BNC Acções – Fundo de Acções
Política de InvestimentoNo seguimento da seu objectivo, a politica de investimento do Fundo privilegiou o investimento em acções transaccionadas nos principais mercados da Zona Euro. Os títulos que compõem o índice DJ Eurostoxx50 são as principais referências para o Fundo, uma vez que este índice é o mais representativo em termos de acções cotadas em Euros. Durante este primeiro semestre de 2005, as principais apostas do Fundo, em termos sectoriais, foram para os sectores tecnológico, telecomunicações e energético. Neste contexto, as empresas que mais pesaram no património do Fundo foram a Total, Nokia, Siemens, Telefonica e Philips,
representando estas cinco empresas mais de 25% da carteira do Fundo.
Rendibilidade1 e Património
Durante o primeiro semestre de 2005, a maioria dos mercados accionistas registaram um comportamento bastante positivo. O índice DJ Eurostoxx50, o índice de referência para o BNC Acções, registou uma valorização superior a 7,8%. Nos últimos doze meses, o índice valorizou-se 13,2%, tendo o Fundo, no mesmo período, obtido uma performance de 11,9%.
O bom desempenho do Fundo, contribuiu para que o seu património crescesse mais de 160%, face ao final do ano anterior, ultrapassando os 9 milhões de Euros. A 30 de Junho de 2005, o número de participantes do Fundo era de 909, correspondendo a um crescimento de 108%, neste semestre.
Evolução da Unidade de Participação
1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 Ju n-00 No v-00 Ma r-01 Ju l-0 1 De z-01 Mai -02 Se t-02 Ja n-03 Ju n-03 Ou t-03 Ma r-04 Ju l-0 4 De z-04 Ab r-05 C ot aç ão em e ur os Evolução Patrimonial 500 1.500 2.500 3.500 4.500 5.500 6.500 7.500 8.500 9.500 2000 2001 2002 2003 2004 30-06-2005 Mi lh ar es d e E ur os Composição da Carteira Outras acções 70,7% Telefonica 5,0% Nokia 5,3%
Total Fina Elf 6,8% Philips 4,7% Liquidez 2,4% Siemens 5,2% Rendibilidade Efectiva (1) 11,9 -23,0 -38,1 15,1 7,1 -40,0 -30,0 -20,0 -10,0 0,0 10,0 20,0 30,0 2001 2002 2003 2004 Últimos 12 meses %
1A rendibilidade do Fundo é líquida das comissões de gestão e depositário. As rendibilidades passadas não constituem garantia de
rendibilidades futuras, dado que os valores das unidades de participação podem aumentar ou diminuir de acordo com o valor dos activos que integram o Fundo de investimento. O valor da UP utilizado para o cálculo das rendibilidades corresponde ao valor divulgado no último dia útil dos períodos mencionados.
Demonstração dos Fluxos de Caixa
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
DOS EXERCÍCIOS FINDOS em 30 DE JUNHO de 2005 e 2004
(em euros)
DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS OPERAÇÕES SOBRE AS UNIDADES DO FUNDO
RECEBIMENTOS:
Subscrição de unidades de participação 6 471 199 1 625 000
PAGAMENTOS:
Resgates de unidades de participação 1 528 470 366 323
Fluxo das operações sobre as unidades do fundo 4 942 729 1 258 677 OPERAÇÕES DA CARTEIRA DE TÍTULOS
RECEBIMENTOS: Venda de títulos 2 166 311 333 215 Rendimento de títulos 164 671 2 330 982 40 966 374 181 PAGAMENTOS: Compra de títulos 7 227 315 1 458 547 Taxas de corretagem 14 051 2 626
Outras taxas e comissões 1 263 7 242 629 774 1 461 947
Fluxo das operações da carteira de títulos -4 911 647 -1 087 766 OPERAÇÕES DE GESTÃO CORRENTE
RECEBIMENTOS:
Juros de depósitos bancários 3 174 917
Outros recebimentos correntes 2 3 176 1 050 1 967
PAGAMENTOS:
Comissão de gestão 45 794 15 681
Comissão de depósito 19 081 6 534
Impostos e taxas 605 1 362
Outros pagamentos correntes 24 083 89 563 20 23 597
Fluxo das operações de gestão corrente - 86 387 - 21 630
Saldo dos fluxos monetários do período (A) - 55 305 149 281
Disponibilidades no início do período (B) 300 000 83 679
Disponibilidades no fim do período (C)=(B)+/-(A) 244 695 232 960 2004
Notas às Contas
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2005
(Valores expressos em euros) INTRODUÇÃO
A constituição do Fundo de Investimento Mobiliário BNC ACÇÕES foi autorizada por deliberação do Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, de 29 de Julho de 1999, tendo iniciado a sua actividade em 4 de Outubro de 1999 como um fundo mobiliário aberto, constituído por tempo indeterminado.
