. O ministério, porém, continuou a ser comandada pelo partido até hoje. O atual ministro, Manoel Dias, é filiado ao PDT e ligado a Lupi.

Um dos investigados pela PF, o prefeito de São João da Ponte (MG), Fábio Cordeiro, afirmou em

depoimento que o deputado Camilo negociava diretamente com Lupi a liberação da verba do ProJovem – uma das principais fontes de receitas do Trabalho. O desvio de recursos ocorria, segundo a PF, por meio da ONG Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC). O instituto seria contratado pelas

prefeituras sem licitação ou por meio de concorrência viciada para executar as atividades do programa. Um ex-assessor do deputado – Marcos Vinicios da Silva – foi preso na operação da PF. Em entrevista, Camilo negou ter feito a intermediação da liberação do dinheiro. Mas admitiu que fez palestras de divulgação sobre ProJovem a prefeitos por convite do presidente do IMDC, Deivson Vidal. Camilo disse ainda que suas tratativas com Lupi foram apenas para cobrar um compromisso do então ministro de ampliar o programa em Minas Gerais. Afirmou ver as suspeitas contra Vidal com “certa indignação” e assegurou ter “total desconhecimento e repúdio” em relação a ações do seu ex-assessor. O ex-ministro Carlos Lupi não foi localizado para comentar o caso.

Grupo de trabalho

Ontem, o ministro Manoel Dias decidiu criar um grupo de trabalho que vai analisar os convênios firmados pelo ministério, em regime de mutirão. Não há prazo definido para os trabalhos nem foi informado o número de convênios que passarão pelo pente-fino.

(2)

De 50 mil conversas grampeadas de funcionários do Instituto Mundial de Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), entidade sem fins lucrativos que está no centro das investigações da operação Esopo, em nenhuma há menção a serviços reais sendo prestados.

Lupi foi demitido do ministério em 2011. Mas o partido dele, o PDT, comanda a pasta até hoje

O dado está no relatório em que a Polícia Federal pede à Justiça a autorização de buscas e decretação de prisões.

A pasta do Trabalho, diz a PF, tinha “altos funcionários devidamente remunerados pelos serviços prestados” – referência a supostos pagamentos de propina em troca de favorecimento da entidade. “Todos os diálogos travados entre os investigados [funcionários do IMDC] relativos a ‘trabalho’ diziam respeito a licitações fraudulentas, emissão de notas fiscais frias, repasses e saques de valores junto a empresas parceiras e contatos com colaboradores a fim de operacionalizar essas fraudes”, diz a peça policial. Funcionários do IMDC eram monitorados desde 2011.

ONG investigada cometeu irregularidades em contrato do Turismo

Além do Ministério do Trabalho, outras três pastas também confirmaram ter firmado convênios com a ONG Instituto Mundial do Desenvolvimento e da Cidadania (IMDC), alvo de investigação. Irregularidades em contratos com a entidade também foram constatadas no Ministério do Turismo, que firmou convênios entre 2007 e 2010 com o IMDC.

A pasta informou que foram repassados R$ 3,7 milhões ao IMDC. Em 2012, segundo a assessoria, o ministério “requereu esclarecimentos e a devolução de recursos com base indícios de irregularidades detectadas durante a análise de prestação de contas” e enviou à Controladoria-Geral da União um plano de providências sobre o assunto. Também foi criada uma força tarefa para a análise dos documentos.

A pasta do Desenvolvimento Agrário disse que convênios de R$ 144 mil com o IMDC foram assinados em 2008 e não estão vigentes. Segundo o Ministério da Cultura, um convênio foi firmado com a ONG em 2009, no valor de R$ 89,9 mil. A pasta determinou a reanálise das contas. (AGÊNCIA O GLOBO – COM

AGÊNCIAS)

Operação Esopo aponta deputado como intermediário de verbas do

ProJovem

Ademir Camilo é acusado em depoimentos de intermediar recursos do ProJovem com o Ministério do Trabalho. Verbas foram desviadas pelo IMDC

(3)

Ex-prefeitos de cidades mineiras presos pela Operação Esopo, da Polícia Federal, apontaram o deputado federal Ademir Camilo (PSD-MG) como intermediário de verbas do ProJovem, liberadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e direcionadas para municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, onde o parlamentar foi votado. O programa é uma das maiores fontes de recursos sob suspeita de desvio para a organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC), com sede em Belo Horizonte, acusado de desviar R$ 400 milhões de recursos públicos nos últimos cinco anos. A operação que prendeu 22 pessoas, incluindo seis ex-prefeitos, provocou a queda de quatro pessoas no MTE, entre elas o número 2 da pasta, o secretário executivo Paulo Roberto Pinto, filiado ao PDT.

