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Curso teórico-práctico: BOAS PRÁTICAS, PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO BÁSICO EM AQUACULTURA DE MOLUSCOS BIVALVES

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Curso teórico-práctico:

BOAS PRÁTICAS, PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO BÁSICO EM

AQUACULTURA DE MOLUSCOS BIVALVES

EPPO- Estação Piloto de Piscicultura de Olhão, Parque

Natural da Ria Formosa

(2)

BOAS PRÁTICAS, PREVEÇÃO E DIAGNÓSTICO BÁSICO EM AQUACULTURA DE MOLUSCOS BIVALVES

Curso Teórico-Práctico:

Teórica:

Obrigações e necessidade de aplicação de Boas Práticas e

Rastreabilidade em Aquacultura de Moluscos Bivalves

(3)

Directiva 88/2006/CE

Relativo aos requisitos zoosanitários dos animais e dos produtos de aquacultura, e da prevenção e o controlo de determinadas patologias dos animais aquáticos

Princípios em se apoia:

Prevenção e aplicação de Boas Práticas A avaliação do Risco

A aplicação de sistemas de análises de Perigos e Pontos Críticos de Controlo Rastreabilidade

(4)

Directiva 88/2006/CE

Principais aspectos de interesse:

Aplica-se a peixes, moluscos e crustáceos

Define um sistema de autorização e registo de instalações de

aquacultura

Estabelece os requisitos sanitários para que os animais possam

mover-se dentro da UE

Dá uma nova lista de patologias e espécies sensíveis.

Estabelece os critérios para a classificação sanitária das

explorações segundo o seu estado sanitário.

Estabelece um sistema de declarações de Estados, zonas ou

regiões livres de uma ou outra patologia.

Enumera as medidas de vigilância sanitária face à suspeita e

confirmação de patologias e diz quais os planos de emergência.

(5)

Como integrar a Directiva 88/2006/CE – Em Espanha

O Plano Nacional de Gestão Sanitária em Aquacultura – GESAC da Junta Assessora de Cultivos Marinhos (JACUMAR) elaborou um

Guia para a Gestão Sanitária em

Aquacultura (C.J. Rodgers e M.D. Furones) que é uma ferramenta de trabalho para a aplicação da Directiva 88/2006/CE tendo em conta as principais patologias de interesse em Espanha

(6)

A autorização para a instalação de uma exploração aquícola implica uma série de obrigações: Cumprir com Boas Práticas em matéria de Higiene

Possuir um Livro de Exploração e um Sistema de Rastreabilidade que permita o rastreio dos processos na instalação, movimentação de animais e mortalidades

Possuir um plano de vigilância sanitária permanente baseado em Análises de Risco elaborado pelas autoridades competentes (ADS ou Cooperativas com um Veterinário habilitado) a fim de detectar mortalidades anormais e detectar a presença de una série de patologias (Planos de vigilância)

A viabilidade do cultivo de moluscos no Algarve e Andaluzia depende da capacidade de cada produtor se adaptar às novas exigências.

(7)

O que significa Boas Práticas

-Práticas Correctas de Higiene (GPCH)

São um conjunto coerente de acções, normalmente reunidas em forma de guia, que melhoram o rendimento de certa actividade num determinado contexto,

ou seja:

como fazer as coisas de maneira correcta.

É o primeiro nível para se estabelecer um controlo de qualidade

Vantagens:

•Simplifica a compreensão de todos os processos no seu conjunto;

•Permite padronizar e controlar as actividades mediante documentação;

•Melhora substancialmente a eficácia, eficiência, segurança e rastreabilidade do

processo produtivo;

•Facilita a aplicação dos vários requisitos legais de uma legislação abundante,

complicada e dispersa;

(8)

Quem pode elaborar os Guias de Práticas Correctas de Higiene -GPCH?

Os produtores, investigadores, administração, associações empresariais ou

profissionais, etc., sob vigilância dos organismos de normalização dos estados

membros em coordenação com o sector implicado.

Organismos de normalização:

Em Espanha: AENOR (Associação Espanhola de Normalização e Certificação)

Em Portugal: IPQ (Instituto Português da Qualidade)

Estão actualmente definidos Guias de Práticas Correctas para o cultivo de

moluscos bivalves em Espanha/Portugal?

(9)

Legislação básica sobre que se

baseiam

Guia ou modelo orientador

Regulamento 852/2004/CE Higiene de

produtos alimentares;

Regulamento 853/2004/CE estabelece

normas específicas de higiene dos

alimentos de origem animal.

UNE 173201 - Aquacultura marinha.

Guia de práticas correctas de higiene

para a produção primária em piscicultura.

2010. AENOR Edições

Sistema de Controlo de Higiene da

Produção Primária em Andaluzia

(Secretaria Geral de Agricultura,

Pecuária e Desenvolvimento Rural)

Existem documentos para nos orientar sobre a aplicação de GPCH em

aquacultura de moluscos?

É necessário existir um Guia de Práticas Correctas de

Higiene (GPCH) para moluscos bivalves

(10)

O que é a

RASTREABILIDADE

?

