PANORAMA 2014
O SETOR AÉREO EM
DADOS E ANÁLISES
5.
Apresentação7.
Introdução11.
A ABEAR e suas associadas25.
Transporte aéreo: importância e competitividade31.
Estatísticas básicas, funcionários e frota45.
Qualidade dos serviços57.
A demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros no Brasil e participação de mercado69.
Concentração do mercado doméstico em diversos países73.
Penetração do transporte aéreo no mercado doméstico de passageiros em diversos países77.
Tráfego de origem e destino de passageiros83.
A demanda do transporte aéreo doméstico de cargas no Brasil91.
Penetração do transporte aéreo no mercado doméstico de cargas em diversos países95.
Tráfego de origem e destino – carga103.
Segurança de voo107.
Consumo de combustível e emissão de CO2111.
Evolução das distâncias médias úteis117.
Preços e custos dos serviços prestados127.
Transporte de órgãos130.
Referências e sites consultadosEduardo Sanovicz Presidente da ABEAR
CAPTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Mauricio Emboaba
Consultor Técnico ABEAR
EQUIPE ABEAR Eduardo Sanovicz
Presidente
Adrian Alexandri
Diretor de Comunicação
Antônio Augusto do Poço Pereira
Diretor Administrativo e Financeiro
Airton Pereira
Diretor de Relações Institucionais
Ronaldo Jenkins
Diretor de Segurança e Operações de Voo
Daniela Sarmento Coordenadora de Projetos David Maziteli Assessor de Imprensa Priscila Santana Assessora de imprensa
Paulo Roberto Alonso
Consultor Técnico
Rogério Benevides Carvalho
Consultor Técnico Luiz Caversan Consultor de Comunicação Marcos Diegues Consultor Técnico CONSELHO EDITORIAL AVIANCA - Tarcisio Gargioni
Vice-Presidente Comercial, Marketing e Cargas
AZUL - Gianfranco Beting
Diretor de Comunicação, Marca e Cultura
GOL - Alberto Fajerman
Diretor de Relações Institucionais
TAM - Gislaine Rossetti
Diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade
APRESENTAÇÃO
É com imenso prazer que entregamos o Panorama 2014, a terceira edição deste documento que a ABEAR consolida a partir da reunião de dados e análises do setor aéreo brasileiro, sem esquecer de contextualizá-los em relação a mercados maiores e mais maduros ao redor do planeta.
Para garantir a qualidade e a pertinência deste material, ouvimos no início deste ano vários profissionais da indústria aérea que utilizam o Panorama da ABEAR. Queríamos entender o quanto as edições já lançadas são úteis para o trabalho de cada um e que melhorias eles enxergavam como necessárias para tornar o documento ainda mais relevante.
Várias das observações e sugestões foram acolhidas e, assim, mais informações e análises o novo Panorama passa a oferecer.
Mais robusta, esta edição apresenta diversas novidades, como estatísticas de acidentes que, a partir de dados da ICAO, evidenciam o quanto a aviação brasileira é segura. Sem registrar acidentes há muitos anos, nossas companhias mostram o compromisso com a segurança todos os dias, quando colocam nos céus mais de 2.700 voos. Inúmeros processos de planejamento, checagem e manutenção são a razão da eficiência e motivo de orgulho dos nossos associados.
Pela primeira vez apresentamos o tráfego de origem e destino, tanto de passageiros quanto de cargas. Em ambos os casos, trabalhamos com os vinte principais aeroportos do país. A partir desses dados, conseguimos entender com clareza o fluxo entre os principais centros econômicos brasileiros e auxiliar os profissionais do setor em seus planejamentos.
Avançamos também no detalhamento e aprimoramento dos dados disponibilizados pela ANAC, entre eles uma pesquisa realizada pela agência do governo que demonstrou a satisfação dos passageiros com os serviços prestados pelas nossas companhias nos aeroportos brasileiros.
Panorama 2014 é a terceira edição da publicação da ABEAR que analisa o setor do transporte aéreo no
Brasil. Da mesma maneira que em versões anteriores, o Panorama 2014 explora intensamente a indústria do transporte aéreo sob uma perspectiva globalizante. Assim, sempre que for pertinente, são trazidas informações de outros países para confrontar o cenário brasileiro com o internacional. A técnica usada para a realização desta análise comparativa é o benchmarking.
O
INTRODUÇÃO
Benchmarking é aqui entendido
como a busca sistemática de
informações sobre as melhores práticas existentes em atividades empresariais como estratégia de aprendizado organizacional, visando à melhoria de desempenho. Com efeito, a indústria do transporte aéreo é um setor
especialmente adequado para aplicação do benchmarking, em decorrência do seu elevado grau de padronização ao redor do mundo.
A origem da padronização da operação do transporte aéreo em todo o mundo remonta à realização
da Convenção de Aviação Civil Internacional (a Convenção de Chicago, tal como passaria a ser conhecida), em 1944. Hoje são mais de 188 países-membros, os quais são chamados Estados Contratantes. O artigo 67 da referida convenção estabelece que “cada Estado
Contratante se compromete com que suas empresas aéreas internacionais, de conformidade com as disposições estabelecidas pelo Conselho,
transmitam a este informações sobre o tráfego, estatísticas de custo, e contabilidade, expondo, entre
outras coisas, todas as receitas e a sua fonte”. A Convenção de Chicago criou a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), hoje uma agência especializada das Nações Unidas.
A ICAO trabalha em consonância com 191 Estados-membros e
organizações de aviação globais para desenvolver normas internacionais e práticas recomendadas (SARP) utilizadas como referência para os regulamentos nacionais legalmente exigíveis pela aviação civil. Atualmente, mais de 10 mil SARPs estão refletidas
nos 19 anexos da Convenção de Chicago que a ICAO supervisiona1.
Neste contexto, as informações estatísticas e financeiras contidas na base de dados da ICAO2 constituem
repositório de grande valor para estudos de benchmarking, os quais foram usados largamente neste Panorama.
Além da ICAO, foram usadas outras importantes fontes de informações, entre elas a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a qual ampliou significativamente em 2014 a quantidade de dados disponibilizados para consulta
pública em seu site (www.anac.gov. br). Outra fonte de grande relevância para a elaboração deste trabalho foi o Department of Transportation dos Estados Unidos (DOT, www.rita.dot.gov), cuja base de dados tem precisão
e extensão dificilmente igualáveis. Estas três fontes – ICAO, ANAC e DOT – não esgotam a numerosa lista de referências consultadas.
No primeiro trimestre de 2015 a ABEAR realizou uma pesquisa quantitativa e outra qualitativa para explorar a receptividade do Panorama
1. International Civil Aviation Organization – ICAO, Convention on International Civil Aviation, 9ª edição, 2006, disponível em www.icao.int. 2. International Civil Aviation Organization – ICAO, ICAO Data Plus, disponível em www.icao.int
2013, com o objetivo de obter subsídios
para aprimoramento da publicação. A pesquisa quantitativa teve como instrumento um questionário com 15 questões abertas e fechadas. A pesquisa qualitativa utilizou a técnica de entrevista em profundidade, a qual foi aplicada individualmente a dez pessoas de destaque na indústria, entre especialistas, acadêmicos e executivos com vivência significativa no setor. Estas pesquisas proporcionaram valiosas contribuições, grande parte delas incluída no Panorama 2014.
[10]
S
C
riada em agosto de 2012 com a missão de estimular o hábito de voar no Brasil, a ABEAR apoia ações e programas que promovam o crescimento da aviação civil no país de forma consistente e sustentável, seja no transporte de passageiros, seja no transporte de cargas.Mais de 99% do mercado brasileiro de aviação doméstica está representado pelas companhias fundadoras
(AVIANCA, AZUL, GOL e TAM). A entidade tem ainda BOEING, TAM Cargo e TAP como associadas.
