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CONCÍLIOS ECUMÉNICOS

O Concílio Ecuménico é, portanto, uma reunião geral de todos os bispos da Igreja Universal, com a presença do papa ou seu delegado, que tem a suprema autoridade sobre a Igreja em matérias pertencentes à Fé, à Moral, ao Culto e à Disciplina.

O Concílio Vaticano II estabeleceu :

- Nunca se dá um Concílio Ecuménico sem que seja como tal confirmado ou pelo menos aceite pelo sucessor de Pedro ; e é uma prerrogativa do Romano Pontífice convocar estes Concílios, presidi-los e confirmá-los. (LG22).

O papa é a cabeça do Concílio Ecuménico; preside-lhe pessoalmente ou por meio de um legado.

Os Decretos conciliares e outras acções têm força de lei, só quando são confirmados e promulgados pelo papa.

Se o papa morrer durante o Concílio Ecuménico, ele deve ficar suspenso até à eleição de um novo papa.

Isto aconteceu várias vezes na história dos Concílios Ecuménicos, e a última vez aconteceu no Concílio Vaticano II, convocado pelo papa João XXIII e continuado pelo Papa Paulo VI.

Um Concílio Ecuménico não é superior ao papa; por isso não pode haver apelo do papa para o Concílio.

Colectivamente, os bispos com o papa, representam toda a Igreja.

Eles não são uma representação democrática dos fiéis numa espécie de parlamento da Igreja, mas são os sucessores dos Apóstolos com uma autoridade divina, e com poder e responsabilidade sobre toda a Igreja.

Os participantes no Concílio Ecuménico com voto deliberativo são : - Os cardeais, mesmo que estejam aposentados.

- Os patriarcas residenciais, primazes, arcebispos e bispos, mesmo que não estejam ainda consagrados.

- Os abades superiores de Congregações monásticas e cabeças de religiosos clericais isentos.

- Os bispos titulares, convidados.

Pessoas formadas em teologia e direito canónico, podem ter um voto consultivo. Outras pessoas, incluído leigos, podem assistir como observadores, mas sem qualquer voto.

A legislação respeitante aos Concílios Ecuménicos, consta dos Cânones 337-341 do Direito Canónico.

Os Concílios Ecuménicos tiveram o seu protótipo no Concílio de Jerusalém, no ano 51, em que os Apóstolos, sob a presidência de Pedro, decidiram que os convertidos à Fé Cristã, não estavam obrigados a observar todas as prescrições da Lei do A. Testamento. (Act. cap. 15) .

Logo no século II, os bispos começaram a reunir-se em assembleias regionais, sínodos ou Concílios para, em conjunto, organizarem a doutrina e a pastoral, para o benefício das comunidades dos fiéis.

A expansão destas assembleias regionais e limitadas para os Concílios Ecuménicos, foi uma lógica e histórica evolução, devida às necessidades da Igreja.

Os Imperadores estiveram activos em sugerir e convocar os oito primeiros Concílios, especialmente os cinco primeiros e o oitavo.

Entre as razões deste género de intervenções, estiveram :

- O facto de que os Imperadores se consideravam como guardas e defensores da fé; - As decisões das controvérsias religiosas, que tinham repercussões na política e nos tumultos sociais e serviam a causa da paz no Estado;

- Os Imperadores tinham à sua disposição meios de facilitar e reunir os bispos. Todavia, esta acção imperial não contava para a natureza formal dos Concílios Ecuménicos.

Alguns Concílios tiveram uma pequena assistência de bispos, pelo que o carácter ecuménico de alguns foi posto em dúvida.

Todavia a confirmação e o reconhecimento de facto das suas acções pelos papas subsequentes a esses Concílios, estabeleceram-nos como Ecuménicos .

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Os Concílios desempenharam um papel importante e altamente significativo na história da Igreja, porque testemunharam e definiram verdades reveladas, estabelecendo formas de culto e de disciplina, e promovendo medidas sempre necessárias para a reforma e renovação da fé católica.

Em geral, eles representaram as atenções da Igreja para se mobilizar a si mesma em tempos de crise, para sua auto-preservação, auto-purifícação e auto-crescimento.

Os primeiros oito Concílios tiveram lugar na região de Leste; os outros treze realizaram-se no Oeste.