DE acordo com o Comité de Segurança Alimentar de AECOC:

“Entende-se por rastreabilidade o conjunto de procedimentos pré-estabelecidos e auto-suficientes que permitem conhecer o historial, a localização e a trajectória de um produto ou lote de produtos ao longo da cadeia de fornecimento num dado momento, através de ferramentas específicas.”

Como aplicar a RASTREABILIDADE?

Existe um Software andaluz específico para peixes - ACUITRACE (Conselho Provincial de Huelva e Ministério de Agricultura e Pesca, Junta da Andaluzia). Seria um projecto interessante adaptar este programa de computador aos moluscos .

Quais são as vantagens fundamentais da Rastreabilidade? - Hoje em dia é uma OBRIGAÇÃO;

- Controlo e optimização dos processos; - Melhoria da segurança alimentar;

- Localização imediata dos problemas;

(11)

Proposta com elementos básicos para um Guia de Boas Práticas ou

Práticas Correctas em Aquacultura de Moluscos Bivalves:

1. Finalidade e âmbito de aplicação:

Cultivo de moluscos bivalves é realizada: Em sistemas fechados (tanques) Em sistemas abertos

• Tanques

• Esteiros ou lagoas

• Zona intertidal.

2. Definição de processos e instalações: (reprodutores, indução de postura, cultivo larvar, fixação, semente, pré-engorda, engorda, cultivo de fitoplâncton, etc…)

3. Requisitos gerais de higiene nos processos: Reprodutores Larvas Cultivo de fitoplâncton Semente Engorda Colheita

(12)

Proposta com elementos básicos para um Guia de Boas Práticas

ou Práticas Correctas em Aquacultura de Moluscos Bivalves:

5. Requisitos gerais de higiene nas infra-estruturas: Local: Zona A, B ou C

Classificação sanitária da Zona (Directiva 88/2006/CE) Identificação de possíveis riscos sanitários e zoo-sanitários Infra-estruturas:

• Tanques, lagoas e viveiros.

• Utensílios e ferramentas

• Veículos/embarcações

• Locais de vendas

6. Formação e capacidade do pessoal 7. Rastreabilidade:

Diagrama de fluxo dos processos e responsabilidades Protocolar os processos

Controlo de tratamentos

Controlo de pragas e animais indesejáveis Controlo de provedores

Controlo de visitas

(13)

José Ignacio Navas Triano IFAPA, Centro Agua del Pino

Crta. El Rompido – Punta Umbría, Km 3,8 21459 Cartaya, Huelva

(14)

BOAS PRÁTICAS, PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO BÁSICO EM AQUACULTURA DE MOLUSCOS BIVALVES

Curso Teórico-prático:

Teórica:

Anatomia de

moluscos bivalves: Importância do exame

visual no diagnóstico putativo de doenças

(15)

EXAME VISUAL DE UM MOLUSCO BIVALVE

É imprescindível saber reconhecer as diversas estruturas anatómicas para se poder identificar alterações;

Uma cuidadosa observação “in vivo” de alterações na anatomia dos moluscos bivalves é essencial para se obter informações sobre o seu estado de saúde.

(16)

Plano sagital Plano coronal

Esquema básico da anatomia de um molusco bivalve

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(18)
(19)
(20)

Amêijoa

Elementos a observar Alterações Causas possíveis (requerem confirmação histológica)

Carne em general Escassa, pálida, glândula digestiva claramente visível

Fora do período de pós-postura sem sinais evidentes de doenças

Bordo da Concha Alteração da calcificação Depósitos de conquiolina

Doenças do anel castanho (Infecção por Vibrio tapetis)

Interior da concha Alterações nas calcificações, pontos escuros Infecções por metacercárias de tremátodos

Brânquias Pústulas / nódulos

esbranquiçados Infecção por Perkinsus sp.

Brânquias Lesões no bordo Danos provocados pela presença de Pinnotheres sp.

Manto e base dos sifões

Pústulas/nódulos esbranquiçados

Infecção por Perkinsus/Infeção por metacercarias de tremátodos

(Gymnophallus spp.)

Gónada Ausência de gónada na época de maturação

Debilidade extrema / castração parasitaria por esporocistos de tremátodos

Inserção dos músculos adutores

Necroses nos músculos

(21)

Ostra

Elementos a

observar Alterações

Causas possíveis (requerem confirmação histológica)

Carne em general

Escassa, pálida, glândula digestiva claramente visívelao

Fora do período de pós-postura são sinais evidentes de doenças

Interior da concha de gel de odor sulfurosoPresença de câmaras

Cultivo em presença de TBT.

Brânquias Pústulas / nódulos

esbranquiçados Possível infeção por Perkinsus sp.

Brânquias Lesões em superfície. Possível infeção por Bonamia sp. (iridovirus em C. angulata)

Gónada Ausência de gónada na época de maturação

Debilidade extrema / castração parasitária por esporocistos de

trematodos (Bucephallus)

Glândula digestiva Pálida e frouxa Possível infeção por Marteilia em O. edulis

(22)

Anel castanho Lesões por Gymnophallus sp

Pinnotheres sp. Lesões por Pinnotheres sp.