O deputado, contudo, refuta as acusações e nega o envolvimento. “Deputado não é intermediário. Nós tivemos uma formatura em Belo Horizonte da primeira turma do ProJovem em Minas, de 12 mil pessoas, e eu estive presente. Posteriormente, o ministro (Carlos Lupi) garantiu ao governador Antonio Anastasia (PSDB) que ampliaria o número de jovens atendidos”, garantiu. Segundo Camilo, as cidades atendidas foram estipuladas pelo ministério.

Entidade investigada por fraude recebeu dinheiro de 5 ministérios

Investigado por suspeita de fraudes em convênios com o Ministério do Trabalho, o IMDC (Instituto Mundial de Desenvolvimento da Cidadania) recebeu verbas de outras quatro pastas federais nos últimos seis anos. Levantamento feito pela Folha mostra que a entidade foi destinatária, no período, de R$ 10,5 milhões

liberados pelo próprio Trabalho, mas também pelas pastas de Turismo, Desenvolvimento Agrário, Cidades e Cultura.

A pasta da Ciência e Tecnologia chegou a iniciar, em 2010, um convênio de R$ 1,5 milhão com o IMDC, mas a operação acabou cancelada ao lado de outras que haviam sido assinadas sem concorrência pública. Como mostra o número de ministérios entre seus clientes, a entidade prestava serviços para atividades tão diferentes quanto apoio a comunidades quilombolas, divulgação do turismo interno e capacitação de recursos humanos para transportes coletivos urbanos.

Nas explicações do Turismo, primeira pasta a fazer convênio com o instituto, a escolha "teve como base indicações de parlamentares".

A quase totalidade das operações - exatos 97% dos recursos - aconteceu no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010).

Segundo a Polícia Federal, que deflagrou a operação Esopo nesta semana, o IMDC é parte de um esquema de fraude em licitação, superfaturamento de contratos e desvios de recursos públicos que pode ter

movimentado cerca de R$ 400 milhões.

A entidade atua em 11 Estados e no Distrito Federal. Seu presidente, Deivson Vidal, foi preso e teve carros, dinheiro, joias e helicóptero apreendidos.

A operação levou à queda de Paulo Roberto Pinto do posto de secretário-executivo do Trabalho. Ontem, o ministro Manoel Dias convocou assessores para realizar uma espécie de "pente-fino" nos convênios da pasta.

CONVÊNIOS

A reportagem da Folha questionou ontem Turismo, Desenvolvimento Agrário, Cidades e Cultura a respeito dos critérios utilizados nos convênios firmados com o IMDC.

Os convênios assinados pelo Turismo, no valor R$ 3,8 milhões entre 2007 e 2010, foram firmados, disse a pasta, "para organização de eventos e ações de marketing".

Segundo o ministério, foram requeridos no ano passado "esclarecimentos e a devolução de recursos com base em indícios de irregularidades detectadas durante a análise de prestação de contas". A CGU

(Controladoria-Geral da União) também foi acionada.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário relatou que, após edital público, foi firmado convênio para

"conduzir ações educativas nas associações comunitárias quilombolas, para desenvolver o entendimento e a compreensão das relações entre o campo e seu meio ambiente".

Segundo o Ministério das Cidades, "os empenhos para o IMDC foram feitos pela Superintendência de Trens Urbanos de Belo Horizonte, vinculada à Companhia Brasileira de Trens Urbanos, no período de 2007 a 2009, relacionados à capacitação dos empregados da empresa".

(4)

A CBTU é uma estatal vinculada ao ministério. O Ministério da Cultura disse que "firmou apenas um convênio em 2009"e que "já determinou a reanálise das contas para apurar eventuais irregularidades".

Corregedoria da Alerj ouve os dois ex-assessores de Janira Rocha

Eles foram presos em flagrante após tentar vender dossiê com denúncias contra a deputada. Marcos Paulo Alves confirmou que entregava à deputada mais da metade do salário que ganhava.

