UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DENTiSTICA RESTAURADORA

18 

Loading.... (view fulltext now)

Loading....

Loading....

Loading....

Loading....

Texto

(1)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA - UFSC CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DENTiSTICA RESTAURADORA

UFSC/ODONTOLOGIA

BIBLIOTECA

SETORIAL

vmm.11

EFEITO

DAS

RESTAURAÇÕES

ADESIVAS

NA

POLPA

DENTAL

AUTOR: CHRISTIAN° DE

VASCONCELLOS

BRAND BAPTISTA

(2)

SUMÁRIO

1) Introdução 04

1.1) 0 Problema 04

1.2) Objetivos 07

1.2.1) Objetivo Geral 07

1.2.2) Objetivos Específicos 07

1.3) Delimitação do Estudo 07

2) Revisão de Literatura 08

3) Conclusão 14

4) Referências Bibliográficas 15

(3)

RESUMO

EFEITO DAS RESTAURAÇÕES ADESIVAS NA POLPA DENTAL

Autor: Christiano de Vasconcellos Brand Baptista Orientador: Sylvio Monteiro Júnior

Atualmente quase todos os procedimentos restauradores convergem para um procedimento adesivo.As diferentes influências do procedimento adesivo sobre a polpa dental foram analisadas nesta revisão através de um levantamento bibliográfico. Notou-se que inúmeros elementos convergem para o efeito final da restauração, partindo da profundidade do preparo e número de paredes expostas a resina, passando pelos diferentes aspectos químicos do adesivo e sua influência no vedamento da cavidade e capacidade bactericida ou bacteriostatica, como também os aspectos físicos da contração de polimerização da resina gerando um estresse na restauração e possibilidade de formação de lacunas infiltrativas.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE

(4)

1. INTRODUÇÃO

1.1 0 PROBLEMA

Com a evolução da odontologia e dos materiais restauradores a opção por resultados estéticos tornou-se uma realidade.

O amálgama, restaurações metálicas fundidas como também o ouro por muitos anos foram os principais materiais utilizados para as restaurações odontológicas. O amálgama como restaurador dentário existe há mais de 150 anos (LEINFELDER,2001).

Antes da introdução das resinas acrílicas para restauração na odontologia nos idos de 1940, o único material restaurador existente para técnica direta, era o cimento de silicato. Este material foi utilizado por cerca de 80 anos e era constituído por partículas de vidro de silica envolvidas por uma matriz complexa de um gel orgânico. Sua longevidade clinica podia variar de três a cinco anos, pois apresentava uma alta solubilidade na cavidade oral principalmente se não fosse corretamente manipulado e inserido na cavidade.

Como substituto estético, as resinas acrílicas surgiram como uma das maravilhas da odontologia. Sua aceitação foi imediata e seu uso amplamente divulgado. Era um material de fácil manipulação, textura lisa da superfície, e excelentes características de reprodução de corPorem sua superioridade sobre os silicatos teve vida curta. Os problemas clínicos devido ao uso da resina acrilica se evidenciavam após dois anos e eram bem mais agressivos que aqueles associados ao cimento de silicato. Estes problemas, geralmente foram sendo eliminados com as melhorias no material e com o desenvolvimento de técnicas que superassem essas deficiências.

Ao longo deste desenvolvimento, foi introduzido um novo sistema de resina bastante superior. Seu lançamento se deu na metade do ano de 1960 e este material tem ganhado tal aceitação, que atualmente, é usado em mais de 95% dos procedimentos restauradores estéticos em anteriores. Este material restaurador

(5)

I

UFSC/ODONTOLOGIA

I

BIBLIOTECA

SETORIAL

identificado como resina composta constitui-se basicamente de uma matriz orgânica e de uma fase inorgânica dispersa. A matriz de resina comumente usada é um mon6mero de dimetacrilato aromático (Bis- GMA) . As partículas de carga ou inorgânicas constituem aproximadamente metade do volume total ou 75% a 85% do peso.

A composição desta fase inorgânica varia de produto para produto. Essas partículas também variam em forma e tamanho. Elas se unem a matriz através do silano, um agente de união que cobre sua superficie.

0 aumento da carga inorgânica na matriz de resina confere ao material maior resistência á abrasão, à compressão e à tração corno também diminui sua contração de polimerização, absorção de água e diminui o coeficiente de expansão térmica.

