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NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO NPG CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO GESTÃO ESCOLAR E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA TURMA H

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NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO – NPG

CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO

GESTÃO ESCOLAR E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA – TURMA H

CAMILA TEIXEIRA TAVARES

AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E AS ESTRATÉGIAS DO

COORDENADOR PEDAGÓGICO NO ENSINO DA

EDUCAÇÃO INFANTIL

Maceió - Alagoas 2019.2

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CAMILA TEIXEIRA TAVARES

AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E AS ESTRATÉGIAS DO

COORDENADOR PEDAGÓGICO NO ENSINO DA

EDUCAÇÃO INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, em formato

de Artigo Científico, apresentado à Banca

Examinadora do Curso de PÓS-GRADUAÇÃO EM

GESTÃO ESCOLAR E COORDENAÇÃO

PEDAGÓGICA – Turma H, do Centro Universitário

CESMAC, como exigência parcial para a obtenção do grau de Especialista.

Orientadora: Prof.ª Msc. Maricélia Schlemper

Maceió - Alagoas 2019.2

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CAMILA TEIXEIRA TAVARES

AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E AS ESTRATÉGIAS DO

COORDENADOR PEDAGÓGICO NO ENSINO DA

EDUCAÇÃO INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, em formato

de Artigo Científico, apresentado à Banca

Examinadora do Curso de PÓS-GRADUAÇÃO EM

GESTÃO ESCOLAR E COORDENAÇÃO

PEDAGÓGICA – Turma H, do Centro Universitário

CESMAC, como exigência parcial para a obtenção do grau de Especialista.

Orientadora: Prof.ª Msc. Maricélia Schlemper

Maceió/AL, _______de ______________de 2019.

Aprovação: _______________________________

________________________________________

Prof.ª Msc. Maricélia Schlemper

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NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO – NPG CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO

GESTÃO ESCOLAR E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA – TURMA H

TERMO DE ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE

Declaro, para os devidos fins de direito e que se fizerem necessários, que assumo absoluta responsabilidade pelo conteúdo apresentado neste Trabalho, isentando a Coordenação do Curso de PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA do Centro Universitário Cesmac, a Banca Examinadora e o Orientador de toda e qualquer representação contra o trabalho.

Estou informada de que poderei responder administrativa, civil e criminalmente em caso de plágio confirmado do trabalho apresentado para correção.

Maceió, ____ de__________________de 2019.

_______________________________________

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO……….……….……… 05

1 A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS... 08

1.1 As estratégias didáticas para o desenvolvimento da criança e o papel da teoria das inteligências múltiplas... 11

2 AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS EM SALA DE AULA……..………... 12

3 O COORDENADOR PEDAGÓGICO E AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS... 13

3.1 As Múltiplas Inteligências aplicadas na Educação Infantil... 13

3.2 O coordenador e a importância do conhecimento sobre a teoria de Howard Garner... 14

3.3 O Coordenador e as dificuldades para a utilização das inteligências múltiplas no ensino da educação infantil... 15

3.4 Estratégias do coordenador pedagógico para a utilização das inteligências múltiplas no ensino da educação infantil... 16

CONSIDERAÇÕES FINAIS...………....……….. 19

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AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E AS ESTRATÉGIAS DO COORDENADOR PEDAGÓGICO NO ENSINO DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Camila Teixeira Tavares

Pós-graduanda em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica do Centro Universitário CESMAC

Prof.ª Msc. Maricélia Schlemper

Orientadora

RESUMO: O presente estudo teve como interesse a Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner e propor estratégias de ensino para Educação Infantil para contribuir o conhecimento do coordenador pedagógico e professoras para ampliar as possibilidades de aprendizado desde os primeiros anos escolares. Gardner elaborou esta teoria para explicar que a inteligência é a habilidade para resolver problemas ou criar produtos valorizados em um ou mais cenários culturais. Sugeriu ainda que não haveria uma única inteligência, mas múltiplas inteligências que só se desenvolvem se for estimulada de maneira adequada. Nos estudos mais recentes, o autor acrescentou novos tipos de inteligências, o que tem motivado outras pesquisas em busca de novas habilidades, porém o foco deste artigo serão as sete primeiras destacadas na teoria. Para que o coordenador junto com as professoras formem pessoas preparadas para pensar, para raciocinar e resolver problemas, é preciso que o processo educativo seja estimulante, oferecendo um ambiente escolar que estimule o desenvolvimento de todas as inteligências, garantindo uma aprendizagem significativa para os

pequenos aprendizes.