(23)

Mexilhão

Elementos a

observar Alterações

Causas possíveis (requerem confirmação histológica)

Polpa em geral Escassa, pálida, glândula digestiva claramente visível,

Fora de período de pós-postura sem sinais evidentes

de enfermidades

Manto

Cor vermelha intensa, o esfregaço revela a presença de metacercárias

avermelhadas

Parasitismo por Proctoeces maculatus

Glândula digestiva Pálida e frouxa Possível infecção por Marteilia

sp.

Tubo digestivo Pequenos vermes avermelhados

compridos

Infecção pelo copépode Mytilicola sp.

(24)

José Ignacio Navas Triano IFAPA, Centro Agua del Pino

Crta. El Rompido – Punta Umbría, Km 3,8 21459 Cartaya, Huelva

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BOAS PRÁCTICAS, PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO BÁSICO EM AQUACULTURA DE MOLUSCOS BIVALVES

Curso Teórico-Práctico:

Teórica:

Principais patologias de moluscos bivalves com

relevância no Algarve e Andaluzia e técnicas de

diagnóstico

(26)

Patologia de moluscos bivalves

Noções básicas:

• Os agentes infecciosos fazem parte da biocenose e têm um papel ecológico fundamental no controlo das populaçõe

• Não confundir infecção com doença

• As principais doenças descritas em moluscos, ocorreram em condições de cultivo

HOSPEDEIRO

MEIO AMB. PARASITA

E

(27)

Particularidades das patologias dos moluscos

bivalves

Sendo animais filtradores são particularmente sensíveis à contaminação, sendo excelentes bio indicadores e comportam-se como hospedeiros intermediários de diferentes parasitas;

As principais patologias com importância económica são devidas a infecções causadas por protozoários (Perkinsus spp., Marteilia spp., Bonamia spp., Haplosporidium spp.)

Perkinsus atlanticus

Marteilia refringens

Minchinia tapetis (fase de esporulação – morte individuo)

(28)

Patologias com especial relevância para o Algarve

Moluscos bivalves. Amêijoa boa e japónica

Perkinsus olseni

(29)

Patologias com especial relevância para o Algarve

Moluscos: Ostra (C. gigas/angulata): Herpesvirus

Ostra plana (Ostrea edulis) e Mexilhão (Mytilus galloprovincialis): Marteilia

refringens

OsHV-1 µvar

Núcleos em anel – interior

claro

(30)

Três das patologias relevantes para a aquacultura que

podem ser diagnosticadas por procedimentos simples:

A infecção por Perkinsus spp. é uma das mais importantes patologias

conhecidas dos moluscos bivalves. Trata-se de um protozoário que provoca uma

intensa reacção hemocitária que altera a estrutura dos tecidos e afecta a

funcionalidade de orgãos essenciais como as brânquias. Perkinsus olseni

(=atlanticus) é, pela sua distribuição e prevalência, um dos principais agentes

patogénicos das amêijoas do litoral sul atlântico (Ruditapes decussatus, R.

philippinarum, Venerupis aurea e Venerupis pullastra)

Bonamiasis Marteliosis

(31)

Três das patologias relevantes para a aquacultura que

podem ser diagnosticadas por procedimentos simples:

Marteilia spp. é um protozoário parasita do epitélio digestivo, em especial da

glândula digestiva. Tem a particularidade de apresentar uma divisão

endógena. A espécie mais conhecida pelas mortalidades causadas em

França nos anos 70 é M. refringens que afecta a Ostrea edulis, Mytilus edulis

e M. galloprovincialis entre outras espécies.

Bonamiasis

Marteliosis

(32)

Três das patologias relevantes para a aquacultura que

podem ser diagnosticadas por procedimentos simples:

Bonamia spp. é um protozoário parasita de células sanguíneas, embora

também se posse encontrar livre. Estas células são pequenas e uni-nucleadas

e denominam-se microcélulas. É responsável pelas mortalidades da ostra

plana em toda a Europa desde 1980. Existem diferentes espécies de Bonamia

e Mikrocytos que afectam as diferentes espécies de ostras.

Bonamiasis

Marteliosis Perkinsosis

(33)

DIAGNÓSTICO DE PERKINSUS:

1. Incubação das brânquias em 1 ml de meio fluído com tioglicolato (5g/l de extracto de levedura, 15 g/l de caseína digerida com enzimas pancreáticas, 5,5 g/l de cloreto de sódio 0,5 g/l de L-cisteína, 0,5 g/l de tioglicolato sódico, 1 mg/l de resazurina e 0,75 g/l de agar bacteriológico) suplementado com 20 g/l de NaCl e 20 U/ml de penicilina G sódica e 40 µg/ml de sulfato de estreptomicina.

2. Após a incubação (5 días no escuro a 20-27ºC), as brânquias são retiradas com ansas estéreis, estendidas sobre lâminas e coradas com lugol.

3. Nestas condições, os trofozoitos de Perkinsus aumentam até 10 vezes o seu tamanho, transformando-se en pre-zoosporangios (= hipnosporas) que possuem uma parede celular muito grossa que ficam coradas de azul-escuro com lugol (Ray, 1952).

(34)
(35)
(36)

DIAGNÓSTICO

DE PERKINSUS:

Escala de Mackin

(graus de

infecção)

0 2 3 4 1 5

(37)

DIAGNÓSTICO DE MARTEILIA

EM MEXILHÃO E OSTRA PLANA

1. “Squash” (esmagamento) da glândula digestiva e coloração com V.O.E.

