O Papel da Vitamina D na Imunidade

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Texto

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Projeto Vitamina D3

Suplementação Oral de Vitamina D3

Reduz Incidência de Gripes e Resfriados

Papel da Vitamina D na Imunidade e

Câncer

Ação Imunorreguladora na Imunidade

Inata e Adquirida

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O Papel da Vitamina D na Imunidade

Ação Imunorreguladora na Imunidade Inata e Adquirida

A vitamina D e seus pró-hormônios têm sido alvo de um número crescente de pesquisas nos últimos anos, demonstrando sua função além do metabolismo do cálcio e na formação óssea, incluindo sua interação com o sistema imunológico, o que não é uma surpresa, tendo em vista a expressão do receptor de vitamina D (RVD) em uma ampla variedade de estruturas corporais como cérebro, coração, pele, intestino, gônadas, próstata, mamas e células imunológicas (Jones e Twomey, 2008). Ação Imunorreguladora da Vitamina D Com base na produção ectópica de vitamina D em células do sistema imunológico e na presença de RVD em tecidos não relacionados com a fisiologia óssea, as propriedades imunorreguladoras da vitamina D têm sido cada vez mais bem caracterizadas. Estudos epidemiológicos mostram que a deficiência de vitamina D poderia estar associada ao risco aumentado de neoplasia de cólon e próstata, doença cardiovascular e infecções (Marques

et al., 2010).

Vitamina D e Imunidade

De maneira geral, o efeito da vitamina D no sistema imunológico se traduz em aumento da imunidade inata associado a uma regulação multifacetada da imunidade adquirida (Marques et al., 2010).

A vitamina D parece interagir com o sistema imunológico através de sua ação sobre a regulação e a diferenciação de células como linfócitos, macrófagos e células natural killer (NK), além de interferir na produção de citocinas in vivo e in vitro. Entre os efeitos imunomoduladores demonstrados destacam-se: diminuição da produção de interleucina-2 (IL-2), do interferon gama (INFγ) e do fator de necrose tumoral (TNF); inibição da expressão de IL-6 e inibição da secreção e produção de autoanticorpos pelos linfócitos B (Lemire et

al., 1992; Linker-Israeli et al., 2001).

Referências

Jones BJ, Twomey PJ. Issues with vitamin D in routine clinical practice. Rheumatology 2008; 47:1267-68.

Marques CDL, Dantas AT, Fragoso TS, Duarte ALBP. A importância dos níveis de vitamina D nas doenças autoimunes. Rev Bras Reumatol 2010;50(1):67-80.

Lemire JM, Ince A, Takashima M. 1,25-Dihydroxyvitamin D3 attenuates the expression of experimental murine lupus of MRL/I mice. Autoimmunity 1992; 12(2):143-8.

Linker-Israeli M, Elstner E, Klinenberg JR, Wallace DJ, Koeffler HP. Vitamin D(3) and its synthetic analogs inhibit the spontaneous in vitro immunoglobulin production by SLE-derived PBMC. Clin Immunol 2001; 99:82-93.

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Vitamina D3 Reduz Gripe por Influenza A

Suplementação de 1.200 UI ao Dia Diminuiu a Incidência

da Influenza A em Crianças

Um estudo publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition teve como objetivo investigar os efeitos da suplementação da vitamina D3 na incidência da influenza A em crianças em idade escolar.

O primeiro parâmetro de avaliação foi a incidência da influenza A, diagnosticada através do teste de detecção de antígeno com um swab nasofaríngeo.

Resultados:

 A influenza A ocorreu em 18 das 167 (10,8%) crianças que receberam vitamina D3 em comparação com 31 das 167 (18,6%) crianças do grupo placebo [risco relativo (RR) 0,58; IC 95%: 0,34-0,99; p=0,04];

 A redução dos casos de infecção por influenza A foi mais proeminente nas crianças que apenas utilizaram vitamina D3 do que naquelas que usaram outros suplementos vitamínicos (RR: 0,36; IC 95%: 0,17-0,79; p=0,006) e que iniciaram a suplementação com vitamina D no terceiro ano de idade escolar (RR: 0,36; IC 95%: 0,17-078; p=0,005);

 Em crianças com diagnóstico prévio de asma, os ataques (de asma) ocorreram em duas crianças que receberam vitamina D3 comparado com doze que receberam placebo (RR: 0,17; IC 95%: 0,04-0,73; p=0,006).

Conclusão:

Os resultados sugerem que a suplementação de vitamina D3 (1.200 UI/dia) durante o inverno pode reduzir a incidência da influenza A em crianças em idade escolar.

Referência

Urashima M, Segawa T, Okazaki M, Kurihara M, Wada Y, Ida H. Randomized trial of vitamin D supplementation to prevent seasonal influenza A in schoolchildren. Am J Clin Nutr. 2010 May;91(5):1255-60. Epub 2010 Mar 10.

Entre dezembro de 2008 e março de 2009 foi conduzido um estudo clínico randomizado, duplo-cego e placebo-controlado comparando os efeitos das

seguintes suplementações em crianças em idade escolar:

Grupo 1 Vitamina D3 1.200 UI/dia

Grupo 2 Placebo

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Como Prescrever?

Suplementação de Vitamina D3

Para Adultos e Crianças

1. Gotas de Vitamina D3 Uso Pediátrico Vitamina D3_____________400 UI/gota

Gotas qsp ____________________ 15 mL

Administrar 3 gotas via oral ao dia (totalizando 1.200 UI/dia) ou conforme orientação médica.

Garantir a adesão à terapêutica nos pacientes pediátricos é um dos aspectos fundamentais, pois, de um modo geral, as crianças têm dificuldades para engolir comprimidos e

cápsulas. As preparações orais líquidas são usadas preferencialmente na pediatria, dado que apresentam as vantagens de administração e versatilidade na obtenção de doses múltiplas, possibilitando adaptações posológicas a partir da mesma fórmula.

