UNIVERDIADE AGOSTINHO NETO FACULDADE DE DIREITO
Programa de Mestrado e Pós-Graduacção
Prof. Doutor Jacob Massuanganhe
Politicas Públicas, Governação e Desenvolvimento Local Director de Programas/Mestrado, CPPPGL- FDUAN
https://sites.google.com/site/jacobmassuanganhe
Tema I:
Tema I:
ADMINISTRAÇÃO, GESTÃO E GOVERNAÇÃO
ADMINISTRAÇÃO, GESTÃO E GOVERNAÇÃO
PÚBLICA
PÚBLICA
Objectivos Pedag
ó
gicos
•
Teorias de Administração - (Clássica, Moderna e
Contemporânea).
•
Planeamento Estratégico Organizacional
•
Planeamento Táctico e Operacional (Publico e Privado)
•
Analise e Gestão de projectos
UMA ABORDAGEM
TRANSDISCIPLINAR DE SISTEMAS E
PROCESSOS
Que razões objectivas sustentam a
eficiência do sector privado e a
ADMINISTRAÇÃO ADMINISTRAÇÃO
….
…. AtéAté 19751975
TGA TGA
GESTÃO GESTÃO
…
… atéaté 19951995
TGA TGA
GOVERNAÇÃO GOVERNAÇÃO
Sec. XXI …. Sec. XXI ….
TEORIAS DE ADMINISTRAÇÃO
TEORIAS DE ADMINISTRAÇÃO
Teoria clássica
(Teoria Geral de Administração)
Teoria Moderna
( Teoria de Administração Gerencial)
Teoria Contemporânea
Administração
Administração
O termo se refere ao processo de fazer com
que as actividades sejam realizadas eficiente
e eficazmente
com
,
através
e
além
de outras
pessoas.
“
O processo representa as funções ou
actividades primárias realizadas por
administradores. Estas funções são
tipicamente denominadas planeamento,
Organização, liderança e Controlo.
”
Administração: Publica e Privada
Administração: Publica e Privada
“
Administração é o processo de
trabalhar com pessoas e
recursos para realizar objectivos
organizacionais, de maneira
eficiente e eficaz.
”
BATEMAN &
SNELL, 1998.
“
Processo de planear, organizar,
liderar e controlar o trabalho, e
de usar todos os recursos
disponíveis da Organização para
alcançar objectivos
“
A Administração é uma ciência que estuda as organizações
(públicas e privadas ) com fins descritivos para compreender
seu funcionamento, sua evolução, seu crescimento e seu
comportamento.
Neste sentido, como ciência, a Administração gera teorias e
hipóteses que permitem uma abordagem prescritiva e
normativa intimamente vinculada á técnica de Administração,
que trata de conduzir as organizações e empresas aos
Objectivos visados.
Se a técnica actua sem o conhecimento do que esta
acontecendo, ela passa a ser um ensaio meramente empírico
e não cientifico.
”
Administração: CIÊNCIA OU TÉCNICA?
Ênfase Teorias administrativas Principais enfoques
Tarefas Administração científica Racionalização do trabalho no nível operacional
Estrutura
Teoria clássica Teoria neoclássica
Organização Formal. Princípios gerais da Administração. Funções do Administrador
Teoria da burocracia Organização Formal Burocrática;
Racionalidade Organizacional;
Teoria estruturalista Múltipla abordagem: Organização formal e informal; Análise intra-organizacional e a interorganizacional;
Pessoas
Teoria das relações humanas Organização informal. Motivação, liderança, comunicações e dinâmica de grupo.
Teoria comportamental Estilos de Administração.Teoria das decisões;
Integração dos objectivos organizacionais e individuais; Teoria do desenvolvimento
organizacional
Mudança organizacional planeada. Abordagem de sistema aberto.
Ambiente
Teoria estruturalista Teoria neo-estruturalista
Análise intra-organizacional e análise ambiental; Abordagem de sistema aberto;
Teoria da contingência Análise ambiental (imperativo ambiental); Abordagem de sistema aberto;
ACÇÃO ADMINISTRATIVA
ACÇÃO ADMINISTRATIVA OU FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS?
—
Clássica: Teoria Geral de
Administração
—
Moderna: Teoria de Administração
Gerencial
—
Contemporânea: Teoria Geral dos
Sistemas
Teoria Administrativa
Teoria Administrativa
As teorias da Administração podem ser divididas
em várias correntes ou abordagens. Cada
Governação (Instituticionalismo) Gestão (Managerialismo) Administração (Burocracia)
Teoria Geral de Administração
(Resultados)
Teoria Gerencial de Administração
Teoria Geral de Sistemas (Efectividade)
Clássica (1856 – 1975)
Moderna (1975 – 2000)
Contemporânea (2000 - …)
Adm Tradicional Normas
(Recursos)
NAP
Desempenho
(Efeitos - Satisfação)
Fundamentos da Administração
Fundamentos da Administração
NGP Processos
Administração Administração Gestão Gestão Administração Gestão Administração Governação
Administração, Gestão e Governação
Administração, Gestão e Governação
Liderar, Motivar, Coordenar e Comunicar
Planeamento, organização, Direcção e Controlo
Descentralizar, Excelência, Terciarização, Serviço ao
Cidadão
(Responsabilização e Democratização)
As Funções de Administração
Planeamento Organização Direcção Controlo
§ Definir a missão;
§ Formular Objectivos;
§ definir os planos para alcançar os Objectivos;
§ Programar as
actividades.
§ Dividir o trabalho;
§ Designar as
actividades;
§ Agrupar as
actividades em órgãos e cargos;
§ Alocar recursos;
§ Definir
autoridade e responsabilidade.
§ Designar pessoas;
§ Coordenar os esforços;
§ Comunicar;
§ Motivar;
§ Liderar;
§ Orientar.