(Verde Orange Eosina)

2. Aposições de glândula digestiva e coloração com VOE e com May

Grünwald (HEMACOLOR)

Coloração do “squash” com V.O.E. (Gutierrez 1997: Dissolver 0.2 g Verde Luz SF amarelado, 0.25 g Orange G y 0.3g Eosina em 50 ml H2Od quente, juntar 1g de ácido fosfotúngstico, 2 ml de ácido acético glacial e 100 ml de etanol absoluto):

1. Colocar uma porção de glândula digestiva e esmagar sobre uma lâmina 2. Juntar VOE, misturar bem e cobrir com uma lamela

Coloração de aposições com VOE : 1. Fixar 10 x 1seg. em metanol 2. 3 min. em corante V.O.E

3. 1 min. em tampão fosfato pH 7.2 4. 10x 1 seg. em H2O destilada

5. Deixar secar ou desidratar em etanol, isoparafina e montar Coloração HEMACOLOR (MERCK): Segundo o fabricante

(38)

DIAGNÓSTICO DE MARTEILIA EM MEXILHÃO

“Squash”

VOE

“Aposição”

(39)

DIAGNÓSTICO DE MARTEILIA EM OSTRA PLANA

(40)

DIAGNÓSTICO DE MARTEILIA

“Squash” + VOE

“Aposição” + HEMACOLOR

(41)

DIAGNÓSTICO DE BONAMIA EM OSTRA PLANA POR

CITO-CENTRIFUGAÇÃO DA HEMOLINFA

1. Extracção de hemolinfa por punção cardíaca ou sucção directa sobre o pericárdio,

2. Fixação em solução de Alsever com 3% de formol,

3. Cito-centrifugação e coloração com May Grünwald-Giemsa.

A Bonamia também pode ser diagnosticada com esfregaços de hemolinfa ou

(42)

DIAGNÓSTICO DE BONAMIA EM OSTRA PLANA POR

CITO-CENTRIFUGAÇÃO DA HEMOLINFA

(43)

Bonamia em hemócitos

(Cito-centrifugação + Hemacolor)

Bonamia em hemócitos

(44)

José Ignacio Navas Triano IFAPA, Centro Agua del Pino

Crta. El Rompido – Punta Umbría, Km 3,8 21459 Cartaya, Huelva

(45)

Boas práticas, prevenção e diagnóstico básico em aquacultura de moluscos bivalves

Curso Teórico-Práctico:

Teórica

(46)

SANIDADE ANIMAL REGISTOS E AUTORIZAÇÕES ÁGUA OUTRA LEGISLAÇÃO DE INTERESSE HIGIENE ALIMENTAR

LEGISLAÇÃO

(47)

SANIDADE ANIMAL

COMUNITARIA

Directiva 2006/88 (24/11/2006)

Requisitos zoosanitários aplicáveis aos animais de aquicultura e produtos derivados, assim como à prevenção e à luta contra certas doenças dos animais aquáticos (Anexo IV Modificado

por Directiva 2008/53)

NACIONAL

DL 152/2009 (2 de Julho 2009)

Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2006/88/CE , do Conselho, de 24 de Outubro, relativa aos requisitos zoo-sanitários aplicáveis aos animais de aquicultura e produtos derivados, bem como à prevenção e combate a certas doenças dos animais aquáticos, alterada pela Directiva n.º 2008/53/CE , do Conselho, de 30 de Abril, e revoga os Decretos-Leis nºs 191/97, de 29 de Julho, 149/97, de 12 de Junho, 548/99, de 14 de Dezembro, e 175/2001, de 1 de Junho

(48)

Obrigações de registo e rastreabilidade

Boas práticas de higiene

Regime de vigilância zoo-sanitária

Requisitos zoo-sanitários aplicáveis à colocação de animais de aquicultura e produtos

derivados no mercado

Empresas de produção aquícola e estabelecimentos de transformação autorizados

1 - Autorizados com licença de exploração (DGPA)

2 - Número de controlo veterinário (dependendo dos estabelecimentos)

(instalação e exploração dos estabelecimentos de culturas marinhas estão sujeitas

ao procedimento previsto no Decreto Regulamentar n.º 14/2000)

(49)

SECÇÃO II

Animais de aquicultura destinados a criação em exploração e repovoamento

SECÇÃO III

Animais de aquicultura e produtos derivados destinados ao consumo humano

CAPÍTULO IV

Introdução na comunidade de animais de aquicultura e produtos derivados

provenientes de países terceiros

CAPÍTULO V

Notificação e medidas mínimas de combate às doenças dos animais aquáticos

SECÇÃO V

Medidas mínimas de combate no caso de confirmação de doenças incluídas na lista

da parte II do anexo IV em animais aquáticos selvagens

(50)

PARTE II

Doenças incluídas na lista

Doenças exóticas

Infecção por Bonamia exitiosa. . Ostra-plana-australiana (Ostrea angasi) e

ostra-plana-chilena (O.chilensis).

Infecção por Perkinsus marinus: Ostra-portuguesa (Crassostrea gigas) e

ostra-americana (C. virginica).