PALAVRAS-CHAVE: Educação Infantil. Inteligências Múltiplas. Coordenador Pedagógico.

ABSTRACT:The present study focused on Howard Gardner's Theory of Multiple Intelligences and proposed teaching strategies for early childhood education to contribute the knowledge of the pedagogical coordinator and teachers to expand the possibilities of learning since the early school years. Gardner elaborated this theory to explain that intelligence is the ability to solve problems or create valued products in one or more cultural settings. He further suggested that there would not be a single intelligence, but multiple intelligences that develop only if properly stimulated. In more recent studies, the author has added new types of intelligence, which has motivated other research in search of new skills, but the focus of this article will be the first seven highlighted in theory. For the coordinator, together with the teachers, to train people who are prepared to think, to reason and solve problems, the educational process must be stimulating, offering a school environment that stimulates the development of all intelligences, ensuring a meaningful learning for the young apprentices.

KEYWORDS:Child Education. Multiple Intelligences. Pedagogical Coordinator.

INTRODUÇÃO

A teoria das inteligências múltiplas vem nos ensinar ter um olhar diferenciado para os alunos através da linguística, lógica, musical, visual, corporal, interpessoal e intrapessoal. Considera-se essa estratégia altamente eficaz para o aprendizado,

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fazendo com que cada criança desenvolva suas habilidades e não seja privada de desenvolver outras capacidades.

Na visão geral, inteligência é a capacidade intelectual de um indivíduo ser capaz de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou comunitários. Acerca do assunto, Howard Gardner (1943) é considerado um o grande teórico das inteligências múltiplas. Teoria essa que vem derrubando todos os mitos sobre inteligência. Pois, conforme o aludido autor (GARDNER, 1943), a todos é possível ter as mesmas habilidades e capacidades mentais, mesmo que com meios e medidas diferentes para cada um. Ou seja, não se deve medir a capacidade baseando-se apenas em resolução de testes de QI (Quociente de Inteligência).

Nesse sentido, traz-se como exemplo o fato de que não basta a um professor lecionar uma disciplina chamada “língua portuguesa” para crianças e jovens apenas o conhecimento da referida disciplina. Exige-se do professor que ele tenha estilos e estratégias diferentes para atrair a atenção desse público. Eis aqui a necessidade de inteligências múltiplas.

Diante da apresentação do tema, depreende-se o seguinte problema: Quais as estratégias do coordenador pedagógico para a utilização das inteligências Múltiplas no ensino da Educação Infantil?

A primeira hipótese apta a responder o problema suscitado é a de que o coordenador pedagógico precisa analisar o planejamento pedagógico e a prática docente por meio das inteligências múltiplas dentro do universo infantil, consistindo numa estratégia eficaz para aprendizagem de individual de cada criança.

A segunda hipótese é a de que o coordenador pedagógico necessita buscar compreender como as crianças de 0 a 6 anos, podem ser beneficiadas quanto à aprendizagem por meio das inteligências múltiplas, e, diante dessa compreensão, promover o conhecimento de diversas disciplinas básicas para encorajar seus alunos a utilizar habilidades para resolver problemas e efetuar tarefas que estejam relacionadas com a vida na comunidade que pertencem.

Diante do problema proposto e das hipóteses levantadas, o objetivo geral desse artigo é apresentar um novo olhar para o ensino voltado às inteligências

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múltiplas, principalmente para os coordenadores da Educação Infantil, para que tais inteligências possam melhor servir na estrutura curricular de ensino.

E, nesse diapasão, a teoria desenvolvida por Gardner é trazida como mote principal, pois ou autor afirma que as escolas e professores deveriam ajudar seus alunos a desenvolverem sua inteligência sendo ela linguística, lógica, musical, visual, corporal, interpessoal e intrapessoal. Por conseguinte, acredita-se que o professor tem um papel fundamental neste processo.