A ABEAR E SUAS
ASSOCIADAS
D
esde o início de suas operações, a AVIANCA elegeu sua prioridade: oferecer o produto de melhor qualidade no mercado brasileiro, com foco no atendimento ao cliente, serviço diferenciado de bordo, frota moderna e pontualidade. Foi a primeira empresa aérea a receber no Brasil a Classificação “A” da Anac, referente à distância entre as poltronas, e a única companhia nacional a oferecer este espaço em 100% de seus assentos. Com a inclusão de Goiânia em sua malha aérea, a AVIANCA conta com 41 aeronaves e opera em 24 aeroportos de 23 destinos no país. Em 2014 transportouaproximadamente 7,4 milhões de passageiros. Nos últimos três anos, a companhia
registrou importante índice de crescimento, notável em qualquer setor da economia brasileira. Isso só se tornou possível graças a uma estratégia claramente definida – a excelência no
atendimento e serviço aos clientes –, além do trabalho de uma equipe que hoje soma mais de 4 mil colaboradores. Esse crescimento se reflete também na expansão de sua frota, com a chegada de sete aeronaves Airbus A320, com
capacidade para transportar até 162 passageiros cada.
O sucesso do crescimento é resultado de investimentos constantes na ampliação de suas operações, modernização de sua plataforma tecnológica, contratação de novos colaboradores para
diversas áreas e diferenciação dos serviços. A AVIANCA conta, hoje, com um dos mais expressivos fatores de ocupação do mercado, demonstrando a assertividade do seu modelo de negócio.
Todas essas transformações fortalecem o foco e os pilares de seu atendimento qualificado, serviço de
bordo diferenciado, entretenimento e conforto, já reconhecidos nos últimos anos. Resultado disso são as premiações obtidas, entre elas: Excelência em Atendimento pela revista Consumidor
Moderno em 2013; Melhor Companhia
Aérea no país em Atendimento ao Cliente pelo ranking do Instituto Brasileiro de Relacionamento com o Cliente, publicado pela revista
Exame, em 2010, 2011 e 2013; melhor
companhia aérea nacional pelo Guia
Quatro Rodas e pela revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, em 2013;
e Prêmio de Destaque para a Melhor Companhia Aérea Nacional, pela revista Companhia de Viagem.
A
AZUL Linhas Aéreas Brasileiras foi fundada com a proposta de oferecer um serviço diferenciado, ligando cidades que não eram conectadas pela malha aérea do país. No início das operações, em dezembro de 2008, a AZUL já contava com 200 milhões de dólares e se tornou a companhia mais capitalizada (em sua fundação) na história da aviação mundial.Seus voos inaugurais ligaram as cidades de Campinas e Salvador e, em apenas oito meses, a empresa atingia a marca de um milhão de clientes transportados. Quatro meses depois, a AZUL embarcava o passageiro de número 2 milhões, e esse número voltaria a dobrar em julho de 2010.
Mais um capítulo importante foi escrito na história da AZUL em 2012,
quando David Neeleman, presidente do Conselho da AZUL, junto com Renan Chieppe e José Mário Caprioli, respectivamente presidente do
Conselho e presidente-executivo da TRIP Linhas Aéreas, assinam um acordo de investimento para combinar as duas empresas. Assim, foi criada uma nova holding, a AZUL TRIP S.A.
Em abril de 2014 a AZUL fez mais um grande anúncio: 12 aeronaves de grande porte – como os A330 e A350, da Airbus – foram arrendadas para início de sua operação internacional, com voos para os Estados Unidos. Os primeiros destinos são Fort Lauderdale, Orlando e Nova York.
Com seis anos de vida, a AZUL apresenta números expressivos: detém uma frota de 140 aeronaves, conta com mais de 10 mil colaboradores, opera quase 900 voos diários, os quais representam mais de 30% do total de decolagens do país, e tem a malha aérea mais abrangente do país, que passa dos 100 destinos servidos.
VISÃO
Construir juntos a melhor companhia aérea do mundo.
MISSÃO
Servir, servir, servir.
VALORES
}Segurança: respeite a vida em todas as ações.
}Consideração: trate a todos como gostariam de ser tratados.
}Integridade: honre sua palavra e aja de forma ética.
}Paixão: use a paixão pelo que faz para servir as pessoas.
}Inovação: inove em tudo o que fizer e busque renovar-se sempre.
}Excelência: faça o melhor para obter resultados excepcionais.
A
A GOL Linhas Aéreas Inteligentes foi a primeira empresa aérea a implantar no Brasil um modelo de gestão para oferecer preços mais acessíveis aos clientes, assumindo o protagonismo na democratização do transporte aéreo no país.Três anos após sua fundação, abriu capital e iniciou operações internacionais para a Argentina. Em 2006, inaugurou o Centro de Manutenção de Aeronaves, no Aeroporto de Confins (MG) – o maior e mais moderno da América Latina. Em 2009, abriu a primeira loja física Voe Fácil no Largo Treze, zona sul de São Paulo. Hoje, são 13 pontos de vendas em locais de grande público, tornando realidade a todos o sonho de voar.
No mesmo ano, a companhia adotou um novo modelo de serviço de bordo nos voos mais longos, com maior oferta de produtos cobrados à parte. Em 2013, implantou a configuração GOL+, que oferece maior conforto e comodidade aos clientes. Atualmente, 100% da frota possui mais espaço entre todos os assentos.
Além disso, desde o início das
operações, a GOL investe em tecnologias que aprimoram o atendimento e agilizam
os processos de viagem. Inovou ao facilitar as vendas e o check-in pela Internet e, mais recentemente, disponibilizou uma nova funcionalidade no aplicativo móvel baseada em geolocalização. Exclusiva e pioneira no setor aéreo mundial, permite ao cliente receber, antes da viagem e enquanto estiver a caminho, orientações que indicam o tempo estimado para o deslocamento até o aeroporto.
Com uma frota operacional jovem e moderna de aeronaves Boeing 737-700 e 737-800 NG, a companhia realiza cerca de 900 voos diários para 73 destinos, dos quais 56 são domésticos e 17
Sul e no Caribe e para os Estados Unidos. O programa de relacionamento SMILES permite aos participantes acumular milhas e resgatar bilhetes para mais de 700 localidades em todo o mundo.
A companhia possui também o serviço logístico Gollog, que capta e distribui cargas e encomendas em mais de 3.500 municípios brasileiros e oito internacionais.
MISSÃO
Aproximar pessoas com segurança e inteligência.
VISÃO
Ser a melhor companhia aérea para viajar, trabalhar e investir.
VALORES
Segurança, inteligência, servir e
D
esde a sua fundação, em 1976, a TAM mantém o compromisso de oferecer a seus clientes serviços diferenciados de alta qualidade a preços competitivos. E é com essa filosofia que a empresa cresceu, tornou-se uma das maiores companhias do país e hoje ocupa posição de destaque no cenário internacional. A sua missão é ser a companhia aérea preferida das pessoas, com alegria, criatividade, respeito e responsabilidade – e com a visão de que trabalhar com o espírito de servir faz as pessoas mais felizes.Em sua trajetória, a TAM passou por um grande projeto de expansão entre a década de 1990 e os anos 2000, que começou com a incorporação dos jatos Fokker 100 em seus voos regionais. Em seguida
vieram a ampliação de sua malha no território nacional, a criação da TAM Mercosur (após a aquisição da antiga companhia estatal paraguaia LAPSA) e a consolidação de sua operação internacional com a
aquisição de aeronaves e aumento de frequências para destinos em todos os continentes.
Em 2012, a empresa se associou à LAN Airlines, dando origem ao Grupo LATAM Airlines, que inclui a LAN Airlines, a LAN Cargo, bem como a TAM S.A. e suas filiais TAM Linhas Aéreas, TAM Airlines (atual nomenclatura da TAM Mercosur) e Multiplus. Assim surgiu o maior grupo da América Latina em malha aérea, que oferece serviços de transporte de passageiros para cerca de 135 destinos em 24 países, e serviço de carga aérea para aproximadamente 144 destinos em 26 países.