§ Definir os padrões;
§ Monitorar o
desempenho;
§ Avaliar o
desempenho;
As Quatro Funções Administrativas
Planeamento
Formular Objectivos e os meios para
alcançá-los
Controlo
Monitorar as actividades e corrigir os desvios
Direcção
Designar pessoas, dirigir seus esforços, motivá-las, liderá-las
e comunicar
Organização
Desdobramento dos Objectivos
Políticas
Colocacção dos Objectivos como guias para a acção
Objectivos organizacionais
Estabelecimento dos Objectivos da Organização Diretrizes
Linhas mestras e genéricas para a acção
Metas
Alvos a atingir a curto prazo em cada órgão
Programas
actividades necessárias para cada meta
Procedimentos
Modos de execução de cada programa
Métodos
Planos de acção para a execução de tarefas
Normas
Regras para cada procedimento
Detalhamento Maior
Menor
Menor Maior
A Função de Planear
Planear
• Definir Objectivos
• Verificar onde as coisas estão hoje
• Desenvolver premissas
sobre condições futuras (cenários)
• Identificar meios para alcançar os Objectivos
• Implementar os planos de acção necessários
Planeam ento Conteúdo Extensão de Tempo Amplitude Estratégico Genérico, sintético e abrangente Longo prazo
Macroorientado. Aborda a empresa como uma totalidade.
Táctico Menos genérico e mais detalhado
Médio prazo
Aborda cada unidade separadamente.
Operacional Detalhado, específico e
analítico
Curto prazo
Microorientado. Aborda cada tarefa ou operação apenas.
A Função de Organizar
Organizar
• Dividir o trabalho
• Agrupar as actividades em uma estrutura
lógica
• Designar as pessoas para sua execução
• Alocar os recursos
• Coordenar os esforços
Abrangência Tipo de Desenho Conteúdo Resultante
Nível institucional
Desenho organizacional
A empresa como uma totalidade Tipos de Organização Nível intermediário Desenho departamental Cada departamento Isoladamente Tipos de departamentalização Nível operacional
Desenho de cargos e tarefas
Cada tarefa ou operação
Análise e descrição de cargos
A Função de Dirigir
Dirigir
• Dirigir os esforços para um propósito comum
• Comunicar
• Liderar
• Motivar
• Coordenar : Orientar as pessoas
• Impulsionar as pessoas
Organizar Controlar
Níveis de
Organização Níveis de
Direcção
Cargos Envolvidos Abrangência
Institucional Direcção Directores e altos
executivos
A empresa ou áreas da empresa
Intermediário Gerência Gerentes e pessoal
intermedio
Cada departamento ou unidade da organização
Operacional Supervisão Supervisores e
encarregados
Cada grupo de pessoas ou tarefas
A Função de Controlar
Controlar
• Definir padrões de desempenho
• Monitorar o desempenho
• Comparar o desempenho com os padrões estabelecidos
• Tomar a acção corretiva para corrigir desvios e assegurar o alcance
dos Objectivos
Acção Preventiva
Acção correctiva
Acção de Acompanhamento
Acçao Pedagogica
As Quatro Fases do Controlo
Os Quatro Tipos de Padrões
Tipos de Padrões Padrões de Quantidade Padrões de Qualidade Padrões de Tempo Padrões de Custo• Volume de produção
• Níveis de estoque
• Número de horas trabalhadas
• Volume de vendas
• Controlo de qualidade do produto
• Controlo de qualidade do processo
• Especificações do produto
• CQ da matéria-prima
• Tempo padrão de produção
• Tempo médio de estocagem
• Padrões de rendimento
• Tempo médio de atendimento
• Custo de produção
• Custo de estocagem
• Custo padrão
Níveis de
Organização Níveis de
Controlo
Cargos Envolvidos Abrangência
Base Chefia Gestores directos e Gestores de pessoal
A áreas ou actividades especificas
Interno Gestão Directores e altos executivos
Cada departamento ou unidade
Externo Supervisão Auditores, Inspectores e
Clássica Moderna Contemporânea Orientação Orientada para o
mercardo
Intervenção do Estado (Crise do Petroleo)
Crime 2008 (Economia Mundial
Estrutura Mão Invisivel
(autoridade - (Maquina)
Crise do Walfare state (Recurso/Delegação)
Crise do Public Choice (Actor/Descentralização)
Mecanismo Gestão por Objectivos (Recursos)
Gestão por Resultados (Resultados)
Gestão por Desempenho (Performance/Avaliação) Abordagem Estruturalista (Organização) Institucionalista (Funcionamento) Funcionalista
(Parceria Estratégicas)
Resultado Produtividade (Crescimento -) Bem-estar Social (Progresso) Sustentabilidade (Desenvolvimento/)
Controlo Administrativo - Despesa Gestão - Custos Estratégico - Investimento
Ponderadores (Serviço Público) Eficácia (Produto) Eficiência (Processos) Efectividade (Inovação/ Qualidade) Actuação do Estado Privatização (Terciarização) Internalização (Contract In) Exteriorização (Contract Out) Indicadores Disponibilidade (Estado) Acesso (Cliente)
Satisfação e utilidade (Cliente e o Servidor)
Reformas
Sector Publico
Administração (Normas)
Gerencial - NPM (Reengenharia)
Fundamentos da Administração
Fundamentos da Administração
(Eficácia)
APT
Normas e Procedimentos (Eficácia)
NAP
Desempenho (Efectividade)
TGA
Gestão Pública
TSA
Governação Pública
NGP
Processos
(Eficiência)
TGA
A. TEORIA GERAL DA
ADMINISTRAÇÃO
Abordagem Clássica de Administração
Abordagem Clássica de Administração
A teoria geral da Administração começou com a
ênfase nas
tarefas
, com a Administração científica de Taylor. A seguir, a
preocupação básica passou para a
ênfase na estrutura
com a
teoria clássica de Fayol e com a teoria burocrática de Max
Weber, seguindo-se mais tarde a teoria estruturalista. A
reacção humanística surgiu com a
ênfase nas pessoas
, por
meio da teoria comportamental e pela teoria do
desenvolvimento organizacional. A
ênfase no ambiente
surgiu
com a Teoria dos Sistemas (a
ênfase na tecnologia)
, como
completo da teoria da contingência.
Não há na teoria fórmulas ou receitas definitivas, como
acontece com outras disciplinas.
Seu objectivo final é a
preparação dos agentes para um melhor desempenho,
associando
tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e
tecnologia
.