Justifica-se a escolha do tema a partir da ideia de que é de suma importância o conhecimento sobre a teoria de Gardner, que leva a entender os vários processos de aprendizagem, sem do este um grande desafio para os educadores. O certo ´q eu não existe aluno mais ou menos inteligente e sim processos de aprendizagem diferentes. Portanto, saber respeitar, aceitar e identificar esse processo que é o desafio.

Cumpre evidenciar que as múltiplas inteligências são fáceis de serem trabalhadas pelos coordenadores juntamente com os professores, mesmo não tendo conhecimento profundo da teoria de Horwad Gardner, pois são vivencias que fazem parte do dia-a-dia escolar.

Em relação à metodologia utilizada, informa-se que o artigo apresentado baseia-se na pesquisa bibliográfica, de análise qualitativa dos conteúdos apresentados, visando trazer a lume autores que corroborem com a teoria das múltiplas inteligências de Howard Gardner.

Cumpre ressaltar que também se trata de um estudo baseado em pesquisas já realizadas e devidamente publicadas, onde o método utilizado foi o observacional, transversal de abordagem qualitativa.

Nesse aspecto, o procedimento de coleta de dados consistiu em um levantamento por meio da aplicação de questionários que analisassem a compreensão e prática do coordenador juntamente com sua equipe apoiado na teoria das inteligências múltiplas.

E, finalmente, foram ainda analisados projetos pedagógicos que apresentassem a relação com a teoria das inteligências múltiplas em seu planejamento.

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Considerando o exposto, o presente trabalho buscou investigar como a teoria de Howard Gardner sobre as inteligências múltiplas pode ser trabalhada pelo coordenador pedagógico.

1 A TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS DE HOWARD GARDNER

Howard Gardner (1995), psicólogo e neurologista, veio derrubar o paradigma sobre inteligência, afirmando que os seres humanos possuem as mesmas capacidades e habilidades, mas com níveis de desenvolvimento diferentes. Assim surge a teria das inteligências múltiplas (IM).

A inteligência tradicionalmente é conhecida como base no Quociente de Inteligência (QI), como uma capacidade inata, geral e única, que possibilita aos indivíduos alcançarem um desempenho, maior ou menor, em qualquer área de atuação (GALLEGO, 2002) e a habilidade de responder a itens em testes de inteligência. A inteligência é então medida e quantificada a partir de resultados de testes e técnicas estatísticas que comparam indivíduos de distintas idades (GARDNER; WALTERS, 1995).

Segundo Antunes (2008) a palavra “inteligência” origina-se da união das palavras latinas ‘inter’ (entre) e ‘eligere’ (escolher). Assim, o autor afirma que tal palavra pode ser definida como a “capacidade de escolha entre as alternativas possíveis para resolver, da melhor forma possível, um problema”.

A insatisfação de Howard Gardner com a ideia de QI e com visões unitárias de inteligência as quais focalizam, principalmente, as habilidades importantes para o sucesso escolar, que ele propôs a Teoria das Inteligências Múltiplas, pluralizando o conceito de inteligência (GALLEGO, 2002; MARIANO et al., 2008), apresentando-a como multifacetada e definida como a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou comunitários; partindo do pressuposto de que os indivíduos possuem forças cognitivas diferenciadas e estilos cognitivos contrastantes (GARDNER; WALTERS, 1995).

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Souza (2013, p. 111) afirma que “Um ser inteligente é aquele que possui facilidade ao abranger como um todo o sentido das coisas a que lhe são apresentadas. Pode-se caracterizar a inteligência como a capacidade mental dos indivíduos”.