A corregedoria da Assembleia Legislativa do Rio ouviu nesta quarta-feira (11) os dois ex-assessores da deputada Janira Rocha, do PSOL. Eles foram presos em flagrante após tentar vender um dossiê com denúncias contra a deputada.

(5)

O ex-assessor Marcos Paulo Alves confirmou em depoimento que entregava à deputada mais da metade do salário que ganhava. “Recebia R$ 5.100, R$ 5.200. Eu repassava em média R$ 2.750, R$ 2.850, variava em relação a cota de alimentação”, contou Marcos Paulo Alves, ex-assessor de Janira Rocha.

A prática é conhecida como cotização. Marcos Paulo e Cristiano Valadão apresentaram gravações de conversas em que Janira Rocha admitiria ter feito uso ilegal de dinheiro do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social, do qual foi diretora, para financiar sua campanha.

“Tem algumas coisas que são feitas aqui, como a ‘única’, que é a cotização, que não é legal lá fora, entendeu? Mas isso não me envergonha. Isso não me envergonha, eu não estou roubando dinheiro pra mim, entendeu? Eu não estou roubando dinheiro pra mim”, disse Janira.

O corregedor da Assembleia Legislativa, deputado Comte Bittencourt, disse que vai investigar a informação de que dez funcionários do gabinete da deputada Janira Rocha estariam sendo obrigados a entregar parte do salário, das férias e do 13º. A corregedoria vai ouvir outras testemunhas antes de convocar a deputada para depor e só depois vai decidir se encaminha o pedido de cassação ao Conselho de Ética.

“Mas eu, pessoalmente, reputo como uma falta muito grave”, afirmou deputado Comte. Bittencourt – PPS, corregedor da ALERJ

A executiva regional do PSOL pediu a expulsão dos dois funcionários, e a Comissão de Ética analisa se a deputada também deve ser expulsa do partido. “Nós temos interesse que a apuração disso seja o mais rápido possível”, disse.

A deputada Janira Rocha negou as acusações e disse que só vai gravar entrevista depois de ter acesso a todas as denúncias. (G1- JORNAL NACIONAL)

O preâmbulo, com os Varões de Plutarco

É claro que, no ambiente propriamente institucional, o PSOL não tem muita importância, embora conte com três figuras públicas que não hesitariam em pedir a própria canonização — materialista, é claro! São figuras muito apreciadas por setores da imprensa como expoentes da ética, da coerência e da moral

inquebrantável. Refiro-me ao deputado federal Chico Alencar (RJ), ao senador Randolfe Rodrigues (AP) e ao deputado estadual Marcelo Freixo (RJ), mais apreciado pelos socialistas do circuito Leblon-Copacabana-Ipanema do que biscoito na praia. “Biscoito”, leitores do Rio, é como a gente chama “polvilho” aqui em São Paulo… Freixo passou a ser o queridinho do Chico Buarque, do Caetano Veloso e do Wagner Moura, três profundos conhecedores do socialismo com liberdade. O trio forma, assim, o “magister dixit” da sabedoria política. O partido, reitero, é irrelevante na esfera institucional, mas sabe, como é próprio das esquerdas, velhas ou novas, multiplicar a sua força, aparelhando sindicatos de trabalhadores, representações estudantis e movimentos populares. Parte da bagunça que se tenta eternizar no Rio é obra do PSOL. O partido promoveu, por exemplo, a ocupação da Câmara de Vereadores para impedir o funcionamento da CPI dos Transportes. É que o PSOL acha que quase todos, com o próprio PSOL entre as notáveis

exceções, são corruptos. Em São Paulo, a legenda está no comando do Sindicato dos Metroviários, volta e meia se metendo em ações de caráter puramente político, a muitas estações distantes dos interesses da categoria. Este é o preâmbulo em que apresento alguns Varões de Plutarco.

A narrativa

Muito bem! Por que essa longa introdução? Na terça passada, veio a público uma história meio enrolada. Dois ex-assessores da deputada estadual do Rio Janira Rocha foram presos, acusados de tentar extorquir R$ 1,5 milhão da parlamentar, que também presidia a Executiva Estadual do PSOL e liderava o partido na Assembleia Legislativa. Marcos Paulo Alves e Cristiano Ribeiro Valladão diziam ter gravações que

comprovavam que Janira havia desviado recursos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindisprevi), do qual foi diretora financeira, antes de se afastar para disputar uma vaga

(6)

na Alerj, em 2010. O flagrante foi armado com a ajuda da secretária estadual de Defesa do Consumidor, Cidinha Campos. Janira, boa esquerdista, tomou as precauções na sua mímica de socialista incorruptível: já havia alertado o Ministério Púbico de que estava sendo vítima de extorsão e advertido o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).