O Fundo, adiante designado OIC, tem por principal objectivo o investimento em acções, nas quais será aplicada a quase totalidade dos capitais disponíveis.
O OIC é administrado, gerido e representado pela BNC GERFUNDOS – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A., sendo as funções de banco depositário exercidas pelo BNC – Banco Nacional de Crédito, S.A.
As notas às contas respeitam a numeração sequencial estabelecida no Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, pelo que os números não identificados neste Anexo não têm aplicação por inexistência de situações a reportar.
BASES DE APRESENTAÇÃO E PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As demonstrações financeiras foram preparadas com base nos registos contabilísticos do OIC, processados de acordo com o Plano Contabilístico para os Organismos de Investimento Colectivo, estabelecido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários nos termos da competência que lhe foi atribuída pelo Decreto-Lei n.º 276/94, de 2 de Novembro, com a redacção introduzida pelo Decreto-Decreto-Lei n.º 323/99, de 13 de Agosto e revogados pelo Decreto-Lei nº 252/2003 de 17 de Outubro.
As políticas contabilísticas mais significativas, utilizadas na preparação das demonstrações financeiras, foram as seguintes:
a) Especialização de exercícios
O OIC regista as suas receitas e despesas de acordo com o princípio da especialização de exercícios, sendo reconhecidas à medida que são geradas, independentemente do momento do seu recebimento ou pagamento.
b) Valorização das unidades de participação
O valor de cada unidade de participação é calculado dividindo o valor líquido global do património do OIC pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido do património corresponde ao somatório das rubricas do capital do OIC, nomeadamente, unidades de participação, variações patrimoniais, resultados transitados e resultado líquido do exercício.
A rubrica “Variações patrimoniais” resulta da diferença entre o valor de subscrição ou resgate face ao valor base da unidade de participação, na data de subscrição ou resgate.
c) Comissão de gestão
A comissão de gestão corresponde à remuneração da sociedade responsável pela gestão do património do OIC. De acordo com o regulamento de gestão do OIC, esta comissão é calculada diariamente por aplicação de uma taxa anual de 1,2% sobre o valor patrimonial do OIC. Este custo é registado na rubrica “Comissões”, sendo a sua liquidação efectuada mensalmente.
d) Comissão de depositário
A comissão de depositário corresponde à remuneração do BNC – Banco Nacional de Crédito, S.A., pelo exercício dos seus serviços de banco depositário. De acordo com o regulamento de gestão do OIC, esta comissão é calculada diariamente por aplicação de uma taxa anual de 0,5% sobre o valor do património líquido do OIC. Este custo é registado na rubrica “Comissões”, sendo a sua liquidação efectuada mensalmente.
e) Taxa de supervisão
É devido à CMVM uma taxa de supervisão, calculada diariamente por aplicação da taxa de 0,0133‰
sobre o património líquido do OIC. Este custo é registado na rubrica “Comissões", sendo a sua liquidação efectuada mensalmente.
f) Outros encargos
Constituem encargo do OIC, para além dos referidos nas alíneas c), d) e e), as despesas relativas à compra e venda de valores por conta do OIC, bem como os relativos aos honorários do Auditor do OIC, os quais são devidos por força da legislação em vigor.
g) Impostos sobre o rendimento
Conforme o disposto no artigo 22º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, o OIC está sujeito ao regime aplicável aos fundos de investimento nacionais.