Para Howard Gardner (apud FERRARI, 2008, p. 01), inicialmente havia sete tipos diferentes de inteligência:

1. Lógico-matemática é a capacidade de realizar operações numéricas e de

fazer deduções. 2. Linguística é a habilidade de aprender idiomas e de usar a fala e a escrita para atingir objetivos. 3. Espacial é a disposição para reconhecer e manipular situações que envolvam apreensões visuais. 4. Físico-cinestésica é o potencial para usar o corpo com o fim de resolver problemas ou fabricar produtos. 5. Interpessoal é a capacidade de entender as intenções e os desejos dos outros e consequentemente de se relacionar bem em sociedade. 6. Intrapessoal é a inclinação para se conhecer e usar o entendimento de si mesmo para alcançar certos fins. 7. Musical é a aptidão para tocar, apreciar e compor padrões musicais. Mais tarde, Gardner acrescentou à lista as inteligências natural (reconhecer e classificar espécies da natureza) e existencial (refletir sobre questões fundamentais da vida humana) e sugeriu o agrupamento da interpessoal e da intrapessoal numa só.

Mais tarde, Gardner (apud RODRIGUES, 2014) ainda incluiu a inteligência naturalística e a existencial. E, exatamente nesse sentido, observe-se a seguinte imagem, que demonstra bem as áreas cerebrais de cada uma dessas inteligências:

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Dessa forma, infere-se que Gardner (1995) assevera que essas inteligências sejam inatas do ser humano, mas que elas são desenvolvidas de acordo com o meio em que estamos inseridos. Ou seja, uma ou outra inteligência se desenvolverá de forma mais completa considerando os estímulos que a criança recebe durante seu crescimento.

Sobre isso, o aludido autor nos traz que:

Os indivíduos podem não só vir a entender suas inteligências múltiplas como também desenvolvê-las de forma altamente flexíveis e produtivas dentro dos papéis humanos criados por várias sociedades. Inteligências múltiplas podem ser mobilizadas na escola, em casa, no trabalho ou na rua, isto é, nas várias instâncias de uma sociedade (GARDNER, 1999 apud MALLMANN; BARRETO, [s/d], p. 5).

Nesse contexto, Gardner abre possibilidades de reflexão sobre o desenvolvimento das várias inteligências inatas do ser humano. E uma delas é a promoção de vários aspectos da inteligência em âmbito escolar, pois na escola o coordenador tem condições de estimular seus alunos objetivando ampliar suas capacidades e habilidades.

De acordo com Reuse (2012, p. 96) na atualidade “observa-se a necessidade, cada vez maior, de despertar as inteligências múltiplas dos aprendizes a favor da educação”. O autor ainda afirma que diante dessa situação os coordenadores pedagógicos devem explorar a capacidade dos alunos e professores, e utilizar os recursos descritos por Gardner em favor da aprendizagem.

Diversos estudos têm sido realizados buscando mostrar a efetividade de se considerar essa teoria das IM no ensino para crianças, como os estudos de Reuse (2012) e Cavenaghi (2009).

No entanto, estudos que mostrem a relação dessa teoria com o ensino para crianças e o planejamento da escola em trabalhar considerando as habilidades e individualidades.

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1.1 As estratégias didáticas para o desenvolvimento da criança e o papel da teoria das inteligências múltipla

No ambiente de educação escolar se vivencia vários métodos pedagógicos, entende-se que para desenvolver um ensino de qualidade, são importantes os aspectos individuais, pessoais e avaliar a característica de cada criança, com o intuito de poder, desta forma, reconhecer-lhe um perfil pedagógico particular e estabelecer, assim, um método de ensino considerado mais eficaz.

Infere-se, portanto, que a Teoria das Inteligências Múltiplas funciona como uma ferramenta importante para uma metodologia de ensino diferenciada, o mesmo critério é de relevância para inclusão escolar, pois foi estabelecido a partir de parâmetros quantitativos, que é importante garantir um ambiente de ensino de qualidade, tais como: a valorização e o aprimoramento do profissional, estruturas físicas adequadas, materiais didáticos pedagógicos pertinentes, ferramentas tecnológicas funcionais, dentre outros. (ALMEIDA, et al., 2017)

Por conseguinte, as Inteligências Múltiplas apresentam-se como contribuição inovadora em um ambiente de ensino escolar de qualidade, parte da premissa a preocupação da necessidade de estabelecer as diferenças individuais relevantes para uma formação educacional de qualidade. (DESLANDES; ASSIS, 2002)

Os questionamentos propostos por Gardner (1995) contribuem para a reflexão sobre o papel do coordenador pedagógico em olhar para formação de cada criança juntamente com as professoras dentro de um contexto de ensino em que prevalece o coletivo, a padronização, contrapondo-se ao caráter de particularidade apontado pelo autor em cada uma das inteligências.