O LATAM Airlines Group S/A tem em torno de 53 mil funcionários, dos quais 28 mil trabalham para a TAM, e suas ações são negociadas nas bolsas de Santiago, Nova York
(na forma de ADRs) e São Paulo (na forma de BDRs).
Desde março de 2014, a TAM faz parte da aliança global de aviação Oneworld®. Hoje, a aliança atende 155 países, em aproximadamente mil aeroportos, com mais de 14 mil voos diários.
BOEING estabeleceu um escritório no Brasil em 2011, quando deu início a um novo ciclo no relacionamento com o país. A primeira entrega de aeronaves comerciais para o Brasil aconteceu em 1960. Hoje, a BOEING tem entre seus principais clientes comerciais as companhias GOL e TAM.
A
A companhia criou um Centro de Pesquisa e Tecnologia, em São José dos Campos, para reforçar sua relação com a comunidade brasileira de pesquisa e desenvolvimento e auxiliá-la na potencialização de novas capacidades que se alinham com as metas de desenvolvimento
econômico e tecnológico do país. As Perspectivas de Mercado 2015 (CMO) da BOEING preveem que as companhias aéreas da América Latina comprarão mais de 3 mil aeronaves, avaliadas em US$ 350 bilhões, ao longo dos próximos 20 anos – sendo que mais de
40% serão destinadas a empresas brasileiras.
A BOEING é a maior empresa aeroespacial do mundo. Líder na fabricação de aeronaves comerciais e de sistemas de defesa, espaciais e de segurança, emprega mais de 170 mil pessoas em 70 países.
A
TAM Cargo é a unidade de cargas do Grupo LATAM Airlines no Brasil, responsável pela prestação de serviços de transporte aéreo de cargas, encomendas expressas e cargas especiais. Em 2013, integrou suas operações com a ABSA, antiga subsidiária da LAN no país. O processo tornou o transporte de cargas mais robusto e multifacetado, compatível com as dimensões e necessidades locais.Atualmente, a TAM Cargo atende com voos diretos 42 aeroportos brasileiros, oferece coleta em mais de 400 cidades e entrega em mais de 4 mil localidades no Brasil. A empresa possui 51 terminais de
carga e utiliza pontos de distribuição (hubs) em São Paulo/Guarulhos, Rio de Janeiro/Galeão, Brasília, Manaus e Campinas. Opera com quatro aeronaves cargueiras e mais 163 aviões de passageiros da TAM
Linhas Aéreas. A área de cargas do Grupo LATAM Airlines é formada por LAN CARGO, MasAir, LAN CARGO Colômbia e TAM Cargo. Juntas, chegam a 165 destinos em todo o mundo, em 27 países.
TAP Portugal é a companhia aérea portuguesa líder de mercado e membro da Star Alliance desde 2005. Opera desde 1945 e tem o seu
hub em Lisboa, plataforma estratégica para acesso a toda a Europa,
África, América do Norte e do Sul. A rede da TAP cobre 76 destinos em 34 países em todo o mundo. Opera mais de 2.450 voos por semana e dispõe de uma frota de 61 aeronaves Airbus, mais 16 a serviço da PGA – sua companhia regional –, totalizando 77 aeronaves.
A
Com uma orientação direcionada para o cliente, a TAP investe continuamente em inovação e na utilização de novas tecnologias, oferecendo produtos inteligentes e serviços com qualidade e
segurança. A TAP estabelece também parcerias para disponibilizar um número amplo de destinos servidos em code-share com companhias congêneres, além de um conjunto de vantagens e benefícios
associados. Foi eleita Companhia Aérea Líder Mundial para África e América do Sul no World Travel Awards e Melhor Companhia Aérea da Europa pela revista
[24]
TRANSPORTE AÉREO:
IMPORTÂNCIA E
COMPETITIVIDADE
S hutterstockimportância econômica do transporte aéreo é pouco conhecida. Segundo o Air Transport Action Group – ATAG, a indústria mundial do transporte aéreo proporciona mais de 58 milhões de empregos, transporta 3 bilhões de passageiros anuais e gera US$ 2,4 trilhões do PIB global. Em paralelo, um terço de todo o comércio global em valor é transportado por via aérea e a aviação é um componente- -chave dos negócios globais.
No Brasil, em 2014, as empresas
TRANSPORTE AÉREO:
IMPORTÂNCIA E
COMPETITIVIDADE
aéreas (brasileiras e estrangeiras) transportaram quase 120 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais. Essas empresas levam anualmente no Brasil e entre o país e o exterior mais de 1,3 milhão de toneladas de carga de elevado valor agregado.
Extrapolando-se as informações contidas em um estudo da Oxford
Economics realizado em 20111,
estima-se que o número de empregos diretos, indiretos e induzidos gerados no Brasil pela aviação e setores
correlatos (aeroportos, serviços de terra e “aerospace”) tenha sido da ordem de 1,2 milhão. Se for adicionado o setor catalisado pela aviação, o turismo,
esta cifra terá atingido 1,6 milhão. De maneira análoga, estima-se que a cadeia econômica liderada pela aviação contribua em 1,3% do PIB brasileiro.
A CONCORRÊNCIA NO
TRANSPORTE AÉREO
Sabidamente, a indústria do transporte aéreo é pouco rentável. Entretanto, são pouco conhecidas as razões estruturais que determinam um padrão de rentabilidade tão baixo, caracterizado por taxas de retorno sobre o investimento de longo prazo
da ordem de 3,5% ao ano, ou seja, bastante inferiores às taxas de captação médias mundiais de longo prazo,
estimadas em torno de 7-8%2. A mesma
fonte reporta que o lucro líquido sobre receita médio (EBIT) das empresas aéreas entre 1940 e 2010 foi de 0,1%. Em 2012 foi de 1,1%3. Por outro
lado, o transporte aéreo é um setor de alta tecnologia, que exige elevada especialização de seus operadores e é bastante mais concentrado do que a média dos demais setores que compõem a economia mundial. Estes fatores por si só poderiam justificar
a realização de altas taxas de retorno e não o inverso, como se verifica.
Neste contexto, prevalece a percepção de que as empresas aéreas muitas
vezes agem de forma “irracional”, envolvendo-se em frequentes embates de acirrada concorrência: ora reduzem
1. Oxford Economics, Economic Benefits of Aviation from Air Transport in Brazil, 2011, disponível em www.iata.org. 2. International Air Transport Association – IATA, Vision 2050 Report - IATA, 2011, disponível em www.iata.org.
preços de forma acentuada enquanto realizam perdas significativas; outras vezes ampliam exageradamente a oferta de voos quando a conjuntura não o indicaria, e assim por diante. A seguir será desvendado este aparente paradoxo.
Segundo o modelo analítico das cinco forças que dirigem a concorrência4,
a rentabilidade de um setor resulta da interação dos seguintes fatores: ameaças de novos entrantes, poder dos fornecedores, poder dos compradores, produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre concorrentes. Ainda segundo Porter, quanto mais intensos forem estes fatores, menor será a rentabilidade do setor sob análise.
Ao aplicar este instrumental analítico
de Porter conclui-se que poucas são as indústrias que reúnem com tamanha intensidade estes fatores simultaneamente no sentido de deprimir a rentabilidade. As principais razões estruturais para que estes fatores atuem dessa maneira sobre o transporte aéreo são5:
}Produto perecível.
}Dificuldade em sustentar a diferenciação de produto.
}Altos custos fixos e baixos custos marginais.
}Concorrentes com objetivos
divergentes.
}Incrementos de capacidade em
degraus (gerando períodos de capacidade ociosa).
}Mercados voláteis, dependentes do
PIB, do preço do petróleo e da taxa de câmbio.
}Baixas barreiras à entrada.
}Acesso ao mercado cada vez mais
liberalizado.
}Economias de escala limitadas nas
operações.
}Fácil acesso aos canais de distribuição e baixos custos de mudança dos consumidores.
}Elevado e crescente poder de barganha dos clientes.
}Canais muito concentrados e os agentes de viagens agressivos na defesa dos interesses dos clientes corporativos. }Alto poder de barganha de
fornecedores de vários insumos críticos.