A maioria das Igrejas separadas de Leste como por exemplo, a Ortodoxa -reconheceram o carácter Ecuménico dos primeiros sete Concílios, que formulavam o estabelecimento da doutrina básica.

Todavia Nestório, só reconheceu os dois primeiros Concílios.

Os Monofisistas, Arménios, Sírios e Coptas, só reconheceram os três primeiros Concílios como Ecuménicos.

Só houve até agora, 21 Concílios Ecuménicos na história da Igreja, que foram, pela ordem cronológica, os seguintes :

1)- Niceia I, 325, S. Silvestre I. (Imperador Constantino (I). Magno). –(20 de

Maio).

Estiveram presentes 300 bispos ; as sessões duraram de 20 de Maio ou 19 de Junho até ao fim de Agosto.

O Papa não esteve presente, mas enviou dois sacerdotes e dois diáconos para o representarem. Este Concílio condenou o Arianismo e declarou que o Filho é consubstancial com o Pai..

Niceia estava situada onde é hoje Iznik, a Noroeste da Turquia.

2)- Constantinopla I, 381, S. Dâmaso I. (Imperador Teodósio I).

Estiveram presentes, cerca de 150 bispos.

As sessões demoraram os meses de Junho e Julho.

O papa não esteve presente. Este Concílio confirmou o de Niceia I, condenou as heresias de Ario e de Macedónio e declarou a divindade do Espírito Santo como consubstancial ao Pai e ao Filho.

Constantinopla estava situada no Bósforo, a sede do império Bizantino.

3)- Éfeso, 431; S. Celestino I. (Imperador Teodósio II).

Estiveram presentes entre 150 e 200 bispos; fizeram-se cinco sessões entre 22 de Junho e 11 de Julho.

Condenou as heresias de Pelágio e de Nestório.

Este Concílio é notável por ter definido o dogma segundo o qual Maria Santíssima é a mãe de Deus.

Definiu também a união hipostática de duas naturezas, a divina e a humana, numa só Pessoa divina, Jesus Cristo.

Embora este Concílio pretendesse a harmonia entre as escolas do pensamento cristão, não o conseguiu, mas estabeleceu o Credo de Niceia como Documento de fé.

Éfeso era uma cidade situada na foz do rio Cayster, a Oeste da Ásia Menor.

4)- Calcedónia, 451, S. Leão I. (Imperador Marciano).

Estiveram presentes cerca de 600 bispos ; fizeram-se 17 sessões entre 8 de Outubro e l de Novembro,

O papa não esteve presente mas enviou os seus representantes.

Em 450 faleceu o imperador Teodósio e sucedeu-lhe sua irmã, Pulquéria, que vivia com Marciano.

Foi então convocado o Concílio de Calcedónia em que ficou confirmado : em Cristo há duas naturezas e uma só Pessoa, contra a heresia Monofisista segundo a qual a natureza humana de Jesus teria sido absorvida pela Sua natureza divina.

Fazendo-se eco da linguagem usada no Concílio de Constantinopla, os bispos da Calcedónia declararam com o seu Cânone 28 que Constantinopla era a Nova Roma e Jerusalém foi elevada a Patriarcado.

Dessa forma, as cinco principais cidades seriam : Constantinopla, Roma, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

Todavia, o papa não aceitou nem confirmou este Cânone, pelo que Roma ficou sempre à cabeça.

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As conclusões teológicas deste Concílio criaram furor no Egipto e na Palestina, e Jerusalém permaneceu nos seus problemas por vários anos.

Os que não quiseram aceitar as definições teológicas do Concílio de Calcedónia, ficaram então conhecidos como Monofisistas.

Esta heresia teve como resultado a divisão em três Igrejas independentes : Igreja Arménia, Igreja Copta do Egipto e Igreja Jacobita da Síria.

A Calcedónia era uma cidade antiga, situada no Bósforo, tal como Constantinopla e que é hoje Kadikoy.

Sabe-se que era rica num mineral a que ela deu o seu nome, a Calcedónia, (sílica criptocristalina) .

Ficou conhecida pelo seu Concílio e pelo Cân. 28.

Quando se fala no Calcedónio entende-se por duas naturezas.

5)- Constantinopla II, 553 - Vigilio. (Imperador Justiniano).