Não se trata de enaltecer uma única aptidão individual. Gardner chama a atenção para a interação entre as inteligências, esclarecendo que: mesmo um papel aparentemente simples, como tocar um violino, transcende à simples inteligência musical. Tornar-se um violinista bem-sucedido requer destreza corporal-cinestética e as capacidades interpessoais de relacionar-se com uma audiência, pois cada criança tem as suas características pessoais (como: idade, sexo, condição socioeconômica, etc.), bem como do seu estilo cognitivo, é possível desenvolver

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atividades e estratégias que estimulem as variadas inteligências humanas e todas as combinações de inteligências (GARDNER, 1995).

Considera-se que as formas tradicionais de ensino de rotular os indivíduos por resultados que não refletem seu potencial real, têm sido repensadas dentro da educação, justamente na tentativa de respeitar as diferenças entre crianças. Portanto, a Teoria das Inteligências Múltiplas apresenta importantes contribuições para a área da educação, especialmente para a reflexão do coordenador pedagógico e suas estratégias.

2 AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS EM SALA DE AULA

As práticas pedagógicas dos professores de pedagogia, juntamente com os planejamentos, possuem a tradição de se trabalhar a habilidade verbal e a escrita. Pois, a missão do coordenador é desenvolver junto com os professores competência em diversas áreas do conhecimento.

A música é classificada como uma expressão cultural, pois sua presença surge desde os primórdios como forma de comunicação. Essa inteligência tem afinidade com música, instrumentos musicais, sensibilidade para ritmos e habilidade pra produzir ou reproduzir músicas. (ALVES, 2003).

Nesse sentido, segundo Melo (2003, p. 102), se “são atividades muito procuradas pelos professores de pedagogia por ser baste aceita pelas crianças”, pode-se perceber o quanto os professores apresentam um caminho estratégico importante para promover o aprendizado de seus aprendizes.

Apesar de ser uma inteligência muito usada na matemática, o raciocínio lógico é pouco utilizado no ensino de línguas, o que chama a atenção a estimulação de tal habilidade por um dos professores.

Comumente acredita-se que essa inteligência é organizada em primeiro lugar na mente e depois é passada para o papel. “Normalmente, essas pessoas têm facilidade para experimentos científicos, jogos tipo quebra cabeça, sequencias de regras gramaticais, estatísticas etc.” (ANTUNES, 2006, p. 86).

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Ao se questionar os professores sobre a aceitação dos alunos para as atividades propostas em sala de aula de acordo com a habilidade estimulada, os mesmos informaram que quase todos os alunos realizam as atividades proposta em sala. O professor faz uma observação importante, ao se referir a participação do aluno nas atividades propostas:

Segundo Gardner (1995), apesar da consciência quanto à importância de se trabalhar as diversas habilidades e presar pela individualidade e formas de aprendizado de cada aluno, os professores ainda encontram algumas dificuldades no seu dia a dia no processo ensino-aprendizado.

3 O COORDENADOR PEDAGÓGICO E AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

É preponderante neste estudo que o coordenador pedagógico tenha conhecimento sobre as Inteligências Múltiplas para que aplicação desta teoria seja importante para abarcar, dentro do aspecto do ensino, pois o respeito pelo desenvolvimento socioemocional das crianças precisa ser levado em consideração e não apenas o cognitivo.

Ao abordar todos os tipos de inteligência em um plano de ensino sólido, o gestor escolar cria um ambiente propício para o desenvolvimento integral do aluno, promovendo diversas habilidades e fortalecendo sua autoestima. A criança que tem maior capacidade linguística, por exemplo, não se sentirá moldado a “entrar em uma caixinha” que apenas valoriza habilidades lógico-matemáticas ou espaciais.

A partir desses conceitos, gestores poderão criar meios para que as professoras e as próprias crianças se identifiquem seus potenciais, trabalhando e superando suas próprias dificuldades.