4. Porter, Michel E., Industrial Organization and the Evolution of Concepts for Strategic Planning: The New Learning, in Managerial and Decision Economics, set. 1983, p. 172.
}Os fabricantes de aeronaves formam um oligopólio altamente concentrado. }Aeroportos, fornecedores de
combustível e empresas de handling são monopólios locais.
}Os fornecedores obtêm retornos mais
elevados do que seu custo de capital. Seus retornos são significativamente maiores que os das companhias aéreas.
}Produtos substitutos se fortalecendo: trens de alta velocidade, jatos
particulares e equipamentos de videoconferência com tecnologia cada vez melhor.
}Muitas das opções estratégicas de empresas aéreas individualmente racionais mas, de forma agregada, contribuem para um ambiente operacional pior para todos.
No Brasil, esses aspectos gerais também se verificam, resultando em quedas sistemáticas de preços diante de aumentos contínuos de custos,
mesmo que se trate de um setor mais concentrado do que a média do país. Ou seja, o fato de no mercado aéreo doméstico, por exemplo, quatro empresas deterem a quase totalidade da demanda não implica em elevado poder de mercado. Aliás, em relação aos vinte maiores mercados domésticos do mundo, a concentração de mercado verificada no Brasil encontra-se em posição intermediária (vide página 70).
[30]
S
ano de 2014 foi marcado por importantes avanços em termos de eficiência operacional. Assim, como se verifica nos quadros das páginas seguintes, a demanda da indústria no setor doméstico cresceu em torno de 6%, enquanto a oferta de serviços, medida em assentos-quilômetros oferecidos, cresceu apenas 1%. Em consequência, o aproveitamento dos voos aumentou quatro pontos percentuais, chegando a 80%, número próximo ao do setor doméstico norte-americano.
No setor internacional verificou-se um quadro semelhante. Em 2014 a oferta das empresas brasileiras diminuiu 2% e a demanda cresceu 5%.
O
ESTATÍSTICAS
BÁSICAS,
FUNCIONÁRIOS
E FROTA
A combinação desses elementos resultou em um crescimento do aproveitamento dos voos de cinco pontos percentuais, chegando a 82%. Ou seja, tanto no setor doméstico como no internacional há um significativo aumento da eficiência operacional,
FUNCIONÁRIOS E FROTA – 2014
NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014
Fontes: AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A; OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: AVIANCA); TAM Linhas Aéreas S/A; VRG Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: GOL).
TAM Cargo AVIANCA AZUL GOL TAM Total ABEAR Outras empresas Total Brasil
Pilotos e copilotos 79 457 1.391 1.599 2.041 5.567 ND ND Comissários - 761 1.824 3.195 5.087 10.867 ND ND Pessoal de manutenção 133 561 1.551 2.606 3.458 8.309 ND ND Pessoal de aeroporto 235 1.581 3.408 4.884 1.486 11.594 ND ND Outros funcionários 2.250 713 1.706 3.902 13.361 21.932 ND ND Total 2.697 4.073 9.880 16.186 25.433 58.269 ND ND
A frota e a quantidade de funcionários das empresas associadas à ABEAR se mantiveram estáveis em 2014, mesmo havendo aumento de tráfego, e correspondem a estruturas de grande porte se comparadas às empresas aéreas dos países desenvolvidos.
o que significa transportar mais com praticamente a mesma oferta.
É interessante observar que a quantidade total (voos domésticos mais internacionais) das horas voadas – principal direcionador dos custos variáveis – ficou praticamente estável
mesmo que a demanda tivesse sido 6% maior do que no ano anterior. Em outras palavras, a principal ação do setor para enfrentar um cenário de custos ascendentes e preços declinantes foi aumentar a sua eficiência
Tipo de aeronave TAM Cargo AVIANCA AZUL GOL TAM Total ABEAR Outras empresas Total Brasil BOEING 767 200 F 0 BOEING 767 300 F 4 4 4 BOEING 737 300 1 1 BOEING 737 700 35 35 35 BOEING 737 800 106 106 106 AIRBUS A318 11 11 11 AIRBUS A319 4 26 30 30 AIRBUS A320 19 86 105 105 AIRBUS A321 18 18 18 FOKKER MK28 10 10 10 AIRBUS A330 200 5 11 16 16 AIRBUS A340 500 0 0 0 BOEING 767 300 12 12 12 BOEING 777 300 10 10 10 ATR 42 7 7 3 10 ATR 72 54 54 15 69 ERJ 170 0 ERJ 175 0 ERJ 190 22 22 22 ERJ 195 60 60 60 Outros 7 7 Total 4 44 148 141 163 500 26 526
FROTA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014
Fontes: AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A; OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: AVIANCA); TAM Linhas Aéreas S/A; VRG Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: GOL); Airfleets.net.
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros-quilômetros pagos (000) Assentos-quilômetros (000) Aproveitamento Toneladas de carga transportada Quilômetros
voados (000) Decolagens média Etapa (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) TAM Cargo Doméstico Regular - - - - 93.601 6.325 3.520 1.797 9.760 166 648 Não-regular - - - - 2.450 181 120 1.509 290 145 625 Total - - - - 96.051 6.506 3.640 1.787 10.050 166 647 Internacional Regular - - - - 37.629 4.231 1.228 3.446 5.906 289 717 Não-regular - - - - 4.573 514 227 2.265 776 205 662 Total - - - - 42.201 4.746 1.455 3.262 6.682 276 710 Total - - - - 138.252 11.252 5.095 2.208 16.732 197 672 AVIANCA Doméstico Regular 6.708.002 7.629.002 9.206.994 83% 26.790 67.667 64.888 1.043 122.165 113 554 Não-regular 51.063 53.710 67.452 80% 339 639 573 1.115 1.160 121 551 Total 6.759.065 7.682.712 9.274.446 83% 27.129 68.306 65.461 1.043 123.325 113 554 Internacional Regular 1.337 5.434 16.093 34% 3.010 122 30 4.064 172 343 710 Não-regular - - - - Total 1.337 5.434 16.093 34% 3.010 122 30 4.064 172 343 710 Total 6.760.402 7.688.145 9.290.540 83% 30.139 68.428 65.491 1.045 123.497 113 554 AZUL Doméstico Regular 19.332.679 14.908.730 18.655.110 80% 40.871 178.888 268.997 665 404.750 90 442 Não-regular 801.428 716.801 944.253 76% 2.066 10.096 13.992 722 22.827 98 442 Total 20.134.107 15.625.531 19.599.363 80% 42.937 188.984 282.989 668 427.578 91 442 Internacional Regular - - - - Não-regular 21.231 144.319 173.558 83% 12 636 94 6.765 798 509 797 Total 21.231 144.319 173.558 83% 12 636 94 6.765 798 509 797 Total 20.155.338 15.769.849 19.772.921 80% 42.949 189.620 283.083 670 428.375 91 443
ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS BÁSICAS – 2014
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos (000) Assentos- -quilômetros (000) Aproveitamento Toneladas de carga transportada Quilômetros