Estiveram presentes 165 bispos ; fizeram-se 8 sessões entre 5 de Maio e 2 de Junho. O papa não esteve presente mas enviou representantes. Condenou a doutrina herética de Nestório e os chamados três capítulos isto é, a pessoa e os escritos de Teodoro de Mopsuéstia (†428); certos escritos de Teodoreto de Cirro (†458), e Ibas de Edessa (†457), os quais mantinham a doutrina das duas naturezas de Cristo, cuja ortodoxia o Concílio de Niceia não tinha posto em dúvida.(451).

Nestório era um sacerdote de Antioquia, que se tornou Patriarca de Constantinopla em 428.

Dizia que N. Senhora era apenas mãe de Cristo-homem (natureza humana), excluindo o termo theotokos, mãe de Deus.

6)- Constantinopla III, 680-681 Santo Agato e S. Leão II. (Imperador

Constantino IV).

Estiveram presentes 170 bispos ; fizeram-se 16 sessões entre 7 de Novembro de 680 e 16 de Setembro de 681.

O papa não esteve presente, mas enviou dois representantes (dois futuros papas, João V, 685-686, e Constantino, 708-715), que levavam uma carta do papa Agato para o Imperador e um decreto sinodal do concílio Romano assinado por 150 bispos, condenando o monotelismo.

O monotelismo (ou monofisismo) afirmava que Cristo tinha uma só vontade-divina, negando assim a Sua natureza humana.

7)- Niceia II, 787, Adriano I. (Imperatriz Irene).

Estiveram presentes cerca de 300 bispos ; fizeram-se 8 sessões entre 24 de Setembro e 23 de Outubro.

O papa não esteve presente mas enviou dois delegados que levavam um tratado que foi muito aplaudido no Concílio, defendendo o próprio uso das imagens.

Este Concílio condenou o iconoclasmo e restaurou o culto e veneração das imagens em Setembro de 787.

Ao mesmo tempo pedia ao poder imperial a restituição do património papal que tinha sido confiscado pelo imperador Leão III, e o reconhecimento de Roma como metropolitana de Ilírico.

Defendendo a veneração das imagens, o papa Adriano, acrescentou que deveria anatematizar a imperatriz Irene, viúva do imperador Leão IV , o Czar, e seu filho, se lhe não fosse restituída a jurisdição de Roma sobre Ilírico.

8)- Constantinopla IV. 869-870. Adriano II. (Imperador Basílio I).

Estiveram presentes 102 bispos ; fizeram-se 6 sessões entre 5 de Outubro de 869 e 28 de Fevereiro de 870.

O papa não esteve presente, mas por convite do Imperador Basílio, enviou dois representantes.

Confirmou a condenação de Fócio, feita no sínodo Romano e colocou os grandes patriarcados pela sua ordem de precedências : Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

Fócio foi patriarca de Constantinopla em 858 e deposto em 867 pelo Imperador Basílio. Defendia os direitos dos gregos sobre as missões na Bulgária e negava a doutrina que ficou com o nome de Filioque.

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Só a partir do século XII é que este Concílio foi reconhecido como o Oitavo Concílio Ecuménico.

9)- Latrão I, 1123, Calisto II. (Henrique V).

Estiveram presentes cerca de 300 bispos; fizeram-se sessões entre 18 de Março e 6 de Abril.

Foram publicados 22 cânones disciplinares.

Foi confirmada a Concordata de Worms sobre a lei da Investidura, reservando à Igreja o direito de nomear os bispos.

Este Concílio teve lugar na Basílica de Latrão, Catedral da Diocese de Roma, com a presença do papa.

Aqui se tinham já realizado quarto Concílios não ecuménicos, em 313,649,769 e 1059,

10)- Latrão II, 1139, Inocêncio III. (Conrado III).

Estiveram presentes cerca de 1000 bispos e abades; fizeram-se três sessões em Abril.

Condenou o antipapa Anacleto II, anulando todas as suas acções, decisões e ordenações ; suspendeu e exilou Arnold de Bréscia ; condenou várias heresias contra os Sacramentos de Baptismo, Confirmação e Matrimónio; regulamentou a disciplina do clero.

Voltou a publicar e consolidou a legislação das décadas anteriores.

11)- Latrão III, 1179. Alexandre III. (Frederico I o Barba Roxa).

Estiveram presentes cerca de 300 bispos ; fizeram-se três sessões entre 5 e 19 de Março. O papa esteve presente.