Cada uma dessas cinco variáveis - provocou a seu tempo
uma diferente
teoria administrativa
, marcando um gradativo
passo no desenvolvimento da TGA:
“
É o corpo de
conhecimentos a respeito das organizações e do processo
de administrá-las. Princípios, proposições e técnicas em
permanente elaboração.
”
.
A Administração (Económica) apresenta dois Objectivos
Principais:
1.
Proporcionar Eficácia e Eficiência dos processos
produtivos e funcionais das Organizações, e
2.
Cumprir a tarefa de interpretar os objectivos propostos
pelas organizações e estabelecer as maneiras de
alcançá-los através da Acção Administrativa.
Acção Administrativa.
Abordagem Clássica da Administração
Administração Científica
Teoria
Burocratica
Ênfase nas tarefas
Ênfase na estrutura Taylor
Fayol
Abordagem Clássica:
Abordagem Clássica:
1. As Funções Básicas da Organização
2. Conceito de Administração
3. Proporcionalidade das funções administrativas
4. Diferença entre Administração e Organização
5. Princípios Gerais de Administração para Fayol
1. As Funções Básicas da Organização
2. Conceito de Administração
3. Proporcionalidade das funções administrativas
4. Diferença entre Administração e Organização
5. Princípios Gerais de Administração para Fayol
A Obra de Fayol
As seis funções básicas segundo Fayol
Funções Técnicas
Funções Comerciais
Funções
Financeiras Funções deSegurança ContábeisFunções
Funções Administrativas
Prever Prever Organizar Organizar Comandar Comandar Coordenar Coordenar Controlar Controlar
A proporcionalidade da função
A proporcionalidade da função
administrativa
administrativa
Mais elevados
Funções Administrativas:
•Prever •Organizar •Comandar •Coordenar •Controlar
Outras Funções Não Administrativas
Níveis Hierárquicos
1. Divisão do trabalho
2. Autoridade e responsabilidade
3. Disciplina
4. Unidade de comando (hierarquia)
5. Unidade de direção
6. Subordinação dos interesses individuais aos interesses gerais 7. Remuneracção do pessoal
8. Centralização (Decisões)
9. Cadeia escalar 10. Ordem
11. Eqüidade
12. Estabilidade do pessoal 13. Iniciativa
14. Espírito de equipe (colegial)
1. Divisão do trabalho
2. Autoridade e responsabilidade
3. Disciplina
4. Unidade de comando (hierarquia)
5. Unidade de direção
6. Subordinação dos interesses individuais aos interesses gerais 7. Remuneracção do pessoal
8. Centralização (Decisões)
9. Cadeia escalar 10. Ordem
11. Eqüidade
12. Estabilidade do pessoal 13. Iniciativa
14. Espírito de equipe (colegial)
Princípios Gerais de Administração
Divisão do Trabalho
Especialização
Unidade de Comando
Amplitude de Controlo
Organização Formal
Máxima Eficiência
Taylor
Administração Científica
Ênfase nas Tarefas
Aumentar a eficiência da empresa por meio
do aumento da eficiência no nível operacional
Fayol
Teoria Clássica
Ênfase na Estrutura
Aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos
órgãos componentes da Organização e das
suas inter-relações
Jacob Massuanganhe
Fundamentos
Administração
—
Conceito: É o conjunto de entidades e
de órgãos incumbidos de realizar a
actividade
administrativa
visando
a
satisfação das necessidades colectivas
e segundo os fins desejados pelo
Estado.
—
Para
Hely
Lopes
Meirelles,
“
é
o
instrumental de que dispõe o Estado
para pôr em prática as opções políticas
de
governo
”
.
Logo,
Administração
Pública
é
o
Estado
em
acção,
mobilizando diversos recursos em prol
da colectividade
.
Administração Pública
Administração Pública
Os vários sentidos da expressão
“
Administração Pública
”
.
São dois os sentidos em que se utiliza na linguagem corrente
a expressão Administração Pública: (1) orgânico; (2) material
ou funcional.
— A Administração Pública, em sentido orgânico, é constituída pelo
conjunto de órgãos, serviços e agentes do Estado e demais entidades públicas que asseguram, em nome da colectividade, a satisfação
disciplinada, regular e contínua das necessidades colectivas de segurança, cultura e bem-estar.
— A administração pública, em sentido material ou funcional, pode ser
definida como a actividade típica dos serviços e agentes
42
—
Administração Directa: É a administração
mediante a acção dos próprios órgãos do
Estado aos quais se confiam tarefas
administrativas (funções de governo
–
Ministerios, Direcções Nacionais,
Municipios)
—
Administração Indirecta: É a transferência
de actividades administrativas a pessoas
jurídicas de direito público ou de direito
privado (Institutos Públicos, Empresas
Publicas).
—
Administração Autonoma : É a
transferência de poderes para a pessoas
jurídicas de direito público (Autarquias,
Regiões autonomas)
43
—
Administração Central : É exercida por
entidades ou órgãos de nível central
do Estado. Gozam de soberania
dentro da mesma personalidade
jurídica, (Ministérios, Secretarias do
Estado, Direcções Nacionais)
—
Administração Local : É exercida
através da transferência de
competências e actividades
administrativas a entidades inferiores
da administração (Províncias,
Municípios e Comunas)
44 Min. Finanças Min. Finanças
Executivo
Governo de Luanda Governo de Bengo Min. Adm Territorio Autarquias Locais Autarquias Locais Empresa Pública TAAG Soc. Econ. Mista Regiões Autonomas Regiões Autonomas Institutos Publicos ADMINISTRAÇÃO INDIRECTA (Supertendência - Orientação)ADMINISTRAÇÃO DIRECTA
REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
—
Papel estratégico dos altos servidores públicos ou o
seguimento público dirigente da classe média
profissional no desenvolvimento do país;
—
visão crítica da administração pública burocrática;
—
substituição pela administração pública gerencial ou
gestão pública;
—
um gestor mais capacitado para tomar decisões
com autonomia e responsabilização;
—
Redução do número de servidores;
O que determina o fracasso dos
programas de reforma da Administração
Pública?