A polimerização da resina pode ser feita por ativação química ou por luz. A resina quimicamente polimerizada ou auto polimerizaçã'o necessita de dois componentes para serem misturados, exemplo: pasta - pasta.

A resina fotopolimerizável ou fotoativada é ativada por urna luz halogênea azul visível, possibilitando um tempo maior de trabalho, urn tempo de polimerização menor e a não necessidade de manipulação conseqüentemente menor incorporação de bolhas. Além disso, esses sistemas possuem urna melhor estabilidade de cor e resistência ao desgaste (LEINFELDER,2001).

Porém, o elo mais fraco das restaurações estéticas está diretamente ligado aos sistemas adesivos. Os principais fatores relacionados à irritação pulpar são bacteriano, químico, preparo cavitário e separação da restauração das paredes dentárias (FUSAYAMA,1987).

A formação de fenda entre a restauração e as paredes cavitárias, mesmo sem microinfiltração, pode gerar irritação pulpar, pois haverá variação no volume da fenda por estímulos mecânicos e/ou térmico, causando bombeamento de fluidos nos túbulos dentinários. Esta situação ocorre mais comumente quando não se utilize a técnica do condicionamento total / hibridização. Havendo microinfiltração, a situação se agrava (FUJITANI, INOKOSHI & HOSODA,1992 ).

(6)

O sistema adesivo prepara a superfície dental unindo-a ao material restaurador. Os agentes adesivos resinosos foram desenvolvidos para unir resina composta ao esmalte (BUONOCORE,1955), à dentina e ao cemento (BOWEN,1965), de tal maneira que não houvesse espaço ou fenda entre o substrato e o compósito. Como a força de adesão dos primeiros agentes adesivos era relativamente mais baixa que as força desenvolvidas durante a contração de polimerização (DAVIDSON et a1,1984), freqüentemente se formavam fendas entre a estrutura dentária e o compósito, causando irritação pulpar e sensibilidade dentária. Os agentes adesivos atuais penetram na dentina desmineralizada formando uma camada híbrida de alta performance (NAKABAYASHI et a1,2000).

0 efeito das restaurações adesivas sobre a pulpar esta diretamente relacionada com a dentina pois, do ponto de vista embriológico, histológico e funcional, dentina e polpa são duas fases de um mesmo tecido (ARAÚJO et al.,1995).

A dentina, fase mineralizada do complexo dentino pulpar, é o tecido vital mais duro do corpo humano, heterogênea, avascular e de estrutura tubular (BOWEN et al.,1993).

Os túbulos dentinários se estendem da polpa A junção amelodentinária. Há cerca de 15.000 a 20.000 túbulos/mm 2 com diâmetro de 0,5 a 0,9 f.t m ,enq u a nto

próximo 6 polpa há aproximadamente 45.000 a 60.000 túbulos mm 2 com diâmetro de 2 a 31.tm (PASHLEY,1991).

Devido a estas características a umidade e a permeabilidade dentinária aumentam em direção A polpa. A polpa dental, fase não mineralizada do complexo dentino pulpar, forma e mantém a dentina. As células formadoras da dentina, os odontoblastos, cujos corpos celulares estão alinhados, formam a face interna da dentina e constituem o limite externo da polpa.

(7)

mecânicos relacionados à adesão, conseguindo a estabilidade para a restauração, é um objetivo a ser alcançado ( SOUZA JUNIOR ,1995).

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo geral

Pesquisar na literatura aspectos relevantes dos efeitos das restaurações adesivas na polpa dental.

1.2.2 Objetivos específicos

. Verificar na literatura o efeito do sistema adesivo na polpa dental.

• Verificar na literatura o efeito da contração de polimerização na polpa dental.

Verificar na literatura o efeito do preparo e forma da cavidade na restauração adesiva.

1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

Este estudo limita-se a uma revisão bibliográfica, colhendo dados na literatura nacional, internacional e/ou livros, revistas, publicações, artigos e recursos "on line", nas bibliotecas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), localizada em Florianópolis (SC).

(8)

2.

REVISÃO

DE LITERATURA

São variados os fatores que se intercedem no efeito de uma restauração sobre a polpa. De acordo com muitos trabalhos longitudinais, existe um alto grau de dentes vitais exibindo típicos sinais de complicações endodonticas após restaurações dentais (ZOLLNER et al., 2000).