Infecção por Mycrocytos mackini :Ostra-portuguesa (Crassostrea gigas),

ostra-americana (C. virginica),

(51)

PARTE II

Doenças não exóticas

Infecção por Martelia perfringens :.Ostra-plana-australiana (Ostrea angasi),

ostra-plana-chilena (O.chilensis), ostra-plana-europeia (O. edulis), ostra-plana-argentina

(O. puelchana), mexilhão-vulgar (Mytilus edulis), mexilhão-domediterrâneo

(M. galloprovincialis).

Infecção por Bonamia ostreae :. plana-australiana (Ostrea angasi),

Ostra-plana-chilena (O.chilensis), plana-do-pacífico (O. conchaphila),

ostra-planaasiática (O.denselamellosa), europeia (O.edulis), e

(52)

NACIONAL

Decreto-Lei n.º 202/91

Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 82/894/CEE de 21 de

Dezembro de 1982, relativa à notificação de doenças dos animais na

Comunidade

(53)
(54)

SANIDADE ANIMAL

COMUNITÁRIA

Regulamento 1774/2002 (10/10/2002)

R

egras sanitárias relativas aos subprodutos animais não destinados ao consumo

humano

NACIONAL

Decreto – Lei n.º 122/2006 de 27 de Junho

Estabelece um novo regime de classificação dos subprodutos de origem animal,

bem como as regras sanitárias a aplicar para efeitos da respectiva eliminação

(55)

Decreto-Lei n.º 178/2006, de 05 de Setembro

Aprova o regime geral da gestão de resíduos, transpondo para a ordem jurídica

interna a Directiva n.º 2006/12/CE (EUR-Lex), do Parlamento Europeu e do

Conselho, de 5 de Abril, e a Directiva n.º 91/689/CEE (EUR-Lex), do Conselho, de

12 de Dezembro. Cria o Sistema Integrado de Registo Electrónico de Resíduos

(SIRER), estabelecendo o seu funcionamento, bem como a Comissão de

Acompanhamento da Gestão de Resíduos (CAGER), à qual define as suas

competências

Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de Junho

Procede à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de Setembro,

transpõe a Directiva n.º 2008/98/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19

de Novembro, relativa aos resíduos, e procede à alteração de diversos regimes

jurídicos na área dos resíduos (re-publica o Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de

Setembro em anexo ao diploma)

(56)

COMUNITÁRIA

Directiva 91/492 (15/07/1991)

Normas sanitárias que regem a produção e a colocação no mercado de

moluscos bivalves vivos

NACIONAL

Portaria n.º 552/95, de 8 de Junho - Estabelece as normas sanitárias relativas à

produção e colocação no mercado dos moluscos bivalves vivos.

(57)

Directiva 91/492 (15/07/1991)

Normas sanitárias que regem a produção e a colocação no mercado de

moluscos bivalves vivos

Autoridades:

• lista de zonas de produção

SANIDADE ANIMAL

Classes

Resultados

A (≤

230)

Centro de Expedição e Consumo Directo

B (

> 230 a

4.600)

Depuração e depois cumprir os requisitos da Classe A

C (

> 4600 a

46.000)

Indústria transformadora ou depurar em zona de afinação

durante 2 meses

(58)

• Controlo de zonas de produção

(59)
(60)

Despacho n.º 14515/2010 - Ao abrigo do Decreto -Lei n.º 113/2006, de 12 de Junho em conjugação com os nºs 1 e 2 do artigo 3.º da Portaria n.º 1421/2006, de 21 de Dezembro, a Presidente do Conselho Directivo do INRB, I. P., estabelece a classificação das zonas de produção de moluscos bivalves vivos.

(61)
(62)

L9 – Litoral Tavira – V.R.S.António

8° 07, 42´ W

7° 43, 12´ W 7° 23, 88´ W

(63)

37° 26, 08´ N

L7 – Litoral Lagos – Portimão

(64)

Olhão

(65)

SANIDADE ANIMAL

ASP = toxinas que provocam intoxicação amnésica DSP = toxinas que provocam intoxicação diarreica * Consultar:

Regulamento (CE) nº 853/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Abril de 2004, JO L2 26 de 25.06.2004 p.22

Regulamento (CE) nº 854/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Abril de 2004, JO L2 26 de 25.06.2004 p.83.

** Consultar:

Despacho 14515/2010 de 17 de Setembro de 2010 (DR II série, nº 182 de 17/09/2010, p.47476474 80).

Regulamento 15/2011. que altera o Regulamento (CE) nº 2074/2005 no que respeita aos métodos de análise reconhecidos para detectar biotoxinas marinhas em moluscos bivalves vivos

Decisão 2002/226. Controlo da captura e transformação de moluscos com niveis de ASP superiores ao limite.

Decisão96/77. Condições de captura e transformação de moluscos procedentes de zonas com níveis de toxinas superiores ao limite.