Abordagem Moderna da Administração
Abordagem Moderna da Administração
(Foco na eficiência)
(Foco na eficiência)
Paradigma
Paradigma
Preocupa-se em contruir modelos de gestão
adptáveis para o circuito organizacional no
geral (público: SAE e SEE; e no sector
privado) para explicar a forma de actuar e
agir em prol de um objectivo ou fim.
—
Organizações que adoptaram a gestão por Resultados
(Gestão por projectos
–
Tempo, Custo e Qualidade
). Essas
organizações normalmente possuem sistemas para facilitar
a gestão (sistemas financeiros são projectados para
contabilidade, acompanhar, fiscalizar, decidir).
Teoria de Administração Gerencial
Teoria de Administração Gerencial
Eficácia
Atingir os Objectivos - Fazer as coisas certas
Relacção entre resultados alcançados e Objectivos (programado)
Eficiência
Usar os recursos da melhor maneira possível; minimizar perdas - Fazer certo as coisas
Administração Mudanças no Século XX Eficiência e Eficácia
Habilidades Gerenciais
Nível de Políticas Nível Estratégico
Nível Táctico Nível Operacional
Funções da Administração (POLC)
P
laneamentoL
iderançaOrganização
C
ontrolo•Estratégico
•Administrativo
•Operacional
• Áreas Funcionais
• Estruturas Organizacionais
• Relações
ADMINISTRAR: é o processo de tomar e colocar em prática
decisões
sobre
Objectivos
e utilizacção de
recursos
.
Maximiano, A. C. A
.
•
Organizações precisam ser geridas
•
Organizações têm objectivos a atingir:
–
Oferecer serviços a sociedade
•
Consegue harmonizar Objectivos
antagónicos
CONDICIONANTES:
CONDICIONANTES:
•
Premissas ou hipóteses
–
explicações que
ajudam a entender as organizações;
•
Modelos de Administração e Organização
–
compreendem todos os tipos de técnicas e soluções
para administrar;
•
Contexto
–
conjuntura social, econômica,
tecnológica, competitiva, dentro da qual as
organizações são administradas.
ADMINISTRADOR
Responsabilidade pelo trabalho dos outros
• Motivar
• Assegurar a colaboracção
• Comandar
Isto requer, principalmente, habilitações Humanas
Responsabilidade pelos resultados
• Estabelecer Objectivos
• Prever
• Organizar
• Controlar ou avaliar
Isto requer, principal -mente, habilitações
Jacob Massuanganhe
A Nova
A NOVA GESTÃO PÚBLICA
Surge, portanto, fruto da
crise do Estado
(buropatologias
e inercia) face aos avanços na teoria da Administração e
da formação de novas correntes teóricas na área de
Ciência Política, Economia Institucional e Administração
Pública, a Administração Pública Pós-burocrática (APPB), e
que caracteriza-se pelos seguintes aspectos:
—
Trata
de
renovar
e
inovar
o
funcionamento
da
Administração, incorporando técnicas do sector privado,
adaptadas às suas características próprias.
—
Desenvolver novas iniciativas para o logro da
eficiência
1)
Estratégia voltada para a definição precisa dos objetivos
e garantia de autonomia do administrador na gestão de
pessoas, recursos materiais e financeiros
3)
Ênfase na gestão e o controle estratégico dos dos
resultados, ou seja, um controle
ex post (performance)
e
não
ex ante (prognosticos) bem como a a
dopção da
competição administrada (
Ex:
fonte
dos
recursos:
Humanos, técnicos e financeiros
) no interior do aparelho
do Estado.
4)
Em termos de estrutura organizacional as principais
inovações da NPG são a
descentralização, a
horizontalização dos organogramas e a flexibilização
de alguns procedimentos para tornar a Administração
Pública mais leve, ágil, acessível e permeável às
necessidades da sociedade civil e do mercado.
—
Conjunto de práticas de gestão ligadas a introdução de
mecanismos de mercado e na adopção de ferramentas de
gestão privada, para solucionar os problemas de eficiência
da gestão pública bem como para melhorar a satisfação do
cidadão nas suas relações com o Estado.
—
Promove-se a competição entre fornecedores de bens e
serviços públicos, na expectativa da melhoria do serviço para
o cidadão (qualidade) ao mesmo tempo que se reduzem os
custos de produção:
—
A primeira refere-se à capacidade do governo para identificar
problemas críticos e formular as políticas apropriadas a sua
acção (
Políticas estratégicas
).
—
A segunda diz respeito a viabilização e capacidade de mobilizar
os meios e recursos necessários à execução dessas políticas
(Acções
estratégicas
),
O problema fundamental não é decidir sobre mais ou menos governo: é necessário melhor governo – melhor ação governamental
“Não se pode governar como quem administra uma empresa, mas isso não impede que o governo possa se tornar mais
empreendedor”
Reinventando o Governo - Osborne & Gabler
(1991)
• Governo catalisador: de provedor a promotor
• Governo competitivo: público ou privado X competitivo ou monopolista
• Governo da comunidade: da burocracia ao cidadão
• Governo orientado por missões e resultados: e não por procedimentos
• Governo voltado para clientes: controle social
1. O Managerialismo
— Woodrow Wilson (1887) - É defendida maior autonomia, maior
liberdade, para o gestor mas que vem acompanhada de uma maior responsabilização - A gestão pública tem como objectivo, executar as decisões e as políticas pública de forma eficiente
— Diferentemente da teoria da escolha pública, esta centra-se na
aproximação das práticas da Administração Pública à gestão privada - É necessário modificar o modus operandi do sector público (O
privado que se do não é eficiente esta condenado a falência).
— A questão não é a superioridade da gestão privada em relação a
pública, mas sim o reconhecimento que alguns instrumentos de
gestão permitidos ao sector privado deveriam ser, por beneficiarem a
eficácia e desempenho económico, acolhidos no sector público.
