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Coleção Direitos Humanos e Democracia

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Academic year: 2021

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Coleção Direitos Humanos e Democracia

Ijuí 2015

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” 2015, Editora Unijuí Rua do Comércio, 1364 98700-000 – Ijuí – RS – Brasil Fone: (0__55) 3332-0217 Fax: (0__55) 3332-0216 E-mail: [email protected] Http://www.editoraunijui.com.br www.twitter/editora_unijui Editor: Gilmar Antonio Bedin Editor-Adjunto: Joel Corso Capa: Alexandre Sadi Dallepiane

Responsabilidade Editorial, Gráfica e Administrativa: Editora Unijuí da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí; Ijuí, RS, Brasil)

Catalogação na Publicação:

Biblioteca Universitária Mario Osorio Marques – Unijuí

E244 Educação e comunicação para os direitos humanos / organizadora Vera Lucia Spacil Raddatz. – Ijuí : Ed. Unijuí, 2015. – 184 p. – (Coleção direitos humanos e democracia).

ISBN 978-85-419-0157-4

1. Educação. 2. Comunicação. 3. Direitos humanos. I. Raddatz, Vera Lucia Spacil (Org.). II. Título. III. Série.

CDU : 659.3 659.43

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A Coleção Direitos Humanos e Democracia é uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Direito da Unijuí (Curso de Mestrado em Direitos Humanos) e da Editora Unijuí e publica trabalhos que privilegiam os dife-rentes enfoques do vínculo entre democracia e direitos humanos. O objetivo da Coleção é disponibilizar a comunidade acadêmica nacional e interna-cional um conjunto de publicações que contribuam para o fortalecimento da cultura democrática no Brasil e para o reconhecimento e efetivação dos direitos humanos.

C

ONSELHO

E

DITORIAL

Dr. Alejandro Rosillo Martinez (México) Dr. André de Carvalho Ramos (USP/Brasil) Dr. Antonio Carlos Wolkmer (UFSC/Brasil) Dr. Eligio Resta (Roma Tre/Itália)

Dr. Fernando Estenssoro (USACH/Chile) Dr. Gilmar Antonio Bedin (Unijuí/Brasil) Dra. Gisele Ricobom (Unila/Brasil)

Dr. Giuseppe Ricotta (Roma – Sapineza/Itália) Dr. José Luiz Bolzan de Morais (Unisinos/Brasil) Dr. Leonel Severo Rocha (Unisinos/Brasil) Dra. Nuria Belloso Martin (Burgos/Espanha) Dra. Odete Maria de Oliveira (UFSC/Brasil) Dr. Rui Carlos Gonçalves Pinto (Lisboa/Portugal) Dr. Sidney Cesar Silva Guerra (UFRJ/Brasil) Dr. Thiago Fabres de Carvalho (FDV/Brasil) Dr. Valcir Gassen (UnB/Brasil)

Dr. Vicente de Paulo Barretto (Unesa/Unisinos/Brasil)

C

OMITÊ

E

DITORIAL

Dr. André Leonardo Copetti Santos – Membro Dr. Doglas Cesar Lucas – Coordenador Dra. Fabiana Marion Spengler – Membro Dr. Gilmar Antonio Bedin – Membro

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SUMÁRIO

PREFÁCIO ...9

APRESENTAÇÃO ...13

PARTE 1 – EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS: Fundamentos Para a Cidadania e a Democracia ...19

ENTREVISTA

ISMAR DE OLIVEIRA SOARES:

A EDUCOMUNICAÇÃO PARA A CULTURA

DOS DIREITOS HUMANOS ...21 Vera Lucia Spacil Raddatz

EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS: Uma Perspectiva não Metafísica de Configuração

de um Mundo Comum...27 Paulo Evaldo Fensterseifer

MEIOS DE COMUNICAÇÃO:

Uma Pedagogia Avessa aos Direitos Humanos ...45 Solon Eduardo Annes Viola

Diego Airoso da Mota

ENTENDENDO OS SUJEITOS DA ESCOLA:

Por Quem Somos Educados, Quem e Para Quê Educamos? ...65 Caroline Casali

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EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO:

Pressupostos Para o Exercício dos Direitos Humanos ...81 Vera Lucia Spacil Raddatz

PARTE 2 – COMUNICAÇÃO E EDUCAÇÃO: Intersecção de Saberes e Formação

para os Direitos Humanos ...101

COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS: Um Deslocamento de Referências ...103