Tudo muito bom, tudo muito bem… Ocorre que a gravação que integra o dossiê dos dois que tentaram extorquir esta expressão do “Socialismo com Liberdade” confirma que Janira, de fato, desviou dinheiro do Sindsprevi/Rio com fins eleitorais e para ajudar a criar o PSOL. VEJAM QUE COISA ORIGINAL, NUNCA ANTES FEITA NESTE PAÍS: DINHEIRO DE SINDICATO, QUE DEVERIA ATENDER ÀS NECESSIDADES DOS ASSOCIADOS E DA BASE QUE REPRESENTA FOI USADO PARA PAGAR A CAMPANHA

ELEITORAL DE POLÍTICOS DO PARTIDO E EM BENEFÍCIO DA PRÓPRIA LEGENDA. Como vocês sabem, o PSOL, originalmente, é uma costela rebelde do PT, que se queria a autêntica esquerda. Em certo sentido, havemos de convir, nada é mais autenticamente esquerdista do que isso.

Prestem atenção a esta fala de Janira, que está na fita, que ela diz ter sido editada — as desculpas dos flagrados com a boca na botija não têm ideologia são sempre iguais:

“Nós sentamos lá nas finanças [do sindicato]. Pegamos o relatório do Conselho Fiscal e fomos atrás de todas as informações. O que foi e não foi. O que foi para a regional A, B C. Não tem nenhum companheiro de regional que tenha roubado nada, que tenha ficado com dinheiro. Tem companheiro que está levando pecha de coisas com o dinheiro. Mas ele nem ao menos chegou a ver o dinheiro. Ele assinou (que recebeu), mas o dinheiro foi usado para ações políticas que nós fizemos. Ou viajar de avião para o Acre é barato? Ou fazer eleição na Bahia é barato? Ou fundar o PSOL foi barato? Ou dar dinheiro para o movimento classista foi barato? Foi para ação política.”

Entenderam?

Ora, ora, ora… Enquanto escrevo este texto, o Jornal da Globo noticia que a Samsung lançou o smartwatch, um relógio que recebe mensagem de texto, toca música, tira fotografia, faz e recebe ligações telefônicas… Mas Janira? Ora, Janira está ali, ocupada em explicar que tomar dinheiro do sindicato para financiar campanha eleitoral e fundar o partido, afinal de contas, não é roubo. Os companheiros, como ela diz, não “roubam nada; foi tudo para ação política”. Enquanto o Google lança os óculos inteligentes, Janira enxerga um futuro socialista, compreendem?, mas com muita liberdade! Uma lei esdrúxula, bem anterior ao

smartwatch, do tempo em que os pterodáctilos cruzavam os céus, garante aos sindicatos a mamata do imposto obrigatório. Lula, então presidente, manobrou para que o primitivismo fosse mantido.

A deputada Janira, como vocês podem perceber, está até um tanto indignada com falsas acusações. Ela não só não vê mal nenhum na coisa toda como, tudo indica, considera muito natural. Mas fiquem calmos aí, que a confissão vai ficar ainda mais explícita. Janira está irritada porque membros do Conselho Fiscal do Sindicato estavam apurando se havia irregularidades. Então ela afirma:

“Se o Cristiano não intercepta o documento da Elba da Lagos (diretoria regional do Sindsprevi/Rio), eu não estava mais aqui. A minha cassação estava garantida da forma como ela respondeu. ‘Ah, eu fiz sim. Eu assinei que recebi o dinheiro, mas não vi o dinheiro. Assinei a pedido de uma assessora da deputada Janira. Esse dinheiro foi todo para a campanha da deputada Janira’. Qual é o problema? Todos sabem que foi dinheiro para minha campanha, para a campanha do Jefferson, do Pierre… O problema é ter um documento em papel timbrado de uma regional do sindicato de que o dinheiro foi para a minha campanha.”

Retomo

Não sei quem é o tal “Cristiano”, mas, dá para perceber, trata-se de alguém que parece ter dado um jeitinho para esconder a falcatrua. Sim, ela recebeu mesmo, diz de peito aberto, mas não só ela: também o

Jefferson (?), o Pierre (?)… A deputada acha tudo normal, necessário, quiçá revolucionário. Ela só não quer saber de papel timbrado. Isso não!