Os rendimentos que não sejam mais-valias, obtidos em território português, são tributados autonomamente:
i) por retenção na fonte como se de pessoas singulares residentes em território português se tratassem; ii) às taxas de retenção na fonte e sobre o montante a ela sujeito, como se de pessoas singulares residentes em território português se tratassem, quando tal retenção não for efectuada pela entidade a quem compete;
iii) à taxa de 25%, relativamente a rendimentos não sujeitos a retenção na fonte.
Os rendimentos obtidos fora do território português, que não sejam mais-valias são tributados autonomamente, à taxa de 20%, tratando-se de rendimentos de títulos de dívida e de rendimentos provenientes de fundos de investimento, e à taxa de 25% nos restantes casos.
Tratando-se de mais-valias, obtidas em território português ou fora dele, há lugar a tributação à taxa de 10% sobre a diferença positiva entre as mais-valias e as menos-valias obtidas em cada ano, com exclusão de tributação das mais-valias associadas à alienação de títulos de dívida, incluindo obrigações. NOTA 1 – SALDOS E MOVIMENTOS NAS CONTAS DE CAPITAL DO OIC
Quadro 1 – Número de unidades de participação emitidas, resgatadas e em circulação no 1º semestre de 2005. Comparação do valor líquido global do OIC e da unidade de participação no início e no fim do período, bem como dos factos geradores das variações ocorridas.
Quadro 2 – Número de participantes por escalão
DISCRIMINAÇÃO DA LIQUIDEZ DO OIC
NOTA 4 – CRITÉRIO DE VALORIZAÇÃO DOS ACTIVOS
A valorização dos activos que compõem a carteira do OIC obedece a regras específicas em função da respectiva natureza, assim:
a) As acções cotadas são valorizadas aos preços praticados nos mercados em que se encontrem admitidas à negociação, sendo o valor considerado correspondente à última cotação ou preço verificado no momento de referência. No caso de acções cotadas em mais de um mercado, será considerada a cotação efectuada no mercado mais líquido;
b) Tratando-se de valores em processo de admissão à cotação, desde que sejam, da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade, e tendo em conta as características de fungibilidade e liquidez entre as emissões são valorizados ao preço dos valores mobiliários já cotados, entrando em consideração com as eventuais diferenças existentes;
c) As unidades de participação em fundos de investimento são valorizadas ao último valor da unidade de participação conhecido e divulgado nesse dia;
d) Os depósitos e instrumentos representativos de divida de curto prazo serão valorizados com base no reconhecimento diário do juro inerente a cada operação;
e) Os instrumentos derivados serão valorizados ao preço de referência divulgado pela entidade gestora do mercado onde são negociados;
f) As acções não cotadas, ou negociadas à mais de 30 dias são valorizadas com base no Price to Book Value;
g) Os forwards cambiais são avaliados à taxa forward implícita calculada com base na taxa de câmbio indicativa divulgada diariamente pelo Banco de Portugal.
As mais e menos valias potenciais apuradas de acordo com os critérios de valorização anteriormente descritos, são reconhecidas nas demonstrações de resultados do exercício nas rubricas “Ganhos ou perdas em operações financeiras”, por contrapartida das rubricas “Mais-valias” e “Menos-valias” do activo.
NOTA 13 – COBERTURA DO RISCO DE COTAÇÕES
NOTA 15 – INDICAÇÃO DOS CUSTOS IMPUTADOS AO OIC NO EXERCÍCIO
Comissão de Gestão Componente Fixa 51 265 0,571% Componente Variável - -Comissão de Depósito 21 361 0,238% Taxa de Supervisão 775 0,009% Custos de Auditoria 737 0,008% Outros Custos 234 0,003% Total 74 372
Taxa Global de Custos (TGC) 0,828%
(1) Média relativa ao período de referência
% VLGF (1) Valor