Ademilde Silveira Sartori

DIREITO À EDUCOMUNICAÇÃO:

Uma Alternativa à Democratização da Comunicação ...123 Rosane Rosa

O AUDIOVISUAL NA SALA DE AULA:

A relação mídia-educação na convergência de saberes

e construção de cidadania ...145 Antônio Nolberto de Oliveira Xavier

Juliana Santos Soledade

APROXIMAÇÕES ENTRE ARTE E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO A PARTIR

DE PARADIGMA ÉTICO-ESTÉTICO NA EDUCAÇÃO ...167 Andréia Machado Oliveira

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PREFÁCIO

As diversas etapas da História da humanidade possuem seus signos ou marcas predominantes. Isto não é diferente com o momento atual (momento da emergência de um novo século). Este momento já possui, de fato, algumas referências fundamentais e estas podem ser reconhecidas nos intensos processos de transformação que estamos vivenciando, em especial no movimento de unificação do planeta e na integração de todos os lugares e de todas as pessoas numa mesma aven-tura (embora com intensidades diversas).

Assim, é possível afirmar que uma das características predomi-nantes do nosso tempo (o do nascimento do século 21) é a redução das distâncias, a fragilização das fronteiras e a formação de uma única identidade planetária. Em consequência, temos um significativo des-locamento dos processos de constituição da vida humana: os homens, após terem construído sólidas identidades nacionais e projetos circuns-critos por fronteiras territoriais claramente estabelecidas, passam, neste momento, a delinear uma aventura de grandes dimensões. Daí, portanto, a percepção de que o mundo tornou-se um único lugar para todos os seres humanos e que os principais problemas – e alguns de seus inte-resses mais relevantes – adquiriram rapidamente o caráter de questões comuns da humanidade.

Além da referida marca diferenciadora, um segundo aspecto rele-vante é que a emergência do século 21 produziu também uma nova percepção ou noção do tempo. Este, claramente, acelerou-se e tornou

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G i l m a r A n t o n i o B e d i n

tudo mais urgente e imediato, fazendo com que todos os acontecimentos tornem-se conhecidos e fluidos. Com isto, tudo adquiriu um signo de provisório, com a vida sendo perpassada por fluxos contínuos e cada vez mais rápidos de informação. Esta mudança tornou a vida humana mais fluida e o futuro mais incerto. Daí o aumento da desorientação dos diver-sos sujeitos sociais (homens, mulheres, crianças, velhos) e a crescente dificuldade de produção de subjetividades estáveis.

Em terceiro lugar, o nosso tempo produziu uma ruptura das grandes narrativas teóricas (como o liberalismo, marxismo, historicis-mo, funcionalismo) e dos campos disciplinares mais tradicionais (como o Direito, a Engenharia, a Medicina, a Antropologia, Sociologia, Histó-ria). Esta mudança provocou, por um lado, uma maior liberdade teórica (e a valorização da pesquisa interdisciplinar) e, por outro, permitiu a emergência de novos campos de saberes. São exemplos evidentes desta alteração as múltiplas abordagens produzidas nos últimos anos em relação ao tema dos direitos humanos (que além das análises tradi-cionais, incorporou leituras perpassadas por viés étnico, de gênero, de cultura) e o desenvolvimento da reflexão teórica sobre o fenômeno da Educomunicação (novo campo de saber resultante do encontro entre a educação e a comunicação).

O presente livro preocupa-se claramente com esta terceira impor-tante marca do nosso tempo: emergência de novos recortes e de novos campos teóricos de saberes. O seu núcleo central é a educação para os direitos humanos e, em especial, sobre Educomunicação. Nesse contex-to, chama a atenção para as implicações que os novos meios de comuni-cação (ou o novo modus comunicandi estabelecido pela sociedade atual) geram nos ambientes educacionais e como os professores e alunos são envolvidos neste novo universo tecnológico-existencial. Além disso, a obra preocupa-se com o impactos das novas tecnologias sobre os para-digmas de educação em vigor e suas (dis)funcionalidades.