Entretanto complicações pós-operatórias podem ocorrer pelos efeitos de microinfiltração e contaminação bacteriana nas margens cavitárias (COX et al., 1987).

Recentes evidências sugerem que ao ser preparada a cavidade, a habilidade e experiência do clinico no preparo e minimização da remoção de dentina iatrogênica podem reduzir a probabilidade de reação pulpar (MURRAY et al., 2000).

Pelas propriedades de barreira da dentina e as maneiras pelas quais ela pode modificar a possível propriedade citotóxica dos materiais dentais, pode haver uma grande diferença entre o efeito do material quando é usado para restaurar preparos cavitários expostos ou não expostos (ABOU et al., 1998).

Alguns materiais restauradores têm causado lesões pulpares quando colocados em dentina a 1,5 mm de distância da polpa. Todavia, a maioria produz lesões significantes e irreversíveis somente quando colocados a uma profundidade de dentina remanescente menor que 1,0 mm.

0 efeito de materiais restauradores colocados em contato e a 1 mm da polpa dental foi avaliado. Essa análise foi realizada em polpas inflamadas onde foi feita indução de cárie e em polpas sadias. Os materiais usados foram os adesivos dentinários One Step de quinta e última geração, o Scotchbond Multi-Uso Plus e o ácido poliacrilico. A biocompatibilidade desses materiais na estruturas pulpar foi mostrada por meio de análise histológica. Constatou-se que a agressão pulpar uma evidência histológica independentemente ou não da presença de bactérias e do contato ou não com a polpa dental. Os resultados mostraram que todos

(9)

materiais possuem potencial irritativo à polpa dental. Em ordem crescente de agressividade podem ser assim dispostos: One Step, ácido poliacrilico e o

Scotchbond Multi-Uso Plus. 0 uso de tais produtos pode levar a problemas

clínicos como perda da vitalidade pulpar (STANLEY,1993).

Entretanto novos materiais, tratamentos de superfície e técnicas de

aplicação continuam sendo desenvolvidos, e esses materiais têm obtido

resultados favoráveis em termos de causar o minimo de injúria pulpar (HEBLENG

et al., 1999).

Ainda restam algumas concernências sobre a injúria pulpar causada pelo

ataque ácido total e aplicativo de adesivo resinoso em cavidades profundas e

polpas expostas (COSTA et al., 2000).

Em 1955 novos conceitos de dentística restauradora surgiram quando Buonocore deu os primeiros passos em direção a odontologia adesiva (BUONOCORE, 1955).

Os anos se passaram e a retenção micromecânica de materiais resinosos

ao esmalte tratado com ácido e subseqüente penetração de monômero

polimerizável dentro dos espaços criados formando tags de resina se tomou um

procedimento clinico estável e previsível (LEINFELDER, 2001).

Ao contrário, a adesão à dentina tem sido mais difícil de se conseguir. A

composição complexa de sua estrutura biológica hidratada, especialmente evidenciada quando utilizado a técnica de ataque ácido na superfície dentinária, tem criado dificuldades para se obter uma associação intima do adesivo ao

substrato (PASHLEY, 1992).

0 ataque ácido à dentina visa a remoção da lama dentinária abrindo tilbulo dentinários e desmineralizando a superfície da dentina expondo a densa camada

de fibras colágenas (PASHLEY et al., 1997).

O conceito atual de adesão dentinária é baseado na retenção micromecânica do material restaurador através da infiltração de monômeros com radicais hidrofilicos pelos espaços do colágeno. Essa interfusão de dentina resina, também conhecida como camada híbrida (NAKABAYASHI et al., 1982), tem sido

muito pesquisada desde a descoberta de que a camada híbrida e os tags de

(10)

resina formados nos túbulos dentinários são os responsáveis pela estabilidade e

durabilidade dos procedimentos adesivos (NAKABAYASHI, 2000).

Cáries secundárias são as razões mais freqüentes para a reposição de restaurações incluindo resinas compostas (MJOR, 1997).

Os procedimentos terapêuticos utilizados no tratamento das cáries nem sempre eliminam todos os microorganismos do tecido residual (KIDD et al., 1993).