(66)
(67)
(68)

COMUNITARIA

Regulamento 852/2004 (30/04/2004)

Higiene dos géneros alimentares

Regulamento 853/2004 (30/04/2004)

Normas específicas de higiene dos alimentos de origem animal

Regulamento 854/2004 (30/04/2004)

Normas específicas para a organização de controlos oficiais dos produtos de origem

animal destinados ao consumo humano

(Modificaciones:Reg.2074/2005,

2076/2005,

1662/2006, 1664/2006, 1666/2006,

1244/2006, 479/2007)

(69)

Regulamento 853/2004 (30/04/2004)

Normas específicas de higiene dos alimentos de origem animal

Anexo I. Definições relativas a moluscos.

Anexo III. Requisitos específicos

Sección VII: Higiene na captura, centros de depuração, embalagem…

Regulamento 854/2004 (30/04/2004)

Normas específicas para a organização de controlos oficiais dos produtos de origem

animal destinados ao consumo humano

Anexo II. Controlos de moluscos procedentes de zonas classificadas, controlos das

zonas e dos operadores.

HIGIENE

NACIONAL

Portaria n. o 1421/2006

O Decreto-Lei n. o 113/2006, de 12 de Junho, estabelece as normas gerais de aplicação dos citados Regulamentos (CE) nºs 852/2004 e 853/2004 e prevê a publicação de portarias complementares específicas para determinados sectores de produção.

A presente portaria visa, ao abrigo daquele diploma legal, adoptar regras de higiene específicas para a produção e comercialização de moluscos bivalves, equinodermes, tunicados e gastrópodes marinhos vivos.

(70)

REGISTOS E AUTORIZAÇÕES

Decisão n.º 93/22/CEE das Comissão - Estabelece os modelos dos

documentos de transporte previstos no artigo 14.º da Directiva 91/67/CEE

da Comissão (fixa o documento de transporte para peixes, moluscos ou

crustáceos vivos e respectivas ovas e gâmetas).

(71)

ÁGUA

COMUNITÁRIA

Directiva 2006/113 (27/12/2006)

(72)

SANIDADE ANIMAL

COMUNITARIA

Regulamento 882/2004. Controlos oficiais realizados para assegurar a verificação do

cumprimento da legislação relativa aos alimentos para animais e aos géneros

alimentícios e das normas relativas à saúde e ao bem-estar dos animais.

(73)

HIGIENE

COMUNITÁRIA

Regulamento 178/2002. Requisitos gerais da legislação alimentar, Autoridade Europeia

Segurança Alimentar.

(74)
(75)

Boas práticas, prevenção e diagnóstico básico em aquacultura de moluscos bivalves

Curso Teórico-Práctico:

Teórica:

Normas básicas para a prevenção e luta contra as

doenças de moluscos bivalves

(76)

Ao

serem

animais

filtradores,

são

especialmente

sensíveis

à

contaminação, sendo excelentes bio-indicadores e comportando-se

como hóspedes intermédios de diferentes parasitas

A proximidade física entre a aquacultura de moluscos e o ambiente

(viveiros, jangadas, “long-lines”) dificulta muito a erradicação de

doenças introduzidas nas populações naturais através da aquacultura

Assim, o primeiro objectivo deve ser a prevenção

(77)

Estratrégia

básica de

prevenção

:

Evitar a introdução da patologia: Vias de entrada:

Importações ou movimentos não controlados de animais vivos para aquacultura:

• Redistribuição e reinstalação de sementes entre zonas de produção

• Aquisição de reprodutores

• Captura de reprodutores provenientes de bancos naturais não controlados Importações para o consumo humano

Empresas de transformação

Ferramentas

básicas para a

prevenção

:

A principal estratégia é a PRECAUÇÃO O conhecimento da situação real:

Directiva 2006/88, baseada numa Análise de Riscos, estabelece os procedimentos de certificação sanitária segundo os estatutos sanitários de cada zona ou estado membro

(78)

DL 152/2009 (2 de Julho 2009)

(Directiva 88/2006/CE)

ANEXO IV

MOLUSCOS

LISTA DE PATOLOGIAS

DOENÇAS EXÓTICAS

Doença : Espécies sensíveis

Infeção por Bonamia exitiosa: Ostra viscosa da Austrália (Ostrea angasi) e ostra chilena (Ostrea

chilensis))

Infeção por Perkinsus marinus Ostra do Pacífico (Crassostrea gigas) e ostra americana (Crassostrea virginica)

Infeção por Microcytos mackini:

Ostra do Pacífico (Crassostrea gigas), ostra americana (Crassostrea virginica), ostra Olimpia (Ostrea conchaphila) e ostra plana europeia (Ostrea edulis)

DOENÇAS NÃO EXÓTICAS

Infeção por Marteilia refringens: Ostra viscosa da Austrália (Ostrea angasi), ostra chilena (Ostrea

chilensis), ostra plana europeia (Ostrea edulis), ostra plana argentina (Ostrea puelchana),

mexilhão atlântico (Mytilus edulis) e mexilhão mediterrânico (Mytilus galloprovincialis)

Infeção por Bonamia ostreae: Ostra viscosa australiana (Ostrea angasi), ostra chilena (Ostrea

chilensis), Ostrea conchaphila, Ostrea denselammellosa, ostra plana europeia (Ostrea edulis) e

(79)

Directiva 2006/88

Para espécies Exóticas

:

Plano de Contingência

Para espécies Não Exóticas

:

Estatutos zoo-sanitário por Categorias que regula os movimentos e a exigência de certificação sanitária entre as diferentes categorias

• Categoria I: Livre de patologias

• Categoria II: Não estão livres de patologias mas estão em programa de vigilância

• Categoria III: sem situação determinada (sem infecção conhecida, mas não estão sujeitos a um programa de vigilância)

• Categoria IV: Infectada com programa de erradicação

• Categoria V: Infectada sem programa de erradicação

Exigir a certificação sanitária (animais vivos, transformação complementaria) = mínima garantia de prevenção para:

• Introdução nas explorações Cat-I (livres)

• Introdução nas explorações Cat-II (com programa de vigilância)

(80)

Estratégias de luta

1.