— Mostra-se incompatível com formalismos e práticas burocráticas e
administrativas. Mas para que tal seja possível é necessário reformular e reestruturar a liberdade de acção dada ao gestor público – Qualquer processo de reforma começa com os reformadores – Mentalidade e liderança transformativa
2. A Teoria da Escolha Pública
¢ A escolha pública procura evidenciar a necessidade do respeito pela
vontade manifestada pelos cidadãos num processo de decisão. O governo é eleito para agir em nome da colectividade, representando-a e procurrepresentando-ando representando-afirmrepresentando-ar representando-as surepresentando-as (dos cidrepresentando-adãos) preferêncirepresentando-as.
¢ Para a teoria da Escolha Pública, a principal premissa é que as
instituições públicas deveriam ser desenhadas de forma a
proporcionar aos cidadãos aquilo que realmente querem, em vez de
os sujeitarem às escolhas que maximizam interesses de políticos e burocratas.
¢ Assume-se então uma posição clara de combate à burocracia e a
luta pela reposição do primado dos políticos, verdadeiros
representantes da vontade popular, sobre o funcionário burocrático, da Administração Pública.
¢ A aposta está na desagregação do poder burocrático caminhando
3. A Teoria de Value for money
— Centra-se na racionalidade das decisões públicas – avaliação
permanente da eficácia das políticas, programas e projectos (por
exemplo, impacto do investimento público na vida das populações).
— Introduz a lógica de Decisão Estratégica na actuação pública –
Aplicar os recursos do Estado como se de um investimento se tratasse – Produtivo, Reprodutivo e Economias de Escala (Ex.
Formação: é custo, despesa ou gasto).
— Assim, value for citizens significa que os recursos em serviços
públicos devem ter em conta as utilidades relativas desses serviços para os cidadãos e a sociedade – Introduz-se lógica de efectividade do Investimento Público, saindo da retórica de Despesa efectiva.
— A necessidade pelo cumprimento das regras passa a ser uma
questão secundária superada pela visão da escola gestionária de
eficiência e eficácia económica. É necessário desregular e libertar as mentalidades dos gestores e servidores, e assegurar uma linha de orientação estratégica na actuação pública (competitividade).
62
Modelo de reforma tradicional
(burocrático)
Modelo de reforma Gerencial
· Ênfase em processos administrativos e
reestruturação organizacional e
simplificação dos procedimentos.
· Ênfase em mecanismos de gestão
orientados para resultados que garantam efectividade do Estado
· A Administração burocrática se concentra
em processos, em suas próprias
necessidades e perspectivas
· O modelo gerencial é orientado para o
cidadão e se concentra nas necessidades e perspectivas deste
· Centrado na eficácia e na gestão dos
projectos e programas (sem ter em conta a qualidade dos serviços)
· Preocupada em eficiências e na gestão de
processos
· Baseado em sistema hierarquizadas e
bastante rígidas (regras).
· Baseado em mecanismos flexíveis de
apoio a gestão de equipas e processos
· O funcionário público é visto como o
agente que actua em representação dos interesses do Estado
· O Servidor Público é visto como um
agente que actua em representação dos interesses do cidadão
· Império da lei e normas ditam o que deve
ser feito e como. Cabe a administração o cumprimento, não importando se com qualidade dos resultados (eficiência)
· Orientado para eficiência, as leis servem
63
Modelo de reforma tradicional
(burocrático)
Modelo de reforma Gerencial
·
Administração tradicional recorre aos
funcionários público para a execução
das tarefas do Estado (Função Pública)
·
As tarefas do Estado, parte são
executadas por agencias por si
designadas (contratos de gestão)
·
Vedado por leis com uma orientação
para dentro de si (processos)
·
Orientado por inovação, com um
carácter orientado para fora (cliente)
·
Contratos rígidos para funções amplas
e diversificadas
·
Contratos flexíveis para tarefas
concretas
·
Controlo
burocrático
preventivo
orientado para falhas (antecede os
fenómenos)
·
Controlo gerencial e de desempenho
orientado para os resultados (corrige
as falhas quando elas ocorrem)
·
Excessivo formalismo na sua actuação
(Informação
através
de
canais
autorizados: requerimentos, pedido de
audiências, etc)
·
Dialogo aberto e flexível quanto as
normas que orientam a actuação
(acesso a informação: panfletos,
placas informativas, etc)
·
Centralizador mesmos em campos
descentralizados
(descentralização
centralizada) para atender a hierarquia
·
Delegativo com liberdade de acção
Gestão Pública vs Administração Pública
Administração Pública Gestão Pública
Regras Regras
Técnicas administrativas do sector
privado são adequadas para
q
Simplificar as estruturas e processos:
n
Racionalização das estruturas organizacionais, visando
eliminar sobreposições de órgãos; duplicidade de
tarefas; gargalos, demoras, atrasos em procedimentos;
desperdícios; re-trabalhos;
n
Redução das normas em excesso, prejudicando o
desempenho
dos
processos;
inconsistência
ou
inexistência
de
procedimentos,
entre
outras
inadequações (
“
desburocratização
”
).
n
Racionalizar das intervenções públicas
q Importante q Urgente q Necessaria
REDESENHO DO APARELHO DO ESTADO ACTIVIDADES EXCLUSIVAS DO ESTADO ACTIVIDADES NÃO-EXCLUSIVAS
PRESSUPÕEM O EXERCÍCIO DE PODER DO ESTADO DE REGULAMENTAR, FISCALIZAR E FOMENTAR
Arrecadação Tributária Segurança Pública Controle Ambiental, etc
SÃO DE INTERESSE PÚBLICO, MAS PODEM SER DELEGADAS OU PRODUZIDAS POR TERCEIROS COM O APOIO E SUPERVISÃO DO ESTADO
Educação Saúde Meio Ambiente
Desenvolvimento em C & T, etc
Agências Executivas Organizações Sociais Agências Reguladoras Mandato de Directores com Independência do Governo
Contrato de Gestão
Abordagem Contemporânea da
Abordagem Contemporânea da
Administração
Administração
(Foco na Efectividade)
(Foco na Efectividade)
C. TEORIA GERAL DOS
SISTEMAS
Surgiu com Ludwig von Bertalanffy. Antes de discutir sobre
a Organização, é preciso entender Teoria Geral de
Sistemas, afirma que se deve estudar as organizações ou
seja os sistemas globalmente, envolvendo todas as suas.