3.1 As Múltiplas Inteligências aplicadas na Educação Infantil

Pelo simples fato das pessoas serem diferentes e constituírem mentes diversificadas, os professores juntamente com o coordenador pedagógico devem

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levar isto em consideração na hora de proporem as práticas educativas para cada criança, pois assim o aprendizado surtirá mais efeito ao respeitar as singularidades de cada criança.

No entanto, precisamos ter em mente que mesmo uma criança não tendo nascido com certas habilidades, a condição humana a permite desenvolver as inteligências quando praticadas corretamente sem forçá-la ou proibi-la, em alguns casos, a aprender.

Não julgar ou medir quem é mais inteligente, é um dos caminhos para potencializar o aprendizado dos alunos. Estar sempre motivando e estimulando o uso das oito (ou nove) inteligências com atividades diferentes, ajudará muito no desenvolvimento da criança.

Como Martins (2011, p. 03) aponta: “Ouvir atentamente o que a criança diz para ter certeza de que entendeu o que ela falou, podendo checar com ela, por meio de perguntas ou repetições, se entendeu mesmo o que ela quis dizer” é um dos meios do educador verificar se as atividades propostas estão surgindo efeito.

Ou seja, segundo a autora, se o aluno estiver desenvolvendo uma prática, mas esta não estiver fazendo sentindo para ele o aprendizado perde sua função, por isto é importante que o professor esteja ligado naquilo que os pequenos dizem e produzem.

3.2 O coordenador e a importância do conhecimento sobre a teoria de Howard Garner

Considerando que cada ser é único e cada um tem uma habilidade específica de aprendizagem, o uso das inteligências múltiplas como estratégia no ensino para crianças tem sido considerado bem atual.

Ou seja, cada aluno tem um tempo e uma forma de apreender um conteúdo, usando para isso formas diversas para aprender. De acordo com Gardner (1995, 63) “existem oito tipos de inteligências que podem ser exploradas à favor da aprendizagem do aluno, são elas: verbal/linguística, lógica/matemática, música, espacial, corporal/sinestésica, interpessoal, intrapessoal e naturalista”.

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Na atualidade, com tantos avanços tecnológicos, dentre outros, percebe-se cada vez mais a necessidade de se explorar as diversas habilidades dos alunos, tomando como base a teoria das inteligências múltiplas.

Segundo o artigo de Daiane Freitas e Helenice Tavares (1995, p.80) “Inteligências Múltiplas Na Educação Infantil”: “Ao estimular tais inteligências, prioriza-se não somente a criança, mas o ser humano em si de forma integral, visto que o mesmo possui todas essas capacidades cognitivas e que estas devem ser constantemente trabalhadas”.

Por meio do presente estudo, algumas reflexões sobre as atitudes pedagógicas poderão ser aprofundadas, além de se conhecer um olhar diferenciado para determinadas situações vividas em sala de aula.

Assim, buscou-se conhecer um pouco dessa prática dos professores confrontando com a teoria das IM. O que agrupamos numa categoria de discussão chamada “as inteligências em sala de aula”.

3.3 O Coordenador e as dificuldades para a utilização das inteligências múltiplas no ensino da educação infantil

Apesar das diversas estratégias estimulantes que os professores pesquisados procuram desenvolver em suas aulas, todos apresentam relatos de dificuldades: “Embora todos os seres humanos possuam todas as inteligências em algum grau, certos indivíduos são considerados, promissores. Eles são extremamente bem dotados com as capacidades e habilidades essenciais daquela inteligência”. (GARDNER, 1995, p. 103)

Pode-se afirmar que trabalhar as inteligências múltiplas em sala de aula não é uma estratégia fácil. Pois consiste em um método cientifico que busca atender os profissionais da educação. É preciso que as múltiplas habilidades dos indivíduos sejam consideradas e se o professor e o coordenador trabalhar as suas dificuldades nessa perspectiva, com certeza terá êxito em seu trabalho. (GARDNER, 1995).

Cumpre evidenciar que foi devido a estas pesquisas que Howard Gardner questionava a tradicional visão da inteligência, e com isso sustentou a ideia de que

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testes onde se utilizassem apenas lápis e papel já não seriam capazes, sozinhos, de medir a inteligência.