Somando-se a isso, a bactéria que invade a interface restauração/dente é a

principal causadora da cárie secundária e injúria puipar (BERGENHOLTZ et al.,

1982).

Assim, a presença persistente da bactéria, somada a alta de um selamento hermético entre a restauração e a cavidade, possibilitando a infiltração bacteriana,

estará envolvido no desenvolvimento da cárie secundária. Uma solução possível

para estes sérios problemas é a utilização de materiais dentais com propriedades

antibacterianas. Esses materiais com ação inibitória sobre o crescimento

bacteriano podem ser capazes de aliviar o desconforto pós-operatório e estender

a longevidade das restaurações.

Para fornecer materiais de base resinosa com atividade antibacteriana, um novo mon6mero, Methacry foxy- Dodecyl Primidium Bromide (MDPB) foi

desenvolvido (IMAZATO et al., 1994). MDPB é um composto com um agente amônio quaternário antibacteriano e um grupo metacrilato, e exibe uma atividade

antibacteriana sobre o streptococo oral intensa (IMAZATO et al., 1999).

A incorporação do MDPB tem se mostrado efetiva na obtenção de um sistema adesivo dentinário e atividade antibacteriana antes e depois da cura

(IMAZATO et al., 2001).

Todavia, métodos de inibição direta são considerados inapropriados para a

comparação da atividade antibacteriana substancial de diferentes materiais, desde que as características da liberação dos componentes antibacterianos não são

precisamente elucidadas. Bactericidas como a clorexidina e o glutaraldeido, ou

anti-ácidos presentes em variados materiais dentais tem a sua solubilidade limitada. Além disso, a difusão de componentes antibacteriano do material para a

(11)

dentina varia significantemente, e é realizada a uma razão bem baixa sendo apenas bacteriostática sem bactericida (PALENIK et al., 1996).

OZER et al. (2003) fizeram um estudo para comparar a atividade antibacteriana de dois sistemas adesivos, de dentina: ABF que contém MDPB e flúor e um adesivo (Reactmer) carregado com um ionômero de vidro pré-ativo (PRG). Somando-se a isso a utilização de um novo teste in vitro usando modelos da cavidade dental que foram acessados para a avaliação da atividade antibacteriana em comparação com a técnica convencional em ágar. O adesivo dentinário experimental com sistema ABF, o qual emprega o primer antibacteriano contendo o MDPB, provou ser efetivo na inativação da bactéria na cavidade. 0 teste de modelo dental usado no presente estudo foi um método confiável para elucidar os efeitos antibacterianos dos agentes adesivos dentinários simulando uma situação clinica.

A desvantagem dos compósitos fotopolimerizáveis com relação a microinfiltração é predominantemente a contração de polimerização. Dependendo da quantidade de resina polimerizada e da direção da fonte de luz, a contração do material pode levar a margens abertas ao redor da restauração.

CHRISTENSEN et al. (1999) verificaram que a formulação da resina composta é mais importante na contração de polimerização do que os fatores relacionados à fotoativação, encontrando diferenças estatisticamente sign ificantes entre diferentes marcas comerciais.

Conforme SUH et ai. (1999), o estresse da contração de polimerização é resultado da quantidade de contração vezes o módulo de elasticidade das resinas compostas (Lei de Hooke). Desta forma, quando maior for o módulo de elasticidade, maior será o estresse gerado.

0 estresse residual é transferido para a interface de união e pode resultar clinicamente no aparecimento de faturas do esmalte, linhas brancas ou fendas marginais (SAKAGUCHI, 1999). De acordo com VERSLUIS et al. (1998) a redução do estresse parece ser a melhor forma de otimizar uma boa adaptação.

(12)

resina adquire um alto módulo de elasticidade, perde a capacidade de escoar e começa a transferir o estresse gerado na contração de polimerização para a interface dente-restauração. Na fase pré-gel, as moléculas podem deslizar e adquirir novas posições e orientações, compensando o estresse da contração de polimerização. A contração total é definida como a soma da contração pré e Os-gel. 0 estresse desenvolvido durante a contração pode gerar forças capazes de romper a resistência adesiva da restauração às paredes cavitárias (CARVALHO et al. 1996).