Quando essa maravilha toda foi gravada? Segundo Janira, trata-se de uma assembleia do Sindsprevi de 2012, quando se discutia se as contas de sua gestão, entre 2007 e 2010, seriam ou não aprovadas. Como herança, esta gigante da administração do socialismo com liberdade deixou uma dívida com a Receita de R$ 8,3 milhões e empréstimos contraídos com pessoas físicas (!!!) de R$ 1,3 milhão.

Na fita, ela faz uma síntese espetacular da gestão da diretoria a que ela própria pertenceu:

“Nós fizemos merda! Contratamos uma porrada de gente para esse sindicato. O sindicato tem orçamento de R$ 1,5 milhão e temos R$ 800 mil de folha de pagamento. Pegamos dinheiro emprestado por fora das regras do mercado. Porque pegamos direto com agiota. O que temos que fazer? Tem roubo? Não tem roubo. Mas quem tá de fora não entende, não quer saber que é para ação política. Para eles, é merda, é golpe!”

Entendi. Está tudo muito claro. Janira também retinha uma parte do salários pagos a assessores, mas sempre, fica claro, para “fazer política”. Em outro trecho, este monumento moral alerta que é preciso fraudar a prestação de contas do Sindsprevi. Literalmente: “A gente pode botar no relatório que o dinheiro foi para atividades políticas, mobilizadoras. Não pode dizer que foi para construção do PSOL. Para eleger deputado. Isso não pode, isso é crime”.

(7)

Cassar Janira e o PSOL

Janira está certíssima numa coisa: trata-se mesmo da confissão de uma penca de crimes. Ela recebeu doação ilegal, de maneira confessa e inequívoca, o que resulta, segundo a lei, em cassação de mandato. Mas não só ela. Também o registro do PSOL, se a lei for cumprida, tem de ser cassado. Eu sei que o PSOL quer o socialismo e que não reconhece os valores dessa sociedade burguesa e coisa e tal. Tudo bem! Só que está estruturado como um partido, não é? Seus parlamentares ocupam lugar na institucionalidade, e a legenda recebe dinheiro do Fundo Partidário e dispõe de tempo na TV para os horários político e eleitoral gratuitos, o que também custa dinheiro público. Logo, é regido por leis, muito especialmente a 9.096, que trata dos partidos políticos. Assim, sou obrigado a lembrar a esses patriotas o que dispõe o Inciso IV do o Artigo 31 dessa lei:

Art. 31. É vedado ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro, inclusive através de publicidade de qualquer espécie, procedente de:

(…)

IV – entidade de classe ou sindical.

Combine-se o que vai acima com o disposto no Inciso III do Artigo 28, e o PSOL tem de ter seu registro cassado:

Art. 28. O Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado:

III – não ter prestado, nos termos desta Lei, as devidas contas à Justiça Eleitoral; (…)

Mas quem age? O Parágrafo 2º do mesmo Artigo 28 define:

§ 2º O processo de cancelamento é iniciado pelo Tribunal à vista de denúncia de qualquer eleitor, de representante de partido, ou de representação do Procurador-Geral Eleitoral.

Assim, qualquer eleitor pode fazer a denúncia. Mas espero que a Procuradoria-Geral Eleitoral se encarregue de cumprir a sua tarefa. Afinal, a fala da deputada do PSOL, que veio a público, não deixa a menor dúvida. Conhecida do blog

A deputada Janira é uma velha conhecida deste blog. Escrevi dois posts sobre esta senhora quando, em 2012, ela atuou como uma insufladora de greves na Polícia Militar. Ela foi flagrada, então, numa articulação de uma greve nacional de policiais militares.

Enquanto isso, a Samsung cria smartwatch, e o Google, os óculos inteligentes. Nós vamos lidando aqui com nossos pterodáctilos. Não pensem que o PT se financiou ou se financia de modo muito diferente. Observem que até a moralidade é a mesma: quando o roubo se dá em beneficio da causa, então não se trata de roubo, mas de luta. Na festa da CUT, o presidente da central recebeu os mensaleiros Delúbio Soares e José Dirceu e declarou que tinha muto orgulho de tê-los lá.

