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Saúde e Doença. Sociologia da Saúde 2013/14 Prof.ª Amélia Augusto

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Academic year: 2021

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(1)

Saúde e Doença

Sociologia da Saúde 2013/14

Prof.ª Amélia Augusto

Carlos Henriques 26744 Catarina Afoito 29210 Catarina Almeida 28565 Raquel Agostinho 27062

(2)

1. Discuta os conceitos de saúde e doença

e explique em que medida os mesmo

devem ser compreendidos tendo por

referência o contexto social e cultural.

(3)

Sociedade Moderna

Corpo

Pensamento e emoção

Separados!

DOENÇA  Padrão de comportamento

Pessoa Saudável Pessoa em Risco Pessoa Doente

(4)

Estudos psico-sociais

STRESS * realidade psicológica

* relação com as condições sociais

Estudos de antropologia médica

Variações culturais de saúde e doença e as suas manifestações

Multiplicidade de sistemas terapêuticos

DOENÇA  fenómeno social  Cultura influencia • Crenças

• Normas de escolha • Avaliação

da doença ou da saúde

(5)

Sistema

de

significados

normas

poder

resulta

em Alargamento do conceito de saúde/doença

Interações entre saberes populares e profissionais

Saúde/Doença  NOÇÃO ABRANGENTE  Acompanha-nos toda a vida

 Impõe-se ao nosso dia-a-dia: mistura-se com “bem-estar” psicológico racional

(6)

Exprime a nossa cultura com os seus

valores e crenças

Diferentes sociedades  Diferentes

noções de saúde/doença

Cada sociedade interpreta diferentemente

os acontecimentos da realidade

Diferentes interesses ou dimensões da

realidade

(7)

• Exemplo: Navarro

Corpo em harmonia com natureza física do seu mundo. Corpo simboliza a paisagem.

Queixas do corpo são também problemas morais! “Saúde/Doença” NÃO É uma definição:

Tem por trás toda uma cultura

(8)

Cultura

Aspectos superficiais (fácil observação)

*casamento *trajes tradicionais *gastronomia RITUAIS *religião *existência de um capelão no hospital ATITUDES

*acompanhamento pré-natal NORMAS

DECLARADAS

*não ter filhos demasiado “jovem” “NORMAS

CONSCIENTES” Níveis mais

profundos (difícil observação)

*não são vistas como algo exterior à realidade

*não nos interrogamos sobre elas, parecem-nos óbvias

FORMAS DE SER E FAZER

“Todas as concepções da realidade são filtradas por premissas e postulados que constituem uma visão particular do mundo e embora pareçam ‘naturais’ a quem com elas desde sempre convive, todas elas são representações da realidade e não são a própria realidade.”

(9)

Cultura

Normas e Crenças  fazem com que certos comportamentos possam ser considerados anormais em sociedades diferentes

Contexto cultural  influencia a relação com a saúde/doença

NOSSA SOCIEDADE

o Desenvolvimento da Ciência

o Divulgação da Ciência influencia

 Forma de interpretar sintomas  Convicções sobre causas

(10)

Actualmente: “mix”

 Convicções e interpretações culturais da doença

+

 Procura da Medicina

GRIPES

 “abafamos, abifamos, avinhamos” +

(11)

Estarei doente? SUGESTÃO COLECTIVA Sintomas culturalmente construídos Sofre variações: Ao longo do tempo; De sociedade para sociedade

(12)

E quando crenças actuam biologicamente?

Mauss questionou-se e descreveu a morte socio-cultural.

“Indivíduos que sabem ou crêem (o que é a mesma coisa) que vão morrer (…) A pessoa que morre não se julga doente nem sabe estar doente e apenas por causas colectivas precisas, crê estar próximo da morte.”

Em certos casos, a “morte social” precede a morte biológica.

(13)

Resposta de adaptação do organismo a exigências ambientais. NEM TODO É PREJUDICIAL!

Exemplo (estudante e gestão de stress):

Caso 1) Exigência > Motivação : Suores, cólicas…

Caso 2) Exigência < Motivação: Mais concentração; atitude ativa;

confiança.

Atualmente, “alimenta” sintomatologia do stress com conotação negativa.

SUGESTÃO SOCIAL.