3.4 Estratégias do coordenador pedagógico para a utilização das inteligências múltiplas no ensino da educação infantil

A teoria das Inteligências Múltiplas ocupa um papel preponderante na elaboração de estratégias pedagógicas para a construção da aprendizagem, essa abordagem é pertinente quando aplicada desde o momento que a criança é inserida no contexto escolar.

Impende ressaltar que, partindo da investigação bibliográfica, observa-se que, a inteligência linguística está basicamente associada à linguagem, que se constitui um dos eixos básicos na Educação Infantil, visto que essa é essencial para a interação social do indivíduo, na construção de conhecimentos e para o desenvolvimento de ideias. (MARTINS, 2011)

Cabe ao coordenador juntamente com sua equipe de professores, estarem atentos e interessados em querer auxiliar na construção conjuntamente a falas de cada criança para torná-las mais completas e complexas. Ou seja, é necessário ouvir atentamente o que a criança diz para se ter certeza de se que entendeu o que ela falou. E, nesse caso, pode-se até checar com ela, por meio de perguntas ou repetições, se entendeu mesmo o que ela quis dizer, ajudará a continuidade da conversa.

Segundo o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (BRASIL, 1998):

Para as crianças muito pequenas uma palavra, como ‘água’, dependendo da situação, como: ‘Ah! Você quer água?’, ou ‘Você derrubou água no chão’. Os professores podem funcionar como apoio ao desenvolvimento verbal das crianças, sempre buscando trabalhar com a interlocução e a comunicação efetiva entre os participantes da conversa.

Nesse sentido, Bertoldi (2010, p. 33) fala que:

[...] uma criança a partir dos quatro anos consegue pronunciar todos os sons corretamente, podendo haver dificuldades em apenas alguns fonemas mais complicados. A ideia central é ampliar o repertório da criança,

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melhorando sua comunicação verbal e o desenvolvimento da coordenação motora fina, condições básicas para iniciar o processo de alfabetização.

Ou seja, para que a inteligência linguística seja trabalhada com sucesso, o professor deve promover um ambiente rico em linguagem, trabalhando a escuta, a fala e escrita.

Segundo Campbell, Campbell e Dickinson (2000, p. 28), pode-se incluir como estratégias, além da “contação de histórias”, que consiste em fazer qualquer assunto adquirir vida quando narrado, “estimular os alunos a contar histórias, discussões dirigidas e sob controle do professor, entrevistas, estímulo da escrita através de roteiros para peças, quadros de avisos, poemas, cartazes, folhetos, diários imaginários, canções”, dentre tantas outras opções.

Evidencia-se que, para desenvolver a inteligência lógico-matemática nesta faixa etária, pode-se utilizar de atividades que desenvolvam o raciocínio, tais como quebra-cabeças, vivências em que a criança perceba o papel da matemática na vida cotidiana e jogos de lógica. (COMÊNIO, 2012).

O desenvolvimento prático da teoria proposta pelas Inteligências Múltiplas, em simples exercício de buscar a lógica das coisas ou de descobrir que determinados enunciados “não apresentam qualquer lógica”, constituem operações mentais estimuladoras dessa competência como também as constituem “os exercícios pedagógicos de trabalhar as habilidades de classificação, comparação ou dedução.” (ANTUNES, 2000, p. 32).

A música também pode tornar-se um importante auxílio no ambiente educacional, de acordo com Campbel, Campbell & Dickinson (2000), “ela pode acalmar grupos ativos e inquietos, estimular alunos cansados ou sonolentos e até mesmo para ajudar a recordar informações”. Ou seja, infere-se que cabe ao docente saber aplicar músicas de qualidade e no momento certo.

Impende evidenciar que, tanto os professores quanto o coordenador precisam estar conscientes de que o movimento é fundamental para a aprendizagem, principalmente em crianças tão jovens como é o caso da Educação Infantil, no entanto, devido ao histórico da educação, ainda hoje encontramos professores que querem seus alunos imóveis, sentados (nas cadeiras) em carteiras e por um longo período de tempo. (MARTINS, 2011).