voados (000) Decolagens Etapa média (km)
Horas voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) GOL Doméstico Regular 34.403.780 32.149.343 41.231.789 78% 86.325 242.321 289.442 837 449.509 93 539 Não regular 1.306.967 1.579.017 2.137.609 74% 1.783 12.636 10.981 1.151 21.160 116 597 Total 35.710.747 33.728.360 43.369.398 78% 88.108 254.957 300.423 849 470.669 94 542 Internacional Regular 1.880.544 4.224.236 5.956.205 71% 1.869 33.718 16.371 2.060 50.856 186 663 Não regular 62.288 129.252 172.984 75% - 967 491 1.970 1.479 181 654 Total 1.942.832 4.353.488 6.129.189 71% 1.869 34.685 16.862 2.057 52.335 186 663 Total 37.653.579 38.081.848 49.498.587 77% 89.977 289.642 317.285 913 523.004 99 554 TAM Doméstico Regular 31.028.364 34.137.482 41.798.133 82% 156.238 235.035 237.283 991 414.629 105 567 Não regular 1.152.559 1.457.430 1.877.765 78% 4.625 10.545 9.055 1.165 17.515 116 602 Total 32.180.923 35.594.911 43.675.898 81% 160.863 245.580 246.338 997 432.144 105 568 Internacional Regular 4.297.244 24.042.940 28.248.747 85% 125.619 109.310 22.860 4.782 144.647 380 756 Não-regular 142.133 607.184 789.905 77% 1.806 3.534 975 3.625 4.856 299 728 Total 4.439.377 24.650.124 29.038.652 85% 127.426 112.844 23.835 4.734 149.503 376 755 Total 36.620.300 60.245.035 72.714.550 83% 288.289 358.424 270.173 1.327 581.647 129 616 Total ABEAR Doméstico Regular 91.472.825 88.824.557 110.892.025 80% 403.826 730.236 864.130 845 1.400.813 97 521 Não regular 3.312.017 3.806.957 5.027.080 76% 11.262 34.097 34.721 982 62.952 109 542 Total 94.784.842 92.631.514 115.919.105 80% 415.088 764.333 898.851 850 1.463.765 98 522 Internacional Regular 6.179.125 28.272.610 34.221.045 83% 168.127 147.382 40.489 3.640 201.409 298 732 Não regular 225.652 880.755 1.136.447 78% 6.391 5.651 1.787 3.162 7.908 266 715 Total 6.404.777 29.153.365 35.357.492 82% 174.518 153.033 42.276 3.620 209.489 297 731 Total 101.189.619 121.784.878 151.276.597 81% 589.606 917.366 941.127 975 1.673.254 107 548
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos (000) Assentos- -quilômetros (000) Aproveitamento Toneladas de carga transportada Quilômetros
voados (000) Decolagens Etapa média (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) Outras empresas brasileiras Doméstico Regular 1.027.640 659.841 938.052 70% 42.510 18.136 32.797 553 48.042 88 378 Não-regular 119.326 71.629 139.465 51% 40.402 6.440 9.330 690 14.392 93 447 Total 1.146.966 731.470 1.077.517 68% 82.912 24.576 42.127 583 62.434 89 394 Internacional Regular - - - 0% - - - - - - - Não-regular 12 2 4 43% - - - - - - - Total 12 2 4 43% - - - - - - - Total 1.146.978 731.471 1.077.521 68% 82.912 24.576 42.127 583 62.434 89 394 Total Brasil Doméstico Regular 92.500.465 89.484.397 111.830.077 80% 446.336 748.372 896.927 834 1.448.855 97 517 Não-regular 3.431.343 3.878.586 5.166.545 75% 51.665 40.538 44.051 920 77.344 105 524 Total 95.931.808 93.362.983 116.996.622 80% 498.001 788.910 940.978 838 1.526.199 97 517 Internacional Regular 6.179.125 28.272.610 34.221.045 83% 165.120 147.382 40.489 3.640 201.581 299 731 Não-regular 225.664 880.756 1.136.451 78% 6.553 5.753 1.819 3.163 8.056 266 714 Total 6.404.789 29.153.366 35.357.496 82% 174.518 153.135 42.308 3.620 209.637 297 730 Total 102.336.597 122.516.350 152.354.118 80% 672.519 942.044 983.286 958 1.735.836 106 543
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos Assentos-
-quilômetros Aproveitamento Toneladas de carga transportada
Quilômetros
voados (000) Decolagens média Etapa (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) TAM Cargo Doméstico Regular - - - - 466.675 13.321 7.394 1.802 20.351 165 655 Não regular - - - - 22.896 698 352 1.983 1.039 177 672 Total - - - - 489.571 14.018 7.746 1.810 21.390 166 655 Internacional Regular - - - - 330.526 8.706 2.438 3.571 11.937 294 729 Não-regular - - - - 24.522 707 216 3.271 1.008 280 701 Total - - - - 355.048 9.413 2.654 3.547 12.945 293 727 Total - - - - 844.619 23.431 10.400 2.253 34.336 198 682 AVIANCA Doméstico Regular 5.926.816 6.300.446 7.671.997 82% 31.597 59.911 60.626 988 109.998 109 545 Não regular 4.200 5.614 7.371 76% 501 63 50 1.252 110 133 567 Total 5.931.016 6.306.060 7.679.367 82% 32.098 59.974 60.676 988 110.109 109 545 Internacional Regular - - - - Não-regular - - - - - - - - - - - Total - - - - - - - - - - - Total 5.931.016 6.306.060 7.679.367 82% 32.098 59.974 60.676 988 110.109 109 545 AZUL Doméstico Regular 18.482.994 14.545.964 18.338.884 79% 44.868 180.705 271.230 666 404.953 90 446 Não regular 413.731 361.846 510.895 71% 14.911 8.408 12.206 689 18.944 93 444 Total 18.896.725 14.907.810 18.849.779 79% 59.779 189.113 283.436 667 423.898 90 446 Internacional Regular - - - - Não regular - - - - Total - - - - - - - - - - - Total 18.896.725 14.907.810 18.849.779 79% 59.779 189.113 283.436 667 423.898 90 446
ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS BÁSICAS – 2013
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos Assentos-
-quilômetros Aproveitamento Toneladas de carga transportada
Quilômetros
voados (000) Decolagens Etapa média (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) GOL Doméstico Regular 32.117.356 29.838.715 42.061.130 71% 116.389 241.686 287.334 841 447.805 94 540 Não regular 1.316.335 1.380.323 2.049.586 67% 4.374 3.201 4.083 784 6.844 101 468 Total 33.433.691 31.219.038 44.110.716 71% 120.762 244.887 291.417 840 454.649 94 539 Internacional Regular 1.579.825 3.292.412 5.275.180 62% 3.459 29.366 15.275 1.923 44.766 176 656 Não regular 45.634 172.459 247.388 70% - 1.355 601 2.255 2.017 201 672 Total 1.625.459 3.464.870 5.522.568 63% 3.459 30.722 15.876 1.935 46.783 177 657 Total 35.059.150 34.683.908 49.633.283 70% 124.221 275.609 307.293 897 501.432 98 550 TAM Doméstico Regular 32.117.443 34.721.108 43.718.211 79% 226.101 250.620 253.917 987 441.483 104 568 Não regular 414.944 461.437 626.536 74% 5.901 3.537 3.393 1.042 6.034 107 586 Total 32.532.387 35.182.545 44.344.747 79% 232.002 254.157 257.310 988 447.518 104 568 Internacional Regular 4.523.858 24.012.055 29.951.575 80% 879.643 119.125 24.364 4.889 156.532 385 761 Não regular 64.938 302.098 444.007 68% 8.402 2.103 460 4.573 2.836 370 742 Total 4.588.796 24.314.153 30.395.583 80% 888.045 121.229 24.824 4.884 159.368 385 761 Total 37.121.183 59.496.698 74.740.330 80% 1.120.048 375.386 282.134 1.331 606.886 129 619 Total ABEAR Doméstico Regular 88.644.609 85.406.234 111.790.221 76% 885.629 746.243 880.501 848 1.424.591 97 524 Não regular 2.149.210 2.209.219 3.194.388 69% 48.583 15.906 20.084 792 32.972 99 482 Total 90.793.819 87.615.453 114.984.609 76% 934.212 762.149 900.585 846 1.457.563 97 523 Internacional Regular 6.103.683 27.304.467 35.226.755 78% 1.213.628 157.198 42.077 3.736 213.235 304 737 Não regular 110.572 474.557 691.395 69% 32.924 4.165 1.277 3.262 5.861 275 711 Total 6.214.255 27.779.024 35.918.150 77% 1.246.553 161.363 43.354 3.722 219.096 303 736 Total 97.008.074 115.394.477 150.902.760 76% 2.180.765 923.512 943.939 978 1.676.659 107 551