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Prefácio

Nesse sentido, chama a atenção para o fato que, no caso especí-fico da vida escolar regular, a Pedagogia somente será efetiva quando a comunicação for reforçada e, em consequência, garantido, não somente ao professor, mas igualmente aos alunos, o lugar da fala. Em outras pala-vras, quando a sala de aula se tornar um lugar democrático e plural de falas. O livro apresenta, por fim, algumas experiências concretas de Edu-comunicação. Por essas razões, a presente obra é inovadora e de leitura indispensável para todos.

Gilmar Antonio Bedin

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APRESENTAÇÃO

Não são muitos os teóricos e pensadores sobre Educomunicação no país, mas inúmeros os profissionais que a desenvolvem como uma proposta para os direitos humanos, mesmo sem sabê-lo. A Educomuni-cação é uma prática humana de compreensão da realidade a partir dos meios e das mediações entre sujeitos envolvidos em qualquer proces-so educativo. Podemos praticá-la na escola, em grupos de trabalho, na família, na mídia e na sociedade, a partir de ações dialógicas entre os envolvidos nas atividades. Os meios e as mensagens, as informações e as tecnologias participam desse processo como coadjuvantes, pois o essencial é a liberdade de ação dos sujeitos para pensarem criticamente sobre o que os cerca, respeitando o outro a partir do olhar da dignidade, essência dos direitos humanos.

Fóruns de debate sobre a temática, como o Educom Sul e os eventos da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais da Educomunicação – ABPEducom – e de programas de Pós-Graduação com ênfase em direitos humanos, como o da Unijuí, têm nos desafiado a refletir sobre o conjunto de ideias que dizem respeito a esse eixo. Apresentamos aqui um conjunto de reflexões sobre o sentido da Edu-comunicação na perspectiva dos direitos humanos, tendo como ponto de partida a educação, a comunicação, a informação e os direitos humanos. As discussões são o resultado das pesquisas e estudos de professores universitários que têm se preocupado em suas áreas de atuação a pensar sobre estas questões.

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V e r a L u c i a S p a c i l R a d d a t z

Abrimos o livro com a entrevista de Ismar de Oliveira Soares, o “pai da Educomunicação no Brasil”, que tem se debruçado profunda-mente sobre o tema e, pelo conjunto da obra produzida, influencia uma geração de novos pesquisadores e realizadores de Educomunicação. Ele vê a Educomunicação “como uma orientação, um paradigma de um trabalho coletivizado, compartilhado, em que o conceito de participação é fundamental”.

Acreditamos em uma educação que “ajude os alunos a se torna-rem humanos” e que propicie perceber a sociedade como em perma-nente construção, assim como o direito e a realidade, conforme destaca o professor Paulo Evaldo Fensterseifer em seu texto. Ele instiga a pensar a educação na sua perspectiva universalista, considerando a multiplicidade cultural, a pluralidade, a liberdade de ação. Sua formação filosófica tece uma reflexão profunda sobre a educação em uma sociedade republica-na com todas as implicações políticas e sociais de configuração do bem comum e da efetivação dos direitos humanos.

A democracia pressupõe cidadãos participativos e livres para colaborarem com a sociedade, cujos meios de comunicação podem ser importantes agentes de envolvimento e mobilização pelo direito a uma comunicação que contribua para a justiça e a igualdade. O pro-fessor Solon Eduardo Annes Viola e o sociólogo Diego Airoso da Mota propõem aqui uma revisão crítica sobre as relações possíveis entre mídia, educação e direitos humanos, no objetivo de compreender a criação de uma cultura de direitos humanos nos campos da mídia e da educação. Ressaltam ainda o papel que os meios de comunicação podem desem-penhar na formação de uma cultura democrática.

Na sequência, a professora Caroline Casali, pelo olhar da comu-nicação, traça o contraponto para se pensar os meios, a escola e os sujei-tos na sociedade midiatizada em que os consumidores da informação “dominam suas lógicas e produzem sua própria comunicação”. Discute

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Apresentação

sobre quem são os sujeitos escolares, a realidade de onde vêm, o que desejam e como operam enquanto professores e alunos. Mostra a escola como “um espaço necessário para fazer mediações na interpretação do mundo”, trabalhando contextos, porque “o conhecimento é construído na relação entre os sujeitos escolares”, em que reside o sentido da Edu-comunicação para os direitos humanos.