Ratificou a paz com o Imperador ; Regulamentou a eleição dos papas estabelecendo que deviam estar presentes dois terços dos cardeais ; confirmou a doutrina das Investiduras ; condenou as heresias dos Valdenses e dos Albigenses.

O papa manifestou-se como um grande advogado e muitas das suas decisões entraram depois no Direito Canónico.

12)- Latrão IV, 1215, Inocêncio III. (Frederico II).

Fizeram-se sessões entre 11 e 30 de Novembro.

Sob a presidência do papa, este Concílio fez a Profissão de Fé contra os Albigenses e Valdenses ; condenou os trabalhos de João da Fiori e de Pedro Lombardo ; estabeleceu o Preceito pascal da confissão anual e comunhão pela Páscoa.

13)- Lyon I, 1245, Inocêncio IV. (Frederico II).

Estiveram presentes 150 bispos; fizeram-se 3 sessões entre 28 de Junho e 17 de Julho, sob a presidência do papa.

Este Concílio tinha sido planeado por Gregório IX mas foi frustrado pelo Imperador. Concorreu para a libertação do Santo Sepulcro e condenou o Imperador por ele perseguir a Igreja e o estado papal e ajudar os Muçulmanos.

Frederico II foi citado, mas não apareceu e, por isso, foi acusado de perjuro, sacrílego, herético e inimigo da paz.

Frederico II convidou o papa para um debate público, sob pretexto de que o papa não tinha poder para depor um imperador.

O papa respondeu que Cristo tinha investido Pedro e os seus sucessores com absoluto poder e autoridade temporal e espiritual.

14)- Lyon II, 1274. Gregório X. (Rudolfo I de Habsburgo).

Estiveram presentes cerca de 500 bispos ; fizeram-se 6 sessões entre 7 de Maio e 17 de Julho, sob a presidência do papa.

Foi estabelecida a união com a Igreja Grega.

Foram publicados 31 decretos, referentes a uma grande variedade de assuntos eclesiásticos.

Foi ratificada a doutrina sobre a Processão do Espírito Santo, o pão sem fermento para a Eucaristia, a Transubstanciação e a autoridade e primazia da Igreja Romana sobre todas as outras Igrejas.

Santo Tomás de Aquino foi convidado como doutor, mas faleceu antes de lá chegar. S. Boaventura esteve presente mas faleceu durante este Concílio.

Ficaram ainda estabelecidas algumas regras para os conclaves, das quais ainda algumas estão em vigor.

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Estiveram presentes 132 bispos ; fizeram-se 3 sessões entre 16 de Outubro de 1311 e 6 de Maio de 1312.

Condenação e supressão da ordem dos Templários ; condenação de várias doutrinas heréticas ; foram publicados pelo menos 38 cânones, dos quais apenas 20 foram incluídos nas Clementinæ (colecção de leis do Direito Canónico).

É possível que alguns se tivessem perdido em virtude do histórico problema do papado em Avinhão de que Clemente foi o primeiro.

Foi analisada a pobreza dos Franciscanos.

16)- Constância. 1414-1418. Gregório XII e Martinho V.

Estiveram presentes 200 bispos e outros prelados e alguns especialistas ; fizeram-se 45 sessões entre 5 de Novembro de 1414 e 22 de Abril de 1418.

Nesta altura era antipapa João XXIII que foi deposto, mas foi ele que abriu o Concílio em 5 de Novembro e abdicou de 20 para 21 de Maio, indo para Freiburgo, pensando interromper o Concílio, o que não aconteceu e, na 4ae 5asessões foram escritos e publicados

decretos revolucionários que proclamaram a superioridade do Concílio sobre o papa, fizeram João XXIII voltar para trás e foi deposto em 29 de Maio.

Este Concílio foi convocado para pôr termo ao Grande Cisma (1378-1417. Foram também condenados J. Hus e John Wyclif.

Ainda durante o Concílio Gregório XII abdicou e um conclave com apenas 22 cardeais de cinco nações, em três dias elegeram o cardeal Oddo Colona em 11 de Novembro de 1417, que tomou o nome de Martinho V,

17)- Florença.1438 - 1445. Eugênio IV.

Foi aberto em Ferrara pelo Legado do papa, o cardeal Albergati, em 8 de Janeiro de 1438.

Depois foi transferido para Florença em 1439.

Por esta razão foi chamado Concílio de Ferrara - Florença. Estiveram presentes bispos do rito latino e do rito Oriental.