A teoria de sistemas permite reconceituar os fenómenos
dentro de uma abordagem global, permitindo a inter-relação
e integração de assuntos que são, na maioria das vezes, de
naturezas completamente diferentes.
Ao unificar universos particulares de diversas ciências
aproximanos do objectivo da unidade da ciência
-Transdisciplinaridade
.
Três premissas básicas (Modelo Input-Output):
— Os sistemas são abertos (ligações – Visão linear); — Os sistemas existem dentro das unidades (relações);
— As funções de um sistema e as estruturas (interdependência).
69
C
B
A
Objectivo:
Introduzir o pensamento
Transdisciplinar na identificação das variáveis criticas, processos integrados e interdependentes da acção pública e maximizar os
processos de desenvolvimento através de uma gestão efectiva.
Sociedade actual é muito complexa: Maior número de problemas e Maior número de variáveis
.
O conceito geral de sistema passou a exercer significativa influência na Administração, sob a óptica da ciência, favorecendo a abordagem
sistémica, que representa a Organização em sua totalidade com seus recursos e seu meio ambiente externo e interno
—
O conceito geral de sistema passou a exercer
significativa influência na Administração, sob a óptica
da ciência, favorecendo a abordagem sistémica, que
representa a Organização em sua totalidade com seus
recursos e seu meio ambiente externo e interno.
—
A teoria de sistemas penetrou rapidamente na teoria
administrativa por duas razões (CHIAVENATO, 1993):
—
A necessidade de integração maior das teorias que
precederam.
—
A tecnologia da informação trouxe imensas
possibilidades de desenvolvimento e operacionalização
de ideias que convergiram para uma teoria de sistemas
aplicada à Administração.
Conceito de sistemas
Sistemas e Organização : estas palavras estão
intimamente ligadas, pois a empresa é um sistema e
dentro
dela
existem
diversos
sistemas
independentemente do uso ou não da Tecnologia da
Informação e seus recursos.
—
Um conjunto de elementos interdependentes e interagentes
ou um grupo de unidades combinadas que formam um todo
organizado.
—
É um conjunto de partes reunidas que se relacionam entre si
formando um todo.
—
É um grupo de unidades combinadas que formam um todo
organizado
cujas
características
são
diferentes
das
características das unidades.
—
Componentes da tecnologia da informação e seus recursos
integrados.
A teoria de sistemas permite compreensão
dos fenómenos dentro de uma abordagem
global, permitindo a
inter-relação e integração
de assuntos que são, na maioria das vezes,
de naturezas completamente diferentes.
O avanço tecnológico e aplicação de
sistemas de Informação e gestão
,
fundamentada pela visão compreensiva de
um conjunto complexo e total:
—
Holística
(Baseada na integração de serviços
em unidades físicas estruturais
–
Conjunto
integrado) e
—
Gestáltica
(Baseada na ligação de serviços
em unidades virtuais (rede)
–
Conjunto
relacional)
Pensar globalmente, agir localmente
Teoria de Geral dos Sistemas
Teoria de Geral dos Sistemas
SIAC
Holistica: Integração de serviços físicos
Web
Gestaltica: Integração de serviços virtuais
Jacob Massuanganhe
A Nova
Administração
Pública
(NAP)
A NOVA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
WALDO (1991):
A administração pública é a organização e a gerência de
homens e materiais para a consecução dos propósitos de
um governo.
Rocha (2002):
Administração Pública consiste em um conjunto de actos e
aplicação de recursos públicos orientados ao bem-estar
social e atraves de uma boa gestão da coisa pública.
Jacobson (2009):
Terceira via
Terceira via
Pensamento de Anthony Giddens
Fracasso em responder às
demandas do eleitorado
Fazer mais com menos
Os novos Modelos não rompem a
separação entre a Administração e a
Política
Teoria de Economia Institucional Teoria dos Custos de Transacção
Novos modelos de Administração
—
As estratégias descritas anteriormente inspiram um
movimento chamado
“
nova administração pública
”
, ou
“
modelo pós-burocrático de gestão pública
”
.
— Durante a década de noventa e princípios do sec XX, diversos
países engajaram-se em movimentos de reforma da administração pública. No entanto, os programas de reforma
tiveram maior foco na reengenharia de processos internos.
— O Advento da gestão Pública, a segunda geração, trouxe uma
nova abordagem gestionária na administração, com foco para o cliente (
Managerialismo
)— Não há claras ou unânimes definições sobre o que é a Nova
a) A Economia Institucional
a) A Economia Institucional
—
Crescente importância das instituições
formais e informais
,
nacionais e internacionais. Ênfase nos ganhos absolutos da
cooperação:
Bem-estar
. Importância de especificar em que
circunstâncias ganhos absolutos são preferidos
— Economia Institucional não se pela optimização na alocação de
recursos, ou maximização de utilidade, mas pela interacção mais inclusiva com entre as políticas e a sociedade.
— Sua visão da economia como objecto de estudo contempla
aspectos sociais, históricos, antropológicos e psicológicos da interacção dos indivíduos em sociedade - A presença de um conjunto formal e informal em contexto de coordenação.
— Estruturas organizacionais formais mantêm uma relação directa
com o ambiente institucional e o meio: Profissões, produtos, serviços, técnicas, políticas e programas, fazendo com que a organização, os adopte e os incorpore a novas práticas e procedimentos - Estruturas organizacionais informais.
b) Teoria de Custo de Transacção
b) Teoria de Custo de Transacção
(Institucionalismo)(Institucionalismo)Custos associados a melhor decisão de alocação óptima dos
recursos
–
O
mercado acarreta custos
(falhas do mercado
-assimetria da informação, incerteza, contratação imperfeita,
dependência limites do reforço: planear, adaptar e monitorar as
interacções entre os agentes, garantindo que o cumprimento dos
termos contratuais (
internalização ou externalização
).
— Custos ex ante de negociar e fixar as contrapartidas e salvaguardas do
contrato, e, Custos ex post de gestão, monitoria, renegociação e adaptação contratual às novas circunstâncias. Quanto maior for a
incerteza (mais espaço a atitudes oportunistas), portanto, eleva os custos de transacção.