O PSOL é só um PT mixuruca, com complexo de superioridade moral e o apoio charmoso do Caetano, do Chico e do Capitão Nascimento. Vai, Janira! Pede pra sair! (REINALDO AZEVEDO – VEJA ONLINE)

Mensalão - Aquecendo o forno

BRASÍLIA - Oito anos depois de ter sido revelado e quase um após sua dura sentença em julgamento no Supremo, o caso do mensalão ainda suscita emoções e reviravoltas.

Como já escrevi aqui, bola de cristal deveria ser item proibido na corte. O dia de ontem está aí para provar. Paradoxalmente, o de hoje talvez também traga surpresas.

O STF poderá ratificar nesta tarde o que parecia ser a tendência de ontem: acatar um novo julgamento para alguns dos réus. Decisão excêntrica, mas para a qual se encontraram argumentos, como tudo na vida. Chamou a atenção o surpreendente voto de Rosa Weber, dado até então como certo pela rejeição dos chamados embargos infringentes.

Destacou-se, nesta fase de recursos, o comportamento da dupla de ministros indicados por Dilma Rousseff após a sentença do caso: Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso.

Ao começar a discutir os embargos iniciais, declaratórios, ambos disseram que não mudariam decisões que tomaram tanta energia da corte. Zavascki mudou de ideia depois, mas não comoveu o plenário.

Já Barroso manteve a pose, e mesmo enaltecendo José Genoino como um "freedom fighter" brazuca e criticando sentenças, não buscou alterá-las. Isso acabou ontem.

Sempre haverá insinuações de que os novatos jogaram afinados com quem os indicou. Sem prova é

leviandade, mas é um veneno de aspersão inevitável, ainda que seja má notícia para Dilma ver mensaleiros na agenda política em 2014, com campanha, Copa e talvez protestos nas ruas.

A bola agora está, a confiar nas videntes que dão Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello como contrários aos recursos, com Celso de Mello. As mesmas adivinhas creem que ele se manterá a favor do novo julgamento. Eu é que não arrisco palpite.

(8)

A seguir esse roteiro, a barafunda processual se instalará, com possível revisão de penas que apoiará prescrições. E a pizza ruma ao forno. (IGOR GIELOW – FOLHAPRESS)

Senado aprova PEC que tira mandato de parlamentar condenado

pelo STF

Conhecida como "PEC dos mensaleiros", o texto determina que cabe ao Congresso apenas

homologar a decisão judicial. Recentemente, o plenário da Câmara manteve o mandato do deputado Natan Donadon

O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (11), em primeiro e segundo turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2013, que determina a perda imediata dos mandatos de parlamentares condenados, em sentença definitiva, por improbidade administrativa ou crime contra a administração

pública. A PEC 18, do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), voltou ao centro das atenções depois que a Câmara decidiu manter no cargo o deputado Natan Donadon (sem-partido-RO), preso há mais de dois meses no presídio da Papuda, em Brasília, por peculato e formação de quadrilha. A matéria segue para a Câmara dos Deputados.

Com a oposição apenas do presidente do Conselho de Ética da Casa, João Alberto (PMDB-MA), o texto torna imediata a perda de mandato de congressistas condenados de forma definitiva por algumas modalidades de improbidade administrativa e por crimes com pena superior a quatro anos de cadeia. Conhecida como "PEC dos mensaleiros", o texto determina que nesses casos cabe ao Congresso apenas homologar a decisão judicial. Recentemente, o plenário da Câmara manteve em votação secreta o mandato do deputado Natan Donadon (ex-PMDB-RO) apesar de ele ter sido condenado de forma definitiva a mais de 13 anos de prisão por desvios de recursos da Assembleia de Rondônia.

Único a votar contra, João Alberto, que velho aliado do ex-presidente da República e do Senado José Sarney (PMDB-AP), foi indignado ao microfone após um colega dizer que talvez ele pudesse ter se

equivocado na votação. "Mesmo que o tribunal decida, é um direito nosso ouvir o parlamentar e dar a nossa opinião. Daí a minha discordância. É um direito meu. Eu acho que nós não devemos entregar o nosso direito para quem quer que seja."

O projeto também torna abertas as votações de cassação de mandato nos plenários da Câmara e do Senado.