Erradicar a doença: erradicação física inviável quando afecta as

populações naturais

2.

Curar a doença: tratamentos só possíveis em espaços confinados e por

períodos limitados (tratar as sementes previamente à sua introdução).

Exemplos:

Cicloheximida e bacitracina para Perkinsus (P. marinus)

Dichlorvos para Mytilicola intestinalis.

Uso de antibióticos em infecções bacterianas (Rickettsias):

(81)

Ferramentas para minimizar os efeitos das patologias

em aquacultura de moluscos

São baseadas em conhecimento dos parâmetros ambientais da zona e das patologias das espécies autóctones. Para cada patologia em concreto é necessário conhecer:

– O ciclo de vida de hospedeiro e do parasita

– A via de transmissão e requerimentos ambientais – Os mecanismos de progressão da patologia

Permite uma série de medidas básicas tais com:

• Escolha adequada da localização para a instalação

• Optimizar as condições de cultivo para diminuir o stress

• Saber que parâmetros físico-químicos e microbiológicos necessitamos ter sobre controlo

• Estabelecer medidas de Higiene no Trabalho que minimizem as possibilidades de contaminação externa e/ou cruzada entre cultivos.

• Decidir sobre medidas básicas de controlo dos movimentos dos lotes para evitar a dispersão de patologias.

• Avaliar a possibilidade de utilizar reprodutores sãos e livres de patologias (Quarentenas)

• Eliminar animais portadores de doenças das instalações (limpeza e tratamentos de fundos em tanques de cultivo)

(82)

Fases de cultivo Parâmetros a controlar Patologias associadas

MATERNIDADE

-Situação zoo-sanitária dos reprodutores

-Qualidade da postura -Possíveis contaminantes externos

-Larvas inviáveis

-Viroses e patologias de transmissão vertical -Vibrioses

PRÉ-ENGORDA

-Qualidade microbiológica do alimento

-Processos infecciosos de transmissão horizontal directa

-Vibrioses -Viroses -Anel castanho ENGORDA -Qualidade microbiológica do meio

-Situação zoosanitária dos bancos naturais

Evolução fisicoquímica do meio e presença de contaminantes

-Predadores

-Anel castanho/ infeções por fungos -Marteilioses -Bonamiases -Perkinsoses -Haplosporidioses -Câmaras de gel/lodo -Parasitas digenético

(83)

Estratégias avançadas

para a luta contra patologias de moluscos

• Incidir sobre o ciclo de vida do parasita mediante a gestão do cultivo evitando a sua exposição nas fases mais sensíveis nos períodos de maior concentração do parasita: O exemplo de Perkinsus marinus vs Crassostrea viginica na Baía de Chesapeake (USA) baseados na sazonalidade e sua distribuição dependente da salinidade. É possível desenhar modelos parecidos de gestão para Perkinsus olseni vs Ruditapes decussatus no nosso litoral • Aumentar a tolerância do hospedeiro:

• Inmunoestimulação dos mecanismos de defesa específicos • Utilizar poliploides (eficácia discutida)

• Selecção de resistentes mediante diferentes procedimentos (cruzamentos dirigidos clássicos ou selecção com marcadores)

• Transgénicos: fortes restrições legais

• Mudar de espécies para outras mais resistentes: o exemplo da introdução de Crassostrea gigas na Europa.

(84)

José Ignacio Navas Triano IFAPA, Centro Agua del Pino

Crta. El Rompido – Punta Umbría, Km 3,8 21459 Cartaya, Huelva

(85)

Boas práticas, prevenção e diagnóstico básico em aquacultura de moluscos bivalves

Curso Teórico-Práctico:

Teórica

Técnicas básicas de amostragem.

(86)

A amostragem é a peça chave que permite (ou não) extrapolar os resultados

População

(inacessível)

Amostra

Análise

Resultado

(x)

Estimação

(x

±

y)

Confiança

(x

±

y)

p<0.05

Probabilidade de errar Inferência Intervalo de confiança

(87)

Que funções deve cumprir uma amostragem?

Deve ser adequada ao nosso objectivo.

Por exemplo:

- Estudar a prevalência de uma doença numa população

compreendida entre determinados tamanhos

- Estudar a associação entre a mortalidade e a presença de um

parasita

Deve ser suficientemente representativa da população objecto.

(População objecto: grupo de indivíduos de que se deseja obter

informação - não confundir com a população total)

(88)

Duas perguntas chave que definem uma amostragem

Que indivíduos se devem incluir na amostra?

(A amostragem deve ser aleatória dentro da população objeto)

(89)

Que indivíduos devo incluir na amostragem?