Também o nosso olhar na continuidade da reflexão compreen-de os direitos humanos como dignidacompreen-de humana, alcançada quando os sujeitos têm acesso à informação e à educação de qualidade de forma a poderem exercer a sua cidadania e a sua liberdade, seus direitos e deveres, como requer uma sociedade democrática. E esta educação na sociedade da informação requer que pensemos a partir de práticas edu-comunicativas em territórios on-line e off-line, baseadas no diálogo e no respeito às diferenças, um dos maiores desafios atualmente.

Na segunda parte da obra a professora e pesquisadora Ademilde Silveira Sartori traça habilmente a linha tênue entre a Educomunicação e os direitos humanos, salientando que “pensar em direitos humanos no século 21 ultrapassou as demandas da formação da sociedade moderna” e que “não é mais suficiente afirmar que o cidadão tem direito ao acesso à informação e à expressão”, pois a partir dos novos espaços ele se torna ainda mais “responsável pelo que informa e expressa”. Hoje o saber ultrapassa os “lugares sagrados” e a Educomunicação é um campo importante, pois tem uma perspectiva transdisciplinar e “não pode haver Educomunicação sem respeito aos direitos humanos, pois constituem-se da mesma matéria”.

Em seu texto a professora Rosane Rosa, com uma trajetória aca-dêmica marcada pelas preocupações com a comunicação e a cidadania, defende uma comunicação e uma educação dialógicas, emancipatórias e cidadãs. Salienta o papel da “compreensão” como “a principal maté-ria-prima da comunicação e da educação que se quer emancipatória”.

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V e r a L u c i a S p a c i l R a d d a t z

Sabemos que não é tarefa fácil desenvolver a “liberdade e autonomia de pensamento”, mas é justamente por meios desses dois elementos que pode vir a ser desencadeado o “empoderamento comunicacional”, capaz de mover “uma cidadania organizada que resulte de políticas participati-vas, portanto que necessitam de comunicação e educação”. Desse ponto de vista a “Educomunicação é uma experiência democrática que remete à ideia de educação como prática de liberdade”, segundo o pensamento freiriano. Acreditamos também que a sociedade precisa desenvolver um “processo educomunicativo voltado a uma cultura da paz e que respeite as diferenças da sociedade plural”.

O professor Antônio Nolberto de Oliveira Xavier e a especialista em Gestão para a Inovação e Sustentabilidade Juliana Santos Soleda-de chamam novamente o pensamento Soleda-de Paulo Freire para ressaltar o papel do educador, que não é o de dar respostas, mas de fazer perguntas. Centram sua discussão nos produtos audiovisuais e multimídia, pois “é do contato que as crianças têm com as mídias e outras culturas que elas criam e recriam os elementos que constroem sua cultura lúdica”. Ressaltam ainda a importância do livro como um material “com o qual aprendemos a ler, escrever e a sonhar”, mesmo com a forte inserção dos meios audiovisuais e digitais no cotidiano de todos nós. “E hoje é preciso aprender a ler o mundo, afinal a leitura não é uma ação, é uma relação” e “ o audiovisual propicia uma fruição do conhecimento total-mente individual”, com a “Educomunicação constituindo um campo em evolução e pode ajudar o estudante a se desenvolver como um autor de sua existência individual e coautor da existência social”.

Na mesma linha de pensamento, fechamos a obra com a reflexão específica da professora Andréia Machado Oliveira sobre o campo da Arte para pensar as relações entre as tecnologias de informação e comu-nicação e a educação para os direitos humanos. O texto aborda o papel das tecnologias de informação e comunicação na sociedade e salienta

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Apresentação

que é preciso questionar em que “nível estas mudanças atingem de modo crítico os processos de cognição e criação na atualidade” e “para que serve o conhecimento na sociedade de informação”. Andréia nos provoca a repensar como e que tipo de linguagens a escola prioriza, pois “o mundo digital é portador de mutações culturais da humanidade e “a educação dá primazia para a expressão verbal, desconsiderando outras como a sonora, a visual e a gestual”. Ela enfatiza a importância de “pensar a linguagem visual como uma forma de produzir novas rea-lidades e não apenas como uma representação, pois a Arte propicia uma experimentação voltada à sensação, à experiência e não à representa-ção”. As múltiplas linguagens estão contidas no universo das tecnologias e a “Arte constitui-se como um pensamento profundo que potencializa a cidadania ao buscar a partir da estética uma realização ética ao superar a própria condição humana”.

Uma boa leitura a todos. Ijuí, 30 de março de 2015.

Referências

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