Tentou-se a união da Igreja da Sé de Roma com as Igrejas Ortodoxas, e foi feito um decreto nesse sentido que não agradou e a partir daí os bispos do rito oriental abandonaram o Concílio. (1439).

Havia desentendimentos entre as duas Igrejas sobre o Purgatório, a Eucaristia e a doutrina do Filioque.

Tinham sido feitas sessões preliminares em Basel e em Ferrara, e só depois se passou para Florença.

18)- Latrão V. 1512 - 1517. Júlio H e Leão X.

Fizeram-se 12 sessões entre 3 de Maio de 1512 e 16 de Março de 1517, sob a presidência dos papas.

Condenou o Concílio cismático de Pisa e as Sanções Pragmáticas de Bourges.

Júlio II faleceu depois da quinta sessão e Leão X reabriu o Concílio com a sexta sessão.

A partir daí confirmou a condenação do 2° Concílio cismático de Pisa e a abolição das Sentenças Pragmáticas de Bourges e ratificou a definição do dogma da personalidade e imortalidade da alma humana.

Foram tomadas decisões sobre as reformas da celebração da Missa e sobre a reserva de certos livros.

19- Trento 1545 - 1563. Paulo III, Júlio III e Pio IV.

Fizeram-se 25 sessões entre 13 de Dezembro de 1545 e 4 de Dezembro de 1563. Quando Paulo III anunciou o Concílio, era para ser em Mântua (1537) ou em Veneza (1538) e acabou por ser em Trento onde abriu em 13 de Dezembro de 1545 e o papa fez-se representar por três delegados.

Nas primeiras sete sessões fizeram-se decretos sobre a Escritura e a Tradição, o pecado original, a justificação e os Sacramentos.

Quiseram depois transferi-lo pala Bolonha (11/3/1547), mas foi rejeitado, e Paulo III foi obrigado a suspendê-lo na oitava sessão em 1/2/1548.

Nada se sabe das sessões 8 a 10, pois que não constam do pontificado de Júlio III. Reabriu em l de Maio de 1551 e fizeram-se mais sessões de 11 a 16, e o papa foi mais uma vez obrigado a suspender o Concílio em 28 de Abril de 1552, depois da 16asessão.

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Depois da morte de Júlio III foi eleito Marcelo II que apenas pontificou de 9 de Abril a l de Maio de 1555, e o Concílio não chegou a reabrir.

Veio depois Paulo IV que, pensando não precisar do Concílio, formou um concílio papal em 1556, mas nunca foi realizado nem foi reaberto o Concílio.

Veio por fim Pio IV que reabriu o Concilio em 18 de Janeiro de 1562 que viria a terminar em 4 de Dezembro de 1563 depois de 25 sessões e foi publicada a Bula Benedictus Deus em 30 de Junho de 1564 com a confirmação dos Decretos orais de 26 de Janeiro.

Foi condenado Lutero com as suas doutrinas, bem como Zwingli e Calvino. Realizou-se a Contra-Reforma.

Foram feitos decretos sobre a vida da Igreja, sobre o Sacrifício da Missa e renovada a doutrina sobre o culto dos santos e sobre as Imagens.

20)- Vaticano I. 1869 - 1870. Pio IX.

Estiveram presentes cerca de 800 bispos e outros prelados ; fizeram-se 4 sessões públicas e 89 reuniões entre 8 de Dezembro de 1869 e 7 de Julho de 1870, com a presença do papa.

Foi definida a infalibilidade do papa em matérias de Fé e Moral pela Constituição

Pastor Æternus de 18 de Julho de 1870, e com a Constituição Dei Fílius de 24 de Abril de

1870 condenou os erros modernos do Materialismo e do Racionalismo contra a fé e a Revelação.

Definiu o Deus Criador e a Igreja, centralizando a autoridade no governo da Igreja e a doutrina na Santa Sé.

21)- Vaticano II.

Foi convocado por João XXIII para 25 de Janeiro de 1959. Fizeram-se 4 sessões na Basílica de S. Pedro.

O papa João XXIII convocou e abriu a primeira sessão que decorreu entre 11 de Outubro e 8 de Dezembro de 1962.

Depois da morte de João XXIII em 3 de Julho de 1963, o papa Paulo VI reabriu o

Concílio para mais três sessões que decorreram entre 29 de Setembro e 4 de Dezembro de

1963 ; 14 de Setembro e 21 de Novembro de 1964 ; 14 de Setembro e 8 de Dezembro de 1965.