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos Assentos-
-quilômetros Aproveitamento Toneladas de carga transportada
Quilômetros
voados (000) Decolagens Etapa média (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) Outras empresas brasileiras Doméstico Regular 828.495 464.118 711.548 65% 80.105 19.084 39.147 488 52.098 80 366 Não regular 40.519 27.691 50.895 54% 77.515 6.386 7.089 901 11.947 101 535 Total 869.014 491.809 762.443 65% 157.620 25.470 46.236 551 64.044 83 398 Internacional Regular - - - - - - - - - - - Não regular - - - - Total - - - - - - Total 869.014 491.809 762.443 65% 157.620 25.470 46.236 551 64.044 83 398 Total Brasil Doméstico Regular 89.473.104 85.870.352 112.501.769 76% 965.734 765.327 919.648 832 1.476.689 96 518 Não regular 2.189.729 2.236.910 3.245.283 69% 126.098 22.292 27.173 820 44.919 99 496 Total 91.662.833 88.107.262 115.747.052 76% 1.091.832 787.619 946.821 832 1.521.607 96 518 Internacional Regular 6.103.683 27.304.467 35.226.755 78% 1.213.628 157.198 42.077 3.736 213.235 304 737 Não regular 110.572 474.557 691.395 69% 32.924 4.165 1.277 3.262 5.861 275 711 Total 6.214.255 27.779.024 35.918.150 77% 1.246.553 161.363 43.354 3.722 219.096 303 736 Total 97.877.088 115.886.286 151.665.202 76% 2.338.385 948.982 990.175 958 1.740.703 105 545
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros- -quilômetros pagos Assentos-
-quilômetros Aproveitamento (pontos percentuais)
Toneladas de carga transportada
Quilômetros
voados (000) Decolagens média Etapa (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) TAM Cargo Doméstico Regular - - - - -80% -53% -52% 0% -52% 1% -1% Não regular - - - - -89% -74% -66% -24% -72% -18% -7% Total - - - - -80% -54% -53% -1% -53% 0% -1% Internacional Regular - - - - -89% -51% -50% -4% -51% -2% -2% Não regular - - - - -81% -27% 5% -31% -23% -27% -5% Total - - - - -88% -50% -45% -8% -48% -6% -2% Total - - - - -84% -52% -51% -2% -51% -1% -1% AVIANCA Doméstico Regular 13% 21% 20% 1 -15% 13% 7% 6% 11% 4% 2% Não regular 1116% 857% 815% 3 -32% 920% 1046% -11% 950% -8% -3% Total 14% 22% 21% 1 -15% 14% 8% 6% 12% 4% 2% Internacional Regular 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Não regular 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Total 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Total 14% 22% 21% 1 -6% 14% 8% 6% 12% 4% 2% AZUL Doméstico Regular 5% 2% 2% 1 -9% -1% -1% 0% 0% 1% -1% Não regular 94% 98% 85% 5 -86% 20% 15% 5% 20% 5% 0% Total 7% 5% 4% 1 -28% 0% 0% 0% 1% 1% -1% Internacional Regular 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Não regular 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Total 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Total 7% 6% 5% 1 -28% 0% 0% 0% 1% 1% -1%
VARIAÇÃO 2014/2013
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos Assentos-
-quilômetros Aproveitamento (pontos percentuais)
Toneladas de carga transportada
Quilômetros
voados (000) Decolagens Etapa média (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) GOL Doméstico Regular 7% 8% -2% 7 -26% 0% 1% 0% 0% 0% 0% Não regular -1% 14% 4% 7 -59% 295% 169% 47% 209% 15% 28% Total 7% 8% -2% 7 -27% 4% 3% 1% 4% 0% 1% Internacional Regular 19% 28% 13% 9 -46% 15% 7% 7% 14% 6% 1% Não regular 36% -25% -30% 5 0% -29% -18% -13% -27% -10% -3% Total 20% 26% 11% 8 -46% 13% 6% 6% 12% 5% 1% Total 7% 10% 0% 7 -28% 5% 3% 2% 4% 1% 1% TAM Doméstico Regular -3% -2% -4% 2 -31% -6% -7% 0% -6% 1% 0% Não regular 178% 216% 200% 4 -22% 198% 167% 12% 190% 9% 3% Total -1% 1% -2% 2 -31% -3% -4% 1% -3% 1% 0% Internacional Regular -5% 0% -6% 5 -86% -8% -6% -2% -8% -2% -1% Não regular 119% 101% 78% 9 -79% 68% 112% -21% 71% -19% -2% Total -3% 1% -4% 5 -86% -7% -4% -3% -6% -2% -1% Total -1% 1% -3% 3 -74% -5% -4% 0% -4% 0% 0% Total ABEAR Doméstico Regular 3% 4% -1% 4 -54% -2% -2% 0% -2% 0% 0% Não regular 54% 72% 57% 7 -77% 114% 73% 24% 91% 10% 12% Total 4% 6% 1% 4 -56% 0% 0% 0% 0% 1% 0% Internacional Regular 1% 4% -3% 5 -86% -6% -4% -3% -6% -2% -1% Não regular 104% 86% 64% 9 -81% 36% 40% -3% 35% -4% 1% Total 3% 5% -2% 5 -86% -5% -2% -3% -4% -2% -1% Total 4% 6% 0% 4 -73% -1% 0% 0% 0% 0% 0%
Empresa Tipo de voo Passageiros transportados pagos Passageiros--quilômetros pagos Assentos-
-quilômetros Aproveitamento (pontos percentuais)
Toneladas de carga transportada
Quilômetros
voados (000) Decolagens Etapa média (km)
Horas
voadas Duração média (min) Velocidade média (km/h) Outras empresas brasileiras Doméstico Regular 24% 42% 32% 5 -47% -5% -16% 13% -8% 10% 3% Não regular 194% 159% 174% 3 -48% 1% 32% -23% 20% -8% -16% Total 32% 49% 41% 3 -47% -4% -9% 6% -3% 7% -1% Internacional Regular 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Não regular 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Total 0% 0% 0% - 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% Total 32% 49% 41% 3 -47% -4% -9% 6% -3% 7% -1% Total Brasil Doméstico Regular 3% 4% -1% 4 -54% -2% -2% 0% -2% 1% 0% Não regular 57% 73% 59% 6 -59% 82% 62% 12% 72% 6% 6% Total 5% 6% 1% 4 -54% 0% -1% 1% 0% 1% 0% Internacional Regular 1% 4% -3% 5 -86% -6% -4% -3% -5% -2% -1% Não regular 104% 86% 64% 9 -80% 38% 42% -3% 37% -4% 0% Total 3% 5% -2% 5 -86% -5% -2% -3% -4% -2% -1% Total 5% 6% 0% 4 -71% -1% -1% 0% 0% 0% 0%
O quadro da página 43 compara as idades das frotas brasileira e das operadas em outros países por empresas
de referência. Como se observa, a frota brasileira é aproximadamente cinco anos mais jovem que a da amostra considerada.
Entretanto, há uma racional que justifica a opção das empresas brasileiras por esta alternativa.
FROTA E IDADE MÉDIA DE EMPRESAS
BRASILEIRAS E ESTRANGEIRAS
Fontes: Airfleets.net, International Civil Aviation Organization – ICAO, ICAO Data Plus.