— A decisão estratégica na alocação dos bens e serviços tem uma relação intrínseca com a análise de custo de oportunidade (escolha da melhor
alternativa). A intervenção pública assume uma prorrogativa Estratégica – Investimento produtivo e reprodutivo (eficiência)
c) Teoria da Agencia: Relação Principal e Agente
c) Teoria da Agencia: Relação Principal e Agente
—
Modelo contratual (principal - contratante e agente - contratado)
das transacções entre actores
–
Contratos de eficiência (
“
age em
nome de
”
)
. há uma prestação de serviços ao governo por
entidades privadas, mantendo a utilidade pública do serviço
(unidades semi-autónomas)
— Respeito da demanda por bens ou serviços em que o agente
esteja responsabilizado – Contratos de gestão e de desempenho.
— A relação tem por objectivo principal a satisfação da utilidade pública e/ou colectiva do serviço. Obedece a um regime
administrativo uniforme, embora com autonomia - tem um
carácter rentabilizador dos serviços (Gestão privada dum hospital
Público – Efeito de diversificação ou economias de escala. — Assume-se que não há externalidades - esta relação deve ser
bem estruturada para que a economia funcione adequadamente, pois estão sempre presentes os conflitos de interesse (Motivação
e satisfação particular).
exemplos: Inglaterra - governo x agentes económicos privados – Angola: Alfandegas (Crown Agency).
Estratégias de modernização
n
As principais acções de modernização conduzidas
para superar ou minimizar os problemas típicos das
estruturas burocráticas procuram:
q
Reforçar a coordenação governamental:
n
A coordenação e a integração dos diversos programas
de governo são acções essenciais para a
efectividade
da
acção governamental, reduzindo a fragmentação da
estrutura organizacional.
n
Isso tem sido feito por meio da adopção da
gestão por
q
Redesenhar as funções e órgãos horizontais
n
O modelo mecânico (burocrático), baseado na divisão do
trabalho e na
especialização
em órgãos horizontais ainda
é essencial como forma de estruturação organizacional.
O modelo da NAP orienta-se por premissas do
funcionalismo
(a acção do Estado) e identifica os
recursos visando a maximização da intervenção Pública.
n
Acções de modernização nesse sentido buscam tornar a
estruturas contemporâneas mais
eficientes e flexíveis
,
mediante a manutenção de órgãos e funções que
“
agreguem valor
”
e que sejam controlados e avaliados
com relação aos seus resultados.
q
Delegar
a
prestação
de
serviços
para
agências orientadas para resultados:
n
Diversas
organizações
públicas
têm
adoptado
a
estrutura
divisional,
criando
unidades
executivas
(agências) que têm grande
autonomia
de organização e
funcionamento.
n
Essas agências estão sujeitas a um
contrato de gestão
com sua unidade original, e esse contrato determina os
objectivos estratégicos, recursos financeiros e recursos
delegados para sua gestão.
n
O gestor da agência representa os
interesses públicos
mas orientado por interesses particulares, respondendo
periodicamente à unidade original pelo cumprimento dos
resultados
III. GOVERNAÇÃO PÚBLICA
FOCO NA EFECTIVIDADE
(Políticas, Instituições e a Sociedade)
P
I
S
Jacob Massuanganhe
A Abordagem
Governação
Pública
Com bastantes recursos e potencialidades naturais
Terras férteis e abundância de rios, lagos e lagoas
Não obstante,
A imagem de África é de
GOVERNAÇÃO
Governação é definida como
abarcando os mecanismos,
processos e instituições que
determinam a forma como o poder é
exercido, como são tomadas as
decisões sobre questões de
natureza pública, e como os
cidadãos articulam os seus
interesses, exercem os seus
direitos legais, satisfazem as suas
obrigações e efectuam a mediação
-—
A
Governação Pública é
entendida
como um
modelo
alternativo
a
estruturas
governamentais
hierarquizadas,
implicando que os Governos sejam muito mais eficazes em um
marco de economia globalizada, não somente actuando com
capacidade máxima de gestão, mas também garantindo e
respeitando as normas e valores próprios de uma sociedade
democrática.
Governação Pública
Governação Pública
As origens da Governação Pública datam de meados da década de 90, e traduzem um
consenso de que a eficácia e a efectividade na actuação pública se apoiam na qualidade da
interacção entre os distintos níveis.
A noção de profissionalização, esta associada a ideia de altos índices de performance, o que
EFECTIVO EFECTIVO
Flexivel
Flexivel EFICAZEFICAZ Eficiente
Eficiente
GOVERNAÇÃO ESTRATEGICA PÚBLICA (DESEMPENHO)
Fundamentos da Governação
Fundamentos da Governação
A
A Democratização
Democratização Institucional
Institucional
—
Características
—
Ênfase em funções sociais em detrimento das
funções económicas
–
Efectividade da Intervenção
Pública;
—
Preocupação com o valor dos recursos (
doing more
with less
);
—
Contenção de custos e maximização do valor do
Investimento (
produtivo e reprodutivo
);
—
Terciarização e a Privatizações;
—
Estabelecimento da administração por Desempenho
e da avaliação da performance de funcionários;
—
Mentalidade voltada para o mercado com um
pendor social (cidadão e servidores);
—
Características:
—
Foco na democratização Institucional e
funcionalismo público (Processos participativos
de tomada de decisão
–
Direitos do Cidadão)
—
Ênfase na qualidade dos serviços públicos;
—
Cidadão-consumidor
(ou
cidadão-cliente)
-avaliação de desempenho organizacional com
base
nos
dados
recolhidos
junto
aos
consumidores;
—
Desconcentração - quanto mais próximo do
consumidor, mais fiscalizado o serviço será;
—
Adopção do modelo contratual - separação entre
formulação e execução de políticas:
— Formulação: políticos no núcleo central do Estado e — Execução: burocratas nas agências.
— Coordenação: contratos de gestão.
A
Modelo 1: impulso para eficiência:
É caracterizado pela
implementação de métodos de controles rígidos, além de
fortalecer a centralização do poder nos escalões superiores
da administração.
Modelo 2: downsizing e descentralização:
A obtenção
de maior autonomia por parte das organizações públicas. A
descentralização da responsabilidade pela formulação da
estratégia e do orçamento.