De acordo com recente revisão realizada por SANTOS et al. (2002) foi

possível verificar que inúmeros fatores são responsáveis pelo estresse gerado na

contração de polimerização, tais como módulo de elasticidade, composição da resina composta, fator de configuração da cavidade (fator C) e intensidade de luz emitida pelo aparelho. Como forma de minimizar esta contração de polimerização, salienta-se o uso de intensidades mais baixas de luz, com o intuito de prolongar a fase pré-gel e o uso da técnica incremental, com o propósito de reduzir o fator C.

Paralelamente ASHRAF (2000) constataram a importância do lançamento de sistemas adesivos com valores mais altos de adesão e resinas compostas com novas formulações, exibindo menor módulo de elasticidade e menor potencial de contração, melhorias nas resinas compostas e agentes adesivos, além da evolução de novos materiais restauradores. 0 ideal seria que este material preservasse a vitalidade pulpar, suportasse a estrutura remanescente do dente e fosse esteticamente adequado. No entanto, a vitalidade pulpar está sujeita a uma variedade de injúrias físicas e químicas, usualmente relacionadas a microinfiltração dos materiais restauradores. Em preparos cavitários impropriamente selados, muitos organismos da cavidade oral podem ganhar acesso à polpa, liberando mediadores e toxinas que podem levar à pulpite.

Apesar de que significantes avanços tenham sido feitos na tentativa de tornar as propriedades das resinas compostas próximas as de um material restaurador ideal, a falta de adaptação marginal, como resultado da contração de polimerização continua a ser o maior obstáculo no aperfeiçoamento dos compósitos dentais (ASHRAF, 2000).

(13)

O sucesso de uma restauração de resina composta não depende somente dos materiais utilizados (por exemplo, sistema adesivo e material restaurador), mas também da técnica correta. Preparos adequados, isolamento, tempo de condicionamento ácido, quantidade do sistema adesivo, adaptação do material restaurador e técnica de polimerização são todos fatores críticos nas restaurações de resinas.

0 sucesso de um adequado selamento dos tCibulos dentinários é dependente do selamento da restauração com a cavidade oral. Margens cavosuperficiais abertas levarão a falha da restauração independente de quão bem selada está a dentina.

(14)

3. CONCLUSÃO

A resina composta e o sistema adesivo são os principais materiais restauradores uilizados atualmente.

0 principal fator de irritação pulpar está ligado a penetração de toxinas bacterianas, que ocorrem principalmente pela formação de lacunas e fendas entre a restauração e o dente.

Este insucesso pode ser gerado em um dos diferentes estágios do procedimento resaurador. Não está ligado somente à qualidade da resina, mas também à foma e profundidade do preparo cavitário, idade e grau de injúria do dente, tempo e intensidade da foto polimerização, técnica de inserção do material, procedimentos pré e pós operatórios, propriadades químicas do sistema adesivo e

habilidade do profissional.Nota-se assim uma interseção de fatores intimamente interligados durante a execução da restauração.

Concluo que a técnica restauradora adesiva é bastante sensível e ainda encontra-se em continua evolução para alcançar uma forma mais rápida, fácil e

segura, possibilitando assim uma diminuição dos efeitos nocivos à polpa dental.

(15)

o

I

UFSC/ODONTOLOGIA

BIBLIOTECA SETORIAL

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABOU, H. I., FRANQUIN, J. C., COSSETI, A., et al. Relation ship between dentin hydraulic conductance and the cytotoxicity of four dentine bonding resins in vitro . J Dent, 26: 473-477, 1998.

ARAUJO, F.B.,MORAIS, F.F., FOSSATI, A.C.M. A estrutura da dentina do deciduo e sua importância clinica. RBO, 52 (3): 37 —43 ,1995.

ASHRAF, M. E. et al. Estudo de microinfiltração de resinas compostas fluidas.

Compendium, 21: (9), 2000.

BERGNHOLTZ, G. et al. Bacterial leakage around dental restorations: its effect on the pulp. J Oral Patoi, 11: 439-450, 1982 .

BOWEN, R .L. Method of preparing a monomer having phenoxy and methacrylate

groups linked by hydroxy glycerol groups. U.S Patent, 3: 179,623, 1965 .

BOWEN, R.L. & MARJENHOFF W. Adhesion of composites to dentin and enamel.

COA Journal, 21(6): 19-22, 1993.