Empresa País Idade média (anos) - 2014 Quantidade - 2014
GOL Brasil 7,4 141
TAM Brasil 7,4 163
AZUL Brasil 4,2 148
TAM CARGO Brasil 10,1 4
AVIANCA BRASIL Brasil 9,5 44
Média ABEAR 6,7 -
Outras empresas
AMERICAN AIRLINES Estados Unidos 12,3 960
DELTA Estados Unidos 17,2 792
AIR FRANCE França 11,4 230
BRITISH Reino Unido 12,0 261
LUFTHANSA Alemanha 10,7 305
KLM Holanda 11,6 115
JAL GROUP Japão 7,4 164
SINGAPORE Singapura 5,7 113
ANA Japão 8,2 200
EMIRATES EAU 6,6 234
SOUTHWEST Estados Unidos 11,6 562
LAN Chile 4,8 111
AVIANCA Colômbia 4,1 93
Média das outras empresas 11,7 -
Média da amostra 11,1 -
Do ponto de vista estritamente econômico, uma das diferenças básicas entre a operação de uma frota jovem e a de uma frota antiga é que, no primeiro caso, os gastos com manutenção e combustível são menores do que no segundo caso. Entretanto, os custos de capital (ownership costs) são muito mais elevados nas frotas modernas. Por outro lado, esses custos são balizados pelo mercado internacional, e os menores preços dos arrendamentos das aeronaves mais antigas espelha sua menor eficiência operacional. Neste contexto, as forças de mercado equilibram as vantagens e as desvantagens econômicas entre uma e outra opção. Ocorre que o preço do combustível é excepcionalmente alto no Brasil, principalmente em decorrência da tributação sobre o querosene de aviação, como será discutido na seção seguinte.
[44]
S
esquisas de mercado têm demonstrado que a pontualidade e o manuseio adequado das bagagens estão entre os serviços mais valorizados pelos passageiros das companhias aéreas brasileiras. Os quadros da próximas páginas demonstram que também nesses itens as empresas nacionais têm oferecido serviços de padrão mundial.
Mas o atendimento aos passageiros nos aeroportos, em grande parte realizado pelas companhias aéreas, também está no foco das atenções. E pesquisa realizada no final de 2014 pela Secretaria de Aviação Civil para aferir a satisfação dos passageiros em relação aos serviços prestados nos aeroportos, entre os quais se incluem aqueles oferecidos diretamente pelas empresas aéreas, obteve resultados excelentes.
P
QUALIDADE
DOS SERVIÇOS
PONTUALIDADE
ÍNDICES DE PONTUALIDADE NO BRASIL EM 2014 E 2013 – VOOS DOMÉSTICOS
Como se observa, a pontualidade(15 minutos) média dos voos domésticos no Brasil passou de
Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Base de Dados VRA, disponível em www.anac.gov.br.
84%, em 2013, para 85%, em 2014, superando a verificada nos Estados Unidos. Naquele país, o indicador
observado foi de 79% e 78% em 2013 e 2014, respectivamente. 100% 95% 90% 85% 80% 75% 70%
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez Pontualidade 2013 60min - Média: 84% Pontualidade 2014 60min - Média: 97% Pontualidade 2013 30min - Média: 92% Pontualidade 2014 30min - Média 92% Pontualidade 2013 15min - Média: 84% Pontualidade 2014 15min - Média: 85%
Fontes: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Base de Dados VRA, disponível em www.anac.gov.br; United States Department of Transportation – DOT.
ÍNDICES DE PONTUALIDADE NO BRASIL E NOS EUA EM 2014 – VOOS DOMÉSTICOS
100% 95% 90% 85% 80% 75% 70% 65% 60%
jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14
Pontualidade Brasil 60min
Há que se observar, contudo, que os atrasos decorrentes de causas relacionadas com a meteorologia têm uma incidência muito menor no Brasil (16%, em 2014) do que nos Estados Unidos (31%, em 2014). Com efeito, naquele país são frequentes fenômenos como nevascas
e furacões, os quais não existem no Brasil. Entretanto, a infraestrutura aeronáutica norte-americana é muito mais desenvolvida que a do Brasil, contribuindo decisivamente para a pontualidade dos voos.
A incidência de causas meteorológicas de atrasos de voos no Brasil
diminuiu entre 2013 e 2014,
passando de 19% para 16%. Assim, é razoável relacionar o excepcional período de seca verificado no Sudeste brasileiro (região de maior concentração do tráfego aéreo) em 2014 com a melhoria da pontualidade dos voos.
PARTICIPAÇÃO DAS CAUSAS METEOROLÓGICAS NOS ATRASOS DE MAIS
DE 15 MINUTOS EM 2014 – VOOS DOMÉSTICOS NO BRASIL E NOS EUA
40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% EUA Média: 31% Brasil Média: 16% jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 ago/14 set/14 out/14 nov/14 dez/14
Outra classificação que merece ser feita é a que agrupa as causas de atrasos de voos de acordo com a sua responsabilidade. Ou seja, diferenciam-se os atrasos que são de responsabilidade das companhias aéreas daqueles que não são. Para realizar essa estatística, foram seguidas aqui as definições usadas pelo Department of Transportation dos Estados Unidos (DOT). Segundo o DOT, as causas de atrasos de voos são1:
}De responsabilidade da operadora: a causa do cancelamento ou do atraso decorre de circunstâncias dentro do controle da companhia (por exemplo, problemas de manutenção ou da tripulação, limpeza de aeronaves, a bagagem de carga, abastecimento etc.). }De responsabilidade do sistema
aeronáutico: referem-se a um amplo conjunto de condições, tais como condições meteorológicas extremas,
operações aeroportuárias, volume de tráfego e controle de tráfego aéreo. }Segurança: atrasos ou cancelamentos
causados pela evacuação de um terminal, reembarque de aeronaves por causa da violação de segurança, equipamento de rastreio inoperante ou longas filas em áreas de triagem.
}Causas não específicas: são as que não foram identificadas com clareza ou não se enquadram nos grupos anteriores.
1. United States Department of Transportation – DOT. 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35%
PARTICIPAÇÃO DAS CAUSAS METEOROLÓGICAS NOS ATRASOS COM
MAIS DE 15 MINUTOS EM 2014 E 2013 - VOOS DOMÉSTICOS NO BRASIL
Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Base de Dados VRA, disponível em www.anac.gov.br.
2013 Média: 19% 2014 Média: 16%
Entre os atrasos de
responsabilidade da operadora, 45% foram causados por aguardo de
2. Correspondem às ocorrências com os seguintes códigos da ANAC de justificativa de atraso ou cancelamento: DF, DG, GF, HB, IR, MA, RA, ST, TC, TD, VE, VI, VR, WI, XL, XM e XN.
3. Correspondem às ocorrências com os seguintes códigos da ANAC de justificativa de atraso ou cancelamento: AA, AF, AG, AI, AJ, AM, AR, AT, FP, HÁ, HD, HI, AO, RI, RM, WA, WO, WR, WS, WT, XA, XB, XI, XJ, XO, XS e XT.
4. Correspondem às ocorrências com o código da ANAC de justificativa de atraso ou cancelamento AS. 5. Correspondem às ocorrências com o código da ANAC de justificativa de atraso ou cancelamento MX.
CAUSAS DE ATRASOS DE VOO DOMÉSTICO POR RESPONSABILIDADE – 2014
Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Base de Dados VRA, disponível em www.anac.gov.br.
conexão; 29% por defeito da aeronave, 11% por falha do equipamento de terra e 15% atribuíveis a outras
causas. O gráfico da página ao lado ilustra a proporção das causas de responsabilidade da transportadora. Responsabilidade da transportadora
Responsabilidade do sistema aeronáutico Atrasos não específicos (MX)
Segurança (prevenção contra atos ilícitos, AS)
2%
19% 72%
Analisando-se a já referida Base de Dados VRA da ANAC é possível se concluir que, em 2014, 19% dos atrasos
em voos domésticos tiveram como causas as de responsabilidade da operadora ; 72%, as de responsabilidade do
sistema aeronáutico ; 2% atribuíveis à segurança (prevenção de atos ilícitos) ; e 7% relacionados a outras causas.
CAUSAS DE ATRASOS DE VOO DOMÉSTICO POR
RESPONSABILIDADE DA TRANSPORTADORA – 2014
CAUSAS DE ATRASOS DE VOO DOMÉSTICO POR
RESPONSABILIDADE DO SISTEMA AERONÁUTICO – 2014
Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Base de Dados VRA, disponível em www.anac.gov.br.
Fonte: Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, Base de Dados VRA, disponível em www.anac.gov.br.