Modelo 3: em busca da excelência
: Ênfase no
desenvolvimento organizacional e na aprendizagem.
Reconhecimento da cultura organizacional como forma de
adesão do empregado aos valores da organização.
Modelos
Modelo 4: orientação para o serviço público
: A
preocupação com a qualidade do serviço público, incluindo
as técnicas de gestão para a qualidade total. O desejo de
alcançar a excelência nos serviços públicos. O
estabelecimento de uma missão e visão organizacional como
elementos norteadores para a obtenção dos resultados
Modelo 5: Governação cientifica
: A preocupação com as
habilidades técnicas, criatividade, inovação e habilidades
profissionais dos servidores e administradores públicos
(
Lugares de confiança vs Lugares de Competência
)
Modelos
q
Introduzir a competição na prestação de
serviços (Marketing Publico)
n
Algumas experiências recentes de modernização da
administração pública partem do pressuposto de que a
organização burocrática constitui-se em um monopólio
de oferta de determinados serviços e que isso é
prejudicial à qualidade dos serviços e aos cofres
públicos.
n
A alternativa, introduzida em diversos países, tem sido a
competição entre as agências do próprio governo - ou
entre estas e o setor privado
–
para a provisão dos
serviços públicos.
q
Qualidade da gestão e na actuação dos
servidores públicos (Sustentabilidade)
n
A única maneira duradoura de melhorar a qualidade do
serviço
público
é
por
meio
da
motivação
e
profissionalização dos servidores
.
n
As
condições
organizacionais
têm
representado
restrições
–
ao invés de estímulo
–
às acções dos
servidores.
n
As estratégias de modernização têm considerado esta
questão propondo mudanças no sistema de emprego
público (desregulamentação e flexibilização); planos de
desenvolvimento; novos critérios de remuneração (por
resultados, por exemplo)
–
Gestão do Desempenho
.
—
Significa
“
Ao serviço de
”
- Um tema recorrente, inserido
nos movimentos reformadores e modernizadores do Estado,
é o emprego em larga escala de métodos e técnicas
negociais ou contratualizadas no campo das actividades
perpetradas pelos órgãos e entidades públicas.
Governação Pública
Governação Pública
A goveração pública diz respeito a uma forte
capacidade de liderança - participação de órgãos e entidades públicas, como também contemplar a sua interacção com organizações e actores afins –
sociedade civil: sector privado, comunidades locais, autoridades tradicionais, igrejas – Força mobilizadora e liderança transformativa.
A governação pública, implica forte capacidade
visionária, a sua comunicação e tradução em resultados fazer pouco mas com impacto
—
A Governação Pública é vista como uma combinação de
técnicas de administração, economia institucional e
gestão de serviços público, orientadas para a
racionalização de instrumentos de políticas que tenham
em vista o aumento da
produtividade e efectividade na
administração pública
, garantindo mais investimentos e
uma maior valorização dos recursos de modo a que
sejam mais produtivos e reprodutivos.
—
Estabelece a relação entre o Estado (administração), o
mercado e a sociedade. O Estado ao intervir por meio da
administração pública, procura alcançar diversas facetas
de política económica e social, pelo que as formas de
intervenção ditam a necessidade de uma maior
profissionalização dos servidores
para uma efectiva
provisão de bens e serviços.
—
No entanto há que equacionar a flexibilidade necessária
para a materialização das políticas do Estado, que pelo a
actividade pública não é tão somente regida por
postulados normativos, mas pela decadência da
missão e
natureza
(fronteira entre Política e Administração).
Governação Pública
Governação Pública
o
Há uma aproximação dos postulados do direito
privado no alinhamento das estratégias de
gestão e actuação da administração pública.
o
A
concorrência
serve para intensificar de forma
decisiva a implantação do novo modelo de
gestão (NMG). É vista como forma de
aproximação do
serviços público ao cidadão
.
o
O marketing Público assume um papel
—
Fundamentos:
o
Inteligência:
Fundamentada pela criatividade e inovação
social.
hierarquia e ao mercado, com suas formas de gestão à base de "poder", ao novo modelo somam-se a negociação, a comunicação e a confiança.o Efectividade: Racionalização e escolha optimizante das
intervenção pública, menor e melhor Estado. Assume estrategas de concorrência:
as virtuais
(formas de concorrêncianão-comerciais, por meio da comparação do desempenho,
benchmarking
), e (ii)as reais
(concorrências públicas, criação, assim como a subcontratação externa e a subcontratação interna).o Inclusão: Coesão social e busca de consensos na actuação do
Estado - A legitimidade das decisões governamentais de quaisquer dos poderes constitucionais repousa, necessariamente, no
reconhecimento da justeza. Há relevância a democratização (preferências colectivas, direitos e maior participação, )
Jacob Massuanganhe
Modelo de gestão governamental voltado para resultados de
desenvolvimento que se baseia na definição das
redes de
governação
constituída pelos links/nós entre programas
(desdobrados de um projeto de desenvolvimento) e a
arquitetura
(organizações, actores, sistemas e recursos)
necessária a sua implementação.
Administração Pública Matricial
Administração Pública Matricial
Como tornar governos mais capazes de
formular e alcançar resultados de
desenvolvimento?
Como promover a formulação e a
implementação de acções efectivas?
Quais concepções de planeamento e gestão
governamentais proporcionam maior
O Governo não esta para fazer tudo…
Principios:
— Orientação para resultados: alinhar a arquitetura governamental
(organizações e recursos) com os resultados dos programas
— Pragmatismo: vincular e optimizar as partes da arquitetura
governamental (organizações e seus recursos) que contribuem para o alcance dos resultados de programas prioritários
— Selectividade: focar na carteira restrita de programas prioritários
com alta agregação de valor aos objectivos de desenvolvimento
— Delegação : incentivar a adesão e o comprometimento de
organizações (isoladamente ou em rede) com os resultados visados
Administração Pública Matricial
Administração Pública Matricial
Fundamenta-se pela Responsabilidade partilhada e relações em rede:
• Políticas Governamentais
• Estruturas Governamentais
• Programas e Projectos