BUONOCORE, M.G. A simple method of increasing the adhesion of acrilic filling materials to enamel surfaces. J Dent Res, 34: 849-853, 1955.

CARVALHO, R.M. et al. A review of polymerization contraction: the influence of stress development versus stress relief. Oper Dent, 25 (1), 17-24,1996.

(16)

CHRISTENSEN, R.P. et al. Resin polymerization problems-are they caused by resin curing lights, resin formulations, or both? Compend Cont Educ Dent, 20 (25): 42-54,1999.

COSTA, C. A. S. et al. Current status of pulp capping with dentin adhesive systems: a review. Dent Mater,16: 188-197, 2000.

COX, C., KEALL, C. et al. Biocompatibility of surface sealed dental materials against exposed pulps . J Prosthet Dent,57: 1-8 1987.

DAVIDSON,C.L;GEE,A.G.Relaxation of polymerization stresses by flow in dental composites J Dent Res, v.63, n.2, p. 146-148, 1984.

FUJITAN1,M., INOKOSHI, S., HOSODA, H. Effect of acid etching on the pulp in the adhesive composite restorations. Int Dent J, 42(1):3-11, 1992.

FUSAYAMA,T. Factors and prevention of pulps irritation by adhesive composite resin restorations. Quintessence Int,18(9): 633-41,1987.

HEBLENG, I. et al. Human pulp response after an adhesive system application in deep cavities. J Dent, 27:557-564,1999.

IMAZATO, S. et al. Incorporation of bacterial inhibitore into resin composite. J Dent Res , 73: 1437-1443,1994.

IMAZATO,S. et al . Bactericidal activity and cytotocity of antibacterial monomer

MDPB. BioMaterials,20:899-903,1999.

(17)

KIDD, E.M. et al. The use of a caries detector dye during cavity preparation: a

microbiologie assessment. Br Dent J,174:245 - 249,1993.

LEINFELDER, K.F. Dentin adhesives for the twenty first century. Dent Clin North Am ,45: 1-6, 2001 .

MJOR, I.A . The reasons for replacement and the age of failed restorations in general dental practice. Acta Odontol Scand , 55:58-63,1997 .

MURRAY, RE., LUNLEY, A.I. et al. Postoperative pulpal and repair responses. J Am Dent Assoc ,131:321-329, 2000.

NAKABAYASHI, N., PASHLEY, D.H. Hybridization of dental hard tissues.

Quintessence, 129 , 2000.

NAKABAYASHI, N. et al. The promotion of adhesive by resin infiltration of monomers into tooth sthructure. J Biom Mater Res, 16: 265-273, 1982.

OZER, F. et al. Comparison of antibacterial activity of two dentin bonding systems using agar well technique and tooth cavity model . J Dent, 31;111-116, 2003.

PALENIK, C. J. et. al. Antimicrobical abilities of various dentine bonding agents and restorative materials . J Dent, 24: 289-95,1996.

PASHLEY, D.H. et al. Dentin permeability and dentin adhesion. J Dent, 25: 355- 72,1997.

PASHLEY, D.H. The effects of acid etching on the pulp dentin complex. Oper Dent,17:229-42,1992.

(18)

PASHLEY, D.H. Clinical correlation of dentin structure and function. Quintessence Int, 66(6): 777-781, 1991.

SAKAGUSHI, R. L. A review of the curing mechanics of composites and their significance in dental applications. Compend Cont Educ Dent, 20 (25): 16-23, 1999.

SANTOS, M. S. et al. Novos conceitos relacionados a foto polimerização das resinas compostas. JBD, 1(1): 14-21, 2002.

SOUZA.J. M. H. S. Adesivos dentinários: evolução, estágio atual e considerações clinicas para sua utilização. Maxi-Odont Dent,1(1):1-19, 1995.

STANLEY, H. Effects of dental restorative materials: local and systemic responses reviewed. J Am Dent Assoc, 124: 76-80, 1993.

SUH, B.I. Controlling and understanding the polynurization shrinkage induced stresses in light-cured composites. Compend Cont Educ Dent, 20 (25): 34 -41,

1999.

VERSLUIS, A. et al. Do dental composites always shrink toward the light? J Dent Res, 77(6): 1435-1445, 1998.

Imagem

Referências