"É uma resposta fundamental que nós vamos dar ao país porque não tem mais sentido, depois de um condenado pelo STF em sentença que transitou em julgado [Donadon], você repetir essa votação no Congresso Nacional", disse o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Em 2007, Renan escapou por duas vezes da cassação, em votação secreta do Senado, após a acusação, entre outras, de ter despesas pessoais pagas por lobista de uma construtora.

Caso a proposta entre em vigor e o STF mantenha a condenação dos quatro deputados federais no mensalão, caberá ao Congresso apenas ratificar a cassação. Apesar de o STF já ter reafirmado que a palavra final sobre o mandato dos deputados condenados cabe ao tribunal, setores da Câmara defendem que os casos dos deputados João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) sejam submetidos ao plenário. "Essa não é uma só prestação de contas à sociedade, mas ao próprio Congresso", afirmou o senador José Agripino (RN), líder da bancada do DEM. "O PSDB vota com entusiasmo, unido, essa emenda", disse Aloysio Nunes (SP), líder da bancada do PSDB. "Não precisaríamos nem estar discutindo isso aqui, por óbvio que é. Decisão transitada em julgado [definitiva] é uma decisão a ser cumprida", reforçou o senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB à Presidência.

O PT também recomendou voto favorável ao projeto. Câmara e Senado disputam uma espécie de corrida para dar uma resposta à absolvição da Donadon. Na semana passada, os deputados aprovaram outra proposta de emenda à Constituição que acaba com todas as votações secretas no Legislativo federal, estadual e municipal, não só em caso de cassação.

O texto seguiu para o Senado, mas a Comissão de Constituição e Justiça adiou ontem a votação.

Senadores têm se declarado contra o texto por avaliar que em alguns casos o sigilo deveria ser mantido, como na análise dos vetos que a Presidência da República faz a projetos aprovados pelo Congresso. Perda da função

A PEC determina a perda do mandato quando a decisão final (transitado em julgado) da Justiça implicar em condenações por improbidade cuja pena supere 1 ano de reclusão - enriquecimento ilícito, lesão ao erário e atentado contra os princípios da administração pública.

Na área criminal, a perda automática se dá em crimes contra a administração pública cuja pena supere 1 ano - peculato, por exemplo - e em todos os crimes com pena superior a quatro anos, que pelo Código penal resultam em "perda do cargo, função pública ou mandato eletivo".

(9)

Para os crimes considerados "menos graves", caberá ao Legislativo, se entender cabível, abrir processo para definir se o deputado ou senador deve perder o mandato. AGÊNCIA SENADO E FOLHAPRESS

Servidores públicos envolvidos na Máfia das Ambulâncias são

exonerados

A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou hoje (11) a exoneração, por improbidade administrativa, de três servidores federais envolvidos na chamada Máfia das Ambulâncias, esquema descoberto na Operação Sanguessuga, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público em 2006.

A demissão dos funcionários foi publicada no Diário Oficial da União de hoje.

O processo administrativo disciplinar conduzido pela CGU comprovou que Zenon de Oliveira Moura, Marcos Aurélio de Brito Duarte e Roberto Arruda de Miranda receberam propina para direcionar licitações na

compra de ambulâncias superfaturadas. Na época da compra, os três eram servidores efetivos de órgãos do Executivo e estavam cedidos a gabinetes de deputados e senadores.

De acordo com o processo administrativo da CGU, as contas bancárias dos três funcionários foram usadas por outros membros da quadrilha para recebimento de propina.

Outro servidor investigado, Paulo Roberto de Oliveira Correa, foi absolvido por insuficiência de provas. Os autos da CGU serão encaminhados à AGU, ao Ministério Público e ao Tribunal Superior Eleitoral para possíveis ações civis, criminais ou de inelegibilidade.

A máfia das ambulâncias foi um esquema criminoso desarticulado pela Polícia Federal em que se descobriu o desvio de recursos públicos repassados a prefeituras por meio de emendas parlamentares para a compra desses veículos. Os ilícitos ocorreram em vários municípios, principalmente de São Paulo, Minas Gerais e Rondônia, do Paraná, de Mato Grosso e da Bahia. (AGÊNCIA BRASIL )

Funcionários dos Correios de 8 Estados param hoje; empresa diz

que vai garantir serviços

Funcionários dos Correios de oito Estados devem cruzar os braços nesta quinta-feira (12), após

assembleias realizadas na noite de quarta-feira aprovarem greve por tempo indeterminado. De acordo com o Sintect SP (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e Similares de São Paulo), os serviços devem ser interrompidos no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia, Pernambuco e Paraíba.