”(…) dificuldade em lidar com factores adversos”.

(14)

Illness

Doença do doente/realidade psíquica

Disease

Doença do médico/realidade biofísica

Sickness

Doença da sociedade/sugestão social

(15)

2- Explique o que são comportamentos de doença e

clarifique a sua importância. Explique, ainda, os

(16)

Conceito de Saúde e Doença Idade Sexo Família Zona de Habitação Religião Estrato Social Crenças e Ideais Interpretação Respostas

(17)

Comportamento de Doença

• Atitudes • Práticas • Pensamento

Que as pessoas vivenciam aquando do estado de “doença”

(18)

Conceito de Comportamento de Doença

Processo de Compreensão e Adaptação

Nova Realidade criada em torno do estado de “Doença”

(19)

Disease ≠ Illness

Disease: - Doença patológica - Doença do médico

(20)

Illness:

- Doença Mal-estar;

- Forma como o doente e as pessoas á sua volta vivenciam a experiência da doença

(experiência com os outros);

- Experiência Subjetiva, ou seja tal como o doente a sente/interpreta/ explica aos OUTROS;

- Dor, mal-estar, desmotivação e medo (impõe limitações);

- Forma como os outros a volta do doente percebem a doença

(21)

Dependendo dos Sintomas e da forma como as pessoas os interpretam:

Médico

Curandeiro ou outro tipo de Terapias Alternativas

Fatores Sociais, Psicológicos, Religiosos, entre outros…

(22)

3- Explique o que é o saber leigo em saúde e clarifique a

importância de ter em conta:

a) em programas de promoção de saúde e/ou prevenção da

doença.

(23)

Saber Leigo

• É o saber ou conhecimento que as pessoas sem estudos possuem sobre as doenças;

Saber comum, sem prévio estudo da doença;

• Refere-se à maneira como as pessoas comuns:

• Compreendem

• Interpretam

• Actuam

Saber leigo  Saber de não especialista

(24)

Saber Popular

Baseia-se em crenças, símbolos, que resulta na interpretação das doenças ao longo das gerações, no sentido de caracterizá-las e explicá-las;

É também um conhecimento sem estudo. Muitos antropólogos chamam a atenção que o termo “crenças” contribui para muitos mal-entendidos,

associado a ideias falsas que não correspondem à realidade. São irracionais à luz da ciência

(25)

“As pessoas comuns têm crenças, os médicos têm

conhecimentos.”

Saber popular - por vezes pode ser contraditório:

• “Quem espera sempre alcança.”

• “Quem quer, bolota trepa.”

Relaciona o clima com o estado específico e com as sensações do

corpo; explica os acontecimentos de saúde pela história familiar

ou pela personalidade das pessoas.

(26)

Massé, 1995, Antropólogo

Definiu o saber popular, de saúde e doença, como um subsistema cultural com o seu corpus de conhecimento e crenças de atitudes e de “saber virtual”.

Cultura vivida, práticas, gestos e comportamentos.

Não só inclui os sintomas, mas também as causas, conhecimentos e comportamentos.

(27)

Saber Popular vs. Saber Leigo

Dentro do saber leigo, encontramos o saber popular.

Saber leigo: conhecimentos que as pessoas não especializadas em saúde possuem sobre doença.

Saber popular: saber enquadrado dentro do saber leigo. Contudo, baseia-se em crenças ou saberes antigos a partir dos quais se tenta explicar as doenças.

(28)

Programas de promoção de saúde e prevenção

de doença

Os profissionais de saúde devem adoptar campanhas de

sensibilização/informação claras, simples e, se possível, com uma linguagem adequada ao público alvo.

O profissional de saúde deve ter conhecimentos no saber leigo de modo a melhorar a comunicação/interacção com o paciente.

Deve criar uma relação de confiança no sentido de desmistificar as crenças dos pacientes e levá-los a adoptar medidas correctas em relação às doenças.

(29)

Perguntas

1. Distinga saber leigo de saber popular e explique como é que cada um deles influenciam o comportamento perante uma doença.

2. Distinga os conceitos de illness, sickness e disease, esclarecendo como a sua presença ou ausência (combinada ou individual) pode alterar o desfecho de uma doença.

(30)

Bibliografia

Cedida pela docente.

Referências

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