A amostragem deve ser aleatória dentro da população objeto

Tipos de Amostragens Aleatórias:

Aleatória simples: TODOS os indivíduos da População OBJECTO têm as mesmas possibilidades de serem amostrados.

Como decidir que exemplares amostrar? Estabelecer uma ordem e utilizar uma tabela de números aleatórios

Aleatório estratificado (simples ou composto): Primeiro estratifica-se a população total segundo um determinado critério em várias populações objeto (distribuição de

tamanhos, sexo…) e depois faz-se em cada uma delas uma amostragem aleatória simples.

Aleatório por grupos (conglomerados): primeiro divide-se a população em sub-grupos similares e depois amostra-se totalmente alguns dos sub-grupos escolhidos ao acaso (retículas)

(90)

Como deverão ser realizadas as amostragens para se estudar a prevalência

de uma situação em populações de moluscos?

Populações em cultura (tamanhos definidos e localizados): amostragem aleatória estratificada simples

Populações naturais (dispersão espacial não homogénea e dispersão de tamanhos)

• Na amostragem de populações naturais de moluscos é difícil que todos os indivíduos tenham a mesma probabilidade de serem amostrados (discriminação por tamanhos das artes de captura).

• Quando é necessário obter um número significativo de amostras, as amostragens por grupos (conglomerados) usando retículas não são viáveis

(91)

Populações naturais (dispersão espacial não homogénea e dispersão de tamanhos) (cont.)

• Recorre-se a amostragens aleatórias em sub-populações capturadas no meio natural. Estas estão sempre estratificadas segundo os critérios da primeira amostragem (p.e. tamanhos mínimos de captura da arte utilizada)

• Para além disso estas amostragens iniciais com artes são do tipo grupo (conglomerado) (percurso do arrasto) mas não são escolhidos ao acaso devido à distribuição não homogénea das populações.

(92)

Quantos indivíduos devo amostrar para saber se uma população está livre ou

não de um parasita?

Como calcular o tamanho da amostra “n”?

Para isso é necessário ter o método de diagnóstico validado, isto é, conhecer a sua Sensibilidade e Especificidade

•Sensibilidade diagnóstica (Se):

é a probabilidade de que um exemplar verdadeiramente infectado ser diagnosticado como tal = 1; probabilidade de um falso negativo

•Especificidade diagnóstica (Sp):

é a probabilidade de que um exemplar são seja diagnosticado como tal = 1; probabilidade de um falso positivo

(93)

Um teste perfeito (Gold Standard) é aquele que:

Se = Sp = 1

A probabilidade Se e Sp de um método calcula-se comparando com o GoldStandard

Se = a / (a+c) = 1-[c/a+c)] Sp = d / (b+d) = 1 – [b / ( b+d)]

Quando não há provas diagnósticas de referência perfeitas a estimação de Se e Sp fazem-se mediante métodos de Classes Latentes: Máxima verosimilhança e análise Bayesiana

Resultado do teste

Estado real dos indivíduos

Infetados Não infetados

+ A b

(94)

Validação de um método de diagnóstico

Prevalência = nº de infectados/nº total

Nós medimos sempre uma Prevalência “aparente” (Pa) =

nº de infectados diagnosticados correctamente + nº dos que são

erroneamente diagnosticados como infectados

Pa = (P x Se) + [(1-P)x(1-Sp)]

Se (Sensibilidade diagnóstica) Sp (Especificidade diagnóstica)

(95)

O tamanho da amostra “n” para detectar uma doença segundo Thorburn (1999) depende:

• Do tamanho real da população “N”

• Da prevalência real da doença “P”

• De Sensibilidade “Se” e da Especificidade “Sp” do método de diagnóstico

• Do Erro (tipo alfa) que estejamos dispostos a aceitar (α =0.05), quer dizer, da

probabilidade de não detetar nenhum positivo na amostra “n” para uma dada prevalência

• Para populações suficientemente grandes:

n = ln (

α

) / ln (1- Pa)

em que

(96)

Caso prático:

Como calcular o número de

exemplares a amostrar para se saber até que

ponto uma zona pode estar livre de uma doença ?

Sabemos que o Método de Diagnóstico tem uma Sensibilidade (Se) de 0.70 e uma Especificidade (Sp) de 0.99

Desejamos saber o tamanho da amostra “n” que deveríamos recolher numa população de

tamanho considerável (N>1000), para poder afirmar, com uma certeza de 95% (α=0.05), que no

caso de não detectar nenhum infectado, a população tem uma Prevalência real (P) inferior a 5 %

dos indivíduos

ou,

Quantos exemplares devo amostrar para detetar pelo menos um exemplar infetado (com 95% de possibilidade de acertar), numa população de tamanho considerável (N>1000) que tenha uma prevalência real da doença igual ou superior a 5%?

Se = 0.70; Sp = 0.99; P= 0.05; α = 0.05

Determina-se primeiro a Prevalência aparente, Pa=(P x Se)+[(1-P)x(1-Sp)]= 0.0445

(97)

José Ignacio Navas Triano IFAPA, Centro Agua del Pino

Crta. El Rompido – Punta Umbría, Km 3,8 21459 Cartaya, Huelva

(98)

Referências

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