Os participantes foram num total de 2.860, e os que tomaram parte nas várias sessões foram entre 2.000 e 2.500.

Por várias razões, incluindo os que viviam em países comunistas, 274 não puderam estar presentes.

O Concílio formulou e promulgou 16 Documentos : dois dogmáticos ; dois de constituições pastorais ; nove Decretos, e três Declarações.

Cada um deles reflecte a orientação pastoral básica para a reforma e renovação da Igreja.

Foram os seguintes:

* Lumen Gentium. (Constituição Dogmática da Igreja). Em 21 de Novembro de

1964.

* Dei Verbum. (Constituição Dogmática da Revelação Divina).

Em 18 de Novembro de 1965.

* Sacrosanctum Concilium. (Constituição da Sagrada Liturgia).

Em 4 de Dezembro de 1965.

* Gaudium et Spes. (Constituição Pastoral para a Igreja do Mundo Moderno).

Em 7 de Dezembro de 1965.

* Christus Dominus. (Decreto sobre a Pastoral dos Bispos na Igreja).

Em 28 de Outubro de 1965.

* Ad Gentes. (Decreto sobre a actividade missionária da Igreja).

Em 7 de Dezembro de 1965.

* Unitatis redintegratio. (Decreto sobre o ecumenismo).

Em 21 de Novembro de 1964.

* Orientalium Ecclesiarum. (Decreto sobre as Igrejas Católicas do Oriente).

Em 21 de Novembro de 1964.

* Presbyterorum Ordinis. (Decreto sobre o Ministério e vida dos Sacerdotes.).

Em 7 de Dezembro de 1965.

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Em 28 de Outubro de 1965.

* Perfectæ Caritatis. (Decreto sobro a renovação apropriada da vida religiosa).

Em 28 de Outubro de 1965.

* Apostolicam Actuositatem. (Decreto sobre o Apostolado dos Leigos).

Em 18 de Novembro de 1965.

* Inter Mirífica. (Decreto sobre os Instrumentos da Comunicação Social).

Em 4 de Dezembro de 1963.

* Dignitatis Humanæ. (Declaração sobre a Liberdade de Religião).

Em 7 de Dezembro de 1965.

* Nostra Ætate. (Declaração sobre as relações da Igreja com as Igrejas

Não-Cristãs). Em 28 de Outubro de 1965.

* Gravissimum educationis. (Declaração sobre a Educação Cristã).

Em 28 de Outubro de 1965.

Os Documentos chaves foram as quatro Constituições que assentam as bases ideológicas para os outros.

Actualmente, os Documentos com efeitos mais visíveis são : a Liturgia ; a Igreja ; a Igreja no Mundo ; Ecumenismo ; Renovação da vida religiosa ; Vida e Ministério dos Sacerdotes e o Apostolado dos Leigos.

A missão principal do Concílio foi explorar e dar as dimensões explícitas da doutrina e da vida cristã, com ênfase para o pleno desenvolvimento da Igreja e o melhor cumprimento da sua missão no mundo contemporâneo.

E por toda esta vasta documentação nós podemos concluir que, desde o seu primeiro papa, o Apóstolo Pedro, até ao último papa reinante, a Igreja se tem continuado numa linha ininterrupta, numa linha Apostólica.

Como é natural, nos Concílios Ecuménicos também estiveram portugueses.

Assim, em Latrão II (1139), assistiu o grande artífice da nossa Nacionalidade, D. João Peculiar, arcebispo de Braga. No Latrão IV (1215), entre os bispos que obtiveram as indulgências concedidas aos Cruzados da Terra Santa, encontravam-se os bispos de Lisboa, Porto, Coimbra e Guarda.

O futuro papa João XXI, o nosso famoso lisboeta e filósofo Pedro Julião, arcebispo de Braga, tomou parte como cardeal, no Lyon II (12 74).

Entre os participantes do Latrão V (1512), estiveram Fr. Gomes de Lisboa, professor de Teologia da Universidade de Pavia, e o futuro cardeal Miguel da Silva, embaixador de D. Manuel I.

No Concílio de Trento (1545-1563), estiveram muitos portugueses iminentes, como o bispo do Porto D. Fr. Baltazar Limpo, Fr. Jerónimo da Azambuja e outros.

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