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Desta maneira, o professor estando ciente da importância do desenvolvimento da inteligência físico sinestésica, deve ajustar as salas de aula em espaços apropriados que possam acomodar melhor as necessidades táteis de movimento das crianças.

O simples fato de proporcionar à criança a oportunidade de andar de um espaço de trabalho para o outro satisfaz a necessidade de levantar, movimentar e estar ativo (CAMPBELL; CAMPBELL; DICKINSON, 2000, p. 79).

A inteligência intrapessoal, como já foi dito anteriormente, é de caráter pessoal, porém pode ser mais bem desenvolvida com o auxílio do educador, principalmente na Educação Infantil, onde o afeto é fundamental. O âmbito escolar deve ser acolhedor, promover a diversidade cultural e estimular a participação efetiva dos alunos. (COMÊNIO, 2012).

Sendo assim, o docente deve reconhecer o esforço de seus alunos, estimulando-os com elogios sinceros. Campbell, Campbell & Dickinson (2000, p. 10), afirmaram que “o elogio, quando feito, deve ser sincero e adequado à tarefa realizada”.

No caso da inteligência interpessoal, esta pode ser estimulada com atividades em grupos orientados pelo docente, de modo a desenvolverem habilidades sociais, visto que estas não são inerentes ao ser humano.

As habilidades sociais incluem organizar grupos eficientes, demonstrar comportamento adequado, usar habilidades de aprendizagem eficientes e criticar e avaliar cooperativamente as ideias (CAMPBELL, CAMPBELL & DICKINSON, 2000, p. 155).

É importante informar que esse subtítulo trouxe as principais estratégias do coordenador pedagógico para a utilização das inteligências múltiplas no ensino da educação infantil. Estratégias que não se encerram nas informações aqui trazidas, estratégias que se formam a cada dia nas escolas brasileiras.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este artigo tem como referência principal a Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner.

A aludida teoria sugere que o coordenador pedagógico obtenha um olhar diferenciado para os seus aprendizes juntamente com suas professoras para diversas inteligências, para que as crianças se desenvolvam e sejam valorizadas e estimuladas dentro do ambiente escolar de forma sadia.

Assim, cabe à escola, na figura do educador, oferecer atividades que estimulem as múltiplas inteligências de seus aprendizes.

Entende-se que Gardner chama a atenção para o fato de que as escolas declaram preparar seus alunos para a vida, no entanto a vida certamente não se limita a raciocínios verbais e lógicos.

A mente humana é dotada de múltiplos componentes, e deve ser estimulada tanto em casa quanto em sala de aula, por isso é cada vez mais necessário repensar os objetivos e métodos educacionais. (ARMSTRONG, 2001)

A educação também deveria valorizar as diferenças humanas para cada estilo de aprendizagem, garantindo o crescimento do potencial intelectual particular de cada criança.

Depois de conhecer mais profundamente a teoria das Inteligências Múltiplas, chega-se a conclusão de que na educação não basta seguir a razão, raciocínio lógico, cognição e linguagem que são essenciais, mas, é deveras importante que as mesmas estejam interligadas com outras habilidades.

Conclui-se com o entendimento de que é inegável a importância de estratégias, para contribui para mostrar que, a variedade de inteligências humanas conduz a uma nova visão de educação, onde devem ser respeitados os diferentes perfis intelectuais.

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REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Rodrigo da Silva; et al.. A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner e suas contribuições para a educação inclusiva: construindo uma educação para todos. In: Cadernos de graduação Ciências Humanas e Sociais. Alagoas, v. 4, n. 2, p. 89-106, Novembro 2017. Disponível em: periodicos.set.edu.br. Acesso em: Acesso em: 25 jun. 2019.

ALVES, Solange Vitoria. Trabalhando as inteligências múltiplas em sala de aula. Brasília: Ed. Plano, 2003.

ANTUNES, C. As inteligências múltiplas e seus estímulos. 14. ed., Campinas, SP: Papirus, 2008. (Coleção Papirus Educação).

ANTUNES, C. Inteligências múltiplas e seus jogos: cinestésico-corporal. v.2. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

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Referências

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