Em 2014, dentre as causas de
responsabilidade do sistema aeronáutico, 18% decorreram de aeroporto com
restrições operacionais, 18% de retorno não penalizado de aeronave, 4% de ocorrências meteorológicas e 60%
de outras causas. O gráfico abaixo ilustra a proporção das causas de
responsabilidade do sistema aeronáutico. Conexão de aeronave (RA)
Defeito da aeronave (TD)
Falha no equipamento de terra (MA) Outras
11% 15%
29%
45%
Aeroporto com restrições operacionais (AR) Retorno de aeronave não penalizado (RM, RI) Condições meteorológicas desfavoráveis (WO) Outras
18% 18%
4% 60%
O principal problema no que tange ao manuseio de bagagens refere-se ao extravio. E, da mesma forma que no ano anterior, o desempenho das
empresas ABEAR em 2014 foi
de 3,1 ocorrências por mil passageiros embarcados. Ou seja, menos
da metade da média mundial
(7,1 ocorrências por mil passageiros embarcados) e equivalente ao
verificado na América do Norte, conforme ilustra o gráfico abaixo.
MANUSEIO DE BAGAGEM
EXTRAVIO DE BAGAGENS POR MIL PASSAGEIROS EMBARCADOS – 2014
Nota: Os dados das empresas ABEAR referem-se ao número de processos administrativos abertos, enquanto os dados dos demais países referem-se ao número de volumes extraviados. Assim, pode haver variações decorrentes dos critérios adotados.
Fontes: Societé Internationale de Télécommunications Aéronautiques – SITA, 2015 Air Transport Industry Insights – The Baggage Report, 2014, disponível em www.sita.aero; AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A; OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: AVIANCA); TAM Linhas Aéreas S/A; VRG Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: GOL); United States Department of Transportation – DOT.
10,0 8,0 6,0 4,0 2.0 -Ásia Europa América do Norte Média mundial Empresas ABEAR 2,0 3,2 9,0 7,3 3,1
Entretanto, esse desempenho não foi fato isolado. Como se observa no gráfico abaixo, o desempenho
Nota: Os dados das empresas ABEAR e dos Estados Unidos referem-se ao número de processos administrativos abertos, enquanto os dados mundiais referem-se ao número de volumes extraviados.
Fontes: Societé Internationale de Télécommunications Aéronautiques – SITA, 2015 Air Transport Industry Insights – The Baggage Report, 2014, disponível em www.sita.aero; AZUL Linhas Aéreas Brasileiras S/A; OCEANAIR Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: AVIANCA); TAM Linhas Aéreas S/A; VRG Linhas Aéreas S/A (nome fantasia: GOL); United States Department of Transportation – DOT.
EXTRAVIO DE BAGAGENS POR MIL PASSAGEIROS EMBARCADOS – COMPARATIVO
das empresas ABEAR manteve a suaposição relativa ao verificado nos Estados Unidos e na média mundial.
8,0 6,0 4,0 2,0 -ABEAR – 2013 ABEAR – 2014
Estados Unidos – 2012 – Doméstico Estados Unidos – 2013 – Doméstico Média mundial – 2013
Média mundial – 2014
3,0 3,1 3,1 3,2
A pesquisa de satisfação quanto aos serviços prestados nos aeroportos, conduzida pela Secretaria de Aviação Civil no último trimestre de 2014, teve como ponto de partida a realização de eventos de grande porte no Brasil (Copa das Confederações de 2013, Jornada Mundial da Juventude de 2013, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016).
Assim, foram selecionados todos os aeroportos internacionais das cidades--sede da Copa do Mundo, bem como aqueles que, mesmo em municípios distintos dos das cidades-sede, vinculam-se diretamente a elas.
Foram realizadas 12.992 entrevistas entre passageiros domésticos e
internacionais. Nessa amostra foram
ATENDIMENTO NOS AEROPORTOS
aplicados questionários contendo 48 indicadores de satisfação, divididos em cinco grupos. Aos entrevistados foi solicitado atribuir notas de 1 a 5 conforme seu grau de satisfação, sendo 5 a melhor avaliação e 1 a pior. Os resultados gerais por agrupamento de indicadores podem ser vistos no gráfico da página ao lado.
Os indicadores relacionados com as empresas aéreas e as respectivas notas obtidas foram: 1) Tempo de fila no check-in (autoatendimento), 4,45; 2) Tempo de fila no check-in (guichê), 4,14; 3) Eficiência do
MÉDIA GERAL POR AGRUPAMENTO DE INDICADORES
Fonte: Secretaria de Aviação Civil – SAC, Relatório de Desempenho Operacional dos Aeroportos – 4º Trimestre de 2014 - Outubro-Dezembro, 2015, disponível em www.aviacaocivil.gov.br.
funcionário do check-in, 4,37; 4) Cordialidade dos funcionários do check-in, 4,41; 5) Facilidade para realizar conexões, 3,64; 6) Velocidade de restituição de bagagem, 3,77; e 7) Integridade da bagagem, 4,04.
Em poucas palavras, o grau de satisfação com relação aos serviços prestados nos aeroportos pelas empresas aéreas é alto, assim como com relação aos demais serviços prestados nesses locais.
5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 3,99 3,29 4,29 4,09 3,97 Aeroporto Aeroporto – comercial Órgãos públicos Companhia aérea Transporte público
[56]
S
análise estatística da demanda confirma que o mercado doméstico brasileiro claramente caminha em direção ao amadurecimento. Um dos critérios frequentemente usados na econometria para avaliar o
amadurecimento de mercados – seja o do transporte aéreo, seja de outros produtos e serviços – são as análises das elasticidades da demanda em relação ao Produto Interno Bruto e ao preço médio do produto ou serviço que está sendo estudado1. Dessa maneira,
à medida que os mercados amadurecem, os valores absolutos das elasticidades da demanda em relação ao PIB e ao preço tendem à unidade.
A
A DEMANDA DO
TRANSPORTE AÉREO
DOMÉSTICO
DE PASSAGEIROS
NO BRASIL
E PARTICIPAÇÃO
DE MERCADO
Na análise estatística da demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros, no período de 45 anos, entre 1970 e 2014, foi encontrado o valor da elasticidade da demanda em relação ao PIB como sendo 1,88 (nos estudos realizados anteriormente à metade da década passada esse valor se situava em torno de 2,00). Ou seja, para cada ponto percentual de aumento do PIB, na média do período a demanda do transporte aéreo doméstico de passageiros aumentava 1,88 ponto percentual. Por outro lado, no mesmo estudo
estatístico encontrou-se o valor -0,62 (analogamente, nos estudos realizados anteriormente à metade da década passada esse valor se situava em torno de -0,30). Ou seja, os valores encontrados para a elasticidade-preço da demanda em relação ao PIB e ao preço estão convergindo para a unidade, apontando para um amadurecimento do mercado.
A análise estatística acima resumida desvenda o paradoxo da demanda do transporte aéreo em 2014 ter crescido 6,0%, enquanto o PIB brasileiro cresceu cerca de 0,2%.
Ocorre que os preços médios descontada a inflação, medidos pelo yield (preço médio pago pelos passageiros por quilômetro voado), caíram cerca de 15%. Fossem estes os aspectos a influenciar a demanda, esta deveria ter crescido em torno de 9,5% (0,2%×1,88+15%×0,62). Ou seja, a demanda cresceu menos do que as variáveis PIB e preço fariam supor. A explicação é que a estimativa estatística neste caso admite um erro de 1,7% e em 2014 houve atipicidades, como a eleição presidencial e a Copa do Mundo.
1. Define-se elasticidade da demanda agregada do produto ou serviço em relação ao PIB como sendo a variação percentual dessa demanda correspondente à variação percentual unitária do PIB. Analogamente, define-se elasticidade da demanda agregada em relação ao preço médio como sendo a sua variação percentual negativa para uma variação percentual unitária positiva do preço médio. Quando o valor absoluto da elasticidade é maior do que 1, diz-se que a demanda é muito elástica em relação à variável econômica considerada (no caso, o PIB ou o preço). Quando o valor absoluto da elasticidade é menor do que 1, diz-se que a demanda é pouco elástica em relação à variável econômica considerada.