2. Cápsulas de Vitamina D3 Para Adultos – Uso Diário

Vitamina D3________________ 2.000 UI Administrar 1 cápsula ao dia ou

conforme orientação médica.

3. Dose de Ataque – Gripes e Resfriados

Vitamina D3_____________ 2.000 UI/kg Administrar 1 cápsula ao dia durante 3

dias ou conforme orientação médica.

O tratamento da deficiência de vitamina D em pacientes saudáveis com 2.000 a 7.000 UI de vitamina D por dia é considerado suficiente para manter, durante todo o ano, níveis séricos de 25(OH)D entre 40 e 70 ng/mL. Teoricamente, doses farmacológicas de vitamina D (2.000 UI/kg por dia, durante três dias) em adultos podem produzir quantidades suficientes de catelicidina (um antibiótico natural de amplo espectro) para curar infecções respiratórias virais comuns, como influenza e resfriados (Cannell e Hollis, 2008).

Referências

Urashima M, Segawa T, Okazaki M, Kurihara M, Wada Y, Ida H. Randomized trial of vitamin D supplementation to prevent seasonal influenza A in schoolchildren. Am J Clin Nutr. 2010 May;91(5):1255-60. Epub 2010 Mar 10.

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Formulações Comentadas

Suplementos Boosters da Imunidade

1. Cápsulas Aumentadoras da Imunidade Inata

Vitamina D3_________________2.000 UI Epicor™ _____________________500 mg

Administrar 1 cápsula ao dia ou conforme orientação médica. * No mercado nacional encontra-se disponível o

fermentado seco de Saccharomyces cerevisiae com

o nome comercial de EpicorTM.

Comentários:

O EpicorTM é um imunogênico natural à base de levedura, com eficácia comprovada através de estudos na prevenção de diversos tipos de câncer e doenças virais. Ativando as células natural killers (NK), o EpiCorTM (500 mg/dia) melhora a defesa celular do organismo (Embria Health Sciences).

2. Cápsulas Redutoras de Gripes e Resfriados Para Adultos

Vitamina D3_________________1.000 UI Vitamina C _________________ 500 mg Zinco_________________________15 mg Vitamina E___________________ 25 mg Administrar 2 cápsulas ao dia ou

conforme orientação médica. Comentários:

Estudos documentaram que a ingestão de 1000 mg de vitamina C e 30 mg de zinco melhoram os sintomas e reduzem a duração das infecções do trato respiratório, incluindo o resfriado (Wintergerst et al., 2005).

Um estudo avaliando 14.573 homens, com idades entre 50 e 69 anos e que fumavam mais do que 5 cigarros por dia, mostrou que a suplementação de vitamina E (50 mg ao dia) reduziu o risco de resfriado comum nesses pacientes (Hemilä et al., 2006).

Referências

Wintergerst ES, Maggini S, Hornig DH. Immune-enhancing role of vitamin C and zinc and effect on clinical conditions. Ann Nutr Metab. 2006;50(2):85-94. Epub 2005 Dec 21.

Embria Health Sciences

Hemilä H, Virtamo J, Albanes D, Kaprio J. The effect of vitamin E on common cold incidence is modified by age, smoking and residential neighborhood. J Am Coll Nutr. 2006 Aug;25(4):332-9.

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Formulações Comentadas

Nutracêuticos Auxiliares na Terapia Anticâncer

1. Cápsulas Redutoras da

Severidade de Neoplasia

Intra-Epitelial Vulvar

Vitamina D3_________________1.000 UI Indol-3-Carbinol ____________ 200 mg Administrar 1 cápsula uma a duas vezes ao dia ou conforme orientação

médica. Comentários:

O objetivo deste estudo conduzido por Naik et al. (2006) foi determinar os benefícios terapêuticos potenciais do indol-3-carbinol (I3C) na gestão de neoplasia intra-epitelial vulvar (VIN). Houve uma melhora significativa na sintomatologia com a introdução de I3C (prurido, P= 0,018; dor, P= 0,028). O tamanho da lesão e sua severidade foram também significativamente reduzidos (tamanho, P= 0,005; aparência, P= 0,046). Não houve diferenças significativas nos resultados entre as mulheres que tomaram 200 mg/dia e 400 mg/dia. Este estudo mostrou melhoras clínicas significativas na sintomatologia e aparência vulvoscopica de VIN com terapia I3C.

2. Cápsulas Preventivas de

Câncer de Mama em

Mulheres Menopausadas Vitamina D3__________________ 700 UI Yam Mexicano Extrato* ______ 250 mg Administrar três cápsulas ao dia ou

conforme orientação médica. * No mercado nacional está disponível o extrato

de Yam mexicano (Discorea sp.) padronizado

em 6% de diosgenina. Comentários:

Um estudo mostrou que Yam a 250 mg ao dia possui benefícios para as mulheres pós-menopausadas, tais como melhora do status de hormônios sexuais, de lipídeos e de antioxidantes, o que pode reduzir o risco de câncer de mama em mulheres pós-menopausadas (Wu et al. 2005).

Referências

Naik R, Nixon S, Lopes A, Godfrey K, Hatem MH, Monaghan JM. A randomized phase II trial of indole-3-carbinol in the treatment of vulvar intraepithelial neoplasia. Int J Gynecol Cancer. 2006 Mar-Apr;16(2):786-90.

Wu WH, Liu LY, Chung CJ, Jou HJ, Wang TA. Estrogenic effect of yam ingestion in healthy postmenopausal women. J Am Coll Nutr. 2005 Aug;24(4):235-43.

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Referências

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