Já a empresa afirmou que vai adotar "uma série de ações preventivas para garantir a prestação de serviços à população", o que inclui "a realização de horas extras, mutirões para entrega nos fins de semana,

deslocamento de empregados entre as unidades e contratações temporárias."

Relembre a greve de 2012

Em setembro de 2012, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) declarou greve.

A proposta inicial do sindicato era de 43,7% de reajuste salarial, aumento linear de R$ 200, tíquete-alimentação de R$ 35 e a contratação de 30 mil trabalhadores, entre outras reivindicações.

Alguns sindicatos chegaram a romper com a Fentect e negociaram diretamente com a empresa. A paralisação durou seis dias, e foi encerrada após o TST determinar o fim da greve.

(10)

De acordo com Edilson Pereira, diretor do Sintect SP, outros Estados realizarão assembleias hoje e podem aderir à paralisação. Segundo ele, ainda não foi marcada nova reunião entre os sindicatos e os Correios para discutir as reivindicações --o último encontro foi dia 10.

A categoria quer a reposição da inflação, o reajuste do piso salarial em 10%, aumento real de 6%, vale-alimentação de R$ 35 e vale cesta de R$ 342, além de auxílio creche de R$ 500 e auxílio para dependentes de cuidados especiais de no mínimo R$ 850.

Em nota, os Correios informam que foi oferecido um reajuste de 5,27% sobre salários e benefícios. De acordo com a assessoria de imprensa da entidade, atender às reivindicações sindicais custaria R$ 31,4 bilhões para a empresa, o equivalente a "quase o dobro da previsão de receita dos Correios para este ano ou o equivalente a 50 folhas mensais de pagamento".

Até as 9h20, os Correios não tinham um balanço do total de agências e centros de distribuição afetados pela greve. (UOL)

EBSERH vai abrir novo concurso com 818 oportunidades

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) autorizou, no Diário Oficial da União, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) a realizar novo concurso público em hospitais universitários vinculados à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Segundo portaria, serão 818 vagas. De acordo com a EBSERH, a Maternidade Ana Bezerra, que hoje conta com 186 funcionários, poderá ampliar o quadro para 480 profissionais. No caso do Hospital Universitário Onofre Lopes, o salto vai de 1.324 profissionais para 1.760. Já a Maternidade Escola Januário Cicco, atualmente com 596

colaboradores, poderá chegar a 782 funcionários. Parte dos funcionários em atividade nas três unidades tem vínculo a ser regularizado. Além disso, essa seleção poderá possibilitar a ampliação e a qualificação da oferta de serviços de saúde à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais concursos

Além dos hospitais do Rio Grande do Norte, a EBSERH já realizou concurso público para o Hospital Universitário do Piauí (HU-UFPI) e estão em andamento concursos para os hospitais universitários de Brasília (HUB) e da Universidade Federal do Maranhão (HUUFMA) e para o hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/UFTM). (CORREIO WEB)

Referências

Documentos relacionados

Se ANDREWS (1991) via estratégia como um modelo de decisão, influenciado pela cultura e valores, que pode ser incorporado pela empresa quando mostrasse ser confiável, para

Nos olhos, mais precisamente na mácula, a luteína e zeaxantina formam o Pigmento Macular (PM) que atua como um filtro de luz (solar e artificial), com pico de absorção de 460nm

Os dados da observação poderiam ou não se adequar a um esquema conhecido do universo, mas a coisa mais importante, na opinião de Galileu, era aceitar os dados e construir a

Uma vez que a atenção é focada sobre as proposições de observação como formando a base segura alegada para a ciência, pode-se ver que, contrariamente à reivindicação

A inscrição do imóvel rural após este prazo implica na perda do direito de manter atividades agropecuárias em áreas rurais consolidadas em APP e Reserva Legal, obrigando

Os procedimentos de auditoria adoptados na Revisão às Contas da Campanha Eleitoral para as Eleições Autárquicas do Concelho de Tomar realizadas em 9 de Outubro de 2005,

Com relação ao CEETEPS, o tema desta dissertação é interessante por se inserir no Programa de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), sob a tutela da Coordenação de

Em vez de testar separadamente as duas hip´ oteses, no entanto, Sunshine e Tyler elaboraram um modelo de equa¸c˜ oes estruturais com uma an´ alise de caminhos para